sábado, abril 04, 2026
Hoje celebra-se o Dia do Antigo Estudante de Coimbra...!
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sábado, março 28, 2026
Bernardino Machado nasceu há 175 anos...
Bernardino Machado enquanto Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido
Bernardino Luís Machado Guimarães (Rio de Janeiro, 28 de março de 1851 – Santo Ildefonso, Porto, 29 de abril de 1944) foi o terceiro e o oitavo presidente eleito da República Portuguesa. Foi presidente da república portuguesa por duas vezes: primeiro, de 6 de agosto de 1915 até 5 de dezembro de 1917, quando Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, dissolve o Congresso e o destitui, obrigando-o a abandonar o país; mais tarde, em 1925, volta à presidência da república para, um ano depois, voltar a ser destituído, pela revolução militar de 28 de maio de 1926, que instituirá a Ditadura Militar e abrirá caminho à instauração do Estado Novo.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 17:50 0 comentários
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segunda-feira, março 23, 2026
Herberto Helder morreu há onze anos...
Herberto Helder de Oliveira (Funchal, São Pedro, 23 de novembro de 1930 – Cascais, Cascais, 23 de março de 2015) foi um poeta português, considerado por alguns o "maior poeta português da segunda metade do século XX" e um dos mentores da Poesia Experimental Portuguesa.
Originário da Ilha da Madeira, de família de origem judaica, viajou para o Continente no final dos anos 40.
Concluiu o ensino liceal no Liceu Camões. Ingressou, a seguir, no curso de Direito da Universidade de Coimbra, mudando-se, ao fim de um ano, para Filologia Românica, que frequentou durante cerca de três anos.
Os seus primeiros poemas surgiram nas antologias Arquipélago (1952) e Poemas Bestiais (1954), ambas do Funchal, e, depois, no jornal A Briosa (1954), publicado em Coimbra.
Na mesma década de 50 colaborou nas revistas Re-nhau-nhau (1955) e Búzio (1956), editada por António Aragão e com a colaboração de Edmundo de Bettencourt.
O seu primeiro livro, O Amor em Visita, data de 1958.
Nesses anos, o poeta frequentava o círculo surrealista do Café Gelo, ao Rossio, em Lisboa, convivendo com personalidades como Mário Cesariny, Luiz Pacheco, Hélder Macedo e João Vieira.
Partiria, pouco depois, Europa fora, deambulando por França, Holanda e Bélgica, exercendo para seu sustento, profissões sem qualquer relação com as letras.
Repatriado em 1960, regressou então a Portugal.
Na entrada dessa década teve colaboração na efémera revista Pirâmide (1959-1960).
Após desempenhar funções como encarregado nas Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian (1960-62), ligou-se a radio e a televisão, nos ofícios de redator do noticiário internacional da Emissora Nacional (1964-66) e de colaborador em programas da RTP, fazendo igualmente publicidade (1967-68).
Em 1964 organizou, com António Aragão, o "1.º Caderno Antológico de Poesia Experimental" (Cadernos de Hoje, MONDAR editores), marco histórico da poesia portuguesa (ver: Poesia Experimental Portuguesa).[2]
Em 1968 foi alvo de um processo judicial, desencadeado com a publicação da tradução de Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade (como intermediário entre tradutor e editor), no qual foi condenado a pena suspensa. Também nesta data, o seu livro Apresentação do Rosto foi apreendido pela censura, nunca tendo sido reeditado.
Uma ficha na PIDE identificava Herberto Helder, no período anterior ao 25 de Abril de 1974, como alguém com “características comunistas”. O poeta chegaria, de facto, a filiar-se no Partido Comunista Português, mas nunca teve atividade efetiva como militante do partido.
Diretor literário da Editorial Estampa, onde começou a publicar a obra completa de Almada Negreiros, em 1969, decidiu sair novamente do pais, e estabelecer-se em Angola, onde, sob diversos nomes, fez reportagens para a revista Notícia, editada em Luanda.
Encontrava-se em Luanda quando, em 1971, sofreu um acidente grave.
Regressado a capital, assumiu agora o oficio de revisor tipográfico na Editora Arcádia (1973) e, novamente, de redator de notícias na RDP (1974).
Um dos mais originais poetas de língua portuguesa, a critica insere a sua escrita, inicialmente, no âmbito de um surrealismo tardio. Depois, identifica na sua linguagem poética traços de alquimia, da mística, da mitologia edipiana e da imagem de Mãe. Quer do surrealismo quer da poesia experimental, o poeta terá retirado o postulado da «liberdade, liberdades» como fator determinante na construção do seu percurso.
Na sua obra Os Passos em Volta, retratou, em vários contos, as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, vivendo ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano. Poesia Toda é o título de uma antologia pessoal de poesia, que foi sendo depurada ao longo dos anos. Alguns dos seus livros desapareceram das edições mais recentes edições da obra, que entretanto também foi rebatizada de Ofício Cantante (nomeadamente Vocação Animal e Cobra).
Ao longo dos anos, Herberto Helder converteu-se numa figura hermética e misantropa, que recusava homenagens, prémios ou condecorações, assim como se negava a dar entrevistas ou a ser fotografado. Em 1994 recusou o Prémio Pessoa, que lhe foi então atribuído.
Herberto Helder faleceu a 23 de março de 2015, vítima de ataque cardíaco, aos 84 anos, na sua casa em Cascais.
Menos de dois meses após a sua morte, em maio de 2015, foi publicado o último livro de originais do poeta, "Poemas canhotos", que tinha terminado pouco antes de morrer.
in Wikipédia
Há cidades cor de pérola onde as mulheres
V
Há cidades cor de pérola onde as mulheres
existem velozmente. Onde
às vezes param, e são morosas
por dentro. Há cidades absolutas,
trabalhadas interiormente pelo pensamento
das mulheres.
Lugares límpidos e depois nocturnos,
vistos ao alto como um fogo antigo,
ou como um fogo juvenil.
Vistos fixamente abaixados nas águas
celestes.
Há lugares de um esplendor virgem,
com mulheres puras cujas mãos
estremecem. Mulheres que imaginam
num supremo silêncio, elevando-se
sobre as pancadas da minha arte interior.
Há cidades esquecidas pelas semanas fora.
Emoções onde vivo sem orelhas
nem dedos. Onde consumo
uma amizade bárbara. Um amor
levitante. Zona
que se refere aos meus dons desconhecidos.
Há fervorosas e leves cidades sob os arcos
pensadores. Para que algumas mulheres
sejam cândidas. Para que alguém
bata em mim no alto da noite e me diga
o terror de semanas desaparecidas.
Eu durmo no ar dessas cidades femininas
cujos espinhos e sangues me inspiram
o fundo da vida.
Nelas queimo o mês que me pertence.
o minha loucura, escada
sobre escada.
Mulheres que eu amo com um des-
espero .fulminante, a quem beijo os pés
supostos entre pensamento e movimento.
Cujo nome belo e sufocante digo com terror,
com alegria. Em que toco levemente
Imente a boca brutal.
Há mulheres que colocam cidades doces
e formidáveis no espaço, dentro
de ténues pérolas.
Que racham a luz de alto a baixo
e criam uma insondável ilusão.
Dentro de minha idade, desde
a treva, de crime em crime - espero
a felicidade de loucas delicadas
mulheres.
Uma cidade voltada para dentro
do génio, aberta como uma boca
em cima do som.
Com estrelas secas.
Parada.
Subo as mulheres aos degraus.
Seus pedregulhos perante Deus.
É a vida futura tocando o sangue
de um amargo delírio.
Olho de cima a beleza genial
de sua cabeça
ardente: - E as altas cidades desenvolvem-se
no meu pensamento quente.
in Lugar (1962) - Herberto Helder
Postado por Fernando Martins às 16:01 0 comentários
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Hoje é dia de recordar um Poeta...
Quem deita sal na carne crua deixa
a lua entrar pela oficina e encher o barro forte:
vasos redondos, os quadris
das fêmeas - e logo o meu dedo se poe a luzir
ao fôlego da boca: onde
o gargalo se estrangula e entre as coxas a fenda
é uma queimadura
vizinha
do coração - toda a minha mão se assusta,
transmuda,
se torna transparente e viva, por essa força que a traga
até dentro,
onde o sangue mulheril queimado
a arrasta pelos rins e aloja, brilhando
como um coração,
na garganta - o sal que se deita cresce sempre
ao enredo dos planetas: com unhas
frias e nuas
retrato as lunações, talho a carne límpida
- porque eu sou o teu nome quando
te chamas a toda a altura
dos espelhos e até ao fundo, se teus dedos abertos tocam
a estrela
como uma pedra fechada no seu jardim selvagem
entre a água: tu tocas
onde te toco, e os remoinhos da luz e do sal se tocam
na carne profunda: como em toda a olaria o movimento
toca a argila e a torna
atenta
à translação da casa pela paisagem rodando sobre si
mesma - a teia sensível,
que se fabrica no mundo entre a mão no sal
e a potência
múltipla de que esta escrita é a simetria,
une
tudo boca a boca: o verbo que estás a ser cada
tua morte
ao que ouço, quando a luz se empina e a noite inteira
se despenha
para dentro do dia: ou a mão que lanço sobre
esse cabelo animal
que respira no sono, que transpira
como barro ou madeira ou carne salgada
exposta
a toda a largura da lua: o que é grave, amargo, sangrento.
in PHOTOMATON & VOX (1995) - Herberto Helder
Postado por Pedro Luna às 01:10 0 comentários
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quinta-feira, março 19, 2026
Cotelo Neiva, o Geólogo e antigo Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra, morreu há 11 anos...
Nasceu a 18 de fevereiro de 1917 na freguesia de Cedofeita, Porto, foi nomeado Professor Catedrático da Universidade de Coimbra em 1949 e seu Reitor entre 1971 e 1974, tendo-se Jubilado como Professor Catedrático do Departamento de Ciências da Terra em 1987.
Postado por Fernando Martins às 00:11 0 comentários
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domingo, março 15, 2026
Carolina Michaëlis nasceu há 175 anos...
Família e nascimento
Nascida em Berlim, Prússia, na época parte da Confederação Germânica, a 15 de março de 1851, Carolina Wilhelma Michaëlis era filha do professor liceal de matemática e, mais tarde na universidade de fonética e estenografia, Gustav Michaëlis, e de Henriette Louise Lobeck. Era a mais nova dos cinco filhos do casal, sendo irmã da lexicógrafa e autora dos primeiros dicionários Michaelis, Henriette Michaëlis.
Primeiros Anos
Desde muito cedo demonstrou ter uma rara aptidão e gosto pelas línguas e literatura germânica, eslava e latina, tendo ingressado com 7 anos no colégio feminino municipal Luisenschule já a saber ler e escrever. Aos 12 anos de idade tornou-se órfã de mãe. Querendo aprofundar os seus estudos, e apesar do ensino superior ser à época exclusivo para o sexo masculino, dos 16 aos 25 anos foi educada e instruída pelo seu pai, o filólogo Eduard Matzner e pelo romancista e amigo da família Carl Goldbeck que lhe ensinaram filologia clássica e românica, para além de literatura greco-romana, francesa, espanhola e italiana, entre outras.
Em 1867, com apenas 16 anos de idade, Carolina começou a publicar em revistas alemãs da especialidade e, com 20 anos, já trabalhava como tradutora e intérprete para os assuntos da Península Ibérica, no Ministério do Interior alemão, assim como colaborara nas enciclopédias de Brockhaus e Meyer e em várias revistas e periódicos internacionais, como a Bibliografia Crítica de História e Literatura, dirigida por Francisco Adolfo Coelho.
Casamento
Em 1876, durante a sua colaboração luso-germânica e após o polémico caso da "Questão do Fausto", na qual foi bastante criticada a versão traduzida da obra Fausto, de Goëthe, feita por António Feliciano de Castilho, Carolina conheceu Joaquim António da Fonseca de Vasconcelos, musicólogo e historiador de arte português. Com ele, iniciou uma longa correspondência de cartas que, em pouco tempo, se transformou num fervoroso namoro à distância. Ficou conhecido o episódio em que Joaquim António de Vasconcelos, arrebatado e decidido em ir ao encontro da sua amada, em plena terceira guerra carlista, à falta de comboios, decidiu atravessar os Pirenéus a cavalo. Nesse mesmo ano, os dois casaram-se em Berlim e foi dada a dupla cidadania a Carolina.
Investigação literária e carreira profissional
Decidida a investigar mais sobre a literatura, língua e história de Portugal, Carolina Michaëlis de Vasconcelos começou a desenvolver um intenso trabalho de investigação, levando-a a se corresponder com inúmeras figuras da elite intelectual e cultural do país, como escritores, políticos, historiadores, médicos e filólogos, tais como Eugénio de Castro, Antero de Quental, João de Deus de Nogueira Ramos, Henrique Lopes de Mendonça, José Leite de Vasconcelos, Conde de Sabugosa, Teófilo Braga, Trindade Coelho, Anselmo Braamcamp Freire, Sousa Viterbo, Alexandre Herculano, António Egas Moniz e Ricardo Jorge, ou personalidades espanholas, como os escritores Menéndez y Pelayo e Menéndez Pidal, para além de diversas outras figuras de origem francesa, inglesa e alemã.
Pelo seu trabalho na divulgação e valorização da língua portuguesa, em 1901, foi-lhe concedida pelo rei D. Carlos I a insígnia de oficial da Real Ordem Militar de Santiago da Espada.
Dez anos depois, em 1911, Carolina Michaëlis de Vasconcelos foi nomeada, por distinção, docente de Filologia Germânica da Universidade de Lisboa, tornando-se na primeira mulher a lecionar numa universidade portuguesa. Um ano depois, por querer estar mais perto da cidade do Porto, pediu transferência para a Universidade de Coimbra, onde viria a reger cinco cursos distintos: dois de Filologia (românica e portuguesa) e três de Língua e Literatura Alemã.
Nesse mesmo ano, foi inscrita e votada para entrar, novamente por mérito, juntamente com Maria Amália Vaz de Carvalho, como membro e sócia da Academia das Ciências de Lisboa, tornando-se assim numa das primeiras mulheres a entrar na prestigiada instituição científica.
Em 1924, dirigiu a revista Lusitânia (1924-1927), uma das publicações de maior projeção cultural em território nacional.
(...)
Morte
Postado por Fernando Martins às 17:50 0 comentários
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sexta-feira, março 13, 2026
Música para recordar um presidente da Académica precocemente desaparecido...
Postado por Pedro Luna às 04:00 0 comentários
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Cesário Silva, presidente da Associação Académica de Coimbra, morreu há quatro anos...

O presidente da direção-geral da Associação Académica de Coimbra, Cesário Silva, morreu hoje em consequência de um acidente de viação em Oliveira de Azeméis, revelou à agência Lusa o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão.
Cesário Silva, 24 anos, estudante de Engenharia Informática, morreu na sequência de um choque frontal entre duas viaturas ligeiras, ocorrido durante a tarde na estrada nacional 224, no concelho de Oliveira de Azeméis.
Fonte dos bombeiros de Oliveira de Azeméis contou à agência Lusa que o acidente causou dois feridos graves, transportados para o Hospital de Gaia, mas um deles, Cesário Silva, acabou por morrer.
Cesário Silva tinha tomado posse em dezembro passado como presidente da direção-geral da Associação Académica de Coimbra.
Em comunicado, a câmara municipal de Coimbra lamentou "profundamente a morte prematura" de Cesário Silva, sublinhando que é uma "dolorosa perda" para a cidade.
Estudante na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Cesário Silva "esteve desde cedo ligado ao associativismo, tendo sido presidente do Núcleo de Estudantes de Informática e ainda membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra", referiu a câmara municipal.
Postado por Fernando Martins às 00:04 0 comentários
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domingo, março 08, 2026
João de Deus, poeta e pedagogo, nasceu há 196 anos
Beijo
Beijo na face
Pede-se e dá-se:
Dá?
Que custa um beijo?
Não tenha pejo:
Vá!
Um beijo é culpa,
Que se desculpa:
Dá?
A borboleta
Beija a violeta:
Vá!
Um beijo é graça,
Que a mais não passa:
Dá?
Teme que a tente?
É inocente...
Vá!
Guardo segredo,
Não tenha medo...
Vê?
Dê-me um beijinho,
Dê de mansinho,
Dê!
*
Como ele é doce!
Como ele trouxe,
Flor,
Paz a meu seio!
Saciar-me veio,
Amor!
Saciar-me? louco...
Um é tão pouco,
Flor!
Deixa, concede
Que eu mate a sede,
Amor!
Talvez te leve
O vento em breve,
Flor!
A vida foge,
A vida é hoje,
Amor!
Guardo segredo,
Não tenhas medo
Pois!
Um mais na face,
E a mais não passe!
Dois...
*
Oh! dois? piedade!
Coisas tão boas...
Vês?
Quantas pessoas
Tem a Trindade?
Três!
Três é a conta
Certinho, e justa...
Vês?
E que te custa?
Não sejas tonta!
Três!
Três, sim: não cuides
Que te desgraças:
Vês?
Três são as Graças,
Três as Virtudes;
Três.
As folhas santas
Que o lírio fecham,
Vês?
E não o deixam
Manchar, são... quantas?
Três!
João de Deus
Postado por Fernando Martins às 19:06 0 comentários
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Poema, cantado, adequado à data...
LÁGRIMA CELESTE
Lágrima celeste,
pérola do mar,
tu que me fizeste
para me encantar!
Ah! se tu não fosses
lágrima do céu,
lágrimas tão doces
não chorava eu.
Se eu nunca te visse,
bonina do vale,
talvez não sentisse
nunca amor igual.
Pomba debandada,
que é dos filhos teus?
Luz da madrugada,
luz dos olhos meus!
Meu suspiro eterno,
meu eterno amor,
de um olhar mais terno
que o abrir da flor.
Quando o néctar chora
que se lhe introduz
ao romper da aurora
e ao raiar da luz!
Esta voz te enleve,
este adeus lá soe,
o Senhor to leve
e Deus te abençoe.
O Senhor te diga
se te adoro ou não,
minha doce amiga
do meu coração!
Se de ti me esqueço
ou já me esqueci,
ou se mais lhe peço
do que ver-te a ti!
A ti, que amo tanto
como a flor a luz,
como a ave o canto,
e o Cordeiro a Cruz;
A campa o cipreste,
a rola o seu par,
lágrima celeste,
pérola do mar.
Lágrima celeste,
pérola do mar,
tu que me fizeste
para me encantar?
in Campo de Flores (1868) - João de Deus
Postado por Pedro Luna às 00:19 0 comentários
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sexta-feira, março 06, 2026
Luís de Albuquerque nasceu há 109 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:09 0 comentários
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quarta-feira, março 04, 2026
Eugénio de Castro nasceu há 157 anos...
O sol, celestial girasol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas, fluindo a fina flor dos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves
Suaves...
Flor! enquanto na messe estremece a quermesse
E o sol, o celestial girasol, esmorece,
Deixemos estes sons tão serenos e amenos,
Fujamos, flor! à flor destes floridos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Como aqui se está bem! Além freme a quermesse...
- Não sentes um gemer dolente que esmorece?
São os amantes delirantes que em amenos
Beijos se beijam, flor!à flor dos frescos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Esmaiece na messe o rumor da quermesse...
- Não ouves este ai que esmaiece e esmorece?
É um noivo a quem fugiu a flor de olhos amenos,
E chora a sua morta, absorto, à flor dos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Penumbra de veludo. Esmorece a quermesse...
Sob o meu braço lasso o meu Lírio esmorece...
Beijo-lhe os boreais belos lábios amenos,
Beijo que freme e foge à flor dos flóreos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos ,
Cítolas, cítaras, sistros ,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Teus lábios de cinábrio, entreabre-os! Da quermesse
O rumor amolece, esmaiece, esmorece...
Dê-me que eu beije os teus morenos e amenos
Peitos! Rolemos, flor! à flor dos flóreos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Ah! não resista mais a meus ais! Da quermesse
O atroador clangor,o rumor esmorece...
Rolemos, ó morena! em contactos amenos!
- Vibram três tiros à florida flor dos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Três da manhã. Desperto incerto... E essa quermesse?
E a flor que sonho? e o sonho? Ah! tudo isso esmorece!
No meu quarto uma luz, luz com lumes amenos,
Chora o vento lá fora, à flor dos flóreos fenos...
in Oaristos (1890) - Eugénio de Castro
Postado por Fernando Martins às 01:57 0 comentários
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domingo, março 01, 2026
A Universidade de Coimbra, alma mater dos Geopedrados, faz hoje 736 anos...!
Domingo comemora-se o Dia da Universidade e é entregue o Prémio UC a Cláudia Azevedo
Sessão solene decorre a partir das 14.30 na Sala dos Capelos. Programa estende-se da manhã à noite, com a Caminhada e Corrida da UC e o Concerto de Abertura da Semana Cultural.

A Universidade de Coimbra (UC) comemora no domingo, 1 de março, o seu 736.º aniversário. A data é assinalada com a cerimónia solene do Dia da Universidade de Coimbra, que decorre na Sala dos Capelos, a partir das 14h30, e inclui a entrega do Prémio UC à empresária Cláudia Azevedo, CEO da Sonae.
A sessão solene – transmitida em www.uc.pt/emdireto – vai contar com as intervenções da Presidente do Conselho Geral da UC, Maria da Glória Garcia, do Coordenador da Comissão de Trabalhadores da UC, António Trindade, da Presidente da Fundação Santander, Inês Rocha de Gouveia, da laureada com o Prémio UC 2026 (com o patrocínio da Fundação Santander Portugal), Cláudia Azevedo, e do Reitor da UC, Amílcar Falcão. A apresentação da vencedora do Prémio UC será feita pelo Vice-Reitor da UC para os Recursos Humanos, Financeiros e SASUC, Luís Neves.
Na cerimónia, que contempla a homenagem aos novos jubilados e aposentados, também será prestado tributo aos novos Professores Eméritos da Universidade de Coimbra, título instituído para distinguir docentes e investigadores, pela ação e prestígio no campo académico e/ou científico e pela contribuição para a projeção nacional e internacional da UC. Vão receber a medalha e diploma quatro Professores Eméritos: da Faculdade de Medicina, Isabel Maria Marques Carreira, Joaquim Carlos Neto Murta e Luís Filipe Marreiros Caseiro Alves; e da Faculdade de Ciências e Tecnologia, Carlos Artur Trindade de Sá Furtado.
Para além da sessão solene, o programa comemorativo inclui, a partir das 10h00, a primeira edição da Caminhada e Corrida da Universidade de Coimbra (um evento desportivo, solidário e sustentável aberto à comunidade universitária e ao público em geral).
Segue-se, pelas 12h00, a missa solene, na Capela de São Miguel. E às 21h30, a Orquestra Académica da Universidade de Coimbra sobe ao palco do Teatro Académico Gil Vicente, para interpretar o concerto de abertura da XXVIII Semana Cultural da UC, “Pulchritudines”.
Como preâmbulo das comemorações, a Académica/OAF também se junta à festa, convidando a comunidade universitária a assistir gratuitamente ao jogo de futebol com a União de Santarém, da 4.ª jornada da 2.ª Fase/Apuramento de Campeão da Liga 3, que se realiza às 17.00 de sábado, dia 28, no Estádio Cidade de Coimbra. Os bilhetes podem ser levantados na Loja da Académica, no Estádio Cidade de Coimbra, até à véspera da partida (nessa data, ficam disponíveis na Bilheteira, que se encontra localizada em frente à Loja).
in Notícias UC
Postado por Fernando Martins às 07:36 0 comentários
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Música para celebrar uma Universidade e uma Academia...
Balada do Estudante - Adriano Correia de Oliveira
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como ao vento uma bandeira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento na bandeira
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar
Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinol na prisão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinol na prisão
Postado por Pedro Luna às 01:29 0 comentários
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O Teixeira morreu há 26 anos...
TEIXEIRA, UM FUTRICA ESTUDANTE!
Post Scriptum
Postado por Fernando Martins às 00:26 0 comentários
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