
quinta-feira, dezembro 18, 2025
Richard Owen morreu há 133 anos...

Postado por
Fernando Martins
às
13:30
0
bocas
Marcadores: Anatomia Comparada, Biologia, Dinossáurios, Paleontologia, Richard Owen
domingo, dezembro 07, 2025
O paleontólogo Louis Dollo nasceu há 168 anos
Louis Antoine Marie Joseph Dollo (Lille, 7 de dezembro de 1857 – Bruxelas, 19 de abril de 1931) foi um paleontologista belga nascido na França, conhecido por seu trabalho sobre dinossauros. Propôs que a evolução é irreversível, conhecida como lei de Dollo. Juntamento com o austríaco Othenio Abel, estabeleceu a disciplina paleontológica da paleobiologia.
Vida

Louis Dollo supervisionando a montagem de um esqueleto de iguanodonte, entre 1882 e 1885
in Wikipédia
Postado por
Fernando Martins
às
16:08
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, Louis Dollo, paleobiologia, Paleontologia
terça-feira, novembro 18, 2025
O Calvin e o Hobbes fazem hoje quarenta anos...!
Postado por
Fernando Martins
às
00:04
0
bocas
Marcadores: Calvin e Hobbes, cartoon, Dinossáurios, geohumor, Humor
domingo, julho 20, 2025
Richard Owen nasceu há 221 anos
Postado por
Fernando Martins
às
02:21
0
bocas
Marcadores: Anatomia Comparada, Biologia, Dinossáurios, Paleontologia, Richard Owen
sábado, julho 05, 2025
Bill Watterson, o criador de Calvin & Hobbes, nasceu há 67 anos
Postado por
Fernando Martins
às
06:07
0
bocas
Marcadores: Bill Watterson, Calvin e Hobbes, cartoon, Dinossáurios, Humor
quarta-feira, junho 18, 2025
Notícia sobre dinossáurios portugueses...
Dinossauros de Pombal são estrelas em série da BBC
No Verão de 2022, Pombal foi notícia por todo o mundo, após ser revelada a descoberta de ossadas de um dos maiores dinossauros do mundo num terreno particular na freguesia de Vila Cã. As escavações, conduzidas por cientistas do IDL – Instituto Dom Luiz, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, UNED – Universidad Nacional de Educación a Distancia e Universidad Complutense de Madrid, revelaram tratar-se de um “grande saurópode”, possivelmente do grupo Brachiosauridae, “eventualmente correspondente ao maior dinossáurio encontrado no Jurássico Superior”.

As ossadas encontram-se num terreno particular da freguesia de Vila Cã
Os trabalhos efectuados no concelho de Pombal estão agora em destaque na série “Walking with Dinosaurs”. Uma produção da BBC, com seis episódios, que estreou no passado dia 25 de maio no canal inglês e que está apenas acessível, no iplayer da BBC, para os residentes no Reino Unido. Contudo, essa limitação pode ser contornada. O episódio em questão pode ser visualizado, por exemplo, no endereço electrónico https://www.dailymotion.com/video/x9k94xa, se bem que sem legendagem em português. Nele, o destaque é dado ao Lusotitan, ou Titã Lusitano, aquele que será o maior dinossauro, em altura e peso, encontrado até agora em Portugal.
Os trabalhos efetuados no concelho de Pombal estão agora em destaque na série “Walking with Dinosaurs”
O episódio é também protagonizado pelos portugueses Pedro Mocho e Elisabete Malafaia e pelo espanhol Francisco Ortega, mostrando os trabalhos que lideraram no concelho de Pombal.
Apesar de Pombal nunca ser referido no episódio, onde se fala apenas
da descoberta no centro de Portugal (as localizações continuam a ser
mantidas em segredo para preservar as jazidas), o Pombal Jornal sabe que
as filmagens decorreram há cerca de dois anos, durante os trabalhos
realizados nas freguesias de Vila Cã e de Pombal.
Na série, acompanhamos os cientistas nas escavações e vemos como
deveriam viver os dinossauros no seu tempo. Um dos Lusotitans descoberto
no concelho de Pombal é descrito como podendo ter cerca de 25 metros de
comprimento e 12 de altura, tornando-o um dos maiores esqueletos da
Europa e do mundo. Aquando da descoberta, os investigadores explicaram
que “não é nada habitual encontrar todas as costelas num animal como
este, muito menos na posição em que estariam no corpo, colocados no
mesmo sítio”. Além da descoberta na freguesia de Vila Cã, o episódio
revela outros achados, na freguesia de Pombal, e a hipótese da jazida de
Vila Cã ter mais do que um esqueleto de dinossauro.
Os ossos que já foram extraídos das escavações efetuadas estão
preservados num local no concelho de Pombal, à espera de uma decisão
sobre onde ficarão expostos para poderem ser mostrados ao mundo.
Postado por
Fernando Martins
às
17:06
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, Elisabete Malafaia, Pedro Mocho, Pombal, saurópodes, Vila Cã, Walking with Dinosaurs
domingo, maio 04, 2025
O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) faz hoje 46 anos
A secura, acentuada pela ausência de cursos de água superficiais, marca uma paisagem a que falhas, escarpas e afloramentos rochosos conferem um traço vigoroso.

Nota - algumas sugestões de sites sobre o PNSAC de geopedrados, para ver nesta data:
Postado por
Fernando Martins
às
00:46
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, Ecologia, Geopedrados, paisagem cársica, Parques Naturais, Pedreira do Galinha, PNSAC
domingo, abril 27, 2025
Às vezes é mesmo preciso mexer na porcaria para fazer descobertas...
Cocós e vómitos fossilizados explicam como dinossauros dominaram a Terra
Pesquisadores estudaram mais de 500 fósseis coletados ao longo de 25 anos em cerca de 10 locais na Bacia Polaca, no sul da Polónia
Os primeiros dinossauros eram criaturas insignificantes, figurantes num supercontinente lotado de outros répteis antigos quando evoluíram
pela primeira vez há cerca de 230 milhões de anos.
No entanto, 30 milhões de anos para frente, os dinossauros dominaram o planeta, vindo em todas as formas, tamanhos e tipos, enquanto muitos de seus pares reptilianos haviam desaparecido. Por que eles foram tão bem-sucedidos evolutivamente é um mistério de longa data, mas novas pesquisas sugerem que algumas respostas para essa pergunta podem estar contidas no que eles deixaram para trás: fezes de dinossauro.
“Sabemos muito sobre suas vidas e extinção, mas não sobre como eles surgiram”, disse Martin Qvarnström, autor principal de um estudo sobre a ascensão dos dinossauros publicado o ano passado na revista Nature e paleontólogo da Universidade de Uppsala, na Suécia.
Para entender melhor os gigantes extintos, Qvarnström e seus colegas investigaram fósseis negligenciados conhecidos como bromalitos: restos do sistema digestivo — ou seja, fezes e vómitos de dinossauro.
Eles estudaram mais de 500 fósseis coletados ao longo de 25 anos em cerca de 10 locais na Bacia Polaca, uma área no sul da Polónia. Os restos datavam de uma faixa de tempo que abrange o final do Triássico ao início do período Jurássico, de cerca de 247 milhões de anos atrás a 200 milhões de anos atrás.
Para entender melhor os gigantes extintos, Qvarnström e seus colegas investigaram fósseis negligenciados conhecidos como bromalitos: restos do sistema digestivo - ou seja, fezes e vómitos de dinossauro.
Eles estudaram mais de 500 fósseis coletados ao longo de 25 anos em cerca de 10 locais na Bacia Polaca, uma área no sul da Polónia. Os restos datavam de uma faixa de tempo que abrange o final do Triássico ao início do período Jurássico, de cerca de 247 milhões de anos atrás a 200 milhões de anos atrás.
“Os bromalitos contêm tanta informação paleoecológica, mas não acho que os paleontólogos tenham realmente reconhecido isso e os tenham visto principalmente como uma piada; você coleta alguns coprólitos porque é engraçado”, disse Qvarnström, referindo-se às fezes fossilizadas. Eles descobriram que as fezes e vómitos fossilizados — cientificamente conhecidos como coprólitos e regurgitalitos, respetivamente — aumentaram em tamanho e variedade ao longo do tempo, indicando o surgimento de animais maiores e dietas diferentes.
Ao estudar a forma e o conteúdo dos bromalitos e ligá-los a esqueletos fossilizados e pegadas encontrados nos locais, os pesquisadores puderam identificar e categorizar os animais que provavelmente os produziram.
Fazendo isso, os pesquisadores puderam entender quantos e que tipo e tamanho de dinossauros, bem como outros animais vertebrados, estavam na paisagem em um determinado momento. A análise, que levou 10 anos para ser concluída, permitiu que a equipe reconstruísse por que os dinossauros vieram à proeminência.
Revelações do cocó antigo
Em alguns casos, foi possível fazer uma avaliação visual do tipo de dinossauro responsável por um bromalito com base no tamanho e na forma do fóssil — um coprólito em forma de espiral provavelmente veio de um animal com um intestino em espiral. Mas, em muitos outros, foi necessário fazer uma varredura 3D detalhada da estrutura interna do bromalito usando equipamentos especializados para entender o que os fósseis continham.
Restos digestivos antigos podem “parecer algo deixado por seu cachorro no parque e é muito evidente o que eles são. Em outros casos, especialmente herbívoros, são mais difíceis de reconhecer”, disse ele.
A equipe scaneou a estrutura interna dos fósseis na European Synchrotron Radiation Facility em Grenoble, França. A instalação maciça, um sincrotrão em forma de anel com 844 metros de circunferência, gera feixes de raios-X 10 biliões de vezes mais brilhantes que os raios-X médicos e permite que os cientistas estudem a matéria no nível molecular e atómico.
“É um pouco como um scanner de tomografia computadorizada no hospital. Funciona da mesma maneira, mas com energia muito maior. Precisamos disso para obter essa resolução muito alta e também um bom contraste”, disse Qvarnström.
Os coprólitos continham restos de peixes, insetos e plantas, e às vezes outros animais de presa. Alguns restos estavam lindamente preservados, incluindo pequenos besouros e peixes meio acabados. Outros coprólitos continham ossos esmagados por predadores.
“Os fósseis de esqueleto, pegadas e bromalitos de locais na Polónia fornecem uma série de instantâneos temporais discretos que demonstram uma transição de um mundo com poucos dinossauros para um em que eles dominavam”, disse Lawrence H. Tanner, paleontólogo do departamento de ciências biológicas e ambientais da Le Moyne College, em Nova York. Tanner não esteve envolvido no estudo.
“Usando as técnicas deste estudo em outros locais, poderíamos fornecer um contexto mais global e construir uma imagem mais detalhada”, escreveu Tanner em um artigo de comentário que foi publicado junto com a pesquisa.
Reconstruindo a ascensão dos dinossauros
Os autores chegaram a cinco fases para explicar a ascensão dos dinossauros: osseus ancestrais eram omnívoros, comendo plantas e animais. Eles evoluíram para os primeiros dinossauros carnívoros e herbívoros.
Um ponto de virada fundamental ocorreu quando o aumento da atividade vulcânica pode ter levado a uma gama mais diversa de plantas para se alimentar, seguido pelo surgimento de dinossauros herbívoros maiores e mais diversos.
Por sua vez, essa fase levou à evolução dos dinossauros carnívoros gigantes, amados por diretores de cinema e livros infantis, no início do período Jurássico, há 200 milhões de anos. A supremacia dos dinossauros durou até que um asteroide que atingiu a costa do que hoje é o México, há 66 milhões de anos, e condenou os dinossauros à extinção.
Antes desta última pesquisa, duas teorias foram propostas para explicar a transição de um mundo dominado por répteis não dinossaurianos para um em que os dinossauros eram ascendentes, observou o estudo.
Um modelo sugeriu que os dinossauros evoluíram para superar fisicamente seus rivais, segundo o estudo. A postura ereta dos dinossauros, resultante do posicionamento de seus membros posteriores diretamente abaixo de seu corpo, combinada com tornozelos flexíveis, os tornou altamente ágeis e mais eficientes do que seus concorrentes evolutivos, como répteis com pernas abertas.
Alternativamente, alguns pesquisadores acreditam que os dinossauros foram, por acaso, mais capazes de se adaptar às mudanças climáticas dramáticas que ocorreram no final do Triássico.
Qvarnström disse que a pesquisa baseada nos fósseis polacos sugeriu que uma combinação das duas hipóteses fornecia uma explicação mais provável, com uma “interação complexa de vários processos” que significava que os dinossauros eram mais capazes de lidar com a forma como as mudanças ambientais alteraram a disponibilidade de alimentos.
Por exemplo, o estudo descobriu que os resíduos alimentares extraídos de bromalitos pertencentes a dicinodontes, um parente antigo de mamíferos com cabeça em forma de tartaruga, sugeriam que a criatura tinha uma dieta restrita, alimentando-se principalmente de coníferas. Ele desapareceu do registo fóssil há cerca de 200 milhões de anos.
Os dinossauros, por outro lado, pareciam comer uma ampla variedade de plantas. Por exemplo, a equipe descobriu que o conteúdo dos coprólitos dos primeiros grandes dinossauros herbívoros, os sauropodomorfos, continha grandes quantidades de fetos arborescentes, mas também muitos outros tipos de plantas e carvão vegetal. A equipe suspeita que o carvão ajudou a desintoxicar dos fetos, que podem ser tóxicos.
Grzegorz Niedźwiedzki, autor sénior do estudo e paleontólogo do departamento de biologia do organismo; evolução e desenvolvimento da Uppsala, disse que a razão por trás do sucesso evolutivo dos dinossauros era uma mensagem que ainda se aplica hoje: “Coma seus vegetais e viva mais tempo”.
in CNN Brasil
Postado por
Fernando Martins
às
17:06
0
bocas
Marcadores: bromalitos, coprólitos, Cretácico, Dinossáurios, evolução, icnofósseis, Polónia, Triássico
sábado, abril 19, 2025
E agora uma pequena lição para criacionistas e outros malucos...
Porque nunca encontraremos um dinossauro congelado, mas existem dinossauros mumificados
Quem adora tudo o que envolve dinossauros, certamente um dia gostaria de encontrar ou que fosse encontrado um dinossauro inteiro congelado no permafrost, como os mamutes, rinocerontes lanudos e lobos encontrados na Sibéria e no Canadá.
Infelizmente, nunca encontraremos um dinossauro congelado. Segundo o IFL Science, quem o confirma é Susannah Maidment, investigadora sénior na divisão de Vertebrados, Antropologia e Paleobiologia do Museu de História Natural, em Londres.
A mumificação é frequentemente associada ao Antigo Egito, mas pode ocorrer naturalmente quando o ecossistema de decomposição é impedido de fazer o seu trabalho.
Os antigos faraós, que governaram há milhares de anos, eram mumificados propositadamente, mas já foram encontrados corpos mumificados em pântanos e outros cadáveres que se mumificaram naturalmente - por vezes, numa questão numa questão de dias.
No caso dos dinossauros mumificados, não se trata de um termo formal, mas foram encontradas espécimes com características mumificadas.
“Quando as pessoas dizem ‘múmias de dinossauro‘, tendem a falar destes dinossauros que estão totalmente envoltos em pele, e por isso a sua pele preservou outros tecidos moles”, disse Maidment.
“Por vezes encontramos dinossauros com penas, mas normalmente não os classificamos como múmias. Portanto, não é a preservação dos tecidos moles, por si só. Penso que é esta ideia de que temos a carcaça envolva em pele, que é o que as pessoas tendem a designar por múmia, mas é um termo informal”.
Os fósseis de dinossauros com tecidos moles intactos são uma descoberta muito excitante para os palentólogos, mas são raros quando comparados com os achados baseados em ossos. Encontrámos tiranossauros com conteúdo estomacal e um psitacossauro com o primeiro orifício do rabo de dinossauro descrito, mas os favoritos de Maidmente são os anquilossauros.
“Eu trabalho com dinossauros blindados e há cerca de três ou quatro anquilossauros que estão preservados de uma forma que se pode dizer que são múmias”, disse a investigadora. “Há um muito famoso que foi encontrado há alguns anos no Canadá, chamado Borealopelta, que tem todos os seus pedaços no sítio certo, e há alguns vídeos fantásticos dele online onde se pode rodar. É muito fixe”.
“Eu não vi esse, mas temos um no Museu de História Natural que foi encontrado no início do século XX e chama-se Scolosaurus cutleri. Na verdade, falta-lhe a cabeça, mas está na galeria dos dinossauros e pode ir vê-lo”.
“Está de lado e, se olharmos para as costas, tem todas as suas escamas ainda no sítio, porque tem um armadura nas costas. Depois, se dermos a volta para o outro lado, podemos ver a cavidade do estômago. Desse lado, podem ver-se os membros e o esqueleto”.
Quando um animal morre, são as partes duras que têm mais hipóteses de sobreviver. O ecossistema da decomposição tem muitas vias de ataque, desde bactérias microscópicas prontas para transformar o cadáver numa tenda de circo, até à macrofauna que pode espalhar membros inteiros por todo o lado.
O que resta tem uma hipótese de ser preservado no registo fóssil, mas a realidade é que, para a maior parte da vida na Terra, simplesmente desaparece”.
“Para a grande maioria dos animais que já viveram, nem mesmo as suas partes duras permanecem”, disse Maidment. “O processo de fossilização é muito raro, mas por vezes temos coisas como a pele e outros tecidos moles, como as penas, preservados. Normalmente, isso requer um conjunto único de condições de enterramento, muitas vezes um enterramento muito rápido”.
“Alguns animais [dos mais bem preservados] caíram em lagos ou foram vencidos por dunas de areia, como no caso dos famosos dinossauros do deserto de Gobi. Estes são os tipos de processos de que precisamos para que as partes moles sejam preservadas”.
Porque é que nunca encontraremos um dinossauro congelado na Antártida
Em primeiro lugar nunca foi encontrado nenhum T. rex fora da América do Norte, mas principalmente “porque o gelo simplesmente não é assim tão antigo”, disse Maidment. “A Antártida não foi permanentemente gelada até há cerca de 30 milhões de anos e, embora pudessem ter existido camadas de gelo, estas teriam surgido e desaparecido. O mesmo acontece com os mantos de gelo do hemisfério norte”.
“Os animais que estamos a encontrar na Sibéria são todos uma ordem de grandeza mais novos [do que os dinossauros]. Os mamutes só morreram há 4.0000 anos. Os dinossauros extinguiram-se há 66 milhões de anos. Não temos gelo tão antigo, por isso não vamos encontrar um dinossauro preso no gelo”.
in ZAP
Postado por
Fernando Martins
às
13:31
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, mumificação, Paleontologia
quarta-feira, abril 02, 2025
Mais um dinossáurio descoberto em Portugal...
Descoberto novo dinossauro que viveu em Portugal há quase 150 milhões de anos

Estudo permitiu identificar um exemplar depositado na Sociedade de História Natural de Torres Vedras, como um dinossauro herbívoro do grupo dos iguanodontianos.
Uma nova espécie de dinossauro iguanodontiano, que habitou Portugal há quase 150 milhões de anos, foi descoberto por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, divulgou esta quarta-feira a Nova FCT.
Num comunicado, o estabelecimento de ensino superior adianta que o trabalho contou com a colaboração de cientistas da Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), em Espanha, e que a "notável descoberta constitui um avanço significativo no conhecimento sobre a diversidade da fauna de dinossauros presente na parte final do Jurássico".
"Foi uma surpresa", confessou Filippo Maria Rotatori, do GEOBIOTEC (GeoBiociências, Geotecnologias e Geoengenharias), centro de investigação da Nova FCT e autor principal do estudo.
"Acreditávamos que a diversidade deste grupo de dinossauros já estava bem documentada no Jurássico Superior de Portugal e esta descoberta demonstra que ainda há muito a aprender e que ainda podem surgir descobertas emocionantes num futuro próximo. Infelizmente, devido ao pouco material recuperado, ainda não podemos atribuir um nome científico formal a esta espécie", adiantou, citado no comunicado.
O estudo permitiu identificar um exemplar, o SHN.JJS.015, depositado na Sociedade de História Natural de Torres Vedras, como um dinossauro herbívoro do grupo dos iguanodontianos, que também se destaca pelas suas dimensões, tendo um exame detalhado confirmado que "não corresponde a nenhuma espécie previamente identificada".
"Era um peso pesado", salientou Fernando Escaso, outro dos autores principais e professor na UNED.
"Quando estimámos o seu tamanho e massa corporal, descobrimos que este novo dinossauro era significativamente mais corpulento do que outras espécies de iguanodontianos, como Draconyx ou Eousdryosaurus, com as quais muito provavelmente partilhou o ecossistema".
Bruno Camilo, doutorando no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e diretor do Ci2Paleo da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, assinalou tratar-se da primeira vez que são encontrados "diferentes grupos etários deste tipo de dinossauro em Portugal, o que abre novas possibilidades de investigação".
Além do referido exemplar, foram descobertos outros vestígios fósseis, incluindo fémures isolados de menor tamanho, "o que sugere que estes dinossauros eram relativamente comuns em Portugal durante o Jurássico Superior", explicou.
A descoberta também reforça a importância da Europa na história evolutiva e migratória dos dinossauros, assinalando o investigador Filippo Bertozzo, do Royal Belgian Institute of Natural Sciences, que o animal agora conhecido "apresenta muitas semelhanças com outras espécies de iguanodontianos encontradas na América do Norte e noutras partes da Europa".
"Durante o Jurássico, a Península Ibérica provavelmente desempenhou um papel crucial nas trocas faunísticas entre continentes. Ainda estamos a trabalhar para compreender como estes processos se desenvolveram".
"Esta investigação foi possível graças à colaboração de várias instituições europeias e organizações locais dedicadas à preservação do património geológico e paleontológico de Portugal", referiu Miguel Moreno-Azanza, da Universidade de Zaragoza, em Espanha.
Além da Nova FCT e da UNED, participaram no estudo, publicado na revista científica Journal of Systematic Palaeontology, instituições de investigação portuguesas, como a Sociedade de História Natural de Torres Vedras e o Museu da Lourinhã, que albergam o material estudado, e a Universidade de Lisboa.
in CM
Postado por
Fernando Martins
às
21:09
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, iguanodontianos, Jurássico, Museu da Lourinhã, Paleontologia, Sociedade de História Natural de Torres Vedras
segunda-feira, fevereiro 03, 2025
Gideon Mantell nasceu há 235 anos
Postado por
Fernando Martins
às
02:35
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, Gideon Mantell, Iguanodon, Paleontologia
domingo, janeiro 26, 2025
Roy Chapman Andrews nasceu há cento e quarenta e um anos
Roy Chapman Andrews (Beloit, Wisconsin, 26 de janeiro de 1884 – Carmel, Califórnia, 11 de março de 1960) foi um naturalista, zoólogo, cientista, explorador e escritor dos Estados Unidos da América.
Fez uma viagem de exploração no Alasca, em 1908, em 1911-1912 explorou o norte da Coreia. Especializou-se no estudo das baleias e outros animais aquáticos, mas foi a descoberta dos primeiros ovos e fósseis de dinossáurios na Ásia que lhe trouxeram maior fama.
Obras
- Across Mongolian Plains (Atravessando as Planícies da Mongólia), 1921
- On the Trail of Ancient Man (Nas Pegadas do Homem Primitivo), 1926
- The New Conquest of Central Asia (A Nova Conquista da Ásia Central), 1932
- This Business of Exploring (Este Comércio da Exploração), 1935
Postado por
Fernando Martins
às
01:41
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, Mongólia, naturalista, Paleontologia, zoólogo
segunda-feira, novembro 18, 2024
O Calvin e o Hobbes fazem hoje 39 anos
Postado por
Fernando Martins
às
00:39
0
bocas
Marcadores: Calvin e Hobbes, cartoon, Dinossáurios, geohumor, Humor
domingo, outubro 06, 2024
Afinal havia outro - asteroide...
Afinal, o asteroide que matou os dinossauros não o fez sozinho
Ilustração artística de dinossauro da ilha de Wight
O asteroide que levou os dinossauros à extinção, há 66 milhões de anos, não estava sozinho: um novo estudo encontrou evidências de um “evento catastrófico” provocado por outro asteroide.
Novas análises da cratera submarina Nadir, encontrada na costa da África Ocidental, mostraram que esta formação surgiu quando outra rocha espacial colidiu com o nosso planeta.
O evento ocorreu por volta do final do Período Cretácico - que foi também quando aconteceu a extinção dos dinossauros.
Uisdean Nicholson, geólogo marinho que estudou a cratera e publicou as descobertas num estudo na revista Nature Communications Earth & Environment, descobriu a cratera Nadir em 2022, e, na altura, os detalhes da sua formação ainda eram incertos.
Os novos dados mostraram que o impacto violento, ocorrido entre 65 e 67 milhões de anos atrás, abriu uma cratera com cerca de oito quilómetros de diâmetro. O asteroide parece ter medido cerca de 400 metros e atingiu a Terra enquanto se deslocava a quase 75 mil km/h.
Se for esse o caso, o objeto seria menor que o asteroide responsável pela extinção em massa no nosso planeta, mas suficientemente grande para deixar marcas significativas.
“As novas imagens descrevem uma cena de um evento catastrófico”, explicou Nicholson
O impacto parece ter causado tremores fortes, que derreteram os sedimentos no fundo do oceano e formaram falhas sob o leito oceânico. Além disso, a colisão causou deslizamentos com vestígios visíveis por milhares de quilómetros quadrados para além da borda da cratera.
Os efeitos não se ficaram por aí: a colisão do objeto causou um tsunami com 800 metros de altura, que pode ter percorrido as águas do Atlântico.
Por agora, não está claro onde exatamente ocorreu a colisão. Por outro lado, a descoberta da cratera e da sua idade aproximada sugerem que é uma de várias crateras formadas por impactos no final do Cretácico.
Para comparação, o asteroide relacionado com a extinção dos dinossauros era consideravelmente maior do que aquele que formou Nadir e deixou uma cratera com mais de 180 quilómetros na península de Iucatão, no México.
“O mais próximo que os humanos chegaram de ver algo semelhante foi o evento de Tunguska em 1908, quando um asteroide de 50 metros entrou na atmosfera da Terra e explodiu nos céus da Sibéria”, recordou Nicholson.
“Os novos dados sísmicos em 3D de toda a cratera Nadir são uma oportunidade sem precedentes para testar hipóteses sobre crateras de impacto, desenvolver novos modelos de formação de crateras no ambiente marinho e compreender as consequências de um evento deste tipo”, concluiu.
in ZAP
Postado por
Fernando Martins
às
19:06
0
bocas
Marcadores: cratera Nadir, crateras de impacto, Dinossáurios, extinções, KTB
quinta-feira, setembro 12, 2024
Quando a Astronomia mexe com a Geologia...
Cientistas descobrem de onde veio o asteroide que matou os dinossáurios

O mítico Chicxulub, que levou os dinossáurios à extinção, era uma rocha rara vinda do exterior de Júpiter, revela um novo estudo, que analisou a “impressão digital genética” do asteroide.
A rocha espacial que dizimou os dinossáurios há 66 milhões de anos era um raro asteroide com origem para lá de Júpiter, nos confins do nosso sistema solar, revela um novo estudo.
Os resultados do estudo, publicado esta quinta-feira na revista Science, permitem determinar a natureza da fatídica rocha espacial e a sua origem no nosso sistema solar, e podem abrir portas a novas técnicas de previsão da queda de asteroides no nosso planeta.
A maioria dos cientistas concorda que o Chicxulub, cujo nome tem origem na comunidade situada no atual México, perto da cratera de 145 quilómetros de largura escavada pela rocha, veio do nosso sistema solar.
Mas as suas origens exatas continuavam por esclarecer, devido à falta de provas químicas claras que não tivessem sido contaminadas por material da própria Terra.
No novo estudo, a equipa de investigadores analisou restos de impactos de asteroides recolhidos em regiões europeias da crosta do nosso planeta, e descobriu que a composição química de um elemento raro chamado ruténio é semelhante à dos asteroides que pairam entre as órbitas de Marte e Júpiter.
“Este elemento é uma impressão digital genética das rochas da cintura de asteroides, onde a rocha do tamanho de uma cidade se encontrava antes de atingir a Terra há 66 milhões de anos”, explicou ao Live Science Mario Fischer-Gödde, investigador da Universidade de Colónia, na Alemanha, e autor principal do estudo.
O asteroide terá provavelmente sido empurrado em direção à Terra, ou por colisões com outras rochas espaciais, ou por influências no sistema solar exterior, onde gigantes gasosos como Júpiter abrigam imensas forças de maré capazes de perturbar órbitas de asteroides - que, de outra forma, seriam estáveis, dizem os autores do estudo.
As descobertas baseiam-se numa nova técnica que essencialmente quebra todas as ligações químicas que sustentam uma amostra de rocha enquanto esta é armazenada num tubo selado, e que permitiu aos cientistas medir os níveis específicos de ruténio no local de impacto do Chicxulub.
“O elemento manteve-se notavelmente estável ao longo de milhares de milhões de anos face à frequente atividade geológica da Terra, que recicla a paisagem”, explica Fischer-Gödde, que desenvolveu a nova técnica na última década e é um dos poucos especialistas no mundo que consegue analisar com precisão o elemento raro.
Os investigadores compararam os resultados com amostras de outros locais de impacto de asteroides na África do Sul, Canadá e Rússia, e também com um par de meteoritos carbonosos, que dominam a região exterior da cintura principal de asteroides.
As assinaturas químicas do ruténio no local de impacto do Chicxulub eram consistentes apenas com as dos meteoritos carbonáceos, apontando para a sua origem no sistema solar exterior, concluiu a equipa.
in ZAP
Postado por
Fernando Martins
às
17:39
0
bocas
Marcadores: asteróides, astronomia, Chicxulub, condritos carbonáceos, crateras de impacto, Dinossáurios, KTB, meteoritos, ruténio
quinta-feira, setembro 05, 2024
Mais uma espécie de dinossáurio descoberta por um paleontólogo português...
Português descobre espécie de dinossauro com 75 milhões de anos em Espanha

Escava ções em Cuenca, Espanha
Reprodução do novo saurópode
Teria de 15 a 20 metros de comprimento, da cabeça à cauda, e cerca de 20 toneladas. É uma nova espécie de dinossauro que viveu na Península Ibérica há 75 milhões de anos e é maior do que o habitual. Chama-se Qunkasaura pintiquiniestra, nome que resulta de muitas referências geográficas e culturais, e é um saurópode, o que quer dizer herbívoro, quadrúpede e grande. Foi descoberto na região de Cuenca, em Espanha, por um grupo liderado pelo português Pedro Mocho. É um dos milhares de fosseis encontrados durante as obras da linha ferroviária de alta velocidade Madrid-Levante. O Qunkasaura pintiquiniestra chegou à Península Ibérica muito mais tarde do que os outros grupos de dinossauros. Destaca-se por ser um dos esqueletos de saurópode mais completos encontrados na Europa, incluindo vértebras cervicais, dorsais e caudais, parte da cintura pélvica e elementos dos membros.
in CM
Postado por
Fernando Martins
às
21:28
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, Paleontologia, Pedro Mocho, Qunkasaura pintiquiniestra, saurópode
sábado, julho 20, 2024
Richard Owen nasceu há 220 anos
Postado por
Fernando Martins
às
02:20
0
bocas
Marcadores: Anatomia Comparada, Biologia, Dinossáurios, Paleontologia, Richard Owen
sexta-feira, julho 05, 2024
Bill Watterson, o criador de Calvin & Hobbes, nasceu há 66 anos
Postado por
Fernando Martins
às
06:06
0
bocas
Marcadores: Bill Watterson, Calvin e Hobbes, cartoon, Dinossáurios, Humor
sexta-feira, junho 28, 2024
Novidades sobre um dos mais famosos dinossáurios portugueses...
Mistérios da vida sexual dos Lourinhanosaurus revelados por paleontólogos portugueses

Um dinossauro terópode a vigiar o seu ninho, conceito artístico
Um “ninho” com mais de 80 ovos de dinossauro permite perceber como os grandes carnívoros do Jurássico construíam os seus ninhos e como as catástrofes naturais os destruíam.
Um grupo multidisciplinar da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com as universidades de Aveiro e Saragoça, estudou um dos fósseis mais emblemáticos de Portugal, revelando como os dinossauros nidificavam há 152 milhões de anos.
O “ninho de Paimogo” é uma acumulação de quase uma centena de ovos de dinossauros terópodes allosauroideos, provavelmente pertencentes à espécie Lourinhanosaurus.
Alguns destes ovos contêm exemplares dos embriões de dinossauro terópode mais antigos do mundo.
Descoberto na Lourinhã e descrito nos anos 90 do século passado pelo casal de paleontólogos amadores Isabel e Horácio Mateus, trata-se de um dos fósseis mais emblemáticos de Portugal, tendo recentemente sido cunhada uma moeda comemorativa de 5 euros dedicada a este exemplar.
O estudo liderada por Lope Ezquerro e dirigida por Miguel Moreno Azanza, investigadores da Universidade de Saragoça e ex-membros da NOVA FCT, pretende responder à pergunta se uma única fêmea poderia ter dado origem a uma acumulação de quase uma centena de ovos.
Os resultados do estudo foram apresentados num artigo publicado na revista Geoscience Frontiers.

Dadas as características do exemplar, formado por uma acumulação desordenada e sem estruturas de nidificação aparentes, a equipa abordou o estudo de forma marcadamente multidisciplinar, realizando estudos sedimentológicos, paleontológicos, geoquímicos e de paleomagnetismo, com o objetivo de aprofundar os processos que levaram à formação deste fóssil singular.
A evidência paleontológica e geoquímica sugere que a acumulação inclui ovos de, pelo menos, duas fêmeas diferentes, embora tenha sido impossível determinar se os ovos foram postos ao mesmo tempo ou em temporadas de nidação sucessivas.
Por outro lado, os estudos sedimentológicos e paleomagnéticos concluíram que os ovos foram arrastados e acumulados por uma inundação causada pelo transbordo de um rio próximo, que destruiu várias posturas de diferentes origens e as transportou, acumulando-as numa área próxima, onde os ovos ficaram presos entre a vegetação.
Este processo acarretou a morte de várias das crias ainda dentro do ovo, que resultaram nos fósseis de embriões, únicos no mundo.
O trabalho tem implicações sobre as estratégias de nidificação deste grupo de dinossauros carnívoros, entre os quais se encontra o famoso Allosaurus.
A reconstrução desta acumulação sugere que os allosauroideos nidificavam em montículos de terra ou plantas, construídos sobre o solo, como fazem algumas aves e outros terópodes mais modernos, e não em buracos escavados como outros dinossauros.
A principal contribuição desta colaboração luso-espanhola é que estabelece um precedente de como devem ser analisados os possíveis ninhos de dinossauro para confirmar a sua identidade.
É a primeira vez que paleontólogos, sedimentólogos, geoquímicos e geofísicos trabalham em conjunto para entender melhor uma possível estrutura de nidificação, abrindo a porta para reinterpretar acumulações de ovos de dinossauro de todo o mundo.
Os ovos de Paimogo podem ser visitados na exposição do Museu da Lourinhã, incluída no Parque dos Dinossauros da Lourinhã, o maior parque de atrações sobre fauna extinta da Península Ibérica.
Além disso, uma pequena exposição dedicada aos resultados desta investigação pode ser visitada na sede do novo Geoparque Oeste, no município português de Bombarral.
O estudo confirma que a Península Ibérica é um dos locais mais ricos em ovos de dinossauro do mundo, contando com jazidas únicas como as do Jurássico português, que se juntam a megajazidas de ovos de dinossauro do final do Cretácico recuperados na Catalunha, Castela-Mancha e Aragão.
Postado por
Fernando Martins
às
20:24
0
bocas
Marcadores: Dinossáurios, Lourinhanosaurus, Museu da Lourinhã, Paimogo, Parque dos Dinossauros da Lourinhã, terópodes
segunda-feira, maio 27, 2024
Notícia divertida sobre Dinossáurios...
O T-Rex já não é o rei dos dinossauros com bracinhos pequenos
Achava que os braços minúsculos do Tyrannosaurus rex eram pequenos? Uma equipa de investigadores argentinos identificou uma nova espécie de dinossauro - com bracinhos muito mais pequenos do que os T-Rex.
Um novo estudo publicado na revista Cladistics relata a descoberta de uma nova espécie de dinossauro abelisaurídeo denominada Koleken inakayali, que foi encontrada na Formação La Colonia da Patagónia, datada de há 70 milhões de anos.
O estudo foi liderado por Diego Pol, paleontólogo do Museo Argentino de Ciencias Naturales Bernardino Rivadavia, em Buenos Aires.
Esta nova espécie, notável pelos seus braços incrivelmente pequenos, está a contribuir para a nossa compreensão da diversidade de dinossauros na região durante o período Cretácico Superior.
O Koleken inakayali, cujo nome homenageia o povo Tehuelche e o seu líder Inakayal, assemelha-se ao conhecido Carnotaurus, muitas vezes referido como o “touro de carne” e popularizado pela série de filmes Jurassic World.
No entanto, Koleken difere significativamente, com características únicas no crânio, tamanho geral mais pequeno e falta dos chifres frontais característicos do Carnotaurus.
Apesar destas diferenças, Koleken partilha a caraterística abelisaurídea de ter braços desproporcionalmente pequenos, levantando questões intrigantes sobre a sua função, refere o IFLScience.
O esqueleto parcial de Koleken recuperado da Formação La Colonia inclui vários ossos do crânio, a maior parte das vértebras, uma anca completa, alguns ossos da cauda e duas pernas quase completas.
Esta descoberta abrangente é notável, especialmente quando comparada com outras descobertas significativas, como a de um animal gigante recentemente identificado a partir de um fragmento de maxilar.
descoberta faz parte de um projeto mais vasto, financiado pela National Geographic Society, que visa estudar o fim da “era dos dinossauros” na Patagónia. Esta iniciativa centra-se nos últimos 15 milhões de anos do Período Cretáceo, um período de tempo que tem sido tradicionalmente melhor estudado no Hemisfério Norte.
Os braços minúsculos de Koleken e de outros abelisaurídeos continuam a intrigar os cientistas. Enquanto que o Carnotaurus pode ter usado os seus braços pequenos e a sua cintura escapular adaptada para atrair parceiros, o objetivo exato dos braços de Koleken permanece desconhecido.
À medida que a investigação avança, cada nova descoberta acrescenta peças ao puzzle de como estas fascinantes criaturas viveram e evoluíram.
Postado por
Fernando Martins
às
16:20
0
bocas
Marcadores: abelisaurídeo, Argentina, Cretácico, Dinossáurios, Koleken inakayali, Patagónia, T-Rex, T. rex, Tyrannosaurus rex


_aged.jpg)





