domingo, março 29, 2026
O asteroide Vesta foi descoberto há 219 anos
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sábado, março 28, 2026
O asteroide 2 Palas foi descoberto há 224 anos
História
Palas tem sido observado ocultando uma estrela várias vezes. Medições cuidadosamente dos tempos de ocultação tem ajudado a dar um diâmetro preciso.
Mas estima-se que, em conjunto com Ceres, que são os únicos corpos da cintura de asteroides de forma esférica.
Durante a ocultação de 29 de maio de 1979 falou-se da descoberta de um possível satélite diminuto, com um diâmetro de 1 km, ainda não foi confirmada. Como curiosidade, o elemento químico paládio (número atómico 46) foi assim batizado em homenagem ao asteroide Palas.
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terça-feira, março 10, 2026
Úrano mostrou os seus anéis há 49 anos
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domingo, novembro 09, 2025
Carl Sagan nasceu há noventa e um anos...
Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 - Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrónomo dos Estados Unidos.
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sábado, agosto 30, 2025
O astrónomo Fred Whipple morreu há vinte e um anos...

Fred Lawrence Whipple (Red Oak, 5 de novembro de 1906 - Cambridge (Massachusetts), 30 de agosto de 2004) foi um astrónomo norte-americano.
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domingo, agosto 24, 2025
Mais um artigo sobre meteoritos...
Uma pedra caiu no telhado de uma casa nos EUA. Era um meteorito mais antigo que a Terra

O fragmento pertence a um meteorito com 4,56 mil milhões de anos, sendo centenas de milhões de anos mais antigo do que o nosso planeta.
Uma pequena rocha espacial que atravessou o telhado de uma casa nos subúrbios de Atlanta, na Geórgia, revelou-se muito mais antiga do que o planeta em que aterrou.
Os investigadores determinaram que o recém-nomeado meteorito McDonough, que caiu a 26 de junho de 2025, se formou há cerca de 4,56 mil milhões de anos - tornando-o centenas de milhões de anos mais antigo do que a própria Terra, cuja idade é estimada em cerca de 4,5 mil milhões de anos.
A descoberta surge de uma análise liderada pelo geólogo planetário Scott Harris, da Universidade da Geórgia.
“Este meteorito em particular tem uma longa história antes de chegar ao solo de McDonough”, disse Harris. “Para compreender esta história, precisamos de estudar a rocha em detalhe e descobrir a que grupo de asteroides pertence.”
A viagem do meteorito terminou dramaticamente quando atravessou a atmosfera terrestre, criando um espetáculo de fogo antes de um fragmento perfurar o telhado e amassar o chão interior da casa em Atlanta. Os detritos sobreviventes pesavam cerca de 50 gramas no total, e a equipa de Harris obteve 23 gramas para estudo.
Recorrendo a microscopia ótica e eletrónica, os investigadores identificaram o objeto como um condrito comum do tipo L, uma classe comum de meteoritos rochosos. Estas rochas datam do início do Sistema Solar, formando-se a partir do pó e dos detritos que rodeavam o jovem Sol, explica o Science Alert.
Os cientistas acreditam que o corpo original deste meteorito sofreu uma colisão catastrófica há cerca de 470 milhões de anos na cintura principal de asteroides, entre Marte e Júpiter. Esta antiga fragmentação enviou inúmeros fragmentos para novas órbitas, tendo alguns eventualmente cruzado a trajetória da Terra.
“Neste rompimento, alguns pedaços entram em órbitas que atravessam a Terra”, explicou Harris. “Se houver tempo suficiente, as suas órbitas em torno do Sol e da Terra alinham-se no mesmo lugar, no mesmo momento.” Este alinhamento celeste preparou o cenário para o impacto do meteorito McDonough este verão.
O espécime será agora preservado na Universidade da Geórgia para exames mais aprofundados. Os cientistas esperam que os estudos contínuos esclareçam as condições que existiam antes da formação dos planetas, oferecendo uma rara amostra física do primeiro capítulo da história do Sistema Solar.
in ZAP
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sexta-feira, julho 04, 2025
A sonda Mars Pathfinder (levando a mini-sonda Sojourner...) poisou em Marte há 28 anos
in Wikipédia
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quarta-feira, abril 23, 2025
Mais dados sobre choque contra a Terra de Theia...
O que aconteceu ao planeta que a Terra “comeu”?

Conceito artístico da colisão de um corpo celeste semelhante a Theia com a Terra
O corpo celeste Theia terá colidido com a Terra há 4,5 mil milhões de anos e originado a Lua, assim como deixado marcas na nossa geologia — e pode até ter ajudado o planeta a tornar-se habitável.
Os cientistas estão a desvendar a história cataclísmica da origem da Lua, remontando-a a uma colisão dramática ocorrida há mais de 4,5 mil milhões de anos que remodelou a Terra e deixou para trás pistas nas profundezas do planeta.
A teoria amplamente aceite defende que um objeto da dimensão de Marte, denominado Theia, embateu na Terra primitiva num impacto de alta energia. Este acontecimento não só fundiu partes dos dois corpos planetários, como também ejetou uma enorme quantidade de detritos para a órbita. Esses detritos acabaram por se fundir para formar a Lua.
Embora teorias anteriores sugerissem que Theia poderia ter apenas roçado a Terra, simulações mais recentes e provas geológicas indicam um impacto muito mais direto. Neste cenário, a colisão foi tão intensa que os dois mundos se tornaram num só, misturando os seus materiais quase completamente. Alguns dos detritos formaram um grande satélite, que mais tarde caiu na Terra, enquanto um pedaço mais pequeno foi empurrado para fora – acabando por se tornar a Lua.
Uma peça chave de apoio vem de comparações detalhadas de isótopos de oxigénio em rochas lunares e terrestres. Estes isótopos são praticamente idênticos, o que sugere que o material que formou ambos os corpos provém de uma fonte partilhada e completamente misturada, refere o IFLScience.
“Se tivesse havido uma diferença de isótopos, isso teria apontado para um golpe angulado. Mas o que encontrámos apoia uma colisão mais violenta e central”, explica Ed Young, um dos investigadores principais dedicados a este assunto.
As propriedades invulgares da Lua também apoiam esta teoria. A sua órbita está estreitamente alinhada com a da Terra em torno do Sol, permitindo eclipses solares e lunares. Há também o elevado impulso angular do sistema Terra-Lua, a menor densidade da Lua, a falta de elementos mais leves e o facto de o passado fundido da Lua não poder ser explicado com um simples modelo de acreção.
Mas o legado de Theia pode ser ainda mais profundo – literalmente. Os cientistas acreditam agora que regiões densas e anómalas nas profundezas do manto terrestre, conhecidas como Grandes Províncias de Baixa Velocidade (LLVPs), podem ser remanescentes de Theia.
Localizadas por baixo das placas tectónicas do Pacífico e de África, estas estruturas podem ter-se afundado no manto após o impacto, o que sugere que tiveram uma origem extraterrestre. Alguns investigadores propõem mesmo que o material do núcleo de Theia ajudou a iniciar a atividade tectónica da Terra, uma das caraterísticas derradeiras que torna o nosso planeta habitável.
A colisão pode também ter inclinado o eixo da Terra, dando origem às estações que definem o nosso clima atual.
Embora Theia já não exista como um corpo celeste distinto, a sua chegada dramática alterou para sempre a Terra, moldando tanto a sua superfície como os seus céus.
in ZAP
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Novidades sobre a história inicial do nosso planeta e as suas camadas internas...
Gigantesco oceano de magma formou-se no início da história da Terra (e continua a moldar o planeta)

Um novo estudo revelou que a Terra manteve um profundo oceano de magma sob a sua superfície no início da sua história. Isso pode explicar as estranhas anomalias observadas ainda hoje, no manto do nosso planeta.
Um oceano de magma formou-se no início da história da Terra. Um novo estudo teoriza que os restos dessa camada líquida de magma perto do núcleo da Terra podem persistir ainda hoje como estranhas anomalias no manto.
Esta não é uma ideia nova. Como escreve a Live Science, esse oceano de magma basal tem sido objeto de um debate aceso durante anos. Algumas provas geoquímicas indicam que, nas primeiras centenas de milhões de anos da existência do planeta, se formou um mar persistente de fusão na fronteira entre o núcleo da Terra e a sua camada intermédia, o manto.
No entanto, os modelos de formação do planeta sugerem que, quando a Terra era nova e fundida, solidificou-se de baixo para cima, tornando difícil compreender como poderia existir um oceano de magma profundo.
O novo estudo, publicado na Nature, descobriu que não só podia existir um oceano de magma, como a sua presença era inevitável. Independentemente do local exato onde o recém-nascido planeta fundido começou a cristalizar-se num sólido, formou-se mesmo um oceano basal.
Um das conclusões do estudo é que os vestígios deste mar de magma oculto podem ainda existir hoje sob a forma de grandes províncias de baixa velocidade de corte (LLVPs) ou “bolhas” do manto. Essas são regiões gigantes do manto profundo onde as ondas sísmicas viajam mais lentamente do que no resto do manto.
Os cientistas têm debatido se estas LLVPs são os restos da crosta oceânica que foram empurrados para as profundezas do manto, o que significa que datam de há algumas centenas de milhões de anos, ou se são os restos do oceano de magma basal da Terra, o que faz com que tenham 4,4 mil milhões de anos.
O novo estudo defende a segunda hipótese; e os resultados podem ter implicações importantes na forma como os investigadores compreendem a história da Terra.
Os primórdios da Terra
Como detalha a Live Science, no novo estudo, os investigadores construíram um novo modelo de formação da Terra que considerou tanto os dados geoquímicos como os dados sísmicos – os dois principais métodos de perscrutar a história profunda da Terra.
A equipa analisou o ponto em que o manto teria sido suficientemente cristalizado para se comportar como um sólido e não como um líquido. Descobriu-se que, independentemente do local onde a solidificação começou – no meio do manto ou mesmo na fronteira com o núcleo – formou-se um oceano de magma basal.
Os investigadores variaram as condições do seu modelo para alterar a profundidade da formação sólida, mas esses parâmetros não alteraram nada. Ou seja, mesmo nas circunstâncias menos propícias à formação de um oceano de magma profundo, este formou-se.
“Os resultados sugerem que a estrutura principal do planeta se formou muito cedo na sua história”, disse, à Live Science, o autor principal do estudo e físico planetário da Universidade de York em Toronto (Canadá), Charles-Édouard Boukaré.
A dinâmica da Terra ter-se-á estabelecido muito cedo, com estas estruturas antigas a continuarem a influenciar a forma como o planeta se alterou no futuro.
“Se tivermos uma condição inicial do planeta e conseguirmos modelar as fases iniciais da evolução planetária, podemos prever a maior parte do seu comportamento em escalas de tempo longas”, explicou Boukaré.
in ZAP
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sábado, março 29, 2025
O asteroide Vesta foi descoberto há 218 anos
Postado por Fernando Martins às 02:18 0 comentários
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sexta-feira, março 28, 2025
O asteroide 2 Palas foi descoberto há 223 anos
História
Palas tem sido observado ocultando uma estrela várias vezes. Medições cuidadosamente dos tempos de ocultação tem ajudado a dar um diâmetro preciso.
Mas estima-se que, em conjunto com Ceres, que são os únicos corpos da cintura de asteroides de forma esférica.
Durante a ocultação de 29 de maio de 1979 falou-se da descoberta de um possível satélite diminuto, com um diâmetro de 1 km, ainda não foi confirmada. Como curiosidade, o elemento químico paládio (número atómico 46) foi assim batizado em homenagem ao asteroide Palas.
Postado por Fernando Martins às 02:23 0 comentários
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segunda-feira, março 10, 2025
Os anéis de Úrano foram descobertos há 48 anos
Postado por Fernando Martins às 00:48 0 comentários
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sábado, novembro 09, 2024
Carl Sagan nasceu há noventa anos...
Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 - Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrónomo dos Estados Unidos.
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
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quarta-feira, outubro 23, 2024
Há novidades sobre a origem dos meteoritos...
Finalmente sabemos de onde veio a maioria dos meteoritos da Terra

Até agora, apenas uma pequena fração dos meteoritos que aterram na Terra tinha sido firmemente ligada ao seu corpo progenitor no espaço - mas um conjunto de novos estudos acaba de nos dar evidências convincentes da origem de mais de 90% dos meteoritos atuais.
Segundo o Science Alert, as análises anteriores de meteoritos que atingem o nosso planeta sugerem algum tipo de origem partilhada. São feitos de materiais muito semelhantes e foram cozidos por radiação cósmica durante um período de tempo suspeitosamente curto, sugerindo uma separação relativamente recente de corpos progenitores partilhados.
As equipas responsáveis por três novos artigos, publicados em setembro na Astronomy and Astrophysics [artigo 1], e em outubro na Nature [artigo 2, artigo 3] e utilizaram uma combinação de observações telescópicas muito detalhadas e simulações de modelos informáticos para comparar asteroides no espaço com meteoritos recuperados na Terra, fazendo corresponder os tipos de rocha e as trajetórias orbitais entre os dois.
Liderados por investigadores do Centro Nacional Francês de Investigação Científica, do Observatório Europeu do Sul e da Universidade Charles, na República Checa, os estudos centraram-se nos condritos H (alto teor de ferro) e L (baixo teor de ferro), o tipo mais comum, que representa cerca de 70% dos meteoritos.
São assim designados porque são constituídos por pequenas partículas chamadas côndrulos, causadas pelo arrefecimento rápido da rocha fundida.
Os investigadores determinaram que estes meteoritos condritos H e L chegaram ao nosso planeta vindos de três famílias de asteroides chamadas Massalia, Karin e Koronis, todas localizadas na cintura principal de asteroides entre Marte e Júpiter.
Uma equipa de estudo conseguiu também atribuir datas a colisões notáveis nestas famílias de asteroides, causando novas cascatas de rocha que acabariam por chegar à Terra.
Massalia sofreu colisões importantes há 466 milhões de anos e há 40 milhões de anos, enquanto as famílias Karin e Koronis sofreram colisões há cerca de 5,8 e 7,6 milhões de anos, respetivamente.
“As provas de apoio incluem a existência de bandas de poeira associadas, as idades de exposição aos raios cósmicos dos meteoritos de condrito H e a distribuição das órbitas pré-atmosféricas dos meteoritos”, escrevem os autores.
Isto significa que a maioria dos meteoritos que atingem a Terra atualmente provêm de menos grupos de asteroides do que seria de esperar - e também de eventos de colisão mais recentes. Esses eventos de colisão (relativamente) recentes explicam a aterragem dos meteoritos na era atual.
Segundo a equipa, isto é parcialmente explicado pelo ciclo de vida das famílias de asteroides. Os eventos de colisão vividos por estas famílias de asteroides conduzem a um grande número de fragmentos de asteroides mais pequenos, o que aumenta as suas hipóteses de novas colisões e de se libertarem da cintura de asteroides.
Os investigadores também analisaram outros meteoritos menos comuns para além dos condritos H e L, aumentando o número de meteoritos contabilizados para mais de 90%. Estes foram atribuídos a famílias de asteroides, incluindo Veritas, Polana e Eos.
in ZAP
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domingo, outubro 06, 2024
Há ideias novas sobre a formação da Lua
Nova teoria desafia tudo o que sabemos sobre a origem da Lua

Uma nova pesquisa desafia a hipótese dominante, que defende que a Lua se formou a partir de material ejetado após o choque da Terra com um antigo planeta hipotético chamado Theia.
Um estudo recente disponível em pré-publicação pôs em causa a teoria dominante de que a Lua se formou a partir de material ejetado quando um objeto da dimensão de Marte, Theia, colidiu com a proto-Terra.
Esta hipótese tem sido amplamente aceite na ciência planetária, mas a nova investigação sugere que a Lua pode ter a mesma idade da Terra, em vez de ser algumas centenas de milhões de anos mais nova, como se pensava anteriormente.
A hipótese Theia ganhou força devido à necessidade de explicar o facto de a Lua da Terra ser invulgarmente grande em comparação com outros planetas do Sistema Solar. A maioria dos planetas interiores, como Vénus, não tem luas, e as luas de Marte são minúsculas em comparação, escreve o IFLScience.
A lua da Terra, com um tamanho relativamente próximo do planeta, é excecional, levando a especulações sobre a sua formação. A existência de um satélite tão grande pode ter sido crucial para o desenvolvimento de vida complexa na Terra, estabilizando o clima e a inclinação axial do planeta.
Um elemento chave da hipótese de Theia é a expectativa de que a Terra e a Lua teriam diferenças subtis de composição. Se Theia se formou noutro local do Sistema Solar, a sua composição isotópica deveria ser ligeiramente diferente da da Terra.
No entanto, o investigadores descobriram que a Terra e a Lua têm uma composição surpreendentemente semelhante, especialmente nos seus isótopos de oxigénio, crómio e titânio.
O estudo revelou que as rochas lunares partilham rácios isotópicos quase idênticos aos do manto da Terra, desafiando a ideia de que Theia introduziu uma assinatura isotópica única.
A principal diferença entre os dois corpos é a quantidade de ferro, com a Lua a conter significativamente menos (7,5% em comparação com os 33% em peso da Terra). Os modelos anteriores esforçaram-se por explicar esta mistura de semelhanças e diferenças sob a hipótese de Theia.
Os investigadores analisaram 70 elementos em rochas lunares e descobriram que os elementos mais propensos a transformarem-se em gás estavam em falta na Lua, provavelmente devido à sua menor gravidade.
Os elementos que se vaporizam a temperaturas superiores a 1130°C permaneceram em quantidades semelhantes nos dois corpos. Isto sugere que a Lua e a Terra se formaram a partir do mesmo material, sendo o núcleo mais pequeno da Lua responsável por outras variações.
Os autores propõem que a Terra e a Lua podem ter-se formado independentemente, mas a partir de material da mesma região do Sistema Solar.
Esta teoria contrasta com a hipótese prevalecente de Theia, que postula um impacto cataclísmico. No entanto, levanta novas questões sobre como é que ambos os corpos acabaram por ter composições tão semelhantes.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 18:59 0 comentários
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