quarta-feira, março 11, 2026
Faz hoje 138 anos que começou um nevão gigantesco nos Estados Unidos
Postado por Fernando Martins às 01:38 0 comentários
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domingo, março 08, 2026
Hoje é dia de recordar um poeta que era geólogo...

(imagem daqui)
Oração Final
As coisas de meu Pai que são as pobres criaturas
Caminhando a par de mim pelas ruas da amargura
Disfarçando mais do que eu a certeza que as leis tuas
Nada têm que ver com a minha piedade de evitarem
Cada maior dor seguindo à menos dura.
Deus Pai pudesse eu como Vosso Filho
Como irmão de Cristo, imolar-se só sem perder alguém
— Sem ter que fechar ouvidos ao Espírito Vosso
Cada instante inundando-me de luz! —
Sem vós tudo é impossível.
Sem mim tudo seria igual,
Mas fazei que meus iguais
Não sejam como eu tão miseráveis:
Crendo em Vós, sabendo-vos as provas,
mostro-me pior que os que vos esquecem!
A vossa Lei, a vossa marca não se
apagou de cada poro da minha pele
Dai-me a força de ajudar a todos com
um sopro do teu Ser que bastará
Pra todos e pra mim.
Fico na angústia da vossa perdida Graça.
Perdoai-me! Perdoai como eu devo perdoar!!
Fazei que eu perdoe!
Fazei-nos os Santos que Vos devemos!
José Blanc de Portugal
Postado por Pedro Luna às 11:20 0 comentários
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José Blanc de Portugal, o geólogo que era poeta, meteorologista e crítico musical, nasceu há 112 anos
Ode a Lisboa
Ó tudo que entediava
Meus dias perdidos no teu ventre
Ó tristeza, ó mesquinhez cativa
Ó perdidos passos meus cansados
Ó noites sem noite nem dia
Ó dias iguais às noites
Sem esperança de outros melhor haver
Ou, pior, esperando alguém que não havia
Ó cidade, ó meus amigos idos
(tive-os eu ao menos como tal um dia dia?)
Ó cansaço de tudo igual a chuva e o céu azul imenso
Igual em toda a volta, meses de calor,
Ou água suspensa, nuvens indistintas
Ou cordas de chuva a não poupar-me!
Igual, igual, igual por toda a banda
Ó miséria de sempre!
Tua miséria, ó cidade
Minha miséria igual em tudo
Igual às tuas ruas cheias
Igual às tuas ruas desertas
Igual às tuas ruas de dia
Igual às tuas ruas de noite
Igual à dos teus grandes
E das tuas prostitutas
Igual às dos teus homens corrompidos
E,
piormente igual à dos teus sábios!
Ó cidade igual inigualada
Por que te chamo perdidamente igual?
Tua miséria não é miséria,
Tua tristeza não é tristeza
Tudo que me perdeste para ti não é perdido:
Meus passos firmaram-te as pedras;
Tuas noites foram o meu sol;
Teus dias me foram descanso...
Iguais, dias, noites, minha desesperança
Era o próprio esperar doutras certezas:
A certeza de só poder tornar-se
O alguém que é forçoso haver!
Os meus amigos idos
Por tal seriam por certo perdidos
Sei — como não? que existiram:
Lá estão.
Ó cidade! o cansaço seguiu-me
— não era teu.
Igual o tempo está comigo
— não era teu...
Igual, igual, igual por toda a banda. . .
A miséria, o desalento aqui os tenho
— Também não eram teus.
Mas a gente era tua e eu também.
Lá ficou; e eu,
Ó cidade, ó miséria,
Ó tudo que me entediava,
Meus dias perdidos no teu ventre!...
Sei que nada me pertence
É tudo teu!
E eu me glorifico por eu e os meus
Sermos só de ti que és de Deus!
José Blanc de Portugal
Postado por Fernando Martins às 01:12 0 comentários
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sexta-feira, janeiro 23, 2026
Hoje é dia de recordar o descobridor da descontinuidade Moho
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Earth's crust and mantle, Moho discontinuity between bottom of crust and solid uppermost mantle
The Mohorovičić discontinuity, usually called the Moho discontinuity, Moho boundary, or just Moho – is the boundary between the crust and the mantle of Earth. It is defined by the distinct change in velocity of seismic waves as they pass through changing densities of rock.
The Moho lies almost entirely within the lithosphere (the hard outer layer of the Earth, including the crust). Only beneath mid-ocean ridges does it define the lithosphere–asthenosphere boundary (the depth at which the mantle becomes significantly ductile). The Mohorovičić discontinuity is 5 to 10 kilometres below the ocean floor, and 20 to 90 kilometres beneath typical continental crusts, with an average of 35 kilometres.
Named after the pioneering Croatian seismologist Andrija Mohorovičić, the Moho separates both the oceanic crust and continental crust from the underlying mantle. The Mohorovičić discontinuity was first identified in 1909 by Mohorovičić, when he observed that seismograms from shallow-focus earthquakes had two sets of P-waves and S-waves, one set that followed a direct path near the Earth's surface and the other refracted by a high-velocity medium.
Nature and seismology
The Moho marks the transition in composition between the Earth's crust and the lithospheric mantle. Immediately above the Moho, the velocities of primary seismic waves (P-waves) are consistent with those through basalt (6.7–7.2 km/s), and below they are similar to those through peridotite or dunite (7.6–8.6 km/s). This increase of approximately 1 km/s corresponds to a distinct change in material as the waves pass through the Earth, and is commonly accepted as the lower limit of the Earth's crust. The Moho is characterized by a transition zone of up to 500 meters. Ancient Moho zones are exposed above-ground in numerous ophiolites around the world.
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As shown in the figure, the Moho maintains a relatively stable average depth of 10 km under the ocean sea floor, but can vary by more than 70 km below continental land masses
Beginning in the 1980s, geologists became aware that the Moho does not always coincide with the crust-mantle boundary defined by composition. Xenoliths (lower crust and upper mantle rock brought to the surface by volcanic eruptions) and seismic-reflection data showed that, away from continental cratons, the transition between crust and mantle is marked by basaltic intrusions and may be up to 20 km thick. The Moho may lie well below the crust-mantle boundary and care must be used in interpreting the structure of the crust from seismic data alone.
Serpentinization of mantle rock below slowly spreading mid-ocean ridges can also increase the depth to the Moho, since serpentinization lowers seismic wave velocities.
History
Croatian seismologist Andrija Mohorovičić is credited with discovering and defining the Moho. In 1909, he was examining data from a local earthquake in Zagreb when he observed two distinct sets of P-waves and S-waves propagating out from the focus of the earthquake. Mohorovičić knew that waves caused by earthquakes travel at velocities proportional to the density of the material carrying them. As a result of this information, he theorized that the second set of waves could only be caused by a sharp transition in density in the Earth's crust, which could account for such a dramatic change in wave velocity. Using velocity data from the earthquake, he was able to calculate the depth of the Moho to be approximately 54 km, which was supported by subsequent seismological studies.
The Moho has played a large role in the fields of geology and earth science for well over a century. By observing the Moho's refractive nature and how it affects the speed of P-waves, scientists were able to theorize about the earth's composition. These early studies gave rise to modern seismology.
In the early 1960s, Project Mohole was an attempt to drill to the Moho from deep-ocean regions. After initial success in establishing deep-ocean drilling, the project suffered from political and scientific opposition, mismanagement, and cost overruns, and it was cancelled in 1966.
Exploration
Reaching the discontinuity by drilling remains an important scientific objective. Soviet scientists at the Kola Superdeep Borehole pursued the goal from 1970 until 1992. They reached a depth of 12,260 metres (40,220 ft), the world's deepest hole, before abandoning the project. One proposal considers a rock-melting radionuclide-powered capsule with a heavy tungsten needle that can propel itself down to the Moho discontinuity and explore Earth's interior near it and in the upper mantle. The Japanese project Chikyu Hakken ("Earth Discovery") also aims to explore in this general area with the drilling ship, Chikyū, built for the Integrated Ocean Drilling Program (IODP).
Plans called for the drill-ship JOIDES Resolution to sail from Colombo in Sri Lanka in late 2015 and to head for the Atlantis Bank, a promising location in the southwestern Indian Ocean on the Southwest Indian Ridge, to attempt to drill an initial bore hole to a depth of approximately 1.5 kilometres. The attempt did not even reach 1.3 km, but researchers hope to further their investigations at a later date.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 19:06 0 comentários
Marcadores: Croácia, Crusta, descontinuidade de Mohorovicic, geofísica, Manto, Meteorologia, Moho, Mohorovicic, sismologia
Mohorovicic, famoso meteorologista, sismólogo e geofísico croata, nasceu há 169 anos
Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
Postado por Fernando Martins às 16:09 0 comentários
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terça-feira, março 11, 2025
Há 137 anos começou um nevão gigantesco nos Estados Unidos
Postado por Fernando Martins às 01:37 0 comentários
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sábado, março 08, 2025
José Blanc de Portugal, um poeta, geólogo, meteorologista e crítico musical, nasceu há 111 anos
Ode a Lisboa
Ó tudo que entediava
Meus dias perdidos no teu ventre
Ó tristeza, ó mesquinhez cativa
Ó perdidos passos meus cansados
Ó noites sem noite nem dia
Ó dias iguais às noites
Sem esperança de outros melhor haver
Ou, pior, esperando alguém que não havia
Ó cidade, ó meus amigos idos
(tive-os eu ao menos como tal um dia dia?)
Ó cansaço de tudo igual a chuva e o céu azul imenso
Igual em toda a volta, meses de calor,
Ou água suspensa, nuvens indistintas
Ou cordas de chuva a não poupar-me!
Igual, igual, igual por toda a banda
Ó miséria de sempre!
Tua miséria, ó cidade
Minha miséria igual em tudo
Igual às tuas ruas cheias
Igual às tuas ruas desertas
Igual às tuas ruas de dia
Igual às tuas ruas de noite
Igual à dos teus grandes
E das tuas prostitutas
Igual às dos teus homens corrompidos
E,
piormente igual à dos teus sábios!
Ó cidade igual inigualada
Por que te chamo perdidamente igual?
Tua miséria não é miséria,
Tua tristeza não é tristeza
Tudo que me perdeste para ti não é perdido:
Meus passos firmaram-te as pedras;
Tuas noites foram o meu sol;
Teus dias me foram descanso...
Iguais, dias, noites, minha desesperança
Era o próprio esperar doutras certezas:
A certeza de só poder tornar-se
O alguém que é forçoso haver!
Os meus amigos idos
Por tal seriam por certo perdidos
Sei — como não? que existiram:
Lá estão.
Ó cidade! o cansaço seguiu-me
— não era teu.
Igual o tempo está comigo
— não era teu...
Igual, igual, igual por toda a banda. . .
A miséria, o desalento aqui os tenho
— Também não eram teus.
Mas a gente era tua e eu também.
Lá ficou; e eu,
Ó cidade, ó miséria,
Ó tudo que me entediava,
Meus dias perdidos no teu ventre!...
Sei que nada me pertence
É tudo teu!
E eu me glorifico por eu e os meus
Sermos só de ti que és de Deus!
José Blanc de Portugal
Postado por Fernando Martins às 01:11 0 comentários
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quinta-feira, janeiro 23, 2025
Mohorovicic, o famoso meteorologista, sismólogo e geofísico croata, nasceu há 168 anos
Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
Postado por Fernando Martins às 16:08 0 comentários
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sábado, março 30, 2024
Notícia para entenderem os nomes das tempestades que nos fustigam...
Ana, Aline e agora Nelson: de onde vêm os nomes das tempestades?

Inundações na baixa de Faro
Nomes ficam-lhe na cabeça? Ainda bem, faz tudo parte do truque do IPMA, que batiza as tempestades desde a perigosa Ana, em 2017. Agora anda por cá a Nelson; de seguida, vem a Olivia.
São tempestades a torto e a direito. . Depois da “bomba meteorológica” trazida pela tempestade Babet, em outubro do ano passado, a Depressão Aline trouxe muita chuva e ventos fortes. Agora, chegou a tempestade Nelson, mesmo a tempo do Domingo de Páscoa, para estragar os planos dos portugueses.
E não, o nome da nova “rufia”, que tem afetado nomeadamente a região de Lisboa, não é uma homenagem à mítica personagem de Os Simpsons, Nelson Muntz. Esta é islandesa e estende-se até à Madeira.
Mas, afinal, de onde vêm os nomes que damos às tempestades?
Tudo começou em 2017, quando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera – IPMA, a Agência Meteorológica Estatal de Espanha – AEMET e a Méteo-France acordaram entre si que algumas das tempestades e depressões passariam a ter nome, aquando da sua passagem pelo Oceano Atlântico e eventualmente pela região mais ocidental do Mar Mediterrâneo”, diz o IPMA em comunicado.
Mas nem todas as tempestades são especiais o suficiente para serem batizadas. Apenas as depressões/tempestades extratropicais que dão origem a um aviso de vento de nível laranja ou vermelho — ou que mereçam especial atenção — é que têm o privilégio de receber um nome.
E quem é que escolhe o nome? Também há regras para isso.
O primeiro país a ser afetado pela tempestade, isto é, o primeiro a emitir o alerta, pode escolher o nome da tempestade, e os restantes países pelos quais esta passar devem adotar o nome selecionado. Mas não se pode escolher qualquer um (sim, também há regras).
Há uma lista com todos os nomes que podem batizar as tempestades… e já estão definidos os nomes das próximas tempestades. Por isso, pode começar a dizer adeus à Nelson e preparar-se para receber as ainda inexistentes Olivia, Pierrick e Renata.
“A nomeação de tempestades tem como objetivo chamar a atenção da população e dos meios de comunicação para a prevenção e a salvaguarda de vidas e bens em situação de risco; assim como melhorar a comunicação entre os serviços de meteorologia e com a estrutura de proteção civil, facilitando a monitorização e estudo de depressões ao longo do seu percurso sobre a Europa”, lê-se em comunicado do IPMA.
Postado por Fernando Martins às 15:51 0 comentários
Marcadores: IPMA, Meteorologia, tempestades
segunda-feira, março 11, 2024
Há 136 anos começou um incrivel nevão nos Estados Unidos
Postado por Fernando Martins às 01:36 0 comentários
Marcadores: Grande Nevão de 1888, Meteorologia, neve, USA
sexta-feira, março 08, 2024
José Blanc de Portugal, poeta, geólogo, meteorologista e crítico musical, nasceu há cento e dez anos
Ode a Lisboa
Ó tudo que entediava
Meus dias perdidos no teu ventre
Ó tristeza, ó mesquinhez cativa
Ó perdidos passos meus cansados
Ó noites sem noite nem dia
Ó dias iguais às noites
Sem esperança de outros melhor haver
Ou, pior, esperando alguém que não havia
Ó cidade, ó meus amigos idos
(tive-os eu ao menos como tal um dia dia?)
Ó cansaço de tudo igual a chuva e o céu azul imenso
Igual em toda a volta, meses de calor,
Ou água suspensa, nuvens indistintas
Ou cordas de chuva a não poupar-me!
Igual, igual, igual por toda a banda
Ó miséria de sempre!
Tua miséria, ó cidade
Minha miséria igual em tudo
Igual às tuas ruas cheias
Igual às tuas ruas desertas
Igual às tuas ruas de dia
Igual às tuas ruas de noite
Igual à dos teus grandes
E das tuas prostitutas
Igual às dos teus homens corrompidos
E,
piormente igual à dos teus sábios!
Ó cidade igual inigualada
Por que te chamo perdidamente igual?
Tua miséria não é miséria,
Tua tristeza não é tristeza
Tudo que me perdeste para ti não é perdido:
Meus passos firmaram-te as pedras;
Tuas noites foram o meu sol;
Teus dias me foram descanso...
Iguais, dias, noites, minha desesperança
Era o próprio esperar doutras certezas:
A certeza de só poder tornar-se
O alguém que é forçoso haver!
Os meus amigos idos
Por tal seriam por certo perdidos
Sei — como não? que existiram:
Lá estão.
Ó cidade! o cansaço seguiu-me
— não era teu.
Igual o tempo está comigo
— não era teu...
Igual, igual, igual por toda a banda. . .
A miséria, o desalento aqui os tenho
— Também não eram teus.
Mas a gente era tua e eu também.
Lá ficou; e eu,
Ó cidade, ó miséria,
Ó tudo que me entediava,
Meus dias perdidos no teu ventre!...
Sei que nada me pertence
É tudo teu!
E eu me glorifico por eu e os meus
Sermos só de ti que és de Deus!
José Blanc de Portugal
Postado por Fernando Martins às 00:11 0 comentários
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terça-feira, janeiro 23, 2024
Mohorovicic, o famoso meteorologista, sismólogo e geofísico croata, nasceu há 167 anos
Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
Postado por Fernando Martins às 16:07 0 comentários
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quinta-feira, novembro 09, 2023
José Pinto Peixoto, geofísico e meteorologista, nasceu há cento e um anos...
Postado por Fernando Martins às 01:01 0 comentários
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sábado, março 11, 2023
Há 135 anos começou um incrivel nevão nos Estados Unidos
Postado por Fernando Martins às 01:35 0 comentários
Marcadores: Grande Nevão de 1888, Meteorologia, neve, USA
quarta-feira, março 08, 2023
O poeta, geólogo, meteorologista e crítico musical José Blanc de Portugal nasceu há 109 anos
Ode a Lisboa
Ó tudo que entediava
Meus dias perdidos no teu ventre
Ó tristeza, ó mesquinhez cativa
Ó perdidos passos meus cansados
Ó noites sem noite nem dia
Ó dias iguais às noites
Sem esperança de outros melhor haver
Ou, pior, esperando alguém que não havia
Ó cidade, ó meus amigos idos
(tive-os eu ao menos como tal um dia dia?)
Ó cansaço de tudo igual a chuva e o céu azul imenso
Igual em toda a volta, meses de calor,
Ou água suspensa, nuvens indistintas
Ou cordas de chuva a não poupar-me!
Igual, igual, igual por toda a banda
Ó miséria de sempre!
Tua miséria, ó cidade
Minha miséria igual em tudo
Igual às tuas ruas cheias
Igual às tuas ruas desertas
Igual às tuas ruas de dia
Igual às tuas ruas de noite
Igual à dos teus grandes
E das tuas prostitutas
Igual às dos teus homens corrompidos
E,
piormente igual à dos teus sábios!
Ó cidade igual inigualada
Por que te chamo perdidamente igual?
Tua miséria não é miséria,
Tua tristeza não é tristeza
Tudo que me perdeste para ti não é perdido:
Meus passos firmaram-te as pedras;
Tuas noites foram o meu sol;
Teus dias me foram descanso...
Iguais, dias, noites, minha desesperança
Era o próprio esperar doutras certezas:
A certeza de só poder tornar-se
O alguém que é forçoso haver!
Os meus amigos idos
Por tal seriam por certo perdidos
Sei — como não? que existiram:
Lá estão.
Ó cidade! o cansaço seguiu-me
— não era teu.
Igual o tempo está comigo
— não era teu...
Igual, igual, igual por toda a banda. . .
A miséria, o desalento aqui os tenho
— Também não eram teus.
Mas a gente era tua e eu também.
Lá ficou; e eu,
Ó cidade, ó miséria,
Ó tudo que me entediava,
Meus dias perdidos no teu ventre!...
Sei que nada me pertence
É tudo teu!
E eu me glorifico por eu e os meus
Sermos só de ti que és de Deus!
José Blanc de Portugal
Postado por Fernando Martins às 01:09 0 comentários
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segunda-feira, janeiro 23, 2023
Mohorovicic, o famoso meteorologista, sismólogo e geofísico croata, nasceu há 166 anos
Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
Postado por Fernando Martins às 00:16 0 comentários
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sábado, janeiro 14, 2023
Halley morreu há 281 anos
Também desenvolveu notáveis observações sobre o magnetismo terrestre, demonstrou que as chamadas estrelas fixas têm movimento próprio, embora muito lento, publicou diversos trabalhos matemáticos, colaborou no projeto da construção do Observatório de Greenwich.
Na atuária e demografia, contribuiu com estudos sobre mortalidade e com a obra An Estimate of the Degrees of the Mortality of Mankind, de 1693, no qual apresenta a Breslau Table, a primeira tábua de mortalidade construída sob preceitos científicos, com dados de nascimento e mortalidade obtidos na cidade silesiana de Breslau pelo professor alemão Caspar Neumann.
Postado por Fernando Martins às 00:28 0 comentários
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