Um trabalho bem feito, com a maioria dos monumentos megalíticos (e não só) e algumas rotas, no nosso belíssimo Alentejo...
O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Um trabalho bem feito, com a maioria dos monumentos megalíticos (e não só) e algumas rotas, no nosso belíssimo Alentejo...
Postado por Fernando Martins às 15:57 0 comentários
Marcadores: Alentejo, anta, cromeleque, megalitismo, menir, Pré-História
Vitorino Salomé Vieira (Redondo, 11 de junho de 1942), ou apenas Vitorino, como é conhecido, é um cantor português. A sua música combina o folclore tradicional, principalmente do Alentejo, e o estilo popular da sua voz.
Biografia
Vitorino nasceu numa família de músicos, no Redondo. Desde que nasceu que ouvia música em sua casa, tocada pelos seus tios, tendo sido sempre neste ambiente que cresceu, bem como os seus quatro irmãos, todos igualmente músicos. Vitorino é o terceiro dos cinco; o cantor Janita Salomé é o quarto.
Conheceu Zeca Afonso, de quem se tornou amigo, quando estava a fazer a recruta no Algarve. Fixou-se em Lisboa a partir dos 20 anos, onde se associou à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes, mas já antes disso tinha começado a pintar.
Emigrado em França, estudou pintura e, para sobreviver, lavou pratos em restaurantes. Foi aqui que um amigo lhe disse que se ganhava mais a cantar na rua ou no metro do que a lavar pratos. Experimentou: era verdade. Largou os pratos e agarrou na guitarra.
Também em Paris se juntou, entre outros, com Sérgio Godinho e José Mário Branco, igualmente emigrados.
Colaborou em discos de José Afonso, Coro dos Tribunais, e de Fausto. Atuou no célebre concerto de março de 1974, I Encontro da Canção Portuguesa, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Lançou nesse ano o seu primeiro single: Morra Quem Não Tem Amores.
Participou no disco Cantigas de Ida e Volta conjuntamente com outros nomes como Fausto, Sheila e Sérgio Godinho.
Em 1975, estreou com o seu primeiro disco que incluía uma das canções mais importantes do imaginário português: “Menina estás à janela”. No álbum Semear Salsa ao Reguinho aparecem ainda canções como “Cantiga d'um Marginal do séc. XIX”, “A primavera do Outono”, “Cantiga de Uma Greve de Verão” e “Morra Quem Não Tem Amores”.
Em 1977 foi editado o disco Os Malteses que inclui “Oh Beja, Terrível Beja”, uma evocação ao tempo em que cumpriu o serviço militar obrigatório naquela cidade. Vitorino foi também o produtor do disco Ó Rama Ó Que Linda Rama de Teresa Silva Carvalho, editado nesse ano.
O Grupo de Cantadores do Redondo, do qual fazia parte, lançou em 1978 o disco O Cante da Terra.
O álbum Não Há Terra Que Resista — Contraponto, que inclui o tema “Dá-me Cá Os Braços Teus”, foi editado em 1979.
Romances, editado em 1980, conta com a colaboração especial de Pedro Caldeira Cabral. “Indo Eu Por I Abaixo” e “Laurinda” são algumas das canções deste disco.
O álbum Flor de la Mar, editado em 1983, incluiu temas como “Queda do Império”, com Filipa Pais, “Cervejaria da Trindade”, “Marcha Ingénua” e “Dama de Copas”.
Leitaria Garrett é lançado no outono de 1984. “Tinta Verde”, “Leitaria Garrett”, “Tragédia da Rua das Gáveas”, “Andando Pela Vida”, “Poema”, “Menina Estás À Janela” (com o Opus Ensemble) e “Postal para D. João III” são alguns dos temas.
Em dezembro de 1985 foi editado o álbum Sul com temas como “Meninas”, “Sul” e “Homens do Largo”. José Mário Branco fez os arranjos musicais da canção "Alcácer Quibir", presente nesse álbum. Um ano depois foi editado o maxi-single “Joana Rosa”.
O álbum Negro Fado, co-produzido por António Emiliano e José Manuel Marreiros, foi editado em abril de 1988. O disco inclui temas como “Vou-me Embora”, “Negro Fado”, “Flor de Jacarandá” e uma versão em crioulo de “Joana Rosa”. O disco vence o Prémio José Afonso.
Cantigas de Encantar, com a participação dos seus sobrinhos, foi lançado em novembro de 1989. O disco inclui um livro com dez histórias populares.
Em 1990 surgiu com o quarteto Lua Extravagante, com Filipa Pais e os seus irmãos Janita e Carlos Salomé. O álbum homónimo surgiu em 1991 com canções como “Lua de Papel”, “Ilha” ou “Adeus Ó Serra da Lapa”.
Com o álbum Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada, de 1992, com textos de António Lobo Antunes, venceu o Prémio José Afonso/93 e o Se7e de Ouro/92 para música popular. Os temas mais conhecidos deste disco são “Bolero do Coronel Sensível Que Fez Amor Em Monsanto”, “Tango do Marido Infiel Numa Pensão do Beato” e “Ana II”.
Em 1993 foi editada a compilação As Mais Bonitas com regravações de “Laurinda” e de “Menina Estás À Janela” e a gravação de Vitorino para “Ó Rama Ó Que Linda Rama”.
O álbum A Canção do Bandido, editado em novembro de 1995, inclui canções como “Nomes do Amor”, “Fado da Prostituta”, “Tocador de Concertina” e “Fado Alexandrino”. É um dos discos candidatos ao Prémio José Afonso.
Foi fundador do projeto Rio Grande juntamente com Rui Veloso, Tim, João Gil e Jorge Palma. O disco de estreia foi editado em dezembro de 1996. Em dezembro de 1997 é editado o álbum “Dia de Concerto” com gravações ao vivo dos Rio Grande.
Vitorino, Janita Salomé, Rui Alves, Ricardo Rocha e João Paulo Esteves da Silva apresentaram no CCB, no âmbito do festival dos 100 dias da Expo-98, os dois espetáculos “A Utopia e a Música” onde apresentaram um repertório menos conhecido de Zeca Afonso.
Com a brasileira Elba Ramalho participou, em 1999, num dos programas Atlântico de Eugénia Melo e Castro.
Em 1999 gravou um disco em Cuba com o Septeto Habanero. “Desde El Día En Que Te Vi” e “Toda Una Vida” foram os temas em maior destaque do disco La Habana 99.
Participou, com Pedro Barroso e Isabel Silvestre, na campanha da Fenprof para colocar novamente de pé o sistema educativo timorense. No disco Uma Escola Para Timor, de 2000, são interpretadas canções do professor e músico Rui Moura.
Em novembro de 2001 foi editado Alentejanas e Amorosas. O disco inclui os temas “Vou-me Embora Vou Partir”, “Alentejanas e Amorosas”, “Meu Querido Corto Maltese”, “Ausência em Valsa”, “Cão Negro”, “Constança”, “Bárbara Rosinha”, “Dona dos Olhos Castanhos”, “Paixão e Dúvida”, “Mariana à Janela”, “Coração ao Deus Dará” e “Guerrilha Alentejana”. Inclui também o tema da série “Estação da Minha Vida”.
A compilação As Mais Bonitas 2 — Ao Alcance da Mão é editada em finais de 2002. Inclui os inéditos “Galope” e “O Dia Em Que Me Queiras”. Colabora num dos temas do projeto Cabeças No Ar.
Ao Alcance da Mão é o nome de um songbook, editado em junho de 2003 pela editora D. Quixote, com 25 canções do seu repertório. O livro é acompanhado de um CD onde interpreta os temas “Menina Estás à Janela”, “Queda do Império” e “Alentejanas e Amorosas”.
O álbum Os Amigos — Coimbra nos arranjos de António Brojo e António Portugal conta com a participação de Vitorino, Luís Góis, Janita Salomé, Almeida Santos, Manuel Alegre, entre outros.
Em abril de 2004 foi lançado o disco “Utopia”, de Vitorino e de Janita Salomé, com o registo dos dois concertos realizados no CCB em fevereiro de 1998. Ainda em 2004 é editado o álbum Ninguém Nos Ganha Aos Matraquilhos! que contou com a colaboração de nomes como Rui Veloso, Manuel João Vieira e Sílvia Filipe.
A completar 30 anos de carreira, foi editada em fevereiro de 2006 a compilação Tudo com 50 canções em três discos temáticos subordinados a O Alentejo, Lisboa e O Amor.
Em abril de 2006, Manuel Freire, Vitorino e José Jorge Letria cantaram abril aos mais novos, no disco Abril, Abrilzinho que foi lançado através do jornal Público e cujo livro contou com textos do Coronel Vasco Lourenço e Alice Vieira.
Em 9 e 13 de maio de 2007 dá concertos ao vivo em Lisboa, no Teatro da Trindade, dos quais resultou o CD intitulado AO VIVO — Vitorino a preto e branco.
Em 2009 publica o CD TANGO, El Perro Negro Canta, gravado em Buenos Aires, na Argentina, mas com três temas gravados em Lisboa, o qual dedicou à memória do pintor João Vieira, que lhe ilustrou as capas desde o CD Tudo e é pai do músico Manuel João Vieira, dos Ena Pá 2000.)
Para a comemoração do centenário da imposição da República, em 5 de outubro de 2010, com a colaboração do Jornal de Notícias e o Montepio Geral e o apoio do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores, publica um CD de 2 originais intitulado Viva A República, Viva.
Para comemorar os seus 35 anos de carreira, dá concertos nos Coliseus de Lisboa, a 10 de outubro de 2011, e do Porto, a que chamou "35 Anos a Semear Salsa ao Reguinho", numa alusão ao seu 1º LP, acompanhado pela belíssima Orquestra das Beiras, com origem e forte ligação à Universidade de Aveiro, para os quais convida alguns amigos para estarem também em palco, quer músicos, quer não músicos.
No dia 16 de setembro de 2016 dá um concerto em Moimenta da Beira, numa noite em que também subiu ao palco o Grupo Coral e Etnográfico "Os Camponeses de Pias", de cante alentejano.
Em 2022 faz uma aparição televisiva no programa The Voice Portugal ao cantar "Queda do Império" com o finalista Daniel Fernandes.
É membro da Maçonaria, integrando a obediência maçónica Grande Oriente Lusitano, com o nome Mestre Hélio.
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Postado por Fernando Martins às 08:40 0 comentários
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Cantar Alentejano - Zeca Afonso
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer
Ceifeiras na manha fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou
Aquela pomba tão branca
Todos a querem p'ra si
O Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti
Aquela andorinha negra
Bate as asas p'ra voar
O Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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AO RETRATO DE CATARINA
Esses teus olhos enxutos
Num fundo cavo de olheiras
Esses lábios resolutos
Boca de falas inteiras
Essa fronte aonde os brutos
Vararam balas certeiras
Contam certa a tua vida
Vida de lida e de luta
De fome tão sem medida
Que os campos todos enluta
Ceifou-te ceifeira a morte
Antes da própria sazão
Quando o teu altivo porte
Fazia sombra ao patrão
Sua lei ditou-te a sorte
Negra bala foi teu pão
E o pão por nós semeado
Com nosso suor colhido
Pelo pobre é amassado
Pelo rico só repartido
Tanta seara continhas
Visível já nas entranhas
Em teu ventre a vida tinhas
Na morte certeza tenhas
Malditas ervas daninhas
Hão-de ter mondas tamanhas
Searas de grã estatura
De raiva surda e vingança
Crescerão da tua esperança
Ceifada sem ser madura
Teus destinos Catarina
Não findaram sem renovo
Tiveram morte assassina
Hão-de ter vida de novo
Na semente que germina
Dos destinos do teu povo
E na noite negra negra
Do teu cabelo revolto
nasce a Manhã do teu rosto
No futuro de olhos posto
Carlos Aboim Inglez
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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Postado por Fernando Martins às 07:20 0 comentários
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Foi distinguido com os prémios:
Foi uma das 50 figuras do fado e da guitarra portuguesa homenageadas, em 2012, aquando da celebração do primeiro aniversário do fado enquanto Património Imaterial da Humanidade, tendo nessa altura recebido a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), da cidade de Lisboa.
Postado por Fernando Martins às 07:40 0 comentários
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Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
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Em 1996, a sua vida é violentamente agitada pela morte da sua mulher Maria Fernanda, em circunstâncias trágicas, após ser atingida por uma bala na cabeça, tendo, após inquérito, sido considerado suicídio. É pai de Ana Paula (1963) e Maria da Conceição (1964), filhas desse primeiro casamento.
Em 1997 casa-se com Maria Roseta, com quem viveu até 2009. Dessa união nasceu a filha Constança (1999).
Uma outra filha, Ângela, nasceu no início dos anos 1970, mas só foi perfilhada em maio de 2012.
É ainda avô de quatro netos: Rúben, Carlota, Rita e Jéssica.
No início de 2012 foi acusado pelo Ministério Público de violência doméstica.
Em 13 de julho de 2012, foi condenado a uma pena de três anos e quatro meses, de pena suspensa, por violência doméstica e detenção de arma proibida. Pagou ainda três mil euros de indemnização à ex-mulher e uma coima de 400 euros por posse de um revólver sem licença. Recorreu ao Tribunal da Relação de Lisboa, que confirmou a pena. Os juízes desembargadores concluíram que Maria Roseta foi vítima de violência doméstica.
Casou-se com a taróloga Gisela de Jesus em 2014.Postado por Fernando Martins às 08:10 0 comentários
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Postado por Pedro Luna às 00:08 0 comentários
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Em 2000, o XIV Governo, dirigido por António Guterres, reconheceu o interesse na promoção da Base para fins civis, iniciou o estudo de viabilidade do aeroporto de Beja e criou a EDAB. O estudo, que determinou a viabilidade do aeroporto, terminou em 2003 e, após a conclusão do plano diretor, dos projetos de execução e do estudo de impacto ambiental favorável, as obras de construção da infraestrutura começaram em 2007 e terminaram em 2009, sob o auspício do governo de José Sócrates. O aeroporto começou a operar a 13 de abril de 2011, quando se realizou o voo inaugural, mas, desde então, apesar de aberto, tem estado praticamente vazio e sem voos e passageiros na maioria dos dias.
O voo inaugural aconteceu no dia 13 de abril de 2011 promovido pelo município de Ferreira do Alentejo. As obras da primeira fase de construção foram atribuídas à empresa construtora Sopol pela empresa de desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB). O aeroporto representa um investimento de cerca de 33 milhões de euros e estava previsto estar operacional em julho de 2009 (Bastos, 2009). O governo português pretendia focalizar este aeroporto para a laboração de companhias aéreas de baixo custo, visto que este aeroporto vai beneficiar de taxas aeroportuárias significativamente baixas. É também de importante relevância o facto de o aeroporto se localizar a pouco tempo do Algarve e dos empreendimentos hoteleiros já projetados para a Costa Vicentina e a Barragem de Alqueva, este também se encontra a pouco mais de duas horas de Lisboa.
Para uma melhor rentabilização do Aeroporto de Beja foi adjudicado o novo troço da auto-estrada (Autoestrada do Baixo Alentejo) que une o Porto de Sines a este novo aeroporto, de forma a torná-lo mais competitivo, unir a cidade do Baixo Alentejo, Beja, ao litoral e, desta forma, criar uma intermodalidade de serviços e transportes. Também com esta nova auto-estrada, o aeroporto de Beja, destinado a companhias aéreas de baixo custo, terá ligação não só com a capital, Lisboa, mas também com o Algarve.
A viagem inaugural aconteceu no dia 13 de abril de 2011, promovido pelo município de Ferreira do Alentejo, com destino a Cabo Verde.
No dia 23 de julho de 2018, às 16:57, um Airbus A380 da Hi Fly aterrou no aeroporto. É o primeiro avião deste modelo que aterra em Portugal.
Postado por Fernando Martins às 00:15 0 comentários
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Manuel Ribeiro de Pavia (Pavia, Mora, 19 de março de 1907 - Lisboa, 19 de março de 1957) foi um pintor e ilustrador português, neo-realista.
Morreu no seu aniversário, aos 50 anos.
A broncopneumonia e o corpo debilitado pela fome crónica e pelo orgulho sorbebo cortaram a meio a obra do mais estimado ilustrador português.
No quarto da pensão onde vivia, na Rua Bernardim Ribeiro, em Lisboa, acompanharam o seu último alento alguns escritores para quem generosamente desenhava os livros que vieram a constituir o coração do Neorrealismo português dos anos 40 e 50 do século passado.
Avesso à pintura de cavalete e aos circuitos de validação do mundo das artes plásticas, criou algumas das mais belas capas daqueles anos para o escol da intelectualidade da época, de Alves Redol a Namora, de Antunes da Silva a Domingos Monteiro, de Tolstoi a Dostoievski, e para emblemáticas editoras como a Portugália, a Guimarães, a Inquérito e a Sociedade de Expansão de Cultura. O feitio esquivo e a obsessão pelo Alentejo natal fizeram dele, sobretudo a partir da sua morte, um ícone para os oposicionistas do Estado Novo, que grafaram na revista Vértice uma rara homenagem, criando uma linda imortal à volta do artista a quem José Gomes Ferreira apelidava carinhosamente de " Príncipe Sem Vintém".

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Postado por Fernando Martins às 01:19 0 comentários
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RETRATO DE CATARINA EUFÉMIA
Da medonha saudade da medusa
que medeia entre nós e o passado
dessa palavra polvo da recusa
de um povo desgraçado.
Da palavra saudade a mais bonita
a mais prenha de pranto a mais novelo
da língua portuguesa fiz a fita encarnada
que ponho no cabelo.
Trança de trigo roxo
Catarina morrendo alpendurada
do alto de uma foice.
Soror Saudade Viva assassinada
pelas balas do sol
na culatra da noite.
Meu amor. Minha espiga. Meu herói
Meu homem. Meu rapaz. Minha mulher
de corpo inteiro como ninguém foi
de pedra e alma como ninguém quer.
José Carlos Ary dos Santos
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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Postado por Fernando Martins às 09:08 0 comentários
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Cantar Alentejano - Zeca Afonso
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer
Ceifeiras na manha fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou
Aquela pomba tão branca
Todos a querem p'ra si
O Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti
Aquela andorinha negra
Bate as asas p'ra voar
O Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar
Postado por Pedro Luna às 00:09 0 comentários
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Não tenhas medo, não! Tranquilamente,Como adormece a noite pelo outono,Fecha os olhos, simples, docemente,Como à tarde uma pomba que tem sono…
Postado por Fernando Martins às 09:50 0 comentários
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Postado por Fernando Martins às 11:40 0 comentários
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Vitorino Salomé Vieira (Redondo, 11 de junho de 1942), ou apenas Vitorino, como é conhecido, é um cantor português. A sua música combina o folclore tradicional, principalmente do Alentejo, e o estilo popular da sua voz.
Biografia
Vitorino nasceu numa família de músicos, no Redondo. Desde que nasceu que ouvia música em sua casa, tocada pelos seus tios, tendo sido sempre neste ambiente que cresceu, bem como os seus quatro irmãos, todos igualmente músicos. Vitorino é o terceiro dos cinco; o cantor Janita Salomé é o quarto.
Conheceu Zeca Afonso, de quem se tornou amigo, quando estava a fazer a recruta no Algarve. Fixou-se em Lisboa a partir dos 20 anos, onde se associou à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes, mas já antes disso tinha começado a pintar.
Emigrado em França, estudou pintura e, para sobreviver, lavou pratos em restaurantes. Foi aqui que um amigo lhe disse que se ganhava mais a cantar na rua ou no metro do que a lavar pratos. Experimentou: era verdade. Largou os pratos e agarrou na guitarra.
Também em Paris se juntou, entre outros, com Sérgio Godinho e José Mário Branco, igualmente emigrados.
Colaborou em discos de José Afonso, Coro dos Tribunais, e Fausto. Atuou no célebre concerto de março de 1974, I Encontro da Canção Portuguesa, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Lançou nesse ano o seu primeiro single: Morra Quem Não Tem Amores.
Participou no disco Cantigas de Ida e Volta conjuntamente com outros nomes como Fausto, Sheila e Sérgio Godinho.
Em 1975, estreou com o seu primeiro disco que incluía uma das canções mais importantes do imaginário português: “Menina estás à janela”. No álbum Semear Salsa ao Reguinho aparecem ainda canções como “Cantiga d'um Marginal do séc. XIX”, “A primavera do Outono”, “Cantiga de Uma Greve de Verão” e “Morra Quem Não Tem Amores”.
Em 1977 foi editado o disco Os Malteses que inclui “Oh Beja, Terrível Beja”, uma evocação ao tempo em que cumpriu o serviço militar obrigatório naquela cidade. Vitorino foi também o produtor do disco Ó Rama Ó Que Linda Rama de Teresa Silva Carvalho, editado nesse ano.
O Grupo de Cantadores do Redondo, do qual fazia parte, lançou em 1978 o disco O Cante da Terra.
O álbum Não Há Terra Que Resista — Contraponto, que inclui o tema “Dá-me Cá Os Braços Teus”, foi editado em 1979.
Romances, editado em 1980, conta com a colaboração especial de Pedro Caldeira Cabral. “Indo Eu Por I Abaixo” e “Laurinda” são algumas das canções deste disco.
O álbum Flor de la Mar, editado em 1983, incluiu temas como “Queda do Império”, com Filipa Pais, “Cervejaria da Trindade”, “Marcha Ingénua” e “Dama de Copas”.
Leitaria Garrett é lançado no Outono de 1984. “Tinta Verde”, “Leitaria Garrett”, “Tragédia da Rua das Gáveas”, “Andando Pela Vida”, “Poema”, “Menina Estás À Janela” (com o Opus Ensemble) e “Postal para D. João III” são alguns dos temas.
Em Dezembro de 1985 foi editado o álbum Sul com temas como “Meninas”, “Sul” e “Homens do Largo”. José Mário Branco fez os arranjos musicais da canção "Alcácer Quibir", presente nesse álbum. Um ano depois foi editado o maxi-single “Joana Rosa”.
O álbum Negro Fado, co-produzido por António Emiliano e José Manuel Marreiros, foi editado em Abril de 1988. O disco inclui temas como “Vou-me Embora”, “Negro Fado”, “Flor de Jacarandá” e uma versão em crioulo de “Joana Rosa”. O disco vence o Prémio José Afonso.
Cantigas de Encantar, com a participação dos seus sobrinhos, foi lançado em novembro de 1989. O disco inclui um livro com dez histórias populares.
Em 1990 surgiu com o quarteto Lua Extravagante, com Filipa Pais e os seus irmãos Janita e Carlos Salomé. O álbum homónimo surgiu em 1991 com canções como “Lua de Papel”, “Ilha” ou “Adeus Ó Serra da Lapa”.
Com o álbum Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada, de 1992, com textos de António Lobo Antunes, venceu o Prémio José Afonso/93 e o Se7e de Ouro/92 para música popular. Os temas mais conhecidos deste disco são “Bolero do Coronel Sensível Que Fez Amor Em Monsanto”, “Tango do Marido Infiel Numa Pensão do Beato” e “Ana II”.
Em 1993 foi editada a compilação As Mais Bonitas com regravações de “Laurinda” e de “Menina Estás À Janela” e a gravação de Vitorino para “Ó Rama Ó Que Linda Rama”.
O álbum A Canção do Bandido, editado em Novembro de 1995, inclui canções como “Nomes do Amor”, “Fado da Prostituta”, “Tocador de Concertina” e “Fado Alexandrino”. É um dos discos candidatos ao Prémio José Afonso.
Foi fundador do projeto Rio Grande juntamente com Rui Veloso, Tim, João Gil e Jorge Palma. O disco de estreia foi editado em dezembro de 1996. Em dezembro de 1997 é editado o álbum “Dia de Concerto” com gravações ao vivo dos Rio Grande.
Vitorino, Janita Salomé, Rui Alves, Ricardo Rocha e João Paulo Esteves da Silva apresentaram no CCB, no âmbito do festival dos 100 dias da Expo-98, os dois espetáculos “A Utopia e a Música” onde apresentaram um repertório menos conhecido de Zeca Afonso.
Com a brasileira Elba Ramalho participou, em 1999, num dos programas Atlântico de Eugénia Melo e Castro.
Em 1999 gravou um disco em Cuba com o Septeto Habanero. “Desde El Día En Que Te Vi” e “Toda Una Vida” foram os temas em maior destaque do disco La Habana 99.
Participou, com Pedro Barroso e Isabel Silvestre, na campanha da Fenprof para colocar novamente de pé o sistema educativo timorense. No disco Uma Escola Para Timor, de 2000, são interpretadas canções do professor e músico Rui Moura.
Em novembro de 2001 foi editado Alentejanas e Amorosas. O disco inclui os temas “Vou-me Embora Vou Partir”, “Alentejanas e Amorosas”, “Meu Querido Corto Maltese”, “Ausência em Valsa”, “Cão Negro”, “Constança”, “Bárbara Rosinha”, “Dona dos Olhos Castanhos”, “Paixão e Dúvida”, “Mariana à Janela”, “Coração ao Deus Dará” e “Guerrilha Alentejana”. Inclui também o tema da série “Estação da Minha Vida”.
A compilação As Mais Bonitas 2 — Ao Alcance da Mão é editada em finais de 2002. Inclui os inéditos “Galope” e “O Dia Em Que Me Queiras”. Colabora num dos temas do projeto Cabeças No Ar.
Ao Alcance da Mão é o nome de um songbook, editado em junho de 2003 pela editora D. Quixote, com 25 canções do seu repertório. O livro é acompanhado de um CD onde interpreta os temas “Menina Estás à Janela”, “Queda do Império” e “Alentejanas e Amorosas”.
O álbum Os Amigos — Coimbra nos arranjos de António Brojo e António Portugal conta com a participação de Vitorino, Luís Góis, Janita Salomé, Almeida Santos, Manuel Alegre, entre outros.
Em abril de 2004 foi lançado o disco “Utopia”, de Vitorino e de Janita Salomé, com o registo dos dois concertos realizados no CCB em fevereiro de 1998. Ainda em 2004 é editado o álbum Ninguém Nos Ganha Aos Matraquilhos! que contou com a colaboração de nomes como Rui Veloso, Manuel João Vieira e Sílvia Filipe.
A completar 30 anos de carreira, foi editada em fevereiro de 2006 a compilação Tudo com 50 canções em três discos temáticos subordinados a O Alentejo, Lisboa e O Amor.
Em abril de 2006, Manuel Freire, Vitorino e José Jorge Letria cantaram Abril aos mais novos no disco Abril, Abrilzinho que foi lançado através do jornal Público e cujo livro contou com textos do Coronel Vasco Lourenço e Alice Vieira.
Em 9 e 13 de Maio de 2007 dá concertos ao vivo em Lisboa, no Teatro da Trindade, dos quais resultou o CD intitulado AO VIVO — Vitorino a preto e branco.
Em 2009 publica o CD TANGO, El Perro Negro Canta, gravado em Buenos Aires, na Argentina, mas com três temas gravados em Lisboa, o qual dedicou à memória do pintor João Vieira, que lhe ilustrou as capas desde o CD Tudo e é pai do músico Manuel João Vieira, dos Ena Pá 2000.)
Para a comemoração do centenário da implantação da República, em 5 de outubro de 2010, com a colaboração do Jornal de Notícias e o Montepio Geral e o apoio do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores, publica um CD de 2 originais intitulado Viva A República, Viva.
Para comemorar os seus 35 anos de carreira, dá concertos nos Coliseus de Lisboa, a 10 de outubro de 2011, e do Porto, a que chamou "35 Anos a Semear Salsa ao Reguinho", numa alusão ao seu 1º LP, acompanhado pela belíssima Orquestra das Beiras, com origem e forte ligação à Universidade de Aveiro, para os quais convida alguns amigos para estarem também em palco, quer músicos, quer não músicos.
No dia 16 de setembro de 2016 dá um concerto em Moimenta da Beira, numa noite em que também subiu ao palco o Grupo Coral e Etnográfico "Os Camponeses de Pias", de cante alentejano.
Em 2022 faz uma aparição televisiva no programa The Voice Portugal ao cantar "Queda do Império" com o finalista Daniel Fernandes.
É membro da Maçonaria, integrando a obediência maçónica Grande Oriente Lusitano, com o nome Mestre Hélio.
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Postado por Fernando Martins às 08:30 0 comentários
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