domingo, março 29, 2026

O asteroide Vesta foi descoberto há 219 anos

Vesta fotografado pela sonda Dawn, a 24 de julho de 2011, a uma distância de 5.200 km
    
Vesta (formalmente 4 Vesta) é o terceiro maior asteroide do Sistema Solar, com um diâmetro médio de 530 km. Foi descoberto por Heinrich Wilhelm Olbers a 29 de março de 1807. O nome provém da deusa romana Vesta, a deusa virgem da casa, correspondente à deusa da mitologia grega Héstia. Está localizado na cintura de asteroides, região entre as órbitas de Marte e Júpiter, a 2,36 UA do Sol. Vesta é um asteroide tipo V. O seu tamanho e o brilho pouco comum da superfície fazem de Vesta o mais brilhante asteroide (é o único asteroide que é, ocasionalmente, visível a olho nu).
Teoriza-se que nos primeiros tempos do sistema solar, Vesta era tão quente que o seu interior derreteu. Isto resultou numa diferenciação planetária do asteroide. Provavelmente tem uma estrutura em camadas: um núcleo metálico de níquel-ferro coberto por uma camada (manto) de olivina. A superfície é de rocha basáltica, originária a partir de antigas erupções vulcânicas. A atividade vulcânica não existe hoje.
Em 16 de julho de 2011 a sonda da NASA Dawn entrou em órbita de Vesta para uma exploração de um ano.
      
Comparação de tamanho entre os dez primeiros asteroides descobertos e a Lua
 

O Desastre da Ponte das Barcas foi há 217 anos...

As "Alminhas da Ponte" lembram a tragédia de 29 de março de 1809, no Rio Douro

 

A chamada Ponte das Barcas foi uma ponte sobre o Rio Douro que existiu na cidade do Porto no início do século XIX, construída sobre barcaças.

A necessidade de haver uma travessia para a margem Sul do Douro para circulação de pessoas e mercadorias do Porto, constituiu uma preocupação permanente ao longo dos séculos. Ao longo dos tempos houve várias "pontes das barcas" construídas para determinados propósitos, como a rápida deslocação de contingentes militares. No entanto, por regra a travessia do Douro fazia-se com recursos a barcos, jangadas, barcaças ou batelões.

A Ponte das Barcas, construída com objetivos mais duradouros, foi projetada por Carlos Amarante e inaugurada a 15 de agosto de 1806. Era constituída por vinte barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial.

Foi nessa ponte que se deu o famoso desastre da Ponte das Barcas, em que milhares de legionários franceses pereceram, perseguindo portugueses civis e militares através da ponte e à carga de baionetas das tropas da segunda invasão francesa, comandada pelo marechal Soult, em 29 de março de 1809. Mais de quatro mil pessoas morreram. Mas os Portugueses conseguiram alcançar o posto militar da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, contribuindo para o fracasso da 2ª invasão Francesa.

Anos mais tarde, a cidade do Porto recebeu o famoso título de "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto".

Reconstruida depois do desastre, a Ponte das Barcas acabaria por ser substituída definitivamente pela Ponte D.ª Maria II, em 1843

  

Desenho do Barão de Forrester

 

A Batalha de Towton foi há 565 anos...


A batalha de Towton teve lugar durante a guerra das Rosas, a 29 de março de 1461, a sudoeste de Iorque, entre as aldeias de Towton e Saxton. É a maior e mais sangrenta batalha a ter tido lugar em solo inglês e o dia mais sangrento de toda a história da Inglaterra. Segundo as crónicas medievais, mais de 50.000 soldados das casa de Iorque e de Lencastre combateram nesse Domingo de Ramos, durante várias horas e em condições meteorológicas deploráveis. Uma proclamação, difundida uma semana depois da batalha, relata que 28.000 homens perderam a vida no campo de batalha. Esse encontro provocou uma mudança dinástica em Inglaterra: Eduardo IV substituiu Henrique VI no trono e obrigou os principais apoiantes dos Lencastre a exilarem-se. 

 

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Um espetáculo, no Coliseu dos Recreios, há 51 anos, mostrou que o estava para vir...


'Grândola Vila Morena', cantada em pé por artistas e público do Coliseu, em 28 de março de 2014
 Fotografia © João Girão/Global Imagens (Diário de Notícias, 29/3/2014)

Ontem, um concerto no Coliseu dos Recreios, evocou, num espetáculo organizado pela Associação José Afonso, um concerto realizado em 29 de Março de 1974. Estive lá. Hoje publico um excerto do meu livro História da Oposição à Ditadura 1926-1974 (Ed. Figueirinhas, 2014), pp. 595-596

«Em Portugal, já se estava então a viver, embora não fosse evidente à época, uma situação reveladora de que o regime tinha perdido a batalha pela hegemonia ideológica, iniciada nos anos trinta e prosseguida no pós-II Guerra Mundial, a favor das várias oposições ao regime, todas elas unidas contra a ditadura e uma guerra colonial interminável. Como se viu, o fim da guerra também era desejado pelos próprios quadros intermédios das Forças Armadas, crescentemente convencidos de que ela só terminaria através de uma solução política.
O ambiente político adverso ao regime fez-se sentir, por exemplo, num ciclo de cinema de Roberto Rossellini, na Fundação Gulbenkian, onde foi exibido pela primeira vez o filme anti-fascista «Roma, città aperta» (1945), até então proibido de ser apresentado pela censura. Numa sala cheia de jovens, as palmas e a entusiástica receção ao filme levaram o diretor da Cinemateca Francesa, Henri Langlois, que se encontrava presente, a profetizar ao organizador do ciclo de filmes, João Bémard da Costa, que uma mudança política iria ocorrer em Portugal.
Na noite de 29 de Março de 1974, a Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa foi palco de um outro acontecimento paradigmático e revelador desse ambiente político. Realizou-se nessa data, no Coliseu dos Recreios, o I Encontro da Canção Portuguesa, organizado pela Casa da Imprensa, no qual José Afonso deveria receber o prémio da melhor interpretação musical do ano anterior. A sessão acabou por ser recheada de símbolos e transformou-se num espaço de liberdade, no qual o público não cessou de se manifestar, a pretexto das canções, contra um regime ditatorial, que, embora não se soubesse, tinha menos de um mês de vida. O espetáculo, que teve de ser preparado com muita antecedência, para que todas as canções fossem apresentadas previamente à Censura, foi mais um sintoma, embora não completamente detetado então pelos presentes, de que o regime estava a viver o seu estertor.
Como a Direção-Geral dos Espetáculos só entregara a lista das canções que podiam ser cantadas uma hora antes do início do espectáculo, e alguns cantores apenas foram autorizados a cantar metade das estrofes, o público trauteou as melodias de forma cúmplice, em coro. Quando Manuel Freire afirmou que se tinha esquecido das letras das canções no comboio, os cerca de cinco mil espectadores compreenderam onde ele queria chegar, aplaudiram de pé e cantaram em coro o que ele não fora autorizado a interpretar. Por seu lado, José Afonso foi proibido de cantar «A morte saiu à rua», «Venham mais cinco», «Menina dos olhos tristes» e «Gastão era perfeito», apenas sendo autorizado a apresentar «Milho Verde» e «Grândola».
O quarteto de Marcos Resende abrira o programa, mas não foi ouvido, devido aos assobios que irromperam pela sala, sucedendo-lhe o duo Carlos Alberto Moniz-Maria do Amparo e um desconhecido que deu como nome Manuel José Soares. A sala continuava morna, quando irrompeu a primeira grande ovação da noite, a premiar a atuação de Carlos Paredes, acompanhado por Fernando Alvim. De seguida, o jornalista Joaquim Furtado leu em voz alta os nomes dos premiados pela associação mutualista dos jornalistas, escolhidos por um júri que integrava José Duarte, Tito Lívio, João Paulo Guerra e José Manuel Nunes. A maioria dos prémios atribuídos não provocou grande entusiasmo, mas o mesmo não aconteceu com o galardão que premiou o programa radiofónico Página Um, da Rádio Renascença, recebido, entre outros, por Adelino Gomes, que havia sido afastado da rádio por razões políticas. Outros nomes aplaudidíssimos foram os de Sérgio Godinho e José Mário Branco, cantores premiados pelos seus álbuns de estreia — Os Sobreviventes e Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades, respetivamente —, que «não puderam comparecer», como dizia um artigo de O Século, embora não explicando que isso se devia ao facto de estarem exilados.
Após o intervalo, atuaram os espanhóis Viño Tinto e o poeta José Carlos Ary dos Santos, que começou por ser assobiado pelos que não aprovavam a sua participação nos Festivais RTP da Canção. O poeta retorquiu: «Eu venho para dizer poesia. Se não gostam, manifestem-se no fim». Depois de ter declamado «SARL», abandonou o palco sob fortes aplausos. Sucederam-se José Barata Moura, o grupo Intróito, Manuel Freire, Fernando Tordo, Fausto, Vitorino, José Jorge Letria, Adriano Correia de Oliveira e, finalmente, José Afonso.
Depois de cantar «Milho Verde», a outra canção autorizada pela Censura, chamou ao palco todos os cantores que deram os braços e começaram a bater, ritmadamente, com os pés no chão, enquanto as luzes se apagavam na sala. «Grândola, vila morena…», ouviu-se novamente, desta vez em coro. Cinco mil pessoas levantaram-se, deram igualmente os braços e entoaram: «… terra da fraternidade…». Outra testemunha desse espetáculo escreveria que quando «começaram a entoar a mítica canção de José Afonso, o soalho de madeira do velho Coliseu dos Recreios transmitiu a sensação de poder ruir em qualquer altura». Cantada em coro, à maneira de um grupo alentejano, aquela canção viria a servir de senha para a eclosão do golpe militar que derrubaria o regime menos de um mês depois».
  
in Jugular - post de Irene Pimentel, 29.03.14 
 

A Mariner 10 chegou a Mercúrio há 52 anos

      
A Mariner 10 foi uma sonda planetária integrada no Programa Mariner desenvolvido pelos Estados Unidos durante as décadas de 60 e 70. Foi a primeira sonda a utilizar a técnica de aceleração gravítica de um corpo celeste para auxílio à navegação (neste caso, utilizou a massa de Vénus para conseguir atingir Mercúrio). Foi também a primeira sonda a visitar dois planetas distintos (Vénus e Mercúrio).
Até à chegada da sonda MESSENGER a Mercúrio, a 18 de março de 2011, a Mariner 10 era a única sonda a ter visitado o planeta Mercúrio.
Foi a última missão do Programa Mariner sendo que as duas missões seguintes tiveram a sua designação alterada para Voyager.
     
A Missão
A Mariner 10 tinha como missão primária o estudo dos planetas Mercúrio e Vénus, em relação às suas características físicas, atmosféricas e ambientais. Estava também previsto o estudo do meio interplanetário e a avaliação de técnicas para o deslocamento nesse meio. Esta sonda foi lançada na sua missão através de um foguete Atlas-Centauro, a 3 de novembro de 1973.
Após o lançamento, a sonda foi colocada numa órbita em torno do Sol e numa trajetória em direção a Vénus. Foram, entretanto, detetadas algumas falhas em sistemas a bordo da sonda, nomeadamente com os sistemas de análise de electrostática e com o sistema de aquecimento das câmaras de observação. Durante a trajetória, um conjunto de outros problemas apresentaram-se aos controladores da missão, com especial relevância para o funcionamento irregular da antena de alto ganho, a câmara de navegação e o computador de comando da sonda.
A 5 de fevereiro de 1974, a Mariner 10 cruza a órbita do planeta Vénus, a uma altitude de 5.768 km, transmitindo para a Terra as primeiras imagens detalhadas da espessa atmosfera venusiana. A alteração da trajetória provocada por Vénus (provocada pela redução da velocidade da sonda) coloca a Mariner 10 na direção de Mercúrio.
A sonda cruza a órbita de Mercúrio a 29 de março de 1974, a uma altitude de 704 km. Nesta primeira passagem, obtiveram-se as primeiras (poucas) imagens de Mercúrio e alterou-se a trajetória por forma a permitir mais 2 passagens adicionais - a 21 de setembro do mesmo ano, a uma altitude de 48.000 km, e a 16 de março de 1975, a uma altitude de 327 km. Na segunda e terceira passagens, obtiveram-se um conjunto de imagens detalhadas da superfície mas que, devido à forma da órbita, apenas permitiram a observação de pouco menos de metade da superfície total.
A missão manteve-se operacional até 24 de março de 1975, quando o controlo sobre os sistemas foi perdido. Hoje, a Mariner 10 permanece inativa numa órbita em torno do Sol.
    
Painel de fotografias de Mercúrio, 6 horas antes da primeira passagem junto ao planeta
      
A Sonda
A sonda Mariner 10, era constituída por um chassis octogonal com uma diagonal de 1,39 m. Ligados à estrutura, dois painéis solares com uma área de 2,5 m² forneciam toda a energia necessária à manutenção dos sistemas e dos instrumentos. Também conectado à estrutura octogonal, um braço de 5,8 m que suportava um magnetómetro. No topo da estrutura estava situada a antena, com 1,53 m de diâmetro e com um motor de direcionamento. A transmissão era realizada através das bandas S e X com um débito máximo de 117,6 kilobits por segundo. A propulsão era realizada através de um propulsor com 222 N de potência acoplado a um tanque esférico do combustível localizado no centro da estrutura. O peso total da sonda, no lançamento, era de 503 kg.
    

Carl Orff morreu há quarenta e quatro anos...

  
Carl Orff (Munique, 10 de julho de 1895 - Munique, 29 de março de 1982) foi um compositor alemão, um dos mais destacados do século XX, famoso sobretudo por sua cantata Carmina Burana.

Contudo, a sua maior contribuição se situa na área da pedagogia musical, com o Método Orff de ensino musical, baseado na percussão e no canto. Orff criou um centro de educação musical para crianças e leigos em 1925, no qual trabalhou até à morte.

   


   
 

Alain Oulman morreu há 36 anos...

(imagem daqui)

   
Alain Robert Oulman (Oeiras, Cruz Quebrada - Dafundo, 15 de junho de 1928 - Paris, 29 de março de 1990) foi o grande responsável por alguns dos maiores sucessos de Amália. Foi também o editor do livro "Le Portugal Baillonné - témoignage" ("Portugal Amordaçado") de Mário Soares.
   
Biografia
Alain Oulman nasceu a 15 de junho de 1928, na Cruz Quebrada, distrito de Lisboa, no seio de uma família judaica tradicional.
Era um apaixonado pelos livros, pela música e por Amália. Foi apresentado a Amália, em 1962, por Luís de Macedo, diplomata em Paris, durante umas férias na Praia do Lisandro, perto da Ericeira. Oulman mostrou a Amália uma música que tinha composto ao piano, sobre o poema Vagamundo de Luís de Macedo.
O álbum Busto, editado em 1962, marcou o início de colaboração de Alain Oulman com Amália. Foi ele quem levou os poetas portugueses, como Luís de Camões, David Mourão-Ferreira, Alexandre O'Neill ou Manuel Alegre, para dentro de casa de Amália. Alain Oulman é também considerado o principal responsável por uma profunda alteração na música que a acompanhava.
Foi também ele que compôs a música do conhecido fado A Minha terra é Viana do poeta Pedro Homem de Mello, do álbum Cantigas numa Língua Antiga.
Oulman, pessoa de esquerda, é perseguido e preso pela PIDE. Amália tudo fez para o apoiar aquando da sua prisão. É deportado para França. "A sua ativa solidariedade com a luta antifascista portuguesa levou-o a ser preso pela PIDE, sendo expulso de Portugal e fixando-se definitivamente em Paris", lê-se no 'site' oficial do Partido Comunista Português.
Oulman escreveu a música para Meu Amor é Marinheiro, com base em A Trova do Amor Lusíada, que Manuel Alegre escreveu quando esteve preso em Caxias.
No disco Com Que Voz, gravado em 1969 mas editado apenas no ano seguinte, Amália canta nomes como Cecília Meireles, Alexandre O'Neill, David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, Camões, Ary dos Santos e Pedro Homem de Mello. O disco receberá o IX Prémio da Crítica Discográfica Italiana (1971), o Grande Prémio da Cidade de Paris e o Grande Prémio do Disco de Paris (1975).
Após o 25 de abril de 1974, Alain Oulman fez parte da minoria que defendeu Amália, quando esta foi acusada de estar ligada ao anterior regime, escrevendo cartas para os jornais "República" e "O Século".
Alain Oulman morreu, na cidade de Paris, a 29 de março de 1990, quando contava 61 anos de idade. A 9 de junho de 1993 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique a título póstumo.
       
Comentários
"Cantei porque para mim era fado. A nobreza que está lá dentro é que conta. Se não tem fado para os outros, para mim tem"
  
"Alain Oulman, que em sucessivos discos publicados nos anos 50 e 60 soube transformar a fadista Amália Rodrigues - cuja popularidade era incontestada desde o final da Segunda Guerra - na «Amalia», sem acento, que se tornou diva internacional. Oulman divulgou a voz, mas soube renovar-lhe a cada passo os atributos com desafios ousados: primeiro, já não apenas a guitarra e a viola, mas também os acompanhamentos orquestrais, depois as variações sobre estes, conduzindo-a ao extremo de um «jazz combo»."
    
"Eu tenho uma proximidade muito maior com a Amália dos anos 60, do período do Oulman. Cabe tudo ali - e é isso que lhe dá dimensão. Nós não podemos reduzi-la - como ela nunca se quis reduzir - a um qualquer sub-género do seu reportório."
Rui Vieira Nery, DN, 2002
   

 

 

Amália Rodrigues - Gaivota
Poema: Alexandre O'Neill
Música: Alain Oulman

 

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração. 

A Ponte Vasco da Gama foi inaugurada há vinte e oito anos

     
A Ponte Vasco da Gama é uma ponte sobre o rio Tejo, na área da Grande Lisboa, ligando Montijo e Alcochete a Lisboa e Sacavém, muito próximo do Parque das Nações, onde se realizou a Expo 98. Inaugurada a 29 de março de 1998, a ponte é a mais longa da Europa e uma das mais extensas do mundo, com os seus 17,3 km de comprimento, dos quais 12 estão sobre as águas do estuário do Tejo. Na sua inauguração foi servida uma feijoada que teve direito a inscrição no Guinness World Records.
O vão (comprimento do tabuleiro) do viaduto central é de 420 metros. Foi construída a fim de constituir uma alternativa à ponte 25 de Abril para o trânsito que circula entre o norte e o sul do país na zona da capital portuguesa.
Aquando da sua construção foi necessário tomar especiais cuidados com o impacto ambiental, visto que atravessa o Parque Natural do Estuário do Tejo, uma importante área à escala europeia de alimentação e nidificação de aves aquáticas. Foi também necessário proceder-se ao realojamento de 300 famílias.
O nome da ponte comemora os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, em 1498.
É uma das mais altas construções de Portugal, com 155 metros de altura.
      

Maurice Jarre morreu há dezassete anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/1/1b/Maurice-Alexis_Jarre.jpg

 

Maurice-Alexis Jarre (Lyon, 13 de setembro de 1924 - Los Angeles, 29 de março de 2009) foi um compositor francês.

Famoso por compor a banda sonora de grandes sucessos de bilheteira, foi vencedor de três Óscares, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA e um GRAMMY. Possui uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood Boulevard. Além de suas composições para cinema e teatro, também compôs música para ballets, concertos, óperas e cantatas. Era o pai do famoso compositor de música eletrónica Jean Michel Jarre.

 

 Biografia

Maurice Jarre demonstrou seu interesse por música na sua adolescência, e contra a vontade de seu pai, matriculou-se no Conservatório de Paris, onde estudou percussão, composição musical e harmonia.

A sua carreira musical ganhou impulso quando, em 1961, o produtor Sam Spiegel o indicou para trabalhar com David Lean no seu filme Lawrence da Arabia. Inicialmente a música deste filme seria composta por três compositores, sendo que por vários motivos o trabalho ficou totalmente nas mãos de Jarre, o que lhe rendeu o Óscar de melhor banda sonora. Depois deste filme, veio a colaborar em mais três filmes de David Lean: Doutor Jivago, A filha de Ryan e Passagem para a Índia. Dois destes filmes também lhe renderam o Óscar e popularidade, tanto que já estava proposto para compor a banda sonora de outro filme do diretor, intitulado Nostromo, porém Lean morreu antes de chegar a produzi-lo.

Maurice Jarre costumava utilizar muita percussão nas suas bandas sonoras, chegando a incluir instrumentos étnicos como a cítara em Lawrence of Arabia, ou a fujara em A Tin Tambor. Nos anos 80 incluiu arranjos eletrónicos em sua música, e chegou compor uma banda sonora totalmente eletrónica, para o filme The Year of Living Dangerously (O ano em que vivemos em perigo).

 

Vida pessoal

Maurice Jarre foi casado quatro vezes e teve três filhos. Teve seu primeiro filho com Francette Pejot, o músico francês Jean Michel Jarre. Em 1965 casou-se com a atriz francesa Dany Saval e desta relação nasceu a sua primeira filha, Stéfanie Jarre. Depois de se mudar para os Estados Unidos, casou-se novamente com a atriz norte-americana Laura Devon e teve o seu segundo filho, o roteirista norte-americano Kevin Jarre. A sua última esposa foi Fong Khong, com quem esteve desde 1984.

 

in Wikipédia

 

Saudades de Astrud Gilberto...

Música de aniversariante de hoje...!

sábado, março 28, 2026

Notícia sobre origem e evolução das plantas terrestres..

Como é que as plantas vieram do mar para a terra e mudaram a nossa vida para sempre?

 

 

Uma geocientista explica como surgiram as primeiras plantas na Terra, muito antes dos dinossauros, e como o seu crescimento moldou a vida no planeta tal como a conhecemos. Afinal, qual foi a primeira planta do mundo?

Muito antes de os dinossauros, a Terra parecia muito diferente do planeta que conhecemos hoje. Há cerca de 500 milhões de anos, a maior parte da superfície da Terra era rocha nua e solo seco. Não havia árvores, nem relva, nem flores. A vida existia quase inteiramente nos oceanos.

Depois aconteceu algo extraordinário: as plantas começaram a crescer em terra.

 

Antepassados das plantas viviam na água

A história das plantas começa na água. Os primeiros organismos semelhantes a plantas eram formas de vida verdes simples e minúsculas, como as algas. Ainda hoje pode ver algas como algas marinhas ao longo das praias ou como lodo verde nas rochas em lagoas.

As algas vivem nos oceanos e lagos da Terra há mais de mil milhões de anos. Conseguem produzir o seu próprio alimento, utilizando luz solar, água e dióxido de carbono para criar açúcares. Este processo chama-se fotossíntese; liberta oxigénio – o gás de que precisamos para respirar – como subproduto.

No início, a atmosfera da Terra tinha muito pouco oxigénio. Ao longo de milhões de anos, organismos que realizam fotossíntese, como as algas e algumas bactérias, libertaram lentamente oxigénio para o ar.

Esta mudança, também chamada Grande Evento de Oxigenação, tornou possível que formas de vida maiores e mais complexas evoluíssem. Sem organismos produtores de oxigénio, os animais, incluindo os seres humanos, nunca poderiam ter existido.

Os cientistas acreditam que as primeiras plantas verdadeiras evoluíram a partir de algas verdes há cerca de 470 milhões de anos.

Estas plantas primitivas viviam em águas pouco profundas perto das linhas de costa, onde as condições mudavam frequentemente. Por vezes estavam submersas e, por vezes, expostas ao ar. Este habitat ajudou-as a adaptar-se lentamente à vida em terra.

 

Conseguir estabelecer-se em terra firme

Passar para a terra não foi fácil. As plantas aquáticas são sustentadas pela água e conseguem absorver nutrientes facilmente, mas as plantas terrestres enfrentaram novos desafios. Como evitariam secar? Como poderiam manter-se de pé sem flutuar? Como obteriam água e nutrientes do solo seco?

Para sobreviver, as primeiras plantas desenvolveram novas características importantes. Uma adaptação fundamental foi um revestimento ceroso, chamado cutícula, que ajudava a manter a água dentro da planta.

As plantas também desenvolveram paredes celulares mais fortes que lhes permitiam manter-se de pé contra a gravidade. Estruturas simples semelhantes a raízes, chamadas rizoides, ajudavam a fixar as plantas ao solo e a absorver água e minerais do solo.

As primeiras plantas terrestres eram muito pequenas e simples. Pareciam-se com musgos modernos, hepáticas e antóceros, que ainda hoje crescem em locais húmidos como o chão das florestas e as margens de cursos de água.

Estas plantas não tinham raízes ou caules verdadeiros e mantinham-se próximas do solo. Fósseis de plantas terrestres primitivas, como Cooksonia, datam de há cerca de 430 milhões de anos e mostram pequenos caules ramificados com apenas dois ou três centímetros de altura.

Mesmo sendo minúsculas, estas plantas tiveram um enorme impacto na Terra. À medida que as plantas se espalharam pela terra, as suas raízes ajudaram a decompor rochas em solo, um processo chamado meteorização.

Há cerca de 420 milhões de anos, as plantas desenvolveram tecido vascular: pequenos tubos que transportam água e nutrientes por toda a planta. 

Isto criou solos mais ricos que podiam sustentar mais vida.

 

Complexidade crescente ao longo de milhões de anos

Depois de as plantas se estabelecerem em terra, a evolução continuou.

Há cerca de 420 milhões de anos, as plantas desenvolveram tecido vascular: pequenos tubos que transportam água e nutrientes por toda a planta. 

Esta adaptação permitiu que as plantas crescessem mais altas e mais fortes, porque a água podia ser transportada para cima desde as raízes até às folhas. Estas plantas vasculares incluíam parentes primitivos dos fetos e dos licopódios.

Com o tecido vascular, a vida vegetal começou realmente a florescer.

Por volta de 360 milhões de anos atrás, vastas florestas cobriam grande parte da Terra. Fetos gigantes e plantas semelhantes a árvores, algumas com mais de 30 metros de altura, dominavam a paisagem.

Com o tempo, material vegetal morto dessas florestas foi enterrado e comprimido, formando eventualmente carvão, que as pessoas ainda utilizam hoje como fonte de energia.

Outro grande passo na evolução das plantas foi o desenvolvimento das sementes, há cerca de 380 milhões de anos, encontradas nos fetos com semente.

Outras plantas com sementes, como as primeiras coníferas – um grupo que inclui os pinheiros modernos – podiam reproduzir-se sem precisar de água para a fertilização. As sementes protegiam os embriões das plantas e permitiam que sobrevivessem a condições difíceis como seca ou frio.

A evolução vegetal mais recente ocorreu há cerca de 140 milhões de anos, quando surgiram as plantas com flor, aquilo a que os cientistas chamam angiospérmicas.

As flores ajudaram as plantas a atrair animais como insetos e aves, que espalham pólen e sementes. Os frutos desenvolveram-se para proteger as sementes e ajudá-las a dispersar-se. Hoje, as plantas com flor constituem a maioria das plantas que vemos, incluindo árvores, relvas, frutos e vegetais.

As primeiras plantas não se limitaram a sobreviver; transformaram a Terra. Mudaram a atmosfera, criaram solo e formaram ecossistemas que permitiram que os animais prosperassem em terra. Graças à evolução das plantas, a Terra tornou-se um planeta verde e vivo, cheio de vida diversa.

 

in ZAP 

Porque hoje foi dia de recordar Miguel Hernández...

 

Aceituneros

 

Andaluces de Jaén,
aceituneros altivos,
decidme en el alma, ¿quién,
quién levantó los olivos?
No los levantó la nada,
ni el dinero, ni el señor,
sino la tierra callada,
el trabajo y el sudor.
Unidos al agua pura
y a los planetas unidos,
los tres dieron la hermosura
de los troncos retorcidos.
Levántate, olivo cano,
dijeron al pie del viento.
Y el olivo alzó una mano
poderosa de cimiento.
Andaluces de Jaén,
aceituneros altivos, decidme en el alma ¿quién
quién amamantó los olivos?
Vuestra sangre, vuestra vida,
no la del explotador
que se enriqueció en la herida
generosa del sudor.
No la del terrateniente
que os sepultó en la pobreza,
que os pisoteó la frente,
que os redujo la cabeza.
Árboles que vuestro afán
consagró al centro del día
eran principio de un pan
que sólo el otro comía.
¡Cuántos siglos de aceituna,
los pies y las manos presos,
sol a sol y luna a luna,
pesan sobre vuestros huesos!
Andaluces de Jaén,
aceituneros altivos,
pregunta mi alma: ¿de quién,
de quién son estos olivos?
Jaén, levántate brava
sobre tus piedras lunares,
no vayas a ser esclava
con todos tus olivares.
Dentro de la claridad
del aceite y sus aromas,
indican tu libertad
la libertad de tus lomas.

 

Miguel Hernández

Notícia interessante sobre recuperação ambiental de rios...

“Restauradores de rios” estão a criar Édens na Terra. Parece milagre, mas é ciência

 

Stage Zero rios

Em Somerset, a equipa recuperou o curso de um rio e atraiu inúmeras espécies para o local.

 

Equipa do Reino Unido está a reconectar canais fluviais perdidos com o tempo. Já criaram um zona húmida equivalente a dez campos de futebol.

Em Somerset, Inglaterra, uma equipa de investigadores está a estudar um novo projeto apelidado de “Stage Zero” (Fase 0), uma técnica de recuperação de rios desenvolvida no estado do Oregon, nos EUA.

De acordo com a Discover Wildlife, o local está “irreconhecível” e “a quantidade de vida selvagem e o crescimento de vegetação exuberante que se tem visto é uma loucura”. Quem o conta é Jack Siviter, guarda-florestal de Holnicote, em Somerset.

As zonas húmidas são habitats fundamentais, não só pela sua biodiversidade, mas também pela capacidade de armazenar água, reduzir o risco de inundações e capturar carbono. Apesar disso, no Reino Unido 90% das zonas húmidas inglesas perderam-se no último século.

Os últimos 18 meses foram os mais húmidos de que há registos em Inglaterra, “em termos de número de tempestades e de volume de chuva”, segundo conta à Discover Wildlife Ben Eardley, o gestor de projetos do National Trust, que financiou o estudo.

Ainda assim, foram exatamente essas condições atmosféricas que comprovaram o sucesso do projeto, explica Eardley: “O local reagiu muito bem… demonstrando o valor da restauração na resistência a extremos hidrológicos”.

Foram sete hectares de um novo percurso de água. O objetivo da equipa era voltar a ligar um troço de 1,2 km do rio Aller — o principal curso de água do local — à sua planície de inundação natural. Procedeu-se, então, ao enchimento de um troço endireitado e artificialmente aprofundado do rio.

O resultado? “Graças ao aumento da área húmida, temos visto muitas criaturas amantes de água, como aves aquáticas selvagens, ratazanas aquáticas, enguias, lampreias, cobras-das-gramíneas, trutas e aves como o milhafre-vermelho, o urubu, o peneireiro, o gavião, a andorinha, o andorinhão e o andorinhão-das-areias”, explica o guarda-florestal.

Para além disso, o lugar encheu-se de vegetação e conta agora com várias espécie de flores silvestres, como a cenoura selvagem, que fornece alimento para os polinizadores.

“Uma das espécies mais interessantes que vimos foi um maçarico-verde, que é uma excelente espécie indicadora de um habitat saudável em zonas húmidas de baixa altitude“, aponta Siviter. Também as ratazanas aquáticas, uma espécie em risco de extinção no país, estão a voltar.

Os níveis das águas subterrâneas subiram mais de um metro em algumas zonas, o que transformou a planície aluvial numa vasta “esponja natural” que armazena água durante as cheias e a vai libertando gradualmente nos períodos de seca. Esta técnica não só ajuda a mitigar as secas como também filtra sedimentos e poluentes, o que traz melhorias para a qualidade da água.

O “Stage Zero” é um dos pioneiros na restituição do curso de rios no Reino Unido, o que pode resolver a falta de zonas húmidas no pais e criar paisagens repletas de fauna e flora.

 

in ZAP 

Bernardino Machado nasceu há 175 anos...

Bernardino Machado enquanto Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido

 

Bernardino Luís Machado Guimarães (Rio de Janeiro, 28 de março de 1851Santo Ildefonso, Porto, 29 de abril de 1944) foi o terceiro e o oitavo presidente eleito da República Portuguesa. Foi presidente da república portuguesa por duas vezes: primeiro, de 6 de agosto de 1915 até 5 de dezembro de 1917, quando Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, dissolve o Congresso e o destitui, obrigando-o a abandonar o país; mais tarde, em 1925, volta à presidência da república para, um ano depois, voltar a ser destituído, pela revolução militar de 28 de maio de 1926, que instituirá a Ditadura Militar e abrirá caminho à instauração do Estado Novo

 

in Wikipédia

Hoje é dia de ouvir música russa...

Terminus das atividades do XX Mês do Fado em Coimbra

 

 

Praticamente termina hoje, dia 28.03.26, o XX Mês do Fado, uma iniciativa promovida pela Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra, com duas atividades no Convento de São Francisco, em Coimbra.

Assim às 16.00 horas, o Café-Concerto (junto às bilheteiras) acolhe as “Conversas de Café”, subordinadas ao tema “Influências da música tradicional portuguesa na Canção de Coimbra – Coimbra como caldeirão de culturas”, com a participação de Manuel Marques Inácio, Jorge Cravo e Rui Pato (e com entrada gratuita).

A penúltima atividade será um espetáculo, pelas 21.00 horas na Antiga Igreja, que assinala o lançamento do novo CD da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra, reunindo temas originais interpretados por grupos atualmente ativos e por grupos que marcaram a história da Secção, seguido de um convívio nos Jardins da AAC. Amanhã haverá, para terminar uma tertúlia na República dos Galifões...

Hojé dia de cantar poesia de Santa Teresa de Ávila...

 

NADA TE TURBE
Jacques Berthier - Teresa de Ávila
 
 

Nada te turbe,
nada te espante;
quien a Dios tiene,
nada le falta.
Nada te turbe,
nada te espante;
solo Dios basta.

Todo se pasa,
Dios no se muda,
la paciencia todo lo alcanza.

En Cristo mi confianza
y de Él solo, mi asimiento.
En Sus cansancios, mi aliento
y en Su imitación, mi holganza.

Aquí estriba mi firmeza,
aquí mi seguridad.
La prueba de mi verdad,
la muestra de mi firmeza. 

O poeta Miguel Hernández morreu há 84 anos...

    

Miguel Hernández Gilabert (Orihuela, 30 de octubre de 1910 - Alicante, 28 de marzo de 1942) fue un poeta y dramaturgo de especial relevancia en la literatura española del siglo XX. Aunque tradicionalmente se le ha encuadrado en la generación del 36, Miguel Hernández mantuvo una mayor proximidad con la generación anterior hasta el punto de ser considerado por Dámaso Alonso como «genial epígono» de la generación del 27.​ Actualmente - y tras las interesantes aportaciones de A. Sánchez Vidal - se le asocia a la Escuela de Vallecas.

 

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Busto de Miguel Hernández en el Paseo de los Poetas, El Rosedal, Buenos Aires

 

in Wikipédia

 



23

         



Como el toro he nacido para el luto
y el dolor, como el toro estoy marcado
por un hierro infernal en el costado
y por varón en la ingle con un fruto.

Como el toro lo encuentro diminuto
todo mi corazón desmesurado,
y del rostro del beso enamorado,
como el toro a tu amor se lo disputo.

Como el toro me crezco en el castigo,
la lengua en corazón tengo bañada
y llevo al cuello un vendaval sonoro.

Como el toro te sigo y te persigo
y dejas mi deseo en una espada,
como el toro burlado, como el toro.




Miguel Hernández

Rachmaninoff morreu há 83 anos...

   
Sergei Vasilievich Rachmaninoff (Semyonovo, 1 de abril de 1873 - Beverly Hills, 28 de março de 1943) foi um compositor, pianista e maestro russo, um dos últimos grandes expoentes do estilo romântico na música clássica europeia.
    
Rachmaninoff é tido como um dos pianistas mais influentes do século XX. Os seus trejeitos técnicos e rítmicos são lendários e as suas mãos largas eram capazes de cobrir um intervalo de uma 13ª no teclado (um palmo esticado de cerca de 30 centímetros). Especula-se se ele era ou não portador da Síndrome de Marfan, já que se pode dizer que o tamanho de suas mãos correspondia à sua estatura, algo entre 1,91 e 1,98 m. Ele também possuía a habilidade de executar composições complexas à primeira audição. Muitas gravações foram feitas pela Victor Talking Machine Company, com Rachmaninoff executando composições próprias ou de reportórios populares. 
 
(...)
 
Rachmaninov morreu em 28 de março de 1943, em Beverly Hills, na Califórnia, apenas alguns dias antes de seu 70º aniversário, e foi enterrado em 1 de junho no cemitério de Kensico, em Valhalla. Nas horas finais de sua vida, ele insistia que podia ouvir música tocando em algum lugar por perto. Após lhe ser repetidamente assegurado de que não era o caso, ele disse: "Então a música está na minha cabeça...". 
     
 

Armando da Silva Carvalho nasceu há 89 anos...

(imagem daqui)


Armando da Silva Carvalho (Olho Marinho, Óbidos, 28 de março de 1938Caldas da Rainha, 1 de junho de 2017) foi um poeta e tradutor português.

Licenciado em Direito, na Universidade de Lisboa, foi advogado, jornalista, professor do ensino secundário e publicitário. Colaborou na Antologia de Poesia Universitária, em 1959, juntamente com Ruy Belo, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge, Gastão Cruz, entre outros, e também na Quadrante revista da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, iniciada em 1958. Publicou Lírica Consumível em 1965, que marcou o início da sua obra poética e que lhe valeu o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Autores. A sua escrita é marcada por um timbre de mordacidade, sarcasmo e figurações da pulsão sexual. Das obras de ficção salienta Portuguex, publicada em 1977. Desde a década de 60 colaborou em inúmeros jornais e revistas (Diário de Lisboa, Jornal de Letras, O Diário, Poemas Livres, Colóquio-Letras, Hífen, As Escadas Não Têm Degraus, Sílex, Nova, Via Latina, Loreto 13, entre outras). Foi incluído na IV Líricas Portuguesas, em 1969, antologia poética organizada por António Ramos Rosa e desde então tem estado representado na generalidade das antologias de poesia portuguesa.

Morreu a 1 de junho de 2017, no Montepio Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, aos 79 anos de idade, vítima de cancro.

 

in Wikipédia

 




Cinzas de Sísifo

Eu vi o sobressalto.
Nesse bosque de lâminas e luvas
tocaste cada coisa como
um grito.

E amaste a minha boca
como quem corta
os pulsos ao silêncio.

Se o vento te derrama
entre folhas e cinza
é sempre a mesma voz que não perdoa


a mesma lei


o mesmo labirinto.


Armando da Silva Carvalho

John Evan, o teclista dos Jethro Tull, nasceu há 78 anos

  
John Evan, nascido John Spencer Evans (Blackpool, 28 de março de 1948) foi teclista da banda britânica Jethro Tull, de abril de 1970 a junho de 1980. Foi convidado por Ian Anderson para participar no álbum Benefit. Até então, a banda nunca tinha utilizado teclados nos seus trabalhos. O convite era apenas para oito meses, mas John Evan acabou por ficar mais de dez anos. Frequentemente era visto usando um casaco branco por cima de uma camisa amarela e uma gravata cor-de-rosa, como nas fotos das capas de War Child e Bursting Out, e numa pintura na capa interna do álbum Aqualung. Durante os shows, os seus gestos descontrolados lembravam pantomimas de Harpo Marx ou do Chapeleiro Maluco do livro Alice no País das Maravilhas. Deixou o grupo, juntamente com David Palmer, para formar a banda Tallis. Atualmente, John Evan é um empresário do ramo da construção civil.

  
 

W. C. Handy morreu há 68 anos...

  
William Christopher Handy (Florence, Alabama, November 16, 1873 – New York City, New York,  March 28, 1958) was a blues composer and musician. He was widely known as the "Father of the Blues".
Handy remains among the most influential of American songwriters. Though he was one of many musicians who played the distinctively American form of music known as the blues, he is credited with giving it its contemporary form. While Handy was not the first to publish music in the blues form, he took the blues from a regional music style with a limited audience to one of the dominant national forces in American music.
Handy was an educated musician who used folk material in his compositions. He was scrupulous in documenting the sources of his works, which frequently combined stylistic influences from several performers. He loved this folk musical form and brought his own transforming touch to it.
  
 

Música de aniversariante de hoje...!

Música de aniversariante de hoje...!