Na década de 80, o
Solidariedade era um amplo anti-burocrático
movimento social, utilizando os métodos de resistência civil para fazer avançar a causa dos direitos dos trabalhadores e da mudança social.
Ele representava 9,5 milhões de membros no seu primeiro congresso, em
setembro de 1981, o que correspondia a 1/3 da população total da Polónia com
idade para poder trabalhar.
(...)
Em 1979, a economia polaca encolheu pela primeira vez, desde a II Guerra Mundial, em 2 por cento. A dívida externa chegou a
aproximadamente US $ 18 mil milhões até 1980.
O
Solidariedade surgiu a 31 de agosto 1980, em
Gdansk,
nos Estaleiros Lenine, quando o governo comunista da Polónia assinou o
acordo que permitiu a sua existência. Em 17 de setembro de 1980, mais de
20 comités de sindicatos livres fundiram-se numa organização nacional
denominada
NSZZ Solidariedade,
sendo oficialmente registado a 10 de novembro de 1980.
Lech Walesa e outros formaram um amplo movimento social anti-soviético que incluía desde pessoas associadas com a
Igreja Católica a membros da esquerda anti-soviética. O Solidariedade defendia atividades de
não-violência dos seus membros.
O governo tentou destruir o sindicato com a
lei marcial de
1981
e muitos anos de repressões, mas por fim começou a negociar com o
sindicato. As conversas de mesa redonda entre o governo enfraquecido e a
oposição do Solidariedade levou às eleição semi-abertas de
4 de junho de
1989.
Pelo fim de agosto, uma coligação liderada pelo Solidariedade foi
formada para participar das eleições e em dezembro Wałęsa foi eleito
presidente.
A Igreja Católica apoiou o movimento
Solidarność e, em janeiro de
1981, Wałęsa foi cordialmente recebido pelo Papa João Paulo II, no
Vaticano. O próprio Wałęsa sempre considerou o catolicismo como a sua
fonte de força e inspiração. Em 1983, na segunda viagem do papa para a
Polónia, foi concedida uma audiência do papa a Wałęsa, nas
Montanhas Tatra.
Como resultado da reunião Wałęsa diminuiu a sua atividade política para
aliviar a situação interna na Polónia. Em agosto de 1983, a lei marcial
que proibia o Solidariedade foi retirada e no mesmo ano Wałęsa recebeu o
Nobel da Paz.
No dia 4 de junho de 1989, houve eleições para o senado na Polónia e
pela primeira vez os polacos tinham a hipótese de votar livremente, depois de quase
meio século de ditadura comunista. O resultado das urnas foi que das 262
cadeiras do senado, 261 ficaram para o partido de oposição, o
Solidariedade. O governo comunista cairia dois meses depois. Era o fim
do comunismo na Polónia. "A culpa é da Igreja", disse o ditador
derrotado, general
Wojciech Jaruzelski. O primeiro ato do líder do Solidariedade, Lech Wałęsa, foi ir para Roma, para agradecer a João Paulo II.
Desde então tornou-se um sindicato mais tradicional, e teve relativo pouco impacto na cena política da Polónia no início da
década de 90. Um ramo político foi fundado em 1996 quando a
Ação Eleitoral Solidariedade (
Akcja Wyborcza Solidarność, AWS) ganhou a eleição parlamentar, 1997, mas perdeu a seguinte eleição parlamentar, em 2001.
