O avião 9M-MRO, envolvido no incidente, descolando no Aeroporto Roissy-Charles de Gaulle
Malaysia Airlines MH370 foi a identificação da rota aérea de passageiros regular e internacional entre
Kuala Lumpur, na
Malásia, e
Pequim, na
China. A rota é operada pela companhia aérea
Malaysia Airlines que, a partir de 14 de março de 2014, substituiu sua identificação para Malaysia Airlines MH318.
Na madrugada de 8 de março de 2014, no horário local (tarde de 7 de março, horário
UTC),
a aeronave que realizava esta rota levando 227 passageiros e 12
tripulantes, desapareceu dos radares após aproximadamente uma hora de
voo enquanto sobrevoava o
Golfo da Tailândia, no
Mar da China.
Até o instante do desaparecimento dos monitores de radar, a tripulação não havia relatado nenhuma anomalia com o voo.
O sistema
ACARS do avião também não enviou mensagens por satélite, o que deveria ocorrer automaticamente no caso de alguma falha.
Em 24 de março de 2014, o governo malaio comunicou oficialmente que o voo caiu no mar no
Oceano Índico sem deixar sobreviventes.
Segundo registos feitos por satélites, o avião voou por várias horas
após desaparecer dos radares, até esgotar o combustível, com todos os
seus sistemas de comunicação desativados. Mesmo após três anos de
extensas buscas, comandadas pelos governos da
Austrália, da
Malásia e da
China no período de
2014 a
2017,
os destroços da aeronave nunca foram localizados, tornando o caso um dos maiores mistérios da aviação civil contemporânea.
(...)
No final de julho de 2015, foi encontrada uma parte da asa da aeronave no litoral da
ilha de Reunião, próximo de
Madagáscar.
A peça, encontrada por moradores durante uma limpeza da praia, foi
submetida a uma perícia por especialistas e identificada como sendo do
MH370. Além desta peça, foram encontradas almofadas de poltronas e
janelas de avião, que as autoridades acreditam ser também da mesma
aeronave.
Dois destroços, encontrados a 27 de dezembro de 2015 e a 27 de fevereiro
de 2016 em dois locais separados por 220 quilómetros, na costa de
Moçambique, pertencem "quase com toda a certeza" ao voo MH370. As duas
peças faziam parte da fuselagem do Boeing 777.