segunda-feira, março 02, 2026

Nino Vieira foi assassinado há dezassete anos...


João Bernardo Vieira
, mais conhecido por Nino Vieira ou Kabi Nafantchamna (Bissau, Guiné-Bissau, 27 de abril de 1939 - Bissau, Guiné-Bissau, 2 de março de 2009) foi um político da Guiné-Bissau, por três vezes presidente da República da Guiné-Bissau, tendo sido o primeiro presidente guineense eleito democraticamente.
Vieira voltou à cena política em meados de 2005, quando venceu a eleição presidencial apenas seis anos depois de ser expulso, durante uma guerra civil que pôs fim a 19 anos de poder.
Eletricista de formação, Vieira filiou-se no Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) de Amílcar Cabral em 1960 e rapidamente se tornou uma peça-chave da guerra de guerrilha do país contra a soberania da Guiné-Bissau por Portugal.
À medida que a guerra se intensificou, ele demonstrou habilidade como líder militar e rapidamente subiu na cadeia de comando. Vieira era conhecido por seus camaradas como "Nino" e esse permaneceu o seu nome de guerra enquanto durou a luta.
Logo após eleições do conselho regional no fim de 1972, em áreas sob o controle do PAIGC, que levaram à constituição de uma assembleia constituinte, Vieira foi nomeado presidente da Assembleia Nacional Popular. Em 28 de setembro de 1978, ele foi nomeado primeiro-ministro da Guiné-Bissau.
Em 1980, as condições económicas haviam-se deteriorado significativamente, o que levou a uma generalizada insatisfação com o governo. Em 14 de novembro de 1980, Vieira derrubou o governo de Luís Cabral num golpe militar, o que o levou à desvinculação do PAIGC de Cabo Verde, que preferiu tornar-se um partido separado. A constituição foi suspensa e um Conselho Militar da Revolução, com nove membros, comandado por Vieira, foi formado. Em 1984, uma nova constituição foi aprovada, fazendo o país retornar a um regime civil.
A Guiné-Bissau, como o resto da África subsaariana, foi em direção a uma democracia multipartidária no começo dos anos 90. A proibição de partidos políticos terminou em 1991 e houve eleições em 1994. Na primeira volta das eleições presidenciais, em 3 de julho, Vieira receber 46,20% dos votos, concorrendo com outros sete candidatos. Ele acabou em primeiro lugar, mas não conseguiu ganhar a necessária maioria, o que levou a uma segunda volta, a 7 de agosto. Recebeu 52,02% dos votos, contra 47,98% de Kumba Yalá, um ex-palestrante de filosofia e candidato do Partido Renovador Social (PRS). Observadores internacionais da eleição consideraram ambas as votações livres e justas em geral. Vieira tomou posse com o primeiro presidente democraticamente eleito da Guiné-Bissau a 29 de setembro de 1994.
Recebeu o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a 1 de julho de 1996.
Logo depois de uma tentativa fracassada de golpe de estado contra o governo em junho de 1998, o país se viu no meio de uma breve mas violenta guerra civil entre forças leais a Vieira e outras leais ao líder rebelde Ansumane Mané. Rebeldes finalmente depuseram o governo de João Vieira num novo cessar-fogo em 7 de maio de 1999. Ele refugiou-se na embaixada portuguesa e veio para Portugal em junho.
Em 7 de abril de 2005, pouco mais de dois anos, depois de outro golpe militar derrubar o governo do presidente Kumba Yalá, Vieira retornou a Bissau de Portugal. Mais tarde, naquele mês, ele anunciou que se candidataria à presidência nas eleições presidenciais de 2005, em junho. Apesar de que muitos consideraram Vieira inelegível, por causa de processos contra ele e porque ele estava no exílio, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que ele estava apto a concorrer. O seu antigo partido, o PAIGC, apoiou o ex-presidente interino, Malam Bacai Sanhá, como seu candidato.
De acordo com resultados oficiais, Vieira ficou em segundo lugar na eleição de 19 de junho com 28,87% dos votos, atrás de Malam Bacai Sanhá, e portanto participou da segunda volta. Oficialmente derrotou Sanhá, na segunda volta, em 24 de julho, com 52,35% dos votos, e tomou posse como presidente em 1 de outubro.
Em 28 de outubro de 2005, Vieira anunciou a dissolução do governo, chefiado pelo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, seu rival, citando a necessidade de manter a estabilidade; em 2 de novembro, nomeou o seu aliado político, Aristides Gomes, para o cargo.
Em 1 de março de 2009, após o assassinato do chefe de Estado Maior das Forças Armadas, morto com uma bomba, no dia 2 de março o presidente é morto a tiro, por militares que mantiveram a sua casa debaixo de fogo. Nino Vieira morre ao tentar escapar de casa. Militares retiram os seus bens pessoais do palácio presidencial, no saque que se seguiu. Depois de ferido a tiro, foi retalhado, em pedaços, à catanada.

O Papa Pio XII nasceu há cento e cinquenta anos (e foi eleito há 87 anos...)

  
Papa Pio XII
(em italiano: Pio XII, em latim: Pius PP. XII; O.P., nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli; Roma, 2 de março de 1876 - Castelgandolfo, 9 de outubro de 1958) foi eleito Papa no dia 2 de março de 1939, sendo o Papa até à data da sua morte. Foi o primeiro Papa Romano desde 1724.

Foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da infalibilidade papal (definido no Concílio Vaticano I por Pio IX), quando proclamou solenemente, em 1950, o dogma da Assunção de Maria, na constituição apostólica Munificentissimus Deus. Ao longo de seu pontificado, criou 57 cardeais em dois consistórios e deixou uma extensa produção de encíclicas e documentos magisteriais, nos quais tratou de questões teológicas, sociais e culturais. É lembrado, ainda, por sua diplomacia ativa, pelo cuidado com a liturgia e pela preparação do terreno que desembocaria no Concílio Vaticano II.

O Pontífice foi declarado Venerável pelo Papa Bento XVI em 2009.

   
OPVS IVSTITIÆ PAX
    

Saudades de Lou Reed - A Walk On The Wild Side...

Hoje é dia de ouvir Karen Carpenter...

Jon Bon Jovi celebra hoje sessenta e quatro anos

      
Jon Bon Jovi (nome artístico de John Francis Bongiovi, Perth Amboy, 2 de março de 1962) é um cantor e músico dos Estados Unidos. Nasceu em Perth Amboy, mas, aos 4 anos de idade, juntamente com a família, descendentes de italianos (o pai John Bongiovi, a mãe Carol Bongiovi e os irmãos mais novos, Matt e Anthony), mudaram para a cidade que hoje é conhecida por lá ter passado a infância e adolescência, a cidade de Sayreville, na Nova Jérsia.
É o líder da banda Bon Jovi, que mantém algumas características do estilo hard rock dos anos 80 até hoje, mas assimilou influências dos variados estilos surgidos no rock e heavy metal desde o seu álbum de estreia, em 1984. A sua banda já vendeu mais de 130 milhões de álbuns em todo o mundo. A banda Bon Jovi, com o passar dos anos, veio a tornar-se uma das bandas mais bem sucedidas da história do rock quando se trata de turnês pelo mundo, músicas em séries e aparições em programas de TV. A banda em 2011 foi eleita pela revista Rolling Stone como a segunda banda de rock mais cara do planeta, perdendo o topo apenas para a banda irlandesa U2.
    
 

Saudades dos Mamonas Assassinas...

domingo, março 01, 2026

Hoje é dia de ouvir ópera...


Hoje é dia de ouvir Chopin...

Música para recordar Lucio Dala...

In The Mood ...

Saudades de Alberto Ribeiro e, duplamente, de Coimbra...

Harry Belafonte nasceu há 99 anos...

 
Harold George Bellanfanti Jr. (Nova Iorque, 1 de março de 1927 - Nova Iorque, 25 de abril de 2023), mais conhecido pelo nome artístico Harry Belafonte, foi um músico, ator, ativista político e pacifista norte-americano de ascendência jamaicana. Um dos mais bem sucedidos artistas de origem caribenha da história, foi apelidado de "Rei do Calypso" por popularizar o ritmo caribenho nos Estados Unidos, na década de 50. Durante a sua carreira foi um radical ativista político, envolvido em lutas pelos direitos civis e diversas causas humanitárias. 
 
 

Roger Daltrey celebra hoje oitenta e dois anos

      
Roger Harry Daltrey (Londres, 1 de março de 1944) é um cantor de rock, mais conhecido como fundador e vocalista da banda britânica The Who. Além de seu trabalho com o grupo, Daltrey obteve grande êxito como artista a solo e ator, participando em diversos filmes, peças de teatro e séries de televisão.
     
 

Gabriele d’Annunzio morreu há oitenta e oito anos...

  
Gabriele d’Annunzio (Pescara, 12 de março de 1863  - Gardone Riviera, 1 de março de 1938) foi um poeta e dramaturgo italiano, símbolo do decadentismo e herói de guerra. Além de sua carreira literária, teve também uma excêntrica carreira política.
  
Vida

Gabriele D'Annunzio era de origem dálmata. Nasceu em Pescara, região dos Abruzos, filho de um rico proprietário de terras cujo nome era originalmente Francesco Rapagnetta, ao qual legalmente adicionou D'Annunzio. O seu talento precoce foi logo reconhecido, e foi enviado à escola no Liceo Cicognini em Prato, Toscana.

Em 1883 D'Annunzio casou-se com Maria Hardouin di Gallese e teve três filhos, mas o casamento acabou em 1891. Em 1894 começou um célebre caso de amor com a famosa atriz Eleonora Duse. Conseguiu papéis importantes para ela nas suas peças, tais como La Città morta ("A cidade morta") (1898) e Francesca da Rimini (1901), mas o tempestuoso relacionamento terminou em 1910.

Em 1897 D'Annunzio foi eleito para a Câmara dos Deputados para um mandato de três anos, onde atuou como independente de esquerda. Por volta de 1910 o seu estilo de vida dispendioso forçou-o a contrair dívidas e fugiu para a França, para escapar aos credores. Lá colaborou com o compositor Claude Debussy numa peça musical Le martyre de Saint Sébastien ("O martírio de São Sebastião"), 1911, escrito para Ida Rubinstein

Depois do início Primeira Guerra Mundial, D'Annunzio retornou à Itália e fez discursos públicos a favor da adesão de Itália aos Aliados. Apresentou-se como voluntário, alcançou celebridade como piloto de caça, e perdeu a visão de um olho num acidente aéreo. Em fevereiro de 1918, tomou parte num ataque, militarmente irrelevante, ao porto de Bukar, hoje na Croácia (conhecido na Itália como La beffa di Buccari), ajudando assim a levantar o ânimo do público italiano, ainda abatido pelo desastre de Caporetto, hoje Kobarid, na Eslovénia. Em 9 de agosto de 1918, como comandante do 87º esquadrão de caça La Serenissima, organizou um dos grandes feitos da guerra, liderando 9 aviões em um voo de 700 milhas para lançar panfletos de propaganda sobre Viena. A guerra reforçou seu nacionalismo e o irredentismo italiano, e pregou ardorosamente para que a Itália assumisse um papel, ao lado de seus Aliados, como uma potência europeia.  

Animado com a proposta de que a Itália assumisse o controle da cidade de Fiume (hoje Rijeka na Croácia) na Conferência de Paz de Paris, em 12 de setembro de 1919, liderou um exército nacionalista voluntário de 2.000 italianos e tomou a cidade, forçando a retirada das tropas aliadas americanas, britânicas e francesas que a ocupavam. O objetivo era forçar a Itália a anexar Fiume, mas, em vez disso, o governo italiano iniciou um bloqueio, exigindo a rendição dos golpistas.

D'Annunzio então declarou Fiume um Estado independente, a Regência Italiana de Carnaro com uma constituição "social", D’Annunzio proclamando-se "Duce" (caudilho). Tentou organizar uma alternativa para a Liga das Nações para nações oprimidas selecionadas no mundo (tal como os italianos de Fiume), e começou a fazer alianças com vários grupos separatistas nos Balcãs (especialmente grupos de italianos, e também alguns grupos eslavos, embora sem muito sucesso). D'Annunzio ignorou o Tratado de Rapallo e declarou guerra à Itália. Finalmente, em 25 de dezembro de 1920, depois de um bombardeamento da cidade pela marinha italiana, ele e suas tropas renderam-se.

Depois do incidente de Fiume, D'Annunzio retirou-se para a sua casa no lago de Garda e passou os seus últimos anos escrevendo e fazendo campanhas. Embora tenha tido uma forte influência na ideologia de Benito Mussolini, nunca se envolveu diretamente com a política do governo fascista na Itália.

Em 1937 foi eleito presidente da Academia Real Italiana. D'Annunzio morreu, de um acidente vascular cerebral, na sua casa, a 1 de março de 1938. Benito Mussolini deu-lhe funeral de Estado.

Pode encontrar-se colaboração literária da sua autoria na revista Atlantida (1915-1920).

   
Política

D’Annunzio é considerado, um pouco indevidamente, um precursor dos ideais e técnicas do fascismo italiano. Seu ideário nasceu em Fiume (hoje Rijeka na Croácia) quando escreveu junto a Alceste de Ambris sua constituição (Carta del Carnaro). De Ambris se encarregou da parte legal enquanto que D’Annunzio contribuiu com suas habilidades como poeta. A constituição estabelecia um estado corporativista, com nove corporações para representar diferentes setores da economia (empregados, trabalhadores, profissionais), bem como uma "décima" (invento de D’Annunzio), representação dos "humanos superiores" (heróis, poetas, profetas, super-homens). A constituição declarava também que a música era o princípio fundamental do Estado.

Benito Mussolini imitou apenas alguns aspetos externos de D’Annunzio: o seu método de governo em Fiume, a economia do estado corporativo, grandes e emotivos rituais nacionalistas, a saudação romana. Contudo, D'Annunzio nunca proclamou respostas brutais e uma forte repressão contra a dissidência política interna ; também, a formula corporativa na Carta del Carnaro está internamente conectada com artigos de inspiração absolutamente socialistas.

  
   
      
  
 
As Mulheres
  
Houve mulheres serenas,
de olhos claros, infinitas
no seu silêncio,
como largas planícies
onde um rio ondeia;
houve mulheres alumiadas
de ouro, émulas do Estio
e do incêndio,
semelhantes a searas
luxuriantes
que a foice não tocou
nem o fogo devora,
sequer o dos astros sob um céu
inclemente;
houve mulheres tão frágeis
que uma só palavra
as tornava escravas,
como no bojo de uma taça
emborcada
se aprisiona uma abelha;
outras houve, de mãos incolores,
que todo o excesso extinguiam
sem rumor;
outras, de mãos subtis
e ágeis, cujo lento
passatempo
era o de insinuar-se entre as veias,
dividindo-as em fios de meada
e tingindo-as de azul marinho;
outras, pálidas, cansadas,
devastadas pelos beijos,
mas reacendendo-se de amor
até à medula,
com o rosto em chamas
entre os cabelos oculto,
as narinas como
asas inquietas,
os lábios como
palavras de festa,
as pálpebras como
violetas.
E houve outras ainda.
E maravilhosamente
eu as conheci.
   
  
  
Gabriele d’Annunzio

A Universidade de Coimbra, alma mater dos Geopedrados, faz hoje 736 anos...!

Domingo comemora-se o Dia da Universidade e é entregue o Prémio UC a Cláudia Azevedo

Sessão solene decorre a partir das 14.30 na Sala dos Capelos. Programa estende-se da manhã à noite, com a Caminhada e Corrida da UC e o Concerto de Abertura da Semana Cultural.

 

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A Universidade de Coimbra (UC) comemora no domingo, 1 de março, o seu 736.º aniversário. A data é assinalada com a cerimónia solene do Dia da Universidade de Coimbra, que decorre na Sala dos Capelos, a partir das 14h30, e inclui a entrega do Prémio UC à empresária Cláudia Azevedo, CEO da Sonae.

A sessão solene – transmitida em www.uc.pt/emdireto – vai contar com as intervenções da Presidente do Conselho Geral da UC, Maria da Glória Garcia, do Coordenador da Comissão de Trabalhadores da UC, António Trindade, da Presidente da Fundação Santander, Inês Rocha de Gouveia, da laureada com o Prémio UC 2026 (com o patrocínio da Fundação Santander Portugal), Cláudia Azevedo, e do Reitor da UC, Amílcar Falcão. A apresentação da vencedora do Prémio UC será feita pelo Vice-Reitor da UC para os Recursos Humanos, Financeiros e SASUC, Luís Neves.

Na cerimónia, que contempla a homenagem aos novos jubilados e aposentados, também será prestado tributo aos novos Professores Eméritos da Universidade de Coimbra, título instituído para distinguir docentes e investigadores, pela ação e prestígio no campo académico e/ou científico e pela contribuição para a projeção nacional e internacional da UC. Vão receber a medalha e diploma quatro Professores Eméritos: da Faculdade de Medicina, Isabel Maria Marques Carreira, Joaquim Carlos Neto Murta e Luís Filipe Marreiros Caseiro Alves; e da Faculdade de Ciências e Tecnologia, Carlos Artur Trindade de Sá Furtado.

Para além da sessão solene, o programa comemorativo inclui, a partir das 10h00, a primeira edição da Caminhada e Corrida da Universidade de Coimbra (um evento desportivo, solidário e sustentável aberto à comunidade universitária e ao público em geral).

Segue-se, pelas 12h00, a missa solene, na Capela de São Miguel. E às 21h30, a Orquestra Académica da Universidade de Coimbra sobe ao palco do Teatro Académico Gil Vicente, para interpretar o concerto de abertura da XXVIII Semana Cultural da UC, “Pulchritudines”.

Como preâmbulo das comemorações, a Académica/OAF também se junta à festa, convidando a comunidade universitária a assistir gratuitamente ao jogo de futebol com a União de Santarém, da 4.ª jornada da 2.ª Fase/Apuramento de Campeão da Liga 3, que se realiza às 17.00 de sábado, dia 28, no Estádio Cidade de Coimbra. Os bilhetes podem ser levantados na Loja da Académica, no Estádio Cidade de Coimbra, até à véspera da partida (nessa data, ficam disponíveis na Bilheteira, que se encontra localizada em frente à Loja).

 

 in Notícias UC 

O treinador Carlos Queiroz celebra hoje setenta e três anos

  
Carlos Manuel Brito Leal Queiroz (Nampula, 1 de março de 1953) é um treinador de futebol português.

Carlos Queiroz nasceu a 1 de março de 1953 em Nampula, Moçambique. Passou pelos juniores do Clube Ferroviário de Nampula, frequentou o Liceu Almirante Gago Coutinho e chegou a estudar Engenharia Mecânica, na Universidade de Lourenço Marques, até 1974.
Em 1975, estabelecido em Portugal, ingressou no Instituto Superior de Educação Física de Lisboa (ISEF), atual Faculdade de Motricidade Humana, pertencente à Universidade Técnica de Lisboa. Aí obteve a licenciatura em Educação Física e o mestrado em Metodologia do Treino Desportivo. Foi assistente da Faculdade de Motricidade Humana e professor do ensino secundário. Em 1984 foi adjunto do treinador Mário Wilson, no Grupo Desportivo Estoril Praia.

Foi convidado em 1987 a integrar os quadros da Federação Portuguesa de Futebol para desempenhar o cargo de selecionador nacional nas camadas jovens. Carlos Queiroz, que fez muita pesquisa e investigação sobre os métodos utilizados no estrangeiro, apostou forte na formação dos jovens jogadores que tinha a seu cargo e foi o responsável pelo aparecimento de craques como Luís Figo, Rui Costa, Vítor Baía, Paulo Sousa, Abel Xavier, Fernando Couto e João Vieira Pinto.
 
A 22 de março de 1989 foi distinguido como comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Até 1991 Queiroz esteve à frente das seleções jovens de futebol de Portugal e com as quais conquistou, por duas vezes, o título de campeão no Mundial Sub-20 de Futebol, em 1989, na Arábia Saudita, e em 1991, em Portugal. Foi um feito inédito que marcou o futebol português, nomeadamente porque nessas seleções alinhavam alguns jogadores que viriam a ser dos melhores do mundo e que desde sempre foram acompanhados por Carlos Queiroz.
 

Estaline teve um AVC há 73 anos (Free at last...!)

    
Josef Vissarionovitch Stalin, Estaline em português, (Gori, 18 de dezembro de 1879 - Moscovo, 5 de março de 1953), nascido Iossif Vissarionovitch Djugashvili, foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comité Central desde 1922 até à sua morte, em 1953, sendo assim o líder da União Soviética neste período.
Sob a liderança de Estaline, a União Soviética desempenhou um papel decisivo na derrota da Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) e atingiu o estatuto de superpotência, após rápida industrialização e melhoras nas condições sociais do povo soviético, durante esse período, o país também expandiu seu território para um tamanho quase igual ao do antigo Império Russo.
Durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1956, o sucessor de Estaline, Nikita Khrushchov, apresentou o seu Discurso Secreto, oficialmente chamado "Do culto à personalidade e suas consequências", a partir do qual se iniciou um processo de "desestalinização" da União Soviética. Ainda hoje existem diversas perspetivas ao redor de Estaline e seu governo, alguns vendo-o como ditador tirano e outros, vergonhosamente, como um líder habilidoso.
  
(...)
  
Na manhã de 1 de março de 1953, depois de um jantar que durou a noite toda e ter visto um filme, Estaline chegou à sua casa em Kuntsevo, a 15 km a oeste do centro de Moscovo com o Ministro do Interior, Lavrentiy Beria, e os futuros líderes Georgy Malenkov, Nikolai Bulganin e Nikita Khrushchev, retirando-se para o quarto, para dormir. À tarde, Estaline não saiu do quarto.
Embora os seus guardas estranhassem que ele não se levantasse à hora usual, eles tinhas ordens estritas para não o perturbar e deixaram-no sozinho o dia inteiro. Cerca das 22.00 horas, Peter Lozgachev, o Comandante de Kuntsevo, entrou no quarto e viu Estaline caído de costas no chão, perto da cama, com o pijama e ensopado em urina. Um assustado Lozgachev perguntou a Estaline o que aconteceu, mas só obteve respostas ininteligíveis. Lozgachev usou o telefone do quarto enquanto chamava oficiais, dizendo-lhes que Estaline tinha tido um ataque e pedia que mandassem doutores para a residência de Kuntsevo imediatamente. Lavrentiy Beria foi informado e chegou algumas horas depois, mas os doutores só chegaram no início da manhã de 2 de março, mudando as roupas da cama e deitando-o. O acamado líder morreu quatro dias depois, em 5 de março de 1953, de hemorragia cerebral (derrame), em circunstâncias ainda hoje pouco esclarecidas, com 74 anos de idade, sendo embalsamado a 9 de março. Avtorkhanov desenvolveu uma detalhada teoria, publicada inicialmente em 1976, apontando Beria como o principal suspeito de tê-lo envenenado. Todavia, outros historiadores ainda consideram que Estaline morreu de causas naturais.
Nikita Khrushchov escreveu nas suas memórias que, imediatamente após a morte de Estaline, Lavrenty Beria teria começado a "vomitar o seu ódio (contra Estaline) e a zombar dele", e que quando Estaline demonstrou sinais de consciência, Beria teria se colocado de joelhos e beijado as mãos de Estaline. No entanto, assim que Estaline ficou novamente inconsciente, Beria imediatamente teria se levantado e cuspido com nojo.
Em 2003, um grupo de historiadores russos e americanos anunciaram a sua conclusão de que Estaline ingeriu varfarina, um poderoso veneno de rato que inibe a coagulação sanguínea e predispõe a vítima à hemorragia cerebral (derrame). Como a varfarina é insípida ela provavelmente teria sido o veneno utilizado. No entanto, os factos exatos envolvendo a morte de Estaline provavelmente nunca serão conhecidos.
O período imediatamente anterior ao seu falecimento, nos meses de fevereiro-março de 1953, foi marcado por uma atividade febril de Estaline nos preparativos de uma nova onda de perseguições e campanhas repressivas, exceção até para os padrões da era estalinista. Tratava-se do conhecido complô dos médicos: em 3 de janeiro de 1953, foi anunciado que nove catedráticos de medicina, quase todos judeus e que tratavam dos membros da liderança soviética, tinham sido "desmascarados" como agentes da espionagem americana e britânica, membros de uma organização judaica internacional, e assassinos de importantes líderes soviéticos.
Tratava-se da preparação de um novo julgamento-espetáculo, desta vez com claros traços de anti-semitismo, que certamente levaria a um pogrom nacional, e que implicaria, segundo Isaac Deutscher, na auto-destruição das próprias raízes ideológicas do regime, razão pela qual a morte de Estaline pareceu a muitos ter sido provocada pelos seus seguidores imediatos, claramente alarmados diante da iminente fascistização promovida por Estaline. O facto de que Beria estivesse alheio à preparação deste novo expurgo fez com que ele fosse apresentado como possível autor intelectual do suposto assassinato de Estaline; o facto é, no entanto, que Estaline era idoso e que sua saúde, desde o final da Segunda Guerra Mundial, era precária; aqueles que tiveram contacto pessoal com ele nos seus últimos anos lembram-se do contraste entre a sua imagem pública de ente semi-divino e sua aparência real, devastada pela idade. Simon Sebag Montefiore considera que, apesar de Estaline haver recebido assistência atrasada para o derrame que o vitimaria, a tecnologia médica da época nada poderia fazer por ele, em termos terapêuticos.
  

Nik Kershaw - 68 anos

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Nik Kershaw (born Nicholas David Kershaw, 1 March 1958, in Ipswich, Suffolk) is an English musician, singer-songwriter, and multi-instrumentalist. The former jazz-funk guitarist was a 1980s teen idol. His 62 weeks on the UK Singles Chart in 1984 beat all other solo artists. Kershaw appeared at the dual-venue concert Live Aid in 1985, and has penned a number of hits for other artists, including a UK number one single in 1991 for Chesney Hawkes, "The One and Only". Kershaw is best known for the tracks "I Won't Let the Sun Go Down on Me", "Wouldn't It Be Good" and "The Riddle". Elton John, a friend of Kershaw, has described Kershaw as "one of the best songwriters of a generation".
     

Cheb Khaled faz hoje 66 anos

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Cheb Khaled, ou simplesmente Khaled, nome artístico de Khaled Hadj Brahim (Orão, Argélia, 29 de fevereiro de 1960) é um músico, cantor e compositor franco-argelino. Ele começou a gravar no início da adolescência sob o nome Cheb Khaled (árabe para "Jovem Khaled"), e tornou-se o cantor argelino mais famoso internacionalmente no mundo árabe e em vários continentes. A sua popularidade lhe valeu o título não oficial de "O Rei do Raï".

No Brasil, Khaled fez sucesso no final dos anos 90, com a sua canção El Arbi, gravada em 1991. Em 2000, a canção chegou a ficar 5 semanas no topo das paradas, tornando El Arbi a música árabe mais tocada no Brasil. O sucesso de Khaled no Brasil chegou a ser vinculado também aos árabes-brasileiros, que são muitos no país. Também é um dos três cantores que interpretam a música Abdul Qadir, uma homenagem ao líder político Abd El-Kader, considerada um hino na Argélia. No verão de 2012, ele gravou e lançou o álbum C'est la vie, cujos 9 títulos são produzidos pela RedOne, incluindo a música de mesmo nome.

   

Um terramoto arrasou a cidade de Agadir, em Marrocos, há 66 anos...

    
Le séisme de 1960 d'Agadir est un séisme qui s'est produit à Agadir le 29 février 1960 à 23.40 heures. La secousse dura 15 secondes et était d'une magnitude de 5,7 sur l'échelle de Richter
   
Le séisme 
Dans les quartiers de Founti, Yachech et de la Kasbah, tous les bâtiments furent détruits ou sévèrement endommagés, 95 % de la population de ces zones fut ensevelie. Dans le quartier de Talborjt, 90 % des bâtiments furent détruits ou gravement endommagés, la ville nouvelle et le front de mer ont été relativement épargnés, et détruits à 60 %.
Le séisme a fait de 12 000 à 15 000 morts, soit environ un tiers de la population, et environ 25 000 blessés.
C'est le séisme le plus destructeur et le plus meurtrier de l'histoire du Maroc. C'est également le séisme de magnitude « modérée » (moins de 6) le plus destructeur du XXe siècle (par opposition au séisme de Mongolie du 4 décembre 1957 qui ne fit que très peu de victimes malgré sa magnitude de 8,1).
La gravité des dégâts est attribuée au fait que la secousse avait son épicentre juste en dessous de la ville, et à la faible résistance des constructions anciennes. La ville semblait pourtant avoir été historiquement à l'abri des séismes, et ce n'est qu'après des recherches historiques que l'on se rendit compte que la ville, connue à l'époque sous le nom de Santa Cruz do Cabo de Aguer avait déjà été détruite par un tremblement de terre en 1731, ce qui, a posteriori, expliquait sans doute la date de 1746 gravée sur le fronton de la porte de l'ancienne Kasbah.
  
Conséquences
Dans les heures qui ont suivi le séisme, les marins de la base aéronavale française voisine sont venus porter secours aux survivants (environ 30 000). La proximité de cette base qui n'avait pratiquement pas subi de dégâts, l'arrivée rapide de l'escadre française de Méditerranée ainsi que d'une escadre néerlandaise, permirent la mise en place rapide des secours aux rescapés. Deux jours plus tard, la ville fut évacuée pour éviter la propagation de maladies. Les recherches continuèrent pendant un certain temps, notamment pour identifier les corps, mais il est resté une grande incertitude quant au bilan humain du désastre.
Dès le lendemain, le roi Mohammed V et son conseil des ministres ont créé une commission de reconstruction dont les rênes ont été confiées au prince héritier, Moulay Hassan. Rapidement, afin de réduire les risques sismiques (Agadir était littéralement construite sur la faille), il fut décidé que la ville nouvelle serait reconstruite un peu plus au sud, en abandonnant les quartiers situés au nord de l'oued Tildi, la Kasbah, Founti, Yachech, Talborjt, devenus inconstructibles. La première pierre de ce chantier est posée par le roi le 30 juin 1960, alors que les travaux de déblaiement de la ville avaient à peine commencé.
   
     

Hoje é dia de ouvir Pink Floyd...

Juan Bautista Comes nasceu há 458 anos

(imagem daqui)
   
Juan Bautista Comes (Valencia, 29 February 1568 – Valencia, 5 January 1643), aka per Valencian spelling Joan Batiste Comes, was a Spanish baroque composer who was born and died in Valencia.
It is known that before 1613 he held posts as Maestro de Capilla in Lleida at its cathedral and in Valencia at the Colegio del Patriarca. Also in Valencia, at its cathedral, from 1613 to 1619, he held a post as Maestro de Capilla. From 1619 to 1629 he was Second Maestro in Madrid at the Habsburg court, during the period when Felipe III and Felipe IV of Spain governed. Nevertheless, he returned to his old post at Valencia Cathedral in 1632, which he held until his death.
He studied under Juan Ginés Pérez.
In the range of composition he is best known for his villancicos such as Terremoto, que ruido and for his christian sacred polychoral works. His villancicos make use of Spanish, Portuguese and Galician.
       
    

Thomas Campion morreu há 406 anos...


Thomas Campion (por vezes Campian; Londres, 12 de fevereiro de 1567 – Londres, 1 de março de 1620) foi um compositor, poeta e médico inglês.

Tornou-se teórico, poeta e músico diletante. Foi o mais prolífico dos compositores para alaúde, com mais de cem obras em seu nome, cujas letras eram literariamente excecionais. Formou-se em Cambridge, estudou Direito em Gray's Inn e Medicina em Caen, mas optou por atividades sociais e culturais.  Escreveu masques, poemas e cinco livros de canções - alguns publicados por conta própria com amigos - e foi muito requisitado para escrever texto e música para entretenimento na corte do rei Jaime I.

 

Rossini nasceu há duzentos e trinta e quatro anos...

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Gioachino Rossini, circa 1817 (por Vincenzo Camuccini)
          
Gioachino Antonio Rossini (Pésaro, 29 de fevereiro de 1792 - Passy, Paris, 13 de novembro de 1868) foi um compositor erudito italiano, muito popular no seu tempo, que criou 39 óperas, assim como diversos trabalhos para música sacra e música de câmara. Entre os seus trabalhos mais conhecidos estão Il barbiere di Siviglia ("O Barbeiro de Sevilha"), La Cenerentola ("A Cinderela") e Guillaume Tell ("Guilherme Tell").
   
 

Chopin nasceu há 216 anos ...

    
Frédéric François Chopin, com o nome de batismo Fryderyk Franciszek Chopin (Żelazowa Wola, 1 de março de 1810 - Paris, 17 de outubro de 1849), foi um pianista polaco, radicado na França, e o maior compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. A sua técnica refinada e a sua elaboração harmónica são comparadas historicamente com as de outros grandes compositores, como Mozart e Beethoven, assim como a sua duradoura influência na música até aos dias de hoje.
  
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Em 1848, Chopin deu o seu último concerto em Paris, além de visitar a Inglaterra e a Escócia com a sua aluna e admiradora Jane Stirling. Eles chegaram a Londres em novembro, e ainda conseguiu dar alguns concertos e apresentações de salão.
Ele voltou a Paris, onde em 1849 ficou incapaz de ensinar e de se apresentar em público.
A sua irmã, Ludwika, que lhe tinha dado as primeiras lições de piano, cuidou dele no seu apartamento na Praça Vendôme, nº 12. Às primeiras horas de 17 de outubro Chopin morreu.
Chopin morreu rodeado de amigos e, como gostava muito de flores, logo depois da morte recebeu tal quantidade que parecia repousar num jardim. Como era costume na época, foi feita uma máscara mortuária, por Auguste Clesinger. A máscara foi rejeitada pela família, pois demonstrava claramente a expressão de sofrimento (Chopin morreu sufocado...), mas o escultor remodelou a peça, dando assim uma aparência mais tranquila.
Antes do funeral de Chopin, de acordo com seu desejo ao morrer, o seu coração foi retirado, devido ao seu medo de ser enterrado vivo. Ele foi posto pela sua irmã numa urna de cristal selada, com Cognac, destinada a Varsóvia. O coração permanece até hoje lacrado dentro de um pilar da Igreja da Santa Cruz (Kościół Świętego Krzyża), em Krakowskie Przedmieście, debaixo de uma inscrição do Evangelho de Mateus: "onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mt 6:21), que, curiosamente, seria salvo da destruição de Varsóvia pelos nazis, em 1944, pelo general das SS, Erich von dem Bach-Zelewski.
     
 

Alberto Osório de Castro nasceu há 158 anos...

   
Alberto Osório de Castro (Coimbra, 1 de março de 1868 - Lisboa, 1 de janeiro de 1946) foi um político do Partido Centrista Republicano, Ministro da Justiça português de 15 de maio a 8 de outubro de 1918, para além de juiz e poeta português

Nascido em Coimbra, a 1 de março de 1868, Alberto Osório de Castro era filho de João Baptista de Castro (1845-1920), um reputado bibliófilo, notário e magistrado, natural de Eucísia (Alfândega da Fé), e de Mariana Adelaide Osório de Castro Cabral de Albuquerque Moor Quintins, natural de São Jorge de Arroios (Lisboa). Sobre o seu pai, sabe-se ainda que publicou um livro sobre "Questões Jurídicas" (1868) durante a sua estadia universitária em Coimbra, quando este era companheiro de casa de Teófilo Braga, e que viria em 1911 a julgar e aprovar o pedido de Carolina Beatriz Ângelo para ser incluída nas listas de recenseamento eleitoral. Alberto era também irmão da escritora, jornalista e ativista republicana e feminista, Ana de Castro Osório.

Aos 21 anos formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi juiz nas antigas províncias ultramarinas portuguesas, exercendo em diferentes cidades das antigas colónias portuguesas, passando por Angola, Timor e Índia. Nesta ultima, criaria a publicação O Oriente Português, com Alves Roçadas, chefe de estado-maior das forças estacionadas na então colónia portuguesa do Índico.

Após regressar a Portugal, exerceu as funções de juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça e foi presidente do Conselho Superior de Administração Pública, sendo ainda Ministro da Justiça no governo de Sidónio Pais.

Nas letras, esteve ligado ao nascimento da revista Boémia Nova, com o poeta António Nobre, e Os Insubmissos, ao lado de Eugénio de Castro e Alberto de Oliveira, para além do jornal Novo Tempo, onde publicou os primeiros poemas do seu amigo fraterno Camilo Pessanha. Colaborou, com os modernistas, na revista Centauro (1916) de Luís de Montalvor, e, mais tarde, na Seara Nova, assim como e na Litoral de Carlos Queirós.

Viria a estrear-se na poesia com a obra "Exiladas", em 1895, seguindo-se "A Cinza dos Myrtos" (1906), "Flores de Coral" (1908), que se tornaria no primeiro livro a ser publicado pela Imprensa Nacional de Díli, na ilha de Timor, dedicado ao jornalista e escritor Fialho de Almeida, "O Sinal da Sombra" (1923), e "A Ilha Verde e Vermelha de Timor" (1943).

Alberto Osório de Castro colaborou ainda na II série da revista Alma Nova (1915-1918), começada a editar em Faro, em 1914, na revista A illustração portugueza (1884-1890), bem como no jornal humorístico A comedia portugueza, fundado em 1888.

Deixou inúmeros poemas inéditos, dentre os quais o livro "Cristais de Neve", e ainda um volume botânico de nome "Plantas Úteis da Ilha de Timor".

O seu estilo é descrito como estando situado entre os movimentos do decadentismo e simbolismo, evoluindo posteriormente para um formalismo de sabor parnasiano.

Além da poesia, dedicou-se aos estudos da antropologia, etnologia e botânica.

Politicamente, foi membro do Partido Centrista Republicano e presidente da Direção do Centro/Grémio Centrista de Lisboa.

Fez parte da Maçonaria, tendo sido iniciado, em 1892, na Loja Simpatia do Grande Oriente Lusitano Unido, tendo transitado para diferentes lojas.

Em 1950, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta, dando o seu nome a uma rua na zona de Alvalade.

 

in Wikipédia

 

Crisantemas



Tão longe do Fúsi-no-Yama,
No nosso outono, as exiladas
Crisantemas da terra em chama,
Florescem em tardes geladas.

Do seu canto natal de flama
Ainda mal desacostumadas,
Florescem em tardes geladas,
Tão longe do Fúsi-no-Yama!

E uma noite negra de lama,
As que viam noites doiradas,
Caem nas charcas, desfolhadas...
Longe de tudo o que se chama,
Tão longe do Fúsi-no-Yama!

 

Alberto Osório de Castro