O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
No período em que foi Astrónomo Real Britânico, estabeleceu Greenwich como localização do primeiro meridiano. A sua reputação foi abalada pela alegação de que, devido à falta de ação da sua parte (em 1843 rejeitou os cálculos de John Couch Adams sobre a possibilidade de um 8º planeta influindo sobre Úrano), o Reino Unido perdeu a prioridade da descoberta de Neptuno.
A cratera lunar Airy (cratera lunar) e outra em Marte são assim denominadas em sua homenagem.
(...)
Hipóteses de Airy (1) e Pratt (2)
George Biddell Airy foi responsável pelo modelo Airy, que postula que as diferenças topográficas de altitude são compensadas por variações na espessura da crosta, da mesma forma que o peso de uma embarcação é compensada pela variação do seu calado.
Asimov é considerado um dos mestres da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado um dos "três grandes" da ficção científica. A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots.
Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande
quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500
volumes, aproximadamente 90.000 cartas ou postais, e tem obras em cada
categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em Filosofia.
A maioria de seus livros mais populares sobre ciência, explicam
conceitos científicos de uma forma histórica, voltando no tempo o mais
longe possível, quando a ciência em questão estava nos primeiros
estágios. Ele providencia, muitas vezes, datas de nascimento e
falecimento dos cientistas que menciona, também etimologias e guias de
pronunciação para termos técnicos. Alguns exemplos incluem, "Guide to
Science", os três volumes de "Understanding Physics" e a "Chronology of
Science and Discovery", e trabalhos sobre Astronomia, Matemática, a Bíblia, textos sobre William Shakespeare e Química.
Asimov foi membro e vice-presidente, por muito tempo, da Mensa,
ainda que faltasse frequentemente: ele os descrevia como
"intelectualmente combalidos". Exercia, com mais frequência e
assiduidade, a presidência da American Humanist Association (Associação Humanista Americana).
Em 1981, um asteroide recebeu o seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov. O robot humanoide "ASIMO" da Honda,
também pode ser considerada uma homenagem indireta a Asimov, pois o
nome do robot significa, em inglês, Advanced Step in Innovative
Mobility, além de também significar, em japonês, "também com pernas" (ashi mo), num trocadilho linguístico em relação às propriedades inovadoras de movimentação deste robot.
Christy Turlington ficou na 12ª posição na lista das «20 modelos-ícones», publicada pelo sitenorte-americanoModels.com.
Reconhecida como ícone de beleza e elegância, Christy Turlington foi em 2014 escolhida pela marca de beleza Imedeen para ser a porta-voz dos seus produtos e embaixadora da marca.
Dezoito dias depois da sua morte, com apenas 16 anos, nasceu o seu filho póstumo, o futuro rei D. Sebastião. Está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
D. João Manuel morreu de diabetes juvenil (diabetes tipo I, uma doença autoimune) em 1554. Dezoito dias depois nascia o seu filho póstumo, o futuro rei D. Sebastião.
Stardust foi a primeira missão norte-americana dedicada, única e exclusivamente, a explorar um cometa e com a finalidade de trazer material extraterrestre para lá da órbita da Lua.
A Stardust aproximou-se do cometa Wild 2 a 2 de janeiro de 2004,
após uma viagem de quatro anos pelo espaço. Durante esta aproximação
recolheu amostras de poeira do cometa e obteve fotos detalhadas do
seu núcleo gelado.
Adicionalmente a sonda Stardust deveria trazer amostras de poeira interestelar.
A sonda Stardust chegou, a 15 de janeiro de 2006, à Terra, com as amostras do material proveniente do cometa dentro de uma cápsula.
Teresa de Lisieux, nascida Marie-Françoise-Thérèse Martin, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, (Alençon,
2 de janeiro de 1873 - Lisieux,
30 de setembro de 1897) foi uma freira carmelita descalçafrancesa, conhecida como um dos mais influentes modelos de santidade para católicos, e religiosos em geral, pela sua "forma prática e simples de abordar a vida espiritual". Juntamente com São Francisco de Assis, é uma das santas mais populares da história da Igreja Católica. O papa Pio X chamou-a de "a maior entre os santos modernos".
Nascido em Tikrit, no antigo Reino do Iraque, Ali Hassam al-Majid teve uma infância muito pobre e pouca educação formal. Juntou-se ao Partido Ba'ath em 1968,
conjuntamente com o seu primo Saddam Hussein. Em 1979, ele conspirou,
com Saddam Hussein, para derrubar o então presidente Al-Bakr.
No governo do ditador Saddam Hussein, Al-Majid foi ministro da Defesa, ministro do interior e chefe do serviço de inteligência do Iraque e considerado o mentor do genocídio cometido contra os curdos em 1988, quando milhares de civis foram mortos pelo uso de gás
venenoso pelas tropas iraquianas. Nestes ataques pelo menos 180 mil
curdos morreram e mais de 1,5 milhão de pessoas foram desalojadas.
Em março de 2003, os Estados Unidos e os seus aliados invadiram o Iraque com o objetivo de derrubar Saddam Hussein e instaurar um novo governo democrático naquele país. Em 9 de abril a capital Bagdad caiu e, em maio, as forças norte-americanas já ocupavam o país e o então presidente norte-americanoGeorge W. Bush declarou o fim das operações militares, dissolvendo o governo do partido Ba'ath.
Ali Hassan sobreviveu aos bombardeamentos americanos de abril de 2003
mas foi preso pelas forças da coligação a 17 de agosto de 2003. Ele era o
5º homem mais procurado no Iraque pelos Estados Unidos,
mostrado como Rei de espadas no jogo de cartas americano dos mais procurados do antigo regime.
The Iraqi Cabinet put pressure on the Presidential council on 17 March 2009 for Al-Majid's execution.
The situation was similar on 17 January 2010 prior to 9 am (GMT);
a fourth death penalty was issued against him in response to his acts
of genocide against Kurds in the 1980s. He was also convicted of killing
Shia Muslims in 1991 and 1999. Alongside him in the trial was former
defense minister Sultan Hashem, who was also found guilty by The Iraqi
High Tribunal for the Halabja attack and sentenced to 15 years'
imprisonment. Al-Majid was executed by hanging on 25 January 2010. He
was buried in Saddam's family cemetery in al-Awja the next day; near
Saddam's sons, half-brother and the former vice president, but outside
the mosque housing the tomb of Saddam.
While he was sentenced to death on four separate occasions, the
original 2007 verdict sentenced him to five death sentences, and so the
combined tally of death sentences handed out was eight.
Amnesty International's
Middle East and North Africa Director Malcolm Smart later criticized
the execution as "only the latest of a mounting number of executions,
some of whom did not receive fair trials, in gross violation of human
rights..."
Mehmet Barış Manço, born Tosun Yusuf Mehmet Barış Manço (Üsküdar, Istanbul, 2 January 1943 – Kadıköy, Istanbul, 31 January 1999), known by his stage name Barış Manço, was a Turkishrock musician, singer, songwriter, composer, actor, television producer and show host. Beginning his musical career while attending Galatasaray High School, he was a pioneer of rock music in Turkey and one of the founders of the Anatolian rock
genre. Manço composed around 200 songs and is among the best-selling
and most awarded Turkish artists to date. Many of his songs were
translated into a variety of languages including English, French, Japanese, Greek, Italian, Bulgarian, Romanian, Persian, Hebrew, Urdu, Arabic and German, among others. Through his TV program, 7'den 77'ye ("From 7 to 77"),
Manço traveled the world and visited most countries on the globe. He
remains one of the most popular public figures of Turkey.
Foi aluno na Escola Superior de Belas Artes, donde foi expulso em 1942 por motivos políticos. Participou nas atividades do Grupo Surrealista de Lisboa, entre 1949 e 1951 e em 1962. Depois de ser preso pela PIDE aquando da "Operação Papagaio", instalou-se no Brasil onde desenvolveu várias atividades, como a de encenador e de diretor literário da Editora Samambaia. Regressou a Portugal em 1970.
Colaborou, com pequenos contos, no suplemento Fim-de-semana, do jornal República, e no semanário humorístico "Pé de Cabra". Chefiou a redação de O Coiso, semanário impresso nas oficinas do jornal República, durante 13 semanas, em 1975.
Aderiu em 1976 ao PRP - Partido Revolucionário do Proletariado.
Alguns textos seus, escritos em colaboração, foram recolhidos na Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), organizada por Mário Cesariny.
Os últimos anos da sua vida foram muito difíceis, tolhido pela
doença (degenerescência óssea) e afligido pela pobreza; vivendo na casa
materna, com a mãe e uma tia, muito idosas.
esperar-te esperar-te da mesma maneira solitária com que se tem saudades da paisagem numa vista ficar incerto – talvez desconhecido – olhando as mãos vazias e inúteis um cigarro somente enquanto passam minúsculos animais e o fumo te espera também esperar esperar apenas e não já esperar-te esperar qualquer coisa um rio que corra lentamente um grande desastre de automóveis o desmoronar da torre antiquíssima um corpo que apareça de súbito esperar só por esperar tanto pode ser que venhas com que não venhas que nunca venhas depois quando chegares já eu parti.
O asteroide que matou os dinossauros provocou o pai de todos os tsunamis
O mítico asteroide que dizimou os dinossauros gerou um tsunami com uns impressionantes 4,5 quilómetros de altura.
A maior onda alguma vez surfada, pelo havaiano Garrett McNamara, na Nazaré, tinha 27 metros de altura. O Empire State Building, em Nova Iorque, tem 443 metros. E o maior tsunami do mundo?
A maior onda do mundo da qual se tem notícia foi a de 9 de julho de
1958, no Alasca. Este tsunami atingiu os 524 metros de altura.
Um novo estudo descobriu agora que o asteroide que matou os dinossauros,
há 66 milhões de anos, desencadeou um tsunami gigante, no Golfo do
México, com 4,5 quilómetros de altura. As suas águas viajaram metade do mundo.
“Este tsunami foi forte o suficiente para perturbar e erodir sedimentos
em bacias oceânicas do outro lado do globo”, disse a autora principal do
estudo, Molly Range, num comunicado citado pelo ScienceAlert.
A equipa de investigadores modelou o asteroide que media 14 quilómetros de diâmetro e viajava a 43.500 km/h, ou 35 vezes a velocidade do som, quando atingiu a Terra.
Após a colisão do asteroide, muitas formas de vida morreram; os
dinossauros não-avianos foram extintos e cerca de 75% de todas as
plantas e espécies animais foram completamente exterminadas.
Para perceber o impacto do asteroide nos tsunamis, os cientistas
analisaram sedimentos marinhos depositados pouco antes ou depois do
evento de extinção em massa.
A energia inicial do tsunami de impacto foi até 30 mil vezes maior do que a energia libertada pelo tsunami de dezembro de 2004 no Oceano Índico que matou mais de 230 mil pessoas.
Assim que atingiu a Terra, criou uma cratera de 100 km de largura
e levantou uma densa nuvem de poeira. Dois minutos e meio depois, uma
cortina de material ejetado empurrou uma parede de água, formando uma
onda de 4,5 km de altura, de acordo com a simulação.
Ao fim de dez minutos, uma onda de tsunami de 1,5 km de altura, a cerca
de 220 km de distância do local do impacto, varreu o Golfo do México.
Uma hora após o impacto, o tsunami foi em direção ao Atlântico Norte.
Quatro horas volvidas, o tsunami passou pelo Mar da América Central e
entrou no Pacífico.
Um dia inteiro após a colisão do asteroide, as ondas viajaram pela
maior parte do Pacífico e do Atlântico, entrando no Oceano Índico e
tocando a maior parte das costas do globo 48 horas após o impacto.
Os resultados foram recentemente publicados na revista científica AGU Advances.
“Esta é talvez a confirmação mais reveladora do significado global deste evento”, disse Range.
“Dependendo das geometrias da costa e do avanço das ondas, a maioria
das regiões costeiras terá sido inundada e erodida em certa medida”,
escreveram os autores do estudo. “Quaisquer tsunamis historicamente
documentados empalidecem em comparação com este impacto global”.
Foi o mais inovador pintor português da sua geração, refletindo, na sua obra naturalista, influências de pintores impressionistas, como Pissarro e Manet.
Realizou também paisagens que ultrapassam as preocupações estéticas da
pintura do seu tempo. Natural de Vila Viçosa, Henrique Pousão faz-se
pintor na Academia Portuense de Belas Artes, onde é discípulo de Thadeo Furtado e João Correia.
Bolseiro do Estado, parte para Paris, em 1880, com José Júlio de Sousa Pinto onde é discípulo de Alexandre Cabanel e Yvon. Por razões de saúde, troca a França por Itália: em Nápoles, Capri
e Anacapri, executa algumas das suas melhores pinturas, em Roma é
sócio dos Círculo dos Artistas e frequenta sessões noturnas de Modelo
Vivo.
Considerado um dos maiores da Pintura portuguesa da segunda metade do século XIX,
Henrique Pousão desenvolveu toda a sua produção artística em fase de
formação. A sua pintura é marcada pelos lugares por que passa.
Em França,
revela já a originalidade que, mais tarde, marca a sua obra: um
entendimento da luz e da cor, traduzido nas representações das margens
do Sena, dos bosques sombrios dos arredores de Paris e em aspetos da
aldeia de St. Sauves.
Em Roma,
embora adira ao gosto académico, afasta-se do registo mimético e
narrativo do naturalismo: num numeroso conjunto de pequenas tábuas,
pinta ruas, caminhos, pátios, casas, trechos de paisagens, expressa as
formas em grandes massas de cor, em jogos de claro-escuro e de
luz-sombra. Em algumas obras, as composições assumem formas sintetizadas
- próximas de uma expressão abstrata - caso de exceção na pintura
portuguesa da época.
Através da sua obra, é possível traçar o antes e o depois do naturalismo.
Esperando o sucesso (1882), óleo de Henrique Pousão
João Henrique Roque dos Santos (Casalinhos de Alfaiata, concelho de Torres Vedras, 1 de janeiro de 1940) é um ciclista de Portugal. Venceu a Volta a Portugal em 1963. Foi responsável pela vinda de Joaquim Agostinho para o Sporting e fez parte da Comissão de Honra do Centenário do Clube.
Palmarés
1958 - Início da carreira, com 12 vitórias populares - Mem Martins Sport Clube.
1959 - 23 vitórias populares, entre as quais o 1º G. P. Pero Pinheiro, no mesmo clube.
1960 - Ingressa no Sporting Clube de Portugal, como amador sénior, cinco vitórias como amador.
1963 - 1º na Volta a Portugal em Bicicleta,
1º Porto Lisboa, 30º no Campeonato do Mundo em Espanha, Campeão nacional
C. R equipas, Melhor Atleta profissional do Ano, Prémio STROMP.
Capa da edição do The Times de 4 de dezembro de 1788
The Times ("Os Tempos", em inglês) é um jornalbritânico nacional com sede em Londres, Reino Unido. Foi fundado em 1785 sob o título The Daily Universal Register, adotando o seu nome atual a 1 de janeiro de 1788.
(...)
O The Times é o criador do tipo de letra Times Roman, amplamente utilizada e originalmente desenvolvido por Stanley Morison, do The Times, em colaboração com a Monotype Corporation. Em novembro de 2006, o Times começou a imprimir manchetes numa nova fonte, a Times New Roman. O jornal foi impresso em formato standard
durante 219 anos, mas mudou para tamanho compacto em 2004, numa
tentativa de ser mais apelativo para os leitores mais jovens e os
viajantes que utilizam o transporte público.
Imagem em cores naturais de Ceres, feita em maio de 2015, pela sonda Dawn
Ceres é um planeta anão que se encontra na cintura de asteroides, entre Marte e Júpiter. Ceres tem um diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço dessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço do total da massa da cintura.
Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo da Terra,
pouco se sabe sobre Ceres. A superfície ceriana é enigmática: em
imagens de 1995, pareceu-se ver um grande ponto negro que seria uma
enorme cratera;
em 2003, novas imagens apontaram para a existência de um ponto branco
com origem desconhecida, não se conseguindo assinalar a cratera
inicial.
A própria classificação mudou mais de que uma vez: na altura em que foi descoberto foi considerado como um planeta,
mas após a descoberta de corpos celestes semelhantes na mesma área do
sistema solar, levou a que fosse reclassificado como um asteroide por
mais de 150 anos.
No início do século XXI, novas observações mostraram que Ceres é um
planeta embrionário com estrutura e composição muito diferentes das dos
asteroides comuns e que permaneceu intacto provavelmente desde a sua
formação, há mais de 4,6 mil milhões de anos. Pouco tempo depois, foi
reclassificado como planeta anão. Pensava-se, também, que Ceres fosse o
corpo principal da "família Ceres de asteroides". Contudo, Ceres
mostrou-se pouco aparentado com o seu próprio grupo, inclusive em termos
físicos. A esse grupo é agora dado o nome de "família Gefion de asteroides".
(...)
A lei de Titius-Bode preconizava a existência de um planeta entre Marte e Júpiter a uma distância de 419 milhões de quilómetros (2,8 UA). A descoberta de Urano por William Herschel em 1781 a 19,18 UA confirmava a lei publicada apenas três anos antes. No congresso astronómico que teve lugar em Gota, na Alemanha em 1796, o astrónomo francêsJérôme Lalande recomendou a sua procura.
Os astrónomos iniciaram a procura pelo Zodíaco e Ceres foi descoberto acidentalmente no dia 1 de janeiro de 1801 por Giuseppe Piazzi, que não fazia parte dessa comissão, usando um telescópio situado no alto do Palácio Real de Palermo na Sicília. Piazzi procurava uma estrela listada por Francis Wollaston
como Mayer 87, porque não estava na posição descrita no catálogo. No
dia 24 de janeiro, Piazzi anunciou a sua descoberta em cartas a
astrónomos, entre eles Barnaba Oriani de Milão.
Ele catalogou Ceres como um cometa, mas "dado o seu movimento muito
lento e algo uniforme, ocorreu-me várias vezes que pode ser algo melhor
que um cometa". No ínício de fevereiro, Ceres perdeu-se quando passou
por detrás do Sol. Em abril, Piazzi enviou as suas observações completas para Oriani, Bode e Lalande. Estas foram publicadas na edição de setembro de 1801 do Monatliche Correspondenz.
Para recuperar Ceres, Carl Friedrich Gauss,
na época com apenas 24 anos de idade, desenvolveu um método para a
determinação da órbita a partir de três observações. Em poucas semanas,
ele previu o brilho de Ceres pelo espaço, e enviou os seus resultados
para o Barão von Zach, editor do Monatliche Correspondenz. No último dia de 1801, von Zach e Heinrich Olbers confirmaram a recuperação de Ceres.
Ceres foi considerado demasiado pequeno para ser um verdadeiro planeta e
as primeiras medidas apresentavam um diâmetro de 480 km. Ceres
permaneceu listado como um planeta em livros e tabelas de astronomia
por mais de meio século, até que vários outros corpos celestes foram
descobertos na mesma região do sistema solar. Ceres e esse grupo de
corpos ficaram conhecidos como cintura de asteroides. Muitos cientistas
começaram a imaginar que estes seriam o vestígio final de um velho
planeta destruído. Contudo, hoje sabe-se que a cintura é um planeta em
construção e que nunca completou a sua formação.
Uma ocultação de uma estrela por Ceres foi observada no México, Flórida e nas Caraíbas
no dia 13 de novembro de 1984: com esta ocultação foi possível
estabelecer o tamanho máximo, mais de duas vezes a dimensão que se
julgava, e a forma do planetoide, que se apresentava praticamente
esférico. Em 2005, descobriu-se que Ceres era um corpo celeste mais
complexo do que se tinha imaginado, mostrando-se como um planeta
embrionário. Em agosto de 2006, foi classificado como planeta anão, pela
proposta final da União Astronómica Internacional, dado não ter
dimensão suficiente para "limpar a vizinhança da sua órbita". A
proposta original definiria um planeta apenas como sendo "um corpo
celeste que (a) tem massa suficiente para que a própria gravidade
supere forças de corpos rígidos levando a que assuma uma forma de
equilíbrio hidrostático (aproximadamente redondo), e (b) em órbita em
volta de uma estrela, e não é uma estrela nem um satélite de um
planeta".
Frankenstein ou o Moderno Prometeu (Frankenstein: or the Modern Prometheus, no original em inglês), mais conhecido simplesmente por Frankenstein, é um romance de terrorgótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi primeiramente publicada em 1818,
sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se
considerar a versão, revista, da terceira edição do livro, publicada em 1831, como a definitiva.
O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo género de
literatura de terror, tendo grande influência na literatura e cultura
popular
ocidental.
Origem
Em 1815 o Monte Tambora, na ilha de Sumbawa, na atual Indonésia,
entrou em erupção. Como consequência, um milhão e meio de toneladas de
poeira foram lançadas na atmosfera, bloqueando a luz solar, deixando o
ano de 1816 sem verão no hemisfério norte.
Neste ano, Mary Shelley, então com 19 anos e ainda com o nome de solteira, Mary Wollstonecraft Godwin, e seu futuro marido, Percy Bysshe Shelley, foram passar o verão à beira do Lago Léman, onde também se encontrava o amigo e escritor Lord Byron.
Forçados a ficar confinados por vários dias em ambiente fechado pelo
clima hostil anormal para a época e local, os três e mais outro hóspede,
o também escritor John Polidori,
passavam o tempo lendo uns para os outros historias de horror,
principalmente histórias de fantasmas alemãs traduzidas para o francês.
Eventualmente Lord Byron propôs que os quatro escrevessem, cada um,
uma história de fantasmas. Byron escreveu um conto que usaria em parte
mais tarde na conclusão de seu poema Mazzepa. Inspirado por outro
fragmento de história de Byron desta época, Polidori mais tarde
escreveria o romance “O Vampiro”, que seria a primeira história ocidental contendo o vampiro, como conhecemos hoje, e que, décadas depois, inspiraria Bram Stoker no seu Drácula.
Porém, passados vários dias, Mary Shelley ainda não conseguira criar
uma história. Eventualmente ela veio a ter uma visão sobre um estudante
dando vida a uma criatura. Essa visão tornou-se a base da história de
Frankenstein, a qual Mary Shelley veio a desenvolver num romance,
encorajada pelo seu futuro marido.
Desta forma, é curioso notar que o Frankenstein e o Vampiro vieram a ter sua génese literária na mesma ocasião.
Shelley relatou a sua versão da génese da história no prefácio da terceira edição (definitiva) de seu romance.
Edições
Mary Shelley completou o romance em 1817 e Frankenstein ou o moderno Prometeu foi publicado em 1 de janeiro de 1818 por uma pequena editora de Londres,
a Lackington, Hughes, Harding, Mavor & Jones, após ter sido
rejeitada por duas outras editoras. A publicação não continha o nome da
autora, somente um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, o seu noivo,
e uma dedicatória a William Godwin, o seu pai. A primeira edição foi
feita em três volumes e foram impressas somente 500 cópias.
Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso de vendas
quase imediato. Ficou bastante conhecida, principalmente através
de adaptações para o teatro, e a obra foi traduzida para o francês.
A segunda edição de Frankenstein foi publicada a 11 de agosto de 1823, em dois volumes, desta vez com o crédito como autora para Mary Shelley.
Em 31 de outubro
de 1831, a editora Henry Colburn & Richard Bentley lançou a primeira
edição popular, num volume. Esta edição foi significativamente
revista por Mary Shelley, e continha um novo e longo prefácio, escrito
por ela, relatando a génese da história. Esta edição é a mais conhecida e
mais usada como base para traduções.