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domingo, março 01, 2026

Música para recordar Lucio Dala...

Hoje é dia de ouvir música italiana...

Lucio Dalla morreu há catorze anos...

   
Era também teclista e clarinetista, sendo um dos mais célebres cantautores italianos, considerando que a sua carreira ultrapassou 50 anos de atividade artística.
Músico cuja formação foi ao som de jazz, reconhecido então como autor de suas canções já numa fase madura, toca como clarinetista e saxofonista, e às vezes como teclista. A sua produção musical atravessou muitas fases, desde a estação beat à experimentação rítmica e musical, até a canção de autor, indo além do limite das letras e canções italianas.
Morreu aos 68 anos, vítima de um enfarte.
  
Lucio Dalla no Festival di Sanremo 1971

 

segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Não te esquecemos, Zeca...

Saudades de Zeca Afonso...

 
 
 
Balada Aleixo - José Afonso
 
 

Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinhol na prisão

Adeus que me vou embora
Adeus que me quero ir
Deita cá esses teus olhos
Que me quero despedir

Com os cegos me confundo
Amor desde que te vi
Nada mais vejo no mundo
Quando não te vejo a ti

Adeus que me vou embora
Adeus que me quero ir
Deita cá esses teus olhos
Que me quero despedir

Zeca Afonso morreu há 39 anos...

(imagem daqui)
  
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de agosto de 1929 - Setúbal, 23 de fevereiro de 1987), foi um cantor e compositor português. É também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, apesar de nunca ter utilizado este nome artístico.
   
(...)
  
Os seus últimos espetáculos terão lugar nos Coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, numa fase avançada da sua doença. No final desse mesmo ano é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa a distinção.
Em 1985, é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, no qual, devido ao estado avançado da doença, Zeca não consegue interpretar todas as músicas previstas. O álbum acaba por ser completado por José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas.
Faleceu a 23 de fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
     
 

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Joaquín Sabina comemora hoje 77 anos

 
Joaquín Sabina (Úbeda, 12 de fevereiro de 1949) é um cantor e compositor espanhol, tendo seu trabalho reconhecido e apreciado em todo o mundo de língua espanhola, especialmente na Argentina.
   
 
 

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Hoje é dia de ouvir Pássaros do Sul...

Mafalda Veiga nasceu há sessenta anos...!

(imagem daqui)
      
Ana Mafalda da Veiga Marques dos Santos, mais conhecida como Mafalda Veiga (Lisboa, 24 de dezembro de 1965) é uma cantautora portuguesa. Lançou até ao momento dez álbuns, sete dos quais álbuns de estúdio. Praia é o seu último álbum. À parte da sua carreira como cantora e compositora, a artista publicou em 2005 um livro infantil, O Carocho Pirilampo Que Tinha Medo de Voar.
    
 

quinta-feira, dezembro 18, 2025

Patxi Andión morreu há seis anos...

(imagem daqui)


Francisco José Andión González, más conocido como Patxi Andión (Madrid; 6 de octubre de 1947 - Cubo de la Solana, Soria; 18 de diciembre de 2019),​ fue un cantautor, músico, actor y profesor de sociología español

  

Biografía

Nació en 1947 en Madrid, aunque a los pocos días de nacido fue llevado al País Vasco, región de origen de sus padres y tierra con la que desde muy pequeño se sintió profundamente identificado, dadas las raíces familiares. No obstante, siendo pequeño fue trasladado a Madrid para realizar los estudios de primaria. De origen humilde, ello no fue un impedimento para que siempre se procurase que en su casa hubiese libros, por lo que desde niño fue un ávido lector. Su padre incluso fue combatiente en las filas republicanas durante la guerra civil española. Se convirtió en cantautor en los convulsos años 70, colaborando con diversas organizaciones antifranquistas (UPA, FRAP), lo que le obligó a exiliarse en París - donde conoció casualmente a Jacques Brel, quien lo influyó después en su quehacer artístico - e incluso llegó a hacerse a la mar como parte de la tripulación de un barco pesquero, con el que dio la vuelta a medio mundo. Se inició en la música en la década de los sesenta formando parte de agrupaciones que no trascendieron como Los Dingos o Los Camperos, las cuales interpretaban lo que hoy se conoce como temas clásicos del Rock and roll tales como «Popotitos».

El apogeo de su carrera musical abarcó el periodo comprendido entre 1971 y 1978, durante el cual publicó temas como «Puedo inventar», «La casa se queda sola», «Tiempo, tiempo», «Quién sabe si volverá otra vez a amanecer», «Una dos y tres», «Sonetos 37-73», «Porque me duele la voz», «Como tú», «Entre tu piel», «Samaritana», «A donde el agua», «La bohemia», «Estrella de la mar», entre otras. A partir de 1979, fue adquiriendo un estilo cada vez más personal, lo cual fue alejándolo paulatinamente de los circuitos comerciales. Se considera que otro factor importante que afectó su carrera pudo haber sido su breve matrimonio con la actriz y modelo Amparo Muñoz —considerada la mujer más bella de España en aquella época, elegida Miss Universo en 1974 - con quien coprotagonizó la película La otra alcoba en 1976, casándose ese mismo año en un santuario navarro. Esto fue considerado como un gesto un tanto frívolo por parte de Patxi Andión entre los integrantes de aquellos círculos intelectuales de la izquierda progresista en los cuales se le admiraba y respetaba como cantautor y como hombre de convicción izquierdista. Como cantautor se mantuvo en una línea que lo hizo inconfundible: componer canciones con temática social y romántica principalmente, pero siempre desde una perspectiva íntimamente personal, profunda y poética, en amalgama con aquella voz ronca y deslavazada con la que cantó.

En su periodo madrileño y en una nueva faceta, aprovechó su condición de sociólogo y periodista y se hizo profesor. Impartió clases de comunicación audiovisual, producción, realización y operaciones artísticas y producción audiovisual práctica en la Escuela Universitaria Politécnica de Cuenca de la Universidad de Castilla-La Mancha. También fue director de la Escuela Española de Caza, de la Federación Española de Caza.

Murió el 18 de diciembre de 2019 a causa de un accidente de tráfico, fue enterrado en el Cementerio de la Almudena de Madrid.

 

in Wikipédia

 

Hoje é dia de recordar Patxi Andión...

quarta-feira, novembro 26, 2025

Música de aniversariante de hoje...

Fausto nasceu há 77 anos...

(imagem daqui)

 

Fausto, nome artístico de Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias (Oceano Atlântico, registado em Vila Franca das Naves, 26 de novembro de 1948 - Lisboa, 1 de julho de 2024), foi um compositor e cantor português

 

Biografia

Embora nascido a bordo do navio Pátria, em viagem entre Portugal e Angola, Fausto Bordalo Dias foi registado em Vila Franca das Naves, Trancoso. Foi na antiga província ultramarina portuguesa que formou a sua primeira banda, Os Rebeldes. À musicalidade da sua origem beirã, assimilou os ritmos africanos.

Aos 20 anos, em Lisboa, onde se instalou a fim de prosseguir os estudos - concluiu a licenciatura em Ciências Políticas e Sociais, no então denominado Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, atual ISCSP.

Em 1969 lançou o primeiro EP, Fausto, com o qual venceu no mesmo ano o Prémio Revelação da Rádio Renascença.

No âmbito do movimento associativo em Lisboa, aproximou-se de nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, juntamente com José Mário Branco ou Luís Cília, que viviam no exílio.

Em maio de 1974 foi um dos fundadores do GAC, juntamente com José Mário Branco, Afonso Dias e Tino Flores.

Em 1978 colaborou com Sérgio Godinho e José Mário Branco na banda-sonora do filme A Confederação, de Luís Galvão Teles.

Entrou na Maçonaria em 1985, no Grande Oriente Lusitano.

No dia 8 de julho de 1997, em Belém, ofereceu um dos seus mais marcantes concertos, celebrando os 500 anos da partida de Vasco da Gama para a Índia, no mesmo dia em 1497, a convite da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.

Em 2009 juntou-se novamente a Sérgio Godinho e José Mário Branco para o espectáculo Três cantos ao vivo, um evento de grande destaque cultural que resultou no lançamento de um álbum ao vivo.

Autor de 12 discos, gravados entre 1970 e 2011 (dez de originais, uma compilação regravada e um disco ao vivo), é presentemente um importante nome da música portuguesa e da música popular em particular. A sua obra tem sido revisitada por nomes como, entre outros, Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Pedro Moutinho, Teresa Salgueiro, Cristina Branco, Marco Oliveira ou Ana Moura.

O seu último álbum, Em busca das montanhas azuis, foi lançado em 2011 e conta com arranjos musicais de José Mário Branco em quatro faixas.

Em março de 2023 foi realizada uma homenagem de Filipe Sambado, Surma e Primeira-Dama a Fausto, na segunda semifinal da 57ª edição do Festival RTP da Canção. Foram interpretadas as canções "O barco vai de saída", "Como um sonho acordado", "A guerra é a guerra", "O cortejo dos penitentes" e "Lembra-me um sonho lindo".

Morreu a 1 de julho de 2024, aos 75 anos, em Lisboa, vítima de doença prolongada.

 

Álbuns de originais

 

Singles e EPs

 

Coletâneas

  

Álbuns em colaboração

  

Prémios e condecorações

 

in Wikipédia

 

Hoje é dia de ouvir Fausto...


quarta-feira, novembro 19, 2025

Porque este país te mata lentamente...

Saudades do Zé Mário Branco...

 

Perfilados de Medo - José Mário Branco
Poema de Alexandre O'Neil e música de José Mário Branco

 

Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.

Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.

Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.

Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido...

 

in Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - LP de 1971

José Mário Branco morreu há seis anos...

      
José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 - Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico e compositor (cf. cantautor) português
   
Biografia
Filho de professores primários, cresceu entre o Porto e Leça da Palmeira, sendo marcado pelo ambiente luzidio e inspirador desta vila piscatória. Iniciou o curso de História, primeiro na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, não o tendo terminado. Expoente da música de intervenção portuguesa, começou por ser ativo na Igreja Católica. Depois aderiu ao Partido Comunista Português e foi perseguido pela PIDE, até se exilar em França, em 1963. Em 1974 regressou a Portugal e fundou o Grupo de Acção Cultural - Vozes na Luta!, com o qual gravou dois álbuns.
Como interveniente em concertos ou álbuns editados, como cantautor e/ou como responsável pelos arranjos musicais, José Mário Branco é autor de uma obra singular no panorama musical português. Entre música de intervenção, fado e outras, são obras famosas os discos Ser solidário, Margem de Certa Maneira, A noite, e o emblemático FMI, obra síntese do movimento revolucionário português com seus sonhos e desencantos. Esta última foi proibida pelo próprio José Mário Branco de passar em qualquer rádio, TV ou outro tipo de exibição pública. Não obstante este facto, FMI será, provavelmente, a sua obra mais conhecida. O seu álbum mais recente, lançado em 2004, intitula-se Resistir é Vencer, em homenagem ao povo timorense, que resistiu durante décadas à ocupação pelas forças da Indonésia logo após o 25 de Abril. O ideário socialista está expresso em muitas das suas letras.
Trabalhou com diversos outros artistas de relevo da música de intervenção e outros géneros, nomeadamente José Afonso, Sérgio Godinho, Luís Represas, Fausto Bordalo Dias, Janita Salomé, Amélia Muge, Os Gaiteiros de Lisboa e, no âmbito do Fado, Carlos do Carmo, Camané e Katia Guerreiro. Do mesmo modo compôs e cantou para o teatro, o cinema e a televisão, tendo sido elemento de A Comuna - Teatro de Pesquisa.
Em 2006, com 64 anos, José Mário Branco iniciou uma licenciatura em Linguística, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Terminou o 1.º ano com média de 19,1 valores, sendo considerado o melhor aluno do seu curso. Desvalorizou a Bolsa de Estudo por Mérito que lhe foi atribuída, dizendo que é «algo normal numa carreira académica».
Em 2009 voltou às atuações públicas com dois concertos intitulados Três Cantos, juntando «referências não só musicais mas também poéticas do que é cantar em português»: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto.
Morreu aos 77 anos, de acidente vascular cerebral, na madrugada do dia 19 de novembro de 2019, em Lisboa.
      
 

domingo, agosto 31, 2025

Com um Brilhozinho nos Olhos...

Sérgio Godinho - oitenta anos!

    
Sérgio de Barros Godinho, mais conhecido como Sérgio Godinho (Porto, 31 de agosto de 1945), é um poeta, compositor e intérprete português.
Como autor, compositor e cantor, personifica perfeitamente a sua música “O Homem dos Sete Instrumentos”. Multifacetado, representou já em filmes, séries televisivas e peças teatrais. A dramaturgia surge com a assinatura de algumas peças de teatro assumindo-se também como realizador.
   
Biografia
Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. Com apenas 18 anos de idade parte para o estrangeiro. Primeiro destino: Suíça, onde estuda Psicologia durante dois anos. Mais tarde muda-se para França. Vive o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte integra a produção francesa do musical "Hair", onde se mantém por dois anos. Em Paris priva com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês.
Em 1971 participa no álbum de estreia a solo de José Mário Branco, "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", como músico e como autor de quatro das letras. Em 1971 faz a sua estreia discográfica com a edição do EP "Romance de Um Dia na Estrada" e do seu primeiro longa-duração, "Os Sobreviventes". Três dias após a sua edição é interditado, depois autorizado, depois novamente interditado. O disco é eleito "Melhor Disco do Ano" e Godinho recebe o prémio da Imprensa para "Melhor Autor do Ano".
Em 1972, Sérgio apresenta um novo álbum, "Pré-Histórias", que inclui um dos temas mais emblemáticos da sua carreira: "A Noite Passada". Colabora como letrista no álbum "Margem de Certa Maneira" de José Mário Branco.
Em 1973 muda-se para o Canadá, onde casa com Shila, colega na companhia de teatro The Living Theatre. Integra a companhia de teatro Génesis. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver, e é aqui que recebe a notícia da revolução do 25 de abril, que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum À queima-roupa (1974) um sucesso que o faz correr o país, atuando em manifestações populares, frequentes no pós 25 de abril.
Tendo regressado a Portugal após a revolução democrática do 25 de abril de 1974, Sérgio Godinho tornou-se autor de algumas das canções mais unanimemente aclamadas da música portuguesa - "Com Um Brilhozinho Nos Olhos", "O Primeiro Dia", "É Terça-Feira", apenas para citar três.
Em 1975 participa, com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Teles, "A Confederação". No ano seguinte escreve a canção-tema do filme de José Fonseca e Costa "Os Demónios de Alcácer Quibir", onde participa como ator. O tema viria a ser incluído no seu novo álbum, "De Pequenino se Torce o Destino" (1976).
Em 1977 colabora em dois temas da banda sonora do filme "Nós Por Cá Todos Bem", realizado por Fernando Lopes. O seu quinto álbum de originais, "Pano-cru", é editado no ano seguinte. Em 1979 é editado o álbum "Campolide". O disco viria a ser premiado com o "Prémio da Crítica Música & Som" para melhor álbum de música portuguesa desse ano.
Em 1980 volta a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, "Kilas, o Mau da Fita". O álbum com a banda sonora do filme é editado nesse mesmo ano. "Canto da Boca", novo álbum de originais, é também editado em 80, tendo recebido o prémio de "Melhor Disco Português do Ano", atribuído pela Casa da Imprensa e, ainda, o Sete de Ouro para o "Melhor Cantor Português do Ano".
Em 1983, no seu álbum "Coincidências", incluiu temas compostos em parceria com alguns dos mais reputados músicos brasileiros - nomes como Chico Buarque, Ivan Lins ou Milton Nascimento - algo até então inédito na produção musical portuguesa.
Nos seis anos que se seguiram, Sérgio Godinho gravou mais três álbuns de originais - "Salão de Festas", "Na Vida Real" e "Aos Amores". Foi também editada a coletânea "Era Uma Vez Um Rapaz" (1985) e o álbum para crianças "Sérgio Godinho Canta com os Amigos do Gaspar" (1988).
Em 1990 apresentou o espetáculo "Sérgio Godinho, Escritor de Canções", onde revisitou as suas músicas sob uma nova perspetiva - apenas dois músicos acompanhantes e num auditório mais pequeno, neste caso o Instituto Franco-Português, onde fez 20 espetáculos de grande êxito. Desses espetáculos saiu o álbum ao vivo "Escritor de Canções".
Foi autor da série "Luz na Sombra", exibida pela RTP 2 no verão de 1991, onde abordou seis programas sobre algumas das profissões menos conhecidas do mundo da música: letristas, técnicos de som, produtores, etc. Em 1992 realizou três filmes de ficção, de meia hora cada, com argumento e música igualmente seus. Estes filmes, com o título genérico de "Ultimactos", foram produzidos para a RTP, que os exibiu em 1994.
Escreveu ainda "O Pequeno Livro dos Medos", obra infanto-juvenil, que também ilustrou.
Voltou à música em 1993 com o disco "Tinta Permanente" e o espetáculo "A Face Visível", ambos merecedores dos maiores elogios da crítica e do público.
A 9 de junho de 1994 foi feito Oficial da Ordem da Liberdade.
Em novembro de 1995 é editado o disco "Noites Passadas", que foi gravado ao vivo em três espetáculos realizados no Teatro S. Luiz, em novembro de 1993, e no Coliseu de Lisboa, em novembro de 1994. Neste ano de 1995, Sérgio Godinho é convidado por Manuel Faria a participar na compilação de Natal "Espanta Espíritos" com o tema original "Apenas um Irmão" em dueto com PacMan (vocalista da banda Da Weasel).
Em junho de 1997 é editado o disco "Domingo no Mundo", disco que conta com a participação de músicos e arranjadores de diferentes áreas musicais: (Pop, Rock, Popular, Erudita e Jazz). O disco foi apresentado com enorme êxito no teatro Rivoli do Porto e no Coliseu de Lisboa, nos espetáculos de nome "Godinho no mundo".
Em 1998 foi editado o álbum "Rivolitz", gravado ao vivo nos espetáculos do Teatro Rivoli e no Ritz Clube, em Lisboa.
Em 2000 Sérgio Godinho volta com o disco “Lupa”, com dez canções originais e produção de Hélder Gonçalves e Nuno Rafael. O disco é apresentado ao vivo, em novembro desse ano, com dois espetáculos em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, e um no Coliseu do Porto, tendo os três concertos obtido um grande sucesso.
2001 é o ano dos 30 anos de carreira. O aniversário é marcado pelo lançamento em 2001 de “Biografias do Amor”, uma colectânea de canções de amor, e de “Afinidades”, uma gravação dos espetáculos em conjunto com os Clã. Em 2003 é lançado o disco “Irmão do Meio” onde Sérgio Godinho junta alguns amigos com quem partilha 15 canções. Entre muitos outros artistas participam neste disco Camané, Da Weasel, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Tito Paris, Xutos e Pontapés e alguns grandes nomes da música popular brasileira.
Ligação Directa foi o álbum de originais que se seguiu. Editado a 23 de outubro de 2006, pôs termo a um interregno de seis anos durante o qual o cantautor não produziu novos discos de originais. O álbum é composto por 10 temas, todos da autoria de Sérgio Godinho, com exceção de "O big-one da verdade", cuja música é de Hélder Gonçalves (dos Clã), e de "O Ás da Negação", cuja música é de Nuno Rafael, que também foi responsável pela produção e direcção musical do álbum, que contou ainda com a participação de Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves, Joana Manuel, Tomás Pimentel, Nuno Cunha, Jorge Ribeiro e Jorge Teixeira como músicos convidados. 
Junta-se a José Mário Branco e Fausto para os concertos Três Cantos Ao Vivo em 2009.  
Doze de setembro de 2011 marcou o seu regresso aos discos de originais, com Mútuo Consentimento. Com o habitual grupo de músicos que o acompanham há vários anos (Os Assessores) gravou 12 novas canções, que resultaram do seu método habitual de composição: "Olhar à volta e ver o que se passa". 

Em 2013, gravou o disco Caríssimas Canções que resultou de uma série de crónicas para o jornal Expresso e que também foi editado em livro. 2014 foi o ano de "Liberdade ao Vivo" e do livro de contos "Vidadupla" (Quetzal, 2014).

Juntou-se a Jorge Palma para uma digressão em conjunto que também deu origem a um disco.

"Coração Mais que Perfeito" (Quetzal, 2017) foi o nome do seu primeiro romance.[4]

"Eu o que faço é tentar contar coisas, falar de coisas, fazer interrogações à minha maneira e saber que há pessoas que são tocadas por isso", sublinhou o cantautor, aos 66 anos. Essas interrogações são "contos de um instante", como canta numa das canções do novo disco, e tanto podem falar de amor ("Intermitentemente"), como da situação do país e das incertezas do presente ("Acesso Bloqueado").

Em 2018, com 72 anos, regressou com o disco de originais "Nação Valente". As letras são todas da sua autoria, mas em apenas duas é também autor da música: as restantes composições resultam de colaborações com José Mário Branco, Hélder Gonçalves, Nuno Rafael, Pedro da Silva Martins e Filipe Raposo.

Em 2023, a Rádio Comercial homenageou Sérgio Godinho, ao convidar mais de 40 artistas para cantarem "O Primeiro Dia".  Os Artistas convidados foram: Pedro Abrunhosa, Capicua, Mafalda Veiga, Samuel Úria, Bispo, António Zambujo, Tomás Wallenstein, Fernando Daniel, Ana Bacalhau, Syro, Carolina de Deus, Luis Represas, António Manuel Ribeiro, Rui Reininho, Bárbara Tinoco, Héber Marques, Carolina Deslandes, Aurea, Ivandro, Rui Veloso, Buba Espinho, Rita Redshoes, Diogo Piçarra, Marisa Liz, João Só, Claudia Pascoal, Miguel Araújo, Gabriel Pensador, Tiago Bettencourt, Nuno Ribeiro, David Fonseca, Carlão, Sara Correia, Tim, Irma, João Pedro Pais, Nena, Os Quatro E Meia, A Garota Não, Camané e Jorge Palma.


  
       
Álbuns de originais
 
Álbuns ao vivo
   
Álbuns em colaboração

Coletâneas
  
Compilações
  • A Cantar Con Xabarín - 1996
  • Espanta Espíritos - 1995
  • Novas Vos Trago - 1999
  • Sons de Todas as Cores - 1997
  • Variações As Canções de António - 1994
  • Voz & Guitarra - 1997
  • o Disco do Benfiquista, naturalmente - 2003
  • UPA 08 - 2008
   
Bandas sonoras
 
EP's
 
Singles
  • Na Boca do lobo(1975) - Guilda da Música/Sassetti
  • Liberdade (1975) - Sassetti
  • Nós por cá todos bem (1977) - Diapasão
  • Kilas, o mau da fita (1981) - Philips
  • Tantas vezes fui à guerra (1983) - Philips
  • O Rapaz de Camisola Verde (2003) - Philips

Colaborações
 
DVD
 
Livros
  • Retrovisor - Uma Biografia Musical de Sérgio Godinho (2006) - Biografia
  • As Letras como Poesia (Objecto Cardíaco, 2006, e Afrontamento, 2009) - letras
  • O Pequeno Livro Dos Medos(2007) - Literatura infantil
  • Liberdade
  • O Primeiro Gomo da Tangerina - Literatura infantil
  • Sérgio Godinho e as 40 ilustrações
  • Caríssimas Canções
  • Vidadupla - contos - 2014
  • Coração mais que perfeito - romance - 2017
  • Estocolmo - romance - 2019
  • Vida e Morte nas Cidades Geminadas - romance - 2024

Em 2006, Nuno Galopim escreveu Retrovisor: Uma Biografia Musical de Sérgio Godinho, publicado pela Assírio & Alvim.

   
Prémios

É distinguido duas vezes com o Prémio José Afonso, primeiro em 1990 pelo álbum Aos Amores e em 1994 por Tinta Permanente.

A 9 de junho de 1994, foi feito Oficial da Ordem da Liberdade.

É autor de Grão da Mesma Mó, uma das 150 canções, que constam na antologia As Palavras das Canções, organizada por João Calixto, editada com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.


      
 

O Primeiro Dia...