quinta-feira, dezembro 19, 2024

Alexandre O'Neill nasceu há um século...!

(imagem daqui)
  
Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões (Lisboa, 19 de dezembro de 1924 - Lisboa, 21 de agosto de 1986) foi um importante poeta do movimento surrealista português. Era descendente de irlandeses.
Autodidacta, O’Neill foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa. É nesta corrente que publica a sua primeira obra, o volume de colagens A Ampola Miraculosa, mas o grupo rapidamente se desdobra e acaba. As influências surrealistas permanecem visíveis nas obras dele, que além dos livros de poesia incluem prosa, discos de poesia, traduções e antologias. Não conseguindo viver apenas da sua arte, o autor alargou a sua acção à publicidade. É da sua autoria o lema publicitário «Há mar e mar, há ir e voltar». Foi várias vezes preso pela polícia política, a PIDE.
  
Os começos
Em 1943, com dezassete anos, publicou os primeiros versos num jornal de Amarante, o Flor do Tâmega. Apesar de ter recebido prémios literários no Colégio Valsassina, esta atividade não foi grandemente incentivada pela família.
Datam do ano de 1947 duas cartas de Alexandre O'Neill que demonstram o seu interesse pelo surrealismo, dizendo numa delas (de outubro) possuir já os manifestos de Breton e a Histoire du Surrealisme de M. Nadeau. Nesse mesmo ano, O'Neill, Mário Cesariny e Mário Domingues começam a fazer experiências a nível da linguagem, na linha do surrealismo, sobretudo com os seus Cadáveres Esquisitos e Diálogos Automáticos, que conduziam ao desmembramento do sentido lógico dos textos e à pluralidade de sentidos.
Por volta de 1948, fundou o Grupo Surrealista de Lisboa com Mário Cesariny, José-Augusto França, António Domingues, Fernando Azevedo, Moniz Pereira, António Pedro e Vespeira. As primeiras reuniões ocorreram na Pastelaria Mexicana. As posições antineorealistas eram frontais e provocatórias, tal como as atitudes contra o regime: em abril, o Grupo retira a sua colaboração da III Exposição Geral de Artes Plásticas, por recusar a censura prévia que a comissão organizadora decidira impor. Com a saída de Cesariny, em agosto de 1948, o grupo cindiu-se em dois, dando origem ao Grupo Surrealista Dissidente (que integrou, além do próprio Cesariny, personalidades como António Maria Lisboa e Pedro Oom).
Em 1949, tiveram lugar as principais manifestações do movimento surrealista em Portugal, como a Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa (em janeiro), onde expuseram Alexandre O'Neill, António Dacosta, António Pedro, Fernando de Azevedo, João Moniz Pereira, José-Augusto França e Vespeira. Nessa ocasião, Alexandre O'Neill publicou A Ampola Miraculosa como um dos primeiros números dos Cadernos Surrealistas. A obra, constituída por 15 imagens e respectivas legendas, sem nenhum nexo lógico entre a imagem e legenda, poderá ser considerada paradigmática do surrealismo português.
  
A estreia
Depois de uma fase de ataques pessoais entre os dois grupos surrealistas (1950-52) e a extinção de ambos os grupos, o surrealismo continuou a manifestar-se na produção individual de alguns autores, incluindo o próprio Alexandre O'Neill. Em 1951, no "Pequeno Aviso do Autor ao Leitor", inserido em Tempo de Fantasmas, ele demarcou-se como surrealista. Nessa mesma obra, sobretudo na primeira parte, Exercícios de Estilo (1947-49), a influência deste corrente manifesta-se em poemas como "Diálogos Falhados", "Inventário" ou "A Central das Frases" e na insistência em motivos comuns a muitos poetas surrealistas, como a bicicleta e a máquina de costura.
  
Política
Neste primeiro livro de poesia inclui o poema que o tornou célebre, "Um Adeus Português", originado num episódio biográfico que o próprio viria a contar, muitos anos mais tarde: no início de 1950, estivera em Lisboa Nora Mitrani, enviada do surrealismo francês para fazer uma conferência. Conheceu O’Neill e apaixonaram-se. Meses mais tarde, querendo juntar-se-lhe em Paris, O’Neill foi chamado à PIDE e interrogado. Por pressão de uma pessoa da família, foi-lhe negado o passaporte. Coagido a ficar em Portugal, não voltaria a ver Nora Mitrani.
Não foi, de resto, a única vez que Alexandre O’Neill foi confrontado com a polícia política. Em 1953, esteve preso vinte e um dias no Estabelecimento Prisional de Caxias, por ter ido esperar Maria Lamas, regressada do Congresso Mundial da Paz em Viena. A partir desta data, passou a ser vigiado pela PIDE. No entanto, sendo um oposicionista, não militou em nenhum partido político, nem durante o Estado Novo, nem a seguir ao 25 de Abril – conhece-se-lhe uma breve ligação ao MUD juvenil, na altura em que abandona o Grupo Surrealista de Lisboa. A partir desta época, O’Neill foi-se distanciando de grupos ou tertúlias, demasiado irónico e cioso do seu individualismo para se envolver seriamente em qualquer militância partidária.
  
A obra literária
Em 1958, com a edição de No Reino da Dinamarca, Alexandre O’Neill viu-se reconhecido como poeta. Na década de 1960, provavelmente a mais produtiva literariamente, foi publicando livros de poesia, antologias de outros poetas e traduções.
A poesia de Alexandre O'Neill concilia uma atitude de vanguarda, (surrealismo e experiências próximas do concretismo) - que se manifesta no carácter lúdico do seu jogo com as palavras, no seu bestiário, que evidencia o lado surreal do real, ou nos típicos «inventários» surrealistas - com a influência da tradição literária (de autores como Nicolau Tolentino e o abade de Jazente, por exemplo).
Os seus textos caracterizam-se por uma intensa sátira a Portugal e aos portugueses, destruindo a imagem de um proletariado heróico criada pelo neorealismo, a que contrapõe a vida mesquinha, a dor do quotidiano, vista no entanto sem dramatismos, ironicamente, numa alternância entre a constatação do absurdo da vida e o humor como única forma de se lhe opor.
Temas como a solidão, o amor, o sonho, a passagem do tempo ou a morte, conduzem ao medo (veja-se "O Poema Pouco Original do Medo", com a sua figuração simbólica do rato) e/ou à revolta, de que o homem só poderá libertar-se através do humor, contrabalançado por vezes por um tom discretamente sentimental, revelador de um certo desespero perante o marasmo do país - "meu remorso, meu remorso de todos nós". Este humor é, muitas vezes, manifestado numa linguagem que parodia discursos estereotipados, como os discursos oficiais ou publicitários, ou que reflecte a própria organização social, pela integração nela operada do calão, da gíria, de lugares-comuns pequeno-burgueses, de onomatopeias ou de neologismos inventados pelo autor.
Encontra-se colaboração da sua autoria no semanário Mundo Literário (1946-1948).
     
A vida privada e profissional
Alexandre O’Neill, apesar de nunca ter sido um escritor profissional, viveu sempre da sua escrita ou de trabalhos relacionados com livros. Em 1946, tornou-se escriturário, na Caixa de Previdência dos Profissionais do Comércio. Permaneceu neste emprego até 1952. A partir de 1957, começou a escrever para os jornais, primeiro esporadicamente, depois, nas décadas seguintes, assinando colunas regulares no Diário de Lisboa, n’A Capital e, nos anos 1980, no Jornal de Letras, escrevendo indiferentemente prosa e poesia, que reeditava mais tarde em livro, à maneira dos folhetinistas do século XIX.
Em 1959 iniciou-se como redator de publicidade, actividade que se tornaria definitivamente o seu ganha-pão. Ficaram famosos no meio alguns slogans publicitários da sua autoria, e um houve que se converteu em provérbio: "Há mar e mar, há ir e voltar". Tinha entretanto abandonado definitivamente a casa dos pais, casando com Noémia Delgado, de quem teve um filho, Alexandre. Nesta época, instalou-se no Príncipe Real, bairro lisboeta onde haveria de decorrer grande parte da sua vida, e que levaria para a sua escrita. Neste bairro, encontraria Pamela Ineichen, com quem manteve uma relação amorosa durante a década de 1960. Mais tarde, em 1971, casará com Teresa Gouveia, mãe do seu segundo filho, Afonso, nascido em 1976.
Fez ainda parte da redacção da revista Almanaque (1959-61), publicação arrojada com grafismo de Sebastião Rodrigues onde colaboravam, entre outros, José Cardoso Pires, Luís de Sttau Monteiro, Augusto Abelaira e João Abel Manta.
A sua atracção por outros meios de comunicação, que não a palavra escrita, é testemunhada pela letra do fado "Gaivota" destinada à voz de Amália, com música de Alain Oulman, tal como a colaboração, nos anos 1970, em programas televisivos (fora, aliás, crítico de televisão sob o pseudónimo de A. Jazente), ou em guiões de filmes e em peças de teatro. Em 1982 recebeu o prémio da Associação de Críticos Literários.
Mas a doença começava a atormentá-lo. Em 1976, sofre um ataque cardíaco, que o poeta admitiu dever-se à vida desregrada que sempre tinha sido a sua, e que, apesar de algum esforço em contrário, continuou a ser. No início dos anos 1980, já divorciado de Teresa Gouveia, repartia o seu tempo entre a casa da Rua da Escola Politécnica e a vila de Constância. Em 1984, sofreu um acidente vascular cerebral, antecipatório daquele que, em abril de 1986, o levaria ao internamento prolongado no Hospital.
Alexandre O'Neill morreu a 21 de agosto de de 1986, em Lisboa.
A 10 de junho de 1990, a título póstumo, foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
       

   

SIGAMOS O CHERNE
 
 
Sigamos o cherne, minha amiga!
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que a fantasia
E aceitemos, até, do cherne um beijo,
Senão já com amor, com alegria...
   
Em cada um de nós circula o cherne,
Quase sempre mentido e olvidado.
Em água silenciosa de passado
Circula o cherne: traído
Peixe recalcado...
 
Sigamos, pois, o cherne, antes que venha,
Já morto, boiar ao lume de água,
Nos olhos rasos de água,
Quando, mentido o cherne a vida inteira,
Não somos mais que solidão e mágoa...
   
 
  
Alexandre O’Neill

quarta-feira, dezembro 18, 2024

Música de aniversariante de hoje...

A sétima erupção do vulcão Grindavik, na Islândia, decorreu de 20 de novembro a 8 de dezembro...

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Eruption visible from Reykjavík on 20 November 2024

 

On 20 November 2024, the seventh eruption in an ongoing volcanic series began at 23:14 UTC, following a series of small earthquakes that started over 40 minutes earlier. A fissure initially measuring 2 km long formed, extending north-east to 3 km in about 2.5 hours, with lava flowing to both the west and east. The eruption’s lava flow rate was about 1,300 m3/s in the first hours, which was considerably lower than in the August–September eruption 2024. Within the first seven hours, the eruption had spread to nearly 7 km2, and lava quickly approached Route 43 (Grindavíkurvegur), crossing it over five hours after the eruption started. By 11 hours, the lava had reached the Blue Lagoon's parking lot and engulfed it, along with a temporary service building. At that point, the lava was advancing at approximately 100 m per hour. Around 10 million m3 of magma had flowed from the magma chamber in the first hours, about half the volume of the previous eruption. After less than 24 hours, only three craters remained active, with the middle one producing the most significant output.

By the eighth day, the lava field had reached an area of 9.1 km2, with a total volume of 47 million m3 and only one crater active. The rate of lava effusion, while initially declining after the eruption's onset, had stabilised and remained relatively consistent. On the same day, the lava flow rate was measured at approximately 7–8 m3/s, a substantial decline compared to the eruption's first day. The volcanic activity also released an estimated 64–71 kg/s of sulfur dioxide. During its second week, the lava primarily flowed south-eastward, advancing toward Sandhóll [ˈsantˌhou̯tl̥] and Fagradalsfjall. Additionally, the eruption began to stabilise as a balance was reached between the inflow of magma to the reservoir beneath Svartsengi and the effusion of lava at the surface. The sole active crater continued to grow, raising concerns about the potential for structural collapse. By the third week, eruptive activity gradually diminished, accompanied by a steady decline in volcanic tremor measurements.

At the onset of the eruption, authorities described its location as "favourable" because it was initially far from infrastructure. However, the situation changed when the lava flow quickly developed a well-defined channel. This was facilitated by alterations in the landscape caused by previous lava flows, which created conditions conducive to the formation of a robust pathway. As a result, the lava advanced along the northern section of the Svartsengi barrier. The eruption came as a surprise, as the pattern of previous eruptions had led scientists to anticipate the magma intrusion would continue into December 2024. Unlike earlier events, there was no significant increase in seismic activity in the weeks preceding the eruption, suggesting a potential shift in the volcano's behavior. The eruption prompted the evacuation of the Blue Lagoon and more than 50 houses in Grindavík. Authorities instructed people not to come to the area, which continued to be closely monitored for safety. Although around 25 million m3 of magma had accumulated in a shallow chamber at a depth of roughly 5 km beneath Svartsengi prior to the eruption, nearly 50 million m3 of lava have been expelled onto the surface. This discrepancy is attributed to magma being sourced from a deeper chamber, with equilibrium gradually forming between magma inflow and outflow. As magma begins to accumulate again in the shallow chamber, land uplift is expected to resume, likely indicating the preparation for a future eruption. This eruption is currently the second largest in the ongoing eruptive series, with a total volume approximately 16 million m3 less than the August–September 2024 eruption, which remains the largest in the series.

The lava flow engulfed Blue Lagoon's 350-space parking area and destroyed a small, temporary service building in the zone. However, construction workers managed to close an exposed gap in the defence barrier, which had served as the entrance to the Blue Lagoon area, preventing the lava from advancing further into the site. A water protection area near the geothermal spa was not considered in danger, and power lines experienced only minor disturbances. Two transmission towers in the area were later at risk as lava had surrounded the protective filling at their bases, steadily advancing toward their reinforced concrete foundations and steel frameworks. In response to the threat, fire crews were requested to the site and deployed an apparatus to apply water streams onto the lava flow, aiming to cool its surface, slow its progression, and protect the structural stability of the towers. On the north-western section of the protective barriers around Svartsengi, lava neared overspilling, prompting the installation of 12 high-powered water cannons along a 360 m stretch. Connected to excess water discharge from the Svartsengi power station, the cannons provided a continuous supply, effectively cooling the lava and halting its advance. Officials later declared the effort successful. Construction workers also decided to reinforce the barriers in the area by increasing their height. The last activity from the active crater was observed on the morning of 8 December 2024, with no further activity detected later that day, thereby confirming the end of the eruption.

 

in Wikipédia

Luiz Fabiano morreu há quinze anos...

(imagem daqui)
   
Luiz Fabiano, nome artístico de Jayr Rodrigues (Tupã, 5 de maio de 1942 - São Paulo, 18 de dezembro de 2009), foi um cantor e compositor brasileiro.
  
(...)
    
No final da década de 60, Luiz Fabiano teve grande sucesso com as canções "Quando Anoitecer" e "Meu bem, ao menos telefone". Já como compositor, é autor de "Você Me Pediu", canção gravada por Roberto Carlos em 1968.
Faleceu, vítima de cancro, aos 67 anos de idade.
   
 

Hoje é dia de celebrar a música da banda de Keith Richards...

Steven Spielberg nasceu há 78 anos

     
Steven Allan Spielberg (Cincinnati, 18 de dezembro de 1946) é um premiado cineasta, produtor cinematográfico, roteirista e empresário norte-americano. Spielberg é o diretor que mais filmes tem na lista dos 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos, feita pelo American Film Institute. É considerado um dos cineastas mais populares e influentes da história do cinema. Até o momento, o rendimento bruto de todos os seus filmes, em todo o mundo, é de mais de 8,5 mil milhões de dólares. A Forbes calcula a riqueza de Spielberg em 3,6 mil milhões de dólares.
     
  
in Wikipédia

Steve Biko nasceu há 78 anos...

      
Stephen Bantu Biko
(Ginsberg Township, 18 de dezembro de 1946 - Pretoria, 12 de setembro de 1977) foi um ativista anti-apartheid da África do Sul na década de 60 e 70.

Líder estudantil, fundou o Movimento da Consciência Negra (Black Consciousness Movement), que capacitava e mobilizava grande parte da população negra urbana. Desde a sua morte, sob custódia da polícia, ele foi chamado de mártir do movimento anti-apartheid. Enquanto vivia, os seus textos e ativismo tentou capacitar as pessoas negras, e era famoso pelo seu slogan "Black is beautiful", que o próprio descreveu como: "Você está bem como você é, comece a olhar para si mesmo como um ser humano".
Embora Biko nunca tenha sido membro do Congresso Nacional Africano (ANC), foi incluído no panteão dos heróis de luta, com a utilização de sua imagem para cartazes de campanha nas primeiras eleições não-raciais da África do Sul em 1994. Nelson Mandela disse a respeito de Biko: "Tiveram que matá-lo para prolongar o apartheid".
    

 

A vergonhosa Invasão de Goa foi há sessenta e três anos...

Coat of arms (1951–1961) of Portuguese India

 

A Invasão de Goa (cognominada Operação Vijay pela Índia e também chamada de Libertação de Goa) foi uma intervenção militar das forças armadas da Índia que resultou na anexação do Estado Português da Índia em 1961 por parte da União Indiana. A ação armada - feita por terra, ar e mar, durou cerca de 36 horas e acabou com o domínio português de mais de 451 anos em Goa, Damão, Diu, Gogolá, Simbor e na ilha de Anjediva.




Brad Pitt comemora hoje 61 anos...!


William Bradley "Brad" Pitt (Shawnee, 18 de dezembro de 1963) é um ator e produtor norte-americano, vencedor de diversos prémios, dentre os quais um Óscar, dois Globos de Ouro, dois Screen Actors Guild e um BAFTA como ator - e um Óscar, um BAFTA e um Emmy como produtor. É citado como um dos mais bem pagos atores de Hollywood

 

Hoje é dia de ouvir e recordar Patxi Andión...

Mais música de Billie Eilish...

O ditador genocida Estaline nasceu há 145 anos...

   
Josef Vissarionovitch Stalin
(Gori, 18 de dezembro de 1879 - Moscovo, 5 de março de 1953), nascido Iossif Vissarionovitch Djugashvili e conhecido como Estaline em língua portuguesa, foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comité Central a partir de 1922 até à sua morte, em 1953, sendo assim o líder da União Soviética neste período.
Sob a liderança de Estaline, a União Soviética desempenhou um papel decisivo na derrota da Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) e passou a atingir o estatuto de superpotência, após rápida industrialização e melhoras nas condições sociais do povo soviético, durante esse período, o país também expandiu o seu território para um tamanho semelhante ao do antigo Império Russo.
Durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1956, o sucessor de Estaline, Nikita Khrushchov, apresentou o seu discurso secreto, oficialmente chamado "Do culto à personalidade e suas consequências", a partir do qual se iniciou um processo de "desestalinização" da União Soviética. Ainda hoje existem diversas perspetivas ao redor de Estaline e do seu governo, alguns vendo-o como um ditador e tirano e outros como um líder habilidoso.
    
Estaline cumprimentando o ministro nazi Joachim von Ribbentrop no Kremlin, 1939
  
(...)
  
A Grande Purga
Em 1928 iniciou um programa de industrialização intensiva e de coletivização da agricultura soviética (plano quinquenal), impondo uma grande reorganização social e provocando a fome - genocídio na Ucrânia (Holodomor), em 1932 - 1933. Esta fome foi imposta ao povo ucraniano pelo regime soviético, tendo causado um mínimo de 4,5 milhões de mortes na Ucrânia, além de 3 milhões de vítimas noutras regiões da U.R.S.S. Nos anos 30 consolidou a sua posição através de uma política de modernização da indústria. Como arquitecto do sistema político soviético, criou uma poderosa estrutura militar e de policiamento. Mandou prender e deportar opositores, ao mesmo tempo que cultivava o culto da personalidade como arma ideológica.
A ação persecutória de Estaline, supõe-se, estendeu-se mesmo a território estrangeiro, uma vez que o assassinato de Leon Trótski, então exilado no México é-lhe creditado. Por mais providências que Trótski tomasse para proteger-se de agentes secretos, Ramón Mercader, membro do Partido dos Comunistas da Catalunha, foi para o México e conseguiu ganhar a confiança do dissidente, para executá-lo com um golpe de picareta. No momento do assassinato, Trótski escrevia uma biografia reveladora sobre Estaline. Esta seria uma das motivações para o crime, uma vez que o dirigente soviético desejava ocultar seu passado pré-revolucionário.
Desconfiando que as reformas económicas que implantara produziam descontentamento entre a população, Estaline dedicou-se, nos anos 30, a consolidar seu poder pessoal. Tratou de expulsar toda a oposição política. Se alguém lhe parecesse indesejável desse ponto de vista, ele se encarregava de desacreditá-lo perante a opinião pública.
Em 1934, Sergei Kirov, principal líder do Partido Comunista em Leningrado - e tido como sucessor presuntivo de Estaline - foi assassinado por um anónimo, Nikolaev, de forma até agora obscura; muitos consideram até hoje que Estaline não teria sido estranho a este assassinato. Seja como for, Estaline utilizou o assassinato como pretexto imediato para uma série de repressões que passaram para a história como a "Grande Purga". No dia 1 de dezembro de 2009 foi divulgado um diário de Nikolaev segundo ao qual se supôs que Nikolaev decidiu se vingar da sua demissão feita por Kirov do Instituto de História, e que o levou a ficar desempregado.
Estes deram-se no período entre 1934 e 1938 no qual Estaline concedeu tratamento duro a todos que lutassem contra o Estado soviético, ou mesmo supostos inimigos do Estado. Entre os alvos mais destacados dessa ação, estava o Exército Vermelho: parte de seus oficiais acima da patente de major foi presa, inclusive treze dos quinze generais-de-exército. Entre estes, Mikhail Tukhachevsky foi uma de suas mais famosas vítimas. Sofreu a acusação de ser agente do serviço secreto alemão. Com base em documentos entregues por Reinhard Heydrich, chefe do Serviço de Segurança das SS, Tukhachevsky foi executado, além de deportar muitos outros para a Sibéria. Com isso foi enfraquecido o comando militar soviético; ou seja, Estaline acreditou nas informações de Heydrich, e a sua atitude acabou debilitando a estrutura militar russa, que no entanto, conseguiu resistir ao ataque das tropas da Alemanha.
O principal instrumento de perseguição foi a NKVD. De acordo com Alan Bullock, o uso de espancamentos e tortura era comum, um facto francamente admitido por Khrushchev em seu famoso discurso posterior à morte de Estaline, onde ele citou uma circular de Estaline para os secretários regionais em 1939, confirmando que isto tinha sido autorizado pelo Comité Central em 1937.
  
Depurações
A condenação dos contra-revolucionários nos julgamentos de 1937-38 depois das depurações no Partido, exército e no aparelho estatal, tem raízes na história inicial do movimento revolucionário da Rússia.
Milhões de pessoas participaram no quê acreditavam ser uma batalha contra o czar e a burguesia. Ao ver que a vitória seria inevitável, muitas pessoas entraram para o partido. Entretanto nem todos haviam se tornado bolcheviques porque concordavam com o socialismo. A luta de classes era tal que muitas vezes não havia tempo nem possibilidades para pôr à prova os novos militantes. Até mesmo militantes de outros partidos inimigos dos bolcheviques foram aceites depois triunfo da revolução. Para uma parcela desses novos militantes foram dados cargos importantes no Partido, Estado e Forças Armadas, tudo dependendo da sua capacidade individual para conduzir a luta de classes.
Eram tempos muito difíceis para o jovem Estado soviético e a grande falta de comunistas, ou simplesmente de pessoas que soubessem ler, o Partido era obrigado a não fazer grandes exigências no que diz respeito à qualidade dos novos militantes. De todos estes problemas formou-se com o tempo uma contradição que dividiu o Partido em dois campos - de um lado os que queriam reduzir o socialismo para atuação de fortalecimento da URSS, ou seja, socialismo em um só país, por outro lado, aqueles que defendiam a ideia de que o socialismo deveria ser espalhado por todo o mundo e que a URSS não deveria se limitar a si própria. A origem destas últimas ideias vinha de Trótski, que foi caçado por Estaline após assumir o poder da URSS.
Trótski foi com o tempo obtendo apoio de alguns dos bolcheviques mais conhecidos. Esta oposição unida contra os ideais defendidas pelos marxistas-estalinistas, eram uma das alternativas na votação partidária sobre a política a seguir pelo Partido, realizada em 27 de dezembro de 1927. Antes desta votação foi realizada uma grande discussão durante vários anos e não houve dúvida quanto ao resultado. Dos 725.000 votos, a oposição só obteve 6.000 - ou seja, menos de 1% dos militantes do Partido apoiaram a oposição trotskista.
  
Deportações
Antes, durante e depois da Segunda Guerra, Estaline conduziu uma série de deportações em grande escala que acabaram por alterar o mapa étnico da União Soviética. Estima-se que entre 1941 e 1949 cerca de 3,3 milhões de pessoas foram deportadas para a Sibéria ou para repúblicas asiáticas. Separatismo, resistência/oposição ao governo soviético e colaboração com a invasão alemã eram alguns dos motivos oficiais para as deportações.
Durante o governo de Estaline os seguintes grupos étnicos foram completamente ou parcialmente deportados: ucranianos, polacos, coreanos, alemães, checos, lituanos, arménios, búlgaros, gregos, finlandeses, judeus entre outros. Os deportados eram transportados em condições espantosas, frequentemente em camiões de gado, milhares de deportados morriam no caminho. Aqueles que sobreviviam eram mandados para Campos de Trabalho Forçado.
Em fevereiro de 1956, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, Nikita Khrushchov condenou as deportações promovidas por Estaline, no seu relatório secreto. Nesse momento começa a chamada desestalinização, que, de chofre, engloba todos os partidos comunistas do mundo. Na verdade, esta desestalinização foi a afirmação de que Estaline cometeu excessos graças ao culto à personalidade que fora promovido ao longo de sua carreira política. Para vários autores anticomunistas, teria sido somente neste sentido que teria havido desestalinização, porquanto o movimento comunista na URSS deu prosseguimento à prática estalinista sem a figura de Estaline. De fato, a desestalinização não alterou em nada o caráter unipartidário do estado soviético e o poder incontestado exercido pelo Partido e pelos seus órgãos de repressão, mas significou também o fim da repressão policial em massa (a internação maciça de presos políticos em campos de concentração sendo abandonada, muito embora os campos continuassem como parte do sistema penal, principalmente para presos comuns), a suspensão de grande parte das sentenças estalinistas e o retorno e reintegração à vida quotidiana de grande massa de presos políticos e deportados. A repressão política, muito embora tenha continuado, não atingiu jamais, durante o restante da história soviética, os níveis de violência do estalinismo, principalmente porque foi abandonada a prática das purgas internas em massa no Partido.
As deportações acabaram por influenciar o surgimento de movimentos separatistas nos estados bálticos, no Tartaristão e na Chechénia, até os dias de hoje.
   
Número de vítimas
Após a extinção do regime comunista na União Soviética, historiadores passaram a estimar que, excluindo os que morreram por fome, entre 4-10 milhões de pessoas morreram sob o regime de Estaline. O escritor russo Vadim Erlikman, por exemplo, faz as seguintes estimativas:
 
Quantidade de pessoas Razão da morte
1,5 milhão Execução
5 milhões Gulags
1,7 milhão Deportados¹
1 milhão Países ocupados²
¹ Erlikman estima um total de 7,5 milhões de deportados
² Diz respeito aos mortos civis durante a ocupação russa
  
Este total estimado de 9 milhões, para alguns pesquisadores, deve ainda ser somado a 6-8 milhões dos mortos na fome soviética de 1932-1933, episódios também conhecidos como Holodomor. Existe controvérsia entre historiadores a respeito desta fome ter sido ou não provocada deliberadamente por Stalin para suprimir opositores de seu regime. Muitos argumentam que a fome ocorreu por questões circunstanciais não desejadas por Estaline ou que foi uma consequência acidental de uma tentativa de forçar a coletivização naquelas áreas afetadas pela fome. Todavia, também existem argumentos no sentido contrário, de que a fome foi sim provocada por Estaline. Para a última corrente, uma prova de que a fome foi provocada seria o facto de que a exportação de cereais da União Soviética para a Alemanha Nazi aumentou consideravelmente no ano de 1933, o que provaria que havia alimento disponível. Esta versão da história é retratada pelo documentário The Soviet Story.
Sendo assim, se o número de vítimas da fome for incluído, chega-se a um número mínimo de 10 milhões de mortes (mínimo de 4 milhões de mortos por fome e mínimo de 6 milhões de mortos pelas demais causas expostas). No entanto, Steven Rosefielde tem como mais provável o número de 20 milhões de mortos, Simon Sebag Montefiores sugere número um pouco acima de 20 milhões, no que é acompanhado por Dmitri Volkogonov (autor de Estaline: Triunfo e Tragédia), Alexander Nikolaevich Yakovlev, Stéphane Courtois e Norman Naimark. O pesquisador Robert Conquest recentemente reviu a sua estimativa original de 30 milhões de vítimas para cerca de 20 milhões, afirmando ainda ser muitíssimo pouco provável qualquer número abaixo de 15 milhões de vidas ceifadas pelo regime de Estaline.

 


   

Paul Klee nasceu há 145 anos

  

Paul Klee (Münchenbuchsee, 18 de dezembro de 1879 - Muralto, 29 de junho de 1940) foi um pintor e poeta suíço, naturalizado alemão. O seu estilo, fortemente individual, foi influenciado por várias tendências artísticas diferentes, incluindo o expressionismo, cubismo e surrealismo. Ele foi um estudante do orientalismo. Klee era um desenhador nato, que realizou experiências e, consequentemente, dominou a teoria das cores, assunto sobre o qual ele escreveu extensivamente. As suas obras refletem o seu humor seco e, às vezes, a sua perspetiva infantil, os seus ânimos e as suas crenças pessoais e a sua musicalidade. Ele e o seu amigo, o pintor russo Wassily Kandinsky, também eram famosos por darem aulas na escola de arte e arquitetura Bauhaus.
   
Senecio2, 1922
      
Angelus novus, 1920
    

O Quebra-Nozes foi a palco pela primeira vez há 132 anos


O Quebra-Nozes (também conhecido pelo nome em francês, Casse-Noisette, ballet-féerie) é um dos três ballets que Tchaikovsky compôs. Foi estreado em 18 de dezembro de 1892 no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, então a capital da Rússia imperial. Baseia-se na versão de Alexandre Dumas, pai de um conto infantil de E. T. A. Hoffmann, O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos. Devido à sua temática, é tradicionalmente encenado na época natalícia.

   

Willy Brandt nasceu há cento e onze anos

      
Willy Brandt, nascido Herbert Ernst Karl Frahm (Lübeck, 18 de dezembro de 1913 - Unkel, 8 de outubro de 1992), foi um político social-democrata alemão.
Entre 1957 e 1966 foi presidente da Câmara de Berlim, entre 1966 e 1969 foi ministro dos assuntos exteriores e vice-chanceler, entre 1969 e 1974 foi chanceler da República Federal da Alemanha. Pela sua Ostpolitik, cujo objetivo eram o relaxamento e equilíbrio com as ditaduras do Bloco do Leste, foi-lhe atribuído o Nobel da Paz no dia 10 de dezembro de 1971. Demitiu-se, em 1974, devido ao escândalo da descoberta de um espião alemão-oriental no seu gabinete.
     

Alejandro Sanz - 56 anos

     
Alejandro Sánchez Pizarro (Madrid, 18 de dezembro de 1968) é um cantor espanhol. Filho mais novo do casal María Pizarro Medina e Jesús Sánchez Madero, a sua vida sempre esteve ligada à música, tendo no seu pai a sua maior influência, principalmente em relação ao flamenco. O cantor é considerado um dos maiores compositores e intérpretes da música flamenca e do pop latino americano.
  
 

DMX - 54 anos

   
DMX, nome artístico de Earl Simmons (Mount Vernon, 18 de dezembro de 1970), é um rapper americano, também conhecido como Dark Man X.
   
 

Saudades de Patxi Andión...

A cantora Sia nasceu há quarenta e nove anos

 

Sia Kate Isobelle Furler (Adelaide, 18 de dezembro de 1975), mais conhecida como Sia, é uma cantora, compositora, produtora, diretora, roteirista e dobradora australiana.

       

in Wikipédia

 

Christina Aguilera - 44 anos

   

Christina María Aguilera (Staten Island, Nova Iorque, 18 de dezembro de 1980) é uma cantora, atriz, compositora e produtora musical dos Estados Unidos.

  
 

A Rainha Cristina da Suécia nasceu há 398 anos

   
Cristina (Estocolmo, 18 de dezembro de 1626Roma, 19 de abril de 1689) foi a Rainha da Suécia de 1632 até à sua abdicação, em 1654. Era a única filha do rei Gustavo II Adolfo e da sua esposa, Maria Leonor de Brandemburgo. Ela ascendeu ao trono sueco com apenas seis anos de idade, após a morte do seu pai, na Batalha de Lützen.

Sendo a filha de um defensor do protestantismo na Guerra dos Trinta Anos, Cristina causou escândalo ao abdicar em 1654 e ao converter-se ao catolicismo. Ela passou os seus anos restantes em Roma, tornando-se a líder da vida musical e teatral local. Como rainha sem um país, ela protegeu muitos artistas e projetos. Cristina morreu em 1689 e é uma das poucas mulheres enterradas no Vaticano.

Cristina era mal-humorada, inteligente e interessada em livros e manuscritos, religião, alquimia e ciência. Ela queria que Estocolmo se transformasse na "Atenas do Norte". Influenciada pela contrarreforma, ela cada vez mais se sentia atraída pela cultura barroca e mediterrânea que se desenvolveu longe do seu pais natal. O seu estilo de vida incomum e vestuário e comportamento masculino inspirariam vários romances, peças teatrais, óperas e filmes.
   
  

Kirsty MacColl morreu há vinte e quatro anos...

     
Kirsty Anna MacColl (Croydon, 10 October 1959 – Cozumel, Quintana Roo, 18 December 2000) was an English singer and songwriter. She wrote and recorded several pop hits between the early 1980s and the 1990s. In addition, she sang on hit recordings produced by her then-husband Steve Lillywhite, notably on tracks by The Smiths and The Pogues.
At the age of 41, MacColl died after being hit by a boat in Mexico.

Early career
Kirsty MacColl was the daughter of folk singer Ewan MacColl and dancer Jean Newlove. She and her brother, Hamish MacColl, grew up with their mother in Croydon, where Kirsty attended Park Hill Primary School, Monks Hill High School and John Newnham High School, making appearances in school plays. At the time of her birth, her father had been in a relationship with folk singer, multi-instrumentalist and songwriter Peggy Seeger since 1956 (a relationship that would continue until his death in 1989), and already had a son with her.
She came to notice when Chiswick Records released an EP by local punk rock band the Drug Addix with MacColl on backing vocals under the pseudonym Mandy Doubt (1978). Stiff Records executives were not impressed with the band, but liked her and subsequently signed her to a solo deal.
  
Debut single
Her debut solo single "They Don't Know", released in 1979, peaked at number two on the Music Week airplay chart. However, a distributors' strike prevented copies of the single getting into record stores, and the single consequently failed to appear on the UK Singles Chart.
MacColl recorded a follow-up single, "You Caught Me Out", but felt she lacked Stiff's full backing, and left the label shortly before the song was to be released. The single was pulled, and only a few "white label" promo copies of the single are known to exist.
MacColl moved to Polydor Records in 1981. She had a UK number 14 hit with "There's a Guy Works Down the Chip Shop Swears He's Elvis", taken from her critically acclaimed debut album Desperate Character. In 1983, Polydor dropped her just as she had completed recording the songs for a planned second album (to be called Real) which used more synthesizers and had new wave-styled tracks. She returned to Stiff, where pop singles such as "Terry" and "He's On the Beach" were unsuccessful but a cover of Billy Bragg's "A New England" in 1985 got to number 7 in the UK charts. This included two extra verses specially written for her by Bragg. Also around this time, MacColl wrote and performed the theme song "London Girls" for Channel 4's short-lived sitcom Dream Stuffing (1984).
In the United States, MacColl was probably most recognisable as the writer of "They Don't Know". Tracey Ullman's version, reached #2 in the UK in 1983 and #8 in the United States in early 1984; Ullman's video for the song featured a cameo by Paul McCartney near the end. MacColl also sang back-up on the track, providing the "Baay-byy" as the range was too high for Ullman to reach. It was also played over the closing credits of Ullman's HBO show Tracey Takes On... in 1996. Ullman also recorded three more of MacColl's songs, "You Broke My Heart In 17 Places" and "You Caught Me Out", as the title tracks of her first and second albums respectively, and "Terry" which was released as a single in 1985.

Chart re-emergence
When Stiff went bankrupt in 1986, MacColl was left unable to record in her own right, as no record company bought her contract from the Official Receiver. However, she had regular session work as a backing vocalist, and she frequently sang on records produced or engineered by her husband, Steve Lillywhite, including tracks for Robert Plant, The Smiths, Alison Moyet, Shriekback, Simple Minds, Talking Heads, Big Country, Anni-Frid Lyngstad (of ABBA), and The Wonder Stuff among others. She appeared in the videos "Welcome to the Cheap Seats" for The Wonder Stuff and "(Nothing But) Flowers" for Talking Heads (along with ex-The Smiths guitarist Johnny Marr).
MacColl re-emerged in the British charts in December 1987, reaching Number 2 with The Pogues on "Fairytale of New York", a duet with Shane MacGowan. This led to her accompanying The Pogues on their British and European tour in 1988, an experience which she said helped her temporarily overcome her stage fright. In March 1989, MacColl sang backing vocals on the Happy Mondays' Hallelujah EP.
After the contract issue was resolved, MacColl returned to recording as a solo artist and received critical acclaim upon the release of Kite (LP) in 1989. The album was widely praised by critics, and featured collaborations with David Gilmour and Johnny Marr. MacColl's lyrics addressed life in Margaret Thatcher's Britain on "Free World", ridiculed the vapidity of fame in "Fifteen Minutes", and addressed the vagaries of love in "Don't Come The Cowboy With Me Sonny Jim!" Although Kite contained many original compositions, MacColl's biggest chart success from the album was the cover of The Kinks' song "Days", which gave her a UK Top 20 hit in July 1989. A bonus track on the CD version of Kite was a cover of the Smiths song "You Just Haven't Earned It Yet, Baby".
During this time, MacColl was also featured on the British sketch comedy French and Saunders, appearing as herself, singing songs including "15 Minutes" and "Don't Come The Cowboy With Me Sunny Jim!" (from Kite), "Still Life" (the B-side of the "Days" single), "Girls On Bikes" (a reworking of B-side "Am I Right?") and, with comedy duo Raw Sex, the Frank and Nancy Sinatra hit "Somethin' Stupid". She continued to write and record, releasing the album Electric Landlady (coined by Johnny Marr, a play on the Jimi Hendrix album title Electric Ladyland), including her most successful chart hit in North America, "Walking Down Madison" (co-written with Marr and a Top 30 hit in the UK), in 1991. Despite the song's U.S. chart success, Landlady was not a hit for Virgin Records, and in 1992, when Virgin was sold to EMI, MacColl was dropped from the label.

Later work
She released Titanic Days, informed by her failing marriage with Lillywhite, in 1993, but ZTT Records had agreed only to release the album as a "one-off" and declined to sign her to a contract. In 1995, she released two new singles on Virgin, "Caroline" and a cover of Lou Reed's "Perfect Day" (a duet with Evan Dando), together with the "best of" compilation Galore.
Galore became MacColl's only album to reach the top 10 in the UK Albums Chart, but neither of the new singles, nor a re-released "Days", made the Top 40. MacColl did not record again for several years; her frustration with the music business was exacerbated by a lengthy case of writer's block. MacColl herself admitted that she was ready to give up her music career and become an English teacher in South America.
In 1998, the album What Do Pretty Girls Do? was released, containing BBC Radio 1 live sessions (featuring Billy Bragg on two songs) that were broadcast between 1989 and 1995.
After several trips to Cuba and Brazil, MacColl recorded the world music-inspired (particularly Cuban and other Latin American forms) Tropical Brainstorm, which was released in 2000 to critical acclaim. It included the song "In These Shoes?", which garnered airplay in the U.S., was covered by Bette Midler and featured in the HBO show Sex and the City. After MacColl's death it was adopted by Catherine Tate as the theme tune for her BBC TV show and featured on the soundtrack to British film Kinky Boots.

TV work
MacColl featured regularly in the third series of the French and Saunders Show, a comedy show on the BBC. Unlike other guests on the show, she was not part of any of the sketches but sang her songs whilst performing as in a music video. She also made regular appearances on Jools Holland's TV shows, also on the BBC, singing during the 1995 Hootenanny a rendition of "Miss Otis Regrets" with the Pipes and Drums of the Irish Guards.
MacColl appeared in the 1991 Channel 4 historic musical fantasy The Ghosts of Oxford Street as Kitty Fisher, performing "Fairytale of New York" opposite Shane MacGowan as the Duke of York.

Death
In 2000, following her participation in the presentation of a radio programme for the British Broadcasting Corporation in Cuba, MacColl took a holiday in Cozumel, Mexico, with her sons and her partner, musician James Knight. On 18 December 2000 she and her sons went diving at the Chankanaab reef, part of the National Marine Park of Cozumel, in a designated diving area that watercraft were restricted from entering. With the group was a local veteran divemaster, Iván Díaz. As the group were surfacing from a dive a powerboat moving at high speed entered the restricted area. MacColl saw the boat coming before her sons did; Louis (then 13) was not in its path, but Jamie (then 15) was, she was able to push him out of the way (he sustained minor head and rib injuries) but in doing so she was struck by the boat and died instantly. MacColl's body was repatriated back across the Atlantic Ocean to the United Kingdom, and was cremated after a humanist funeral at Mortlake Crematorium in South-West London.

The powerboat involved in the collision was controlled by Guillermo González Nova, multimillionaire president of the Comercial Mexicana supermarket chain, who was on board with members of his family. The boat was owned by Carlos González Nova, brother and founder of the chain. One employee of Guillermo González Nova, boathand José Cen Yam, stated that he was in control of the boat at the time of the incident. Eyewitnesses said that Cen Yam was not at the controls and that the boat was travelling much faster than the speed of one knot that González Nova said.

Cen Yam was found guilty of culpable homicide and was sentenced to 2 years 10 months in prison. He was allowed under Mexican law to pay a punitive fine of 1,034 pesos (about €63, £61 or US$90) in lieu of the prison sentence. He was also ordered to pay approximately US$2,150 in restitution to MacColl's family, an amount based on his wages. People who said they spoke to Cen Yam after the killing said he received money for taking the blame.