segunda-feira, março 09, 2026

Adam Smith publicou A Riqueza das Nações há duzentos e cinquenta anos

 

An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, generally referred to by its shortened title The Wealth of Nations, is the magnum opus of the Scottish economist and moral philosopher Adam Smith. First published in 1776, the book offers one of the world's first collected descriptions of what builds nations' wealth, and is today a fundamental work in classical economics. By reflecting upon the economics at the beginning of the Industrial Revolution, the book touches upon such broad topics as the division of labour, productivity, and free markets.

   

Painting of Smith

 

John Profumo morreu há vinte anos...

  
John Dennis Profumo, 5º Barão Profumo, conhecido informalmente como Jack Profumo, (Kensington, 30 de janeiro de 1915 - Londres, 9 de março de 2006) foi um político britânico.

Profumo é mais conhecido pelo envolvimento em 1963 num escândalo envolvendo a modelo Christine Keeler, que obrigou John Profumo a renunciar e retirar-se da política. Ajudou a fazer cair o governo conservador de Harold Macmillan. Após a sua renúncia, Profumo começou a trabalhar como voluntário em instalações de limpeza sanitária em Toynbee Hall e continuou o trabalho pelo resto de sua existência. Essas atividades ajudaram restabelecer a reputação de Profumo; ele foi elevado a Comandante da Ordem do Império Britânico em 1975, e em 1995, foi convidado por Margaret Thatcher para o seu 70º aniversário. 

 

in Wikipédia

 


O Caso Profumo
Em julho de 1961 é apresentada como acompanhante a John Profumo, Secretário de Estado da Guerra do governo britânico, aquando de uma receção em redor de uma piscina em Cliveden, moradia de Lord William Waldorf Astor, em Buckinghamshire. Profumo teve então uma relação com ela, sem ter em conta que Christine estava também ligada a Yevgeny Ivanov, adido militar da embaixada da União Soviética. John põe rapidamente termo a esta imprudência, quando foi informado, por Sir Roger Hollis, chefe do MI5. A 9 de agosto de 1961, John Profumo escreveu à sua amante, informando-a do fim da relação. Mas o caso deu muito que falar, sobretudo devido ao ambiente de guerra fria que se vivia. 
 

Brad Delp, o vocalista dos Boston, morreu há dezanove anos...

 
Bradley E. Delp
(Danvers, Massachusetts, 12 de junho de 1951Atkinson, New Hampshire, 9 de março de 2007) foi um músico norte americano, mais conhecido como vocalista principal da banda de rock Boston.
  
(...)
  
Delp foi encontrado morto na sua casa, de causas desconhecidas, no dia 9 de março de 2007, aos 55 anos de idade. Naquele dia, o site oficial da banda foi substituído pela declaração: "Perdemos o tipo mais simpático do rock and roll." Estava programado que tocaria com os Beatlejuice em Somerville (Massachusetts), no dia em que morreu. Os Beatlejuice cancelaram os espetáculos seguintes, para o velório de Delp.
No dia 15 de março de 2007 a polícia de New Hampshire anunciou que Brad Delp cometera suicídio, por inalação de monóxido de carbono - fechou-se numa casa de banho com dois grelhadores queimando carvão.
  
 

O Canhoto da Paraíba nasceu há um século...

(imagem daqui)

  
Francisco Soares de Araújo
(Princesa Isabel, 9 de março de 1926 - Paulista, 24 de abril de 2008) foi um guitarrista e músico brasileiro, mais conhecido como Canhoto da Paraíba (e Chico Soares). 

 

in Wikipédia

 

domingo, março 08, 2026

Saudades da voz e adufe de ti Catarina Chitas...

Hoje é dia de ouvir Gary Numan...

João de Deus, poeta e pedagogo, nasceu há 196 anos

  
João de Deus de Nogueira Ramos (São Bartolomeu de Messines, 8 de março de 1830 - Lisboa, 11 de janeiro de 1896), mais conhecido por João de Deus, foi um eminente poeta lírico e pedagogo, considerado à época o primeiro do seu tempo, e o proponente de um método de ensino da leitura, assente numa Cartilha Maternal por ele escrita, que teve grande aceitação popular, sendo ainda utilizado. Gozou de extraordinária popularidade, foi quase um culto, sendo ainda em vida objeto das mais variadas homenagens. Foi considerado o poeta do amor e encontra-se sepultado no Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa.
    

 

Beijo

 

Beijo na face
Pede-se e dá-se:
             Dá?
Que custa um beijo?
Não tenha pejo:
             Vá!

Um beijo é culpa,
Que se desculpa:
             Dá?
A borboleta
Beija a violeta:
             Vá!

Um beijo é graça,
Que a mais não passa:
             Dá?
Teme que a tente?
É inocente...
             Vá!

Guardo segredo,
Não tenha medo...
             Vê?
Dê-me um beijinho,
Dê de mansinho,
             Dê!

*

Como ele é doce!
Como ele trouxe,
             Flor,
Paz a meu seio!
Saciar-me veio,
             Amor!

Saciar-me? louco...
Um é tão pouco,
             Flor!
Deixa, concede
Que eu mate a sede,
             Amor!

Talvez te leve
O vento em breve,
             Flor!
A vida foge,
A vida é hoje,
             Amor!

Guardo segredo,
Não tenhas medo
             Pois!
Um mais na face,
E a mais não passe!
             Dois...

*

Oh! dois? piedade!
Coisas tão boas...
             Vês?
Quantas pessoas
Tem a Trindade?
             Três!

Três é a conta
Certinho, e justa...
             Vês?
E que te custa?
Não sejas tonta!
             Três!

Três, sim: não cuides
Que te desgraças:
             Vês?
Três são as Graças,
Três as Virtudes;
             Três.

As folhas santas
Que o lírio fecham,
             Vês?
E não o deixam
Manchar, são... quantas?
             Três!




 

João de Deus

Domingos Sequeira morreu há 188 anos...

(imagem daqui
    
Domingos António de Sequeira (Lisboa, 10 de março de 1768 - Roma, 8 de março de 1837) foi um pintor português.
De origem modesta, foi educado na Casa Pia de Lisboa, após o quê frequentou o curso de Desenho e Figura na Aula Régia e trabalhou como decorador. Com uma pensão de D. Maria I, em 1788, partiu para Itália e estudou na Academia Portuguesa em Roma, onde recebeu aulas de António Cavallucci.
Admitido, depois, na Academia di San Luca, aí pintou a Degolação de São João Baptista, a Alegoria à Casa Pia e a Aparição de Cristo a D. Afonso Henriques.
Regressou a Lisboa em 1795 e de 1798 a 1801 viveu no Convento da Cartuxa de Laveiras.
Nomeado pintor da corte em 1802 e co-director da empreitada de pintura do Palácio da Ajuda, aí pintou abundantemente. Em 1803 foi professor de Desenho e Pintura das princesas, e em 1806, director da aula de Desenho no Porto. Neste período pintou alegorias patrióticas e retratos, fazendo o desenho das peças para oferecer a Beresford.
Viveu intensamente as convulsões políticas da época - foi, sucessivamente, partidário do exército de invasão francês (Junot protegendo Lisboa, 1808), da aliança inglesa (Apoteose de Wellington, 1811), da revolução liberal (retratos de 33 deputados, 1821) e da Carta Constitucional (D. Pedro IV e Maria II, 1825), exilando-se em França com a contra-revolução absolutista da Vila-Francada, onde expôs, no Salão do Louvre, A Morte de Camões (quadro desaparecido no Brasil), obra que lhe mereceu medalha de ouro e colocação entre os pintores românticos mais representativos, ao lado de Eugène Delacroix.
Acabou por se fixar em Roma em 1826, onde se dedicou à pintura religiosa, em visões de luminosidade já romântica (Vida de Cristo, 1828; Juízo Final, 1830).
Morreu naquela cidade, sem rever Portugal, encontrando-se o seu túmulo na Chiesa di Sant'Antonio dei Portoghesi. Foi igualmente autor da baixela neoclássica de cem peças oferecida a Wellington em 1811-1816 que se encontra presentemente na Apsley House.
Em termos estéticos é considerado o pintor de transição do Neoclassicismo para o Romantismo.
    
O Conde de Farrobo, 1813 (Museu Nacional de Arte Antiga)
Conde de Farrobo - pintura de Domingos Sequeira
 
O Príncipe Regente passando revista às tropas na Azambuja, 1803 (Palácio Nacional de Queluz)
Domingos Sequeira: O Príncipe Regente Passando Revista às Tropas na Azambuja, 1803
     
Mariana Benedita Sequeira, 1822 (Museu Nacional de Arte Antiga)
Mariana Benedita Sequeira, 1822
  

Hipátia foi assassinada há 1611 anos...

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Hipátia ou Hipácia (em grego clássico: Ὑπατία; romaniz.: Hypatía; Alexandria, circa 351/370Alexandria, 8 de março de 415) foi uma filósofa neoplatónica do Egito Romano. Foi a primeira mulher documentada como tendo sido matemática. Como chefe da escola platónica em Alexandria, também lecionou filosofia e astronomia.

Como neoplatonista, pertencia à tradição matemática da Academia de Atenas, representada por Eudoxo de Cnido, e era da escola intelectual do pensador Plotino, que a incentivou a estudar Lógica e Matemática, no lugar de se dedicar à investigação empírica, e a estudar Direito, em vez de ciências da natureza.

De acordo com a única fonte contemporânea, Hipátia foi assassinada por uma multidão de cristãos, depois de ser acusada de exacerbar um conflito entre duas figuras proeminentes em Alexandria: o governador Orestes e o bispo de Alexandria, Cirilo de Alexandria.

Kathleen Wider refere que o assassinato de Hipátia marcou o fim da Antiguidade Clássica, e Stephen Greenblatt observa que o assassinato "efetivamente marcou a queda da vida intelectual em Alexandria". Por outro lado, Maria Dzielska e Christian Wildberg notam que a filosofia helenística continuou a florescer nos séculos V e VI, e, talvez, até a era de Justiniano.

 

in Wikipédia

Hoje é dia de ouvir Berlioz...

O voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu há doze anos

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O avião 9M-MRO, envolvido no incidente, descolando no Aeroporto Roissy-Charles de Gaulle 
     
Malaysia Airlines MH370 foi a identificação da rota aérea de passageiros regular e internacional entre Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim, na China. A rota é operada pela companhia aérea Malaysia Airlines que, a partir de 14 de março de 2014, substituiu sua identificação para Malaysia Airlines MH318. Na madrugada de 8 de março de 2014, no horário local (tarde de 7 de março, horário UTC), a aeronave que realizava esta rota levando 227 passageiros e 12 tripulantes, desapareceu dos radares após aproximadamente uma hora de voo enquanto sobrevoava o Golfo da Tailândia, no Mar da China.
Até o instante do desaparecimento dos monitores de radar, a tripulação não havia relatado nenhuma anomalia com o voo. O sistema ACARS do avião também não enviou mensagens por satélite, o que deveria ocorrer automaticamente no caso de alguma falha.
Em 24 de março de 2014, o governo malaio comunicou oficialmente que o voo caiu no mar no Oceano Índico sem deixar sobreviventes. Segundo registos feitos por satélites, o avião voou por várias horas após desaparecer dos radares, até esgotar o combustível, com todos os seus sistemas de comunicação desativados. Mesmo após três anos de extensas buscas, comandadas pelos governos da Austrália, da Malásia e da China no período de 2014 a 2017, os destroços da aeronave nunca foram localizados, tornando o caso um dos maiores mistérios da aviação civil contemporânea.
   
(...)
   
No final de julho de 2015, foi encontrada uma parte da asa da aeronave no litoral da ilha de Reunião, próximo de Madagáscar. A peça, encontrada por moradores durante uma limpeza da praia, foi submetida a uma perícia por especialistas e identificada como sendo do MH370. Além desta peça, foram encontradas almofadas de poltronas e janelas de avião, que as autoridades acreditam ser também da mesma aeronave.
Dois destroços, encontrados a 27 de dezembro de 2015 e a 27 de fevereiro de 2016 em dois locais separados por 220 quilómetros, na costa de Moçambique, pertencem "quase com toda a certeza" ao voo MH370. As duas peças faziam parte da fuselagem do Boeing 777.
    

Hoje é dia de recordar um poeta que era geólogo...

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(imagem daqui)

 

Oração Final

 

Poesia! Sem esperar voltei meu canto que é teu
As coisas de meu Pai que são as pobres criaturas
Caminhando a par de mim pelas ruas da amargura
Disfarçando mais do que eu a certeza que as leis tuas
Nada têm que ver com a minha piedade de evitarem
Cada maior dor seguindo à menos dura.
Deus Pai pudesse eu como Vosso Filho
Como irmão de Cristo, imolar-se só sem perder alguém
— Sem ter que fechar ouvidos ao Espírito Vosso
Cada instante inundando-me de luz! —
Sem vós tudo é impossível.
Sem mim tudo seria igual,
Mas fazei que meus iguais
Não sejam como eu tão miseráveis:
Crendo em Vós, sabendo-vos as provas,
mostro-me pior que os que vos esquecem!

A vossa Lei, a vossa marca não se
apagou de cada poro da minha pele
Dai-me a força de ajudar a todos com
um sopro do teu Ser que bastará
Pra todos e pra mim.

Fico na angústia da vossa perdida Graça.
Perdoai-me! Perdoai como eu devo perdoar!!
Fazei que eu perdoe!
Fazei-nos os Santos que Vos devemos!

 

José Blanc de Portugal 

Saudades de Ruy Cinatti...

Ruy Cinatti

 

Vigília

 

Paralelamente sigo dois caminhos
Abstrato na visão de um céu profundo.
Nem um nem outro me serve, nem aquele
Destino que se insinua
Com voz semelhante à minha. O melhor mundo
Está por descobrir. Não seque a lua
Nem o perfil da proa. Vai direito
Ao vago, incerto, misterioso
Bater das velas sinalado de oculto.

Quero-me mais dentro de mim, mais desumano
Em comunhão suprema, surto e alado
Nas aragens noturnas que desdobram as vagas,
Chamam dorsos de peixe à tona de água
E precipitam asas na esteira de luz.
Da vida nada senão a melhoria
De um paraíso sonhado e procurado
Com ternura, coragem e espírito sereno.

Doçura luminosa de um olhar. Ameno
Brincar de almas verticais em pleno
Sol de alvorada que descerra as pálpebras.
 
 

George Coleman celebra hoje noventa e um anos

 
George Edward Coleman
(Memphis, Tennessee, 8 de março de 1935), é um saxofonista tenor de jazz, norte-americano, de estilo hard bop.
Dos vários prémios que recebeu, destaca-se o Life Achievement Award, pela Jazz Foundation of America, em 7 de março de 1997.
  
 

Capablanca, campeão mundial de Xadrez, morreu há oitenta e quatro anos...

      
Jose Raúl Capablanca y Graupera (Havana, 19 de novembro de 1888 - Nova Iorque, 8 de março de 1942) foi um xadrezista cubano, detentor do título de campeão do mundo da modalidade entre 1921 e 1927. Considerado, por muitos, o melhor jogador de todos os tempos, possuía um excecional conhecimento em finais de jogo e rápido raciocínio.
     

Micky Dolenz, vocalista da banda The Monkees, faz hoje 81 anos

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George Michael Dolenz (Los Angeles, Califórnia, 8 de março de 1945) mais conhecido como Micky Dolenz é um músico e ator dos Estados Unidos, mais conhecido por ter sido o baterista e vocalista do grupo musical The Monkees.
 
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Biografia
É filho do ator George Dolenz, que fez a série O Conde de Monte Cristo. Toda a família Dolenz era  artista e o próprio Micky fazia gigs com a irmã Coco Dolenz. Aos nove anos, participou na série O Menino do Circo (The Circus Boy), sob o pseudónimo de Micky Braddock (para não se aproveitar da fama do pai) e pintou os cabelos de loiro.
Com o fim da série, Micky dedicou-se aos estudos, formando em 1963 a banda Missing Links, sob o pseudónimo Mike Swain. A banda chegou a lançar um single, Don't Do It, que ficou em 40º lugar nos tops americanas. Foi aí que Dolenz fez o famoso teste para a série The Monkees e ficou com uma das vagas. Após o fim da banda, Micky passou a trabalhar como dobrador e diretor em séries e desenhos animados. Trabalhou também como DJ na Rádio CBS de New York. Micky é pai da atriz Amy Dolenz.
      
 

Menina do Alto da Serra...

 

Menina do Alto da Serra - Tonicha

Música de Nuno Nazareth Fernandes e letra de Ary dos Santos

 

Menina de olhar sereno
Raiando pela manhã
Eu sei que é duro e pequeno
O coletinho de lã

Menina cheirando a feno
Casada com hortelã

Menina que no caminho
Vais pisando formosura
Trazes nos olhos um ninho
Todo em penas de ternura

Menina de andar de linho
Com um ribeiro à cintura

Menina de saia aos folhos
Quem na vê fica lavado
Água da sede dos olhos
Pão que não foi amassado

Menina do riso aos molhos
Minha seiva de pinheiro
Menina de saia aos folhos
Alfazema sem canteiro

Menina de corpo inteiro
Com tranças de madrugada
Que se levanta primeiro
Do que a terra alvoroçada

Menina de corpo inteiro
Com tranças de madrugada

Menina de saia aos folhos
Quem na vê fica lavado
Água da sede dos olhos
Pão que não foi amassado

Menina de fato novo
Ave-Maria da terra
Rosa brava rosa povo
Brisa do alto da serra

Rosa brava rosa povo
Brisa do alto da serra
Rosa brava rosa povo
Brisa do alto da serra
Rosa brava rosa povo

Brisa do alto da serra

Jorge Fernando nasceu há 69 anos


Jorge Fernando da Silva Nunes (Lisboa, 8 de março de 1957) é um músico e produtor português. É um dos compositores mais cantados da música portuguesa. É autor de canções como "Boa noite solidão", "Búzios", "Quem vai ao fado" ou "Chuva". 
 
 

Com quatro anos já acompanhava o avô a cantar fado (o marido da Ti Preciosa chegou a acompanhar Amália) nas noites de Lisboa. Mas foi com 16 anos que teve a sua primeira experiência a sério, quando trabalhou com Fernando Maurício, considerado o "rei" do fado. Aí deixou definitivamente para trás a sua carreira de futebolista, onde chegou a internacional júnior. Jogou no "1.º Maio de Sarilhos" de onde saíram nomes como José Carlos, Diamantino ou Manuel Fernandes.

Formou o seu primeiro grupo de baile aos 13 anos. Estava a ensaiar numa garagem (chegou a fazer parte do grupo Futuro) e disseram-lhe que estava lá perto o cantor Fernando Maurício. Quis conhecê-lo e mal o ouviu foi paixão absoluta. Passado pouco tempo estava a tocar para ele.

Com 19 anos conheceu Alcino Frazão, um dos maiores guitarristas da história do fado, e começou a tocar com ele. Um ano depois já fazia parte do grupo de Amália Rodrigues depois de ter substituído Alcino Frazão numa atuação com Carlos Gonçalves e ele o ter convidado para tocar com Amália.

Grava os primeiros singles para a editora Rádio Triunfo com temas como "Trigueirinha" e "Se Me Pedisses Desculpa". Em 1982 participa no álbum "Fado!" de Nuno da Câmara Pereira. Lança um novo single, "A Minha Rua", ainda para a Rádio Triunfo.

Muda para a editora Valentim de Carvalho e concorre ao Festival RTP da Canção de 1983 com "Rosas Brancas Para O Meu Amor". Apesar da fraca classificação foi dos temas com mais exposição pública. Toca e escreve três músicas no álbum "Sonho Menino" de Nuno da Câmara Pereira.

Em 1984 lança novo single a solo com "Fiz-me Vagabundo". Com o tema "Umbadá" regressa, em 1985, ao Festival RTP da Canção. Participa também no Festival da OTI desse ano com "Um Ano Depois".

Em 1986 é editado o seu primeiro LP, "Enamorado", que inclui temas como "Mulata" e "Lua Feiticeira Nua". Em 1988 lança o álbum "Coisas da Vida" que inclui o tema "Quando Eu Nasci". A Rádio Comercial, por votação do público, atribui-lhe o Prémio Popularidade.

Em 1989 lançou o seu primeiro disco de fados, "Boa Noite Solidão", na editora Polygram, e nele colaboraram Fernando Maurício, Maria da Fé e José Manuel Barreto. O disco inclui os temas "Quem Vai Ao Fado", "Senhora Minha", "Pode Ser Saudade", "Trigueirinha”, "Pátria", "Lágrima", "A Voz", "Mais Perto De Mim", "Maria da Vila", "A Hora do Profeta" e "Boa Noite Solidão".

Participa no Festival RTP da Canção de 1990 com "Via Área". O álbum "À Tua Porta" é editado em 1991. Produz os discos "Notas Sobre a Alma" de Paulo Bragança e "Notas à Guitarra" de António Pinto Basto.

O álbum "Oxála" é editado em 1993. O disco é bastante elogiado pela critica. Em 1997 lança o disco "Terra d'Água".

Em 1999 é lançado o álbum "Rumo Ao Sul". Em maio de 2000 comemora os 25 anos de carreira com um concerto no Tivoli. Em 2000 foi editado o disco "Inéditos", gravado ao vivo no Teatro Tivoli.

Em 2001 é lançado o livro+disco "Terras do Risco", projeto do pianista italiano Arrigo Cappelletti com poemas de Fernando Pessoa, Mário Sá-Carneiro e Eugénio de Andrade. Os outros colaboradores são o bandoneonista Daniel di Bonaventura, o guitarrista Flavio Minardo, o violoncelista Davide Zaccaria, Custódio Castelo, na guitarra portuguesa e a cantora Alexandra.

Lança em 2002 o disco "Velho Fado". Em 2003, a cidade italiana de Recanati homenageou-o em reconhecimento do seu talento como cantautor, produtor, instrumentista e impulsionador de novos talentos (Academia de Marco Poeta).

Em janeiro de 2004 é o diretor musical do espetáculo "Boa Noite Solidão" de homenagem a Fernando Maurício. Participa ainda no disco "A Tribute To Amalia Rodrigues"

No disco "Memória e Fado" apresenta alguns duetos e colaborações curiosas (Lucio Dalla, Ana Moura, Toninho Horta, Egberto Gismonti). Gravado em Portugal e no Brasil, o disco contém ainda quatro versões. O maior destaque é um excerto de uma atuação ao vivo de Amália Rodrigues, gravado em 1994, com o tema "Vida".

Em outubro de 2005 comemorou os 30 anos de carreira com um concerto no Fórum Lisboa, que contou com a participação de Argentina Santos e Celeste Rodrigues.

Colabora com o rapper Sam The Kid com quem atua nas Festas de Lisboa de 2008. Além da banda de Sam the Kid, em palco estiveram Custódio Castelo (guitarra portuguesa) e Filipe Larsen (viola baixo).

O disco "Vida", com participações de Sam the Kid e Ana Moura, é editado em 2009. O disco, que esteve para se intitular "Fados de Amor e Raiva", abre e fecha com a música "Vida", primeiro cantada em parceria com Fábia Rebordão e no final com Amália Rodrigues (numa gravação feita em casa da falecida fadista em 1996).

"Chamam-lhe Fado" é lançado em 2012.

Em 2018 edita o CD "De Mim Para mim", que inclui doze inéditos, de entre os quais se podem destacar "Lobisomem", "Sr. Doutor" em dueto com António Zambujo, o tema título "De Mim Para mim" e uma nova versão do clássico "Umbadá".

 
 

Gary Numan comemora hoje 68 anos

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Gary Numan
, nascido Gary Anthony James Webb (Londres, 8 de março de 1958), é um cantor, compositor e músico britânico, sendo considerado um dos pioneiros da música eletrónica. Fundador da banda Tubeway Army, Numan é conhecido por seus hits de 1979 "Are 'Friends' Electric?" e "Cars", clássicos do new wave, movimento no qual Numan é frequentemente citado como uma das figuras mais importantes.
Os álbuns de Numan nunca bateram recordes de vendas, mas ele é considerado um pioneiro da música eletrónica comercial. O uso de temas de ficção científica e, principalmente, sua combinação da energia da música punk com os recursos da eletrónica, influenciaram diversos artistas dos anos 80.
 
     
 

S. João de Deus nasceu há 531 anos e morreu há 476 anos...

Retrato de São João de Deus, da autoria de Murillo
     
São João de Deus, de seu nome João Cidade (Montemor-o-Novo, 8 de março de 1495Granada, 8 de março de 1550) é um santo da Igreja Católica Romana que se distinguiu na assistência aos pobres e aos doentes, através de um hospital por si fundado, em Granada, em 1539.
Criou a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros para o ajudarem nessa missão e noutras extensões que viriam depois a surgir.
   
Biografia
João Cidade, filho de André Cidade e de sua mulher, Teresa Duarte, deixou Montemor-o-Novo aos oito anos de idade e dirigiu-se a Oropesa, onde foi pastor de ovelhas. Alistou-se no exército e tomou parte na conquista de Fuenterabia, então ocupada pela França. Ao abandonar a vida militar, voltou ao ofício de pastor em Oropesa, Sevilha, Ceuta e Granada.
Depois de várias vicissitudes volta para casa, mas, encontrando os seus pais mortos, decide voltar a partir.
Há quem diga que terá feito a peregrinação à catedral de Santiago de Compostela e que, nessa altura, terá ficado tão impressionado e exaltando o seu espírito religioso.
Mais ainda, em Granada, quando ouviu os sermões do padre São João de Ávila e aí confessou publicamente todos os erros da sua vida passada e para mais clara demonstração do seu arrependimento, andou percorrendo a cidade ferindo o peito com pedras, e manchando o rosto com lama. Devido ao seu estado lastimoso foi dado como louco e internado num hospício, onde permaneceu muitos anos.
Com um espírito mais sereno, para o qual contribuiu o referido padre, João Cidade saiu do hospício e foi visitar o Mosteiro de Guadalupe. Voltando de seguida para Granada onde fundou em 1539 um hospital para doenças contagiosas e incuráveis. Daí em diante dedicou-se ao serviço deste hospital. Fundou assim a ordem dos Irmãos Hospitaleiros, a qual foi confirmada, debaixo da regra de Santo Agostinho, pelo Papa Pio V em 1 de janeiro de 1571.
João Cidade foi beatificado pelo Papa Urbano VIII em 28 de outubro de 1630 e canonizado em 16 de outubro de 1690, pelo Papa Alexandre VIII, sendo no entanto a sua bula expedida após a sua morte, pelo seu sucessor, o Papa Inocêncio XII
São João de Deus é o padroeiro dos hospitais, dos doentes e dos enfermeiros. A sua memória litúrgica é celebrada a 8 de março.
    
San Juan de Dios salvando a los enfermos de incendio del Hospital Real, Manuel Gómez-Moreno González (1880) - Museo de Bellas Artes de Granada

Poema para celebrar o Dia da Mulher...

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Hipátia foi uma astrónoma romano-egípcia, assassinada no dia 8 de março de 415 (pintura de Charles William Mitchell, 1885)

 

A Mulher

Se é clara a luz desta vermelha margem
é porque dela se ergue uma figura nua
e o silêncio é recente e todavia antigo
enquanto se penteia na sombra da folhagem.
Que longe é ver tão perto o centro da frescura

e as linhas calmas e as brisas sossegadas!
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço
que no umbigo principia e fulge em transparência.
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo
que em espiral circula ao ritmo da origem.

Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa.
O seu sorriso é a distância fluída, a subtileza do ar.
Quase dorme no suave clamor e se dissipa
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível.
 

 

in Volante Verde (1986) - António Ramos Rosa

Hoje é dia de ouvir Keane...!

Christopher Wren, o arquiteto da catedral londrina de São Paulo, morreu há 303 anos...

   
Christopher Wren, (East Knoyle, Wiltshire, 30 de outubro de 1632Londres, 8 de março de 1723) foi um projetista, astrónomo, especialista em geometria e, no seu tempo, o maior arquiteto da Inglaterra. Wren projetou 51 igrejas em Londres, incluindo a Catedral de São Paulo, considerada uma das obras primas da arquitetura europeia, e muitos edifícios seculares também dignos de nota.
Foi fundador da Royal Society e seu presidente (1680 - 1682) e os seus trabalhos científicos eram conhecidos pelos seus contemporâneos, sendo citados por Isaac Newton e Blaise Pascal.
   
(...)
  

O grande arquiteto não teve uma velhice tranquila, com seu trabalho reconhecido. Em vez disso, foi alvo de criticas e ataques à sua competência e gosto. Particularmente agressivas foram as criticas de Ashley Cooper, que pediam um novo estilo para a arquitetura britânica. Wren morreu em 1723, com 91 anos, na casa de seu filho, após se expor ao frio numa visita à catedral de São Paulo no inverno. Foi enterrado na cripta da catedral, onde uma lápide diz: Leitor, se procuras o seu monumento, olha em volta.
   
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Hojé dia de ouvir MPP...

O Duque de Ávila e Bolama nasceu há 219 anos

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António José de Ávila  (Horta, Ilha do Faial, Açores, 8 de março de 1807 - Lisboa, 3 de maio de 1881), 1.º conde de Ávila, 1.º marquês de Ávila e 1.º duque de Ávila e Bolama, foi um político conservador do tempo da Monarquia Constitucional em Portugal. Entre outras funções, foi ministro das Finanças e, por três vezes, Presidente do Conselho de Ministros (1868, 18701871 e 18771878). 

 

Vida

António José de Ávila nasceu a 8 de março de 1807, numa modestíssima habitação da Rua de Santo Elias, da freguesia da Matriz da então vila da Horta, Ilha do Faial, Açores, filho de Manuel José de Ávila, de ascendência nobre, filho segundo de fidalgos de Lisboa, que perdera tudo e tentara fortuna no arquipélago, e de Prudenciana Joaquina Cândida da Costa, oriunda de famílias da Matriz da Horta.

Dos dez filhos do casal, apenas quatro sobreviveram até atingir a idade adulta, o que diz das condições de vida da família. Entre os filhos que atingiram a idade adulta, António José, o futuro duque, era o rapaz mais velho, apenas precedido por sua irmã Joaquina Emerenciana (nascida em 1804). Os outros sobreviventes foram Maria do Carmo (nascida em 1815) e Manuel José, o último filho do casal (nascido em 1817).

Durante a infância de António José as condições económicas da família melhoraram substancialmente, tendo o pai enveredado pelo comércio e conseguido amealhar alguns recursos. Tanto assim é que, quando António José termina com excecional brilho os poucos estudos então disponíveis no Faial, já o pai dispunha de meios suficientes para lhe permitir estudos fora da ilha, o que então era privilégio de poucos.

Assim, com apenas 15 anos, Ávila matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde estudou filosofia natural e os preparatórios de Matemática. Frequentou também naquela Universidade o primeiro ano de Medicina. Dos tempos de estudante não se lhe conhece qualquer militância política.

Com o início da Guerra Civil de 1832-34, regressou aos Açores, onde se achava o governo liberal no exílio, tornando-se um político local de grande sucesso.

Após o fim da guerra (1834), foi eleito pela primeira vez para as Cortes, pelo círculo dos Açores; durante 26 anos consecutivos, foi deputado da Nação ao Parlamento.

Em termos ideológicos, Ávila aproximou-se da fação mais conservadora dentro do liberalismo português, o cartismo, tornado-se oposição ao governo progressista que tomou o poder em Setembro de 1836, na sequência da Revolução de Setembro.

Com o fim dos ciclo de governos setembristas (com a subida ao poder, pela primeira vez, do cartista Joaquim António de Aguiar, em 1841), Ávila tornou-se ministro das Finanças, cargo que manteve durante os governos de Costa Cabral e do Duque da Terceira. Só com a subida ao poder de Saldanha, abandonou o governo. Em 1857, no primeiro governo do Duque de Loulé, voltou a assumir a pasta da Fazenda.

Por alvará de mercê nova de D. Pedro V de Portugal, de 9 de outubro de 1860, concederam-se a António José de Ávila as seguintes armas de Ávila: esquartelado, o 1.º e o 4.º de ouro, com uma águia estendida de negro, o 2.º e o 3.º de prata, com três faixas de vermelho, acompanhadas de quatro olhos sombreados de azul, alinhados em banda; timbre: a águia do escudo. Coroas: posteriormente de Conde, de Marquês e de Duque. Antes dessa Mercê, usava um escudo partido: a 1.ª de Ávila e a 2.ª da Costa; timbre: de Ávila.

Quando, em 4 de janeiro de 1868, se deu a Janeirinha, que pôs termo ao governo de coligação a que presida Joaquim António de Aguiar, Ávila foi chamado a exercer as funções de presidente do Conselho.

Enquanto chefe de governo, Ávila revogou o imposto que causara a impopularidade e queda do governo anterior, mas tal agravou as dificuldades financeiras do Estado, pelo que acabaria por cair em 22 de julho do mesmo ano.

Voltaria ainda a ser ministro das Finanças, e de novo presidente do Conselho entre 29 de outubro de 1870 e 13 de setembro de 1871, altura em que foi substituído por Fontes Pereira de Melo. Foi então designado para presidir à Câmara dos Pares, em substituição do Duque de Loulé.

Em 1877, devido ao descontentamento popular, o governo Fontes caiu, e Ávila foi de novo chamado a formar governo, o qual durou dez meses, até Fontes voltar ao poder.

No ano seguinte, foi nobilitado, com o título de 1.º duque de Ávila e Bolama, em recompensa pelos serviços prestados, especialmente pelo sucesso na negociações por ele encetadas que permitiram resolver a Questão de Bolama, um conflito diplomático entre Portugal e o Reino Unido sobre a posse da ilha de Bolama e territórios adjacentes, na então Guiné Portuguesa.

Faleceu pelas 21 horas e meia do dia 3 de maio de 1881 no primeiro andar da casa Nº 20, da Rua do Duque de Bragança, freguesia dos Mártires (Lisboa), tinha 74 anos. Não deixou filhos. O funeral realizou-se dia 5. A urna saiu da Basílica dos Mártires pelas 14 horas até chegar ao Cemitério dos Prazeres pelas 16, onde foi sepultado no jazigo nº 1870.

Encontravam-se no funeral Fontes e Sampaio, o Duque de Palmela, o Marquês de Ficalho e o Duque de Loulé, seguido por cerca de 500 carruagens, com mais de um milhar de pessoas, que incluíam representantes dos órgãos do Estado, da família real, associações e muitas classes da sociedade. Um criado da Casa Real foi fornecido para conduzir a carruagem funerária, seguido de uma carruagem com o vigário paroquial da Basílica dos Mártires e doze sacerdotes. Este transporte também foi seguido pelo sobrinho António José de Ávila, e outra carruagem com a coroa Ducal sobre uma almofada de veludo preto, seguido pelo Regimento de Cavalaria n.º 4 e banda.

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Berlioz morreu há 157 anos...

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Hector Berlioz (La Côte-Saint-André, 11 de dezembro de 1803 - Paris, 8 de março de 1869), músico romântico, autor da Sinfonia Fantástica e Grande Messe des morts, teve contribuições significativas para a orquestra moderna, com o seu Grand traité d'instrumentation et d'orchestration modernes. Ele criou música para enormes grupos orquestrais, para alguns dos seus trabalhos, e realizou vários concertos com mais de 1.000 músicos. Ele também compôs cerca de 50 canções. A sua influência foi fundamental para o desenvolvimento do romantismo, especialmente em compositores como Richard Wagner, Nikolai Rimsky-Korsakov, Franz Liszt, Richard Strauss, Gustav Mahler e muitos outros.