
(imagem daqui)
EXPLICAÇÃO DO POETA
Pousa devagar a enxada sobre o ombro
Já cavou muito silêncio
Como punhal brilha em suas costas
A lâmina contra o cansaço
Daniel Faria
O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.

(imagem daqui)
EXPLICAÇÃO DO POETA
Pousa devagar a enxada sobre o ombro
Já cavou muito silêncio
Como punhal brilha em suas costas
A lâmina contra o cansaço
Daniel Faria
Postado por Pedro Luna às 10:01 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Postado por Pedro Luna às 05:50 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
AS MANHÃS
Das manhãs
apenas levarei a tua voz
Despovoada
Sem promessas
sem barcos
E sem casas
Não levarei o orvalho das ameias
Não levarei o pulso das ramadas
Da tua voz
levarei os sítios das mimosas
Apenas os sítios das mimosas
As pedras
As nuvens
O teu canto
Levarei manhãs
E madrugadas
Daniel Faria
Postado por Fernando Martins às 00:55 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga

(imagem daqui)
Conserto a palavra
Conserto a palavra com todos os sentidos em silêncio
Restauro-a
Dou-lhe um som para que ela fale por dentro
Ilumino-a
Ela é um candeeiro sobre a minha mesa
Reunida numa forma comparada à lâmpada
A um zumbido calado momentaneamente em enxame
Ela não se come como as palavras inteiras
Mas devora-se a si mesma e restauro-a
A partir do vómito
Volto devagar a colocá-la na fome
Perco-a e recupero-a como o tempo da tristeza
Como um homem nadando para trás
E sou uma energia para ela
E ilumino-a
Daniel Faria
Postado por Pedro Luna às 00:05 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Vimos a pedra vazia no interior da terra
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Pedra de Sisifo II
Agora medirei o tempo
Pela vara erguida ao meio-dia
Pela areia a descer o coração
E o sono
Pela cinza no cabelo de Jacob
Pelas agulhas no colo de Penélope
Agora lavarei a minha face
Sem perturbar os círculos da água
Medirei o tempo pelo peso da pedra
De Sísifo, perto do cimo
E pelo musgo que dificulta
A firmeza dos seus pés
Partirei sozinho na viagem
Sem nenhuma pedra ou senda repetida
E no tempo repetido acharei uma saída
Uma manhã depois de uma manhã
Daniel Faria
Postado por Pedro Luna às 09:06 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Postado por Pedro Luna às 02:06 0 comentários
Marcadores: Daniel Faria, poesia
Homens que são como lugares mal situados
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens sem fuso horário
Homens agitados sem bússola onde repousem
Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados por todos os destinos
Desempregados das suas vidas
Homens que são como a negação das estratégias
Que são como os esconderijos dos contrabandistas
Homens encarcerados abrindo-se com facas
Homens que são como danos irreparáveis
Homens que são sobreviventes vivos
Homens que são como sítios desviados
Do lugar
Postado por Fernando Martins às 00:26 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Postado por Fernando Martins às 09:20 0 comentários
Marcadores: Bücherverbrennung, censura, Daniel Faria, Fogo, nazis, Oskar Maria Graf, poesia, queima de livros, Thomas Mann
Postado por Pedro Luna às 05:40 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
O homem lança a rede e não divide a água
O homem lança a rede e não divide a água
O pobre estende a mão e não divide o reino
É tempo de colheitas e não tenho uma seara
Nem um pequeno rebento de oliveira
in Explicação das Árvores e de Outros Animais (1998) - Daniel Faria
Postado por Fernando Martins às 00:54 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Daniel Faria, poesia
Vimos a pedra vazia no interior da terra
Postado por Pedro Luna às 02:50 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Postado por Fernando Martins às 00:25 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Postado por Fernando Martins às 09:10 0 comentários
Marcadores: Bücherverbrennung, censura, Daniel Faria, Fogo, nazis, Oskar Maria Graf, poesia, queima de livros, Thomas Mann
Postado por Pedro Luna às 05:30 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Vimos a pedra vazia no interior da terra
Postado por Fernando Martins às 00:53 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Daniel Faria, poesia
Vimos a pedra vazia no interior da terra
Postado por Fernando Martins às 00:24 0 comentários
Marcadores: Beneditinos, Daniel Faria, Igreja Católica, poesia, Singeverga
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
Marcadores: Bücherverbrennung, censura, Daniel Faria, Fogo, nazis, poesia, queima de livros
Textos, músicas, fotos e outros materiais aqui publicados, parte sem prévia autorização, são propriedade de seus autores, que são, sempre que possível, identificados e creditados. Seu uso deve-se a razões culturais, científicas e didáticas, sem objetivo comercial ou usurpação de autoria. Pretendemos apenas expressar admiração pelos autores, contribuindo para a sua divulgação, respeitando inteiramente pedidos de retirar seus materiais.