terça-feira, março 10, 2026
Saudades de Alfredo Zitarrosa...
Postado por Pedro Luna às 09:00 0 comentários
Marcadores: Alfredo Zitarrosa, Guitarra Negra, música, Uruguai
Alfredo Zitarrosa nasceu há noventa anos...

(imagem daqui)
Alfredo Zitarrosa (Montevidéu, 10 de março de 1936 - Montevidéu, 17 de janeiro de 1989) foi um cantor, compositor, poeta, escritor e jornalista uruguaio. É considerado uma das maiores figuras da música popular de seu país e de toda a América Latina.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
Marcadores: Alfredo Zitarrosa, Doña Soledad, música, Uruguai
sábado, janeiro 17, 2026
Alfredo Zitarrosa morreu há 37 anos...

(imagem daqui)
Alfredo Zitarrosa (Montevidéu, 10 de março de 1936 - Montevidéu, 17 de janeiro de 1989) foi um cantor, compositor, poeta, escritor e jornalista uruguaio. É considerado uma das maiores figuras da música popular de seu país e de toda a América Latina.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:37 0 comentários
Marcadores: Adagio en Mi País, Alfredo Zitarrosa, música, Uruguai
terça-feira, janeiro 13, 2026
O tamanho do Brasil duplicou há 276 anos

A Colónia de Sacramento

O Tratado
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
Marcadores: Argentina, Brasil, D. João V, Espanha, Fernando VI, Tratado de Madrid (1750), tratado de Tordesilhas, Uruguai
segunda-feira, novembro 24, 2025
O Conde de Lautréamont morreu há 155 anos...

O seu poema Les Chants de Maldoror ("Os Cantos de Maldoror", em português), constituído de sessenta estrofes, é considerado uma obra seminal no campo da literatura fantástica, ainda que hoje escape a qualquer classificação.
Os críticos e o público, em geral, dividem-se quanto à classificação desta obra. Para alguns, foi um génio da literatura universal – André Breton considerava-o uma "revelação total que parece exceder as possibilidades humanas" e o considerou um precursor do Surrealismo; Léon Bloy, por seu lado, dava-o por louco, "uma ruína humana completa". Contudo, o autor foi-se transformando numa referência principalmente para intelectuais apreciadores do género mais subversivo da literatura, tornando-se um autor de culto.

Postado por Fernando Martins às 01:55 0 comentários
Marcadores: Conde de Lautréamont, França, Isidore Lucien Ducasse, Mão Morta, Os Cantos de Maldoror, Paris, poesia, Surrealismo, Uruguai
quarta-feira, novembro 12, 2025
Cristina Peri Rossi nasceu há 84 anos
![]()
Cristina Peri Rossi (Montevidéu, 12 de novembro de 1941) é uma romancista, poetisa, tradutora e autora de contos uruguaia. Em 1972, quando o golpe de Estado iminente a forçou a deixar sua terra natal por causa de seu ativismo político, exilou-se na cidade de Barcelona, onde reside até hoje. Durante a sua carreira, ela trabalhou como professora, além de se destacar como romancista, poetisa, contista e ensaísta. Também colabora frequentemente em revistas e publicações periódicas internacionais.
A autora aborda questões que exploram as complexidades das relações humanas, género e sexualidade. Os seus poemas são bem marcantes, com uma estrutura que mistura narrativa, confissão e metafísica. Por meio das suas obras, Peri Rossi também critica o autoritarismo, a opressão e luta pela liberdade e justiça.
Como exilada uruguaia, a sua experiência pessoal de deslocamento e busca por pertença ecoa na sua escrita, na qual temas de exílio são frequentemente explorados. A escritora é a única mulher incluída dentro do chamado boom latino americano, movimento que incorpora nomes influentes da literatura nas décadas de 1960 e 1970 como Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes.
Peri Rossi ganhou o Prémio Miguel de Cervantes em 2021.
in Wikipédia
TEORÍA LITERARIA
Escriben porque tienen el pene corto
o la nariz torcida
Porque un amigo les robó la amante
y otro les ganaba al póker
Escriben porque quieren ser jefes de la tribu
y tener muchas mujeres
un cargo político
un tribunal
Por unas cuantas palabras
una tarima
(muchas mujeres).
No se leen entre ellos
no se lo toman en serio:
Nadie está dispuesto a morir
colocadas en fila
(de izquierda a derecha,
no al estilo árabe)
ni por unas cuantas mujeres:
después de los cuarenta,
todos son posmodernos.
Cristina Peri Rossi
Teoria Literária
Escrevem porque têm o pénis pequeno
ou o nariz torto
Porque um amigo lhes roubou a amante
e outro lhes ganhava ao póquer
Escrevem porque querem ser chefes da tribo
e ter muitas mulheres
um cargo político
um tribunal
Por umas quantas palavras
uma tarimba
(vá, muitas mulheres).
Não se lêem uns aos outros
nem o levam a sério:
Não estão dispostos a morrer
alinhados
(da esquerda para a direita,
não ao estilo árabe)
nem por umas quantas mulheres:
depois dos quarenta,
são todos pós-modernos.
Cristina Peri Rossi (tradução Albino M.)
Postado por Fernando Martins às 08:40 0 comentários
Marcadores: Cristina Peri Rossi, homossexuais, poesia, Uruguai
quarta-feira, setembro 03, 2025
Eduardo Galeano nasceu há 85 anos...
Eduardo Germán María Hughes Galeano (Montevideo, 3 de septiembre de 1940 - Montevideo, 13 de abril de 2015) fue un periodista y escritor uruguayo, considerado uno de los escritores más influyentes de la izquierda latinoamericana.
Sus libros más conocidos, Las venas abiertas de América Latina (1971) y Memoria del fuego (1986), han sido traducidos a veinte idiomas. Sus trabajos trascienden géneros ortodoxos y combinan documental, ficción, periodismo, análisis político e historia.
Biografia
Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 em Montevidéu, primeiro dos três filhos de Eduardo Hughes Roosen e de Licia Esther Galeano Muñoz, uma família católica de classe média alta. Seu pai era funcionário do Ministério da Pecuária e bisneto de um inglês dono de uma fazenda de 15.000 hectares em Paysandú. Licia era descendente do primeiro presidente do Uruguai, Fructuoso Rivera.
Na infância, Galeano tinha como certo que se tornaria padre, devido a importância da fé católica em sua vida. Todavia, perdeu a religiosidade aos treze anos de idade, quando afirmou ter perdido Deus. Também tinha o sonho de se tornar um jogador de futebol. Na adolescência, trabalhou em empregos nada usuais, como pintor de letreiros, mensageiro, datilógrafo e caixa de banco. Abandonou a Escola Erwy Britânica no segundo ano e aos 14 anos, vendeu sua primeira charge política para o jornal El Sol, do Partido Socialista.
Embora nunca tenha retornado à educação formal, continuou a se educar por meio de conversas com a política e historiadora uruguaia Vivian Trías e em conversas e discussões em cafés, especialmente no Café Brasilero, que se tornaria seu favorito e onde se tornaria frequentador assíduo, exceto pelos anos que passou no exílio. Também estudou com o advogado socialista argentino Enrique Broken, que lhe deu aulas particulares. Aos 17 anos, Galeano já havia lido a Bíblia e O Capital.
Aos 19 anos, tentou o suicídio. Depois desse episódio, decidiu se dedicar à escrita. Pediu demissão do emprego de banqueiro e se estabeleceu em Buenos Aires, onde trabalhou para a revista Che, financiada pelo Partido Comunista Argentino e por uma agremiação de diversos grupos progressistas. Retornando a Montevidéu, Galeano iniciou a sua carreira jornalística no início da década de 60 como editor do Marcha, influente jornal semanal que tinha como colaboradores Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti. Durante esse período, passou um tempo na casa do escritor uruguaio Juan Carlos Onetti. Em 1963, publicou seu primeiro livro, o romance curto "Os Dias Seguintes". Em outubro daquele ano, viajou para a China; ao retornar, escreveu seu primeiro livro de não ficção: "China 1964, Crónica de um Desafio". Entre 1965 e 1973 foi diretor do Departamento de Publicações da Universidade da República. Em 1971 escreveu sua obra-prima As Veias Abertas da América Latina.
Entre o final dos anos 60 e começo da nova década, Galeano passou uma longa temporada no Rio de Janeiro, e a partir daí ele se tornou um visitante frequente. O seu primeiro texto foi traduzido no Brasil em 1974.
Em 1973, com o golpe militar no Uruguai, Galeano foi preso e depois exilado. O seu livro As veias abertas da América Latina foi censurado pelas ditaduras do Uruguai, Argentina e Chile, por isso foi viver na Argentina, onde fundou a revista cultural Crisis, na qual colaborou com o poeta e jornalista Juan Gelman.
Em 1975, Galeano recebeu o Prémio Casa de las Américas pelo seu romance La canción de nosotros. Em 1976, a Argentina também passou pelo golpe militar do general Videla e o seu nome foi parar nas listas dos esquadrões da morte. Assim, ele voou para a Espanha, onde escreveu sua famosa trilogia Memória do Fogo (uma revisão da história da América Latina) em 1984, considerada sua maior obra. Durante esses anos, ele passou um período em Estocolmo como parte do tribunal internacional ocupado pela invasão soviética do Afeganistão em 1979. A esse respeito, ele comentou que lhe parecia que um dos momentos culminantes das sessões era quando um alto líder religioso, já idoso, exclamou: "Os comunistas desonraram nossas filhas! Eles as ensinaram a ler e escrever!"
Em 1985, com a redemocratização de seu país, Galeano retornou a Montevidéu, onde viveu até à sua morte. Ali, juntamente com Mario Benedetti, Hugo Alfaro e outros jornalistas e escritores que haviam trabalhado para o semanário Marcha, fundou a Brecha, da qual permaneceu membro do conselho consultivo até à sua morte. Também escreveu colunas para jornais de outros países. Entre 1987 e 1989, foi membro da Comissão Nacional do Referendo, criada para revogar a Lei de Caducidade da Pretensão Punitiva do Estado, promulgada em dezembro de 1986 para impedir o julgamento de crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar em seu país (1973-1985).
O escritor foi casado três vezes: primeiro com Silvia Brando, com quem teve Verónica Hughes Brando; depois com Graciela Berro Rovira, mãe de Florencia e Claudio Hughes Berro; e por fim com Helena Villagra, com quem teve Mariana.
Em 10 de fevereiro de 2007, Galeano passou por uma operação bem-sucedida para tratar um cancro do pulmão.
Galeano foi internado dia 10 de abril e morreu próximo das 09.00 horas em 13 de abril de 2015, em Montevidéu, de cancro no mediastino, após o tumor provocar metástases. Ele foi cremado e as suas cinzas espalhadas no Rio da Prata.
in Wikipédia
ESTRANGEIRO
Num jornal do bairro do Raval, em Barcelona, uma mão anónima escreveu:
O teu deus é judeu, a tua música é negra, o teu carro é japonês, a tua pizza é italiana, o teu gás é argelino, a tua democracia é grega, os teus números são árabes, as tuas letras são latinas. Eu sou teu vizinho. E ainda me chamas estrangeiro?
Eduardo Galeano
Na parede de uma taberna de Madrid, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.
Eduardo Galeano
Postado por Fernando Martins às 08:50 0 comentários
Marcadores: América Latina, Eduardo Galeano, jornalismo, literatura, Uruguai
segunda-feira, agosto 18, 2025
Idea Vilariño nasceu há 105 anos...
Si muriera esta noche
Si muriera esta noche
si pudiera morir
si me muriera
si este coito feroz
interminable
peleado y sin clemencia
abrazo sin piedad
beso sin tregua
alcanzara su colmo y se aflojara
si ahora mismo
si ahora
entornando los ojos me muriera
sintiera que ya está
que ya el afán cesó
y la luz ya no fuera un haz de espadas
y el aire ya no fuera un haz de espadas
y el dolor de los otros y el amor y vivir
y todo ya no fuera un haz de espadas
y acabara conmigo
para mí
para siempre
y que ya no doliera
y que ya no doliera.
Idea Vilariño
Postado por Fernando Martins às 01:05 0 comentários
Marcadores: Idea Vilariño, poesia, Uruguai
quarta-feira, julho 30, 2025
O primeiro Campeonato do Mundo de Futebol terminou há 95 anos
Postado por Fernando Martins às 09:50 0 comentários
Marcadores: Campeonato do Mundo de Futebol, futebol, Uruguai
segunda-feira, abril 28, 2025
Hoje é dia de cantar a poesia de Idea Vilariño...
A Una Paloma
Música de Daniel Viglietti e poema de Idea Vilariño
Palomita blanca,
Vidalitá,
De ojito rosado,
Antes te cantaba,
Vidalitá,
Como enamorado.
Palomita linda,
Vidalitá,
Palomita triste,
Qué poco te queda,
Vidalitá,
De lo que antes fuiste.
Palomita flaca,
Vidalitá,
De piquito hambriento,
Todas las plumitas,
Vidalitá,
Te las llevó el viento.
Es un viento malo,
Vidalitá,
Es un viento frío,
Te dejó sin plumas,
Vidalitá,
Y el buche vacío.
Palomita zonza,
Vidalitá,
De piquito bobo,
Cuidá de tu nido,
Vidalitá,
Que anda suelto el lobo.
Pobre palomita,
Vidalitá,
De vuelo perdido,
Si no le hacés frente,
Vidalitá,
Te deshace el nido.
Palomita linda,
Vidalitá,
Palomita fea,
Aprontá el piquito,
Vidalitá,
Para la pelea.
Palomita enferma,
Vidalitá,
De alita quebrada,
Si no sacás fuerzas,
Vidalitá,
Te quedás sin nada.
Palomita negra,
Vidalitá,
De piquito rojo,
Crecé, palomita,
Vidalitá,
Sácale los ojos.
Crecé tus alitas,
Vidalitá,
Crecé el corazón,
Crecé, palomita,
Vidalitá,
Y volvete halcón.
Postado por Pedro Luna às 16:00 0 comentários
Marcadores: A una Paloma, Daniel Viglietti, Idea Vilariño, música, poesia, Uruguai
domingo, abril 27, 2025
A poetisa Idea Vilariño morreu há dezasseis anos...
Nació en una familia de clase media y culta, en la que estaban presentes música y literatura. Su padre, Leandro Vilariño (1892-1944) fue un poeta cuyas obras no fueron editadas en vida. Al igual que sus hermanos Numen, Poema, Azul y Alma, estudió música. Su madre conocía muy bien la literatura europea, y su padre era un conocido anarquista.
Como educadora en ejercicio, fue profesora de Literatura de Enseñanza Secundaria desde 1952 hasta el golpe de Estado en 1973. Luego de restaurado el sistema democrático, desde 1985 fue docente de Literatura uruguaya en el Departamento de Literaturas Uruguaya y Latinoamericana en la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Universidad de la República.
Escribió desde muy joven; y sus primeros poemas ya maduros fueron concebidos entre los 17 y los 21 años. Su primera obra poética, La suplicante, fue editada en 1945 solo con su nombre. En años siguientes sería reconocida internacionalmente y premiada con distintos galardones. Sus poemas están marcados por una experiencia íntima, intensa y angustiosa, muy coherente siempre. Un particular estilo que los expertos atribuyen a los continuos problemas de salud que la aquejaban y a su infancia.
Y es que la poeta, desde una temprana edad padeció problemas de asma y un eccema que la obligaron a abandonar el núcleo familiar a los 16 años. Una fragilidad física que se extendió a lo emocional y que la dotó de una sensibilidad especial. El temprano fallecimiento de sus padres y de su hermano mayor tampoco ayudó y convirtió el duelo en una constante en su vida.
Integró la generación de escritores de diversa índole que surgieron artísticamente desde 1945 a 1950 que fue llamada Generación del 45. En ella también pueden ubicarse a Juan Carlos Onetti, Mario Benedetti, Sarandy Cabrera, Carlos Martínez Moreno, Ángel Rama, Carlos Real de Azúa, Carlos Maggi, Alfredo Gravina, Mario Arregui, Amanda Berenguer, Humberto Megget, Emir Rodríguez Monegal, Gladys Castelvecchi y José Pedro Díaz, entre otros. En particular, fue Rodríguez Monegal quien analizó y llamó la atención sobre la obra poética de Vilariño.
Participó en numerosos emprendimientos literarios. Estuvo concretamente entre los fundadores de la revista Clinamen, y Número, de peso entre 1945-1955 (por lo que conoció a Juan Ramón Jiménez); y se encontró entre los colaboradores de otras publicaciones como Marcha, La Opinión, Brecha, Asir, y Texto crítico.
Sus traducciones también han sido objeto de reconocimiento, llegando algunas de ellas (como las que realizó de obras de Shakespeare) a ser representadas en teatros de Montevideo.En 1997 fue entrevistada por Rosario Peyrou y Pablo Rocca, de allí surgió el documental Idea, con dirección de Mario Jacob, que fuera estrenado en mayo de 1998.
Su obra ha sido traducida a varios idiomas, como el italiano, alemán y portugués.
Como compositora, se pueden mencionar cuatro canciones emblemáticas pertenecientes a la música popular uruguaya: A una paloma (musicalizada por Daniel Viglietti), La canción y el poema (musicalizada por Alfredo Zitarrosa), Los orientales y Ya me voy pa' la guerrilla (musicalizadas por Los Olimareños).
En 2004 recibió el Premio Konex Mercosur a las Letras, otorgado por la Fundación Konex de Argentina, como la más influyente escritora de la región.
Falleció en Montevideo el 28 de abril de 2009 a los 88 años, al no superar la cirugía a la que fue sujeta debido una oclusión intestinal y arterial. Los originales de su obra se hallan dispersos; los cuadernos en los que copió sus poemas durante más de siete décadas fueron vendidos al archivo de la Universidad de Princeton, lo que contrarió su expresa voluntad.
CONSTANTE DESPEDIDA
Estos días
los otros
los de nubes tristísimas e inmóviles
olor a madreselvas
algún trueno a lo lejos.
Estos días
los otros
los de aire sonriente y lejanías
con un pájaro rojo en un alambre.
Estos días
los otros
este amor desgarrado por el mundo
esta diaria constante despedida.
Idea Vilariño
Postado por Fernando Martins às 00:16 0 comentários
Marcadores: Idea Vilariño, poesia, Uruguai
domingo, abril 13, 2025
Eduardo Galeano morreu há dez anos...
in Wikipédia
ESTRANGEIRO
Num jornal do bairro do Raval, em Barcelona, uma mão anónima escreveu:
O teu deus é judeu, a tua música é negra, o teu carro é japonês, a tua pizza é italiana, o teu gás é argelino, a tua democracia é grega, os teus números são árabes, as tuas letras são latinas.
Eu sou teu vizinho. E ainda me chamas estrangeiro?
Eduardo Galeano
Postado por Fernando Martins às 10:00 0 comentários
Marcadores: América Latina, Eduardo Galeano, jornalismo, literatura, Uruguai
sexta-feira, abril 04, 2025
O Conde de Lautréamont, o imortal autor d'Os Cantos de Maldoror, nasceu há 179 anos
LES CHANTS DE MALDOROR
CHANT PREMIER
chant 1 - strophe 1
Plût au ciel que le lecteur, enhardi et devenu momentanément féroce comme ce qu'il lit, trouve, sans se désorienter, son chemin abrupt et sauvage, à travers les marécages désolés de ces pages sombres et pleines de poison; car, à moins qu'il n'apporte dans sa lecture une logique rigoureuse et une tension d'esprit égale au moins à sa défiance, les émanations mortelles de ce livre imbiberont son âme comme l'eau le sucre. Il n'est pas bon que tout le monde lise les pages qui vont suivre ; quelques-uns seuls savoureront ce fruit amer sans danger. Par conséquent, âme timide, avant de pénétrer plus loin dans de pareilles landes inexplorées, dirige tes talons en arrière et non en avant. Écoute bien ce que je te dis : dirige tes talons en arrière et non en avant, comme les yeux d'un fils qui se détourne respectueusement de la contemplation auguste de la face maternelle; ou, plutôt, comme un angle à perte de vue de grues frileuses méditant beaucoup, qui, pendant l'hiver, vole puissamment à travers le silence, toutes voiles tendues, vers un point déterminé de l'horizon, d'où tout à coup part un vent étrange et fort, précurseur de la tempête. La grue la plus vieille et qui forme à elle seule l'avant-garde, voyant cela, branle la tête comme une personne raisonnable, conséquemment son bec aussi qu'elle fait claquer, et n'est pas contente (moi, non plus, je ne le serais pas à sa place), tandis que son vieux cou, dégarni de plumes et contemporain de trois générations de grues, se remue en ondulations irritées qui présagent l'orage qui s'approche de plus en plus. Après avoir de sang-froid regardé plusieurs fois de tous les côtés avec des yeux qui renferment l'expérience, prudemment, la première (car, c'est elle qui a le privilége de montrer les plumes de sa queue aux autres grues inférieures en intelligence), avec son cri vigilant de mélancolique sentinelle, pour repousser l'ennemi commun, elle vire avec flexibilité la pointe de la figure géométrique (c'est peut-être un triangle, mais on ne voit pas le troisième côté que forment dans l'espace ces curieux oiseaux de passage), soit à bâbord, soit à tribord, comme un habile capitaine; et, manoeuvrant avec des ailes qui ne paraissent pas plus grandes que celles d'un moineau, parce qu'elle n'est pas bête, elle prend ainsi un autre chemin philosophique et plus sûr.
Postado por Fernando Martins às 17:09 0 comentários
Marcadores: Conde de Lautréamont, França, Os Cantos de Maldoror, Paris, poesia, Surrealismo, Uruguai
segunda-feira, janeiro 13, 2025
Os portugueses duplicaram o tamanho do Brasil há 275 anos...!
A Colónia de Sacramento
O Tratado
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
Marcadores: Argentina, Brasil, D. João V, Espanha, Fernando VI, Tratado de Madrid (1750), tratado de Tordesilhas, Uruguai
.jpg)



