sexta-feira, janeiro 09, 2026
O Dia do Fico foi há 204 anos...
Postado por
Fernando Martins
às
02:04
0
bocas
Marcadores: Brasil, D. Pedro IV, Dia do Fico, Imperador D. Pedro I, independência
terça-feira, dezembro 30, 2025
José Rizal foi fuzilado há 129 anos
É largamente considerado um dos grandes heróis das Filipinas. É o autor de Noli Me Tángere, El Filibusterismo, e de uma série de poemas e ensaios, entre eles o premiado poema A la juventud filipina, de 1879.
Foi executado em 30 de dezembro de 1896, por um esquadrão de soldados filipinos do Exército Espanhol.
José Rizal foi porta-estandarte da Guerra da independência das Filipinas. Pertencente a uma família rica de plantadores de ascendência chinesa, nasceu em 1861 e estudou medicina em Madrid. Foi aí que começou a luta pela independência, que acabou a 30 de dezembro de 1896 com o seu fuzilamento.
No lugar onde foi fuzilado, ao lado das muralhas do Forte Santiago, situa-se um dos maiores parques da Ásia, o parque Rizal, dedicado a ele em 1913, que é o pulmão da cidade e que conta com uma estátua, de 15 metros de altura, erguida junto ao seu túmulo.

Mi último adiós - José Rizal
Adiós, Patria adorada, región del sol querida,
perla del Mar de Oriente, nuestro perdido edén,
a darte voy, alegre, la triste, mustia vida;
y fuera más brillante, más fresca, más florida,
también por ti la diera, la diera por tu bien.
En campos de batalla, luchando con delirio,
otros te dan sus vidas, sin dudas, sin pesar.
El sitio nada importa: ciprés, laurel o lirio,
cadalso o campo abierto, combate o cruel martirio.
La mismo es si lo piden la Patria y el hogar.
Yo muero, cuando veo que el cielo se colora
y al fin anuncia el día, tras lóbrego capuz;
si grana necesitas, para teñir tu aurora,
¡vierte la sangre mia, derrámala en buen hora,
y dórela un reflejo de su naciente luz!
Mis sueños, cuando apenas muchacho adolescente,
mis sueños cuando joven, ya lleno de vigor,
fueron el verte un día, joya del Mar de Oriente,
secos los negros ojos, alta la tersa frente,
sin ceño, sin arrugas, sin manchas de rubor.
Ensueño de mi vida, mi ardiente vivo anhelo.
¡Salud! te grita el alma que pronto va a partir;
¡salud! ¡Ah, que es hermoso caer por darte vuelo,
morir por darte vida, morir bajo tu cielo,
y en tu encantada tierra la eternidad dormir!
Si sobre mi sepulcro vieres brotar, un día,
entre la espesa yerba, sencilla humilde flor,
acércala a tus labios y besa el alma mía,
y sienta yo en mi frente, bajo la tumba fria,
de tu ternura el soplo, de tu hálito el calor.
Deja a la luna verme, con luz tranquila y suave;
deja que el alba envíe su resplandor fugaz;
deja gemir al viento, con su murmullo grave;
y si desciende y posa sobre mi cruz un ave,
deja que el ave entone su cántico de paz.
Deja que el sol, ardiendo, las lluvias evapore
y al cielo tornen puras, con mi clamor en pos;
deja que un ser amigo mi fin temprano llore;
y en las serenas tardes, cuando por mí alguien ore,
ora también, oh patria, por mi descanso a Dios.
Ora por todos cuantos murieron sin ventura;
por cuantos padecieron tormentos sin igual;
por nuestras pobres madres, que gimen su amargura;
por huérfanos y viudas, por presos en tortura,
y ora por ti, que veas tu redención final.
Y cuando, en noche oscura, se envuelva el cementerio,
Y solos sólo muertos queden velando allí,
no turbes su reproso, no turbes el misterio:
tal vez acordes oigas de cítara o salterio;
soy yo, querida Patria, yo que te canto a tí.
Y cuando ya mi tumba, de todos olvidada,
no tenga cruz ni piedra que marquen su lugar,
deja que la are el hombre, la esparza con la azada,
y mis cenizas, antes que vuelvan a la nada,
en polvo de tu alfombra que vayan a formar.
Entonces nada importa me pongas en olvido;
tu atmósfera, tu espacio, tus valles cruzaré;
vibrante y limpia nota seré para tu oido:
aroma, luz, colores, rumor, canto, gemido,
constante repitiendo la esencia de mi fe.
Mi patria idolatrada, dolor de mis dolores,
querida Filipinas, oye el postrer adiós.
Ahí, te dejo todo: mis padres, mis amores.
Voy donde no hay esclavos, verdugos ni opresores;
donde la fe no mata, donde el que reina es Dios.
Adiós, padres y hermanos, trozos del alma mía,
amigos de la infancia, en el perdido hogar;
dad gracias, que descanso del fatigoso día;
adiós, dulce extranjera, mi amiga, mi alegría;
adiós, queridos seres. Morir es descansar.
Postado por
Fernando Martins
às
01:29
0
bocas
Marcadores: Espanha, Filipinas, fuzilamento, heróis, independência, José Rizal, literatura, pena de morte, poesia
quarta-feira, dezembro 03, 2025
A guerra que deu a independência ao Bangladesh começou há 54 anos
Postado por
Fernando Martins
às
00:54
0
bocas
Marcadores: Bangladesh, guerra, independência, Índia, Islão, Paquistão
terça-feira, dezembro 02, 2025
Os Emirados Árabes Unidos tornaram-se independentes há 54 anos
Os Emirados Árabes Unidos são um país árabe localizado no Golfo Pérsico, formados por uma confederação de monarquias árabes, cada uma detendo sua soberania, chamadas emirados (equivalentes a principados). Os Emirados Árabes Unidos estão situados no sudeste da Península Arábica e fazem fronteira com Omã e com a Arábia Saudita. Os sete emirados são Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah e Fujairah. A capital e a segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos é Abu Dhabi. A cidade também é o centro de atividades políticas, industriais e culturais.
Antes de 1971, os Emirados Árabes Unidos eram conhecidos como Estados da Trégua, em referência a uma trégua do século XIX entre o Reino Unido e vários xeques árabes. O nome Costa Pirata também foi utilizado em referência aos emirados que ocupam a região do século XVIII até o início do século XX. O sistema político dos Emirados Árabes Unidos, baseado na constituição de 1971, dispõe de vários órgãos ligados intrinsecamente. O islamismo é a religião oficial e o idioma árabe é a língua oficial.
Os Emirados Árabes Unidos têm a sexta maior reserva de petróleo do mundo e possuem uma das mais desenvolvidas economias do Oriente Médio. O país tem, atualmente, a trigésima sexta maior economia a taxas de câmbio de mercado do mundo, e é um dos países mais ricos do mundo por produto interno bruto (PIB) per capita, com um PIB nominal per capita de 54.607 dólares, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O país classifica-se na décima quarta posição em paridade de poder de compra per capita e tem, relativamente, um Índice de Desenvolvimento Humano considerado 'muito elevado', ocupando o 34º lugar. No entanto, país é considerado "não livre" pela organização Freedom House. A Human Rights Watch aponta vários atropelos de direitos humanos no país.
Postado por
Fernando Martins
às
00:54
0
bocas
Marcadores: Abu Dhabi, Ajman, Dubai, Emirados Árabes Unidos, Fujairah, independência, Ras al-Khaimah, Sharjah, Umm al-Quwain
sexta-feira, novembro 28, 2025
Timor-Leste declarou-se (brevemente...) independente há 50 anos...
Timor-Leste (oficialmente chamado de República Democrática de Timor-Leste) é um dos países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor no Sudeste Asiático, além do exclave de Oecusse, na costa norte da parte ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e do ilhéu de Jaco ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Oecusse, mas tem também fronteira marítima com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. A sua capital é Díli, situada na costa norte.
O primeiro contacto europeu com a ilha foi feito pelos portugueses quando estes lá chegaram em 1512 em busca do sândalo. Durante quatro séculos, os portugueses apenas utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha. Díli, a capital do Timor Português, apenas nos anos 1960 começou a dispor de luz elétrica, e na década seguinte, água corrente, esgotos, escolas e hospitais. O resto do país, principalmente em zonas rurais, continuava atrasado.
Postado por
Fernando Martins
às
00:05
0
bocas
Marcadores: direitos humanos, independência, Indonésia, Timor-Leste, Xanana Gusmão
domingo, novembro 23, 2025
O Luxemburgo tornou-se independente há 135 anos...!
Adolfo, Grão-Duque de Luxemburgo, (Biebrich, 24 de julho de 1817 - Hohenburg, 17 de novembro de 1905) foi o último duque de Nassau e o quarto grão-duque de Luxemburgo.
Família e ascensão
Ele era o segundo filho de Guilherme, Duque de Nassau (1792-1839) e de sua primeira esposa, Carlota Luísa Frederica de Saxe-Altenburgo. A sua meia-irmã, a princesa Sofia de Nassau, casou-se com o rei Óscar II da Suécia. No dia 30 de agosto de 1839, depois da morte de seu pai, Adolfo tornou-se duque de Nassau. Ele apoiou o Império Austríaco durante a Guerra das Sete Semanas, em 1866. Depois da derrota da Áustria, o território de Nassau foi anexado pelo Reino da Prússia.
Em 1879, a sobrinha de Adolfo, Ema de Waldeck e Pyrmont, a filha de uma das suas meia-irmãs, desposou o seu distante parente, o rei Guilherme III dos Países Baixos. Em 1890, a única filha deles, Guilhermina dos Países Baixos, sucedeu ao trono holandês, mas foi excluída da sucessão ao trono luxemburguês, pela lei sálica. O grão-ducado, que estivera ligado com os Países Baixos desde 1815, passou então para o desapossado duque Adolfo.
Casamentos
Em 31 de janeiro de 1844, em São Petersburgo, Adolfo casou-se com a grã-duquesa Isabel Mikhailovna da Rússia, neta do czar Paulo I, que morreu menos de um ano depois, ao dar à luz uma menina, que também não sobreviveu.
No dia 23 de abril de 1851, Adolfo desposou a princesa Adelaide Maria de Anhalt-Dessau, uma filha do príncipe Frederico Augusto de Anhalt-Dessau. Eles tiveram cinco filhos, dos quais apenas dois chegaram aos dezoito anos e se tornaram príncipe e princesa de Luxemburgo.
O filho mais velho, Guilherme, tornou-se grão-duque de Luxemburgo, com a morte de seu pai, em 1905. A sua única filha, a princesa Hilda, casou-se com o grão-duque Frederico II de Baden.
![]()
in Wikipédia
Postado por
Fernando Martins
às
01:35
0
bocas
Marcadores: Adolfo I, Grão-Duque, Guilherme III, independência, Luxemburgo, Monarquia Constitucional, Países Baixos
terça-feira, setembro 30, 2025
O Botswana tornou-se independente há 59 anos
O relevo de Botsuana é plano e sua superfície é coberta em até 70% pelo deserto de Kalahari. Faz fronteira com a África do Sul a sul e sudeste, com a Namíbia a oeste e ao norte e com o Zimbábue a nordeste. A sua fronteira com a Zâmbia ao norte, perto de Kazungula, não é bem definida, mas uma curta faixa de aproximadamente 750 metros, ao longo do rio Zambeze, com travessia feita por ferry-boat, é comummente usada para marcar a fronteira com este país.
Postado por
Fernando Martins
às
00:59
0
bocas
Marcadores: África, Botswana, independência
quarta-feira, setembro 24, 2025
A Guiné-Bissau declarou a independência, unilateralmente, há 52 anos...

Da “tensa” chegada lusitana e escravatura às primeiras sementes da luta armada que levou à libertação, recordemos a caminhada da Guiné-Bissau até à independência, que aconteceu exatamente há 50 anos.
Foi neste dia, 24 de setembro, que a Guiné-Bissau se libertou do domínio colonial português, há 50 anos.
A 23 de setembro de 1973 decorreu, no Boé, a primeira Assembleia Nacional Popular e um dia depois foi proclamada unilateralmente a independência da Guiné-Bissau, resultado da luta armada liderada por Amílcar Cabral, assassinado em janeiro do mesmo ano, na Guiné-Conacri.
O país foi o primeiro das ex-colónias portuguesas a assumir-se como um estado soberano,
embora Portugal só tenha reconhecido a sua independência um ano depois,
a 10 de setembro de 1974, alguns meses após o 25 de Abril.
Postado por
Fernando Martins
às
00:52
0
bocas
Marcadores: Guiné-Bissau, independência, PAIGC
terça-feira, setembro 16, 2025
A Papua-Nova Guiné tornou-se independente há cinquenta anos...!
Postado por
Fernando Martins
às
00:50
0
bocas
Marcadores: Carlos III, independência, Nova Guiné, Oceano Pacífico, Papua-Nova Guiné
domingo, setembro 07, 2025
O Grito do Ipiranga foi há 203 anos...!
A Independência do Brasil é um processo que se estende de 1821 a 1825 e coloca em violenta oposição o Reino do Brasil e o Reino de Portugal, dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, instaladas em 1820, como uma consequência da Revolução Liberal do Porto, tomam decisões, a partir de 1821, que tinham como objetivo reduzir novamente o Brasil ao seu antigo estatuto colonial.
Postado por
Fernando Martins
às
02:03
0
bocas
Marcadores: Brasil, D. Pedro I, D. Pedro IV, Grito do Ipiranga, Imperador, Império do Brasil, independência, Independência ou Morte
terça-feira, agosto 26, 2025
D. António, Prior de Crato, morreu há 430 anos
O príncipe bastardo
O príncipe bastardo António Prior do Crato
Morreu no exílio não conquistou seu reino
E aqueles que invocou não o coroaram
Entre ele e seu destino havia um outro
Perdido em batalha tão confusa
Que ninguém sabe se está vivo ou morto
in Ilhas (1989) - Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por
Fernando Martins
às
00:43
0
bocas
Marcadores: D. António I, D. Sebastião, Filipe I, independência, poesia, Prior de Crato, Sophia de Mello Breyner Andresen
domingo, agosto 17, 2025
José de San Martín morreu há 175 anos...
Postado por
Fernando Martins
às
17:50
0
bocas
Marcadores: América Latina, Argentina, Chile, independência, José de San Martín, Peru
sexta-feira, agosto 15, 2025
A Índia tornou-se independente há 78 anos
Independence Day is celebrated annually on 15 August as a public holiday in India commemorating the nation's independence from the United Kingdom on 15 August 1947, the day when the provisions of the Indian Independence Act, which transferred legislative sovereignty to the Indian Constituent Assembly, came into effect. India retained King George VI as head of state until its transition to a republic, when the Constitution of India came into effect on 26 January 1950 (celebrated as Indian Republic Day) and replaced the dominion prefix, Dominion of India, with the enactment of the sovereign law Constitution of India. India attained independence following the independence movement noted for largely non-violent resistance and civil disobedience led by Indian National Congress under the leadership of Mahatma Gandhi.
Independence coincided with the partition of India, in which British India was divided into the Dominions of India and Pakistan; the partition was accompanied by violent riots and mass casualties, and the displacement of nearly 15 million people due to religious violence. On 15 August 1947, the first Prime Minister of India, Jawaharlal Nehru raised the Indian national flag above the Lahori Gate of the Red Fort in Delhi. On each subsequent Independence Day, the incumbent Prime Minister customarily raises the flag and gives an address to the nation. The entire event is broadcast by Doordarshan, India's national broadcaster, and usually begins with the shehnai music of Ustad Bismillah Khan. Independence Day is observed throughout India with flag-hoisting ceremonies, parades and cultural events. It is a national holiday.
Postado por
Fernando Martins
às
07:08
0
bocas
Marcadores: independência, Índia
sábado, julho 05, 2025
Cabo Verde tornou-se independente há cinquenta anos
![]()
As origens históricas nacionais da independência de Cabo Verde podem ser localizadas no final do século XIX e no início do século XX. Foi um processo gradual. Surgiu como uma tentativa de solução para as reivindicações da elite crioula de então, que protestava contra o desleixo e a negligência da metrópole portuguesa em relação ao que se passava em Cabo Verde.
Com o processo de formação nacional, muito cedo a máquina administrativa foi sendo assegurada pelos nascidos em Cabo Verde, ou pelos que já tinham grande identificação com a colónia, com exceção aos cargos elevados como governadores, chefes militares etc., ainda reservados aos representantes da soberania de Portugal. Esta "autossuficiência" administrativa de Cabo Verde estava associada a uma escolarização relativamente desenvolvida e à existência de uma imprensa mais ou menos dinâmica introduzida por Portugal, que contribuíram para o surgimento de uma elite intelectual e burocrática. Esta começou, no século XX, a discutir cada vez mais a questão da independência, gerando um clima de atrito com os representantes da metrópole. Os leitores que acompanhavam a imprensa oficial entendiam que se devia lutar pela independência ou, pelo menos, por uma autonomia honrosa.
O processo de independência cabo-verdiana esteve sempre ligada a Guiné-Bissau, na altura também uma colónia Portuguesa. Em 1956, partidários pela independência de ambos os países formaram o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), estando entre os fundadores vários cabo-verdianos radicados em Guiné-Bissau, tais como Amílcar Cabral (líder do movimento até à sua morte em 1973) Aristides Pereira, e Luís Cabral. O PAIGC tinha como objetivo a lutar contra o que chamavam de "deplorável política ultramarina portuguesa", e eventualmente unir as duas colónias num único sistema político. Ao contrário do que aconteceu em Guiné-Bissau, nunca foram realizadas atividades de guerrilha no território de Cabo Verde. Apesar de o PAIGC ter organizado uma estrutura clandestina nas ilhas, problemas de logística, controlo apertado da PIDE, uma seca prolongada, e a falha do previsto apoio Cubano tornaram impossível uma maior presença do movimento em Cabo Verde.
Com o fim do regime político do Estado Novo em Portugal a 25 de Abril de 1974, foi criada em Cabo Verde a Frente Ampla Nacional e Anticolonial, tendo como objectivo unir os diferentes nacionalistas Cabo-Verdianos numa única organização. Ao mesmo tempo, ocorreram manifestações pela libertação de prisioneiros políticos encarcerados no campo de concentração do Tarrafal, e o PAIGC começou a enviar os primeiros guerrilheiros para as ilhas.
A 26 de Agosto de 1974 foi assinado o Acordo de Argel, que reconheceu formalmente a independência de Guiné-Bissau e “o direito do povo de Cabo Verde à autodeterminação e independência”. A 14 de Setembro desse mesmo ano o Presidente da República Portuguesa, António de Spínola, visitou Cabo Verde, tendo sido recebido por manifestações da população (incitada pelo PAIGC) a exigir uma resolução rápida para o problema da independência.
No entanto, Portugal ainda hesitava em entregar poder ao PAIGC devido a vários motivos: a perceção por Spínola e outros políticos (como Mário Soares, que preferia autonomia administrativa semelhante a Açores e Madeira, em vez de independência) de que Cabo Verde era culturalmente mais similar a Portugal do que a Guiné-Bissau, a falta de consenso sobre o PAIGC entre a população cabo-verdiana, e a viabilidade económica do novo estado que atravessava uma seca de 7 anos e era muito dependente de Portugal. Além disso, no contexto da Guerra Fria, a posição geoestratégica de Cabo Verde teria grande interesse para os Estados Unidos, que se poderia opor à independência, visto que o PAIGC era aliado à União Soviética. Em resposta o PAIGC tomou uma posição mais agressiva, tendo havido confrontos entre apoiantes do PAIGC e elementos das forças armadas Portuguesas, a PSP, e a Polícia Militar, e tendo sido realizada uma greve da função pública com forte adesão. Ao mesmo tempo, o PAIGC começou a preparar uma possível ação armada no arquipélago (até à demissão de António de Spínola, que levou a uma alteração desses planos).
A 19 de Dezembro de 1974 foi assinado um acordo entre o governo Português e o PAIGC que afirmava “o direito do Povo de Cabo Verde à autodeterminação e independência” (artigo 1º), e previa que um governo de transição seria nomeado até à efetivação de independência. Esse governo de transição, liderado pelo Alto-Comissário Almirante Vicente Almeida d’Eça, e composto por elementos apontados pelo PAIGC, tomou posse 12 dias mais tarde. Foi função deste governo começar a lidar com os muitos problemas do país, incluindo a seca, a falta de bens alimentares, o desemprego generalizado, as dificuldades de financiamento, e o regresso de emigrantes vindos de Angola.
A independência foi finalmente declarada na cidade de Praia a 5 de Julho de 1975, tendo o PAIGC (e o seu sucessor PAICV) estabelecido um sistema de partido único que governou as ilhas até 1990, quando as primeiras eleições multipartido foram realizadas, e o artigo que considerada o PAICV como a única força política foi removido da Constituição.
in Wikipédia
Postado por
Fernando Martins
às
23:43
0
bocas
Marcadores: Cabo Verde, independência
A independência da Argélia foi há 63 anos
(...)
A crise social chegou ao seu limite, com índices de analfabetismo subindo cada vez mais enquanto que a tomada de terras desapropriou boa parte da população nativa. A Argélia foi obrigada a enfrentar uma guerra prolongada de libertação em virtude da resistência dos colonos franceses, que dominam as melhores terras. Em 1947, a França estende a cidadania francesa aos argelinos e permite o acesso dos muçulmanos aos postos governamentais, mas os franceses da Argélia resistem a qualquer concessão aos nativos. Nesse mesmo ano é fundada a Frente de Libertação Nacional (FLN), para organizar a luta pela independência. Uma campanha de atentados antiárabes (1950-1953) desencadeada por colonos direitistas, tem como reação da FLN uma onda de atentados nas cidades e guerra de guerrilha no campo. Em 1958, rebeldes exilados fundam no Cairo um governo provisório republicano. A intervenção de tropas de elite da metrópole (Legião Estrangeira e paraquedistas) amplia a guerra. Ações terroristas, tortura e deportações caracterizam a ação militar da França. Os nacionalistas e oficiais de extrema direita dão um golpe militar na Argélia em 1958.
No ano seguinte o presidente francês, Charles de Gaulle, concede autodeterminação aos argelinos. Mas a guerra intensifica-se em 1961, pela entrada em ação da organização terrorista de direita OAS (Organização do Exército Secreto), comandada pelo general Salan, um dos protagonistas do golpe de 1958. Ao terrorismo da OAS, a FLN responde com mais terrorismo. Nesse mesmo ano fracassam as negociações franco-argelinas, por discordâncias em torno do aproveitamento do petróleo descoberto em 1945. Em 1962 é acertado o Armistício de Evian, com o reconhecimento da independência argelina pela França em troca de garantias aos franceses na Argélia. A República Popular Democrática da Argélia é proclamada, após eleições em que a FLN se apresenta como partido único. Ben Bella torna-se presidente.
![]()
Postado por
Fernando Martins
às
06:30
0
bocas
Marcadores: Argélia, independência
quarta-feira, junho 25, 2025
Moçambique tornou-se independente há cinquenta anos...!
Moçambique, oficialmente designado como República de Moçambique, é um país localizado no sudeste do continente Africano, banhado pelo oceano Índico a leste e que faz fronteira com a Tanzânia ao norte; Maláui e Zâmbia a noroeste; Zimbábue a oeste e Essuatíni e África do Sul a sudoeste. A capital e maior cidade do país é Maputo, anteriormente chamada de Lourenço Marques, durante o domínio português.
Entre o primeiro e o século V, povos bantos migraram de regiões do norte e oeste para essa região. Portos comerciais suaílis e, mais tarde, árabes, existiram no litoral moçambicano até a chegada dos europeus. A área foi reconhecida por Vasco da Gama em 1498 e em 1505 foi anexada pelo Império Português. Depois de mais de quatro séculos de domínio português, Moçambique tornou-se independente a 25 de junho de 1975, transformando-se na República Popular de Moçambique pouco tempo depois. Após apenas dois anos de independência, o país mergulhou numa guerra civil intensa e prolongada, que durou de 1977 a 1992. Em 1994, o país realizou as suas primeiras eleições multipartidárias e manteve-se como uma república presidencial relativamente estável desde então.
Postado por
Fernando Martins
às
00:50
0
bocas
Marcadores: FRELIMO, independência, Moçambique
terça-feira, junho 24, 2025
A Batalha de São Mamede foi há 897 anos...
Postado por
Fernando Martins
às
08:09
0
bocas
Marcadores: Batalha de São Mamede, condado portucalense, D. Teresa, dinastia de Borgonha, Fernão Peres de Trava, independência




