sexta-feira, maio 29, 2026
As fotos de um eclipse validaram a Teoria da Relatividade há 107 anos
Postado por Fernando Martins às 01:07 0 comentários
Marcadores: Albert Einstein, Arthur Eddington, eclipse, ilha de Príncipe, São Tomé e Príncipe, Teoria da Relatividade
domingo, março 08, 2026
Saudades de Ruy Cinatti...

Vigília
Abstrato na visão de um céu profundo.
Nem um nem outro me serve, nem aquele
Destino que se insinua
Com voz semelhante à minha. O melhor mundo
Está por descobrir. Não seque a lua
Nem o perfil da proa. Vai direito
Ao vago, incerto, misterioso
Bater das velas sinalado de oculto.
Quero-me mais dentro de mim, mais desumano
Em comunhão suprema, surto e alado
Nas aragens noturnas que desdobram as vagas,
Chamam dorsos de peixe à tona de água
E precipitam asas na esteira de luz.
Da vida nada senão a melhoria
De um paraíso sonhado e procurado
Com ternura, coragem e espírito sereno.
Doçura luminosa de um olhar. Ameno
Brincar de almas verticais em pleno
Sol de alvorada que descerra as pálpebras.
Postado por Pedro Luna às 11:10 0 comentários
Marcadores: Agronomia, Antropologia, Cadernos de Poesia, poesia, Ruy Cinatti, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
Ruy Cinatti nasceu há cento e onze anos...

Poema do Pacto de Sangue
Verdade. Homens muitos. É muito verdade.
Verdade que com um lenço velho
As nossas mãos foram enlaçadas.
Nós, como aliados, eu digo.
Panos, só um, tal qual afirmo.
A lua ilumina o meu feitio.
O sol ilumina o aliado.
Agua de Héler! Pelo vaso sagrado!
Nunca esqueça isto o aliado.
Juntos, combater, eu quero!
Com o aliado, derrotar, eu quero!
A lua ilumina o meu feitio.
O sol ilumina o aliado.
Poderemos, talvez, ser derrotados
Ou combatidos, mas somente unidos.
Ruy Cinatti
Postado por Fernando Martins às 01:11 0 comentários
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terça-feira, fevereiro 03, 2026
O Massacre de Batepá foi há 73 anos...
O Massacre de Batepá (do português coloquial "Bate-Pá!") foi um massacre cometido pelas tropas coloniais portuguesas que teve lugar em São Tomé e Príncipe a 3 de fevereiro de 1953. É incerto o número de mortes que terão resultado por tortura elétrica e afogamento. A historiadora Inês Rodrigues refere que as fontes são-tomenses apontam para cerca de 1.032 mortos e que as fontes portuguesas em cerca de 200, pelo que é impossível aferir com rigor de certeza histórica em que número se cifram as vítimas.
Hoje em dia é um feriado nacional no arquipélago, denominado «Dia dos Mártires».
O massacre é considerado o episódio fundador do nacionalismo são-tomense e as suas vítimas foram transformadas em heróis pela liberdade da pátria.
No Museu Nacional de São Tomé e Príncipe existe uma sala dedicada ao massacre, com fotografias que documentam alguns dos massacrados em fevereiro de 1953.
No cerne da questão é apontada a ambição do governador-geral Carlos Gorgulho, que se lançou num vasto programa de construções e melhorias públicas, recorrendo a rusgas constantes nas povoações nativas, por forma a angariar mão-de-obra barata. Terá sido o governador e a sua comitiva a aludir aos rumores de uma conspiração de africanos contra os portugueses, que desencadeou a violenta repressão de fevereiro de 1953, em que pereceram entre 200 e 1.032 pessoas.
Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
Marcadores: colonialismo, Dia dos Mártires, Massacre de Batepá, São Tomé e Príncipe
domingo, outubro 12, 2025
Hoje é dia de recordar Ruy Cinatti...
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parado...
Olho em meu redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.
Tanto tempo perdido...
Com que saudade o lembro e o bendigo:
Campo de flores
E silvas...
Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado,
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,
Adrede.
Ruy Cinatti
Postado por Pedro Luna às 03:09 0 comentários
Marcadores: Agronomia, Antropologia, Cadernos de Poesia, poesia, Ruy Cinatti, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
O poeta Ruy Cinatti morreu há trinta e nove anos...
Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços.
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços
A Deus e aos sonhos que gelaram.
Ruy Cinatti
Postado por Fernando Martins às 00:39 0 comentários
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quinta-feira, maio 29, 2025
Um eclipse validou a Teoria da Relatividade há 106 anos
Postado por Fernando Martins às 01:06 0 comentários
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sábado, março 08, 2025
Saudades de Ruy Cinatti...

Vigília
Abstrato na visão de um céu profundo.
Nem um nem outro me serve, nem aquele
Destino que se insinua
Com voz semelhante à minha. O melhor mundo
Está por descobrir. Não seque a lua
Nem o perfil da proa. Vai direito
Ao vago, incerto, misterioso
Bater das velas sinalado de oculto.
Quero-me mais dentro de mim, mais desumano
Em comunhão suprema, surto e alado
Nas aragens noturnas que desdobram as vagas,
Chamam dorsos de peixe à tona de água
E precipitam asas na esteira de luz.
Da vida nada senão a melhoria
De um paraíso sonhado e procurado
Com ternura, coragem e espírito sereno.
Doçura luminosa de um olhar. Ameno
Brincar de almas verticais em pleno
Sol de alvorada que descerra as pálpebras.
Postado por Pedro Luna às 01:10 0 comentários
Marcadores: Agronomia, Antropologia, Cadernos de Poesia, poesia, Ruy Cinatti, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
Ruy Cinatti nasceu há cento e dez anos...
Poema do Pacto de Sangue
Verdade. Homens muitos. É muito verdade.
Verdade que com um lenço velho
As nossas mãos foram enlaçadas.
Nós, como aliados, eu digo.
Panos, só um, tal qual afirmo.
A lua ilumina o meu feitio.
O sol ilumina o aliado.
Agua de Héler! Pelo vaso sagrado!
Nunca esqueça isto o aliado.
Juntos, combater, eu quero!
Com o aliado, derrotar, eu quero!
A lua ilumina o meu feitio.
O sol ilumina o aliado.
Poderemos, talvez, ser derrotados
Ou combatidos, mas somente unidos.
Ruy Cinatti
Postado por Fernando Martins às 00:11 0 comentários
Marcadores: Agronomia, Antropologia, Cadernos de Poesia, poesia, Ruy Cinatti, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
segunda-feira, fevereiro 03, 2025
O Massacre de Batepá foi há 72 anos...
O Massacre de Batepá (do português coloquial "Bate-Pá!") foi um massacre cometido pelas tropas coloniais portuguesas que teve lugar em São Tomé e Príncipe a 3 de fevereiro de 1953. É incerto o número de mortes que terão resultado por tortura elétrica e afogamento. A historiadora Inês Rodrigues refere que as fontes são-tomenses apontam para cerca de 1.032 mortos e que as fontes portuguesas em cerca de 200, pelo que é impossível aferir com rigor de certeza histórica em que número se cifram as vítimas.
Hoje em dia é um feriado nacional no arquipélago, denominado «Dia dos Mártires».
O massacre é considerado o episódio fundador do nacionalismo são-tomense e as suas vítimas foram transformadas em heróis pela liberdade da pátria.
No Museu Nacional de São Tomé e Príncipe existe uma sala dedicada ao massacre, com fotografias que documentam alguns dos massacrados em fevereiro de 1953.
No cerne da questão é apontada a ambição do Governador-geral Carlos Gorgulho, que se lançou num vasto programa de construções e melhorias públicas, recorrendo a rusgas constantes nas povoações nativas, por forma a angariar mão-de-obra barata. Terá sido o governador e a sua comitiva a aludir aos rumores de uma conspiração de africanos contra os portugueses, que desencadeou a violenta repressão de fevereiro de 1953, em que pereceram entre 200 e 1.032 pessoas.
Postado por Fernando Martins às 07:20 0 comentários
Marcadores: colonialismo, Dia dos Mártires, Massacre de Batepá, São Tomé e Príncipe
sábado, outubro 12, 2024
Saudade de Ruy Cinatti...
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parado...
Olho em meu redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.
Tanto tempo perdido...
Com que saudade o lembro e o bendigo:
Campo de flores
E silvas...
Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado,
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,
Adrede.
Ruy Cinatti
Postado por Pedro Luna às 03:08 0 comentários
Marcadores: Agronomia, Antropologia, Cadernos de Poesia, poesia, Ruy Cinatti, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
Ruy Cinatti morreu há trinta e oito anos...
Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços.
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços
A Deus e aos sonhos que gelaram.
Ruy Cinatti
Postado por Fernando Martins às 00:39 0 comentários
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quarta-feira, maio 29, 2024
O eclipse que comprovou a Teoria da Relatividade foi há 105 anos
Postado por Fernando Martins às 01:05 0 comentários
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sexta-feira, março 08, 2024
Ruy Cinatti nasceu há 109 anos
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parado...
Olho em meu redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.
Tanto tempo perdido...
Com que saudade o lembro e o bendigo:
Campo de flores
E silvas...
Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado,
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,
Adrede.
Ruy Cinatti
Postado por Fernando Martins às 01:09 0 comentários
Marcadores: Agronomia, Antropologia, Cadernos de Poesia, poesia, Ruy Cinatti, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
sábado, fevereiro 03, 2024
O Massacre de Batepá foi há 71 anos...
O Massacre de Batepá (do português coloquial "Bate-Pá!") foi um massacre cometido pelas tropas coloniais portuguesas que teve lugar em São Tomé e Príncipe a 3 de fevereiro de 1953. É incerto o número de mortes que terão resultado por tortura elétrica e afogamento. A historiadora Inês Rodrigues refere que as fontes são-tomenses apontam para cerca de 1.032 mortos e que as fontes portuguesas em cerca de 200, pelo que é impossível aferir com rigor de certeza histórica em que número se cifram as vítimas.
Hoje em dia é um feriado nacional no arquipélago, denominado «Dia dos Mártires».
O massacre é considerado o episódio fundador do nacionalismo são-tomense e as suas vítimas foram transformadas em heróis pela liberdade da pátria.
No Museu Nacional de São Tomé e Príncipe existe uma sala dedicada ao massacre, com fotografias que documentam alguns dos massacrados em fevereiro de 1953.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 07:10 0 comentários
Marcadores: colonialismo, Dia dos Mártires, Massacre de Batepá, São Tomé e Príncipe
quinta-feira, outubro 12, 2023
Saudade de Ruy Cinatti...
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parado...
Olho em meu redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.
Tanto tempo perdido...
Com que saudade o lembro e o bendigo:
Campo de flores
E silvas...
Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado,
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,
Adrede.
Ruy Cinatti
Postado por Pedro Luna às 03:07 0 comentários
Marcadores: Agronomia, Antropologia, Cadernos de Poesia, poesia, Ruy Cinatti, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
segunda-feira, maio 29, 2023
O eclipse que comprovou a Teoria da Relatividade foi há 104 anos
Postado por Fernando Martins às 01:04 0 comentários
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quarta-feira, março 08, 2023
Ruy Cinatti nasceu há 108 anos
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parado...
Olho em meu redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.
Tanto tempo perdido...
Com que saudade o lembro e o bendigo:
Campo de flores
E silvas...
Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado,
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,
Adrede.
Ruy Cinatti
Postado por Fernando Martins às 01:08 0 comentários
Marcadores: Agronomia, Antropologia, Cadernos de Poesia, poesia, Ruy Cinatti, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
quarta-feira, outubro 12, 2022
Ruy Cinatti morreu há trinta e seis anos
Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços.
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços
A Deus e aos sonhos que gelaram.
in Obra Poética - Ruy Cinatti
Postado por Fernando Martins às 00:36 0 comentários
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domingo, maio 29, 2022
O eclipse que comprovou a Teoria da Relatividade foi há 103 anos
Postado por Fernando Martins às 01:03 0 comentários
Marcadores: Albert Einstein, Arthur Eddington, eclipse, ilha de Príncipe, São Tomé e Príncipe, Teoria da Relatividade



