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segunda-feira, julho 06, 2026

São Thomas More foi executado há 491 anos...

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São Thomas More, por vezes latinizado em Thomas Morus ou aportuguesado em Tomás Morus (Londres, 7 de fevereiro de 1478 - Londres, 6 de julho de 1535) foi homem de estado, diplomata, escritor, advogado e homem de leis, ocupou vários cargos públicos, e em especial, de 1529 a 1532, o cargo de "Lord Chancellor" (Chanceler do Reino - o primeiro leigo em vários séculos) de Henrique VIII da Inglaterra. É geralmente considerado como um dos grandes humanistas do Renascimento. Foi canonizado como santo da Igreja Católica em 19 de maio de 1935 e a sua festa litúrgica celebra-se em 22 de junho.
  
Biografia
Thomas More chegou a se autodescrever como "de família honrada, sem ser célebre, e um tanto entendido em letras". Era filho do juiz Sir John More, investido cavaleiro por Eduardo IV, e de Agnes Graunger. Casou-se com Jane Colt em 1505, em primeiras núpcias, tendo tido como filhos: Margaret, Elizabeth, Cecily e John. Jane morreu em 1511 e Thomas More casou-se em segundas núpcias com Lady Alice Middleton. More era homem de muito bom humor, caseiro e dedicado à família, muito próximo e amigo dos filhos. Dele se disse que era amigo de seus amigos, entre os quais se encontravam os mais destacados humanistas de seu tempo, como Erasmo de Rotterdam e Luis Vives.
Deu aos filhos uma educação excecional e avançada para a época, não discriminando a educação dos filhos e das filhas. A todos indistintamente fez estudar latim, grego, lógica, astronomia, medicina, matemática e teologia. Sobre esta família escreveu Erasmo: "Verdadeiramente, é uma felicidade conviver com eles."
Fez carreira como advogado respeitado, honrado e competente e exerceu por algum tempo a cátedra universitária. Em 1504, fazia parte da Câmara dos Comuns da qual foi eleito Speaker (ou presidente), tendo ganho fama de parlamentar combativo. Em 1510, foi nomeado Under-Sheriff de Londres, no ano seguinte juiz membro da Commission of Peace. Entrou para a corte de Henrique em 1520 foi várias vezes embaixador do rei e tornou-se cavaleiro (Knight) em 1521. Foi nomeado vice-tesoureiro e depois Chanceler do Ducado de Lancaster e, a seguir, Chanceler da Inglaterra.
A sua obra mais famosa é "Utopia" (1516) (em grego, utopos = "em lugar nenhum") . Neste livro criou uma ilha-reino imaginária que alguns autores modernos viram como uma proposta idealizada de Estado e outros como sátira da Europa do século XVI. Um dos aspetos desta obra de More é que ela recorreu à alegoria (como no Diálogo do Conforto, ostensivamente uma conversa entre tio e sobrinho) ou está altamente estilizada, ou ambos, o que lhe abre um largo campo interpretativo .
Como intelectual, ele foi inicialmente um humanista no sentido consensual do termo. Latinista, escreveu uma "História de Ricardo III" em texto bilíngue latim-inglês, em que Shakespeare, mais tarde se basearia para escrever a peça de igual nome. Foi um grande amigo de Erasmo de Roterdão que lhe dedicou o seu "In Praise of Folly" (a palavra "folly" equivale à "moria" em grego).
Era um leitor das obras de Santo Agostinho e traduziu para o vernáculo "A Vida de Pico della Mirandolla", obras que exerceram sobre ele grande influência. Escolheu John Colet, sacerdote, como diretor espiritual, que lhe estabeleceu um plano intenso de práticas pietistas.
De Morus teria dito Erasmo: "É um homem que vive com esmero a verdadeira piedade, sem a menor ponta de superstição. Tem horas fixas em que dirige a Deus suas orações, não com frases feitas, mas nascidas do mais profundo do coração. Quando conversa com os amigos sobre a vida futura, vê-se que fala com sinceridade e com as melhores esperanças. E assim é More também na Corte. Isto, para os que pensam que só há cristãos nos mosteiros."
   
O divórcio de Henrique VIII
Thomas Wolsey, Arcebispo de York, não foi bem sucedido na sua tentativa de conseguir o divórcio e anulação do casamento do rei com Catarina de Aragão como Henrique VIII de Inglaterra pretendia e foi forçado a demitir-se em 1529. More foi nomeado chanceler em sua substituição, sendo evidente que Henrique ainda não se tinha apercebido da retidão de caráter de More nesta matéria.
A sua chancelaria (1529-32) distinguiu-se pela sua exemplaridade, tratando pessoalmente, de todos os litígios existentes, até mesmo os herdados, sendo extremamente eficiente, imparcial e justo em suas decisões.
Sendo profundo conhecedor de teologia e do direito canónico e homem religioso - ao ponto de se mortificar por Deus - usava por baixo das roupas uma camisa cilício - More via no anulamento do sacramento do casamento uma matéria da jurisdição do papado, e a posição do Papa Clemente VII era claramente contra o divórcio em razão da doutrina sobre a indissolubilidade do matrimónio. Contrário às Reformas Protestantes então já efetuadas e percebendo que na Inglaterra poderia acontecer o mesmo (devido às questões pessoais do soberano que conduziram à crise político-diplomática com Roma), More - apoiante das decisões da Santa Sé e arreigadamente católico - deixa o seu cargo de Lord Chancellor do Rei em 16 de maio de 1532, provocando desconfiança na Corte e em Henrique VIII particularmente.
A reação de Henrique VIII foi atribuir-se a si mesmo a liderança da Igreja em Inglaterra sendo o sacerdócio obrigado a um juramento ao abrigo do Acto de Supremacia que consagrava o soberano como chefe supremo da Igreja.
More escapara, entretanto, a uma tentativa de o implicar numa conspiração. Em 1534, o Parlamento promulgou o "Decreto da Sucessão" (Succession Act), que incluía um juramento (1) reconhecendo a legitimidade de qualquer criança nascida do casamento de Henrique VIII com Ana Bolena, e (2) repudiando "qualquer autoridade estrangeira, príncipe ou potentado". Tal como no juramento de supremacia, este apenas foi exigido àqueles especificamente chamados a fazê-lo, por outras palavras, a todos os funcionários públicos e àqueles suspeitos de não apoiarem Henrique.
   
Execução
More foi convocado, excepcionalmente, para fazer o juramento em 17 de abril de 1534, e, perante sua recusa, foi preso na Torre de Londres, juntamente com o Cardeal e Bispo de Rochester John Fisher, tendo ali escrito o "Dialogue of Comfort against Tribulation". A sua decisão foi manter o silêncio sobre o assunto. Pressionado pelo rei e por amigos da corte, More decidiu não enumerar as razões pelas quais não prestaria o juramento.
Inconformado com o silêncio de More, o rei determinou o seu julgamento, sendo condenado à morte, e posteriormente executado em Tower Hill, a 6 de julho. Nem no cárcere nem na hora da execução perdeu a serenidade e o bom humor e, diante das próprias dificuldades reagia com ironia.
Pela sentença o réu era condenado "a ser suspenso pelo pescoço" e cair em terra ainda vivo. Depois seria esquartejado e decapitado. Em atenção à importância do condenado, o rei, "por clemência", reduziu a pena a "simples decapitação". Ao tomar conhecimento disto, Tomás comentou: "Não permita Deus que o rei tenha semelhantes clemências com os meus amigos." No momento da execução suplicou aos presentes que orassem pelo monarca e disse que "morria como bom servidor do rei, mas de Deus primeiro."
A sua cabeça foi exposta na ponte de Londres durante um mês, foi posteriormente recolhida por sua filha, Margaret Roper. A execução de Thomas More na Torre de Londres, no dia 6 de julho de 1535 "antes das nove horas", ordenada por Henrique VIII, foi considerada uma das mais graves e injustas sentenças aplicadas pelo Estado contra um homem de honra, consequência de uma atitude despótica e de vingança pessoal do rei. Ele foi sepultando na Capela Real de São Pedro ad Vincula.
    
Canonização
A sua trágica morte - condenado a pena capital por se negar a reconhecer Henrique VIII como cabeça da Igreja da Inglaterra, é considerada pela Igreja Católica como modelo de fidelidade à Igreja é à própria consciência, e representa a luta da liberdade individual contra o poder arbitrário.
Devido à sua retidão e exemplo de vida cristã, foi reconhecido como mártir, declarado beato em 29 de dezembro de 1886 por decreto do Papa Leão XIII e canonizado, conjuntamente com São João Fisher, em 19 de maio de 1935, pelo Papa Pio XI. O seu dia festivo é 22 de junho.
Deixou vários escritos de profunda espiritualidade e de defesa do magistério da Igreja. Em 1557, o  seu genro, William Roper, escreveu a sua primeira biografia. Desde a sua beatificação e posterior canonização publicaram-se muitas outras.
Em 2000 São Thomas More foi declarado Patrono dos Estadistas e Políticos pelo Papa João Paulo II:
"Esta harmonia do natural com o sobrenatural é talvez o elemento que melhor define a personalidade do grande estadista inglês: viveu a sua intensa vida pública com humildade simples, caracterizada pelo proverbial «bom humor» que sempre manteve, mesmo na iminência da morte.
Esta foi a meta a que o levou a sua paixão pela verdade. O homem não pode separar-se de Deus, nem a política da moral: eis a luz que iluminou a sua consciência. Como disse uma vez, "o homem é criatura de Deus, e por isso os direitos humanos têm a sua origem n'Ele, baseiam-se no desígnio da criação e entram no plano da Redenção. Poder-se-ia dizer, com uma expressão audaz, que os direitos do homem são também direitos de Deus" (Discurso, 7 de abril de 1998).
É precisamente na defesa dos direitos da consciência que brilha com luz mais intensa o exemplo de Tomás Moro. Pode-se dizer que viveu de modo singular o valor de uma consciência moral que é "testemunho do próprio Deus, cuja voz e juízo penetram no íntimo do homem até às raízes da sua alma" (Carta encíclica Veritatis splendor, 58), embora, no âmbito da ação contra os hereges, tenha sofrido dos limites da cultura de então.
     

sábado, julho 04, 2026

William Byrd morreu há 403 anos...

  

William Byrd (Lincolnshire, Inglaterra, 1543 – Stondon Massey, 4 de julho de 1623) foi um compositor inglês da Renascença. Considerado um dos maiores compositores do Renascimento e um dos maiores compositores britânicos, teve grande influência, tanto na sua Inglaterra natal como no continente europeu. Ele escreveu em muitas das formas correntes na Inglaterra na época, incluindo vários tipos de polifonia sagrada e secular, teclado (a chamada escola virginalista) e música consorte. Embora tenha produzido música sacra para serviços religiosos anglicanos, nalgum momento, durante a década de 1570, tornou-se católico e escreveu música sacra católica o resto da sua vida.

 
 

domingo, junho 28, 2026

O Rei Henrique VIII de Inglaterra nasceu há 535 anos

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Henrique VIII de Inglaterra
(nascido: Henry Tudor; Palácio de Placentia, Greenwich, 28 de junho de 1491 - Palácio de Whitehall, Londres, 28 de janeiro de 1547) foi Rei da Inglaterra e da Irlanda de 1509 até à sua morte em 1547, mais conhecido por seus seis casamentos e por seus esforços para anular seu primeiro casamento (com Catarina de Aragão). O seu desacordo com o Papa Clemente VII sobre tal anulação levou Henrique a iniciar a Reforma Inglesa, separando a Igreja da Inglaterra da autoridade papal. Ele se nomeou Chefe Supremo da Igreja da Inglaterra e dissolveu conventos e mosteiros, pelo que foi excomungado pelo papa.

Henrique é conhecido como o fundador da Igreja Anglicana. As suas lutas contra Roma conduziram à recusa da autoridade papal da igreja inglesa, à Dissolução dos Mosteiros e à sua autoproclamação como Chefe Supremo da Igreja de Inglaterra. Ainda assim, continuou a acreditar nos principais ensinamentos católicos mesmo após sua excomunhão. Henrique realizou a união legal da Inglaterra e Gales, com os Atos das Leis em Gales de 1535 e 1542.

Em 1513, Henrique invadiu a França com um exército numeroso e bem equipado em aliança com Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico. Porém, apesar do enorme custo financeiro esta operação foi um fracasso. Por outro lado, Maximiliano usou a invasão inglesa para seu próprio benefício, prejudicando a capacidade da Inglaterra de derrotar os franceses. Esse incidente marcou o início de uma obsessão de Henrique, que invadiu o país novamente em 1544. Desta vez, suas forças capturaram a importante cidade de Bolonha do Mar, porém o imperador Carlos V apoiou Henrique até onde julgava necessário e a Inglaterra, esgotada pelos custos da guerra, entregou a cidade de volta após pagamento de resgate.

Os seus contemporâneos, durante seu auge, consideraram-no atraente e cultivado, tendo sido já descrito como "um dos mais carismáticos reis a ocupar o trono de Inglaterra".  Além de reinar com autoridade, Henrique também escrevia e compunha. O seu desejo de ter um herdeiro varão – para consolidar a dinastia Tudor na frágil paz que se seguiu à Guerra das Rosas – levou aos dois mais memoráveis aspetos do seu reinado: os seus seis casamentos e a Reforma Inglesa. Ele tornou-se obeso mórbido e com saúde fraca, o que contribuiu para sua morte em 1547. Ele é frequentemente caracterizado ao final de sua vida como concupiscente, egoísta, severo e inseguro. Henrique VIII foi sucedido por seu filho Eduardo VI, fruto de seu casamento com Joana Seymour.

  

terça-feira, junho 23, 2026

A Batalha de Bannockburn foi há 712 anos

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A Batalha de Bannockburn (Blàr Allt a' Bhonnaich em língua gaélica escocesa), em 23 e 24 de junho de 1314, foi travada entre forças da Inglaterra e da Escócia, resultando em vitória significativa para esta última, no âmbito das Guerras de Independência Escocesa.
O exército inglês, de cerca de 25.000 homens, comandado por Eduardo II da Inglaterra, foi intercetado no vau de Bannockburn (ribeira de Bannock Burn, afluente do rio Forth) por um contingente escocês de cerca de 9.000 soldados, sob o comando de Robert Bruce. Aos primeiros embates do dia 23, relativamente modestos, seguiu-se um grande confronto no dia seguinte. O resultado pode ser atribuído à desastrada disposição das forças inglesas, entre dois ribeiros e em solo pantanoso. Eduardo II retirou-se do campo e fugiu de volta à Inglaterra.
A vitória escocesa foi completa e, embora o reconhecimento inglês da independência da Escócia ainda tardasse mais de dez anos (em 1328), ajudou Robert Bruce a reestabelecer um Estado soberano escocês.
No conhecido filme sobre o herói escocês William Wallace, que venceu a Batalha de Stirling Bridge, em 11 de setembro de 1297, as forças comandadas por Andrew Moray e William Wallace derrotaram as forças inglesas, a tática militar mostrada é a das tropas escocesas nesta batalha (de Bannockburn) e não a realmente usada.
  

segunda-feira, junho 22, 2026

O Real Observatório de Greenwich faz hoje 351 anos

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The Royal Observatory, Greenwich (ROG; known as the Old Royal Observatory from 1957 to 1998, when the working Royal Greenwich Observatory, RGO, temporarily moved south from Greenwich to Herstmonceux) is an observatory situated on a hill in Greenwich Park in south east London, overlooking the River Thames to the north. It played a major role in the history of astronomy and navigation, and because the Prime Meridian passed through it, it gave its name to Greenwich Mean Time, the precursor to today's Coordinated Universal Time (UTC). The ROG has the IAU observatory code of 000, the first in the list. ROG, the National Maritime Museum, the Queen's House and the clipper ship Cutty Sark are collectively designated Royal Museums Greenwich.

The observatory was commissioned in 1675 by King Charles II, with the foundation stone being laid on 10 August. The old hilltop site of Greenwich Castle was chosen by Sir Christopher Wren, a former Savilian Professor of Astronomy; as Greenwich Park was a royal estate, no new land needed to be bought. At that time the king also created the position of Astronomer Royal, to serve as the director of the observatory and to "apply himself with the most exact care and diligence to the rectifying of the tables of the motions of the heavens, and the places of the fixed stars, so as to find out the so much desired longitude of places for the perfecting of the art of navigation." He appointed John Flamsteed as the first Astronomer Royal. The building was completed in the summer of 1676. The building was often called "Flamsteed House", in reference to its first occupant.

The scientific work of the observatory was relocated elsewhere in stages in the first half of the 20th century, and the Greenwich site is now maintained almost exclusively as a museum, although the AMAT telescope became operational for astronomical research in 2018. 

    

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Chronology

 

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terça-feira, junho 09, 2026

Charles Dickens morreu há 156 anos...

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Charles John Huffam Dickens (Portsmouth, 7 de fevereiro de 1812 - Higham, 9 de junho de 1870), que também adotou o pseudónimo Boz no início da sua atividade literária, foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje, só aumentou. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros atuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa.

   

(...) 

    

Morreu de derrame cerebral em junho de 1870. Foi sepultado no Poets' Corner ("Esquina dos Poetas"), na Abadia de Westminster. Na sua sepultura está gravado: "Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos; e com a sua morte, um dos maiores escritores de Inglaterra desaparecia para o mundo".

Na década de 1980, a histórica Eastgate House (casa Eastgate), em Rochester, em Kent, foi convertida num museu dedicado a Charles Dickens. Anualmente realiza-se na cidade o Festival Dickens. A casa onde nasceu, em Portsmouth é, também, um museu atualmente.

  

sexta-feira, maio 01, 2026

A Escócia voltou a ser independente há 698 anos

Arms of Scotland
       
O Tratado de Edinburgh–Northampton foi um tratado de paz assinado em 1328 entre os reinos da Inglaterra e Escócia. Marcou o fim da Primeira Guerra de Independência Escocesa, que começou em 1296, com a invasão inglesa do vizinho. O tratado foi assinado em Edimburgo por Roberto I, rei dos escoceses, a 17 de março de 1328, e foi ratificado pelo parlamento inglês, em Northampton, em 1 de maio. O documento foi escrito em francês e atualmente está guardado no Arquivo Nacional da Escócia, na capital escocesa.
Os termos estipulados pelo tratado diziam que, através do pagamento de 100.000 libras, a Coroa Inglesa reconhecia:
  • O Reino da Escócia é um Estado completamente independente;
  • Roberto I e seus sucessores são os governantes legítimos da Escócia;
  • As fronteiras entre a Escócia e a Inglaterra eram as mesmas que existiam no reinado de Alexandre III (1249-1286).
   

quinta-feira, abril 23, 2026

Honi soit qui mal y pense - a Ordem da Jarreteira faz hoje 678 anos...

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A Nobilíssima Ordem da Jarreteira (do inglês, Most Noble Order of the Garter) conhecida simplesmente como Ordem da Jarreteira, é uma ordem militar de cavalaria britânica, a mais antiga da Inglaterra e do sistema de honras britânico, fundada em 1348 criada por Eduardo III de Inglaterra, com a dedicação da imagem e das armas a São Jorge, patrono da Inglaterra (embora existam registos de nomeações para a ordem em 1344), baseada nos nobres ideais da demanda do Santo Graal e da corte do rei Artur.
Por ser o mais antigo sistema de honras britânico, é visto como a mais importante comenda desde essa altura até aos dias de hoje. Supõe-se que tenha sido criada para destacar os esforços do reino e de aliados, para conquistar a Terra Santa e um "Império Cristão" nas subsequentes cruzadas, numa época de ouro para os cavaleiros, a nobreza das guerras.
Os membros da ordem são limitados ao Soberano, ao Príncipe de Gales e somente mais vinte e quatro membros ou companheiros, que também incluem cavaleiros e damas extranumerários (por exemplo, membros da família real e monarcas estrangeiros). Conceder a honra, é descrito como uma das poucas prerrogativas executivas remanescentes do monarca de caráter verdadeiramente pessoal.
O emblema da ordem, retratado na insígnia, é uma jarreteira com a escrita "Envergonhe-se quem nisto vê malícia", ou "Maldito seja quem pense mal disto” (do francês antigo: motto Honi soit qui mal y pense) em letras douradas. Os membros da ordem recebem uma liga nas ocasiões cerimoniais.
Novas nomeações para a Ordem da Jarreteira sempre são anunciadas no Dia de São Jorge, a 23 de abril.
 
 
Brasão de El-Rei D. Manuel II com a Ordem da Jarreteira
  

sexta-feira, abril 03, 2026

O rei São Eduardo, dito O Confessor, foi coroado há 983 anos

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EDWARD (EUA) REX: Eduardo, o Confessor, entronizado, cena de abertura da Tapeçaria de Bayeux


Eduardo, o Confessor (1003 - Palácio de Westminster, 5 de janeiro, 1066) foi o penúltimo rei saxão da Inglaterra, entre 1042 e 1066, e um santo da Igreja Católica e da Igreja Anglicana. Era filho de Etelredo II e de Ema da Normandia.

Juntamente com o pai, o irmão Alfredo e o resto da família, Eduardo fugiu para a Normandia durante a invasão dinamarquesa de 1013. Permaneceu na corte do Duque da Normandia, Roberto I da Normandia até 1041, data em que foi convidado pelo meio irmão Canuto II a regressar a Inglaterra.

No ano seguinte Canuto II morreu, possivelmente envenenado, e Eduardo subiu ao trono, restaurando a dinastia saxã que se iniciara com Alfredo, o Grande.

Eduardo foi coroado em 3 de abril de 1043 na Catedral de Winchester.

O exílio na Normandia teve bastante influência no reinado de Eduardo, nomeadamente no favor que concedia aos nobres normandos em desfavor dos saxões e dinamarqueses. A discórdia entre os súbditos aumentou e Eduardo acabou por casar com Edite, filha de Goduíno de Wessex, em 1045 para acalmar a situação. O pai de Edite mostrou-se inicialmente favorável, mas depois revelou-se um opositor, interessado nas regalias que poderia o reinado inglês oferecer. O casamento não durou e gerou dois filhos. Edite e Eduardo tornaram-se profundos amigos.

Quando Eduardo morreu em 1066, o seu primo Guilherme, Duque da Normandia declarou-se seu sucessor, baseado numa alegada promessa de Eduardo em lhe deixar a coroa da Inglaterra. Os nobres ingleses elegeram Haroldo II, filho de Goduíno de Wessex, mas Guilherme invadiu Inglaterra, com um exército de 7.000 homens, e derrotou-o na Batalha de Hastings.

Eduardo encontra-se sepultado na Abadia de Westminster que mandou construir.

Foi canonizado pelo papa Alexandre III, em 1161.

 

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quarta-feira, abril 01, 2026

O fisiologista William Harvey nasceu há 448 anos

  
William Harvey (Folkestone, 1 de abril de 1578 - Roehampton, 3 de junho de 1657) foi um médico britânico que pela primeira vez descreveu corretamente os detalhes do sistema circulatório do sangue ao ser bombeado por todo o corpo pelo coração.
Estudou Medicina na Universidade de Cambridge, onde, em 1602, se doutorou. Estudou entre 1597 e 1601 em Pádua com Fabrici de Aquapendente (Girolamo). Exerceu clínica em Londres e foi médico do St. Bartholomew's Hospital, sendo, em 1609, nomeado professor de Anatomia e Cirurgia no Royal College of Physicians.
Os seus estudos inspiraram as ideias de René Descartes, que, na sua "Descrição do Corpo Humano", disse que as artérias e as veias eram tubos que levavam nutrientes a todo o corpo. Muitos acreditam que ele descobriu e expandiu as técnicas de medicina muçulmana, particularmente o trabalho de Ibn Nafis, que lançou os primeiros estudos sobre a maioria das veias e artérias no século XIII. Apesar da discussão que a sua descoberta desencadeou, as suas ideias acabaram por ser aceites ainda durante a sua vida. Na época em que a discussão decorria, os seus defensores eram apelidados pelos seus opositores de «circulatores».
São também notáveis os seus estudos sobre a geração da vida. Realizando trabalhos experimentais, utiliza os animais do parque do rei, concluindo que todo os seres vivos proveem de um ovo. Demitiu-se de todos os seus cargos em 1646, retirando-se para o campo, tendo recusado a presidência do Colégio dos Médicos, para que tinha sido eleito em 1654.
O historiador e vencedor do Pulitzer, Arthur Schlesinger Jr. incluiu William Harvey na lista das "Dez pessoas mais influentes do Segundo Milénio" na sua participação no World Almanac & Book of Facts.
      

domingo, março 29, 2026

A Batalha de Towton foi há 565 anos...


A batalha de Towton teve lugar durante a guerra das Rosas, a 29 de março de 1461, a sudoeste de Iorque, entre as aldeias de Towton e Saxton. É a maior e mais sangrenta batalha a ter tido lugar em solo inglês e o dia mais sangrento de toda a história da Inglaterra. Segundo as crónicas medievais, mais de 50.000 soldados das casa de Iorque e de Lencastre combateram nesse Domingo de Ramos, durante várias horas e em condições meteorológicas deploráveis. Uma proclamação, difundida uma semana depois da batalha, relata que 28.000 homens perderam a vida no campo de batalha. Esse encontro provocou uma mudança dinástica em Inglaterra: Eduardo IV substituiu Henrique VI no trono e obrigou os principais apoiantes dos Lencastre a exilarem-se. 

 

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quinta-feira, março 26, 2026

A Escócia e a Inglaterra fundiram-se no Reino Unido há 319 anos


O Tratado de União de 1707 foi um tratado que aboliu a independência da Inglaterra e da Escócia em favor de um novo Estado, o "Reino Unido da Grã-Bretanha". O acordo foi ratificado a 26 de março de 1707 pelos parlamentos da Inglaterra e Escócia e teve como principais efeitos:

  • A criação do novo Reino Unido da Grã-Bretanha: Inglaterra e Escócia encontravam-se até então sob um regime de união pessoal das coroas; agora, a independência formal dos dois países desapareceria em favor do novo Estado. O País de Gales, por sua vez, já havia sido anexado à Inglaterra no século XVI;
  • A dissolução dos parlamentos escocês e inglês e a sua substituição pelo novo parlamento da Grã-Bretanha (em Westminster);
  • a união aduaneira entre os dois países.
A Rainha Ana da Inglaterra tornou-se a primeira ocupante de um trono britânico único e a Escócia enviou 45 deputados para o parlamento unificado em Londres. Em contrapartida, o direito, a moeda e a Igreja escoceses continuaram separados.
Este evento histórico também é conhecido como "Atos de União de 1707" (Acts of Union, em inglês), uma referência às ratificações do tratado pelos parlamentos dos dois países.
 
in Wikipédia
 

  
O Reino da Grã-Bretanha acabou após o Ato de União de 1800, pelo que a Irlanda foi anexada e criado o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, após o final das Revoltas Irlandesas de 1798.
 

sexta-feira, março 20, 2026

Henrique IV, rei de Inglaterra e cunhado de D. João I, morreu há 613 anos

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Henrique IV (Bolingbroke, 15 de abril de 1367 - Londres, 20 de março de 1413) foi rei de Inglaterra entre 1399 e 1413, o primeiro da dinastia de Lancaster. Henrique era filho de João de Gante, Duque de Lancaster, e neto do rei Eduardo III de Inglaterra. Nasceu no castelo de Bolingbrok, no Lincolnshire, e, de acordo com o costume da época, passou a ser conhecido como Henrique Bolingbroke.
Apesar de apoiar o primo Ricardo II de Inglaterra no início do reinado deste, depressa os dois entraram em conflito. Henrique acabou mesmo expulso do país e deserdado, em 1398. No ano seguinte, o seu pai morre na Aquitânia e Ricardo II confisca todos os seus bens para a coroa. Mas o monarca não era popular nem considerado competente e Henrique valeu-se disso para iniciar uma revolta aberta, em 30 de setembro de 1399. O golpe é bem sucedido e Henrique é coroado rei de Inglaterra, a 13 de outubro, na Abadia de Westminster, iniciando a dinastia de Lancaster. Ricardo II, depois de deposto, foi assassinado, por precaução, no ano seguinte.
Em 1380, Henrique casou com Maria de Bohun, de quem teve vários filhos e filhas. Já rei, Henrique desposou a princesa Joana de Navarra, filha do rei Carlos II, com quem não teve descendência.
O reinado de Henrique foi marcado por várias insurreições populares, nomeadamente no País de Gales e em Inglaterra. O insucesso destas rebeliões deveu-se, em parte, à habilidade militar do seu herdeiro, o futuro Henrique V.
O fim da vida de Henrique IV foi marcado por problemas graves de saúde devidos a uma doença de pele, possivelmente psoríase ou um sintoma de sífilis. Henrique morreu em 1413 e encontra-se sepultado na catedral da Cantuária.
A sua vida encontra-se retratada em Henrique IV, uma peça em duas partes de William Shakespeare.
Henrique IV era irmão de D. Filipa de Lencastre, a primeira rainha da dinastia de Avis.
  
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domingo, março 01, 2026

Thomas Campion morreu há 406 anos...


Thomas Campion (por vezes Campian; Londres, 12 de fevereiro de 1567 – Londres, 1 de março de 1620) foi um compositor, poeta e médico inglês.

Tornou-se teórico, poeta e músico diletante. Foi o mais prolífico dos compositores para alaúde, com mais de cem obras em seu nome, cujas letras eram literariamente excecionais. Formou-se em Cambridge, estudou Direito em Gray's Inn e Medicina em Caen, mas optou por atividades sociais e culturais.  Escreveu masques, poemas e cinco livros de canções - alguns publicados por conta própria com amigos - e foi muito requisitado para escrever texto e música para entretenimento na corte do rei Jaime I.

 

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Afinal o vinho mata - Jorge Plantageneta, Duque de Clarence, foi executado há 548 anos...

  
Jorge Plantageneta, Duque de Clarence, (Dublin, 21 de outubro de 1449 – Londres, 18 de fevereiro de 1478) foi o terceiro filho de Ricardo, Duque de Iorque, e de Cecily Neville e irmão dos reis Eduardo IV e Ricardo III. Jorge foi elevado a duque de Clarence em 1461 e tornou-se também conde de Warwick e Salisbury em 1471, por via da sua mulher, Isabel Neville, a herdeira de Richard Neville.
Jorge nasceu em Dublin, na altura em que o pai se lançava como candidato à substituição do débil Henrique VI de Inglaterra. Demasiado jovem para acompanhar os primeiros episódios da Guerra das Rosas, Jorge mostrou-se um fervoroso apoiante do irmão, o rei Eduardo IV. Em 1469, Jorge casou-se com Isabel Neville, filha de Richard Neville, Conde de Warwick. Até então o principal conselheiro do rei, Warwick tinha recentemente se afastado de Eduardo IV e desertado para a casa de Lencastre. Jorge apostou a sua sorte com o sogro e apoiou a sua tentativa de rebelião. Quando o plano falhou, ambos fugiram para França e juntaram-se à exilada Margarida de Anjou. A ideia de Jorge era ser ele próprio a substituir Eduardo IV, mas quando Warwick e Margarida de Anjou planearam o casamento de Eduardo de Westminster (herdeiro de Henrique VI) e de Anne Neville, percebeu que nunca seria aceite como alternativa. Então, resolveu regressar à corte e procurar o perdão real. Eduardo IV aceitou-o de volta e após a morte de Warwick, confirmou-o como herdeiro do sogro.
Após a morte de Isabel, em 1476, o ambicioso duque de Clarence procurou o casamento com a herdeira Maria da Borgonha, mas, sem a aprovação de Eduardo IV, o plano falhou. De novo, os irmãos afastaram-se e Jorge começou a conspirar. Em janeiro de 1478, Jorge foi preso na Torre de Londres e declarado fora da lei pelo Parlamento, acusado de conspiração e de traição. Em virtude da sua condição de príncipe, Jorge foi executado em privado, em fevereiro do mesmo ano.
Jorge é também uma personagem principal na peça Ricardo III, de William Shakespeare. Neste drama, é executado por afogamento numa barril de vinho (que a lenda diz ser de Madeira, da casta Malvasia), uma estória que depois se popularizou.
      
      

Maria I da Inglaterra nasceu há 510 anos

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Maria I (Londres, 18 de fevereiro de 1516Londres, 17 de novembro de 1558) foi a Rainha da Inglaterra e Irlanda, de julho de 1553 até à sua morte. A perseguição e execução dos protestantes ingleses levou os seus oponentes a lhe darem o epíteto de "Maria Sangrenta".
Foi a única filha do rei Henrique VIII de Inglaterra e da sua primeira esposa, Catarina de Aragão, a chegar à idade adulta. O seu meio-irmão mais novo, Eduardo VI, sucedeu a Henrique VIII em 1547. Ele tentou retirar Maria da linha de sucessão, por diferenças religiosas, ao descobrir que estava com uma doença terminal. Após a sua morte, Joana Grey, prima em segundo grau dos dois, foi inicialmente proclamada rainha. Maria reuniu um exército e depôs Joana, que acabou sendo decapitada. Ela casou em 1554 com o príncipe Filipe de Espanha, tornando-se rainha consorte da Espanha, na ascensão ao trono dele, em 1556.
Como a quarta monarca da Casa de Tudor, Maria é mais lembrada por restaurar o Catolicismo Romano depois do curto reinado protestante do seu meio-irmão. Em seus cinco anos de reinado, ela fez com que mais de 280 dissidentes religiosos fossem queimados. O seu restabelecimento do catolicismo foi revertido após a sua morte, pela sua meia-irmã e sucessora, Isabel I.
    
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 Brasão da Rainha Maria I
  

sábado, fevereiro 14, 2026

James Cook morreu há 247 anos...

       
James Cook (Marton, 7 de novembro de 1728 - Kealakekua, 14 de fevereiro de 1779) foi um explorador, navegador e cartógrafo inglês. Cook foi o primeiro a mapear a Terra Nova antes de fazer três viagens ao Oceano Pacífico durante a quais conseguiu o primeiro contacto europeu com a costa leste da Austrália e o Arquipélago do Havai, bem como a primeira circum-navegação registada da Nova Zelândia.
James Cook entrou na marinha mercante britânica enquanto adolescente e ingressou na Marinha Real em 1755. Participou da Guerra dos Sete Anos, e posteriormente estudou e mapeou grande parte da entrada do Rio São Lourenço durante o cerco de Quebec. Isso permitiu que o General Wolfe fizesse o seu famoso ataque nas Planícies de Abraão, e ajudou a ter a atenção do Almirantado Britânico e da Royal Society. Esta notícia veio num momento crucial, tanto na sua carreira pessoal e na direção das explorações ultramarinas britânicas, e levou-o ao seu cargo de comandante da HM Bark Endeavour para a primeira das três viagens do Pacífico.
Cook cartografou muitas áreas e registou várias ilhas e zonas costeiras nos mapas europeus pela primeira vez. Os seus resultados podem ser atribuídos a uma combinação de navegação, superior levantamento cartográfico e competências, a coragem em explorar locais perigosos para confirmar os factos (por exemplo, a imersão no Círculo Polar Antártico repetidamente e explorar ao redor da Grande Barreira de Coral), uma capacidade de conduzir os homens em condições adversas, e ousadia, tanto em relação à medida da sua exploração e sua vontade de ultrapassar as instruções dadas a ele pelo Almirantado.
No seu livro "Colapso" (2005), o biólogo e biogeógrafo Jared Diamond (E.U.A) cita um registo feito por Cook em que o capitão descreve uma breve visita à ilha de Páscoa, em 1744. "Pequenos, magros, tímidos e miseráveis", foi como Cook descreveu os insulares, que já enfrentavam um forte problema ambiental.
Cook morreu na baía havaiana de Kealakekua em 1779, numa luta com os nativos, durante a sua terceira viagem exploratória na região do Pacífico. A casa de Cook na Inglaterra é hoje um memorial. Cook é considerado o pai da Oceânia.
    
As viagens de Cook - a primeira a vermelho, a segunda a verde e a terceira a azul
     

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Thomas Campion nasceu há 459 anos


Thomas Campion (por vezes Campian; Londres, 12 de fevereiro de 1567 – Londres, 1 de março de 1620) foi um compositor, poeta e médico inglês.

Tornou-se teórico, poeta e músico diletante. Foi o mais prolífico dos compositores para alaúde, com mais de cem obras em seu nome, cujas letras eram literariamente excecionais. Formou-se em Cambridge, estudou Direito em Gray's Inn e Medicina em Caen, mas optou por atividades sociais e culturais.  Escreveu masques, poemas e cinco livros de canções - alguns publicados por conta própria com amigos - e foi muito requisitado para escrever texto e música para entretenimento na corte do rei Jaime I.