Nestas quatro sessões, mais de 2.000
prelados convocados de todo o planeta discutiram e regulamentaram vários temas da
Igreja Católica.
As suas decisões estão expressas nas 4 constituições, 9 decretos e 3
declarações elaboradas e aprovadas pelo Concílio. Apesar da sua boa
intenção em tentar
atualizar a Igreja,
os resultados deste Concílio, para alguns estudiosos, ainda não foram
totalmente entendidos nos dias de hoje, enfrentando por isso vários
problemas que perduram. Para muitos estudiosos, é esperado que os jovens
teólogos dessa época, que participaram do Concílio, salvaguardem a sua natureza; depois de João XXIII, todos os
Papas que lhe sucederam, até
Bento XVI, inclusive, participaram do Concílio ou como padres conciliares (ou
prelados) ou como consultores teológicos (ou peritos).
(...)
Todos os concílios
católicos
são nomeados segundo o local onde se deu o concílio episcopal. A
numeração indica a quantidade de concílios que se deram em tal
localidade.
Vaticano II portanto, indica que o concílio ocorreu na cidade-Estado do
Vaticano, e o número dois indica que foi o segundo concílio realizado nesta localidade.
(...)
Os católicos tradicionalistas acusam o Concílio de, em vez de trazer
uma lufada de ar fresco para Igreja, ser uma das causas principais da
atual "crise na Igreja", que é caracterizado, como por exemplo, na "corrupção da fé e dos costumes",
no declínio do número das vocações sacerdotais e de católicos
praticantes e na perda de influência da Igreja no mundo ocidental. Sobre
esta mesma crise eclesial, alguns teólogos modernistas, como Andrés Torres Queiruga (que nega a ressurreição real de Cristo) alegam que a sua causa principal "é a infidelidade ao Concílio Vaticano II e o medo das reformas exigidas".
O Papa João Paulo II, em 1995, afirma que não há rutura:
| “
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Graças ao sopro do Espírito Santo,
o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não
marcou a rutura com o passado, mas soube valorizar o património da
inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos
desafios da nossa época. À distância de trinta anos [do Concílio], é
mais do que nunca necessário retornar àquele momento de graça.
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”
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Em 2000, João Paulo II afirmou também que:
| “
|
A
"pequena semente", que João XXIII lançou [no Concílio], cresceu e deu
vida a uma árvore que já alarga os seus ramos majestosos e frondosos na
Vinha do Senhor. Ele já deu numerosos frutos nestes 35 anos de vida e
ainda dará muitos outros nos anos vindouros. Uma nova estação abre-se
diante dos nossos olhos: trata-se do tempo do aprofundamento dos
ensinamentos conciliares, o período da colheita daquilo que os Padres
conciliares semearam e a geração destes anos cuidou e esperou. O
Concílio Ecuménico Vaticano II constitui uma verdadeira profecia
para a vida da Igreja; e continuará a sê-lo por muitos anos do terceiro
milénio há pouco iniciado. A Igreja, enriquecida com as verdades
eternas que lhe foram confiadas, ainda falará ao mundo, anunciando que Jesus Cristo é o único verdadeiro Salvador do mundo: ontem, hoje e sempre!
|
”
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Em 2005, o Papa Bento XVI defendeu também a mesma ideia do seu predecessor, dizendo que:
| “
| Quarenta
anos depois do Concílio podemos realçar que o positivo é muito maior e
mais vivo do que não podia parecer na agitação por volta do ano de 1968.
Hoje vemos que a boa semente, mesmo desenvolvendo-se lentamente, cresce
todavia, e cresce também assim a nossa profunda gratidão pela obra
realizada pelo Concílio. [...] Assim podemos hoje, com gratidão, dirigir
o nosso olhar ao Concílio Vaticano II: se o lemos e recebemos guiados
por uma justa hermenêutica, ele pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a sempre necessária renovação da Igreja.
| ” |