sexta-feira, julho 31, 2026
D. Afonso, último Príncipe Real de Portugal e tio de El-Rei D. Manuel II, nasceu há 161 anos
Postado por Fernando Martins às 16:10 0 comentários
Marcadores: Afonso de Bragança, D. Manuel II, dinastia de Bragança, duque do Porto, Monarquia Constitucional
quinta-feira, julho 02, 2026
Saudades de D. Manuel II...
Regulus
Não há sombra para nela abrigares
o olhar das estilhas da luz no amanhecer.
Nenhuma trama nasce dos teus passos
que o vento não apague, com o andar.
Sem passado, tens por céu um alvo
neutro como o horizonte. Não há intenção
por detrás do sono dos teus passos,
posto que é tudo deserto à tua volta.
As cidades foram o lugar de uma morte espaçosa
enquanto a chama ia medrando no calor.
in As Esperas e outros poemas (1997) - Paulo Teixeira
Postado por Pedro Luna às 19:32 1 comentários
Marcadores: D. Manuel II, El-Rei, Monarquia Constitucional, Paulo Teixeira, poesia, Rei-Saudade
D. Manuel II e Sophia - dia de dupla saudade...
Ausência
in No mar novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen
(imagem daqui)
Nunca mais
Caminharás nos caminhos naturais.
Nunca mais te poderás sentir
Invulnerável, real e densa -
Para sempre está perdido
O que mais do que tudo procuraste
A plenitude de cada presença.
E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência.
in Poesia I (1944) - Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por Pedro Luna às 13:13 0 comentários
Marcadores: D. Manuel II, dignidade, El-Rei, literatura, Monarquia, poesia, saudades, Sophia de Mello Breyner Andresen
El-Rei D. Manuel II faleceu há noventa e quatro anos...
Postado por Fernando Martins às 09:40 0 comentários
Marcadores: D. Manuel II, dinastia de Bragança, Duque de Beja, I república, Monarquia Constitucional
Não te esquecemos...
EL-REI
Longe da luz
A que sonhou na infância
Em vez de predomínio e de conquista
Sonhos de amor
Entre visões de artista
Morreu de desconsolo e de distância.
Caminho aberto
À morte por essa ânsia
Que mais se exalta
Quanto mais contrista
De quem recorda o lar que nunca avista
E se consome em lúcida constância.
Porque acima do trono e da realeza
Havia o céu azul, a claridade
Da sua amada Terra Portuguesa
Havia a Pátria, e dizem, que impiedade
Dizem que não se morre de tristeza
Dizem que não se morre de saudade.
Branca Gonta Colaço
Postado por Pedro Luna às 00:00 0 comentários
Marcadores: Branca de Gonta Colaço, D. Manuel II, El-Rei, José Campos e Sousa, Monarquia, música, poesia, Saudade, tristeza
domingo, fevereiro 01, 2026
Poesia para recordar um dia triste...

O REGICÍDIO
Carruagem descoberta.
Ei-la, a Família Real.
Soa um tiro. A bala acerta
No Rei, traidora e mortal.
E outra, no mesmo instante,
Vara o Príncipe, que cai,
A sangrar, agonizante,
Depois de vingar o Pai.
Outra, ainda, fere o Infante.
Vulto de tragédia antiga,
A Rainha, em desatino,
Com flores de um ramo, fustiga
Este segundo assassino...
Foge o povo, apavorado,
Enquanto a polícia acorre
E o regicida, alvejado,
Morre.
Quadro horrendo, tal horror!
A Pátria a esvair-se, exangue!
Não pode vencer a dor
O português d'alma e sangue.
Traja luto Portugal
Cem anos que a sina traça,
Julgando ver, espectral,
Toda a Família Real
Sã e salva da desgraça.
Num novo tempo feliz,
Seja o sonho realidade!
E reverdeça a raiz!
E, inútil, murche a saudade!
António Manuel Couto Viana
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: António Manuel Couto Viana, D. Carlos I, D. Manuel II, El-Rei, poesia, Portugal, princípe Luís Filipe, regicídio
sábado, novembro 15, 2025
Saudades de El-Rei...
Longe da luz
A que sonhou na infância
Em vez de predomínio e de conquista
Sonhos de amor
Entre visões de artista
Morreu de desconsolo e de distância.
Caminho aberto
À morte por essa ânsia
Que mais se exalta
Quanto mais contrista
De quem recorda o lar que nunca avista
E se consome em lúcida constância.
Porque acima do trono e da realeza
Havia o céu azul, a claridade
Da sua amada Terra Portuguesa
Havia a Pátria, e dizem, que impiedade
Dizem que não se morre de tristeza
Dizem que não se morre de saudade.
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Branca de Gonta Colaço, D. Manuel II, El-Rei, José Campos e Sousa, Monarquia, música, poesia
Real, real, por El-Rei de Portugal...
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: casa de Bragança, D. Manuel II, Deus Pátria e Rei, José Campos e Sousa, Monarquia Constitucional, música, saudades
El-Rei D. Manuel II nasceu há 136 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:36 0 comentários
Marcadores: casa de Bragança, D. Manuel II, Monarquia Constitucional
domingo, outubro 05, 2025
Saudades de El-Rei...
EL-REI
Longe da luz
A que sonhou na infância
Em vez de predomínio e de conquista
Sonhos de amor
Entre visões de artista
Morreu de desconsolo e de distância.
Caminho aberto
À morte por essa ânsia
Que mais se exalta
Quanto mais contrista
De quem recorda o lar que nunca avista
E se consome em lúcida constância.
Porque acima do trono e da realeza
Havia o céu azul, a claridade
Da sua amada Terra Portuguesa
Havia a Pátria, e dizem, que impiedade
Dizem que não se morre de tristeza
Dizem que não se morre de saudade.
Branca de Gonta Colaço
Postado por Pedro Luna às 00:13 0 comentários
Marcadores: Branca de Gonta Colaço, D. Manuel II, El-Rei, I república, José Campos e Sousa, música
domingo, setembro 28, 2025
El-Rei D. Carlos I nasceu há 162 anos...
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 16:20 0 comentários
Marcadores: D. Carlos I, D. Manuel II, dinastia de Bragança, Dona Amélia, El-Rei, Monarquia, pintura, regicídio
quinta-feira, julho 31, 2025
D. Afonso, último Príncipe Real de Portugal e tio de El-Rei D. Manuel II, nasceu há cento e sessenta anos
Postado por Fernando Martins às 00:16 0 comentários
Marcadores: Afonso de Bragança, D. Manuel II, dinastia de Bragança, duque do Porto, Monarquia Constitucional
quarta-feira, julho 02, 2025
Saudades de El-Rei...
Regulus
Não há sombra para nela abrigares
o olhar das estilhas da luz no amanhecer.
Nenhuma trama nasce dos teus passos
que o vento não apague, com o andar.
Sem passado, tens por céu um alvo
neutro como o horizonte. Não há intenção
por detrás do sono dos teus passos,
posto que é tudo deserto à tua volta.
As cidades foram o lugar de uma morte espaçosa
enquanto a chama ia medrando no calor.
in As Esperas e outros poemas (1997) - Paulo Teixeira
Postado por Pedro Luna às 19:32 0 comentários
Marcadores: D. Manuel II, El-Rei, Monarquia Constitucional, Paulo Teixeira, poesia, Rei-Saudade
D. Manuel II - noventa e três anos de perda e de saudade...
Postado por Fernando Martins às 09:30 0 comentários
Marcadores: D. Manuel II, dinastia de Bragança, Duque de Beja, I república, Monarquia Constitucional
Dia de dupla saudade - Manuel II e Sophia...
Ausência
in No mar novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen
(imagem daqui)
Nunca mais
Caminharás nos caminhos naturais.
Nunca mais te poderás sentir
Invulnerável, real e densa -
Para sempre está perdido
O que mais do que tudo procuraste
A plenitude de cada presença.
E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência.
in Poesia I (1944) - Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por Pedro Luna às 00:13 0 comentários
Marcadores: D. Manuel II, dignidade, El-Rei, literatura, Monarquia, poesia, saudades, Sophia de Mello Breyner Andresen
sábado, fevereiro 01, 2025
Poesia um dia triste...
O REGICÍDIO
Carruagem descoberta.
Ei-la, a Família Real.
Soa um tiro. A bala acerta
No Rei, traidora e mortal.
E outra, no mesmo instante,
Vara o Príncipe, que cai,
A sangrar, agonizante,
Depois de vingar o Pai.
Outra, ainda, fere o Infante.
Vulto de tragédia antiga,
A Rainha, em desatino,
Com flores de um ramo, fustiga
Este segundo assassino...
Foge o povo, apavorado,
Enquanto a polícia acorre
E o regicida, alvejado,
Morre.
Quadro horrendo, tal horror!
A Pátria a esvair-se, exangue!
Não pode vencer a dor
O português d'alma e sangue.
Traja luto Portugal
Cem anos que a sina traça,
Julgando ver, espectral,
Toda a Família Real
Sã e salva da desgraça.
Num novo tempo feliz,
Seja o sonho realidade!
E reverdeça a raiz!
E, inútil, murche a saudade!
António Manuel Couto Viana
Postado por Fernando Martins às 19:08 0 comentários
Marcadores: António Manuel Couto Viana, D. Carlos I, D. Manuel II, El-Rei, poesia, Portugal, princípe Luís Filipe, regicídio
sexta-feira, novembro 15, 2024
Saudades de El-Rei...
Longe da luz
A que sonhou na infância
Em vez de predomínio e de conquista
Sonhos de amor
Entre visões de artista
Morreu de desconsolo e de distância.
Caminho aberto
À morte por essa ânsia
Que mais se exalta
Quanto mais contrista
De quem recorda o lar que nunca avista
E se consome em lúcida constância.
Porque acima do trono e da realeza
Havia o céu azul, a claridade
Da sua amada Terra Portuguesa
Havia a Pátria, e dizem, que impiedade
Dizem que não se morre de tristeza
Dizem que não se morre de saudade.
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Branca de Gonta Colaço, D. Manuel II, El-Rei, José Campos e Sousa, Monarquia, música, poesia
Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 13:50 0 comentários
Marcadores: casa de Bragança, D. Manuel II, Deus Pátria e Rei, José Campos e Sousa, Monarquia Constitucional, música, saudades
El-Rei D. Manuel II nasceu há 135 anos
Postado por Fernando Martins às 01:35 0 comentários
Marcadores: casa de Bragança, D. Manuel II, Monarquia Constitucional
sábado, outubro 05, 2024
Saudades de El-Rei...
EL-REI
Longe da luz
A que sonhou na infância
Em vez de predomínio e de conquista
Sonhos de amor
Entre visões de artista
Morreu de desconsolo e de distância.
Caminho aberto
À morte por essa ânsia
Que mais se exalta
Quanto mais contrista
De quem recorda o lar que nunca avista
E se consome em lúcida constância.
Porque acima do trono e da realeza
Havia o céu azul, a claridade
Da sua amada Terra Portuguesa
Havia a Pátria, e dizem, que impiedade
Dizem que não se morre de tristeza
Dizem que não se morre de saudade.
Branca de Gonta Colaço
Postado por Pedro Luna às 00:13 0 comentários
Marcadores: Branca de Gonta Colaço, D. Manuel II, El-Rei, I república, José Campos e Sousa, música


.png)


