O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
O Concílio Vaticano II (CVII), XXI Concílio Ecuménico da Igreja Católica, foi convocado no dia 25 de dezembro de 1961, através da bula papal "Humanae salutis", pelo Papa João XXIII. Este mesmo Papa inaugurou-o, a ritmo extraordinário, no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio, realizado em 4 sessões, só terminou no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI.
Nestas quatro sessões, mais de 2.000 prelados convocados de todo o planeta discutiram e regulamentaram vários temas da Igreja Católica.
As suas decisões estão expressas nas 4 constituições, 9 decretos e 3
declarações elaboradas e aprovadas pelo Concílio. Apesar da sua boa
intenção em tentar atualizar a Igreja,
os resultados deste Concílio, para alguns estudiosos, ainda não foram
totalmente entendidos nos dias de hoje, enfrentando por isso vários
problemas que perduram. Para muitos estudiosos, é esperado que os jovens
teólogos dessa época, que participaram do Concílio, salvaguardem a sua natureza; depois de João XXIII, todos os Papas que lhe sucederam, até Bento XVI, inclusive, participaram do Concílio ou como padres conciliares (ou prelados) ou como consultores teológicos (ou peritos).
(...)
Todos os concílios católicos
são nomeados segundo o local onde se deu o concílio episcopal. A
numeração indica a quantidade de concílios que se deram em tal
localidade. Vaticano II portanto, indica que o concílio ocorreu na cidade-Estado do Vaticano, e o número dois indica que foi o segundo concílio realizado nesta localidade.
(...)
Os católicos tradicionalistas acusam o Concílio de, em vez de trazer
uma lufada de ar fresco para Igreja, ser uma das causas principais da
atual "crise na Igreja", que é caracterizado, como por exemplo, na "corrupção da fé e dos costumes",
no declínio do número das vocações sacerdotais e de católicos
praticantes e na perda de influência da Igreja no mundo ocidental. Sobre
esta mesma crise eclesial, alguns teólogos modernistas, como Andrés Torres Queiruga (que nega a ressurreição real de Cristo) alegam que a sua causa principal "é a infidelidade ao Concílio Vaticano II e o medo das reformas exigidas".
Graças ao sopro do Espírito Santo,
o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não
marcou a rutura com o passado, mas soube valorizar o património da
inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos
desafios da nossa época. À distância de trinta anos [do Concílio], é
mais do que nunca necessário retornar àquele momento de graça.
A
"pequena semente", que João XXIII lançou [no Concílio], cresceu e deu
vida a uma árvore que já alarga os seus ramos majestosos e frondosos na
Vinha do Senhor. Ele já deu numerosos frutos nestes 35 anos de vida e
ainda dará muitos outros nos anos vindouros. Uma nova estação abre-se
diante dos nossos olhos: trata-se do tempo do aprofundamento dos
ensinamentos conciliares, o período da colheita daquilo que os Padres
conciliares semearam e a geração destes anos cuidou e esperou. O
Concílio Ecuménico Vaticano II constitui uma verdadeira profecia
para a vida da Igreja; e continuará a sê-lo por muitos anos do terceiro
milénio há pouco iniciado. A Igreja, enriquecida com as verdades
eternas que lhe foram confiadas, ainda falará ao mundo, anunciando que JesusCristo é o único verdadeiro Salvador do mundo: ontem, hoje e sempre!
Quarenta
anos depois do Concílio podemos realçar que o positivo é muito maior e
mais vivo do que não podia parecer na agitação por volta do ano de 1968.
Hoje vemos que a boa semente, mesmo desenvolvendo-se lentamente, cresce
todavia, e cresce também assim a nossa profunda gratidão pela obra
realizada pelo Concílio. [...] Assim podemos hoje, com gratidão, dirigir
o nosso olhar ao Concílio Vaticano II: se o lemos e recebemos guiados
por uma justa hermenêutica, ele pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a sempre necessária renovação da Igreja.
Em 2017, O'Connor mudou de nome para Magda Davitt. No ano seguinte, converteu-se ao islamismo, mudando uma vez mais de nome, desta vez para Shuhada' Sadaqat. Todavia, continua a gravar músicas e apresentar-se com o seu nome de nascimento.
Corey Taylor (Des Moines, 8 de dezembro de 1973) é um compositor, escritor e vocalista das bandas Stone Sour e Slipknot. Nos Slipknot, Corey é o #8.
É conhecido por ter uma voz extremamente rouca, grave e agressiva. Nos
palcos, Corey é como se fosse outra pessoa, quando está utilizando a
sua máscara, mas garante que, fora do palco, é uma pessoa muito
tranquila. Taylor é o número 69 no ranking Top 100 Metal Vocalists of All Time 2012.
Gary Mervin Thain (Christchurch, May 15, 1948 – Norwood Green, London, December 8, 1975) was a New Zealand bassist, best known for his work with British rock band Uriah Heep.
Thain was born in Christchurch. He had two older brothers, Colin and Arthur. He recorded in Christchurch in the band The Strangers (not to be confused with the Australian band of the same name). He moved to Australia
at the age of 17. It was there he became a member of the band The
Secrets, which eventually dissolved in 1966. Later, Thain was part of
the rock trio The New Nadir, and with the drummerPeter Dawkins, he traveled from New Zealand to London, and once jammed with Jimi Hendrix before the trio split in 1969.
Thain, amongst musicians of his time, was considered an excellent
bass player. His style of playing was melodic and progressively played
compared to other bass players of his time. He rarely played along with
the root of the measures, but preferred playing his own jazz, funk, or
progressive bass line. Many typical professional rock bass players never
attained his ability to break up a song's direction.
Thain primarily used a 1962 Fender Jazz Bass during his stint in Uriah Heep, though he also used a Gibson Thunderbird bass and a modified Fender Precision Bass. Thain's overdriven bass tone was often created using an Acoustic 360 bass amp from Acoustic Control Corporation. Thain also chose to play finger style rather than using a pick.
Golda Meir, nascida Golda Mabovitch, (Kiev, 3 de maio de 1898 - Jerusalém, 8 de dezembro de 1978) foi uma fundadora do Estado de Israel. Emigrou para a Palestina no ano de 1921, onde militou no sindicato Histadrut e no partido trabalhista Mapai. Além de primeira embaixadora israelita na extinta URSS, em 1948,
foi ministra do Bem-Estar Social, ministra do Exterior,
secretária-geral do Mapai e foi o quarto primeiro-ministro de Israel,
entre 1969 e 1974. Conhecida pela firmeza de suas convicções, estava à frente do Estado de Israel no seu momento mais dramático: a Guerra do Yom Kippur, na qual tropas egípcias e sírias atacaram Israel, cuja população estava ocupada com as comemorações do Dia do Perdãojudaico.
(...)
A 5 de março de 1976, Golda Meir regressou ainda à cena política como dirigente do seu partido, em virtude da demissão de Meir Zarmi de secretário-geral, tendo publicado nesse mesmo ano um livro de carácter autobiográfico: A minha vida.
A 8 de dezembro de 1978, Golda Meir morreu, de cancro, em Jerusalém, com 80 anos de idade. Encontra-se sepultada no Cemitério Nacional do Monte Herzl, em Jerusalém.
John Lennon ganhou notoriedade mundial como um dos fundadores do grupo de rock britânico The Beatles. Na época da existência dos Beatles, John Lennon formou com Paul McCartney o que seria uma das melhores e mais famosas duplas de compositores de todos os tempos, a dupla Lennon/McCartney. John Lennon foi casado com Cynthia Powell, e com ela teve o filho Julian. Em 1966, conheceu a artista plástica japonesa Yoko Ono. Em 1968, Lennon e Yoko produziram um álbum experimental, Unfinished Music No.1: Two Virgins,
que causou controvérsia por apresentar o casal nu, de frente e de
costas, na capa e contracapa. A partir deste momento, John e Yoko
iniciariam uma parceria artística e amorosa. Cynthia Powell pediu o
divórcio no mesmo ano, alegando adultério. Em 1969,
o casal se casou numa cerimónia privada em Gibraltar. Usaram a
repercussão de seu casamento para divulgar um evento pela paz, chamado
de "Bed in",
ou "John e Yoko na cama pela paz", como um resultado prático de sua
lua-de-mel, realizada no Hotel Hilton, em Amesterdão. No final do mesmo
ano, Lennon comunicou aos seus parceiros de banda que estava deixando
os Beatles. Ainda no mesmo período, Lennon devolveu a sua medalha de Membro do Império Britânico à Rainha Elizabeth, como uma forma de protesto contra o apoio do Reino Unido à guerra do Vietname, o envolvimento do Reino Unido no conflito de Biafra e "as fracas vendas de Cold Turkey nas paradas de sucessobritânicas".
Em 10 de abril de 1970,
Paul McCartney anunciou oficialmente o fim dos Beatles. Antes disso,
John Lennon havia lançado outros dois álbuns experimentais, Life with lions e Wedding album. Também lançara o compacto "Cold Turkey" e o disco ao vivo Live peace in Toronto, creditados à banda Plastic Ono Band, com a participação de Eric Clapton. No final do ano, sai o primeiro disco solo de Lennon, após o fim dos Beatles: John Lennon/Plastic Ono Band, que contou com a participação de Ringo Starr, Yoko Ono e Klaus Voormann.
Durante
a década de 1970, John e Yoko envolveram-se em vários eventos
políticos, como promoção à paz, pelos direitos das mulheres e
trabalhadores e também exigindo o fim da Guerra do Vietname. O seu
envolvimento com líderes da extrema-esquerda norte-americana, com Jerry
Rubin, Abbie Hoffman e John Sinclair, além do seu apoio formal ao Partido dos Panteras Negras,
deu início a uma perseguição ilegal do governo Nixon ao casal. A
pedido do Governo, a Imigração deu início a um processo de extradição
de John Lennon dos EUA, que durou cerca de três anos, período em que
John ficou separado de Yoko Ono por 18 meses, entre 1973 e 1975.
Após reconciliar-se com Yoko, vencer o processo de imigração e conseguir o Green Card,
Lennon decidiu afastar-se da música para dedicar-se à criação de seu
filho Sean Taro Ono Lennon, nascido no mesmo dia de seu aniversário, em 1975. O casal voltou aos estúdios em 1980 para gravar um novo álbum, Double Fantasy, lançado em novembro. Era como um recomeço. Porém em 8 de dezembro do mesmo ano, John foi assassinado, em Nova York, por Mark David Chapman, quando regressava do estúdio de gravação, com a mulher.
Recentemente, em 2008, John foi considerado pela revista Rolling Stone o 5º melhor cantor de todos os tempos e o o 55º melhor guitarrista de todos os tempos, pela mesma revista norte-americana.
(...)
Na noite de 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova Iorque, no Edifício Dakota, em frente ao Central Park, John foi abordado por um rapaz que durante o dia lhe havia pedido um autógrafo no LP Double Fantasy. O rapaz era Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, que acabou disparando 5 tiros com um revólver de calibre 38, dos quais 4 acertaram em John Lennon. A polícia chegou minutos depois e levou John na própria viatura para o hospital. O assassino permaneceu no local, com um livro nas mãos, The Catcher in the Rye (Uma Agulha num Palheiro) de J.D. Salinger. John morreu após perder cerca de 80% do seu sangue,
aos quarenta anos de idade. Logo após a notícia da morte de John
Lennon, que correu o mundo, uma multidão juntou-se no local, com velas e
cantando canções de John e dos Beatles. O corpo de John foi cremado no Cemitério de Ferncliff, em Hartsdale, cidade do estado de Nova Iorque, e suas cinzas foram guardadas por Yoko Ono.
O assassino foi preso,
pois permaneceu no local, esperando a chegada dos polícias. Ao entrar
na viatura, pediu desculpas aos polícias pelo "transtorno que havia
causado". No seu julgamento alegou ter lido no livro "Uma Agulha num Palheiro" uma mensagem que dizia para matar John Lennon. Acabou sendo condenado à prisão perpétua e até hoje é mantido numa cela
separada de outros presos, devido às ameaças de morte que recebeu.
Segundo Chapman, o motivo do crime foram declarações de Lennon
consideradas por Chapman como blasfémia, como se declarar mais popular
que Cristo
e dizer em suas letras de músicas coisas como não acreditar em Jesus e
dizer que todos imaginassem que os céus, em sentido espiritual, não
existissem.
Após a morte de John, foi criado um memorial chamado Strawberry Fields Forever no Central Park, em frente ao Edifício Dakota. Alguns discos póstumos foram lançados, como Milk and Honey, com sobras de canções do disco Double Fantasy. Várias coletâneas e um disco chamado Accoustic foram lançados em 2005. Yoko Ono administra tudo o que se refere a John Lennon, as suas canções em carreira a solo, os seus vídeos e filmes.
Uma das últimas fotos de John Lennon vivo, feita pelo fotógrafo amador Paul Goresh, mostra Lennon autografando o álbum Double Fantasy
ao seu assassino. A última fotografia de John Lennon vivo,
também tirada por Paul Goresh, mostra o músico de perfil enquanto
entrava na sua limousine.
Abbott foi baleado e morto durante uma apresentação que fazia com os Damageplan em 8 de dezembro de 2004, em Alrosa Villa, Columbus, Ohio. Foi classificado como nº1 pela revista inglesa Metal Hammer
de maiores guitarristas do Metal. Os fãs de heavy metal consideram
Darrell como sendo um dos guitarristas mais técnicos e originais de
todos os tempos.
(...)
Morte e repercussões
Em 8 de dezembro de 2004, Nathan Gale iniciou um tumulto durante um show da banda Damageplan no clube Alrosa Villa, na cidade de Columbus, Ohio,
e atirou em Darrell, matando-o. Após isso, virou-se e começou a
atirar em todos os que haviam subido no palco para pará-lo, matando
também o fã
Nathan Bray, que estava na plateia, o funcionário do clube Erin Halk e o
chefe da segurança Jeff "Mayhem" Thompson, que trabalhavam no local.
Foram baleados ainda um dos empresários da banda, Chris Paluska, e o
técnico de bateria John “Kat” Brooks, que sobreviveram. Quinze pessoas
foram atingidas, no total. O polícia James D. Niggemeyer
respondeu rapidamente, com tiros, matando Nathan Gale antes que ele
fugisse ou matasse mais pessoas.
A repercussão do assassinato de Dimebag Darrell foi grande. No Brasil, durante o Jornal da Globo, da Rede Globo, o cronista Arnaldo Jabor chamou a todos os headbangersde "violentos e sujos". Muitas cartas foram enviadas à emissora em protesto aos comentários.
O enterro de Darrell foi realizado em uma cerimónia fechada à imprensa. Somente a família, Déborah B. e os amigos puderam assistir. No entanto, fãs do mundo inteiro fizeram vigília na sua casa no Texas, onde Dimebag Darrell passou a sua infância, num singelo ato de respeito ao guitarrista. Darrell foi enterrado num caixão dos Kiss, com uma guitarra original enviada por Eddie Van Halen.
Auguste Rodin, Retrato de Camille Claudel com um boné, 1886
Biografia
Camille era filha de Louis Prosper, um hipotecário, e Louise Athanaïse Cécile Cerveaux. Camille passou toda sua infância em Villeneuve-sur-Fère, morando em um presbitério
que o seu avô materno, doutor Athanaïse Cerveaux, havia adquirido. Foi a
primeira filha do casal, sendo quatro anos mais velha que Paul Claudel.
Ela impõe ao seu irmão, assim como à sua irmã mais nova Louise, a sua forte
personalidade. Ela comandava os dois desde pequena. Segundo Paul, o seu
irmão, ela declarou desde cedo o seu desejo de ser escultora. Camille
também tinha certas premonições e previu também que o seu irmão se
tornaria escritor e a sua irmã Louise seria música.
O seu pai, maravilhado com o seu estupendo e precoce talento que, ainda na infância, produziu esculturas de ossos e esqueletos
com impressionante verosimilhança, oferta-lhe todos os meios de
desenvolver as suas potencialidades, colocando-a em escolas e cursos de
primeira linha. A sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos,
colocando-se sempre contra todo aquele empreendimento, reagindo muitas
vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incómodos e
custos excessivos para a manutenção do seu "capricho". O sonho de
Camille é ser uma escultora de sucesso e vê essa vontade ameaçada pela
mãe, que acha que ocorrem muitos gastos com a educação da menina.
Em 1881, já com 17 anos, sai de casa para ir em busca do seu grande sonho. Parte para Paris e ingressa na Academia Colarossi, uma escola que forma artistas escultores. Ela teve por mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin. É desta época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena (La Vieille Hélène - coleção particular) ou Paul aos treze anos(Paul à treize ans - Châteauroux).
O tempo passa, e o seu professor Rodin, impressionado pela solidez e
tamanha beleza de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê, na
rua da Universidade, em 1885 e é nesse momento que ela colaborará na execução das Portas do Inferno (Les Portes de l'Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais).
Tendo deixado a sua família pelo amor a escultura, ela trabalha vários
anos a serviço do seu mestre, por quem está secretamente apaixonada, e
ela mantém-se à custa da sua própria criação, pois ela ganha salário
como
aprendiz. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se
sabe qual obra de seu professor ou da aluna. Às vezes se confunde em
quem inspirou um ou copiou o outro, pois Camille faz tão bem seu
trabalho que parece que há anos ela trabalha com arte. As suas
esculturas e
as de Rodin são muito idênticas, facto que aproxima os dois.
O tempo passa e Camille e Rodin se envolvem, e têm um caso ardente de
amor. Porém Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes
dificuldades: de um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose
Beuret, a sua namorada desde os primeiros anos difíceis, e de outro
lado,
alguns afirmam que as suas obras seriam executadas pelo seu próprio mestre,
ou seja, acusam Camille de ter copiado todos os trabalhos de seu
professor em vez dela mesma fazer. Muito triste e depressiva pelas
acusações e por Rodin ainda ter outra mulher, Camille tentará
distanciar-se de Rodin e a fazer as suas obras de arte sozinha.
Percebe-se
muito claramente essa tentativa de autonomia na sua obra (1880-94),
tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa (La Valse, Museu Rodin) ou A Pequena Castelã (La Petite Châtelaine,
Museu Rodin). Esse distanciamento segue até ao rompimento definitivo, em
1898. A rutura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura (L’Age Mûr – Museu d'Orsay).
Ferida e desorientada, ainda mais por descobrir que o seu o romance com
Rodin não passou de uma aventura para ele e que ele preferiu a namorada,
Camille Claudel passa a nutrir por Rodin um estranho amor-ódio que a
levará à paranoia e a loucura. Ela instala-se então no número 19 do hotel Quai Bourbon
e continua a sua busca artística em grande solidão, pois ama loucamente
Rodin, mas ao mesmo tempo odeia-o, por tê-la abandonado. Ela
entregou-se a esse homem de corpo e alma e em troca só teve ingratidão e
abandono. Apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau,
Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot, seus
amigos, ela não consegue superar a dor da saudade. Eugène Blot organiza
duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício
sentimental e financeiro para Camille Claudel, pois ele quer ajudar a
amiga em dificuldade. As suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas
Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios. Ela
passa a ficar estranha e obsessiva, querendo a morte de Rodin. Ela passa
a se lembrar de seu passado, a mãe a impedi-la de ser uma artista e as
lembranças más da infância passam a sufocá-la cada vez mais.
Depois de 1905,
os períodos paranoicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Ela crê
nos seus delírios. Entre seus sonhos doentes, ela acredita que Rodin
roubará as suas obras de arte para moldá-las e expô-las como suas, ou seja,
ela acha que Rodin roubará as esculturas e falará que foi ele quem as fez.
Ela passa a achar que o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em
conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para
lhe furtar suas obras de arte. Nessa fase ela passa a falar sozinha e já
adquiriu a esquizofrenia.
Também chora muito, e passa a ter ideias de suicídio. Camille cria
histórias imaginárias que ela passa a achar que são puramente verdade.
Nessa terrível época que suas crises de loucura aumentam, vive um grande
abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando
de todas as pessoas, achando que todos a matarão. Ela isola-se e como
mora sozinha no hotel, ninguém sabe da sua condição, pois ela rompe a
amizade com os amigos e passa a querer ficar e viver sozinha em seu
quarto. Ela mantém-se vendendo as poucas obras que ainda lhe restam.
O seu pai, o seu porto-seguro, a única pessoa que a mais entendeu na sua vida, morre em 3 de março de 1913,
o que piora por completo a sua depressão e a faz sair da realidade mais
ainda. Ela entra numa crise violenta, partindo tudo e gritando, e, em 10 de março, é internada no manicómio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon
onde morre, após trinta anos de internamento e desespero, passando todo
esse tempo amarrada e sedada. Morreu em 19 de outubro de 1943, com 79
anos incompletos.
Florbela tentou o suicídio por duas vezes mais, em outubro e novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor.
Após o diagnóstico de um edema pulmonar, a poetisa perdeu
definitivamente a vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa
do suicídio. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, a 8
de dezembro de 1930. A causa da morte foi uma sobredose de barbitúricos.
A poetisa teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas
disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do
avião pilotado pelo seu irmão Apeles, quando sofreu o acidente. O corpo dela jaz,
desde 17 de maio de 1964, no cemitério de Vila Viçosa, a sua terra natal.
Leia-se a quadra desse "admirável soneto que é o seu voo quebrado e que principia assim":
Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
A Imaculada Conceição é, segundo o dogma católico, a conceção da Virgem Maria sem mancha (em latim, macula ) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.
Interior do Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa
O Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa é também conhecido por Solar da Padroeira, por nele se encontrar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal.
A igreja, que é simultaneamente Matriz de Vila Viçosa,
fica situada dentro dos muros medievais do castelo da vila, não se
podendo porém precisar a data exata da sua fundação, sendo que a
existência da matriz é já assinalada na época medieval. O edifício
atual resulta da reforma levada a cabo em 1569, reinando D. Sebastião, sendo um amplo templo de três naves, onde o mármore regional predomina como material utilizado na construção.
História
Segundo a tradição, a imagem da padroeira terá sido oferecida pelo Condestável do Reino, D.Nuno Álvares Pereira, que a terá adquirido em Inglaterra.
A mesma imagem teve a honra de, por provisão régia de D. João IV, referendada em cortes gerais, ter sido proclamada Padroeira de Portugal, em 25 de março de 1646. A partir de então não mais os monarcas portuguesas da Dinastia de Bragança voltaram a colocar a coroa real na cabeça.
A notável imagem, em pedra de Ançã, encontra-se no altar-mor da igreja,
estando tradicionalmente coberta por ricas vestimentas (muitas delas
oferecidas pelas Rainhas e demais damas da Casa Real).
Neste Santuário nacional estão sediadas as antigas Confrarias de Nossa
Senhora da Conceição de Vila Viçosa e dos Escravos de Nossa Senhora da
Conceição.
O Papa João Paulo II visitou este Santuário durante a sua primeira visita a Portugal, em 14 de maio de 1982.
Importância
Há uma grande peregrinação anual ao Santuário de Vila Viçosa que se celebra todos anos a 8 de dezembro, dia da solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira Principal de Portugal. Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa foi também declarada padroeira da Arquidiocese de Évora.
Formado em Engenharia, não quis seguir a carreira preferindo voltar-se para o magistério e o jornalismo. Em 1873, foi aprovado no concurso para o Colégio Pedro II para a cadeira de Português, Geografia e Aritmética, disciplinas que formavam o primeiro ano do curso. Em 1915,
com a reforma da instrução secundária, desapareceu aquilo que Ramiz
Galvão chamara de "anomalia" - a reunião de três disciplinas tão
díspares numa mesma cadeira - e Laet foi então nomeado professor de
Língua Portuguesa.
Por um momento, deixou-se seduzir pela política. Em 1889 os seus amigos monárquicos insistiram com ele para aceitar uma cadeira de Deputado. Eleito, a Proclamação da República privou-o da cadeira. Manteve-se monárquico - e fiel ao imperador D. Pedro II.
Proclamada a República, deliberou o Governo Provisório extinguir
quaisquer reminiscências do antigo regime, e uma das medidas que tomou
foi substituir o nome do Colégio Pedro II pelo de Instituto Nacional de Instrução Secundária.
Na sessão da congregação da casa de 2 de maio de 1890,
Laet requereu fosse feito um apelo ao governo republicano para
conservar-se o nome antigo do estabelecimento. Mas a grande maioria dos
professores era então republicana. No dia seguinte, o Diário Oficial
trazia a demissão de Carlos de Laet. Pouco depois, Benjamin Constant, o primeiro ministro da Educação do novo governo, conseguia transformar o ato de demissão em reforma. Só no governo de Venceslau Brás foi ele reconduzido ao seu posto no magistério secundário.
Carlos de Laet exerceu, desde então, até aposentar-se, em 1925,
o seu cargo de professor, sendo também, durante longos anos, diretor
do Internato Pedro II. Foi professor do Externato de São Bento e do
Seminário de São José, entre outros estabelecimentos de ensino
particular.
No jornalismo, estreou no Diário do Rio em 1876, passando em 1878 para o Jornal do Commercio, onde durante dez anos escreveu os textos do seu "Microcosmo". Trabalhou também, como colaborador ou como redator, na Tribuna Liberal, no Jornal do Brasil, no Jornal do Commercio de São Paulo
e do Jornal, nos quais deixou uma vasta produção de páginas sobre
arte, história, literatura, crítica de poesia e crítica de costumes.
Por suas convicções monárquicas sofreu perseguição também em 1893, por ocasião da Revolta da Armada.
Orgulhava-se de não ter embainhado "o pedaço da espada que me
quebraram em 89". No entanto, ter-lhe-ia sido mais cómodo aderir ao
novo regime. Mesmo porque à República só poderia ser grato e proveitoso
o apoio de um homem como ele. O jornalista refugiou-se então em São João del-Rei,
onde dedicou-se a escrever o livro "Em Minas". Católico fervoroso,
serviu à Igreja no Brasil, como presidente do Círculo Católico da
Mocidade, sendo-lhe conferido pelo Vaticano o título de Conde.
Ferrenho opositor do movimento nascido em São Paulo com a Semana de Arte Moderna de 1922 ironizou e combateu o Modernismo. Graça Aranha foi alvo de suas críticas e zombarias, tendo-lhe fornecido assunto para três sonetos galhofeiros.
Tendo produzido um acervo jornalístico que, reunido em livros, chegaria
a dezenas de volumes, Carlos de Laet deixou bem poucas obras
publicadas.
Triste filosofia Ia a Rosa vestir-se, e do vestido Uma voz se desprende e assim murmura: "Muitas morremos de uma morte escura, Por que te envolva sérico tecido!" Ia toucar-se, e escuta-se um gemido Do marfim que as madeixas lhe segura: "Por dar-te o afeite desta minha alvura, Jaz na selva meu corpo sucumbido!" Põe um colar, e a pérola mais fina: "Para pescar-me quantos párias, quantos! Padeceram no mar lúgubres sortes!" E Rosa chora: "Oh! desditosa sina! Todo sorriso é feito de mil prantos, Toda a vida se tece de mil mortes!"
O seu nome está associado à criação da gramática ge(ne)rativa transformacional.
É também o autor de trabalhos fundamentais sobre as propriedades
matemáticas das linguagens formais, sendo o seu nome associado à chamada
Hierarquia de Chomsky.
Os seus trabalhos, combinando uma abordagem matemática dos fenómenos da linguagem com uma crítica do behaviorismo, nos
quais a linguagem é conceptualizada como uma propriedade inata do
cérebro/mente humanos, contribuem decisivamente para a formação da
psicologia cognitiva, no domínio das ciências humanas.
Além da sua investigação e ensino no âmbito da linguística, Chomsky é também conhecido pelas suas posições políticas de esquerda e pela sua crítica à política externa dos Estados Unidos. Chomsky descreve-se como um socialista libertário, havendo quem o associe ao anarco-sindicalismo.
O termo chomskiano é habitualmente usado para identificar as
suas ideias linguísticas embora o próprio considere que esses tipos de
classificações (chomskiano, marxista, freudiano) "não fazem sentido em
nenhuma ciência", e que "pertencem à história da religião, enquanto
organização".
Fotografia da Battleship Row tirada de um avião japonês no início do ataque. A explosão no centro é um ataque de torpedo no USS West Virginia. Dois aviões japoneses podem ser vistos sobre o USS Neosho e sobre o Estaleiro Naval de Pearl Harbor
O ataque danificou ou destruiu 21 navios e 347 aviões, matando cerca de 2.403 pessoas e ferindo outras 1.178. Contudo, os três porta-aviões
da frota do Pacífico não se encontravam no porto, pelo que não foram
danificados, tal como os depósitos de combustível e outras instalações.
O ataque marcou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra do Pacífico, ficando conhecido como Bombardeamento de Pearl Harbor e Batalha de Pearl Harbor, embora o nome mais comum seja Ataque a Pearl Harbor ou simplesmente Pearl Harbor.