

O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.


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Porque conseguimos prever eclipses ao segundo - mas não os terramotos
Da rede de telemóveis Android que alertou utilizadores na Venezuela aos sistemas públicos do México e do Japão, a tecnologia não é capaz de prever terramotos: apenas tenta comprar-nos alguns segundos depois de o sismo começar — e transformar esses segundos em proteção.
Os dois sismos que atingiram o norte da Venezuela a 24 de junho voltaram a expor uma frustração antiga: a ciência calcula eclipses com séculos de antecedência e antecipa furacões com dias, mas continua incapaz de dizer quando a Terra vai tremer.
A explicação dos sismólogos é direta - é possível saber onde e com que frequência ocorrem grandes terramotos, mas não o dia nem a hora. E essa limitação não nasce de falta de tecnologia: está na própria natureza do fenómeno.
Ainda assim, segundo o El País, alguns segundos antes de o abalo ser sentido em várias zonas, milhões de utilizadores Android receberam um aviso no telemóvel. Não foi uma previsão - foi deteção em tempo real.
Num país sem qualquer sistema oficial de alerta sísmico precoce, foi um sistema da Google, assente nos sensores de milhões de telemóveis Android, que deu a algumas pessoas os poucos segundos que em alguns casos fizeram a diferença.
Para perceber a aparente contradição, é preciso separar três coisas que se confundem com frequência:
A previsão é o elo impossível. A rutura que origina um grande sismo ocorre a vários quilómetros de profundidade, longe de qualquer instrumento que a meça diretamente, e comporta-se como um sistema caótico: uma pequena fratura tanto pode travar como propagar-se e desencadear um abalo devastador — e não há maneira de saber, à partida, qual dos dois caminhos vai seguir.
Ao longo das últimas décadas, foram sendo testados supostos sinais precursores — como emanações de radão no solo, alterações em águas subterrâneas, comportamento anómalo dos animais, perturbações eletromagnéticas, as chamadas “luzes de terramoto“. Nenhum se mostrou fiável e repetível.
Quanto aos abalos premonitórios, só se identificam como tal depois do grande sismo: a esmagadora maioria dos pequenos tremores não é seguida de nada.
A confusão entre previsão e comunicação de risco já teve consequências graves. Três anos depois do sismo de L’Aquila, em 2009, que matou mais de 300 pessoas, sete membros da Comissão Italiana de Grandes Riscos (seis cientistas e um responsável da Proteção Civil) foram condenados por homicídio involuntário.
Ao contrário do que muitas vezes se repetiu, estes peritos não foram julgados por não terem previsto o terramoto, mas pela forma como comunicaram o risco à população, depois de uma série de pequenos abalos ter sido descrita como não representando perigo iminente.
As condenações dos seis cientistas acabariam por ser anuladas em recurso e a absolvição foi confirmada pelo supremo tribunal italiano. Restou apenas a condenação, parcial, de Bernardo de Bernardinis, o responsável da Proteção Civil — mas o caso serviu de aviso para os perigos de transmitir falsas certezas.
Se não se pode prever, pode detetar-se
Os sistemas de alerta precoce tiram partido de uma corrida desigual entre os diferentes tipos de ondas sísmicas.
Quando um sismo começa, liberta primeiro as ondas P, rápidas (cerca de seis km/s) mas pouco destrutivas, e só depois as ondas S e de superfície, mais lentas (3 a 4 km/s) e responsáveis pela maior parte dos estragos.
Como os dados digitais viajam muito mais depressa do que qualquer onda sísmica, um sensor próximo do epicentro pode detetar as ondas P e disparar um alerta que chega às zonas mais distantes antes de o impacto mais forte do abalo se fazer sentir, explica o USGS.
São alguns segundos de avanço, por vezes dezenas de segundos — o suficiente para parar comboios, imobilizar elevadores ou procurar abrigo.
O México foi pioneiro nos sistemas públicos de alerta sísmico precoce: o seu sistema SASMEX funciona desde o início dos anos 1990 e pode dar à Cidade do México até 60 segundos de aviso, com alertas por sirenes e rádio.
O Japão, com centenas de estações, incluindo sensores no fundo do mar, envia os avisos diretamente para os telemóveis; nos Estados Unidos, o ShakeAlert cobre a costa oeste e chega a parar o metro automaticamente.
Portugal dispõe de vigilância sísmica e informação em tempo quase real através do IPMA, mas não de um sistema público massificado que avise a população segundos antes da chegada do abalo. Para tsunamis, existe um sistema de alerta operado pelo IPMA e integrado no NEAMTWS.
A Venezuela não tinha um sistema oficial de alerta precoce deste tipo. Situado entre as placas das Caraíbas e sul-americana, o país é sismicamente ativo, mas a sua rede nacional de estações de monitorização é limitada, e não dispõe de um sistema oficial de alerta: o organismo de vigilância FUNVISIS monitoriza e informa, mas não emite avisos antecipados.
O que funcionou foi o sistema de alertas da Google para Android, que transforma os acelerómetros de mais de dois mil milhões de telemóveis em minissismógrafos: quando um número suficiente de aparelhos na mesma zona deteta em simultâneo um padrão sísmico, um servidor central confirma o evento e dispara o aviso.
Segundo um estudo publicado na Science em 2025, o sistema já detetou mais de 18 mil sismos desde 2021 e mostrou que os telemóveis podem complementar as redes sísmicas convencionais, sobretudo em regiões sem sistemas oficiais de alerta precoce.
O sistema não é infalível, e foi criticado pelo desempenho insuficiente nos sismos da Turquia e da Síria em 2023, quando subestimou a magnitude e não enviou alertas de nível máximo à maioria dos utilizadores em risco. Mas, na ausência de alternativa, foi o que deu a muitos, em Caracas, alguns segundos para procurar proteção.
Até a ciência aprender a ler a Terra antes de ela se mexer, “prever” um terramoto continua a resumir-se a uma única certeza: a de que vai acontecer.
in ZAP
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Robert Mallet (Dublin, 3 de junho de 1810 - Londres, 5 de novembro de 1881) foi um geofísico, engenheiro civil e inventor irlandês.
Ficou conhecido pelas suas pesquisas sobre terramotos e é considerado por alguns como o pai da sismologia. O seu filho, Frederick Richard Mallet, foi geólogo e trabalhou na Índia.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 02:16 0 comentários
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El terremoto se inició el 31 de mayo de 1970 de 7,9 a las 3:25 p.m. Su epicentro se halló frente a las costas de las ciudades de Casma y Chimbote, en el Océano Pacífico. Su magnitud fue de 7,8 grados en la escala de Richter y alcanzó una intensidad de hasta X y XI grados en la escala de Mercalli entre Chimbote y Casma. Produjo además un violento alud en las ciudades de Yungay y Ranrahirca.
Efectos en el Callejón de Huaylas y el Perú
Las muertes se calcularon en 80.000 y hubo aproximadamente de 20.000 desaparecidos, algunas fuentes elevan las víctimas mucho más alto. Los heridos hospitalizados se contabilizaron en 143.331, si bien en lugares como Recuay, Aija, Casma, Huarmey, Carhuaz y Chimbote la destrucción de edificios osciló entre 80% y 90%. Se calculó el número de afectados en 3.000.000. La Carretera Panamericana sufrió graves grietas entre Trujillo y Huarmey, lo que dificultó aún más la entrega de ayuda. La central hidroeléctrica del Cañón del Pato quedó también afectada por el embate del río Santa y la línea férrea que comunicaba Chimbote con el valle del Santa y quedó inutilizable en un 60% de su recorrido. Con esta catástrofe el Perú sacó volutariamente a la Brigada de Defensa Civil Peruana para evitar que vuelva a suceder algo tan terrible; el general Juan Velasco Alvarado, que era el presidente del país en ese entonces, tomó un barco para llevar personalmente la ayuda a Chimbote.
La tercera parte de la masa de la avalancha saltó la quebrada, que había salvado a Yungay de un aluvión en 1962, y sepultó por completo a esta ciudad, convirtiéndose en una de las más afectadas en términos de mortalidad. A su paso, la corriente mayor también arrasó con el pueblo de Ranrahirca. La magnitud del desastre resultó en la pérdida de más de veinte mil vidas humanas, convirtiéndose en una de las tragedias más mortales de la región....Observé una ola gigante de lodo gris claro en la parte alta de Yungay, muy semejante a una ola de mar rompiendo en una cresta, tenía una altura aproximada de veinticinco o treinta metros...Relato de un sobreviviente en 2012
«...Sentimos un tremendo ruido que se presentaba de ambos lados... el ruido se asemejaba al de muchos aviones... no sabíamos por donde venía ni que pasaba, en esos momentos no nos acordábamos del Huascarán... Finalmente vimos el aluvión de lodo completamente negro con más de 400 metros de altura que avanzaba botando chispas de distintos colores...»En Yungay sólo se salvaron aproximadamente 300 personas separadas en dos grupos, 90 personas que corrieron hacia el cementerio de la ciudad (una antigua fortaleza preinca elevada), y un numeroso grupo de niños que asistieron a un circo itinerante llamado Verolina y que estaba ubicado en el estadio a 700 metros de la plaza mayor.
Relato de una superviviente, en 1970
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A Escala Richter, também conhecida como escala de magnitude local ou , é uma escala logarítmica arbitrária, de base 10, foi utilizada para quantificar a magnitude de um sismo, desenvolvida nos anos 1930, a maioria das autoridades sismológicas agora usa outras escalas semelhantes, como a escala de magnitude do momento para relatar magnitudes de terremotos, mas grande parte da mídia ainda se refere a elas como magnitudes "Richter".
A escala Richter foi construída calculando o logaritmo da amplitude horizontal combinada (amplitude sísmica) do maior deslocamento a partir do zero num tipo particular de sismógrafo de torção, o sismógrafo de Wood-Anderson.
Para acomodar a enorme variação na quantidade de energia que se liberta em sismos de magnitude diferente, a escala de Richter, tal como a escala de magnitude estelar usada em astronomia para descrever o brilho das estrelas e de outros objetos celestes, recorre a uma escala logarítmica, no caso de base 10.
O logaritmo incorporado na escala faz com que os valores atribuídos a cada nível aumentem de forma logarítmica, e não de forma linear, evitando os grandes valores que daí resultariam. Em consequência, um sismo a que seja atribuída magnitude 5,0 na escala de Richter tem uma amplitude sísmica 10 vezes maior do que um de magnitude 4,0. Como corolário, uma diferença de três pontos na escala corresponde a um aumento de 1 000 vezes na amplitude do sismo.
Magnitude, efeitos e frequência de ocorrência dos eventos
| Descrição | Magnitude | Efeitos | Frequência |
|---|---|---|---|
| Microssismos | < 2,0 | Microssismos não percetíveis pelos humanos. | ~8 000 por dia |
| Muito pequeno | 2,0-2,9 | Geralmente não sentido, apenas detetado/registado por sismógrafos. | ~1 000 por dia |
| Pequeno | 3,0-3,9 | Frequentemente sentido, mas raramente causa danos. | ~49 000 por ano |
| Ligeiro | 4,0-4,9 | Tremor notório de objetos no interior de habitações, ruídos de choque entre objetos. Sismo significativo, mas com danos importantes improváveis. | ~6 200 por ano |
| Moderado | 5,0-5,9 | Pode causar danos importantes em edifícios mal concebidos e em zonas restritas. Provoca apenas danos ligeiros em edifícios bem construídos. | 800 por ano |
| Forte | 6,0-6,9 | Pode ser destruidor em áreas habitadas num raio de até 160 quilómetros em torno do epicentro. | 120 por ano |
| Grande | 7,0-7,9 | Pode provocar danos graves em zonas vastas. | 18 por ano |
| Importante | 8,0-8,9 | Pode causar danos sérios num raio de várias centenas de quilómetros em torno do epicentro. | 1 por ano |
| Excecional | 9,0-9,9 | Devasta zonas num raio de milhares de quilómetros em torno do epicentro. | 1 em cada 20 anos |
| Extremo | >10,0 | Desconhecido. Na história conhecida nunca foi registado um sismo desta magnitude. | Extremamente raro (desconhecido). |
A escala de magnitude local foi desenvolvida em 1935 por Charles Francis Richter com a colaboração de Beno Gutenberg, ambos investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (California Institute of Technology ou Caltech), com o propósito inicial de separar os sismos pequenos, que ocorrem em grande número, dos sismos mais intensos, menos frequentes.
Richter reportou inicialmente valores com uma precisão de um quarto de unidade, mas mais tarde passou a utilizar uma escala decimal contínua, com a precisão de uma décima.
Sendo uma escala baseada no rácio entre um valor base e o valor medido, Richter escolheu arbitrariamente como tremor de magnitude 0,0 um sismo que produziria um deslocamento horizontal máximo de 1 μm num sismograma traçado por um sismógrafo de torção Wood-Anderson localizado a 100 km de distância do epicentro. Esta opção visava prevenir a atribuição de magnitudes negativas. Contudo, a escala de Richter não tinha limite máximo ou mínimo, e atualmente os sismógrafos modernos, mais sensíveis que os existente à época, com frequência detetam movimentos que naquela escala teriam magnitudes negativas.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 01:26 0 comentários
Marcadores: Charles Richter, Escala de Richter, geofísica, magnitude, sismologia
Postado por Fernando Martins às 00:41 0 comentários
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Postado por Fernando Martins às 00:12 0 comentários
Marcadores: Grande Terramoto de São Francisco, São Francisco (cidade), sismo, sismologia, USA
| Parámetros | ||
|---|---|---|
| Fecha y hora |
16 de abril de 2016, 18:58:36 UTC–5 | |
| Tipo | Falla inversa interplacas (Pacífica, Continental Sudamericana) | |
| Profundidad | 20 km | |
| Coordenadas del epicentro |
| |
| Consecuencias | ||
| Zonas afectadas |
Con mayor intensidad
Con menor intensidad | |
| Mercalli | VIII (Severo) | |
| Réplicas | 3741 | |
| Víctimas |
673 fallecidos (23 extranjeros) 113 rescatados con vida 663 fallecidos 9 desaparecidos 6274 heridos 28.775 personas albergadas | |
Postado por Fernando Martins às 00:10 0 comentários
Marcadores: América do Sul, América Latina, Equador, sismo, Sismo do Equador em 2016, sismologia
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Marcadores: Itália, L'Aquila, Sismo de Áquila, sismologia
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