quinta-feira, junho 11, 2020
A auto-imolação pelo fogo de um monge budista fez tremer um regime há 57 anos
Postado por Fernando Martins às 00:57 0 comentários
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El-Rei D. João III morreu há 463 anos
Postado por Fernando Martins às 00:46 0 comentários
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quarta-feira, junho 10, 2020
Na fonte está Lianor - Zeca canta Camões...
Na fonte está Lianor
Mote
Na fonte está Lianor
Lavando a talha e chorando,
Às amigas perguntando:
- Vistes lá o meu amor?
Voltas
Posto o pensamento nele,
Porque a tudo o amor obriga,
Cantava, mas a cantiga
Eram suspiros por ele.
Nisto estava Lianor
O seu desejo enganando,
Às amigas perguntando:
- Vistes lá o meu amor?
O rosto sobre ua mão,
Os olhos no chão pregados,
Que, do chorar já cansados,
Algum descanso lhe dão.
Desta sorte Lianor
Suspende de quando em quando
Sua dor; e, em si tornando,
Mais pesada sente a dor.
Não deita dos olhos água,
Que não quer que a dor se abrande
Amor, porque, em mágoa grande,
Seca as lágrimas a mágoa.
Despois que de seu amor
Soube novas perguntando,
De improviso a vi chorando.
Olhai que extremos de dor!
Luís de Camões
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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Saudades de Ray Charles...
Postado por Pedro Luna às 16:00 0 comentários
Marcadores: blues, country, Geórgia, jazz, música, pop, Ray Charles, Rhythm and Blues, soul, USA, What'd I say
O princípe Filipe, Duque de Edimburgo, faz hoje 99 anos
Filipe é filho do príncipe André da Grécia e Dinamarca e sua esposa a princesa Alice de Battenberg, sendo membro das famílias reais grega e dinamarquesa. Ele nasceu na Grécia, porém foi expulso do país junto com os pais enquanto ainda era criança. Filipe estudou na França, Inglaterra, Alemanha e Escócia, entrando na Marinha Real Britânica em 1939 aos dezoito anos. Ele começou a se corresponder no mesmo ano com a princesa Isabel, filha mais velha e herdeira do rei Jorge VI do Reino Unido. Ele serviu no Mediterrâneo e no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.
Depois da guerra, Filipe recebeu permissão do rei para se casar com Isabel. Ele abandonou os seus títulos gregos e dinamarqueses antes do anúncio oficial, converteu-se ao anglicanismo e naturalizou-se cidadão britânico, adotando o sobrenome Mountbatten, a partir de seus avós maternos. Os dois casaram no dia 20 de novembro de 1947 após cinco meses de noivado. Ao casar Filipe recebeu o estilo do "Sua Alteza Real" e o título de Duque de Edimburgo. Ele continuou no serviço ativo da marinha até Isabel ascender ao trono, em 1952, tendo alcançado a patente de comandante.
Filipe e Isabel têm quatro filhos: Carlos, Ana, André e Eduardo. Ele também tem oito netos e sete bisnetos. Filipe atualmente é patrono de mais de oitocentas organizações e realiza diversos deveres oficiais sozinho e principalmente em conjunto com a Rainha.
Postado por Fernando Martins às 15:45 0 comentários
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Amália canta Camões...
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
Luís de Camões
Postado por Geopedrados às 12:21 0 comentários
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Podereis roubar-me tudo...
Podereis roubar-me tudo:
as ideias, as palavras, as imagens,
e também as metáforas, os temas, os motivos,
os símbolos, e a primazia
nas dores sofridas de uma língua nova,
no entendimento de outros, na coragem
de combater, julgar, de penetrar
em recessos de amor para que sois castrados.
E podereis depois não me citar,
suprimir-me, ignorar-me, aclamar até
outros ladrões mais felizes.
Não importa nada: que o castigo
será terrível. Não só quando
vossos netos não souberem já quem sois
terão de me saber melhor ainda
do que fingis que não sabeis,
como tudo, tudo o que laboriosamente pilhais,
reverterá para o meu nome. E, mesmo será meu,
tido por meu, contado como meu,
até mesmo aquele pouco e miserável
que, só por vós, sem roubo, haveríeis feito.
Nada tereis, mas nada: nem os ossos,
que um vosso esqueleto há-de ser buscado,
para passar por meu. E para outros ladrões,
iguais a vós, de joelhos, porem flores no túmulo.
Assis, 11.06.1961
in Metamorfoses, Poesia II (1978) - Jorge de Sena
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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Gaudí morreu há 94 anos
Com o tempo, entretanto, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas das suas obras-primas, mais notavelmente o Templo Expiatório da Sagrada Família possuem um poder quase alucinatório.
Gaudí é conhecido por fazer extenso uso do arco parabólico catenário, uma das formas mais comuns na natureza. Para tanto, possuía um método de trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade (Gaudí usava correntes metálicas presas pelas extremidades: quando elas ficavam estáveis, ele copiava a forma e reproduzia-as ao contrário, formando suas conhecidas cúpulas catenárias). Também se utilizou da técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies.
Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica (refletindo o revivalismo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável em seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura.
Com o tempo, entretanto, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notavelmente o Templo Expiatório da Sagrada Família possuem um poder quase alucinatório.
Gaudí é conhecido por fazer extenso uso do arco parabólico catenário, uma das formas mais comuns na natureza. Para tanto, possuía um método de trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade (Gaudí usava correntes metálicas presas pelas extremidades: quando elas ficavam estáveis, ele copiava a forma e reproduzia-as ao contrário, formando suas conhecidas cúpulas catenárias). Também se utilizou da técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies.
Postado por Fernando Martins às 09:40 0 comentários
Marcadores: Arquitectura, Barcelona, Catalunha, Espanha, Gaudí, modernismo, Modernismo catalão, Sagrada Família
Judy Garland nasceu há 98 anos
Postado por Fernando Martins às 09:08 0 comentários
Marcadores: cinema, filmes, Judy Garland, musicais, O Feiticeiro de Oz, overdose, Somewhere over the rainbow, teatro, televisão
João Gilberto nasceu há 89 anos
Postado por Fernando Martins às 08:09 0 comentários
Marcadores: Bossa nova, Brasil, João Gilberto, MPB, O Amor em Paz, samba
Oradour - je me souviens...
Oradour-sur-Glane é uma comuna francesa, situada no departamento de Haute-Vienne, na região do Limousin.
A tragédia de Oradour foi contada na televisão mundial em documentário na aclamada série da BBC inglesa, The World at War (O Mundo em Guerra) de 1974. Na voz de Laurence Olivier, o primeiro capítulo da série abre com imagens feitas de helicóptero sobre a cidade vazia e silenciosa e a narração grave:
| Por esta estrada, num dia de verão de 1944, os soldados vieram. Ninguém vive aqui agora. Eles aqui ficaram por algumas horas. Quando eles se foram, a comunidade que existia há mil anos, havia morrido. Esta é Oradour-sur-Glane, na França. No dia em que os soldados vieram, a população foi reunida. Os homens foram levados para garagens e celeiros, as mulheres e crianças foram conduzidas por esta rua e trancadas dentro desta igreja. Aqui, elas escutaram os tiros que matavam seus homens. Então, elas foram mortas também. Algumas semanas depois, muitos daqueles que cometeram essas mortes, foram também mortos, em batalha. Nunca reconstruíram Oradour. As suas ruínas são um memorial. O seu martírio soma-se a milhares e milhares de outros martírios na Polónia, na Rússia, em Burma, na China, em..... um Mundo em Guerra. |
Postado por Fernando Martins às 07:06 0 comentários
Marcadores: Adolf Hitler, cidade-mártir, crimes de guerra, genocídio, Je me souviens, Lídice, massacre, nazis, Oradour, Oradour-sur-Glane, pena de morte, SS
Hoje é dia de ouvir poesia e música portuguesas...
Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.
Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.
Ua graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.
Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.
Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E pois nela vivo,
É força que viva.
Luís de Camões
Postado por Fernando Martins às 05:50 0 comentários
Marcadores: Camões, Endechas a Bárbara escrava, Luís de Camões, música, poesia, Zeca Afonso
Camões e a Tença (este país te mata lentamente)...
Camões e a tença
Irás ao paço. Irás pedir que a tença
Seja paga na data combinada.
Este país te mata lentamente
País que tu chamaste e não responde
País que tu nomeias e não nasce.
Em tua perdição se conjuraram
Calúnias desamor inveja ardente
E sempre os inimigos sobejaram
A quem ousou ser mais que a outra gente.
E aqueles que invocaste não te viram
Porque estavam curvados e dobrados
Pela paciência cuja mão de cinza
Tinha apagado os olhos no seu rosto.
Irás ao paço irás pacientemente
Pois não te pedem canto mas paciência.
Este país te mata lentamente.
in Dual (1972) - Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por Pedro Luna às 04:40 0 comentários
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Gustave Courbet nasceu há 201 anos
Postado por Fernando Martins às 02:01 0 comentários
Marcadores: França, Gustave Courbet, pintura, realismo
Hoje é preciso recordar Camões - e José Mário Branco...
Postado por Fernando Martins às 00:44 0 comentários
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Ray Charles morreu há dezasseis anos...
Ray Charles não nasceu cego mas ficou assim (totalmente cego) aos sete anos de idade. Charles nunca soube exatamente por que perdeu a visão, apesar de existirem fontes que sugerem que sua cegueira era devido a glaucoma, enquanto outras fontes sugerem que Ray começou a perder a sua visão devido a uma infecção provocada por água com sabão nos seus olhos, que foi deixado sem tratamento. Frequentou a Escola para Cegos e Surdos de Santo Agostinho, em St. Augustine, Flórida. Aprendeu também a escrever música e tocar vários instrumentos musicais, mas o melhor e mais conhecido era o piano. Enquanto estava lá, a mãe morreu, seguido pelo seu pai, dois anos depois.
Órfão na adolescência, Ray Charles iniciou a sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos anos 40. A princípio influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em 1952, enveredou pelo R&B. Quando o rock & roll estourou com Elvis Presley em 1955, e cantores negros como Chuck Berry e Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto nos media e lançou sucessos como "I Got a Woman" (gravada depois por Elvis), "Talkin about You", "What I'd Say", "Litle girl of Mine", "Hit the Road Jack", entre outros, reunindo elementos de R&B e gospel nas suas músicas de uma forma que abriram caminho para a soul music dos anos 60, e tornando-o um astro reverenciado do pop negro.
A partir de então, embora sempre ligado ao soul, não se ateve a nenhum género musical negro específico: conviveu com o jazz, gravou baladas românticas chorosas e standards da canção americana. Entre seus sucessos históricos desta fase estão canções como "Unchain My Heart", "Ruby", "Cry Me a River", "Georgia On My Mind" e baladas country tais como "Sweet Memories", e seu maior sucesso comercial, "I Can't Stop Loving You", de 1962. Apesar de ter problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse. Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até o fim da vida e mais do que nos últimos álbuns que gravou, era nas suas apresentações ao vivo que o seu talento único podia ser apreciado.
Um notório mulherengo, Ray Charles casou-se duas vezes e foi pai de doze filhos com sete diferentes mulheres. A sua primeira esposa foi Eileen Williams (casado em 1951, divorciado em 1952) deu-lhe um filho. Outros três filhos foram do seu segundo casamento, em 1955, com Della Beatrice Howard (divorciaram-se em 1977). A sua namorada longo prazo e parceira no momento da sua morte era Norma Pinella. Charles deu, a cada um dos seus 12 filhos, um milhão de dólares, sem impostos, em 2004, pouco antes de morrer.
Faleceu aos 73 anos, às 11.35 horas, no dia 10 de junho de 2004, na sua casa de Beverly Hills, onde estava com os seus familiares, vítima de uma doença no fígado. Foi enterrado no Cemitério Inglewood Park, localizado em Los Angeles na Califórnia.
Postado por Fernando Martins às 00:16 0 comentários
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terça-feira, junho 09, 2020
Poema alusivo à triste data...
O homem lança a rede e não divide a água
O homem lança a rede e não divide a água
O pobre estende a mão e não divide o reino
É tempo de colheitas e não tenho uma seara
Nem um pequeno rebento de oliveira
in Explicação das Árvores e de Outros Animais (1998) - Daniel Faria
Postado por Pedro Luna às 21:21 0 comentários
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Carl Otto Nicolai nasceu há 210 anos
Postado por Fernando Martins às 21:00 0 comentários
Marcadores: Alemanha, Carl Otto Nicolai, Die Lustigen Weiber von Windsor, Filarmónica de Viena, música, Ópera, romantismo
Jon Lord nasceu há 79 anos
Postado por Fernando Martins às 07:09 0 comentários
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O astrónomo alemão Johann Gottfried Galle nasceu há 208 anos
Postado por Fernando Martins às 02:08 0 comentários
Marcadores: astronomia, Johann Gottfried Galle, Neptuno
O Congresso de Viena acabou há 205 anos
Medidas
- Política: Restauração legitimista e compensações territoriais;
- Instrumento de Ação: Santa Aliança, aliança político-militar reunindo exércitos de Rússia, Prússia e Áustria prontos para intervir em qualquer situação que ameaçasse o Antigo Regime, incluindo a hipótese de intervir nas independências da América. Contra isso foi criada a "Doutrina Monroe" (América para Americanos).
Participantes
- O princípio da legitimidade, defendido sobretudo por Talleyrand a partir do qual se consideravam legítimos os governos e as fronteiras que vigoravam antes da Revolução Francesa, garantindo com isso que os Bourbons retornassem ao poder com a anuência dos vencedores. Atendia os interesses dos Estados vencedores na guerra contra Napoleão Bonaparte, mas ao mesmo tempo buscava salvaguardar a França de perdas territoriais, assim como da intervenção estrangeira. Os representantes dos governos mais reacionários acreditavam que poderiam, assim, restaurar o Antigo Regime e bloquear o avanço liberal. Contudo, o acesso não foi respeitado, porque as quatro potências do Congresso trataram de obter algumas vantagens na hora de desenhar a nova organização geopolítica da Europa.
- O princípio da restauração, que era a grande preocupação das monarquias absolutistas, uma vez que se tratava de recolocar a Europa na mesma situação política em que se encontrava antes da Revolução Francesa, que guilhotinou ao rei absolutista e criou um regime republicano, a República, que acabou com os privilégios reais e instituiu o direito legítimo de propriedade aos burgueses. Os governos absolutistas defendiam a intervenção militar nos reinos em que houvesse ameaça de revoltas liberais.
- O princípio do equilíbrio, defendeu a organização equilibrada dos poderes económico e político europeus dividindo territórios de alguns países, como, por exemplo, a Confederação Alemã que foi dividida em 39 Estados, tendo a Prússia e a Áustria como líderes, e anexando outros territórios a países adjacentes, como o caso da Bélgica, que foi anexada pelos Países Baixos.
- Reconstruir as monarquias absolutistas;
- A Rússia anexou parte da Polónia, Finlândia e a Bessarábia;
- A Áustria anexou a região dos Balcãs;
- A Inglaterra ficou com a estratégica ilha de Malta, Ceilão e a Colónia do Cabo, o que lhe garantiu o controle das rotas marítimas;
- O Império Otomano manteve o controle dos povos cristãos do Sudeste da Europa;
- A Suécia e a Noruega uniram-se;
- A Prússia ficou com parte da Saxónia, da Westfália, da Polónia e com as províncias do Reno;
- A Bélgica, industrializada, foi obrigada a unir-se aos Países Baixos, formando o Reino dos Países Baixos;
- Os Principados Alemães formaram a Confederação Alemã com 38 Estados, em que a Prússia e a Áustria participavam da Confederação ;
- Restabelecimento dos Estados Pontifícios;
- A Espanha e Portugal não foram recompensados com ganhos territoriais, mas tiveram restauradas as suas antigas dinastias.
- No encerramento do Congresso de Viena, pelo Artigo 105º do Acto Final, o direito português ao território de Olivença foi reconhecido. Apesar de sua inicial resistência a esta disposição, a Espanha terminaria por ratificar o tratado mais tarde, em 7 de maio de 1817, nunca havendo, entretanto, cumprido esta disposição ou restituído o território oliventino a Portugal.
- o princípio da livre-navegação do Reno e do Meuse;
- a condenação do tráfico de escravos, determinando sua proibição ao norte da linha do Equador;
- medidas favoráveis para a melhoria das condições dos judeus;
- e, de suma importância, um regulamento sobre a prática das atividades diplomáticas entre os países.
Postado por Fernando Martins às 02:05 0 comentários
Marcadores: Congresso de Viena, Guerra Peninsular, Invasões Napoleónicas, Napoleão, Olivença






