- O estudo da morfologia das trilobites, ecologia e estratigrafia fóssil, juntamente com a paleogeografia.
- O estudo da fauna dos Xistos de Burgess, trabalho realizado em conjunto com os seus assistentes Derek Briggs e Simon Conway Morris, e que levou à clarificação da natureza da Explosão Câmbrica.
sábado, junho 20, 2026
Harry B. Whittington morreu há dezasseis anos...
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domingo, junho 14, 2026
Peter Wilhelm Lund nasceu há 225 anos

Peter Wilhelm Lund (Copenhaga, 14 de junho de 1801 – Lagoa Santa, 25 de maio de 1880) foi um dos naturalistas dinamarqueses mais notáveis do século XIX, e é considerado o pai da paleontologia e arqueologia no Brasil. Após ter-se mudado definitivamente para o Brasil em 1833, fez extraordinárias escavações em grutas calcárias no vale do Rio das Velhas, em Minas Gerais durante 10 anos, descrevendo minuciosamente a fauna de mamíferos dessa região e as mudanças ambientais que aconteceram desde o Plistocénico.
Na sua obra-prima, A Origem das Espécies, Charles Darwin menciona a admirável coleção de ossadas fósseis recolhidas nas cavernas do Brasil por Lund, que se encontra no Museu de História Natural da Dinamarca, em Copenhaga.
Lund era primo do filósofo Søren Kierkegaard e do bispo Peter Kierkegaard.
Peter Lund e colaboradores trabalhando numa caverna
in Wikipédia
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quinta-feira, maio 21, 2026
A paleontóloga Mary Anning nasceu há 227 anos...
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quarta-feira, maio 20, 2026
Stephen Jay Gould morreu há vinte e quatro anos...

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segunda-feira, maio 11, 2026
Petrus Camper nasceu há 304 anos

Petrus Camper é conhecido por sua teoria do ângulo facial (prognatismo). Ele determinou que os humanos tinham ângulos faciais entre 70° e 80°, com ângulos africanos e asiáticos mais próximos de 70° e europeus mais próximos de 80. De acordo com sua nova técnica de retratos, um ângulo é formado pelo desenho de duas linhas: uma horizontalmente a partir de a narina até a orelha e a outra perpendicularmente da parte avançada do osso maxilar superior até a parte mais proeminente da testa. Ele afirmou que as estátuas greco-romanas antigas apresentavam um ângulo de 100°-95°, europeus de 80°, 'orientais' de 70°, negros de 70° e orangotango de 42-58°. Ele afirmou que, de todas as raças, os africanos eram os mais distantes do senso clássico de beleza ideal. Esses resultados foram posteriormente usados como racismo científico, com pesquisas continuadas por Étienne Geoffroy Saint-Hilaire e Paul Broca.
Camper, no entanto, concordou com Buffon em traçar uma linha nítida entre humanos e animais (embora tenha sido mal interpretado por Diderot, que alegou ser um defensor da teoria da Grande Cadeia do Ser). Camper confirmou a classificação das espécies por Lineu.Postado por Fernando Martins às 03:04 0 comentários
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sábado, maio 02, 2026
Leonardo da Vinci morreu há 507 anos...
Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci (Anchiano, 15 de abril de 1452 - Amboise, 2 de maio de 1519), foi um polímata italiano, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É ainda conhecido como o percursor da aviação e da balística. Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção. É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido. Segundo a historiadora de arte Helen Gardner, a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e sua mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [parece-nos] misterioso e distante.
in Wikipédia
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domingo, abril 26, 2026
Christian Leopold Freiherr von Buch, geólogo e paleontólogo alemão, nasceu há 252 anos
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quarta-feira, abril 15, 2026
Leonardo da Vinci nasceu há 574 anos
Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci (Anchiano, 15 de abril de 1452 - Amboise, 2 de maio de 1519), foi um polímata italiano, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É ainda conhecido como o percursor da aviação e da balística. Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção. É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido. Segundo a historiadora de arte Helen Gardner, a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e sua mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [parece-nos] misterioso e distante.
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segunda-feira, abril 13, 2026
O geólogo Henry de la Beche morreu há 171 anos...

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sexta-feira, abril 10, 2026
Teilhard de Chardin, o padre jesuíta que era teólogo, filósofo e paleontólogo, morreu há setenta e um anos...
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"Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito."
Teilhard de CHARDIN- O Fenómeno Humano
Sem dúvida, o nosso tempo recordará, para além das dificuldades da conceção e das deficiências da expressão dessa audaciosa tentativa de síntese, o testemunho da vida unificada de um homem aferrado por Cristo nas profundezas do seu ser, e que teve a preocupação de honrar, ao mesmo tempo, a fé e a razão, respondendo quase que antecipadamente a João Paulo II: "Não tenham medo, abram, escancarem as portas a Cristo, os imensos campos da cultura, da civilização, do desenvolvimento.
Postado por Fernando Martins às 07:10 0 comentários
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quarta-feira, abril 08, 2026
Notícia sobre os nossos antepassados do Pré-Câmbrico...
Foram encontrados animais (do grupo dos humanos) que não deviam existir

Reconstrução artística da biota de Jiangchuan
Será a primeira evidência fóssil de que muitos animais complexos, até agora considerados típicos do Câmbrico, já existiam no Ediacarano. Biota na China será uma comunidade de transição entre dois momentos fundamentais da história da vida.
Vários dos principais grupos animais surgiram milhões de anos antes do que a Ciência pensava até agora, segundo um novo estudo publicado a 2 de abril na Science.
A conclusão assenta numa descoberta fóssil na China, tida como marcante por antecipar a diversificação que durante décadas foi associada quase exclusivamente à chamada “explosão câmbrica”.
Os novos achados, com mais de 540 milhões de anos, indicam que a transformação evolutiva que deu origem a animais mais complexos já estava em curso no final do período Ediacarano, pelo menos quatro milhões de anos antes do início do Câmbrico, tradicionalmente datado de há cerca de 535 milhões de anos.
No centro desta descoberta está a biota de Jiangchuan, na província chinesa de Yunnan, onde os cientistas recolheram mais de 700 fósseis com idades entre 554 e 539 milhões de anos. O conjunto revela um ecossistema surpreendentemente diverso, com organismos que incluem parentes primitivos de estrelas-do-mar, animais vermiformes com simetria bilateral e até formas ancestrais ligadas à linhagem dos deuterostómios - o grande grupo que inclui os vertebrados, como peixes e seres humanos.
Esta será a primeira vez que há evidência fóssil clara de que muitos animais complexos, até agora considerados típicos do Câmbrico, já existiam no Ediacarano. A descoberta “fecha uma grande lacuna” nas fases iniciais da diversificação animal, admite o investigador principal, Gaorong Li, citado pela Science Daily.
Entre os fósseis mais importantes estão os exemplares interpretados como os parentes mais antigos conhecidos dos deuterostómios. A presença destes organismos empurra pela primeira vez o registo fóssil deste grupo para o Ediacarano. Os investigadores encontraram também representantes primitivos dos ambulacrários, grupo que inclui as estrelas-do-mar e os seus parentes próximos, como os vermes-bolota. Estes animais apresentavam corpos em forma de U, fixação ao fundo marinho por um pedúnculo e tentáculos junto da cabeça, provavelmente usados para capturar alimento.
A equipa destaca ainda a presença de organismos bilaterianos semelhantes a vermes, alguns com estratégias de alimentação complexas, bem como raros fósseis que poderão corresponder a formas iniciais de ctenóforos, ou geleias-de-pente.
Muitos dos exemplares exibem combinações anatómicas invulgares - tentáculos, discos de fixação, estruturas alimentares reversíveis e pedúnculos - que não coincidem com nenhuma espécie conhecida, nem do Ediacarano nem do Câmbrico.
Essa mistura de características reforça a ideia de que Jiangchuan regista uma comunidade de transição entre dois momentos fundamentais da história da vida.
O ecossistema pode ajudar a resolver um problema antigo da biologia evolutiva. Estudos genéticos e vestígios fósseis já sugeriam há anos que várias linhagens animais deveriam existir antes da explosão câmbrica, mas faltava prova fóssil direta e robusta. E, ao contrário da maioria dos sítios ediacarianos, onde os organismos surgem como simples impressões em arenito, os fósseis de Jiangchuan foram conservados sob a forma de filmes carbonosos — um tipo de preservação que permite observar detalhes finos da anatomia, incluindo estruturas de alimentação, sistemas digestivos e órgãos associados ao movimento.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 22:26 0 comentários
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sábado, abril 04, 2026
A Paleontologia nasceu há duzentos e trinta anos...
(...)
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The Institut de France was founded in the same year, and he was elected a member of its Academy of Sciences. On 4 April 1796 he began to lecture at the École Centrale du Pantheon and, at the opening of the National Institute in April, he read his first paleontological paper, which subsequently was published in 1800 under the title Mémoires sur les espèces d'éléphants vivants et fossiles. In this paper, he analyzed skeletal remains of Indian and African elephants, as well as mammoth fossils, and a fossil skeleton known at that time as the 'Ohio animal'.
Cuvier's analysis established, for the first time, the fact that African and Indian elephants were different species and that mammoths were not the same species as either African or Indian elephants, so must be extinct. He further stated that the 'Ohio animal' represented a distinct and extinct species that was even more different from living elephants than mammoths were. Years later, in 1806, he would return to the 'Ohio animal' in another paper and give it the name, "mastodon".
In his second paper in 1796, he described and analyzed a large skeleton found in Paraguay, which he would name Megatherium. He concluded this skeleton represented yet another extinct animal and, by comparing its skull with living species of tree-dwelling sloths, that it was a kind of ground-dwelling giant sloth.
Together, these two 1796 papers were a seminal or landmark event, becoming a turning point in the history of paleontology, and in the development of comparative anatomy, as well. They also greatly enhanced Cuvier's personal reputation and they essentially ended what had been a long-running debate about the reality of extinction.
Postado por Fernando Martins às 00:23 0 comentários
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terça-feira, março 31, 2026
Charles Doolittle Walcott, o geólogo que descobriu os Xistos de Burgess, nasceu há 176 anos
in Wikipédia
History and significance
The Burgess Shale was discovered by palaeontologist Charles Walcott
on 30 August 1909, towards the end of the season's fieldwork. He
returned in 1910 with his sons, daughter, and wife, establishing a
quarry on the flanks of Fossil Ridge. The significance of soft-bodied
preservation, and the range of organisms he recognised as new to
science, led him to return to the quarry almost every year until 1924.
At that point, aged 74, he had amassed over 65,000 specimens. Describing
the fossils was a vast task, pursued by Walcott until his death in
1927. Walcott, led by scientific opinion at the time, attempted to
categorise all fossils into living taxa, and as a result, the fossils
were regarded as little more than curiosities at the time. It was not
until 1962 that a first-hand reinvestigation of the fossils was
attempted, by Alberto Simonetta. This led scientists to recognise that
Walcott had barely scratched the surface of information available in
the Burgess Shale, and also made it clear that the organisms did not
fit comfortably into modern groups.
Excavations were resumed at the Walcott Quarry by the Geological Survey of Canada under the persuasion of trilobite expert Harry Blackmore Whittington,
and a new quarry, the Raymond, was established about 20 metres higher
up Fossil Ridge. Whittington, with the help of research students Derek Briggs and Simon Conway Morris of the University of Cambridge,
began a thorough reassessment of the Burgess Shale, and revealed that
the fauna represented were much more diverse and unusual than Walcott
had recognized. Indeed, many of the animals present had bizarre anatomical features and only the slightest resemblance to other known animals. Examples include Opabinia, with five eyes and a snout like a vacuum cleaner hose and Hallucigenia, which was originally reconstructed upside down, walking on bilaterally symmetrical spines.
With Parks Canada and UNESCO
recognising the significance of the Burgess Shale, collecting fossils
became politically more difficult from the mid-1970s. Collections
continued to be made by the Royal Ontario Museum. The curator of invertebrate palaeontology, Desmond Collins, identified a number of additional outcrops, stratigraphically
both higher and lower than the original Walcott quarry. These
localities continue to yield new organisms faster than they can be
studied.
Stephen Jay Gould's book Wonderful Life,
published in 1989, brought the Burgess Shale fossils to the public's
attention. Gould suggests that the extraordinary diversity of the
fossils indicates that life forms at the time were much more disparate
in body form than those that survive today, and that many of the unique
lineages were evolutionary experiments that became extinct. Gould's
interpretation of the diversity of Cambrian fauna relied heavily on Simon Conway Morris's
reinterpretation of Charles Walcott's original publications. However,
Conway Morris strongly disagreed with Gould's conclusions, arguing that
almost all the Cambrian fauna could be classified into modern day phyla.
The Burgess Shale has attracted the interest of paleoclimatologists who want to study and predict long-term future changes in Earth's climate. According to Peter Ward and Donald Brownlee in the 2003 book The Life and Death of Planet Earth, climatologists study the fossil records in the Burgess Shale to understand the climate of the Cambrian explosion,
and use it to predict what Earth's climate would look like 500 million
years in the future when a warming and expanding Sun combined with
declining CO2 and oxygen levels eventually heat the Earth toward temperatures not seen since the Archean
Eon 3 billion years ago, before the first plants and animals appeared,
and therefore understand how and when the last living things will die
out.
After the Burgess Shale site was registered as a World Heritage Site in 1980, it was included in the Canadian Rocky Mountain Parks WHS designation in 1984.
In February 2014, the discovery was announced of another Burgess Shale outcrop in Kootenay National Park to the south. In just 15 days of field collecting in 2013, 50 animal species were unearthed at the new site.
Postado por Fernando Martins às 17:06 0 comentários
Marcadores: Charles Doolittle Walcott, lagerstätten, Opabinia, Paleontologia, Xistos de Burgess




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