O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
João Rasteiro (Ameal, Coimbra, 1965) é um é um poeta e ensaista português. É Licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Universidade de Coimbra. Vive e trabalha actualmente em Coimbra, em Casa da Escrita, da Câmara Municipal de Coimbra.
Biografia
Para
além da sua escrita; essencialmente poesia, mas também alguma ficção e
ensaio, traduziu para o português vários poemas da língua castelhana, de
Harold Alvarado Tenorio, Miro Villar, Juan Armando Rojas Joo, Enrique
Villagrasa, Juan Carlos García Hoyuelos e Antonio Colinas.
É vogal de Direção do Pen Clube Português e integra os Conselhos Editoriais das revistas DEVIR - Revista Ibero-americana de Cultura e “Folhas - letras & outros ofícios”.
"Em João Rasteiro vamos encontrar uma poesia cujas principais referências e influências se vão encontrar em nomes como os dos poetas Herberto Helder, Fiama Hasse Pais Brandão ou Daniel Faria, mas também em nomes como os de Charles Bernstein ou Gertrude Stein. É uma poesia do corpo, físico e essencialmente do corpo da linguagem": (sic) ( Graça Capinha, Universidade de Coimbra).
Em 2005 integrou a antologia: “Cânticos da Fronteira/Cânticos de la Frontera (Trilce Ediciones - Junta de Castilha y León). Em 2007 fez parte do grupo de poetas convidados para o VI Encontro Internacional de Poetas de Coimbra, organizados pelo grupo de estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Foi também um dos poetas convidados para o III Festival Internacional de Poesia de Granada, Nicarágua.
Em 2008 integrou a antologia "O Reverso do Olhar" - exposição
Internacional de Surrealismo Actual. Em 2009 integrou a antologia:
“Portuguesia: Minas entre os povos da mesma língua – antropologia de uma
poética” (livro-DVD), organizada pelo poeta brasileiro Wilmar Silva e
que engloba poéticas de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-leste, Goa,Macau e Galiza.
Em 2009 integrou o livro de ensaios “O que é a poesia?”, organizado
pelo brasileiro Edson Cruz. Em 2010 integrou a antologia "Poesia do
Mundo VI", resultante dos VI
organizados pelo Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de
Letras da Universidade de Coimbra. Em 2011 integrou o livro "Três Poetas
Portugueses" [Editora RG, São Paulo), organizado pelo poeta Álvaro
Alves de Faria. Em 2012 integrou a antologia de poesia portuguesa
contemporânea "Corté la naranja en dos", (México, Ediciones Libera) com
compilação e tradução de Fernando Reyes da Universidade Nacional
Autónoma do México.
Tem participado e diversos festivais literários (essencialmente de
poesia), tanto em Portugal, como no estrangeiro. Em 2014, no âmbito dos
XVII Encontros de Poetas Iberoamericanos (Salamanca), em que participou
como poeta convidado, viu apresentado pelo poeta Antonio Colinas (com
tradução de Alfredo Pérez Alencart e capa e imagens de Miguel Elias) no
Centro de Estudos Brasileiros da USAL (Universidade de Salamanca) o seu
livro “Salamanca ou a memória do Minotauro”. Em 2016, conjuntamente com
Paulo José Miranda, foi poeta convidado a representar Portugal, no
Festival de poesia VOIX VIVES, de Méditerranée en Méditerranée, em Sète, Languedoc, França.
Integra, desde a sua fundação, conjuntamente com Miguel Carvalho,
Seixas Peixoto, Pedro Prata, Luiz Morgadinho e Rik Lina (Hol.), o "Cabo Mondego Section of the Portuguese Surrealism”,
tendo participado na exposição “Surrealism in 2012” do Goggleworks
Center for the Arts, Reading, EUA, com trabalhos individuais e
coletivos, executados em parceria com os elementos do grupo.
Em 2009 e 2018 organizou antologias dedicadas à poesia
portuguesa, respectivamente: "Poesia Portuguesa Hoje" (Arquitrave,
Colômbia) e "Aquí, en Esta Babilonia" (Amargord, Espanha).
Um dia, o excelso dilúvio do sangue
queimará a noite, também os livros
jazerão sós sob as túnicas de Istambul,
"com a morte, também o amor devia
acabar" – num único e violento segredo.
A melancolia esvoaçará dos orifícios
expiando a culpa, as criaturas cinzentas
comover-se-ão fartas pelo calor do tacto,
perecerão sozinhas - como a sua progénie.
E haverá a celebração dos precipícios
urdindo o beneplácito das heras, pois a flor
é um corpo excessivamente fresco e mortal,
o sangue, na primavera, é mais vermelho
que o barro nu – a terra é um lírio dobrado.
Porque amor e morte têm existência própria
convertem-se, mas os seus monstros subsistem
e subsistirão recolhidos à agonia do tempo
amando-se pelo ventre - até ao fim do mundo.
Patenteado o fracasso do seu projeto de construir uma monarquia forte
e unificada, centralizada na América, e perdendo importantes apoios
brasileiros, D. João não pôde mais resistir à pressão portuguesa, e seu
retorno tornou-se inevitável. Nomeou D. Pedro regente em seu nome e
partiu para Lisboa a 25 de abril de 1821, após uma permanência de treze
anos no Brasil, do qual levou saudades.
Os navios com o rei e a sua comitiva entraram no porto de Lisboa em
3 de julho. O seu regresso fora orquestrada de modo a não dar a entender que
o rei se sentira coagido, mas, de facto, já se havia instaurado um novo
ambiente político. Elaborada a Constituição, o Rei foi obrigado a jurá-la em 1 de outubro de 1822, perdendo diversas prerrogativas.
Filho de um engenheiro da marinha inglesa, Lewis Jones, com uma dona de
casa, Brian era conhecido pela sua versatilidade musical, tocando
vários instrumentos diferentes, ainda que se tenha notabilizado como
guitarrista da banda. Músico de origem clássica (Brian aprendeu a tocar
com a sua mãe, que dava aulas de piano numa igreja anglicana próxima) era
inicialmente o único músico da banda capaz de ler e escrever partituras.
Durante o seu período nos Rolling Stones ele manteve uma inventividade que gerou o Rolling Stones Rock'n Roll Circus, entre outros. Costumava usar roupas extravagantes, além de um estilo de vida baseado no "sexo, drogas e rock'n roll".
Apesar da fama e fortuna originada pelo sucesso da banda, Brian acabou por ceder ao uso desregrado de drogas, o que lhe valeu a saída do grupo, em 8 de junho de 1969. Menos de um mês depois, no dia 3 de julho, Brian foi encontrado afogado na piscina de sua casa, Cotchford Farm, em Sussex, antiga casa do escritor A. A. Milne, criador do Ursinho Pooh, que o músico adorava. Desde a sua morte, tida oficialmente como acidental, muitas dúvidas e livros encheram os media, alimentando muitas teorias conspiratórias.
Apesar dos poucos anos de vida é considerado um dos mentores do estilo
adotado pela banda. Deixou um grande número de fãs que praticam um
culto da sua imagem e contribuição musical até os dias de hoje.
Na primavera de 1962, Jones convidou Jagger e Richards para formar uma banda, que se chamaria The Rolling Stones, inspirado numa citação de uma canção de Muddy Waters (Rollin' Stone)
que dizia: "… pedras rolantes não criam musgo…", e cujo nome foi
utilizado oficialmente, pela primeira vez, na sua apresentação no Marquee Club de Londres, em 12 de julho de 1962.
Embora não tivesse a mesma facilidade de Keith e Jagger para compor músicas, ele era um grande instrumentista, sendo, com George Harrison, um dos primeiros músicos de rock a introduzir o sitar nas suas músicas. Tocava harmónica
tão bem quanto guitarra, assim como vários outros instrumentos, sendo
responsável por várias contribuições marcantes em músicas dos Stones,
como a harpa em "You got the Silver", saxofone em "Dandelion", acordeão em Back Street Girl, entre outras. Fez os slides de guitarra na versão dos Stones de "I wanna be your man", em "I'm king bee" e outros. Também tocou o saxfone na música dos Beatles, "You Know My Name (Look Up the Number)", em 8 de junho de 1967. Ainda em 1967, ele compôs a banda sonora do filme A Degree Of Murder, no qual Anita Pallenberg, (a sua namorada na época) atuou como protagonista.
Foi afastado da banda em 1969, por causa da sua dependência de drogas, sendo substituído por Mick Taylor. O seu último álbum feito com os Stones foi Let it Bleed, e ele tocou apenas nalgumas músicas.
James "Jim" Douglas Morrison (Melbourne, Flórida, 8 de dezembro de 1943 - Paris, 3 de julho de 1971) foi um cantor, compositor e poetanorte-americano, mais conhecido como o vocalista da banda de rockThe Doors.
Foi o autor da maior parte das letras da banda. Após aumento
explosivo da fama dos The Doors em 1967, Morrison desenvolveu uma
grave dependência de álcool que, juntamente com o consumo de drogas,
culminou na sua morte, com 27 anos de idade, em Paris. Alguns dizem
que veio a falecer devido a uma overdose de heroína, mas como não foi realizada autópsia, a causa exata de sua morte ainda é contestada.
Morrison era conhecido por muitas vezes dizer as suas Spoken word
e poesias improvisadas enquanto a banda tocava ao vivo. Devido às
suas performances e à sua personalidade selvagem, ele é considerado
por críticos e fãs como um dos vocalistas mais icónicos, carismático e
pioneiro do rock da história da música. Morrison foi classificado na
47° posição na lista da revista Rolling Stone dos "100 Maiores Cantores de Todos os Tempos ", e em 22° lugar na lista da revista Classic Rock dos "50 maiores cantores de rock".
Inovou ao criar a banda Morphine, que fazia uma fusão vitoriosa de rock e jazz. Formada apenas por baixo, sax e bateria, além da intervenção eventual de alguns outros instrumentos, a música do grupo servia de base para que Sandman, com sua voz aveludada, cantasse as suas belas poesias.
Fez fortuna nos mercados financeiros norte-americanos, mas
tornou-se mundialmente conhecido pelas várias aventuras em que
participou ao longo da sua vida.
(...)
A 2 de julho de 2002,
Steve Fossett tornou-se, finalmente, a primeira pessoa a dar a volta ao mundo
sozinha a bordo de um balão. Tratou-se da sua sexta tentativa e foi
concretizada depois de ter percorrido mais de 31 mil quilómetros e ter
cruzado a linha dos 117 graus de longitude, sobre a Austrália. Fossett
foi ajudado pelo bom tempo que se manteve durante toda a viagem. O
aventureiro tinha partido a 19 de junho de Northam, também na Austrália, a bordo do balão Bud Light Spirit of Freedom. Ao todo, a viagem durou 13 dias, 12 horas, 16 minutos e 13 segundos.
(...)
Às 08.45 de 3 de setembro de 2007, Fossett levantou voo sozinho num avião monomotor de um aeródromo privado, o Flying-M Ranch (38° 36′ 13″ N, 119° 00′ 11″ O), perto de Smith Valley, próximo de Carson City e da Califórnia. Não terá voltado a aterrar e nenhum pedido de socorro foi recebido via rádio na região nesse dia. A Google
ajudou na procura pedindo aos seus contactos a disponibilização de
imagens de satélite de alta resolução e aos voluntários para analisar
essas imagens. O seu cartão de identidade e notas de 100 dólares foram
encontradas por um montanhista que andava por áreas remotas da
Califórnia, mais precisamente no condado de Madera, na parte leste de
Serra Nevada, entre o Parque Nacional Yosemite e a fronteira com o
estado de Nevada. Os destroços foram achados a 3.200 metros de
altitude, nas montanhas de Serra Nevada, perto dos lagos Mammoth, na
Califórnia.
Apesar das intensas buscas na época do acidente, não foi encontrado
nenhum vestígio de Steve Fossett até um ano após sua morte. Ele foi
declarado oficialmente morto em fevereiro de 2008. Mas as buscas por
seu corpo foram retomadas em novembro de 2008, depois que um alpinista
encontrou o seu cartão de identidade num lugar remoto, nas montanhas
de Serra Nevada. Uma equipa de buscas depois encontrou os sapatos de
Fossett e a sua carta de motorista, junto com dois grandes ossos que,
depois de exames de ADN, foi confirmado que eram do milionário.
Em julho de 2009 foi divulgado o relatório do NTSB, órgão que
investiga acidentes aeronáuticos, que concluía que uma turbulência foi o
que derrubou o avião do piloto.
Cega-te a luz do sol - nunca te esqueças deste dia sem fim: no horizonte nascem as promessas e hás-de ficar assim, à espera de um milagre que te fale com a voz de uma sereia até te libertar de todo o mal e deixar sobre a areia o gesto inconsolável de algum deus desfeito já na espuma dos sonhos que algum tempo foram teus ou das nuvens que fogem uma a uma. Cega-te a luz do dia - sobre o mar um azul que não sabes decifrar.
in Pena Suspensa (2004) - Fernando Pinto do Amaral
Passou à história com os cognomes O Patriota, pela preocupação que os assuntos pátrios sempre lhe causaram; O Desventurado, em virtude da Revolução que lhe retirou a coroa; O Estudioso ou o Bibliófilo (devido ao seu amor pelos livros antigos e pela literatura portuguesa). Os monárquicos chamavam-lhe O Rei-Saudade, pela saudade que lhes deixou, após a abolição da monarquia.
Nasceu filho dos atores Camilo Arjona de Oliveira e da sua primeira mulher, Ester Venâncio de Oliveira, nos camarins do Teatro do Grupo Caras Direitas, localizado no centro da vila de Buarcos, na altura o único teatro existente no concelho da Figueira da Foz. Era irmão do autor teatral César de Oliveira.
Em finais de setembro de 2012, houve rumores da sua morte, um boato que os jornais se apressaram a desmentir.
O ator viria a falecer a 2 de julho de 2016, aos 91 anos de idade, no
Hospital Egas Moniz, em Lisboa, onde estava internado na unidade de
cuidados paliativos, devido a cancro na próstata e nos intestinos.
Hemingway fazia parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como "geração perdida", nome inventado e popularizado por Gertrude Stein.
Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de
ter tido vários relacionamentos românticos. Em 1952 publica "O Velho e o Mar", com o qual ganhou o prémio Pulitzer (1953), considerada a sua obra-prima. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1954.
A vida e a obra de Hemingway tem intensa relação com a Espanha,
país onde viveu durante quatro anos. Uma breve passagem, mas marcante para
um escritor americano que estabeleceu uma relação emotiva e ideológica
com os espanhóis. Em Pamplona, meados do século XX, fascinado pelas touradas, a ponto de tornar-se um toureiro amador, transporta essa experiência para dois livros: O Sol Também Se Levanta (1926) e Por Quem os Sinos Dobram (1940). Ao cobrir a Guerra Civil Espanhola (1937) – como jornalista do North American Newspaper Alliance, não hesitou em se aliar às forças republicanas contra o fascismo.
Ainda muito jovem, decidiu ir à Europa pela primeira vez, quando a Grande Guerra assombrava o mundo (1918). Hemingway havia terminado o ensino secundário em Oak Park e trabalhado como jornalista no Kansas City Star.
Tentou alistar-se, mas foi preterido, por ter um problema na visão.
Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de motorista de ambulância na
Cruz Vermelha. Em Itália apaixonou-se pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, a sua inspiração na criação da heroína de Adeus às Armas
(1929) – a inglesa Catherine Barkley. Atingido por uma bomba, retornou
para Oak Park que, depois do que viu na Itália, tornou-se monótona
demais.
Casamentos
Volta à Europa (Paris),
em 1921, recém-casado com Elizabeth Hadley Richardson, no seu primeiro
casamento, com quem teve um filho. Na ocasião, trabalhava para o Toronto Star Weeky e, em início de carreira, aproximou-se de outros principiantes na escrita: Ezra Pound (1885 – 1972), Scott Fitzgerald (1896 – 1940) e Gertrude Stein (1874 – 1940).
O seu segundo casamento (1927) foi com a jornalista de moda Pauline
Pfeiffer. Com ela teve dois filhos. Em 1928, o casal decidiu morar em Key West, na Flórida.
O escritor sentiu falta da vida de jornalista e correspondente
internacional. O casamento com Pauline era instável. Nessa época conhece
Joe Russell, dono do Sloppy Joe’s Bar e companheiro de farra. Já na década de 30, resolveu partir com o amigo para uma pescaria. Dois dias em alto-mar que terminaram em Havana, capital cubana, para onde voltava anualmente na época da pesca do merlim (entre os meses de maio e julho). Hospedava-se no hotel Ambos Mundos, em plena Habana Vieja,
bairro mais antigo da cidade que se tornava o lar do escritor, e os
cenários que comporiam a sua história e a da própria ilha pelos próximos
23 anos. Duas décadas de turbulências que teriam como desfecho a
revolução socialista e o suicídio do escritor.
Em Cuba, o escritor apaixonou-se por Jane Mason, casada com o diretor de operações da Pan American Airways
e tornaram-se amantes. Em 1936, novamente apaixonado, desta feita pela
destemida jornalista Martha Gellhorn, motivo do segundo divórcio,
confirmando o que previu o seu amigo, Scott Fitzgerald, quando eles se
conheceram em Paris: “Você vai precisar de uma mulher a cada livro”.
Assim, Hemingway partiu para a Espanha, onde Martha já estava e, no
meio da guerra, os dois viveram um romance que resultou no seu terceiro
casamento. Quando a república caiu e a Europa vivia o prenúncio de um
conflito generalizado, Hemingway retornou a Cuba com Martha.
Em 1946, o escritor casa-se pela quarta e última vez com Mary Welsh,
também jornalista, mas tímida e disposta a viver ao lado de um Hemingway
cada vez mais instável emocionalmente.
Suicídio
Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio
aparece em textos, cartas e conversas com muita frequência. O seu pai
suicidou-se em 1929, por causa de problemas de saúde e financeiros. A
sua mãe,
Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, atormentava-o com a
sua personalidade dominadora. Ela enviou-lhe pelo correio a pistola com a
qual o seu pai se havia matado. O escritor, atónito, não sabia se ela
queria que ele repetisse o ato do pai ou que guardasse a arma, como
lembrança.
Todas as personagens deste escritor se defrontaram com o problema da
"evidência trágica" do fim. Hemingway não pôde aceitá-la. A vida inteira
jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum, Idaho, utilizou uma arma de caça e disparou contra si mesmo.
A Lei de Direitos Civis de 1964 foi decretada em 2 de julho de 1964 com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população afro-americana e feminina, por causa do movimento dos direitos civis.
A lei também pôs fim às segregações raciais, em locais públicos e
privados, permitindo aos cidadãos negros frequentar os mesmos ambientes e
gozar dos mesmos direitos legais que os brancos - Martin Luther King
foi quem conseguiu que essa lei fosse criada, em benefício dos negros e
mulheres do país.
A família de Nostradamus era originalmente judia, mas havia se convertido ao catolicismo
antes de ele nascer. Ele estudou na Universidade de Avignon, mas foi
forçado a sair após pouco mais de um ano, quando a universidade foi
fechada, devido a um surto de peste. Ele trabalhou como farmacêutico por vários anos antes de entrar na Universidade de Montpellier, na esperança de obter um doutoramento,
mas foi quase imediatamente expulso depois que o seu trabalho como
farmacêutico (um comércio manual proibido pelos estatutos da
universidade) foi descoberto.
Nostradamus casou em 1531, mas a sua esposa e dois filhos
morreram em 1534, durante outro surto de peste. Ele lutou ao lado dos
médicos contra a praga antes de se casar com Anne Ponsarde, com quem
teve seis filhos. Ele escreveu um almanaque para 1550 e, como resultado de seu sucesso, continuou a escrevê-los nos próximos anos, quando começou a trabalhar como astrólogo para vários patronos ricos. Catarina de Médici tornou-se um dos seus principais apoiantes. O livro Les Prophéties,
publicado em 1555, baseava-se fortemente em precedentes históricos e
literários e inicialmente receberam uma receção mista. Ele sofria de gota severa no final de sua vida, que acabou evoluindo para edema. Ele morreu em 2 de julho de 1566. Muitos autores populares recontaram lendas apócrifas sobre a sua vida.
Nos anos desde a publicação das suas Les Prophéties, Nostradamus atraiu muitos apoiantes, que, juntamente com grande parte da imprensa popular, o creditam por ter previsto com precisão muitos grandes eventos mundiais.
A maioria das fontes académicas rejeita a noção de que Nostradamus
possuía habilidades proféticas sobrenaturais genuínas e sustenta que as
associações feitas entre eventos mundiais e as quadras de Nostradamus
são o resultado de más interpretações ou traduções incorretas (às vezes
deliberadas).
Esses académicos argumentam que as previsões de Nostradamus são
caracteristicamente vagas, o que significa que poderiam ser aplicadas a
praticamente qualquer coisa e são inúteis para determinar se o autor
tinha algum poder profético real. Eles também apontam que as traduções
das suas quadras são quase sempre de qualidade extremamente baixa,
baseadas em manuscritos posteriores.
Christoph Willibald Gluck (Berching, 2 de julho de 1714 - Viena, 15 de novembro de 1787) foi um compositor musical alemão. Juntamente com o seu principal libretista, Ranieri de'Calzabigi
(1714-1795), Gluck foi responsável pela “segunda reforma da ópera”. O
impacto dessa reforma ecoou durante muito tempo na história da
música. Por conta disso, durante mais de um século, a obra de Gluck
representou uma fronteira intransponível - nenhuma ópera séria,
anterior à sua reforma, era representada de forma regular.
Jean-Jacques Rousseau, também conhecido como J. J. Rousseau ou simplesmente Rousseau (Genebra, 28 de junho de 1712 - Ermenonville, 2 de julho de 1778), foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo.
Para ele, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a
liberdade. Para a criação de um novo homem e de uma nova sociedade,
seria preciso educar a criança de acordo com a Natureza, desenvolvendo progressivamente seus sentidos e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar.
A sua
extensa obra, traduzida em 36 línguas, foi caracterizada pela Academia
de Estocolmo como "uma poesia que, com precisão irónica, permite que o
contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade
humana", tendo sido definida como "o Mozart da poesia". É a poeta polaca mais traduzida no exterior.
Recordo bem este medo da infância. Evitava as poças, sobretudo as novas, após a chuva. Afinal, uma delas poderia não ter fundo, ainda que parecesse igual às outras. Ponho o pé e, de súbito, afundar-me-ei, voando para baixo, cada vez mais baixo, rumo às nuvens refletidas ou talvez mais além. Depois a poça secar-se-á, fechar-se-á por cima de mim, e eu para sempre trancada – onde – ficarei com um grito não repercutido à superfície. Só mais tarde compreendi que nem todas as más aventuras cabem nas regras do mundo e mesmo que o quisessem, não poderiam acontecer.
Lolita
(1955) é frequentemente citado entre os seus romances mais importantes e
é o mais conhecido, apresentando o amor por intrincado jogo de palavras e o detalhe descritivo que caracteriza todas as suas obras. O romance foi classificado na quarta posição na lista dos 100 melhores romances da Modern Library. A sua autobiografia, intitulada Speak, Memory foi colocada na oitava posição na lista dos livros de não-ficção da Library Modern.
Nascido numa família da antiga aristocracia, em 1919, a instabilidade produzida pela revolução bolchevique (1917) obrigou-o a abandonar a União Soviética. Estudou em Cambridge e licenciou-se em literatura russa e francesa. Mudou-se para Berlim, onde iniciou sua produção literária e intenso trabalho como tradutor.
Em 1926, foi publicado o seu primeiro romance, Maria, acolhido com interesse e consideração. Fugindo dos exércitos nazis e após uma passagem por Paris, chegou em 1940 aos Estados Unidos,
onde se dedicou ao ensino de língua e literatura russa em várias
universidades. Embora continuasse a escrever na sua língua materna,
começou também a escrever em inglês, publicando o seu primeiro romance
nesta língua em 1941 (The Real Life of Sebastian Knight). Publicou, em 1955 e em inglês, o polémico romance Lolita.
A partir de 1958,
o sucesso alcançado por seus livros permitiu-lhe dedicar-se
inteiramente aos seus principais interesses, a literatura e a
entomologia.
Entrou na carreira artística em 2000 e nos anos seguintes já conquistou o disco de platina pelos álbunsThe Spirit Room e Hotel Paper. Em 2004 formou a banda The Wreckers com a sua parceira musical Jessica Harp.
Na sua carreira a solo, teve muitos sucessos conhecidos mundialmente
como "Goodbye To You", (que muitas vezes cantou com a parceria de Avril Lavigne) no seu primeiro CD Broken Bracelet (esta canção
foi regravada mais tarde no seu segundo CD); "Everywhere", (que
inclusive fez parte da banda sonora de várias séries norte-americanas) e
"All you Wanted", no seu segundo CD, The Spirit Room; "Are You Happy Now?", "Breathe" e "Empty Handed" no seu terceiro CD, Hotel Paper, além de muitos outros sucessos. Também chamou atenção no Brasil, em parcerias feitas com o guitarrista Carlos Santana em "The Game of Love" e "I'm Feeling You", aonde já cantava com Jessica Harp nos coros. Fez uma parceria numa música dos Hanson chamada Deeper, onde canta ao lado de Isaac Hanson.
Participou em diversas exposições coletivas, podendo destacar-se: I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 1957); Art Portugais: Peinture et Sculpture du Naturalisme à nos Jours (Paris, 1968). Foi galardoado com o Prémio Marques de Oliveira e o Prémio Armando Basto (S.N.I.).
Parte para Moçambique
em 1964. Em 1968 revela-se como poeta ao obter um prémio para "40
Sonetos de Amor e Circunstância e Uma Canção Desesperada" assinado por
João Pedro Grabato Dias, negando durante vários anos ser o seu autor.
Nesse período colaborou com grupos de teatro em Lourenço Marques,
como o TALM (Teatro Amador de Lourenço Marques), em que foi autor do
cenário da peça "Jardim Zoológico" de Eduardo Albee,
encenada e interpretada por Mário Barradas, e o TEUM (Teatro dos
Estudantes da Universidade de Moçambique), sendo autor dos cenários e o
guarda roupa de "O Velho da Horta" e "Quem tem Farelos?" de Gil Vicente, ambas encenadas por Matos Godinho.
Colaborou no Núcleo de Arte de Lourenço Marques, como professor, onde contactou, entre outros, com Malangatana
Valente. Ganhou o 1º Prémio no concurso da Sociedade de Estudos de
Moçambique que, na cerimónia oficial, não foi entregue, dado que o
Secretário Provincial de Educação considerou a obra indecorosa.
Em 1971, lançou as odes O Morto e A Arca e ainda as Laurentinas. Grabato Dias e Rui Knopfli, criam nesse ano a revista Caliban.
Depois do 25 de abril, inventou o livrinho Eu, o povo, supostamente deixado por Mutimati Barnabé João, guerrilheiromoçambicano morto em combate, não assumindo inicialmente a sua autoria. Escreveu o novo livro de poemas didático O Povo e nós, já de autoria de João Pedro Grabato Dias.
Publicou um livro de divulgação da biotecnologia, para aplicação nas zonas rurais moçambicanas.
Publicou o poema pseudobibliográfico "Facto/Fado", considerado
pelo crítico literário Eugénio Lisboa um dos melhores livros em
português.
Em Moçambique, foi ainda o co-autor do monumento aos heróis, na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo.
No regresso a Portugal e a Santiago de Besteiros, em 1984, dedicou-se ao ensino, à escrita e pintura.
Como pintor, atividade principal da sua criação, tem extensa e
rica obra, de extrema beleza, realizada em Portugal e Moçambique.
Dedicou-se ainda a outras artes plásticas, como cerâmica, pintura em cerâmica, esculturas metálicas, cartazes, ilustração de livros e desenhos criados por computador.
Obteve a Grã-Cruz da Ordem do Infante D.Henrique, atribuída, a título póstumo, pelo Presidente Jorge Sampaio, em 1998, pela obra plástica e literária, particularmente pela autoria de As Quybyrycas.
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