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segunda-feira, outubro 05, 2026

Mas dados sobre o que antecedeu a explosão câmbrica da vida...

Evolução animal pode ter começado milhões de anos antes do que se pensava

 

Uma nova coleção de fósseis descoberta na China pode alterar a cronologia da evolução animal, ao revelar que organismos complexos já existiam milhões de anos antes da chamada explosão câmbrica. 


Ilustração do ambiente dos fósseis há cerca de 539 milhões a 554 milhões de anos

 

A vida na Terra surgiu há cerca de 3,5 mil milhões de anos, mas demorou muito tempo a dar origem à diversidade de organismos que existe hoje. A teoria mais aceite indica que essa diversidade aumentou de forma rápida há cerca de 535 milhões de anos, durante a chamada explosão cambriana, um período marcado pela emergência de muitos dos principais grupos animais atuais.

Uma nova coleção de fósseis descoberta na China sugere, no entanto, que esse processo pode ter começado mais cedo. Num estudo publicado a 2 de abril na revista Science, investigadores descrevem organismos complexos que antecedem o período Câmbrico em milhões de anos.

"Estamos certamente a revelar um quadro mais complexo sobre os primórdios da explosão da diversidade animal e quando isso aconteceu", disse o coautor do estudo, Ross Anderson, paleobiólogo da Universidade de Oxford, à New Scientist.

 

Lacunas na transição de períodos

A transição entre o período Ediacarano, que decorreu entre há cerca de 635 e 538 milhões de anos, e o período Câmbrico, entre 538 e 485 milhões de anos, continua a ser um dos grandes enigmas da paleontologia.

Os cientistas debatem se a explosão cambriana representou um verdadeiro salto evolutivo ou se resultou de uma história evolutiva mais longa, ainda pouco documentada.

Até agora, os fósseis do Ediacarano mostravam organismos com formas muito diferentes das dos animais atuais e dos que surgem no Câmbrico, o que dificultava estabelecer uma ligação direta entre estes dois períodos.

Os mais de 700 fósseis agora descobertos no sudoeste da China, datados entre há 554 e 539 milhões de anos, podem ajudar a preencher essa lacuna. Entre eles há organismos semelhantes a espécies do Câmbrico, até agora conhecidas apenas a partir de fósseis desse período, bem como formas que combinam características ediacaranas e cambrianas e ainda espécies nunca antes descritas.

“A nossa descoberta preenche uma lacuna importante nas fases iniciais da diversificação animal. Pela primeira vez, demonstrámos que muitos animais complexos, normalmente encontrados apenas no período Câmbrico, estavam presentes no período Ediacarano, o que significa que evoluíram muito mais cedo do que as evidências fósseis demonstravam anteriormente", afirma em comunicado o coautor do estudo, Gaorong Li, paleobiólogo da Universidade de Yunnan, na China.

 

À esquerda: fóssil semelhante a Haootia da Biota de Jiangchuan (escala: 2 mm) e reconstrução artística. À direita: Fóssil de cambroernídeo deuterostómico da Biota de Jiangchuan (escala: 2 mm) e reconstituição artística. 

 

Simetria bilateral: característica fundamental na evolução animal

Um dos organismos mais comuns, com 185 exemplares identificados, era um animal semelhante a uma minhoca, com cerca do tamanho de um dedo indicador, que possuía um disco usado para se fixar ao fundo do oceano.

Alguns destes organismos apresentavam simetria bilateral, uma característica fundamental na evolução animal, associada à mobilidade, ao desenvolvimento de sistemas nervosos mais complexos e, mais tarde, ao domínio de muitos ecossistemas, explica Frankie Dunn, paleontóloga do Museu de História Natural da Universidade de Oxford e coautora do estudo, à Scientific American.

A maioria dos animais atuais, incluindo os humanos, apresenta este tipo de organização corporal, que se pensava ter surgido sobretudo durante o Câmbrico.

Os investigadores identificaram também possíveis representantes dos deuterostómios mais antigos conhecidos, um grupo que inclui todos os vertebrados. Um dos fósseis corresponde a uma criatura em forma de U, fixada ao fundo marinho, semelhante a organismos extintos do Câmbrico relacionados com as atuais estrelas-do-mar.

Para especialistas externos à investigação, os resultados encaixam naquilo que era esperado.

“Como o período Ediacarano contém animais, sabemos que deve ter havido uma fase de transição entre ele e a fauna do Câmbrico. Mas, até agora, não tínhamos qualquer evidência disso”, afirma Emily Mitchell, paleontóloga da Universidade de Cambridge, à Associated Press.

 

Parte da equipa de investigação da Universidade de Oxford e da Universidade de Yunnan durante o trabalho de campo em junho de 2024 na secção de Biota de Jiangchuan; da esquerda para a direita: Dr. Wenwen Wen, Professor Peiyun Cong, Dr. Frances Dunn, Professor Associado Luke Parry, Professor Associado Fan Wei e Dr. Gaorong Li

  

in MSN Notícias 

domingo, agosto 30, 2026

Os Xistos de Burgess foram descobertos há 117 anos

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f7/WalcottQuarry080509.jpg/500px-WalcottQuarry080509.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

Os Xistos de Burgess são uma jazida fossilífera das montanhas Rochosas, localizado na Colúmbia Britânica, Canadá, que são considerados uma das principais jazidas de fósseis do mundo. Contém grande número de fósseis do Câmbrico médio, extraordinariamente bem preservados, incluindo vários tipos de invertebrados e também os animais a partir dos quais evoluíram os cordados, como o Pikaia, advindo daí a sua extrema importância na paleontologia.
Xistos de Burgess foi o termo informal que Charles Walcott usou para se referir a unidade fossilífera, que mais tarde passou a ser aplicada mais amplamente para descrever o tipo de agrupamento de fósseis que é encontrado na pedreira de Walcott. O sítio fossilífero pertence a formação Stephen, que possui uma parte "fina" e outra "espessa", alguns pesquisadores consideram que a parte "fina" deva ser separada como a formação dos Xistos de Burgess.

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0d/Ottoia_tricuspida_ROM_63057.jpg/500px-Ottoia_tricuspida_ROM_63057.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
Ottoia, a soft-bodied worm, abundant in the Burgess Shale

The Burgess Shale is a fossil-bearing deposit exposed in the Canadian Rockies of British Columbia, Canada. It is famous for the exceptional preservation of the soft parts of its fossils. At 508 million years old (middle Cambrian), it is one of the earliest fossil beds containing soft-part imprints.
The rock unit is a black shale and crops out at a number of localities near the town of Field in Yoho National Park and the Kicking Horse Pass. Another outcrop is in Kootenay National Park 42 km to the south.
   
The first complete Anomalocaris fossil found

  

History and significance
The Burgess Shale was discovered by palaeontologist Charles Walcott on 30 August 1909, towards the end of the season's fieldwork. He returned in 1910 with his sons, daughter, and wife, establishing a quarry on the flanks of Fossil Ridge. The significance of soft-bodied preservation, and the range of organisms he recognised as new to science, led him to return to the quarry almost every year until 1924. At that point, aged 74, he had amassed over 65,000 specimens. Describing the fossils was a vast task, pursued by Walcott until his death in 1927. Walcott, led by scientific opinion at the time, attempted to categorise all fossils into living taxa, and as a result, the fossils were regarded as little more than curiosities at the time. It was not until 1962 that a first-hand reinvestigation of the fossils was attempted, by Alberto Simonetta. This led scientists to recognise that Walcott had barely scratched the surface of information available in the Burgess Shale, and also made it clear that the organisms did not fit comfortably into modern groups.
Excavations were resumed at the Walcott Quarry by the Geological Survey of Canada under the persuasion of trilobite expert Harry Blackmore Whittington, and a new quarry, the Raymond, was established about 20 metres higher up Fossil Ridge. Whittington, with the help of research students Derek Briggs and Simon Conway Morris of the University of Cambridge, began a thorough reassessment of the Burgess Shale, and revealed that the fauna represented were much more diverse and unusual than Walcott had recognized. Indeed, many of the animals present had bizarre anatomical features and only the slightest resemblance to other known animals. Examples include Opabinia, with five eyes and a snout like a vacuum cleaner hose and Hallucigenia, which was originally reconstructed upside down, walking on bilaterally symmetrical spines.

With Parks Canada and UNESCO recognising the significance of the Burgess Shale, collecting fossils became politically more difficult from the mid-1970s. Collections continued to be made by the Royal Ontario Museum. The curator of invertebrate palaeontology, Desmond Collins, identified a number of additional outcrops, stratigraphically both higher and lower than the original Walcott quarry. These localities continue to yield new organisms faster than they can be studied.

Stephen Jay Gould's book Wonderful Life, published in 1989, brought the Burgess Shale fossils to the public's attention. Gould suggests that the extraordinary diversity of the fossils indicates that life forms at the time were much more disparate in body form than those that survive today, and that many of the unique lineages were evolutionary experiments that became extinct. Gould's interpretation of the diversity of Cambrian fauna relied heavily on Simon Conway Morris's reinterpretation of Charles Walcott's original publications. However, Conway Morris strongly disagreed with Gould's conclusions, arguing that almost all the Cambrian fauna could be classified into modern day phyla.
The Burgess Shale has attracted the interest of paleoclimatologists who want to study and predict long-term future changes in Earth's climate. According to Peter Ward and Donald Brownlee in the 2003 book The Life and Death of Planet Earth, climatologists study the fossil records in the Burgess Shale to understand the climate of the Cambrian explosion, and use it to predict what Earth's climate would look like 500 million years in the future when a warming and expanding Sun combined with declining CO2 and oxygen levels eventually heat the Earth toward temperatures not seen since the Archean Eon 3 billion years ago, before the first plants and animals appeared, and therefore understand how and when the last living things will die out.
After the Burgess Shale site was registered as a World Heritage Site in 1980, it was included in the Canadian Rocky Mountain Parks WHS designation in 1984.
In February 2014, the discovery was announced of another Burgess Shale outcrop in Kootenay National Park to the south. In just 15 days of field collecting in 2013, 50 animal species were unearthed at the new site. 

  

quarta-feira, abril 08, 2026

Notícia sobre os nossos antepassados do Pré-Câmbrico...

 Foram encontrados animais (do grupo dos humanos) que não deviam existir

 

Reconstrução artística da biota de Jiangchuan

   

Será a primeira evidência fóssil de que muitos animais complexos, até agora considerados típicos do Câmbrico, já existiam no Ediacarano. Biota na China será uma comunidade de transição entre dois momentos fundamentais da história da vida.

   

Vários dos principais grupos animais surgiram milhões de anos antes do que a Ciência pensava até agora, segundo um novo estudo publicado a 2 de abril na Science.

A conclusão assenta numa descoberta fóssil na China, tida como marcante por antecipar a diversificação que durante décadas foi associada quase exclusivamente à chamada “explosão câmbrica”.

Os novos achados, com mais de 540 milhões de anos, indicam que a transformação evolutiva que deu origem a animais mais complexos já estava em curso no final do período Ediacarano, pelo menos quatro milhões de anos antes do início do Câmbrico, tradicionalmente datado de há cerca de 535 milhões de anos.

No centro desta descoberta está a biota de Jiangchuan, na província chinesa de Yunnan, onde os cientistas recolheram mais de 700 fósseis com idades entre 554 e 539 milhões de anos. O conjunto revela um ecossistema surpreendentemente diverso, com organismos que incluem parentes primitivos de estrelas-do-mar, animais vermiformes com simetria bilateral e até formas ancestrais ligadas à linhagem dos deuterostómios - o grande grupo que inclui os vertebrados, como peixes e seres humanos.

Esta será a primeira vez que há evidência fóssil clara de que muitos animais complexos, até agora considerados típicos do Câmbrico, já existiam no Ediacarano. A descoberta “fecha uma grande lacuna” nas fases iniciais da diversificação animal, admite o investigador principal, Gaorong Li, citado pela Science Daily.

Entre os fósseis mais importantes estão os exemplares interpretados como os parentes mais antigos conhecidos dos deuterostómios. A presença destes organismos empurra pela primeira vez o registo fóssil deste grupo para o Ediacarano. Os investigadores encontraram também representantes primitivos dos ambulacrários, grupo que inclui as estrelas-do-mar e os seus parentes próximos, como os vermes-bolota. Estes animais apresentavam corpos em forma de U, fixação ao fundo marinho por um pedúnculo e tentáculos junto da cabeça, provavelmente usados para capturar alimento.

A equipa destaca ainda a presença de organismos bilaterianos semelhantes a vermes, alguns com estratégias de alimentação complexas, bem como raros fósseis que poderão corresponder a formas iniciais de ctenóforos, ou geleias-de-pente.

Muitos dos exemplares exibem combinações anatómicas invulgares - tentáculos, discos de fixação, estruturas alimentares reversíveis e pedúnculos - que não coincidem com nenhuma espécie conhecida, nem do Ediacarano nem do Câmbrico.

Essa mistura de características reforça a ideia de que Jiangchuan regista uma comunidade de transição entre dois momentos fundamentais da história da vida.

O ecossistema pode ajudar a resolver um problema antigo da biologia evolutiva. Estudos genéticos e vestígios fósseis já sugeriam há anos que várias linhagens animais deveriam existir antes da explosão câmbrica, mas faltava prova fóssil direta e robusta. E, ao contrário da maioria dos sítios ediacarianos, onde os organismos surgem como simples impressões em arenito, os fósseis de Jiangchuan foram conservados sob a forma de filmes carbonosos — um tipo de preservação que permite observar detalhes finos da anatomia, incluindo estruturas de alimentação, sistemas digestivos e órgãos associados ao movimento.

 

in ZAP

domingo, março 22, 2026

Adam Sedgwick, geólogo mentor de Charles Darwin, nasceu há 241 anos

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Adam Sedgwick (Yorkshire, 22 de março de 1785 — Cambridge, 27 de janeiro de 1873) foi um geólogo britânico.

 

Carreira

Foi um dos fundadores da geologia moderna. Baseado em estudos de fósseis propôs a existência do período geológico Devónico e mais tarde o Câmbrico.

Adam Sedgwick passava o seu tempo através do país colecionando rochas e fósseis. Estudou no Trinity College na Universidade de Cambridge. Em 1818 tornou-se professor de geologia em Cambridge. Sedwick explorou a geologia da Escócia em 1827, e em 1839 apresentou sua pesquisa sobre certas rochas em Devonshire, Inglaterra, as quais continham um distinto grupo de fósseis os quais levaram a se propor uma nova divisão na escala de tempo geológico – o Devónico.

Embora tenha guiado o jovem Charles Darwin nos seus estudos de campo geológicos preliminares, na fase inicial da vida do naturalista, não aceitou as teorias evolucionistas de Darwin no final da sua vida.

Foi laureado com a medalha Wollaston de 1851, concedida pela Sociedade Geológica de Londres.

 

 in Wikipédia

domingo, março 01, 2026

Viva São David - hoje é o dia do País de Gales...!


O País de Gales ou simplesmente Gales ( em galês: Cymru) é um país constituinte do Reino Unido. Faz fronteira com a Inglaterra a leste, com o Mar da Irlanda ao norte e a oeste, e com o Canal de Bristol ao sul. Em 2021 tinha uma população de 3.107.500 pessoas e tem uma área de 20.779 km2. O País de Gales tem mais de 2.700 km de linha costeira e possui um terreno montanhoso. As regiões de maior altitude são o Norte e no Centro, onde se encontra o monte Snowdon (Yr Wyddfa), o ponto mais alto do território galês. O país tem um clima temperado e um clima oceânico variável. 
   


O nome moderno para galês é Cymry, e Cymru é o nome galês para o País de Gales. Essas palavras (ambas pronunciadas [ˈkəm.rɨ] são provenientes da palavra britónica combrogi, que significa "compatriotas", e que provavelmente entraram em uso antes do século VII. Na literatura, eles poderiam ser escritos Kymry ou Cymry, independentemente de se referir ao povo ou à sua terra natal. As formas latinizadas destes nomes, Cambriano, Câmbrico e Cambria, sobrevivem como denominações, como as Montanhas Cambrianas e o período geológico Câmbrico.

 


São David (500-589; em galês: Dewi Sant) é um santo cristão, padroeiro do País de Gales, festejado em 1 de março. Também é conhecido como David, o Bretão. 

Nasceu em 500 na cidade de Menévia (atual Saint David), País de Gales, da casa real, era filho da santa Non e neto do Rei Ceredig.

Sob a direção de São Paulino, estudou e recebeu a instrução cristã inicial. Teve influência de diversos frades da época e tornou-se bastante rígido em relação à doutrina cristã. Fundou 12 mosteiros em Croyland e Pembrokeshire. Esses mosteiros tinham regras muito duras, baseadas nas dos monges egípcios, incorruptíveis e inflexíveis.

Deu notável contribuição no Sínodo de Brevi, em Cardiganshire, e, para o honrar, foi escolhido para primaz da Igreja de Cambrian. Em seguida foi indicado para Arcebispo de Caerleon, nas margens do rio Usk. Diz a tradição que, ao ser consagrado Arcebispo, uma pomba desceu e poisou nos seus ombros para mostrar que tinha a bênção do Espírito Santo.

Após alguns anos, foi para Jerusalém, a fim de converter pagãos e não-cristãos. Converteu vários pagãos e anti-cristãos. Quando o povo não o escutava, ele simplesmente, com orações, curava os doentes e levantava os paralíticos, assim como Jesus fazia. Com esta ação atraiu centenas de fiéis. Daí advém a sua fama, que lhe rendeu a honra de ser incluído no livro dos santos.

Faleceu, de causas naturais, em 589 em Pembrokeshire, País de Gales. Canonizado pelo Papa Calixto II em 1123, na pintura litúrgica, especialmente na iconografia, é representado pregando sobre um monte com uma pomba nos ombros, rememorando a sua vida gloriosa.

    

Bandeira de São David

     

sexta-feira, janeiro 09, 2026

A paleontóloga Ekaterina Lermontova morreu há 84 anos...

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Ekaterina Vladimirovna Lermontova (Saint Petersburg, 11 February 1889 – Saint Petersburg, 9 January 1942) was a Russian Empire and Soviet paleontologist responsible for creating the first Cambrian stratigraphy of Siberia. Species of fossil animals and algae, as well as Cambrian biostratigraphic divisions are named in her honor.

 

Early life and education

Lermontova was born in St. Petersburg to a family including Mikhail Lermontov, a poet, and Iuliia Lermontova, a chemist. She was educated at the Women's Pedagogical Institute and graduated in 1910, then received a degree from the University of St. Petersburg in 1912.

 

Career and research

In 1921, she was employed by the Geological Committee and the All-Union Scientific Research Institute of Geology. Lermontova's research focused on Cambrian fossils in Siberia; she was the first researcher to investigate Cambrian trilobites in the then-USSR. Her research included trilobite fossils in Kazakhstan, Siberia, the Ural Mountains, and Middle Asia. She was killed in the Siege of Leningrad during World War II.
   
Legacy
Lermontova is the namesake of biostratigraphic divisions of the Cambrian and of fossil animals and algae from the Cambrian. 

sábado, agosto 30, 2025

Os Xistos de Burgess foram descobertos há 116 anos


O Folhelho Burgess ou Xistos de Burgess é um sítio fossilífero das Rochosas, localizado em Colúmbia Britânica, Canadá, e é considerado uma das principais jazidas de fósseis do mundo. Contém grande número de fósseis do Câmbrico médio, extraordinariamente bem preservados, incluindo vários tipos de invertebrados e também os animais dos quais evoluíram os cordados, como o Pikaia, advindo daí a sua extrema importância na paleontologia.
Xistos de Burgess foi o termo informal que Charles Walcott usou para se referir a unidade fossilífera, que mais tarde passou a ser aplicada mais amplamente para descrever o tipo de agrupamento de fósseis que é encontrado na pedreira de Walcott. O sítio fossilífero pertence a formação Stephen, que possui uma parte "fina" e outra "espessa", alguns pesquisadores consideram que a parte "fina" deva ser separada como a formação dos Xistos de Burgess.

 

Ottoia, a soft-bodied worm, abundant in the Burgess Shale

The Burgess Shale is a fossil-bearing deposit exposed in the Canadian Rockies of British Columbia, Canada. It is famous for the exceptional preservation of the soft parts of its fossils. At 508 million years old (middle Cambrian), it is one of the earliest fossil beds containing soft-part imprints.
The rock unit is a black shale and crops out at a number of localities near the town of Field in Yoho National Park and the Kicking Horse Pass. Another outcrop is in Kootenay National Park 42 km to the south.
   
The first complete Anomalocaris fossil found

  

History and significance
The Burgess Shale was discovered by palaeontologist Charles Walcott on 30 August 1909, towards the end of the season's fieldwork. He returned in 1910 with his sons, daughter, and wife, establishing a quarry on the flanks of Fossil Ridge. The significance of soft-bodied preservation, and the range of organisms he recognised as new to science, led him to return to the quarry almost every year until 1924. At that point, aged 74, he had amassed over 65,000 specimens. Describing the fossils was a vast task, pursued by Walcott until his death in 1927. Walcott, led by scientific opinion at the time, attempted to categorise all fossils into living taxa, and as a result, the fossils were regarded as little more than curiosities at the time. It was not until 1962 that a first-hand reinvestigation of the fossils was attempted, by Alberto Simonetta. This led scientists to recognise that Walcott had barely scratched the surface of information available in the Burgess Shale, and also made it clear that the organisms did not fit comfortably into modern groups.
Excavations were resumed at the Walcott Quarry by the Geological Survey of Canada under the persuasion of trilobite expert Harry Blackmore Whittington, and a new quarry, the Raymond, was established about 20 metres higher up Fossil Ridge. Whittington, with the help of research students Derek Briggs and Simon Conway Morris of the University of Cambridge, began a thorough reassessment of the Burgess Shale, and revealed that the fauna represented were much more diverse and unusual than Walcott had recognized. Indeed, many of the animals present had bizarre anatomical features and only the slightest resemblance to other known animals. Examples include Opabinia, with five eyes and a snout like a vacuum cleaner hose and Hallucigenia, which was originally reconstructed upside down, walking on bilaterally symmetrical spines.

With Parks Canada and UNESCO recognising the significance of the Burgess Shale, collecting fossils became politically more difficult from the mid-1970s. Collections continued to be made by the Royal Ontario Museum. The curator of invertebrate palaeontology, Desmond Collins, identified a number of additional outcrops, stratigraphically both higher and lower than the original Walcott quarry. These localities continue to yield new organisms faster than they can be studied.

Stephen Jay Gould's book Wonderful Life, published in 1989, brought the Burgess Shale fossils to the public's attention. Gould suggests that the extraordinary diversity of the fossils indicates that life forms at the time were much more disparate in body form than those that survive today, and that many of the unique lineages were evolutionary experiments that became extinct. Gould's interpretation of the diversity of Cambrian fauna relied heavily on Simon Conway Morris's reinterpretation of Charles Walcott's original publications. However, Conway Morris strongly disagreed with Gould's conclusions, arguing that almost all the Cambrian fauna could be classified into modern day phyla.
The Burgess Shale has attracted the interest of paleoclimatologists who want to study and predict long-term future changes in Earth's climate. According to Peter Ward and Donald Brownlee in the 2003 book The Life and Death of Planet Earth, climatologists study the fossil records in the Burgess Shale to understand the climate of the Cambrian explosion, and use it to predict what Earth's climate would look like 500 million years in the future when a warming and expanding Sun combined with declining CO2 and oxygen levels eventually heat the Earth toward temperatures not seen since the Archean Eon 3 billion years ago, before the first plants and animals appeared, and therefore understand how and when the last living things will die out.
After the Burgess Shale site was registered as a World Heritage Site in 1980, it was included in the Canadian Rocky Mountain Parks WHS designation in 1984.
In February 2014, the discovery was announced of another Burgess Shale outcrop in Kootenay National Park to the south. In just 15 days of field collecting in 2013, 50 animal species were unearthed at the new site. 

  

terça-feira, março 04, 2025

Novidades sobre a vida dos primeiros animais fora de água...

Novas provas sugerem que os primeiros animais do planeta sobreviviam sem água

 


 

A descoberta pode alterar a forma como concebemos o período Câmbrico e as espécies que viveram há cerca de 500 milhões de anos.

Uma equipa de investigadores analisou fósseis do período Câmbrico, que teve lugar há cerca de 500 milhões de anos, e chegou a uma conclusão surpreendente: foram descobertas finas camadas de xisto com fissuras reveladoras - o que indica que as rochas se formaram a partir de lama que secou ao sol. 

“Devem ter tido mecanismos para lidar com alguns dos factores de stress deste ambiente”, afirma à New Scientist o investigador Giovanni Mussini. “Já havia um conjunto de ferramentas genéticas e fisiológicas para fazer estas breves excursões a ambientes muito terrestres”.

O estudo, publicado na Palaeontology, centrou-se em análises a rochas sedimentares da Formação Pika no Parque Nacional de Jasper, no Canadá, que já tinham sido recolhidas há mais de duas décadas, mas nunca as haviam estudado.

“Tudo o que podemos dizer, pelo menos a partir das provas que vi, é que por vezes estavam expostos”, diz Mussini. “Algumas vezes, se não a maior parte do tempo, diria que estava debaixo de água”.

“Os animais, nesta altura, não estavam confinados a estes ambientes de águas profundas”, explica ainda. “Alguns deles já tinham tolerâncias fisiológicas e ambientais que lhes permitiam aproximar-se de ambientes expostos”.

Até agora, acreditava-se que as plantas e os animais só começaram a viver permanentemente em terra nos períodos Silúrico e Devónico, dezenas de milhões de anos mais tarde.

No entanto, novos estudos têm sugerido que isso pode não ser verdade - e este aponta nessa direção.

“Não sabemos realmente o que se passava perto da costa”, conclui Mussini, mas estas descobertas podem estar a mudar a forma como concebemos o período Cambriano e as espécies que aí viveram.

 

in ZAP

sábado, março 01, 2025

Hoje é o dia do País de Gales...!


O País de Gales ou simplesmente Gales ( em galês: Cymru) é um país constituinte do Reino Unido. Faz fronteira com a Inglaterra a leste, com o Mar da Irlanda ao norte e a oeste, e com o Canal de Bristol ao sul. Em 2021 tinha uma população de 3.107.500 pessoas e tem uma área de 20.779 km2. O País de Gales tem mais de 2.700 km de linha costeira e possui um terreno montanhoso. As regiões de maior altitude são o Norte e no Centro, onde se encontra o monte Snowdon (Yr Wyddfa), o ponto mais alto do território galês. O país tem um clima temperado e um clima oceânico variável. 
   


O nome moderno para galês é Cymry, e Cymru é o nome galês para o País de Gales. Essas palavras (ambas pronunciadas [ˈkəm.rɨ] são provenientes da palavra britónica combrogi, que significa "compatriotas", e que provavelmente entraram em uso antes do século VII. Na literatura, eles poderiam ser escritos Kymry ou Cymry, independentemente de se referir ao povo ou à sua terra natal. As formas latinizadas destes nomes, Cambriano, Câmbrico e Cambria, sobrevivem como denominações, como as Montanhas Cambrianas e o período geológico Câmbrico.

 


São David (500-589; em galês: Dewi Sant) é um santo cristão, padroeiro do País de Gales, festejado em 1 de março. Também é conhecido como David, o Bretão. 

Nasceu em 500 na cidade de Menévia (atual Saint David), País de Gales, da casa real, era filho da santa Non e neto do Rei Ceredig.

Sob a direção de São Paulino, estudou e recebeu a instrução cristã inicial. Teve influência de diversos frades da época e tornou-se bastante rígido em relação à doutrina cristã. Fundou 12 mosteiros em Croyland e Pembrokeshire. Esses mosteiros tinham regras muito duras, baseadas nas dos monges egípcios, incorruptíveis e inflexíveis.

Deu notável contribuição no Sínodo de Brevi, em Cardiganshire, e, para o honrar, foi escolhido para primaz da Igreja de Cambrian. Em seguida foi indicado para Arcebispo de Caerleon, nas margens do rio Usk. Diz a tradição que, ao ser consagrado Arcebispo, uma pomba desceu e poisou nos seus ombros para mostrar que tinha a bênção do Espírito Santo.

Após alguns anos, foi para Jerusalém, a fim de converter pagãos e não-cristãos. Converteu vários pagãos e anti-cristãos. Quando o povo não o escutava, ele simplesmente, com orações, curava os doentes e levantava os paralíticos, assim como Jesus fazia. Com esta ação atraiu centenas de fiéis. Daí advém a sua fama, que lhe rendeu a honra de ser incluído no livro dos santos.

Faleceu, de causas naturais, em 589 em Pembrokeshire, País de Gales. Canonizado pelo Papa Calixto II em 1123, na pintura litúrgica, especialmente na iconografia, é representado pregando sobre um monte com uma pomba nos ombros, rememorando a sua vida gloriosa.

    

Bandeira de São David

     

sexta-feira, agosto 30, 2024

Os Xistos de Burgess foram descobertos há 115 anos...!


O Folhelho Burgess ou Xistos de Burgess é um sítio fossilífero das Rochosas, localizado em Colúmbia Britânica, Canadá, e é considerado uma das principais jazidas de fósseis do mundo. Contém grande número de fósseis do Câmbrico médio, extraordinariamente bem preservados, incluindo vários tipos de invertebrados e também os animais dos quais evoluíram os cordados, como o Pikaia, advindo daí a sua extrema importância na paleontologia.
Xistos de Burgess foi o termo informal que Charles Walcott usou para se referir a unidade fossilífera, que mais tarde passou a ser aplicada mais amplamente para descrever o tipo de agrupamento de fósseis que é encontrado na pedreira de Walcott. O sítio fossilífero pertence a formação Stephen, que possui uma parte "fina" e outra "espessa", alguns pesquisadores consideram que a parte "fina" deva ser separada como a formação dos Xistos de Burgess.

 

Ottoia, a soft-bodied worm, abundant in the Burgess Shale

The Burgess Shale is a fossil-bearing deposit exposed in the Canadian Rockies of British Columbia, Canada. It is famous for the exceptional preservation of the soft parts of its fossils. At 508 million years old (middle Cambrian), it is one of the earliest fossil beds containing soft-part imprints.
The rock unit is a black shale and crops out at a number of localities near the town of Field in Yoho National Park and the Kicking Horse Pass. Another outcrop is in Kootenay National Park 42 km to the south.
   
The first complete Anomalocaris fossil found

  

History and significance
The Burgess Shale was discovered by palaeontologist Charles Walcott on 30 August 1909, towards the end of the season's fieldwork. He returned in 1910 with his sons, daughter, and wife, establishing a quarry on the flanks of Fossil Ridge. The significance of soft-bodied preservation, and the range of organisms he recognised as new to science, led him to return to the quarry almost every year until 1924. At that point, aged 74, he had amassed over 65,000 specimens. Describing the fossils was a vast task, pursued by Walcott until his death in 1927. Walcott, led by scientific opinion at the time, attempted to categorise all fossils into living taxa, and as a result, the fossils were regarded as little more than curiosities at the time. It was not until 1962 that a first-hand reinvestigation of the fossils was attempted, by Alberto Simonetta. This led scientists to recognise that Walcott had barely scratched the surface of information available in the Burgess Shale, and also made it clear that the organisms did not fit comfortably into modern groups.
Excavations were resumed at the Walcott Quarry by the Geological Survey of Canada under the persuasion of trilobite expert Harry Blackmore Whittington, and a new quarry, the Raymond, was established about 20 metres higher up Fossil Ridge. Whittington, with the help of research students Derek Briggs and Simon Conway Morris of the University of Cambridge, began a thorough reassessment of the Burgess Shale, and revealed that the fauna represented were much more diverse and unusual than Walcott had recognized. Indeed, many of the animals present had bizarre anatomical features and only the slightest resemblance to other known animals. Examples include Opabinia, with five eyes and a snout like a vacuum cleaner hose and Hallucigenia, which was originally reconstructed upside down, walking on bilaterally symmetrical spines.

With Parks Canada and UNESCO recognising the significance of the Burgess Shale, collecting fossils became politically more difficult from the mid-1970s. Collections continued to be made by the Royal Ontario Museum. The curator of invertebrate palaeontology, Desmond Collins, identified a number of additional outcrops, stratigraphically both higher and lower than the original Walcott quarry. These localities continue to yield new organisms faster than they can be studied.

Stephen Jay Gould's book Wonderful Life, published in 1989, brought the Burgess Shale fossils to the public's attention. Gould suggests that the extraordinary diversity of the fossils indicates that life forms at the time were much more disparate in body form than those that survive today, and that many of the unique lineages were evolutionary experiments that became extinct. Gould's interpretation of the diversity of Cambrian fauna relied heavily on Simon Conway Morris's reinterpretation of Charles Walcott's original publications. However, Conway Morris strongly disagreed with Gould's conclusions, arguing that almost all the Cambrian fauna could be classified into modern day phyla.
The Burgess Shale has attracted the interest of paleoclimatologists who want to study and predict long-term future changes in Earth's climate. According to Peter Ward and Donald Brownlee in the 2003 book The Life and Death of Planet Earth, climatologists study the fossil records in the Burgess Shale to understand the climate of the Cambrian explosion, and use it to predict what Earth's climate would look like 500 million years in the future when a warming and expanding Sun combined with declining CO2 and oxygen levels eventually heat the Earth toward temperatures not seen since the Archean Eon 3 billion years ago, before the first plants and animals appeared, and therefore understand how and when the last living things will die out.
After the Burgess Shale site was registered as a World Heritage Site in 1980, it was included in the Canadian Rocky Mountain Parks WHS designation in 1984.
In February 2014, the discovery was announced of another Burgess Shale outcrop in Kootenay National Park to the south. In just 15 days of field collecting in 2013, 50 animal species were unearthed at the new site. 

  

segunda-feira, agosto 05, 2024

Até em rochas do Câmbrico se pode fazer achados excecionais...!

“O meu queixo caiu”. Encontrado fóssil com 520 milhões de anos de larva com cérebro preservado

 

 

O fóssil tem a anatomia interna totalmente intacta, incluindo o cérebro e os sistemas digestivo e circulatório.

Numa descoberta notável, um novo estudo publicado na Nature revela um fóssil não maior do que uma semente de sésamo foi desenterrado na China, fornecendo informações profundas sobre a história evolutiva dos artrópodes. Esta larva, que remonta a há cerca de 520 milhões de anos, ao período Câmbrico, representa um novo género e uma nova espécie denominada Youti yuanshi.

Embora diminuto, o significado deste fóssil é monumental. A sua preservação quase perfeita, incluindo a anatomia interna intacta, oferece um raro vislumbre do desenvolvimento inicial dos artrópodes – um filo que engloba as aranhas, caranguejos e insetos atuais.

O paleontólogo Martin Smith, da Universidade de Durham, no Reino Unido, mostrou-se surpreendido com o achado, salientando a improbabilidade de se descobrir um fóssil larvar tão bem preservado. “Quando vi as estruturas espantosas preservadas sob a sua pele, fiquei de queixo caído“, comentou Smith.

O fóssil foi descoberto na Formação Yu’anshan, uma formação rochosa de xisto conhecida pelos seus ricos depósitos de fósseis. Extraído com ácido acético e submetido a um exame de alta resolução, o fóssil revelou estruturas internas pormenorizadas, incluindo o cérebro, as glândulas digestivas, o sistema circulatório e o sistema nervoso. Estas características são cruciais para compreender a trajetória evolutiva dos artrópodes, relata o Live Science.

A geóloga Katherine Dobson, da Universidade de Strathclyde, no Reino Unido, destacou a preservação excecional, afirmando: “A fossilização natural conseguiu uma preservação quase perfeita nesta incrível larva minúscula”.

O significado do Y. yuanshi vai para além da sua notável preservação. Como um estágio de desenvolvimento raramente visto em fósseis antigos, oferece uma visão única sobre os estágios iniciais da evolução dos artrópodes. O protocérebro do fóssil, uma região cerebral primitiva, sugere a complexa anatomia craniana que evoluiria nos artrópodes posteriores. Do mesmo modo, os seus sistemas circulatório e digestivo fornecem ligações às características sofisticadas observadas nos artrópodes atuais.

Esta descoberta sublinha o sucesso evolutivo dos artrópodes, ilustrando a sua capacidade de diversificação e adaptação a vários nichos ecológicos em todo o mundo.

 

in ZAP

domingo, julho 07, 2024

Novidades sobre as trilobites...!

Trilobites com 500 milhões de anos “renascem das cinzas” com detalhes nunca vistos

 

Reconstrução artística de duas espécies de trilobites antes de serem enterradas num fluxo de cinzas vulcânicas há 510 milhões de anos

 

Num novo estudo 3D de fósseis de trilobites, uma equipa de cientistas descreveu detalhes nunca antes vistos de duas espécies que viveram há mais de 500 milhões de anos.  

Alguns dos fósseis de trilobite mais perfeitamente preservados alguma vez encontrados revelaram agora pormenores do extinto artrópode, desconhecidos até agora - apesar dos milhões de fósseis recolhidos e estudados ao longo dos últimos dois séculos.

Os dois espécimes, recentemente descobertos, morreram e foram fossilizados rapidamente quando cinzas vulcânicas os sufocaram debaixo de água, há mais de 500 milhões de anos.

As trilobites “Pompeii” destacam-se por não serem achatadas como muitos dos outros fósseis. Todas as suas pernas estão posicionadas exatamente como estavam em vida, tendo sido até preservados pequenos espinhos e cerdas sensoriais ao longo das articulações das pernas.

Há cerca de 515 milhões de anos, uma erupção vulcânica cobriu as águas pouco profundas do que são atualmente as montanhas do Alto Atlas, em Marrocos.

As cinzas desta erupção envolveram os invertebrados, que viviam na lama do fundo do oceano e interagiram com os químicos da água do mar para se solidificarem numa rocha.

Num novo estudo, publicado esta quinta-feira na Science, os investigadores utilizaram técnicas de imagem de modo a conhecer a anatomia 3D das trilobites, que eram predominantes nos mares do Paleozoico.

“Os apêndices da cabeça e do corpo tinham uma bateria de espinhos densos virados para o interior, como os dos caranguejos-ferradura, que manipulavam e rasgavam as presas ou eliminavam as carcaças à medida que estas se deslocavam para a boca”, diz o coautor do estudo Harry Berks, em comunicado.

“A boca, uma fenda estreita atrás de um lóbulo chamado labrum, conhecida nos artrópodes vivos, nunca foi vista tão claramente numa trilobite”, acrescenta.

Anteriormente, pensava-se que as trilobites possuíam três pares de apêndices na cabeça por detrás das suas antenas, mas ambas as espécies marroquinas indicam, de facto, que tinham quatro.

 

Reconstrução microtomográfica da trilobite Gigoutella mauretanica em vista ventral

 

Segundo o Tech Explorist, para observar o aspeto destas impressões rochosas depois da morte das trilobites, a equipa utilizou microtomografia de raios X de alta resolução. Os raios X foram utilizados para distinguir a densidade da rocha onde uma trilobite foi preservada e espaço onde o corpo estava antes de se desintegrar.

Além disto, os cientistas utilizaram a modelação computorizada de cortes de raios X através de fósseis para analisar toda a anatomia do seu corpo em 3D.

“O trabalho informático é penoso, mas valeu mesmo a pena. Estas trilobites parecem tão vivas que é quase como se pudessem rastejar para fora da rocha”, conclui Berks.

 

in ZAP