Mostrar mensagens com a etiqueta sismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sismo. Mostrar todas as mensagens

sábado, abril 25, 2026

Novidades sobre a subida de magma em São Jorge, em 2022

 Irrupção silenciosa de magma elevou ilha açoriana 6,35 cm e parou de súbito sob a superfície

 

Morro Grande, na ilha de São Jorge, nos Açores

    

Uma série de sismos na ilha de São Jorge, nos Açores, revelou magma acumulado a apenas 1,6 quilómetros de profundidade. Segundo um novo estudo, falhas subterrâneas impediram a erupção. Tratou-se de uma quase-erupção, que nunca chegou a concretizar-se.

Em março de 2022, a pequena ilha açoriana de São Jorge foi subitamente atingida por uma série de sismos, após quase 60 anos sem atividade sísmica significativa.

Os tremores prolongaram-se durante meses, com micro-sismos a persistirem ao longo de dois anos, mas o que se estava a passar nas profundezas do subsolo da ilha açoriana continuava a ser um mistério.

Num novo estudo, uma equipa internacional de investigadores acredita ter clarificado a cadeia de eventos que na altura teve lugar.

O estudo, publicado na quinta-feira na revista Nature Communications, descreve como o magma irrompeu em direção à superfície em apenas dois dias, num volume equivalente a aproximadamente 32.000 piscinas olímpicas.

Ao analisarem dados sísmicos recolhidos em terra e no fundo do mar, juntamente com imagens de satélite, os investigadores concluíram que o magma subiu a partir de mais de 19 km de profundidade, acabando por estancar a cerca de 1,6 km abaixo da superfície.

Resumindo, tratou-se de uma quase-erupção que nunca chegou a concretizar-se, dizem os autores do estudo.

“Esta foi uma intrusão furtiva”, afirmou Stephen Hicks, investigador da University College London e autor principal do estudo, num comunicado publicado no EurekAlert.

O magma deslocou-se rapidamente através da crosta, mas grande parte do seu percurso foi silenciosa, o que dificultou a previsão sobre se ocorreria ou não uma erupção”, acrescenta o investigador.

 

Acumulação subterrânea de magma fez a ilha crescer

Quando o magma empurra para cima através das camadas da crosta terrestre, frequentemente provoca erupções vulcânicas. Mas nem sempre. Por vezes, estanca a diversas profundidades, sem conseguir romper a superfície, explica a Discover Magazine.

Foi exatamente o que aconteceu sob São Jorge. Os Açores situam-se ao longo do Rift da Terceira, onde as placas tectónicas euroasiática e africana se afastam lentamente uma da outra, tornando a atividade sísmica relativamente comum.

A própria ilha, com apenas cerca de 56 km de comprimento e e cerca de 6,4 km de largura, tem um historial de sismos poderosos, incluindo um evento de magnitude 7,5 em 1757, um dos maiores sismos registados nos Açores.

Após o início dos sismos de 2022, os investigadores reconstituíram a atividade subterrânea recorrendo a uma combinação de registos sísmicos, medições por GPS e dados de satélite

Estes instrumentos revelaram que o solo se tinha elevado cerca de 6,35 cm - uma evidência forte de que o magma tinha penetrado na crosta superficial. Em escalas temporais longas, este tipo de soerguimento é, na verdade, uma das formas como as ilhas ganham altitude.

Os autores do estudo descobriram ainda que o magma se deslocou ao longo de um importante sistema de falhas que atravessa a ilha, conhecido como a Zona de Falha do Pico do Carvão.

   

As falhas podem guiar o magma e reduzir a pressão

As falhas e fraturas na crosta terrestre podem funcionar como vias de passagem para o magma ascendente, embora os cientistas continuem a trabalhar para compreender plenamente esta relação. No caso de São Jorge, o sistema de falhas parece ter desempenhado um papel surpreendentemente complexo.

Estudos anteriores já tinham demonstrado que esta zona de falha era capaz de produzir grandes sismos no passado. Durante a crise sísmica de 2022, em vez de um grande sismo, os investigadores observaram numerosos sismos de menor magnitude, agrupados ao longo da falha, desencadeados pelo movimento do magma em profundidade.

Segundo os investigadores, a falha funcionou como uma espécie de guia, facilitando a irrupção do magma. Ao mesmo tempo, poderá ter permitido que gases e fluidos escapassem lateralmente, reduzindo a pressão no interior do magma e impedindo, em última instância, a erupção.

“A falha funcionou simultaneamente como uma autoestrada e como uma fuga“, explica Pablo González, investigador do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha e o coautor  do estudo, no comunicado. “Ajudou o magma a subir, mas pode também ter impedido uma erupção”.

Compreender como o magma se desloca abaixo da superfície é fundamental para interpretar a agitação vulcânica e prever o que poderá acontecer a seguir.

Os Açores são um raro laboratório natural, onde sistemas magmáticos ativos se cruzam com grandes falhas geradoras de sismos, o que facilita o estudo, por parte dos cientistas, da interação em tempo real entre estruturas tectónicas e rocha fundida.

As observações dos eventos de São Jorge sugerem que irrupções maciças de magma podem desenvolver-se rapidamente e sem aviso prévio, mas revelam também de que forma as falhas geológicas influenciam se esse magma atinge a superfície ou fica retido em profundidade.

Ambas as conclusões são cruciais para tornar a atividade vulcânica mais previsível.

“Este estudo apoiou as autoridades locais na avaliação de uma potencial ameaça vulcânica”, explica  Ricardo Ramalho, investigador da Universidade de Cardiff e também coautor do estudo, no comunicado.

“O estudo evidencia o valor de combinar dados geofísicos em terra e no mar para uma deteção e localização precisas de eventos sísmicos e de deformação do solo”, conclui o investigador português.

 

in ZAP 

Um terramoto afetou o Nepal há onze anos...

Hipocentro 15 km
Magnitude 7.8 MW
Data 25 de abril de 2015
Zonas atingidas  Nepal,  Índia,  Bangladesh,  Paquistão e  China
Vítimas 8.259 mortos
19.000 feridos

 

   
O Sismo do Nepal de 2015 foi um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter, ocorrido em 25 de abril de 2015, que resultou em milhares de feridos e mortos no Nepal, Índia, Bangladesh, Paquistão e China. O mais atingido foi o Nepal, sendo este o mais violento terremoto a atingir o país em 81 anos. O governo nepalês declarou estado de emergência e mais de 4,6 milhões de pessoas foram afetadas pela tragédia.
A duração do tremor variou entre 30 segundos e 2 minutos e ele foi sentido também na Índia, Bangladesh e no Tibete, além de ter provocado uma avalanche no Monte Everest, onde causou a morte de dezoito alpinistas.

Um segundo grande terremoto ocorreu a 12 de maio de 2015, com uma magnitude de momento de 7,3. Mw. O epicentro foi perto da fronteira com a China, entre a capital Katmandu e o Monte Everest. Mais de 65 pessoas foram mortas e mais de 1.200 ficaram feridas por conta deste novo tremor de terra.

  

 

quinta-feira, abril 23, 2026

O sismo de Benavente foi há 117 anos...

(imagem daqui)
   
O Sismo de Benavente de 1909 foi um abalo telúrico que ocorreu no dia 23 de abril de 1909, às 17.05 horas. Afetou a região ribatejana que abrange os concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos, tendo provocado cerca de quatro dezenas de mortos e elevados prejuízos materiais.
  
Evento geológico
O sismo teve origem na Falha do Vale Inferior do Tejo, uma falha intra-placa ativa e terá atingido uma magnitude Ms = 6.3 na escala de Richter. Foi o mais importante sismo gerado sob o território continental português em todo o século XX, uma vez que o sismo de 1969 (de magnitude superior a 7.0) teve o seu epicentro a SW da costa algarvia.
De acordo com relatos da época, o sismo teve uma duração de 22 segundos. Os mesmos relatos referem que o terramoto se terá desenrolado em duas fases, iniciando com um movimento vertical seguido por vários abalos horizontais mais violentos e de maior duração. Ao longo das semanas que se seguiram, sentiram-se várias réplicas com menor intensidade.
 
 undefined
El-Rei D. Manuel II em Benavente após o sismo
    
Consequências
O sismo provocou 42 mortos e 75 feridos, distribuindo-se as vítimas mortais do seguinte modo: 30 na freguesia de Benavente, 7 na freguesia de Samora Correia, 3 na freguesia de Santo Estêvão e 2 na freguesia de Salvaterra de Magos.
Para além das perdas humanas, o sismo provocou ainda elevados danos materiais, tanto nas habitações como em edifícios que constituem património municipal, de que são exemplos a Igreja Matriz, a Igreja de Santiago, a Igreja de S. Tomé, a capela de Nª Srª da Paz e os Paços do Concelho.
 
 
     

sábado, abril 18, 2026

O terramoto de São Francisco foi há cento e vinte anos...


  

O sismo de San Francisco de 1906 (em inglês: 1906 San Francisco earthquake) foi um violento sismo que ocorreu às 05.14 horas da manhã no dia 18 de abril de 1906 em São Francisco. Com magnitude estimada média de 8,0 na Escala de Richter, ficou conhecido como The Great San Francisco Earthquake (em português, "O Grande Terramoto de São Francisco"), ou somente apelidado como The Great Quake. O terramoto teve duração de aproximadamente 28 segundos, tendo morrido milhares de pessoas.
Outros locais sofreram estragos importantes, nomeadamente Santa Rosa, São José e a Universidade de Stanford. Cerca de 225.000 pessoas encontraram-se sem teto dos cerca de 400.000 habitantes daquelas áreas, na ocasião.
O geólogo que reportou-se no inquérito oficial da cidade de San Francisco diz:
"O epicentro do distúrbio estava provavelmente no fundo do oceano, uma distância curta da costa, oposto à linha do limite norte do condado de Mendocino, e a região da sua maior intensidade estendeu-se em direção a sul do ponto nomeado a uma distância de cem milhas do Sudeste de San Francisco. A linha do distúrbio foi a que é conhecida como a falha "Tomales-Portola", a linha de que foi seguido distintamente de Point Arena, condado de Mendocino, a sul de Hollister, condado de San Benito, exceto em pontos que a linha passa sob o oceano. Este é o caso oposto a San Francisco, a linha-falha, que está poucas milhas do lado de fora da Golden Gate Bridge (a famosa ponte Golden Gate). Foi a rutura da superfície da terra ao longo desta linha-falha que causou o distúrbio, o que provou tão desastroso. A falha ainda não se chamava San Andreas (ou falha de Santo André, em português)".
  

A Falha de Santo André segue numa linha de noroeste a sudeste ao longo da costa da Califórnia: os números na falha indicam quantos pés (1 pé (ft) = 30,48 cm) o solo cedeu naquele local com o resultado do terramoto de 1906
   
Geologia
O terramoto foi causado por um deslizamento da falha de Santo André num segmento de cerca de 440 km (275 milhas) de comprimento. As suas ondas sísmicas foram sentidas desde o sul do estado de Oregon (a norte da Califórnia) até à cidade de Los Angeles - a sul de São Francisco (Califórnia).
As construções vitorianas e os prédios de tijolos ficaram devastados. O pior da destruição fora o incêndio, causado pelos fios elétricos que se partiram e, com as faíscas, a provocar a combustão do gás que escapou pela cidade toda. Com as canalizações subterrâneas de águas destruídas, os bombeiros não conseguiram responder ao incêndio a tempo e a cidade ficou praticamente inteira destruída. Às 07.00 horas da manhã os soldados do exército de Fort Mason (a base do histórico Presídio de 1776), em São Francisco, apresentaram-se na câmara da cidade e o então presidente E. E. Schmitz pediu o reforço das patrulhas e autorizou que qualquer soldado atirasse a matar se alguém fosse encontrado a saquear lojas e casas. Enquanto isto, bombeiros e militares lutaram num esforço desesperado para controlar o contínuo fogo, até mesmo usando dinamite para explodir quarteirões inteiros, criando, assim, um paredão contra o fogo que se alastrava sem cessar.
Dos 225 mil habitantes que ficaram sem teto, cerca da metade destes refugiou-se do outro lado da baía, em Oakland (Califórnia). Os jornais da época descrevem como o Golden Gate Park, o bairro vizinho do Panhandle e as praias entre Ingleside e North Beach, se encontraram cobertos de tendas.
No dia 20 de abril, refugiados que ficaram emboscados em certas áreas por causa do incêndio tiveram que ser evacuados pela baía no cruzador USS Chicago, da Marinha norte- americana. No dia 23, grande parte do incêndio já se havia apagado e as autoridades iniciaram o trabalho de reconstrução da metrópole devastada. Contou-se na época 478 mortes, mas aparece hoje que este número, publicado pelas autoridades da época, subestimou o impacto real da catástrofe, nomeadamente entre a população chinesa. O balanço desde então aumentou, e o número geralmente aceite é de pelo menos de 3.000 mortes, resultantes do terremoto e do incêndio que alastrou pela cidade toda. Cerca de 28 mil prédios foram destruídos, incluindo a maioria das casas e praticamente todo o centro financeiro.
    

Terramoto de 1906 em São Francisco: o incêndio alastrando na cidade
   

quinta-feira, abril 16, 2026

Um terramoto matou centenas de pessoas no Equador há dez anos...

undefined
     
El terremoto de Ecuador de 2016 fue un movimiento sísmico ocurrido a las 18:58 ECT del 16 de abril de 2016, con epicentro entre las parroquias Pedernales y Cojimíes del cantón Pedernales, en la provincia ecuatoriana de Manabí.​ Con una magnitud de 7,8 Mw, constituye el sismo más fuerte sentido en el país desde el terremoto de Colombia de 1979, el más destructivo desde los terremotos de Ecuador de 1987 y el cuarto más grande (en magnitud) del año 2016. Las ondas sísmicas llegaron al suroccidente de Colombia, sintiéndose en ciudades de ese país como Cali, Pasto, Popayán y Neiva;​ y a la frontera norte de Perú, en lugares como Tumbes, Piura, Cajamarca, Lambayeque y Amazonas.
Desde la ciudad de Roma, donde se encontraba al momento del suceso, el presidente Rafael Correa declaró el estado de excepción a nivel nacional, y estado de emergencia en seis provincias costeras. Según la Oficina de la ONU para la Coordinación de Asuntos Humanitarios, más de un millón de personas fueron afectadas por el terremoto.

Parámetros
Fecha y hora 16 de abril de 2016,
18:58:36 UTC–5
Tipo Falla inversa interplacas (Pacífica, Continental Sudamericana)
Profundidad 20 km
Coordenadas del epicentro 0°22′16″N 79°56′24″O
Consecuencias
Zonas afectadas

Con mayor intensidad

Bandera de Ecuador Ecuador
Bandera de Colombia Colombia
Perú

Con menor intensidad

Bandera de Venezuela Venezuela
Panamá
Mercalli VIII (Severo)
Réplicas 3741
Víctimas 673 fallecidos (23 extranjeros)
113 rescatados con vida
663 fallecidos
9 desaparecidos
6274 heridos
28.775 personas albergadas
 
 

 

sábado, abril 04, 2026

O Sismo de Baja California foi há dezasseis anos...

undefined

Edifício afetado em Calexico, Califórnia

 

 
Magnitude 7.2  MW
Data 4 de abril de 2010
Zonas atingidas   México
 Estados Unidos
Vítimas 2 mortos e mais de 200 feridos

O Sismo de Baja California de 2010 ocorreu no estado mexicano de Baja California a 4 de abril de 2010, às 22.40 (UTC). O hipocentro do sismo situou-se a 10 quilómetros de profundidade e o epicentro localizou-se nas coordenadas 32.1° N, 115.3° W, a 60 quilómetros a sudeste da capital do estado, Mexicali, perto da fronteira com os Estados Unidos da América, numa zona onde vivem 900 mil habitantes, e a cerca de 175 quilómetros a leste-sudeste de Tijuana, onde o sismo foi sentido por cerca de 40 segundos, fazendo tremer alguns prédios e provocando o corte de energia elétrica nalgumas áreas da cidade.

Inicialmente o Serviço Geológico dos Estados Unidos indicou a magnitude do sismo como sendo de 6,9, mas posteriormente modificou para 7,2 graus .

Este sismo foi o mais forte registado na região desde 1992, quando outro abalo atingiu uma magnitude de 7,3 na escala de Richter. 

 

terça-feira, março 31, 2026

A capital da Nicarágua, Manágua, foi arrasada por um terramoto há 95 anos...

     

El terremoto de Managua de 1931, llamado localmente terremoto del 31, fue un sismo de magnitud 6.0 grados en la escala de Richter que destruyó la capital de Nicaragua el Martes Santo 31 de marzo de 1931. Su epicentro se ubicó en la falla del Estadio (llamada así por atravesar el actual Estadio Nacional Dennis Martínez que entonces era la Penitenciaría Nacional). Causó cerca de entre 1.200 y 1.500 muertos, más de 2.000 heridos y 45.000 damnificados, al igual que pérdidas económicas de 35 millones de dólares causadas por el sismo y el consecuente incendio. El desastre sembró las semillas del siguiente terremoto del 23 de diciembre de 1972, pues muchas casas y edificios dañados, hechos de taquezal (armazón de madera con entrepanos de reglas, rellenos con piedras y después revestidos de argamasa mezcla de agua con lodo y hierba) u hormigón, se repararon inapropiadamente con repello dejando las grietas en sus bases y estructuras por lo que se derrumbaron con ese sismo.

 

La destrucción y los daños

A las 10 y 23 minutos de la mañana del 31 de marzo de 1931, Martes Santo (en plena Semana Santa), la ciudad fue sacudida por un temblor que empezó de una manera lenta y fue aumentando en vitalidad hasta culminar en terremoto que causó la destrucción de Managua.

En los mercados, almacenes y tiendas de comercio que estaban atestadas de gente que se preparaba para la Semana Santa, fue mayor el espanto y la confusión. Los que habían quedado con vida corrían como locos en distintas direcciones.

Por las materias inflamables de las boticas y las cocinas de leña, empezó un feroz incendio que devoró más de veinte manzanas del radio central; incendio que se propagaba libremente sin que nadie pudiera contrarrestarlo, pues no era el momento para dedicarse a esas atenciones. Cada quien buscaba en los escombros a su madre, a su padre, al hermano, al hijo. Managua, convulsa siempre por los pequeños temblores que siguieron después del terremoto, era solo un lamento entre las ruinas, en las calles desoladas y en el ambiente trágico.

Cayeron el Palacio de Comunicaciones, los mercados Central y San Miguel, el teatro Variedades, la Casa del Águila, los templos de Candelaria, San Antonio, San Pedro. También, la Penitenciaría Nacional (ubicada donde hoy es el Estadio Stanley Cayasso), donde murieron centenares de reos y alienados. Los mejores edificios del radio central y el que no se derrumbó en la ciudad, quedó averiado.

Quedaron en pie solamente la armazón de hierro de la Antigua Catedral en construcción (apenas iniciada tres años antes en 1928), la Casa Pellas, el Club Social, el Palacio del Ayuntamiento, el Palacio Nacional (incendiado posteriormente por los marines estadounidenses en un arranque de furia) y la Casa Presidencial de la Loma de Tiscapa, y uno que otro edificio de particulares. Más de mil personas perecieron en esa hora trágica, y otro tanto quedó golpeado o lisiado para el resto de su vida.

En medio de aquel lugar de ruinas y de dolor, surgía impasible la figura evangélica de Monseñor José Antonio Lezcano y Ortega, Arzobispo de Managua, que de un lado para otro se multiplicaba socorriendo a los agonizantes o dando consuelo a los que lloraban la muerte de un deudo. Su figura se agigantaba entre los escombros y entre los cadáveres. Era el pastor estoico y resignado ante la obra de la naturaleza, que veía morir a su pueblo, y que arriesgandose ante el peligro repartía bendiciones. Era Jesús aplacando la tempestad en el mar de Tiberiades y dando muestras de valor a sus apóstoles. 41 años, 8 meses y 22 días después Monseñor Miguel Obando y Bravo, S.D.B. (elevado a Cardenal en 1985) recorrería las calles por 20 horas para auxiliar a los damnificados del terremoto del 23 de diciembre de 1972.

Cuanta diferencia con aquel otro que en la misma hora fulminaba anatemas contra la ciudad mártir. Monseñor Canuto Oviedo y Reyes, obispo de Granada, afirmó en su carta pastoral Digitus Deo Est (El dedo de Dios está aquí) que el desastre era un castigo divino, pues ese mismo día un grupo de muchachas iría a un balneario en el Océano Pacífico, lo que interpretó como blasfemia.

Pasado el primer momento de estupor, empezó la obra de salvamento. Muchas personas estaban ilesas bajo los escombros y pudieron rescatarse, como Francisco Solórzano Lacayo, y otros que no se recuerdan.

Centenares de cadáveres sin identificar se llevaron en camión al cementerio y se echaron a la fosa común; una zanja especial que se hizo prontamente. Más tarde se colocó allí un monumento costeado por los obreros.

 

El Presidente Moncada y las medidas

El terremoto sorprendió al Presidente de Nicaragua general José María Moncada disfrutando las vacaciones de Semana Santa en su residencia campestre llamada Palacete de Venecia a la orilla de la laguna de Masaya. La noticia del desastre le llegó después que la información recorriera un largo periplo por los sistemas militares de radio de los marines (Nicaragua estaba intervenida por la Infantería de Marina de los Estados Unidos) y la Tropical Radio, también estadounidense, que informaron a Washington D. C., luego a Nueva York, de ahí llegó a San Juan del Sur en el departamento de Rivas por cable y a Masatepe por telégrafo a Masatepe de donde salió un mensajero llevando la fatal noticia a dicho palacete. Moncada llegó el mismo día a Managua por la tarde e instaló una improvisada Casa Presidencial en la residencia de su primo y subsecretario de Relaciones Exteriores Anastasio Somoza García, (futuro Jefe Director de la Guardia Nacional y presidente de la república) frente a la ermita del Perpetuo Socorro, esquina opuesta al Campo de Marte; allí le llegaron las condolencias de diplomáticos y jefes de Estado, de todos los países del mundo incluyendo las del Papa Pío XI, Herbert Hoover (Presidente de los Estados Unidos) y las de Henry L. Stimson. Más tarde el Gobierno del general Moncada se trasladó temporalmente a la ciudad de Masaya, que por algunos días fue la capital.

La ley marcial fue decretada y los marines la aplicaron, se usaron cartuchos de dinamita para demoler los edificios no destruidos y así detener el avance de las llamas. Pero las explosiones causaron más destrucción que el mismo terremoto; esta experiencia evitó el uso en el siguiente terremoto del 23 de diciembre de 1972.

 

Muertos

Señorita María Hueso, Leticia Abea (vendedora de la tienda de Egon Lenz). José Moreno (tipógrafo), Edda Irías Zamora Br., Gilberto Saballos, Josefa Sandino, Napoleón Ré., Dona Yelba Castillo, Francisco G. Avellán, Aurora Sandino, 2 señoritas de apellido Stadthagen, Blanca Monje. Chepita Oreamuno, Alicia Sandino, Lucita Mora Oreamuno, Graciela Meléndez, Pedro Mora Oreamuno. Juana Mercado, Vicente Mora Oreamuno, Gregoria García, José Antonio Mora Oreamuno, Rosa de Mejía. Pedro Pablo Argüello, Carmela Ruiz, Federico K. Morris (murió el 1 de abril de 1931), Margarita Ramírez, Francisca Montealegre de Solórzano. Leticia Martínez, Paula Morales de Delgado, Petronila Zambrana, señorita Inés Saballos, Inés Martínez. Señorita Chepita Sevilla, Sabina Cajina, Dominguita Cubillo v. de Corea, Matilde Cáceres, Margarita Selva de Robleto Gallo. Luisa Toval, Elsa Anzoátegui de Mejía, Eugenia Torres, señorita María Leticia Abea, Alicia Alemán. Ernestina Hurtado de Ruiz, Virginia Silva M, nietas de Ernestina: Dorita y Soledad. Ana Castillo, Sinforoso Saénz R, Petronila Aguilar, niño Enrique Elizondo, Josefa de Rodríguez. Roque Matamoros, Gertrudis Benavente, Carmen Fonseca Saballos, Armando (hijo de Gertrudis Benavente). Dr. Leopoldo Rosales, Carmen Guillén de Estrada, Alicia Baca de Godoy, Sofía Rivera, señorita Rosa Cifuentes. Ana Rosa García, señorita María Arce, Josefa Bermúdez de Cuadra, niña Telma Leal, Isabel Picado. Adolfo Romero, Isabel (hija pequeña de Isabel Picado), Ramón A. Reyes, Juana Rivera, Sor Conchita (Superiora del Hospital General), Francisca de Castillo. Rosalía Martínez y Juana Guillén.

En la Penitenciaría murieron el mayor del cuerpo de Marinos, Dr. Hugo Baske, el teniente Jaime F. Diekey, 24 soldados y casi todos los reos. En la calle, por el comercio y en sus respectivos automóviles perecieron: la señorita del oficial J. D. Murray Lea Rossich, esposa del teniente Louis Rossich, y su hijo Louis.

En los mercados se identificaron 65 cadáveres de mujeres y 17 de varones, los que recogieron sus dedos. Algunos por el estado lastimoso en que quedaron, sin identificar, se les llevó a la fosa común. Carmen Malespín, María Galo de Ruiz, Jacinta Miranda, Leonor Castillo, Genoveva de Tapia. Teresa Dubón, Virginia Muñoz, Berta López, Rosa Luna de Quintana, Dolores Santamaría de Solórzano. Rosario Robleto, Francisco Meléndez, Rosa Palacios, Juana Méndez, María Fonseca que ya había salido del mercado pero regreso a buscar unos documentos, cuando le cayo una viga. María Helen Peters, Amanda Miranda (nieta de Jacinta), Domingo Castillo (hijo de Leonor Castillo), Alfredo García, Salomón Rivera. Domingo Fonseca, Jesús Estrada, Juan Galeano, José María Baltodano, José Francisco Picado. Clemente Cabezas, Luis Castillo, Jesús García, Mauricia Rodríguez E., Ritana de Morales. Petronila Aguilar, Margarita Baca, Tiburcio Rayo, Adolfo Romero, Manuel Fonseca. Gustavo Munguía, Adán Sandino, Julio Espinosa G., Ana Castillo, Olga Morales A. Herminia de Meléndez, Matilde de Briceño (esposa de Julio Briceño Rivera) junto al niño (6 años) Salomón Briceño Rivera (hijo de Jacinta Rivera y Eugenio Briceño). Matilde y el niño Salomón murieron en el mercado Central; cuando comenzó el terremoto, Matilde corrió con el niño en brazos hacia el fondo del mercado en vez de la parte frontal que estaba más cerca y lamentablemente una de las paredes les atrapó hasta la mitad del cuerpo donde murieron por múltiples fracturas. Mercedes Fitoria y Adrián Zavala, a quien encontraron en unos escombros muchos días después.

 

Consecuencias

Muchos edificios y casas de taquezal que sobrevivieron al sismo quedaron en pie, pero les repararon las paredes, dejando ocultas las lesiones en sus bases razón por la cual 41 años, 8 meses y 22 días después cayeron en el terremoto de 1972. El Palacio del Ayuntamiento (construido en 1927) y la Casa Presidencial, recientemente inaugurada el 4 de enero, quedaron dañados levemente; en esta última una parte del costado sur cayó en la laguna de Tiscapa. Ambos fueron "reparados" cosméticamente, teniendo sus bases dañadas, por lo que se derrumbaron en 1972.

 

La ayuda internacional

Las hermanas Repúblicas de Centroamérica inmediatamente después del terremoto enviaron los primeros socorros por la vía aérea, consistentes en alimentos, medicinas y dinero. El primer auxilio que llegó fue el de El Salvador, de cuya comisión era jefe el General Trabantino, caballeroso y noble en tales circunstancias.

Los golpeados y heridos, que llegaron a dos mil, fueron enviados a los hospitales preparados de emergencia en León, Masaya y Granada, porque en Managua era imposible atenderlos. La ciudad destruida era un solo lamento. Hogares enlutados, riquezas destruidas, quemado el Archivo Nacional donde existía toda la documentación histórica de Nicaragua. Dichosamente se salvó la Biblioteca Nacional. El gobierno creó un fondo para damnificados del desastre.

A raíz del terremoto aterrizó en Managua, manejando su propio avión, el millonario norteamericano Will Rogers, quien obsequió cinco mil dólares para los damnificados; este rasgo humanitario del filántropo yankee, causó honda sensación y el gobierno, agradecido, puso su retrato en las estampillas de correo.

A los pocos meses después del terremoto, vinieron discos de México con una canción hondamente sentida, cuya música y letra era del cantante mexicano Guty Cárdenas, quien se inspiró en nuestro propio dolor para externar sus sentimientos por medio de la poesía y del pentagrama. Poco tiempo después el artista Guty Cárdenas murió asesinado en la Ciudad de México. Managua le agradece su recuerdo y deplora su triste fin.

El operador del inalámbrico de la Tropical radio Telegraph Company, Mr. S. M. Craigie, que se encontraba de turno, fue quien de Portezuelo dio aviso al mundo de la desgracia que ocurrió. El Teniente Harold D. Hoke, aviador del cuerpo de marinos de los Estados Unidos, voló hacia Corinto para urgir socorro inmediato de medicinas, de los vapores de guerra surtos en la bahía.

En el Vapor Corinto, el jueves 2 de abril desembarcó en Corinto una parte de la Cruz Roja Salvadoreña y el domingo 5 de ese mismo mes a bordo del vapor Venezuela llegó el resto encabezado por su jefe el general José Tomás Calderón, inspector general del Ejército de su país; Dr. José A. Fernández, Agustín Rivera y Ricardo Moreira, y las enfermeras Olimpia Montes, Hercilia Turner, Rosibel Romero, Cristina y Anita Goens y Carmen Moreno. Esta misión trajo además 150 qq. de azúcar, medicinas, aparatos telefónicos, telegráficos y alambre en gran cantidad para restablecer los servicios de comunicaciones. A la Misión salvadoreña debe Nicaragua que las comunicaciones con Managua no hayan sido interrumpidas por un tiempo indefinido, pues éstas fueron restablecidas con gran rapidez.

El jueves 9 del mismo mes, llegó a Corinto el vapor Kreta con la Cruz Roja de Costa Rica, integrada así: Jefe de la misma, Dr. Warren H. Morry, Dr. Inocente Moreira, nicaragüense; Dr. Onofre Villalobos y Elías Calderón, Francisco Bonilla, Manfredo Pentzke, José Emilio Bolaños, Ernesto Oviedo, Luis Esquivel, Juan M. Morales, Cornelio Vargas, Ernesto Lacayo, Gilberto Tercero y Ramón M. Padilla. esta misión trajo para los damnificados, tiendas de campaña, 5,000 inyecciones antitetánicas y gran cantidad de medicinas, 1,000 camisolas, 1,000 calzoncillos, 1,000 pantalones, y 1,000 pares de calzado. Además de esto también traía el contingente del diario "La Tribuna", de San José, Costa Rica, consistente en maíz, arroz y frijoles.

Por la vía aérea también llegaron a Managua, la Cruz Roja de los Estados Unidos, la Cruz Roja de Panamá, encabezada por la distinguida señorita panameña Enriqueta Morales, y la Cruz Roja de Guatemala, formando parte de esta última el Dr. Rodolfo Espinosa R. que fue Vicepresidente de la República, y por la vía del Tempisque, la Cruz Roja de Honduras.

Todas estas misiones prestaron valiosos servicios tanto en la capital como en otras ciudades donde se encontraban refugiados los damnificados. Fue la Cruz Roja salvadoreña la que más se distinguió.

Un caso curioso y providencial ocurrió en el Barrio de la Penitenciaría. A la hora del terremoto un hombre estaba cavando un pozo, a una profundidad de 30 varas. Creyó el pobre hombre que ya había llegado a su última hora al ver que las paredes del pozo se bambaleaban y gritó desesperadamente; pero en vano, nadie estaba en ánimo de extraerlo de aquella profundidad. El brocal que ya estaba concluido, cayó totalmente; pero hacia afuera, sin caer ni una arena en el agujero donde estaba el hombre. este fue sacado sano y salvo.

 

Pugna por el traslado de la capital

Detrás de la tenebrosa pastoral de Monseñor Canuto Oviedo y Reyes estaba la intención de despojar a Managua de su estatus de capital de la República (el 5 de febrero de 1852 fue elevada a tal categoría para terminar con las pugnas entre León y Granada por la capitalidad) y trasladarla a Granada. La opinión del pueblo granadino, inspirándose en la pastoral episcopal, opinaba que "la capital no podía estar en un sitio maldito". Inmediatamente después de dicha pastoral, en el seno del Congreso Nacional reunido de emergencia en Masaya, el prestigioso tribuno granadino, Doctor Carlos Cuadra Pasos, abogó por trasladar la capital a otra "ciudad"; el ministro de Hacienda Antonio Barberena, puso a disposición del Presidente Moncada su hermosa mansión en Granada para ser la residencia del Presidente de la República.

Al conocer las pretensiones de Granada, se apresuró otro movimiento similar en León, donde se formó una comisión integrada por el diputado Doctor Leonardo Argüello Barreto (futuro Presidente de Nicaragua, que sería derrocado el 26 de mayo de 1947 en un golpe de Estado que le dio el General Anastasio Somoza García a solo 26 días de su toma de posesión) y el General Francisco Parajón (ambos del oficialista Partido Liberal Nacionalista, PLN), quienes ofrecieron amplias facilidades para instalar al Presidente Moncada y su Gabinete, si trasladaban la Casa Presidencial a León. La pugna por el traslado de la capital se tornó seriamente conflictiva, pero el presidente Moncada dichosamente no era nativo de Granada, Masaya o León, sino de Masatepe y propuso el proyecto de extender la jurisdicción del Distrito Nacional de Managua hasta Masaya, para que en cualquier otra emergencia los Poderes Públicos pudiesen trasladar su residencia a Masaya, sin necesidad de un Decreto del Congreso Nacional; la propuesta implícita y explícitamente supeditaba el Municipio de Masaya al de Managua. Una idea que no agradó del todo a los masayas, pero el asunto se olvidó con el tiempo. Moncada ordenó que cada persona reconstruyera su casa, por lo que 10 años después del sismo no había escombros en la capital. Pero otro terremoto la destruiría nuevamente 41 años, 8 meses y 22 días después el 23 de diciembre de 1972, sin que hasta la fecha se haya reconstruido del todo, porque el centro capitalino fue confiscado por el Estado en 1973, prohibiéndose la reconstrucción.


in Wikipédia

sexta-feira, março 27, 2026

O Grande Terramoto do Alasca foi há 62 anos...

Fourth Avenue in Anchorage, Alaska, looking east from near Barrow Street. The southern edge of one of several landslides in Anchorage, this one covered an area of over a dozen blocks, including 5 blocks along the north side of Fourth Avenue. Most of the area was razed and made an urban renewal district
       
The 1964 Alaskan earthquake, also known as the Great Alaskan Earthquake, the Portage Earthquake and the Good Friday Earthquake, was a megathrust earthquake that began at 5:36 P.M. AST on Good Friday, March 27, 1964. Across south-central Alaska, ground fissures, collapsing structures, and tsunamis resulting from the earthquake caused about 143 deaths.
Lasting nearly three minutes, it was the most powerful recorded earthquake in U.S. and North American history, and the second most powerful ever measured by seismograph. It had a magnitude of 9.2, making it the second largest earthquake in recorded history.
The powerful earthquake produced earthquake liquefaction in the region. Ground fissures and failures caused major structural damage in several communities, much damage to property and several landslides. Anchorage sustained great destruction or damage to many inadequately engineered houses, buildings, and infrastructure (paved streets, sidewalks, water and sewer mains, electrical systems, and other man-made equipment), particularly in the several landslide zones along Knik Arm. Two hundred miles southwest, some areas near Kodiak were permanently raised by 30 feet (9.1 m). Southeast of Anchorage, areas around the head of Turnagain Arm near Girdwood and Portage dropped as much as 8 feet (2.4 m), requiring reconstruction and fill to raise the Seward Highway above the new high tide mark.
In Prince William Sound, Port Valdez suffered a massive underwater landslide, resulting in the deaths of 30 people between the collapse of the Valdez city harbor and docks, and inside the ship that was docked there at the time. Nearby, a 27-foot (8.2 m) tsunami destroyed the village of Chenega, killing 23 of the 68 people who lived there; survivors out-ran the wave, climbing to high ground. Post-quake tsunamis severely affected Whittier, Seward, Kodiak, and other Alaskan communities, as well as people and property in British Columbia, Oregon, and California. Tsunamis also caused damage in Hawaii and Japan. Evidence of motion directly related to the earthquake was reported from all over the earth.
  


      
Geology
At 5:36 p.m. Alaska Standard Time (3:36 a.m. March 28, 1964 UTC), a fault between the Pacific and North American plates ruptured near College Fjord in Prince William Sound. The epicenter of the earthquake was 61.05°N 147.48°W, 12.4 mi (20 km) north of Prince William Sound, 78 miles (125 km) east of Anchorage and 40 miles (64 km) west of Valdez. The focus occurred at a depth of approximately 15.5 mi (25 km). Ocean floor shifts created large tsunamis (up to 220 feet (67 m) in height), which resulted in many of the deaths and much of the property damage. Large rockslides were also caused, resulting in great property damage. Vertical displacement of up to 38 feet (11.5 m) occurred, affecting an area of 100,000 miles² (250,000 km²) within Alaska.
Studies of ground motion have led to a peak ground acceleration estimate of 0.14 - 0.18 g.
The Alaska Earthquake was a subduction zone earthquake (megathrust earthquake), caused by an oceanic plate sinking under a continental plate. The fault responsible was the Aleutian Megathrust, a reverse fault caused by a compressional force. This caused much of the uneven ground which is the result of ground shifted to the opposite elevation.
  
 
Calculated travel time map for the tectonic tsunami produced by the 1964 Prince William Sound earthquake in Alaska
          
Death toll, damage and casualties
Various sources indicate that about 131 people died as a result of the earthquake: nine as a result of earthquake itself, 106 from subsequent tsunamis in Alaska and 16 from tsunamis in Oregon and California. Property damage was estimated at over $310 million ($2.25 billion in current U.S. dollars).
   
Anchorage area
Most damage occurred in Anchorage, 75 mi (120 km) northwest of the epicenter. Anchorage was not hit by tsunamis, but downtown Anchorage was heavily damaged, and parts of the city built on sandy bluffs overlying "Bootlegger Cove clay" near Cook Inlet, most notably the Turnagain neighborhood, suffered landslide damage. The neighborhood lost 75 houses in the landslide, and the destroyed area has since been turned into Earthquake Park. The Government Hill school suffered from the Government Hill landslide leaving it in two jagged, broken pieces. Land overlooking the Ship Creek valley near the Alaska Railroad yards also slid, destroying many acres of buildings and city blocks in downtown Anchorage. Most other areas of the city were only moderately damaged. The 60-foot concrete control tower at Anchorage International Airport was not engineered to withstand earthquake activity and collapsed, killing one employee.
The house at 918 W. 10th Avenue suffered damage peripherally, but one block away the recently completed and still unoccupied Four Seasons Building on Ninth Avenue collapsed completely with one whole wing sticking up out of the rubble like a seesaw.
The hamlets of Girdwood and Portage, located 30 and 40 mi (60 km) southeast of central Anchorage on the Turnagain Arm, were destroyed by subsidence and subsequent tidal action. Girdwood was relocated inland and Portage was abandoned. About 20 miles (32 km) of the Seward Highway sank below the high-water mark of Turnagain Arm; the highway and its bridges were raised and rebuilt in 1964-66.
     

A winter scene of a "Ghost forest" that was killed and preserved by salt water along with ruined buildings at the site of the former town of Portage, 2011
        
Elsewhere in Alaska
Most coastal towns in the Prince William Sound, Kenai Peninsula, and Kodiak Island areas, especially the major ports of Seward, Whittier and Kodiak were heavily damaged by a combination of seismic activity, subsidence, post-quake tsunamis and/or earthquake-caused fires. Valdez was not totally destroyed, but after three years, the town relocated to higher ground 7 km (4 mi) west of its original site. Some Alaska native villages, including Chenega and Afognak, were destroyed or damaged. The earthquake caused the Cold-War era ballistic missile detection radar of Clear Air Force Station to go offline for six minutes, the only unscheduled interruption in its operational history. Near Cordova, the Million Dollar Bridge crossing the Copper River also collapsed. The community of Girdwood was also confined to the southern side of the Seward Highway when water rushed into Turnagain Arm arm and flooded or destroyed any buildings left standing to the north of the highway. Interestingly, only the ground immediately along the highway and that on the north side of the road dropped, prompting geologists to speculate that Girdwood may rest upon an ancient cliff face, now covered by countless thousands of years of sediment and glacial deposits.
   
Canada
A 4.5 ft (1.4 m) wave reached Prince Rupert, British Columbia, just south of the Alaska Panhandle, about three hours after the quake. The tsunami then reached Tofino, on the exposed west coast of Vancouver Island, and traveled up a fjord to hit Port Alberni twice, washing away 55 homes and damaging 375 others. The towns of Hot Springs Cove, Zeballos, and Amai also saw damage. The damage in British Columbia was estimated at $10 million Canadian ($65 million in 2006 Canadian dollars, or $56 million in 2006 U.S. dollars).
    
Elsewhere
Twelve people were killed by the tsunami in or near Crescent City, California, while four children were killed on the Oregon coast at Beverly Beach State Park. Other towns along the U.S. Pacific Northwest and Hawaii were damaged. Minor damage to boats reached as far south as Los Angeles.
As the entire planet vibrated as a result of the quake, minor effects were felt worldwide. Several fishing boats were sunk in Louisiana, and water sloshed in wells in Africa.
    
Aftershocks
There were thousands of aftershocks for three weeks, following the main shock. In the first day alone, eleven major aftershocks were recorded with a magnitude greater than 6.2. Nine more occurred over the next three weeks. It was not until more than a year later that the aftershocks were no longer noticed.
          

quinta-feira, março 26, 2026

A Venezuela foi atingida por um terramoto há 214 anos

undefined

Oleo sobre tela «Terremoto de 1812», del pintor venezolano Tito Salas

 

El terremoto de Venezuela de 1812 ocurrió el 26 de marzo de 1812, jueves santo. Fue un terremoto que causó aproximadamente 10.000 a 20.000 muertes en ciudades como Caracas, Barquisimeto, Mérida, El Tocuyo y San Felipe. Tuvo una duración de unos 2 minutos en algunas zonas. Durante esos momentos, los clérigos realistas y frailes predicadores hicieron creer al pueblo que se trataba de un castigo del Cielo (por ser jueves santo), "por la sublevación de los patriotas contra el legítimo soberano, el virtuoso Fernando VII".

sexta-feira, março 13, 2026

O terramoto de Erzincan foi há trinta e quatro anos...

undefined
    
On March 13, the 1992 Erzincan earthquake struck Eastern Turkey. Originating on the North Anatolian Fault, it rocked the country, leaving more than 497 people dead, roughly 2,000 injured, and an unknown amount missing.

Geology
Most of Turkey lies on the Anatolian Plate. Deformation from is accommodated through three main faults: the eastern portion of the Hellenic Trench accommodates convergence between the Aegean Sea Plate and the Anatolian Plate in the south, the North Anatolian Fault in the north, along which this earthquake occurred, accommodates the deformation between the Anatolian Plate and the Eurasian Plate which forces the Anatolian west, and the East Anatolian Fault in the east accommodates the same deformation. The Erzincan basin lies on the intersection of this fault on its northern side.

Earthquake
At 6.7 on the moment magnitude scale, the earthquake was designated as "strong". While the shaking lasted for seven seconds, the maximum Modified Mercalli intensity was officially VIII, and a station near the epicenter recorded IX shaking. The focal mechanism indicated strike slip faulting, and rupture is estimated to have been 30 km (19 mi) long with a maximum slip of 95 cm (37 in). More than 3,000 aftershocks rocked the area afterwards.
   
Aftermath
The quake left at least 498 killed, 2000 injured, collapsed 150 buildings, and damaged over 8,000 homes. The provision of housing following the earthquake is now listed by the Chamber of Civil Engineers in Turkey as one of Fifty civil engineering feats in Turkey. A temporary group of 10 seismographs were set up in the area to monitor aftershocks.