A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Gasômetro, que vai do Cemitério do Caju até o Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro,
numa extensão de aproximadamente 1,5 km. Ele encheu as pilastras com
inscrições em verde-amarelo propondo a sua crítica do mundo e a sua
alternativa ao mal-estar da civilização.
Durante a Eco-92,
o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde
passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza
e a aplicarem gentileza em toda a Terra.
A partir de 2000, os murais foram tombados pelos órgãos de proteção da prefeitura do Rio de Janeiro, entretanto em 2016 sofreram atos de vandalismo.
Morte e LegadoEm 28 de maio de 1996, aos 79 anos, faleceu em Mirandópolis, cidade de seus familiares, onde foi sepultado.
Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por
pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor
cinza pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. A eliminação das
inscrições foi criticada e posteriormente, a cidade do Rio de Janeiro
ajudou a organizar o projeto Rio com Gentileza, com o objetivo restaurar
os murais das pilastras, que ela própria havia destruído antes.
Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o património urbano carioca foi preservado.
No final do ano 2000 foi publicado pela EdUFF (Editora da Universidade Federal Fluminense) o livro Brasil: Tempo de Gentileza,
de autoria do professor Leonardo Guelman. A obra introduz o leitor no
"universo" do profeta Gentileza através de sua trajetória, da
estilização de seus objetos, de sua caligrafia singular e de todos os 56
painéis criados por ele, além de trazer factos relacionados ao projeto
Rio com Gentileza e descrever as etapas do processo de restauração dos
escritos. O livro é ricamente ilustrado com inúmeras fotografias,
principalmente do profeta e de seus penduricalhos e painéis. Além de
fotos do próprio profeta Gentileza trabalhando junto a algumas
pilastras, existem imagens dos escritos antes, durante e após o processo
de restauração.
Em 2001, foi homenageado pela Escola de Samba GRES Acadêmicos do Grande Rio.
Em Conselheiro Lafaiete, cidade do interior de Minas Gerais,
há um amplo trabalho feito pela ONG AMAR que dá continuidade ao
trabalho do Profeta Gentileza. Foram desenvolvidas oficinas com jovens
da cidade, onde foi possível repassar as técnicas de mosaico. Além
disso, um grande muro no bairro São João recebeu uma linda aplicação de
mosaico. E a praça São Pedro, no bairro Albinopólis, foi toda decorada
seguindo o exemplo do Profeta Gentileza.