sábado, outubro 17, 2026
O sismo de Loma Prieta foi há trinta e sete anos...
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sexta-feira, outubro 09, 2026
Terramoto no Panamá...

Um terramoto no Panamá, que o USGS estima com tendo magnitude de 7,7 na escala de Richter, a assustar o mundo todo...
M 7.6 - 10 km WSW of Pitaloza Arriba, Panama
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Marcadores: Panamá, sismo, sismologia, terramoto
sábado, setembro 26, 2026
Um terramoto, com abalo premonitório e muitas réplicas, matou onze pessoas em Itália há 29 anos

Afresco destruído, de Cimbabue, na Basílica de São Francisco
1997 Umbria and Marche earthquake
| Date | 11:40:26, September 26, 1997 (UTC) |
|---|---|
| Magnitude | 6.1 Mw |
| Depth | 10 km (6.2 mi) |
| Epicenter | 43.084°N 12.812°E |
| Countries or regions | Italy (Umbria, Marche) |
| Casualties | 11 dead 100 injured |
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terça-feira, setembro 01, 2026
O grande sismo de Kantō foi há 103 anos...
A strong typhoon struck Tokyo Bay at about the same time as the earthquake. Some scientists, including C.F. Brooks of the United States Weather Bureau, suggested the opposing energy exerted by a sudden decrease of atmospheric pressure coupled with a sudden increase of sea pressure by a storm surge on an already-stressed earthquake fault, known as the Sagami Trough, may have triggered the earthquake. Winds from the typhoon caused fires off the coast of Noto Peninsula in Ishikawa Prefecture to spread rapidly.
The Emperor and Empress were staying at Nikko when the earthquake struck Tokyo, and were never in any danger.
A tsunami with waves up to 10 m (33 ft) high struck the coast of Sagami Bay, Boso Peninsula, Izu Islands, and the east coast of Izu Peninsula within minutes. The tsunami killed many, including about 100 people along Yui-ga-hama Beach in Kamakura and an estimated 50 people on the Enoshima causeway. Over 570,000 homes were destroyed, leaving an estimated 1.9 million homeless. Evacuees were transported by ship from Kanto to as far as Kobe in Kansai. The damage is estimated to have exceeded USD$1 billion (or about $13,475 billion today). There were 57 aftershocks.
Altogether, the earthquake and typhoon killed an estimated 99,300 people, and another 43,500 went missing.
Amidst the mob violence against Koreans in the Kantō Region, regional police and the Imperial Army used the pretext of civil unrest to liquidate political dissidents. Socialists such as Hirasawa Keishichi, anarchists such as Sakae Osugi and Noe Ito, and the Chinese communal leader, Ou Kiten, were abducted and killed by local police and Imperial Army, who claimed the radicals intended to use the crisis as an opportunity to overthrow the Japanese government.
The importance of obtaining and providing accurate information following natural disasters has been emphasized in Japan ever since. Earthquake preparation literature in modern Japan almost always directs citizens to carry a portable radio and use it to listen to reliable information, and not to be misled by rumors in the event of a large earthquake.
Aftermath
Following the devastation of the earthquake, some in the government considered the possibility of moving the capital elsewhere. Proposed sites for the new capital were even discussed.
Japanese commentators interpreted the disaster as an act of divine (Kami) punishment to admonish the Japanese people for their self-centered, immoral, and extravagant lifestyles. In the long run, the response to the disaster was a strong sense that Japan had been given an unparalleled opportunity to rebuild the city, and to rebuild Japanese values. In reconstructing the city, the nation, and the Japanese people, the earthquake fostered a culture of catastrophe and reconstruction that amplified discourses of moral degeneracy and national renovation in interwar Japan.
After the earthquake, Gotō Shimpei organized a reconstruction plan of Tokyo with modern networks of roads, trains, and public services. Parks were placed all over Tokyo as refuge spots, and public buildings were constructed with stricter standards than private buildings to accommodate refugees. However, the outbreak of World War II and subsequent destruction severely limited resources.
Frank Lloyd Wright received credit for designing the Imperial Hotel, Tokyo, to withstand the quake, although in fact the building was damaged by the shock. The destruction of the US embassy caused Ambassador Cyrus Woods to relocate the embassy to the hotel. Wright's structure withstood the anticipated earthquake stresses, and the hotel remained in use until 1968.
The unfinished battlecruiser Amagi was in drydock being converted into an aircraft carrier in Yokosuka in compliance with the Washington Naval Treaty of 1922. However, the earthquake damaged the Amagi beyond repair, leading it to be scrapped, and the unfinished fast battleship Kaga was converted into an aircraft carrier in its place.
In contrast to London, where typhoid fever had been steadily declining since the 1870s, the rate in Tokyo remained high, more so in the upper-class residential northern and western districts than in the densely populated working-class eastern district. An explanation is the decline of waste disposal, which became particularly serious in the northern and western districts when traditional methods of waste disposal collapsed due to urbanization. The 1923 earthquake led to record-high morbidity due to unsanitary conditions following the earthquake, and it prompted the establishment of antityphoid measures and the building of urban infrastructure.

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quinta-feira, agosto 13, 2026
O astrónomo e sismólogo Herbert Hall Turner nasceu há 165 anos

Herbert Hall Turner (Leeds, 13 August 1861 – Stockholm, 20 August 1930) was a British astronomer and seismologist.
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terça-feira, julho 28, 2026
O Grande Sismo de Tangshan foi há cinquenta anos....


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segunda-feira, junho 29, 2026
Notícia sobre previsão de sismos...
Porque conseguimos prever eclipses ao segundo - mas não os terramotos
Da rede de telemóveis Android que alertou utilizadores na Venezuela aos sistemas públicos do México e do Japão, a tecnologia não é capaz de prever terramotos: apenas tenta comprar-nos alguns segundos depois de o sismo começar — e transformar esses segundos em proteção.
Os dois sismos que atingiram o norte da Venezuela a 24 de junho voltaram a expor uma frustração antiga: a ciência calcula eclipses com séculos de antecedência e antecipa furacões com dias, mas continua incapaz de dizer quando a Terra vai tremer.
A explicação dos sismólogos é direta - é possível saber onde e com que frequência ocorrem grandes terramotos, mas não o dia nem a hora. E essa limitação não nasce de falta de tecnologia: está na própria natureza do fenómeno.
Ainda assim, segundo o El País, alguns segundos antes de o abalo ser sentido em várias zonas, milhões de utilizadores Android receberam um aviso no telemóvel. Não foi uma previsão - foi deteção em tempo real.
Num país sem qualquer sistema oficial de alerta sísmico precoce, foi um sistema da Google, assente nos sensores de milhões de telemóveis Android, que deu a algumas pessoas os poucos segundos que em alguns casos fizeram a diferença.
Para perceber a aparente contradição, é preciso separar três coisas que se confundem com frequência:
- Uma é prever: dizer quando, onde e com que magnitude vai ocorrer um sismo, dentro de margens úteis — algo que hoje não se consegue fazer.
- Outra é estimar o risco: calcular a probabilidade de um grande abalo numa região ao longo de décadas — isso faz-se, e é o que sustenta os códigos de construção antissísmica.
- A terceira é alertar: detetar um sismo que já começou e avisar antes da chegada das ondas mais destrutivas — e isso funciona.
A previsão é o elo impossível. A rutura que origina um grande sismo ocorre a vários quilómetros de profundidade, longe de qualquer instrumento que a meça diretamente, e comporta-se como um sistema caótico: uma pequena fratura tanto pode travar como propagar-se e desencadear um abalo devastador — e não há maneira de saber, à partida, qual dos dois caminhos vai seguir.
Ao longo das últimas décadas, foram sendo testados supostos sinais precursores — como emanações de radão no solo, alterações em águas subterrâneas, comportamento anómalo dos animais, perturbações eletromagnéticas, as chamadas “luzes de terramoto“. Nenhum se mostrou fiável e repetível.
Quanto aos abalos premonitórios, só se identificam como tal depois do grande sismo: a esmagadora maioria dos pequenos tremores não é seguida de nada.
A confusão entre previsão e comunicação de risco já teve consequências graves. Três anos depois do sismo de L’Aquila, em 2009, que matou mais de 300 pessoas, sete membros da Comissão Italiana de Grandes Riscos (seis cientistas e um responsável da Proteção Civil) foram condenados por homicídio involuntário.
Ao contrário do que muitas vezes se repetiu, estes peritos não foram julgados por não terem previsto o terramoto, mas pela forma como comunicaram o risco à população, depois de uma série de pequenos abalos ter sido descrita como não representando perigo iminente.
As condenações dos seis cientistas acabariam por ser anuladas em recurso e a absolvição foi confirmada pelo supremo tribunal italiano. Restou apenas a condenação, parcial, de Bernardo de Bernardinis, o responsável da Proteção Civil — mas o caso serviu de aviso para os perigos de transmitir falsas certezas.
Se não se pode prever, pode detetar-se
Os sistemas de alerta precoce tiram partido de uma corrida desigual entre os diferentes tipos de ondas sísmicas.
Quando um sismo começa, liberta primeiro as ondas P, rápidas (cerca de seis km/s) mas pouco destrutivas, e só depois as ondas S e de superfície, mais lentas (3 a 4 km/s) e responsáveis pela maior parte dos estragos.
Como os dados digitais viajam muito mais depressa do que qualquer onda sísmica, um sensor próximo do epicentro pode detetar as ondas P e disparar um alerta que chega às zonas mais distantes antes de o impacto mais forte do abalo se fazer sentir, explica o USGS.
São alguns segundos de avanço, por vezes dezenas de segundos — o suficiente para parar comboios, imobilizar elevadores ou procurar abrigo.
O México foi pioneiro nos sistemas públicos de alerta sísmico precoce: o seu sistema SASMEX funciona desde o início dos anos 1990 e pode dar à Cidade do México até 60 segundos de aviso, com alertas por sirenes e rádio.
O Japão, com centenas de estações, incluindo sensores no fundo do mar, envia os avisos diretamente para os telemóveis; nos Estados Unidos, o ShakeAlert cobre a costa oeste e chega a parar o metro automaticamente.
Portugal dispõe de vigilância sísmica e informação em tempo quase real através do IPMA, mas não de um sistema público massificado que avise a população segundos antes da chegada do abalo. Para tsunamis, existe um sistema de alerta operado pelo IPMA e integrado no NEAMTWS.
A Venezuela não tinha um sistema oficial de alerta precoce deste tipo. Situado entre as placas das Caraíbas e sul-americana, o país é sismicamente ativo, mas a sua rede nacional de estações de monitorização é limitada, e não dispõe de um sistema oficial de alerta: o organismo de vigilância FUNVISIS monitoriza e informa, mas não emite avisos antecipados.
O que funcionou foi o sistema de alertas da Google para Android, que transforma os acelerómetros de mais de dois mil milhões de telemóveis em minissismógrafos: quando um número suficiente de aparelhos na mesma zona deteta em simultâneo um padrão sísmico, um servidor central confirma o evento e dispara o aviso.
Segundo um estudo publicado na Science em 2025, o sistema já detetou mais de 18 mil sismos desde 2021 e mostrou que os telemóveis podem complementar as redes sísmicas convencionais, sobretudo em regiões sem sistemas oficiais de alerta precoce.
O sistema não é infalível, e foi criticado pelo desempenho insuficiente nos sismos da Turquia e da Síria em 2023, quando subestimou a magnitude e não enviou alertas de nível máximo à maioria dos utilizadores em risco. Mas, na ausência de alternativa, foi o que deu a muitos, em Caracas, alguns segundos para procurar proteção.
Até a ciência aprender a ler a Terra antes de ela se mexer, “prever” um terramoto continua a resumir-se a uma única certeza: a de que vai acontecer.
in ZAP
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quarta-feira, junho 03, 2026
O geofísico Robert Mallet nasceu há 216 anos...
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Robert Mallet (Dublin, 3 de junho de 1810 - Londres, 5 de novembro de 1881) foi um geofísico, engenheiro civil e inventor irlandês.
Ficou conhecido pelas suas pesquisas sobre terramotos e é considerado por alguns como o pai da sismologia. O seu filho, Frederick Richard Mallet, foi geólogo e trabalhou na Índia.
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domingo, maio 31, 2026
Um terramoto no Peru, seguido de um deslizamento, matou mais de cem mil pessoas há 56 anos...

El terremoto se inició el 31 de mayo de 1970 de 7,9 a las 3:25 p.m. Su epicentro se halló frente a las costas de las ciudades de Casma y Chimbote, en el Océano Pacífico. Su magnitud fue de 7,8 grados en la escala de Richter y alcanzó una intensidad de hasta X y XI grados en la escala de Mercalli entre Chimbote y Casma. Produjo además un violento alud en las ciudades de Yungay y Ranrahirca.
Efectos en el Callejón de Huaylas y el Perú
Las muertes se calcularon en 80.000 y hubo aproximadamente de 20.000 desaparecidos, algunas fuentes elevan las víctimas mucho más alto. Los heridos hospitalizados se contabilizaron en 143.331, si bien en lugares como Recuay, Aija, Casma, Huarmey, Carhuaz y Chimbote la destrucción de edificios osciló entre 80% y 90%. Se calculó el número de afectados en 3.000.000. La Carretera Panamericana sufrió graves grietas entre Trujillo y Huarmey, lo que dificultó aún más la entrega de ayuda. La central hidroeléctrica del Cañón del Pato quedó también afectada por el embate del río Santa y la línea férrea que comunicaba Chimbote con el valle del Santa y quedó inutilizable en un 60% de su recorrido. Con esta catástrofe el Perú sacó volutariamente a la Brigada de Defensa Civil Peruana para evitar que vuelva a suceder algo tan terrible; el general Juan Velasco Alvarado, que era el presidente del país en ese entonces, tomó un barco para llevar personalmente la ayuda a Chimbote.
El aluvión en Yungay
El sismo, de fuerte e inusual duración de 45 segundos, provocó el desprendimiento del pico norte del nevado Huascarán, dando lugar a un devastador alud que consistió en aproximadamente 40 millones de metros cúbicos de hielo, lodo y rocas. Este alud medía 1,5 km de ancho y avanzó unos 13 km a una velocidad sorprendente de 200 a 500 km/h. La avalancha avanzó unos 13 km y, debido al eco que producía en los cerros de la cordillera Blanca, tomó desprevenida a la población yungaína. Al chocar contra la pared de la quebrada del río Ranrahirca, se formó un embalse temporal que desvió su curso violentamente en dirección sur, modificando su trayectoria en unos treinta grados.
La tercera parte de la masa de la avalancha saltó la quebrada, que había salvado a Yungay de un aluvión en 1962, y sepultó por completo a esta ciudad, convirtiéndose en una de las más afectadas en términos de mortalidad. A su paso, la corriente mayor también arrasó con el pueblo de Ranrahirca. La magnitud del desastre resultó en la pérdida de más de veinte mil vidas humanas, convirtiéndose en una de las tragedias más mortales de la región....Observé una ola gigante de lodo gris claro en la parte alta de Yungay, muy semejante a una ola de mar rompiendo en una cresta, tenía una altura aproximada de veinticinco o treinta metros...Relato de un sobreviviente en 2012
«...Sentimos un tremendo ruido que se presentaba de ambos lados... el ruido se asemejaba al de muchos aviones... no sabíamos por donde venía ni que pasaba, en esos momentos no nos acordábamos del Huascarán... Finalmente vimos el aluvión de lodo completamente negro con más de 400 metros de altura que avanzaba botando chispas de distintos colores...»En Yungay sólo se salvaron aproximadamente 300 personas separadas en dos grupos, 90 personas que corrieron hacia el cementerio de la ciudad (una antigua fortaleza preinca elevada), y un numeroso grupo de niños que asistieron a un circo itinerante llamado Verolina y que estaba ubicado en el estadio a 700 metros de la plaza mayor.
Relato de una superviviente, en 1970
Las labores de rescate y evacuación que puso en marcha el gobierno central sólo procedieron mediante vía aérea luego de dos días de la tragedia debido a la densa nube de polvo que se levantaba a 2700 metros sobre el nivel de la zona de la tragedia.
Así es que la provincia de Yungay alcanzó las cifras más altas en cuanto a mortalidad: 25.000 personas. El aporte internacional tuvo gran importancia en el momento de la emergencia, diversas organizaciones mundiales brindaron su apoyo. La magnitud de su cooperación no sólo fue en el momento de la emergencia sino también en la rehabilitación de la zona afectada y en el futuro desarrollo de la región. Sin embargo, la destrucción de las vías de comunicación de la zona y la falta de planeamiento le dieron una cuota de ineficiencia. Por ello es que el 28 de marzo de 1972 se crea el Instituto Nacional de Defensa Civil, para que se encargue de coordinar la prevención y la ayuda en caso de posteriores desastres.
A raíz del terremoto de 1970 que asoló varias ciudades del Callejón de Huaylas y que motivó la solidaridad de diversos países, Yungay recibió el nombre de "Capital de la Solidaridad Internacional".
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quinta-feira, maio 21, 2026
O padre, vulcanólogo e sismólogo italiano Giuseppe Mercalli nasceu há 176 anos...
Biografia
Nascido em Milão no seio de uma família de meios modestos, Giuseppe Mercalli ingressou no Seminário de Milão imediatamente após os estudos elementares e ali fez os seus estudos secundários e preparatórios. Foi ordenado, em 1871, sacerdote católico.
Entre 1871 e 1874 foi aluno da Escola Normal anexa ao Instituto Técnico Superior de Milão, frequentando o curso destinado à formação de professores de Ciências Naturais. Nesse curso estudou Geologia com Antonio Stoppani, obtendo a laurea em Ciências Naturais no ano de 1874. Pouco depois foi nomeado professor de Ciências Naturais no Seminário de Monza e no Liceo católico de Domodossola, mas em 1888 foi obrigado a abandonar o ensino em estabelecimentos católicos depois de ter apoiado a construção de um monumento nacional em homenagem ao sacerdote e filósofo Antonio Rosmini-Serbati, o que fez dele suspeito de aderente ao ideário do liberalismo. Dedicou-se ao estudos geológicos, iniciando-se com o estudo dos glaciares alpinos da Lombardia, publicando várias notícias sobre as suas características e os depósitos associados.
Depois de ter feitos exames pedagógicos em Monza, obtendo habilitação para o ensino liceal, foi nomeado em concurso feito pelo governo italiano para um lugar em Reggio di Calabria como professor liceal. Primeiro no concurso, a escolha de Reggio di Calabria deveu-se ao desejo de Mercalli de estar presente na região da Calábria, ao tempo atingida por uma crise sísmica e onde se esperava um terramoto. Manteve ativa investigação no campo da geologia, dedicando-se progressivamente à sismologia e à vulcanologia.
Concorreu a professor de mineralogia e geologia da Universidade de Catânia, mas ficou em terceiro lugar, concorrendo então para um lugar de professor liceal em Nápoles, o que conseguiu em 1892. No período de 1892 a 1911 foi professor no Reggio Liceo Vittorio Emanuele de Nápoles, onde contou entre os seus alunos Giuseppe Moscati. Entre os colegas e colaboradores estava Achille Ratti, que posteriormente seria o papa Pio XI, que fora seu aluno no Seminário de Milão e com quem manteve uma sólida amizade. A partir do ano seguinte (1893) passou a acumular com aulas de vulcanologia na Universidade de Nápoles.
Em 1911 foi escolhido para o lugar de diretor do Observatório Vesuviano, cargo em que sucedeu a Raffaele Vittorio Matteucci e que manteve até falecer. Passa então a dedicar-se em exclusivo ao estudo da vulcanologia e projeta uma reforma do Observatório, com base num programa de investigação que previa o estudo do vulcão e das suas erupções, o registo da atividade sísmica e pré-sísmica (precursores), para além das observações e das análise dos resultados do trabalho de campo que deveria ser feito no vulcão e suas proximidades.
Giuseppe Mercalli notabilizou-se pelo desenvolvimento, em 1902 da escala de Mercalli, uma escala destinada à avaliação da intensidade sísmica, que, com algumas modificações, ainda se mantém em uso, mais de um século após a sua publicação. Aquela escala, apesar de não medir a magnitude dos sismos, mas apenas os seus efeitos sobre as pessoas, terrenos e edifícios, sendo por isso pouco adequado para uso em áreas pouco povoadas, mostrou-se ideal para comparar os danos produzidos pelos terramotos e para fins de engenharia sísmica e de proteção civil.
Mercalli faleceu em 1914, vítima de um incêndio que deflagrou na sua casa na Via Sapienza (Nápoles), alegadamente por ter entornado uma lâmpada de parafina que utilizava para trabalhar durante a noite. Pensa-se que teria estado a trabalhar durante a noite, algo que fazia rotineiramente, contando-se que uma vez foi encontrado a trabalhar às onze horas da manhã e sendo informada da hora terá exclamado: Seguramente que ainda não é dia!. O seu cadáver foi encontrado carbonizado, próximo da sua cama, agarrando um cobertor que utilizara para tentar apagar o fogo. Apesar disso parecer indicar um acidente, as autoridades policiais informaram, alguns dias mais tarde, que Mercalli fora provavelmente assassinado, por estrangulamento, e o seu cadáver regado com petróleo e queimado, para esconder o crime. Teria desaparecido da casa uma importante quantia em dinheiro.
Giuseppe Mercalli observou a erupção vulcânica das ilhas Eólias, do vulcão de Stromboli e do Vulcano, publicando descrições que continuam a ser importante material de estudo para os vulcanólogos. Para além da investigação no campo de vulcanologia, também estudou os glaciares da Lombardia.
Foi autor de mais de uma centena de publicações científicas (pelo menos 115), com destaque para a obra I vulcani attivi della Terra (Os vulcões ativos da Terra), publicada em 1889, considerada um clássico da vulcanologia e que se mantém atual. Em 1903 publicou uma escala destinada à categorização das erupções vulcânicas. Realizou a primeira carta sísmica do território italiano. Estudou o comportamento dos animais antes e durante os sismos, detetando reações de nervosismo e de tremor que apelidou de síndrome cinestéstica inexplicável, depois conhecido como Síndrome de Mercalli. Também publicou informação pioneira sobre os bradissismos.
Foi membro de importantes sociedades científicas e foi cavaleiro da Ordine della Corona d'Italia por mérito científico. No Cemitério Monumental de Milão, onde está sepultado, foi-lhe erigido um busto em bronze da autoria de Michele Vedani. Em Nápoles existe em sua homenagem o Liceo Scientifico Statale "Giuseppe Mercalli".
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quarta-feira, maio 13, 2026
Inge Lehmann nasceu há 138 anos
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domingo, abril 26, 2026
Charles Richter, o sismólogo norte-americano, nasceu há 126 anos...
Nascido em Hamilton, Ohio, Richter estudou na Universidade Stanford e Instituto de Tecnologia da Califórnia, onde obteve seu PhD em física teórica em 1928. Trabalhou no Instituto Carnegie de Washington (1927-1936) antes de ser nomeado para o Instituto de Tecnologia da Califórnia, onde se tornou professor de sismologia em 1952.
Richter desenvolveu sua escala para medir a força dos terremotos em 1935. Escalas anteriores tinham sido desenvolvidas por De Rossi em 1880 e por Giuseppe Mercalli em 1902, mas ambos usavam uma escala descritiva, definida em termos de danos em edifícios bem como o comportamento e a resposta da população. Isso restringia o seu uso para a medição de terremotos em áreas povoadas, e fez escalas em relação ao tipo de técnicas de construção e materiais utilizados.
A escala de Richter é absoluta, com base na amplitude das ondas produzidas pelo terremoto. Ele definiu a magnitude de um terremoto como o logaritmo na base 10 da amplitude máxima das ondas, medido em microns. Isto significa que as ondas cujas amplitudes diferem por um fator de 100 diferem por 2 pontos na escala Richter. Com Beno Gutenberg tentou converter os pontos em sua escala em energia libertada.
A Escala Richter, também conhecida como escala de magnitude local ou , é uma escala logarítmica arbitrária, de base 10, foi utilizada para quantificar a magnitude de um sismo, desenvolvida nos anos 1930, a maioria das autoridades sismológicas agora usa outras escalas semelhantes, como a escala de magnitude do momento para relatar magnitudes de terremotos, mas grande parte da mídia ainda se refere a elas como magnitudes "Richter".
A escala Richter foi construída calculando o logaritmo da amplitude horizontal combinada (amplitude sísmica) do maior deslocamento a partir do zero num tipo particular de sismógrafo de torção, o sismógrafo de Wood-Anderson.
Para acomodar a enorme variação na quantidade de energia que se liberta em sismos de magnitude diferente, a escala de Richter, tal como a escala de magnitude estelar usada em astronomia para descrever o brilho das estrelas e de outros objetos celestes, recorre a uma escala logarítmica, no caso de base 10.
O logaritmo incorporado na escala faz com que os valores atribuídos a cada nível aumentem de forma logarítmica, e não de forma linear, evitando os grandes valores que daí resultariam. Em consequência, um sismo a que seja atribuída magnitude 5,0 na escala de Richter tem uma amplitude sísmica 10 vezes maior do que um de magnitude 4,0. Como corolário, uma diferença de três pontos na escala corresponde a um aumento de 1 000 vezes na amplitude do sismo.
Magnitude, efeitos e frequência de ocorrência dos eventos
| Descrição | Magnitude | Efeitos | Frequência |
|---|---|---|---|
| Microssismos | < 2,0 | Microssismos não percetíveis pelos humanos. | ~8 000 por dia |
| Muito pequeno | 2,0-2,9 | Geralmente não sentido, apenas detetado/registado por sismógrafos. | ~1 000 por dia |
| Pequeno | 3,0-3,9 | Frequentemente sentido, mas raramente causa danos. | ~49 000 por ano |
| Ligeiro | 4,0-4,9 | Tremor notório de objetos no interior de habitações, ruídos de choque entre objetos. Sismo significativo, mas com danos importantes improváveis. | ~6 200 por ano |
| Moderado | 5,0-5,9 | Pode causar danos importantes em edifícios mal concebidos e em zonas restritas. Provoca apenas danos ligeiros em edifícios bem construídos. | 800 por ano |
| Forte | 6,0-6,9 | Pode ser destruidor em áreas habitadas num raio de até 160 quilómetros em torno do epicentro. | 120 por ano |
| Grande | 7,0-7,9 | Pode provocar danos graves em zonas vastas. | 18 por ano |
| Importante | 8,0-8,9 | Pode causar danos sérios num raio de várias centenas de quilómetros em torno do epicentro. | 1 por ano |
| Excecional | 9,0-9,9 | Devasta zonas num raio de milhares de quilómetros em torno do epicentro. | 1 em cada 20 anos |
| Extremo | >10,0 | Desconhecido. Na história conhecida nunca foi registado um sismo desta magnitude. | Extremamente raro (desconhecido). |
A escala de magnitude local foi desenvolvida em 1935 por Charles Francis Richter com a colaboração de Beno Gutenberg, ambos investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (California Institute of Technology ou Caltech), com o propósito inicial de separar os sismos pequenos, que ocorrem em grande número, dos sismos mais intensos, menos frequentes.
Richter reportou inicialmente valores com uma precisão de um quarto de unidade, mas mais tarde passou a utilizar uma escala decimal contínua, com a precisão de uma décima.
Sendo uma escala baseada no rácio entre um valor base e o valor medido, Richter escolheu arbitrariamente como tremor de magnitude 0,0 um sismo que produziria um deslocamento horizontal máximo de 1 μm num sismograma traçado por um sismógrafo de torção Wood-Anderson localizado a 100 km de distância do epicentro. Esta opção visava prevenir a atribuição de magnitudes negativas. Contudo, a escala de Richter não tinha limite máximo ou mínimo, e atualmente os sismógrafos modernos, mais sensíveis que os existente à época, com frequência detetam movimentos que naquela escala teriam magnitudes negativas.
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Postado por Fernando Martins às 01:26 0 comentários
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