João Bernardo Vieira, mais conhecido por Nino Vieira ou Kabi Nafantchamna (Bissau, Guiné-Bissau, 27 de abril de 1939 - Bissau, Guiné-Bissau, 2 de março de 2009) foi um político da Guiné-Bissau, por três vezes presidente da República da Guiné-Bissau, tendo sido o primeiro presidente guineense eleito democraticamente.
segunda-feira, março 02, 2026
Nino Vieira foi assassinado há dezassete anos...
João Bernardo Vieira, mais conhecido por Nino Vieira ou Kabi Nafantchamna (Bissau, Guiné-Bissau, 27 de abril de 1939 - Bissau, Guiné-Bissau, 2 de março de 2009) foi um político da Guiné-Bissau, por três vezes presidente da República da Guiné-Bissau, tendo sido o primeiro presidente guineense eleito democraticamente.
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O Papa Pio XII nasceu há cento e cinquenta anos (e foi eleito há 87 anos...)
Papa Pio XII (em italiano: Pio XII, em latim: Pius PP. XII; O.P., nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli; Roma, 2 de março de 1876 - Castelgandolfo, 9 de outubro de 1958) foi eleito Papa no dia 2 de março de 1939, sendo o Papa até à data da sua morte. Foi o primeiro Papa Romano desde 1724.
Foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da infalibilidade papal (definido no Concílio Vaticano I por Pio IX), quando proclamou solenemente, em 1950, o dogma da Assunção de Maria, na constituição apostólica Munificentissimus Deus. Ao longo de seu pontificado, criou 57 cardeais em dois consistórios e deixou uma extensa produção de encíclicas e documentos magisteriais, nos quais tratou de questões teológicas, sociais e culturais. É lembrado, ainda, por sua diplomacia ativa, pelo cuidado com a liturgia e pela preparação do terreno que desembocaria no Concílio Vaticano II.
O Pontífice foi declarado Venerável pelo Papa Bento XVI em 2009.
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Saudades de Lou Reed - A Walk On The Wild Side...
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Hoje é dia de ouvir Karen Carpenter...
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
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Jon Bon Jovi celebra hoje sessenta e quatro anos
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Saudades dos Mamonas Assassinas...
Postado por Pedro Luna às 00:03 0 comentários
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domingo, março 01, 2026
Hoje é dia de ouvir ópera...
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Hoje é dia de ouvir Chopin...
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Música para recordar Lucio Dala...
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In The Mood ...
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Saudades de Alberto Ribeiro e, duplamente, de Coimbra...
Postado por Pedro Luna às 10:06 0 comentários
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Harry Belafonte nasceu há 99 anos...
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Roger Daltrey celebra hoje oitenta e dois anos
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Gabriele d’Annunzio morreu há oitenta e oito anos...
Gabriele D'Annunzio era de origem dálmata. Nasceu em Pescara, região dos Abruzos, filho de um rico proprietário de terras cujo nome era originalmente Francesco Rapagnetta, ao qual legalmente adicionou D'Annunzio. O seu talento precoce foi logo reconhecido, e foi enviado à escola no Liceo Cicognini em Prato, Toscana.
Em 1883 D'Annunzio casou-se com Maria Hardouin di Gallese e teve três filhos, mas o casamento acabou em 1891. Em 1894 começou um célebre caso de amor com a famosa atriz Eleonora Duse. Conseguiu papéis importantes para ela nas suas peças, tais como La Città morta ("A cidade morta") (1898) e Francesca da Rimini (1901), mas o tempestuoso relacionamento terminou em 1910.
Em 1897 D'Annunzio foi eleito para a Câmara dos Deputados para um mandato de três anos, onde atuou como independente de esquerda. Por volta de 1910 o seu estilo de vida dispendioso forçou-o a contrair dívidas e fugiu para a França, para escapar aos credores. Lá colaborou com o compositor Claude Debussy numa peça musical Le martyre de Saint Sébastien ("O martírio de São Sebastião"), 1911, escrito para Ida Rubinstein.
Depois do início Primeira Guerra Mundial, D'Annunzio retornou à Itália e fez discursos públicos a favor da adesão de Itália aos Aliados. Apresentou-se como voluntário, alcançou celebridade como piloto de caça, e perdeu a visão de um olho num acidente aéreo. Em fevereiro de 1918, tomou parte num ataque, militarmente irrelevante, ao porto de Bukar, hoje na Croácia (conhecido na Itália como La beffa di Buccari), ajudando assim a levantar o ânimo do público italiano, ainda abatido pelo desastre de Caporetto, hoje Kobarid, na Eslovénia. Em 9 de agosto de 1918, como comandante do 87º esquadrão de caça La Serenissima, organizou um dos grandes feitos da guerra, liderando 9 aviões em um voo de 700 milhas para lançar panfletos de propaganda sobre Viena. A guerra reforçou seu nacionalismo e o irredentismo italiano, e pregou ardorosamente para que a Itália assumisse um papel, ao lado de seus Aliados, como uma potência europeia.
Animado com a proposta de que a Itália assumisse o controle da cidade de Fiume (hoje Rijeka na Croácia) na Conferência de Paz de Paris, em 12 de setembro de 1919, liderou um exército nacionalista voluntário de 2.000 italianos e tomou a cidade, forçando a retirada das tropas aliadas americanas, britânicas e francesas que a ocupavam. O objetivo era forçar a Itália a anexar Fiume, mas, em vez disso, o governo italiano iniciou um bloqueio, exigindo a rendição dos golpistas.
D'Annunzio então declarou Fiume um Estado independente, a Regência Italiana de Carnaro com uma constituição "social", D’Annunzio proclamando-se "Duce" (caudilho). Tentou organizar uma alternativa para a Liga das Nações para nações oprimidas selecionadas no mundo (tal como os italianos de Fiume), e começou a fazer alianças com vários grupos separatistas nos Balcãs (especialmente grupos de italianos, e também alguns grupos eslavos, embora sem muito sucesso). D'Annunzio ignorou o Tratado de Rapallo e declarou guerra à Itália. Finalmente, em 25 de dezembro de 1920, depois de um bombardeamento da cidade pela marinha italiana, ele e suas tropas renderam-se.
Depois do incidente de Fiume, D'Annunzio retirou-se para a sua casa no lago de Garda e passou os seus últimos anos escrevendo e fazendo campanhas. Embora tenha tido uma forte influência na ideologia de Benito Mussolini, nunca se envolveu diretamente com a política do governo fascista na Itália.
Em 1937 foi eleito presidente da Academia Real Italiana. D'Annunzio morreu, de um acidente vascular cerebral, na sua casa, a 1 de março de 1938. Benito Mussolini deu-lhe funeral de Estado.
Pode encontrar-se colaboração literária da sua autoria na revista Atlantida (1915-1920).
D’Annunzio é considerado, um pouco indevidamente, um precursor dos ideais e técnicas do fascismo italiano. Seu ideário nasceu em Fiume (hoje Rijeka na Croácia) quando escreveu junto a Alceste de Ambris sua constituição (Carta del Carnaro). De Ambris se encarregou da parte legal enquanto que D’Annunzio contribuiu com suas habilidades como poeta. A constituição estabelecia um estado corporativista, com nove corporações para representar diferentes setores da economia (empregados, trabalhadores, profissionais), bem como uma "décima" (invento de D’Annunzio), representação dos "humanos superiores" (heróis, poetas, profetas, super-homens). A constituição declarava também que a música era o princípio fundamental do Estado.
Benito Mussolini imitou apenas alguns aspetos externos de D’Annunzio: o seu método de governo em Fiume, a economia do estado corporativo, grandes e emotivos rituais nacionalistas, a saudação romana. Contudo, D'Annunzio nunca proclamou respostas brutais e uma forte repressão contra a dissidência política interna ; também, a formula corporativa na Carta del Carnaro está internamente conectada com artigos de inspiração absolutamente socialistas.
Houve mulheres serenas,
de olhos claros, infinitas
no seu silêncio,
como largas planícies
onde um rio ondeia;
houve mulheres alumiadas
de ouro, émulas do Estio
e do incêndio,
semelhantes a searas
luxuriantes
que a foice não tocou
nem o fogo devora,
sequer o dos astros sob um céu
inclemente;
houve mulheres tão frágeis
que uma só palavra
as tornava escravas,
como no bojo de uma taça
emborcada
se aprisiona uma abelha;
outras houve, de mãos incolores,
que todo o excesso extinguiam
sem rumor;
outras, de mãos subtis
e ágeis, cujo lento
passatempo
era o de insinuar-se entre as veias,
dividindo-as em fios de meada
e tingindo-as de azul marinho;
outras, pálidas, cansadas,
devastadas pelos beijos,
mas reacendendo-se de amor
até à medula,
com o rosto em chamas
entre os cabelos oculto,
as narinas como
asas inquietas,
os lábios como
palavras de festa,
as pálpebras como
violetas.
E houve outras ainda.
E maravilhosamente
eu as conheci.
Gabriele d’Annunzio
Postado por Fernando Martins às 08:08 0 comentários
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A Universidade de Coimbra, alma mater dos Geopedrados, faz hoje 736 anos...!
Domingo comemora-se o Dia da Universidade e é entregue o Prémio UC a Cláudia Azevedo
Sessão solene decorre a partir das 14.30 na Sala dos Capelos. Programa estende-se da manhã à noite, com a Caminhada e Corrida da UC e o Concerto de Abertura da Semana Cultural.

A Universidade de Coimbra (UC) comemora no domingo, 1 de março, o seu 736.º aniversário. A data é assinalada com a cerimónia solene do Dia da Universidade de Coimbra, que decorre na Sala dos Capelos, a partir das 14h30, e inclui a entrega do Prémio UC à empresária Cláudia Azevedo, CEO da Sonae.
A sessão solene – transmitida em www.uc.pt/emdireto – vai contar com as intervenções da Presidente do Conselho Geral da UC, Maria da Glória Garcia, do Coordenador da Comissão de Trabalhadores da UC, António Trindade, da Presidente da Fundação Santander, Inês Rocha de Gouveia, da laureada com o Prémio UC 2026 (com o patrocínio da Fundação Santander Portugal), Cláudia Azevedo, e do Reitor da UC, Amílcar Falcão. A apresentação da vencedora do Prémio UC será feita pelo Vice-Reitor da UC para os Recursos Humanos, Financeiros e SASUC, Luís Neves.
Na cerimónia, que contempla a homenagem aos novos jubilados e aposentados, também será prestado tributo aos novos Professores Eméritos da Universidade de Coimbra, título instituído para distinguir docentes e investigadores, pela ação e prestígio no campo académico e/ou científico e pela contribuição para a projeção nacional e internacional da UC. Vão receber a medalha e diploma quatro Professores Eméritos: da Faculdade de Medicina, Isabel Maria Marques Carreira, Joaquim Carlos Neto Murta e Luís Filipe Marreiros Caseiro Alves; e da Faculdade de Ciências e Tecnologia, Carlos Artur Trindade de Sá Furtado.
Para além da sessão solene, o programa comemorativo inclui, a partir das 10h00, a primeira edição da Caminhada e Corrida da Universidade de Coimbra (um evento desportivo, solidário e sustentável aberto à comunidade universitária e ao público em geral).
Segue-se, pelas 12h00, a missa solene, na Capela de São Miguel. E às 21h30, a Orquestra Académica da Universidade de Coimbra sobe ao palco do Teatro Académico Gil Vicente, para interpretar o concerto de abertura da XXVIII Semana Cultural da UC, “Pulchritudines”.
Como preâmbulo das comemorações, a Académica/OAF também se junta à festa, convidando a comunidade universitária a assistir gratuitamente ao jogo de futebol com a União de Santarém, da 4.ª jornada da 2.ª Fase/Apuramento de Campeão da Liga 3, que se realiza às 17.00 de sábado, dia 28, no Estádio Cidade de Coimbra. Os bilhetes podem ser levantados na Loja da Académica, no Estádio Cidade de Coimbra, até à véspera da partida (nessa data, ficam disponíveis na Bilheteira, que se encontra localizada em frente à Loja).
in Notícias UC
Postado por Fernando Martins às 07:36 0 comentários
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O treinador Carlos Queiroz celebra hoje setenta e três anos
Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
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Estaline teve um AVC há 73 anos (Free at last...!)
Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
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Nik Kershaw - 68 anos

Postado por Fernando Martins às 06:08 0 comentários
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Cheb Khaled faz hoje 66 anos
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No Brasil, Khaled fez sucesso no final dos anos 90, com a sua canção El Arbi, gravada em 1991. Em 2000, a canção chegou a ficar 5 semanas no topo das paradas, tornando El Arbi a música árabe mais tocada no Brasil. O sucesso de Khaled no Brasil chegou a ser vinculado também aos árabes-brasileiros, que são muitos no país. Também é um dos três cantores que interpretam a música Abdul Qadir, uma homenagem ao líder político Abd El-Kader, considerada um hino na Argélia. No verão de 2012, ele gravou e lançou o álbum C'est la vie, cujos 9 títulos são produzidos pela RedOne, incluindo a música de mesmo nome.
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Um terramoto arrasou a cidade de Agadir, em Marrocos, há 66 anos...
Dans les heures qui ont suivi le séisme, les marins de la base aéronavale française voisine sont venus porter secours aux survivants (environ 30 000). La proximité de cette base qui n'avait pratiquement pas subi de dégâts, l'arrivée rapide de l'escadre française de Méditerranée ainsi que d'une escadre néerlandaise, permirent la mise en place rapide des secours aux rescapés. Deux jours plus tard, la ville fut évacuée pour éviter la propagation de maladies. Les recherches continuèrent pendant un certain temps, notamment pour identifier les corps, mais il est resté une grande incertitude quant au bilan humain du désastre.
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Hoje é dia de ouvir Pink Floyd...
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Juan Bautista Comes nasceu há 458 anos
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Thomas Campion morreu há 406 anos...
Tornou-se teórico, poeta e músico diletante. Foi o mais prolífico dos compositores para alaúde, com mais de cem obras em seu nome, cujas letras eram literariamente excecionais. Formou-se em Cambridge, estudou Direito em Gray's Inn e Medicina em Caen, mas optou por atividades sociais e culturais. Escreveu masques, poemas e cinco livros de canções - alguns publicados por conta própria com amigos - e foi muito requisitado para escrever texto e música para entretenimento na corte do rei Jaime I.
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Rossini nasceu há duzentos e trinta e quatro anos...
Gioachino Antonio Rossini (Pésaro, 29 de fevereiro de 1792 - Passy, Paris, 13 de novembro de 1868) foi um compositor erudito italiano, muito popular no seu tempo, que criou 39 óperas, assim como diversos trabalhos para música sacra e música de câmara. Entre os seus trabalhos mais conhecidos estão Il barbiere di Siviglia ("O Barbeiro de Sevilha"), La Cenerentola ("A Cinderela") e Guillaume Tell ("Guilherme Tell").
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Chopin nasceu há 216 anos ...
Postado por Fernando Martins às 02:16 0 comentários
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Alberto Osório de Castro nasceu há 158 anos...
Nascido em Coimbra, a 1 de março de 1868, Alberto Osório de Castro era filho de João Baptista de Castro (1845-1920), um reputado bibliófilo, notário e magistrado, natural de Eucísia (Alfândega da Fé), e de Mariana Adelaide Osório de Castro Cabral de Albuquerque Moor Quintins, natural de São Jorge de Arroios (Lisboa). Sobre o seu pai, sabe-se ainda que publicou um livro sobre "Questões Jurídicas" (1868) durante a sua estadia universitária em Coimbra, quando este era companheiro de casa de Teófilo Braga, e que viria em 1911 a julgar e aprovar o pedido de Carolina Beatriz Ângelo para ser incluída nas listas de recenseamento eleitoral. Alberto era também irmão da escritora, jornalista e ativista republicana e feminista, Ana de Castro Osório.
Aos 21 anos formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi juiz nas antigas províncias ultramarinas portuguesas, exercendo em diferentes cidades das antigas colónias portuguesas, passando por Angola, Timor e Índia. Nesta ultima, criaria a publicação O Oriente Português, com Alves Roçadas, chefe de estado-maior das forças estacionadas na então colónia portuguesa do Índico.
Após regressar a Portugal, exerceu as funções de juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça e foi presidente do Conselho Superior de Administração Pública, sendo ainda Ministro da Justiça no governo de Sidónio Pais.
Nas letras, esteve ligado ao nascimento da revista Boémia Nova, com o poeta António Nobre, e Os Insubmissos, ao lado de Eugénio de Castro e Alberto de Oliveira, para além do jornal Novo Tempo, onde publicou os primeiros poemas do seu amigo fraterno Camilo Pessanha. Colaborou, com os modernistas, na revista Centauro (1916) de Luís de Montalvor, e, mais tarde, na Seara Nova, assim como e na Litoral de Carlos Queirós.
Viria a estrear-se na poesia com a obra "Exiladas", em 1895, seguindo-se "A Cinza dos Myrtos" (1906), "Flores de Coral" (1908), que se tornaria no primeiro livro a ser publicado pela Imprensa Nacional de Díli, na ilha de Timor, dedicado ao jornalista e escritor Fialho de Almeida, "O Sinal da Sombra" (1923), e "A Ilha Verde e Vermelha de Timor" (1943).
Alberto Osório de Castro colaborou ainda na II série da revista Alma Nova (1915-1918), começada a editar em Faro, em 1914, na revista A illustração portugueza (1884-1890), bem como no jornal humorístico A comedia portugueza, fundado em 1888.
Deixou inúmeros poemas inéditos, dentre os quais o livro "Cristais de Neve", e ainda um volume botânico de nome "Plantas Úteis da Ilha de Timor".
O seu estilo é descrito como estando situado entre os movimentos do decadentismo e simbolismo, evoluindo posteriormente para um formalismo de sabor parnasiano.
Além da poesia, dedicou-se aos estudos da antropologia, etnologia e botânica.
Politicamente, foi membro do Partido Centrista Republicano e presidente da Direção do Centro/Grémio Centrista de Lisboa.
Fez parte da Maçonaria, tendo sido iniciado, em 1892, na Loja Simpatia do Grande Oriente Lusitano Unido, tendo transitado para diferentes lojas.
Em 1950, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta, dando o seu nome a uma rua na zona de Alvalade.
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Crisantemas
Tão longe do Fúsi-no-Yama,
No nosso outono, as exiladas
Crisantemas da terra em chama,
Florescem em tardes geladas.
Do seu canto natal de flama
Ainda mal desacostumadas,
Florescem em tardes geladas,
Tão longe do Fúsi-no-Yama!
E uma noite negra de lama,
As que viam noites doiradas,
Caem nas charcas, desfolhadas...
Longe de tudo o que se chama,
Tão longe do Fúsi-no-Yama!
Alberto Osório de Castro
Postado por Fernando Martins às 01:58 0 comentários
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