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domingo, dezembro 28, 2025

O terramoto de Messina foi há 117 anos...


Date December 28, 1908
5:20 am
Magnitude 7.1 Mw
Epicenter 38.15°N 15.683°E
Areas affected Sicily & Calabria, Italy
Tsunami Yes
Casualties100.000 to 200.000

  
The 1908 Messina earthquake (also known as the 1908 Messina and Reggio earthquake) and tsunami took about 123.000 lives on December 28, 1908, in Sicily and Calabria, southern Italy. The major cities of Messina and Reggio Calabria were almost completely destroyed.
   
   
Messina
   

sexta-feira, dezembro 26, 2025

O sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004 foi há vinte e um anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2d/2004-tsunami.jpg/1024px-2004-tsunami.jpg
Tsunami ao atingir Ao Nang, na Tailândia
    
O sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004 foi um terramoto submarino que ocorreu às 00.58.53 horas UTC de 26 de dezembro de 2004, com epicentro na costa oeste de Sumatra, na Indonésia. O terramoto é conhecido pela comunidade científica como o terramoto de Sumatra-Andamão. O tsunami resultante é chamado por diversos nomes, incluindo tsunami do Oceano Índico em 2004, tsunami do sul da Ásia e tsunami da Indonésia.
O terramoto foi causado pela subducção da placa oceânica indo-australiana que desencadeou uma série de tsunamis devastadores ao longo das costas da maioria dos continentes banhados pelo Oceano Índico, matando mais de 230.000 pessoas em catorze países diferentes e inundando comunidades costeiras com ondas de até 30 metros de altura. Foi um dos mais mortais desastres naturais da história. Em número de vítimas, a Indonésia foi o país mais atingido, seguida pelo Sri Lanka, Índia e Tailândia.
Com uma magnitude de entre 9,1 e 9,3 foi o terceiro maior terramoto já registado por sismógrafos. Este sismo teve a maior duração do movimento da falha já observada, entre 8,3 e 10 minutos. Isso fez com que o planeta inteiro vibrasse um centímetro e deu provavelmente origem a outros terramotos em pontos muito distantes do epicentro, como no Alasca, nos Estados Unidos. O seu hipocentro foi a cerca de 30 km de profundidade e o epicentro situou-se entre Simeulue e Sumatra.
A situação de muitos povos e países afetados em todo o mundo provocou uma resposta humanitária. Ao todo, a comunidade mundial doou mais de 14 mil milhões de dólares em ajuda humanitária.
  
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Sismo
O Sismo ocorreu a 26 de dezembro de 2004, por volta das oito da manhã, na hora local da região do seu epicentro, em pleno oceano, a oeste da ilha de Sumatra, nas coordenadas 3,298°N (latitude) e 95,779°O (longitude). O abalo teve magnitude sísmica estimada primeiramente em 8,9 na Escala de Richter, posteriormente elevada para 9,0 e sendo o sismo mais violento registado desde 1960, sendo um dos cinco maiores dos últimos cem anos. Ao tremor de terra seguiu-se um tsunami de cerca de dez metros de altura que devastou as zonas costeiras. O tsunami atravessou o Oceano Índico e provocou destruição nas zonas costeiras da África oriental, nomeadamente na Tanzânia, Somália e Quénia.
O terramoto foi causado por rutura na zona de subducção onde a placa tectónica da Índia e Austrália mergulha por baixo da placa da Birmânia. A linha de rutura está calculada como tendo cerca de 1.200 km de comprimento e a deslocação relativa das placas foi cerca de 15 metros. Este deslocamento pode parecer pouco, mas em condições normais as placas oceânicas movimentam-se com velocidade da ordem do milímetro por ano. A energia libertada provocou o terramoto de magnitude elevada, enquanto que a deslocação do fundo do oceano, quer das placas tectónicas quer de sedimentos remobilizados pelo abalo, deram origem ao tsunami e alteração na rotação da Terra.
O número de vítimas, que era de aproximadamente 150.000, elevou-se para 220 000 quando o governo da Indonésia suspendeu as buscas a 70.000 desaparecidos e os incluiu no saldo de mortos no desastre.
     
Animação mostrando a progressão do tsunami
 
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A propagação do tsunami levou cinco horas para chegar à Austrália Ocidental, sete horas para chegar à Península Arábica e onze horas até alcançar a costa sul-africana
       
Efeitos
O sismo de 26 de dezembro alterou em 2,5 cm a posição do Polo Norte. Este movimento sugere uma tendência sísmica já verificada em terramotos anteriores. O sismo também afetou a forma da Terra. A forma da Terra (aplanada nos polos e com maior diâmetro sobre a linha do equador), variou uma parte em 10 milhões, tornando a Terra mais redonda. No entanto, todas as mudanças são muito pequenas para serem percebidas sem instrumentos.
O sismo diminuiu ainda o comprimento dos dias em 6,8 microssegundos, pelo que se depreende que a Terra gira um pouco mais rápido do que o fazia antes.
Sempre que acontecem variações da posição das massas sobre a Terra, como acontece num sismo, estas têm de ser compensadas por variações da velocidade de rotação do planeta. É isto que em Física se designa por conservação do momento angular. Apesar da oscilação do eixo terrestre ter sido muito pequena - abaixo de três microssegundos - o planeta sofreu tal efeito, graças a um tempo superior a três minutos de vibração contínua, na zona do epicentro. Como a Terra não é perfeitamente esférica, mas sim um elipsoide achatado nos polos, as diferentes posições do planeta em relação ao Sol e à Lua, bem como as referidas movimentações de massas, dão origem ao tal movimento. No Brasil os radares mostraram uma elevação dos mares e o radar que alerta como possível tsunami foi acionado.
  
Mapa do epicentro do terramoto e países mais afetados pelo tsunami
      
Países afetados
Os países mais afetados foram:
  
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/80/US_Navy_050102-N-9593M-040_A_village_near_the_coast_of_Sumatra_lays_in_ruin_after_the_Tsunami_that_struck_South_East_Asia.jpg/1024px-US_Navy_050102-N-9593M-040_A_village_near_the_coast_of_Sumatra_lays_in_ruin_after_the_Tsunami_that_struck_South_East_Asia.jpg
Uma cidade em ruínas próxima da costa de Samatra, em 2 de janeiro de 2005
   
 Vítimas
Países Mortes Feridos Desaparecidos Desalojados
Confirmadas Estimado
Indonésia 126 915 +126 915 ~100 000 37063 400 000 - 700 000
Sri Lanka 30 957 38 195 15 686 5637 ~573 000
Índia 10 749 16 413 5640 380 000
Tailândia 53953 11 000 8457 2932
Somália 298 298 5000
Birmânia 61 290 - 600 45 200 3200 confirmados
Malásia 68–  74 74 299
Maldivas 82 108 26 12000–  22000
Seychelles 1 -  3 3
Tanzânia 10 +10
Bangladesh 2 2
África do Sul 2 2
Quénia 1 2 2
Iémen 1 1
Madagáscar 23000 +1000
Total 174 542 ~193 623 ~125 000 ~51 498 ~1,5 milhão
          

segunda-feira, dezembro 22, 2025

Um tsunami, provocado por uma erupção do Krakatoa, matou centenas de pessoas há sete anos...

Destruição numa praia de Banten após o tsunami

 

No dia 22 de dezembro de 2018 um tsunami, causado por uma erupção do vulcão Anak Krakatoa, no Estreito de Sunda, atingiu a região costeira de Banten e Lampung, Indonésia. Pelo menos 437 pessoas morreram, mais de 14.000 ficaram feridas e 24 foram declaradas desaparecidas. A Agência Meteorológica, Climatológica e Geofísica da Indonésia (BMKG), atribuiu o tsunami à maré alta e a um deslizamento submarino de terra, causado por uma erupção vulcânica. 

 

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Áreas afetadas pelo tsunami no estreito de Sunda em 2018

 

terça-feira, novembro 04, 2025

Há 73 anos ocorreu um dos mais fortes terramotos do século XX, na península russa de Kamchatka

  
The main earthquake struck at 16:58 GMT (04:58 local time) on November 4, 1952. Initially assigned a magnitude of 8.2, the quake was revised to 9.0 Mw in later years. A large tsunami resulted, causing destruction and loss of life around the Kamchatka peninsula and the Kuril Islands. Hawaii was also struck, with estimated damages of up to US$1 million and livestock losses, but no human casualties were recorded. Japan reported no casualties or damage. The tsunami reached as far as Alaska, Chile, and New Zealand.
The hypocentre was located at 52.75°N 159.5°E, at a depth of 30 km. The length of the subduction zone fracture was 600 km. Aftershocks were recorded in an area of approximately 247,000 km2, at depths of between 40 and 60 km. A recent analysis of the tsunami runup distribution based on historical and geological records give some indication as to the slip distribution of the rupture.
 
   
View of the Severo-Kurilsk port. In 1952 a whole settlement was located there. The modern town was rebuilt in another place

1952 Severo-Kurilsk Tsunami was a major tsunami that hit Severo-Kurilsk, Kuril Islands, Sakhalin Oblast, Russian SFSR, USSR, which occurred on 5 November 1952 at about 5 a.m. It led to the destruction of many settlements in Sakhalin Oblast and Kamchatka Oblast, while the main impact struck the town of Severo-Kurilsk. The tsunami was generated by a major earthquake in the Pacific Ocean, 130 km from the shore of Kamchatka, with an estimated magnitude of 9.0. There were three waves about 15-18 m high. After the earthquake the majority of the Severo-Kurilsk citizens fled to the surrounding hills, where they escaped the first wave. However, most of them returned to the town and were killed by the second wave. The third wave was minor. According to the authorities, out of a population of 6,000 people, 2,336 died.
The remaining survivors were evacuated to continental Russia. The settlement was then rebuilt in another location.

 

NOTA: embora provocando poucos mortos, dada a sua magnitude, este sismo é considerado atualmente o 5º com mais elevada magnitude não inferida de sempre e o 3º mais forte do século XX, segundo a Wikipédia:

Rank Date Location Event Magnitude
1 May 22, 1960 Chile Valdivia, Chile 1960 Valdivia earthquake 9.4–9.6
2 March 27, 1964 United States Prince William Sound, Alaska, United States 1964 Alaska earthquake 9.2–9.3
3 December 26, 2004 Indonesia Sumatra, Indonesia 2004 Indian Ocean earthquake 9.2–9.3
4 March 11, 2011 Japan Pacific Ocean, Tōhoku region, Japan 2011 Tōhoku earthquake 9.0–9.1
5 November 4, 1952 Soviet Union Kamchatka, Russian SFSR, Soviet Union 1952 Severo-Kurilsk earthquake 9.0

terça-feira, setembro 30, 2025

Um terramoto atingiu a ilha de Sumatra há 16 anos


O sismo de Sumatra de 2009 foi um sismo de magnitude 7,6  (com violentas réplicas) que afetou Sumatra às 17.16.10, hora local, em 30 de setembro de 2009 e teve uma magnitude de momento de 7,6. O epicentro localizou-se 45 km a oeste-noroeste de Padang, na ilha de Samatra, e 220 km a sudoeste de Pekanbaru, também em Sumatra. A estimativa do número de mortos varia de 770 a 1.100. Milhares de pessoas ficaram presas entre os escombros. Só em Sumatra Ocidental e Jambi foram confirmados 716 mortos.

 

sexta-feira, setembro 19, 2025

Um terramoto (quase) arrasou a Cidade do México há quarenta anos...

Cidade do México - o Hospital Geral em colapso
   
O Sismo da Cidade do México de 1985, foi um violento sismo ocorrido às 07.19 horas da manhã do dia 19 de setembro de 1985, tendo o seu epicentro no mar, na zona de Michoacán, no litoral do México, alcançando a capital em aproximadamente 50 segundos e chegando à magnitude de 8,1 a 8,3 na escala Richter. Deixou um rastro de destruição e morte na Cidade do México, derrubando vários edifícios na capital mexicana e outros estados. Foi classificado como um dos piores sismos da história contemporânea e da América. O evento causou entre três e quatro mil milhões de dólares em danos - 412 edifícios desmoronaram e 3.124 outros foram seriamente danificados na cidade. Enquanto os dados são contestados, o número mais citado de mortes é estimado em 10 mil pessoas, mas os especialistas concordaram que poderá ter sido de até 40.000 mortos.
   
O evento
Em 19 de setembro de 1985, uma quinta-feira, às 07.19, a Cidade do México foi abalada por um sismo de magnitude 8,1 na escala de Richter, com epicentro em 17.6 N e 102.5 W, no Oceano Pacífico, próximo de Lázaro Cárdenas, Michoacán. Trinta seis horas depois ocorreria uma réplica de magnitude 7.3 na escala de Richter. O primeiro sismo foi sentido em locais distantes como Houston, Cidade da Guatemala e Chiapas e gerou um tsunami que causou alguns danos próximo de Lázaro Cárdenas, com uma altura máxima de 3 metros.
A Cidade do México, com 18 milhões de habitantes na época, teve a sua energia elétrica, abastecimento de água e comunicações comprometidas. Diversos tubos de gás explodiram, provocando incêndios e ampliando a destruição.
     
Vítimas e danos causados  
Estima-se que este sismo tenha afetado seriamente cerca de 825.000 km2 de território e sentido por cerca de 20 milhões de pessoas. Foram contabilizadas 412 construções totalmente destruídas e 3.124 seriamente danificadas na Cidade do México (a maior parte das quais com uma altura entre 8 e 18 pisos). Foram também registados danos significativos em zonas dos estados de Jalisco, Michoacán, Colima, Guerrero, Morelos e Veracruz.
Toda a cidade foi abalada, mas as áreas mais afetadas foram aquelas situadas sobre o que em tempos foi o lago de Texcoco, na antiga Tenochtitlán. Os sedimentos não consolidados, situados sob as construções afetadas, e a negligência na construção dos edifícios foram os motivos principais que levaram ao colapso de tantas estruturas.
Após mais de dois minutos, a terra deixou de tremer, e, por essa altura, parte do centro da cidade estava em ruínas. Entre as construções destruídas contam-se várias escolas, cerca de cem mil habitações, o edifício da emissora Televisa, vários edifícios governamentais e alguns hospitais. O número de vítimas foi estimado em 9.500 mortos (havendo algumas fontes que apontam até 35.000 mortos), 30.000 feridos, e 100.000 desalojados. As equipas de socorro terão salvo cerca de 4.000 pessoas, incluindo recém-nascidos de um hospital.
O governo foi criticado por ter se recusado a receber ajuda internacional e pela demora no início do socorro às vítimas.
   
Monumento às vítimas do sismo de 1985
   

    
USGS ShakeMap for the event
      
Map showing regional tectonic plates and the Middle America Trench

quarta-feira, agosto 27, 2025

A ilha de Krakatoa desapareceu há cento e quarenta e dois anos...

   
No dia 27 de agosto de 1883, a ilha de Krakatoa ou Cracatoa (em indonésio: Krakatau), localizada no estreito de Sunda, entre as ilhas de Sumatra e Java, na Indonésia, desapareceu quando o vulcão de mesmo nome, no monte Perboewatan - supostamente extinto - entrou em erupção. É considerada uma das piores erupção vulcânica da História e a que maiores danos causou.
A sucessão de erupções e explosões durou 22 horas e o saldo foi de mais de 37 mil mortos. A sua explosão atirou piroclastos a aproximadamente 27 km de altitude e o som da última grande explosão foi ouvida a cinco mil quilómetros, na ilha de Rodrigues, tendo os habitantes ficado surpresos com o estrondo, supondo significar uma batalha naval. O barulho chegou também até à Austrália, Filipinas e Índia.
Os efeitos atmosféricos da catástrofe, como poeira e cinzas circundando o globo, causaram estranhas transformações na Terra, como súbita uma queda de temperatura e transformações no nascer e pôr do Sol durante aproximadamente 18 meses, levando anos até voltar ao normal. Todas as formas de vida da ilha, animal e vegetal, foram destruídas. Por causa das explosões, vários tsunamis ocorreram em diversos pontos do planeta. Perto das ilhas de Java e Sumatra, as ondas chegaram a mais de 40 metros de altura.
A cratera do vulcão era monstruosa, possuía aproximadamente 16 km de diâmetro. O vulcão não parou de cuspir lava e houve ainda outras erupções durante todo o ano. Antes da erupção, a ilha possuía quase dois mil metros de altitude, mas após a erupção a ilha foi riscada do mapa, tendo-se um lago formado na cratera (caldeira) do vulcão, onde hoje vivem várias espécies de plantas e pássaros.
Atualmente, na região da cratera, há uma nova formação rochosa em formação chamada Anak Krakatau (Anak Krakatoa, filho de Krakatoa ou Krakatau), que já possui mais de 800 metros de altura, pois que em cada ano aumenta em média cinco metros, podendo haver mudanças.
   
Efeitos
Provavelmente o tsunami mais destrutiva registada na história, até ao sismo de 26 de dezembro de 2004, originou-se da explosão do vulcão Krakatoa, numa série de quatro explosões que espalharam cinzas pelo mundo e geraram uma onda sentida nos oceanos Atlântico e Pacífico.
O escritor Simon Winchester descreveu o evento como "O dia em que o mundo explodiu". Livros de história contam como uma série de grandes ondas - tsunamis -  algumas com alturas de quase 40 metros acima do nível do mar, mataram mais de 36 mil pessoas em cidades e aldeias costeiras ao longo do estreito de Sunda.
A maioria das vítimas foi morta pela tsunami e não pela erupção que destruiu dois terços da ilha. Ondas tsunami geradas pela erupção foram observadas em todo o oceano Índico, no Pacífico, na costa oeste dos EUA, na América do Sul e até no canal da Mancha. Elas destruíram tudo em seu caminho e levaram para a costa blocos de corais com até 600 toneladas.
Um navio que se encontrava na área, de seu nome Berouw, foi arrastado terra adentro, tendo toda a tripulação morta. De acordo com Winchester, corpos apareceram em Zanzibar e o som da destruição da ilha foi ouvido na Austrália e na Índia.
As ondas do tsunami foram sentidas em Liverpool, na Inglaterra, em alguns territórios africanos e também nas partes do Canadá, sem muitos desabamentos. De acordo com registos climáticos e recentes estudos, a temperatura global decaiu 1 ºC em decorrência da grande quantidade de gases e partículas que foram lançados na atmosfera na ocasião da erupção.
  

Evolução das ilhas à volta de Krakatoa de 1880 a 2005 - note-se o contínuo crescimento de Anak Krakatoa desde 1883
   
Anak Krakatoa - o filho de Krakatoa
Cientistas afirmam que a nova formação (vulcão) Anak Krakatoa pode ser ainda muito mais poderosa que o antigo Krakatoa. Com a antiga explosão, os três montes foram transformados em um só, criando uma caldeira que chega a 50 km subterrâneos - um gigantesco depósito de lava.
Acredita-se que se Anak Krakatoa atingir altura próxima à de seu progenitor e se uma nova grande erupção daquela dimensão acontecer, parte da população mundial e grande parte de toda a fauna e flora pode morrer.

Anak Krakatoa é um vulcão extremamente ativo e quase sempre é colocado em estado de alerta nível 2. Os cientistas não sabem afirmar quando ele vai entrar em erupção crítica, mas já disseram que vai acontecer.

No dia 22 de dezembro de 2018, o colapso e deslizamento de 2/3 do vulcão Anak Krakatoa no mar causou um tsunami no estreito de Sunda, na Indonésia. Foram contabilizados 429 vítimas, 128 desaparecidos e 1.459 feridos causados pelas ondas gigantes. O evento não foi precedido por terremoto.

Na manhã de 10 de abril de 2020, o Anak Krakatoa começou a entrar em erupção novamente. A primeira erupção pôde ser ouvida na cidade de Jacarta (capital da Indonésia), a mais de 150 quilómetros de distância, lançando uma coluna de cinza vulcânica e fumo de 200 metros de altura, para o relatório de atividade vulcânica do magma do The Center for Volcanology and Geological Disaster Mitigation’s (PVMBG) da Indonésia, disse que a primeira erupção durou um minuto e 12 segundos começando às 21.58.  A erupção expeliu cinzas vulcânicas a cerca de 14 quilómetros e uma pluma secundária de cinzas atingiu cerca de 11 quilómetros. A erupção foi em grande parte magmática com fontes de lava visíveis. Nenhum dano generalizado foi relatado, e a erupção terminou várias horas depois.

  

domingo, agosto 17, 2025

O sismo de Kocaeli, na Turquia, fez milhares de vítimas há 26 anos


O sismo de İzmit de 1999, também chamado sismo de Kocaeli ou sismo de Gölcük, foi um sismo de magnitude  7,6 ou 7,5 que atingiu o noroeste da Turquia a 17 de agosto de 1999 às 03.02 horas locais. O evento durou 37 segundos, provocou a morte de cerca de 17.000 pessoas (dados oficiais) e deixou cerca de meio milhão de pessoas sem casa. Fontes não oficiais referem um número de vítimas muito superior - 35 ou 45 mil mortos e um número semelhante de feridos. A cidade de İzmit ficou severamente danificada, mas também houve estragos significativos em Istambul, onde se registaram cerca de mil mortos.
    

Estragos
A estimativa oficial publicada em 19 de outubro de 1999 menciona 17.127 mortos e 43.959 feridos. Os relatórios de setembro de 1999 mostravam que 120.000 casas de construção deficiente tinham sido destruídas a ponto de não serem recuperáveis, 54.000 tinha ficado severamente danificadas, 2.000 colapsaram. Cerca de 600.000 pessoas ficaram sem casa em consequência do terramoto.
Segundo estimativas de 2000 do Observatório Sismológico de Kandilli, da Universidade do Bósforo, os danos materiais causados pelo terramoto ascenderam a 16 mil milhões de dólares, muito acima das estimativas oficiais divulgadas um mês depois da tragédia, que apontavam para valores entre 3 e 6,5 mil milhões de dólares.
O terramoto afetou gravemente a área urbana e industrializada com grande densidade populacional de İzmit, provocando estragos em refinarias e fábricas de automóveis, além do quartel-general e arsenal da Marinha da Turquia em Gölcük, o que fez aumentar a gravidade das perdas em vidas e propriedades. Numa refinaria da TÜPRAS (Türkiye Petrol Rafinerileri), o terramoto provocou um incêndio de grandes proporções devido ao colapso de uma torre. A refinaria tinha 700 000 toneladas de petróleo armazenada e forma precisos vários dias para controlar o incêndio. O terramoto também provocou danos consideráveis em Istambul, distante cerca de 70 km do epicentro.
O soldados turcos foram autorizados a ter 45 dias de licença para ajudarem no resgate dos seus familiares. Os corpos forma rapidamente enterrados em valas comuns, para evitar o risco de doenças.
   

Geologia
O terramoto de İzmit provocou uma rutura de 150 km, estendendo-se desde a cidade de Düzce até ao Mar de Mármara, ao longo do Golfo de İzmit. Os deslocamentos ao longo da rutura chegaram aos 5,7 metros. O sismo provocou um tsunami no mar de Mármara com três metros de altura.
O sismo ocorreu no troço ocidental da Falha Setentrional da Anatólia (NAFZ). A placa da Anatólia, onde se encontra quase todo o território da Turquia, está a ser empurrada para oeste à velocidade de 2 a 2,5 cm por ano, sendo comprimida entre a placa Eurasiática a norte e as placas Africana e Arábica a sul. Os maiores sismos na Turquia são originados na NAFZ ou na Falha Oriental da Anatólia.
A destruição em Istambul deu-se principalmente no distrito de Avcılar, situado na linha de falha que se estende ao longo do Mar de Mármara. Avcılar assenta sobre solos de composição marinha, o que torna a área especialmente vulnerável a sismos.
Passados poucos meses (em 12 de novembro de 1999) ocorreu novo sismo na NAFZ, com epicentro em Düzce, a cerca de 100 km de distância do epicentro deste sismo, com magnitude similar (7,2), que provocou 894 mortos. A ajuda internacional foi massiva, tendo as primeiras equipas de resgate chegado ao terreno passadas 24 horas do acidente. Vários países enviaram ajuda, que incluiu, entre outros, equipas de busca, tendas, helicópteros e fornecimentos médicos.
    

domingo, julho 20, 2025

Sismo de magnitude 7,4 a leste da península de Kamchatka (Rússia) com alerta de tsunami

Sismo de magnitude 7,4 registado na costa leste da Rússia. Alerta de tsunami foi emitido

Poucos minutos antes, foi registado um terramoto de magnitude 6,7. 

    


(fonte IPMA)

 

O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico emitiu um alerta de tsunami para a Península de Kamchatka, na Rússia, na manhã deste domingo, na sequência de dois terramotos registados no mar com magnitudes de 6,7 e 7,4. O alerta foi retirado poucas horas depois.

O terramoto de 7.4 ocorreu a 20 quilómetros de profundidade e a 144 quilómetros da cidade de Petropavlosk-Kamchatsky, com um população de 180 mil pessoas, segundo o Serviço Geológico dos EUA, avança agência AP

Poucos minutos antes, foi registado um terramoto de magnitude 6,7. 

O Centro de Alerta alertou, inicialmente, para o perigo de ondas de tsunami, e depois diminuiu a intensidade do alerta, até confirmar que já não havia perigo.

O ministério de Emergências da Rússia também emitiu um aviso de tsunami depois do segundo abalo, aconselhando a população a manter-se longe da costa.

Não há registo de mortos ou feridos e o ministério afirma que não houve intenções de evacuar os residentes.

 

in CM 

domingo, junho 15, 2025

O sismo de Sanriku provocou um tsunami há 129 anos


The 1896 Sanriku earthquake was one of the most destructive seismic events in Japanese history. The 8.5 magnitude earthquake occurred at 19:32 (local time) on June 15, 1896, approximately 166 kilometres (103 mi) off the coast of Iwate Prefecture, Honshu. It resulted in two tsunamis which destroyed about 9,000 homes and caused at least 22,000 deaths. The waves reached a then-record height of 38.2 metres (125 ft); this would remain the highest on record until waves from the 2011 Tōhoku earthquake exceeded that height by more than 2 metres (6 ft 7 in).

Seismologists have discovered the tsunami's magnitude (Mt = 8.2) was much greater than expected for the estimated seismic magnitude. This earthquake is now regarded as being part of a distinct class of seismic events, the tsunami earthquake.
 
 

quinta-feira, maio 22, 2025

Um dos mais fortes terramotos de sempre, com registo científico, ocorreu no Chile, em Valdivia, há 65 anos...

Vista de uma rua no centro de Valdivia após o sismo
      
O Sismo de Valdivia de 1960, ou Grande Sismo do Chile (designado oficialmente Grande Terramoto de Valdivia de 1960), foi um sismo de magnitude de 9,5 MW com epicentro próximo a Lumaco, província de MallecoRegião de Araucanía, ocorrido às 19.11 UTC (15.11 no horário local) do dia 22 de maio de 1960. O epicentro foi a 570 km ao sul de Santiago com o hipocentro situado a uma profundidade de 33 km, sendo o mais violento sismo já registado cientificamente. O sismo atingiu o grau 9 da escala Richter - uma magnitude considerada "Excecional" - e uma intensidade XII na escala de Mercalli, o último grau da escala que corresponde à 'destruição total da paisagem' (Cataclismo).

O sismo foi sentido em diferentes partes da Terra e produziu um tsunami que afetou diversas localidades ao largo do Oceano Pacífico, como o Havaí e o Japão, e a erupção do vulcão Puyehue. Cerca de 5.700 pessoas perderam a vida e mais de 2 milhões ficaram feridas por causa desta catástrofe. Tsunamis produzidos pelo tremor causaram 62 mortes no Havai e 31 nas Filipinas nas horas seguintes, e réplicas do primeiro abalo puderam ser sentidas durante mais de um ano. Os estragos chegaram a ameaçar seriamente a realização do Campeonato do Mundo FIFA de 1962, já programada para ocorrer no país.

O número de vítimas e os prejuízos deste desastre nunca foram conhecidos com precisão. Diversas estimativas quanto ao número total de mortes diretamente associadas ao sismo e tsunamis foram publicadas, com a USGS a citar estudos e números de 2.231, 3.000 ou 5.700 mortes, enquanto outras fontes usam estimativas de 6.000 mortes. Várias fontes estimam o custo monetário entre 400 milhões e 800 milhões de dólares norte-americanos (equivalentes a 2,9 e 5,8 mil milhões de dólares, aos custos de 2010, corrigidos pelo efeito da inflação).

 

Mapa mostrando o tempo de passagem do tsunami desde Valdivia (vermelho) ao longo do Oceano Pacífico (a escala de cores mostra a altura da onda)
    
  
Sequência de terramotos
Os terramotos chilenos de 1960 foram uma sequência de fortes terramotos que afetaram o Chile entre 21 de maio e 6 de junho do mesmo ano. O primeiro foi o terramoto de Concepción, que alcançou uma magnitude de 8,1MW, seguido pelo mais forte, o terramoto de Valdivia.   

Terramoto de Valdivia
Às 06.02 de 21 de maio de 1960, um forte terramoto sacudiu grande parte do Chile. 12 epicentros foram registados na costa da península de Arauco, atual região de Biobio. O movimento teve uma magnitude de 7,3 -7,5Ms e alcançou a intensidade máxima de X na escala de Mercalli, atingindo todo centro-sul do país afetando principalmente as cidades de Concepción, Talcahuano, Lebu, Chillán, Los Ángeles e Angol, e foi sentido em Norte Chico e na província de Llanquihue. O primeiro tremor causou graves danos a vários edifícios e obras rodoviárias. Os segundo e terceiro tremores ocorreram no dia seguinte às 06.32 e às 14.55; semelhantes ao anterior, agitou e derrubou edifícios que já estavam danificados pelo primeiro evento. No entanto, não houve mortes já que grande parte da população tinha evacuado de suas casas por medo de deslizamentos de terra. As telecomunicações para o sul do país foram cortadas e o presidente Jorge Alessandri cancelou a tradicional cerimónia de comemoração da Batalha de Iquique para supervisionar os esforços das assistências de emergência. O terremoto efetivamente interrompeu e terminou a marcha dos mineiros de carvão de Lota em Concepción, onde exigiam salários mais altos.
  
Terramoto de Valdivia
O terremoto de Valdivia ocorreu às 15h11 em 22 de maio, ele começou com uma rutura tectónica de proporções nunca antes registada na história da humanidade. O epicentro deste grande terremoto começou na área perto de Temuco e gradualmente expandiu para o sul em uma sucessão de quebras epicentrais ao longo da costa sul do Chile. O evento maciço quebrou toda a zona de subducção entre a península de Arauco (Bío-Bío) e da península de Taitao (Aysén). Finalmente, chegou a 9,5 MW e durou cerca de 10 minutos, principalmente devido à grande dispersão geográfica de quase 1 000 km de norte a sul. Estudos subsequentes argumentam que, na realidade, foi uma sucessão de 37 ou mais terremotos cujos epicentros cobriu uma área total de 1 350 km. Em suma, o cataclismo devastou todo o território chileno entre Talca e Ilha de Chiloé, que equivale mais de 400 000 quilómetros quadrados.

A área mais afetada foi Valdivia e seus arredores. Nesta cidade do sismo atingiu uma intensidade entre XI e XII na graus na escala de Mercalli. Grande parte dos edifícios desabou imediatamente, enquanto o Rio Calle-Calle inundou as ruas do centro da cidade. Os sistemas de eletricidade e água foram totalmente destruídos. Testemunhas relataram liquefação do solo. Apesar das fortes chuvas de 21 de maio, a cidade estava sem água. O rio ficou castanho com sedimentos de deslizamentos de terra e estava cheio de detritos flutuantes, incluindo casas inteiras. A falta de água potável tornou-se um problema sério em uma das regiões mais chuvosas do Chile.

Um tsunami provocado pela rutura tectónica foi devastador, afetando a costa chilena entre Concepción e Chiloé. Aldeias costeiras, como Toltén, foram atingidas. Em Corral, principal porto de Valdivia, o nível da água subiu 4 metros antes de recuar (às 16.10), arrastando barcos localizados na Baía —principalmente os navios Santiago, San Carlos e Canelos. Às 16h20, uma onda de 8 metros de altura atingiu a costa entre Concepción e Chiloé a mais de 150 Km/h, matando centenas de pessoas de várias localidades. Dez minutos depois o mar recuou, arrastando ruínas de cidades costeiras, uma outra onda de 10 metros foi relatada dez minutos depois. Vários navios foram completamente destruídos, com exceção do Canelos, que encalhou depois de ser arrastado por mais de 1,5 km para o interior de Valdivia.

Dois dias após o terramoto, o vulcão Cordón Caulle, que se localiza perto do vulcão Puyehue, entrou em erupção. Outros vulcões também podem ter entrado em erupção, mas nenhum foi registado devido à pouca comunicação no Chile na época. O número relativamente baixo de vítimas no Chile (5.700 mortos) é explicado em parte pela baixa densidade populacional na região.

 
Interpretação tectónica
O sismo foi um megassismo resultante da libertação da tensão mecânica entre a subducção da Placa de Nazca e a Placa Sul-Americana, na fossa oceânica Peru-Chile. O hipocentro foi relativamente superficial, a uma profundidade de 33 km, considerando que terremotos no norte do Chile e na Argentina podem atingir profundidades de 70 km. As zonas de subducção são conhecidas por produzir os mais fortes terremotos na Terra, já que sua estrutura particular permite que mais tensão se acumule antes que a energia seja liberada. Os geofísicos consideram que é uma questão de tempo antes que este terremoto seja superado em magnitude por outro. A zona de ruptura do terremoto tinha 800 km de comprimento, estendendo-se de Arauco (37 ° S) para o Arquipélago de Chiloé (43 ° S). A velocidade de rutura, a velocidade à qual uma frente de rutura se expande através da superfície da falha, foi estimada à 3,5 km por segundo.
  
Deslizamentos

O terramoto provocou inúmeros deslizamentos de terra, principalmente nos íngremes vales glaciais do sul dos Andes. Nos Andes, a maioria dos deslizamentos ocorreram nas encostas de montanhas cobertas por florestas em torno da Falha Liquiñe-Ofqui. Estes deslizamentos de terra não causaram muitas fatalidades nem perdas económicas significativas porque a maioria das áreas estavam desabitadas, com apenas algumas estradas.

Um deslizamento de terra causou destruição e alerta após o bloqueio do Lago Riñihue. Aproximadamente 100 quilómetros ao sul do lago, os deslizamentos nas montanhas em torno do rio de Golgol causaram um bloqueio que fez o rio represar muita água; algum tempo depois a "represa" rebentou e criou uma inundação que desceu em direção ao lago de Puyehue. Os deslizamentos em torno do rio de Golgol destruíram parte da Ruta CH-215, que se liga a Bariloche, na Argentina, através do Passo Cardenal Antonio Samoré.

 

Tsunami

Após os eventos ocorridos em Valdivia, uma onda cruzou o Oceano Pacífico. Quase 15 horas depois, um tsunami de 10 metros de altura atingiu a cidade de Hilo no Havaí, mais de 10 000 km de distância do epicentro, matando 61 pessoas. Eventos semelhantes foram registrados no Japão, Filipinas, Ilha de Páscoa, no oeste dos Estados Unidos, Nova Zelândia, Samoa e Ilhas Marquesas.

A costa chilena foi devastada por um tsunami desde a Ilha Mocha até a região de Aisén. Em todo o sul do Chile, o tsunami causou uma enorme perda de vidas, danos à infra-estrutura portuária e a perda de um grande número de embarcações menores. Mais ao norte, o porto de Talcahuano não sofreu nenhum dano maior, apenas algumas inundações. Alguns rebocadores e pequenos veleiros encalharam em Rocuant Island perto de Talcahuano.

Após o terramoto de 21 de maio em Concepción, pessoas em Ancud buscaram refúgio em barcos. Um barco carabinero, Gloria, estava rebocando alguns desses barcos (que estavam abrigando as pessoas) quando o segundo terremoto ocorreu no dia 22 de maio. Como o mar recuou Gloria encalhou entre Cerro Guaiguén e Cochinos Island. Minutos depois uma onda do tsunami fê-lo  naufragar.

No Rio Valdivia e na Baía do Corral vários navios naufragaram devido ao terramoto, entre eles Argentina, Canelos, Carlos Haverbeck, Melita e os restos recuperados de Penco. Canelos que havia ancorado em Corral, estava cheio de carga de madeira e outros produtos destinados ao norte do Chile quando o terramoto o atingiu. Após horas de ronda ao redor na baía do Corral e do rio de Valdivia o navio foi destruído e subsequentemente abandonado por sua equipe às 18.00. Dois homens a bordo de Canelos morreram no incidente. Até 2000, os restos de Canelos ainda estavam visíveis. Santiago, outro navio ancorado em Corral no momento do terramoto, conseguiu deixar Corral em mau estado, mas naufragou na costa da ilha de Mocha, no dia 24 de maio.

Na cidade costeira de Queule, um carabinero informou que centenas de pessoas estavam mortas ou desaparecidas alguns dias depois do tsunami. Os historiadores Yoselin Jaramillo e Ismael Basso relatam que as pessoas em Queule décadas mais tarde conheciam cerca de 50 pessoas que morreram por causa do terramoto e tsunami.