Lucky Luciano foi o fundador do
sindicato nacional do crime nos
anos 30. A sua família instalou-se no
East Side de
Nova Iorque em
1906, onde foi preso pela primeira vez em
1907, acusado de furto.
Em
1915,
Luciano era membro do
Gang dos Cinco Pontos (Five Points Gang), onde
foi instruído por John Torrio, e tornou-se amigo de
Al Capone e, mais tarde, de outros famosos assassinos. Começou o seu próprio negócio de
prostituição em
1920 e, em
1925, teve vasto controle sobre a prostituição em
Manhattan, onde na verdade começou a tomar as casas de prostituição para integrar os seus negócios. Em
1928 isso tinha tornado Charles "Lucky" Luciano um milionário.
Em
1929,
Luciano foi espancado por cinco homens e ficou gravemente ferido,
sobreviveu e então ganhou a alcunha de "Lucky"(Sortudo). A polícia
chegou a perguntar-lhe quem tinham sido os autores, mas não
identificou quem o tinha atacado, cumprindo com a
omertà. Próximo do fim dos
anos 20, Luciano estava pronto para escrever suas ideias a respeito do sindicato nacional do crime.
Em
1931, a chamada
Guerra Castellammarese entre
Salvatore "Little Caesar" Maranzano e
Giuseppe "Joe the Boss" Masseria pelo controle do submundo de Nova Iorque enchia de corpos as ruas de Manhattan e do
Brooklyn.
Luciano estava cansado disso, sabia que a guerra era má para os
negócios e decidiu acabar com ela, assassinando Masseria, e o seu chefe,
Maranzano. Com dois golpes astutos, assassinaram Joe Masseria enquanto
almoçava num restaurante, e Salvatore Maranzano, que foi assassinado no
seu escritório em Manhattan. Com esses assassinatos, a guerra acabou.
Luciano era considerado o
Capo di tutti capi (Chefe de todos os chefes), o "número um" do
sindicato que tinha criado.
Em
1935, Thomas E. Dewey tinha reunido provas suficientes para prender Luciano. Eram noventa as provas, entre
extorsão e prostituição. Ele apanhou entre 30 a 50 anos de prisão, mas havia rumores de que as
Forças Aliadas na
Segunda Guerra Mundial
precisavam de ajuda para a invasão da Sicília. Eles contactaram Luciano e
ofereceram-lhe a liberdade se ele não mantivesse contacto com os seus
amigos mafiosos na Sicília, ele poderia ser solto sob a condição de que
fosse deportado para a
Itália. Luciano aceitou essa proposta e morou em
Roma
um ano. Ele rapidamente ficou insatisfeito com esse modo de vida, e a sua
opção estava entre voltar para os EUA ou arranjar uma reunião com
Lansky, Siegel e outros chefes em
Cuba. As autoridades dos Estados Unidos souberam da presença de Luciano na
Conferência de Havana,
e foi forçado a voltar para a Itália. Mesmo assim, manteve vários
negócios envolvendo jogo e prostituição em Cuba. Começou a escrever
memórias, sonhava com um filme sobre a sua vida. Em janeiro de
1962 foi para o aeroporto de
Nápoles
reunir-se com um produtor de cinema norte-americano, que estava
interessado na ideia. Enquanto caminhava até junto do produtor, preparando para
cumprimentá-lo com um aperto de mãos, levou a mão ao
tórax e caiu. Morreu fulminado por um ataque de coração.