O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Trata-se de uma torre quadrangular de cantaria, com edifício anexo revestido a azulejos cor castanho avermelhado e farolim vermelho, com 32 metros de altura.
Só o primeiro número foi impresso numa tipografia legal, próxima do Largo de São Paulo, em Lisboa, graças a um estudante do liceu Gil Vicente que convenceu o tipógrafo
a imprimir, além de um boletim estudantil, mais umas quantas folhas - o
«Avante!». A partir daí e até ao 25 de abril, o jornal foi sempre
impresso em tipografias clandestinas. Por altura da apanha da azeitona chegaram a cair jornais «Avante!» das oliveiras em terras alentejanas, uma das muitas formas encontradas para distribuir clandestinamente o órgão central do PCP.
O trabalho era todo feito manualmente, por funcionários que pareciam ter uma vida normal. Algumas vezes a perseguição da PIDE
(Polícia Internacional de Defesa do Estado) resultou na morte dos
tipógrafos. No dia 24 de janeiro de 1950, o corpo do funcionário José Moreira
deu entrada na morgue com a indicação de que caíra de uma janela, no
entanto, o operário vidreiro e responsável pelas tipografias do Jornal
«Avante!», foi capturado durante assalto a uma casa clandestina do PCP em Vila do Paço e torturado pela PIDE, que o interrogou e espancou até à morte, acabando por o atirar da janela. Joaquim Barradas de Carvalho
afirma que o operário "foi torturado pela PIDE e foi morto na tortura
sem ter dito uma palavra acerca daquilo que era conveniente guardar
acerca do trabalho do Partido Comunista Português na clandestinidade". Maria Machado,
professora primária e militante do PCP, do qual foi funcionária
clandestina entre 1942 e 1945, trabalhava numa tipografia na povoação de
Barqueiro, em Alvaiázere,
quando a PIDE a assaltou. Tendo ficado para trás para permitir a fuga
aos restantes tipógrafos, foi presa e torturada, e não prestou nenhuma
declaração. Enquanto era arrastada pelos agentes da PIDE, gritou: «Se a liberdade de imprensa
não fosse uma farsa, esta tipografia não precisava de ser clandestina.
Isto aqui é a tipografia do jornal clandestino «Avante!». O «Avante!»
defende os interesses do povo trabalhador de Portugal.». Joaquim Rafael
teve uma vida de inteira abnegação dedicada à imprensa clandestina do
Partido. Entre 1943 e 1945, Joaquim Rafael esteve ligado à distribuição
do «Avante!», passando depois para as tipografias.
Nos vinte e cinco anos que se seguiram, tornou-se num dos melhores
tipógrafos clandestino e um mestre para novos camaradas que entravam
para as tipografias. Referência maior na história da imprensa
clandestina, morreu em 1974. José Dias Coelho, escultor e funcionário do PCP, foi assassinado a tiro pela PIDE em 1961, quando se dirigia para um encontro clandestino. Pondo os seus dotes de artista plástico
ao serviço da sua causa e do seu Partido, deu um contributo decisivo
para a melhoria do aspeto gráfico de vários órgãos de imprensa
clandestina, nomeadamente do «Avante!».
Das suas mãos saíram muitas das famosas gravuras – de linóleo ou de
madeira – que se podem encontrar em numerosos exemplares do «Avante!»
clandestino. Em 1972, o cantor Zeca Afonso homenageia-o com a música A Morte Saiu à Rua.
Segundo o jornal Público,
as regras para quem trabalhava na clandestinidade eram rigorosas ao
ponto de ter que se fazer as malas à mínima suspeita de se ter dado nas
vistas.
Em 17 de maio de 1974 foi publicado o primeiro número fora da clandestinidade, tendo passado a semanário desde essa data.
Groening fez a sua primeira venda profissional de cartoon Life in Hell para a revista de vanguarda Wet em 1978. No auge, o cartoon foi publicado em 250 jornais semanais. A Life in Hell chamou a atenção de James L. Brooks. Em 1985, Brooks contatou Groening com a proposta de trabalhar com animação para o programa de variedades da Fox, The Tracey Ullman Show. Originalmente, Brooks queria que Groening adaptasse os seus personagens de Life in Hell
para a série. Temendo a perda dos direitos de propriedade, Groening
decidiu criar algo novo e criou uma família de desenhos animados, a
família Simpson, e deu aos membros o nome de seus próprios pais e irmãs -
enquanto Bart era um anagrama
da palavra pirralho. As curtas seriam transformados na sua própria
série Os Simpsons, que desde então exibiu 695 episódios. Em 1997,
Groening e o ex-escritor dos Simpsons David X. Cohen desenvolveram Futurama,
uma série animada sobre a vida no ano 3000, que estreou em 1999,
durante quatro anos na Fox, sendo depois adquirida pela Comedy Central para
temporadas adicionais. Em 2016, Groening desenvolveu uma nova série para
a Netflix intitulada Disenchantment, que estreou em agosto de 2018.
Groening ganhou 13 Primetime Emmy Awards, 11 com Os Simpsons e 2 com Futurama,
bem como 1 British Comedy Award por "contribuição notável para a
comédia" em 2004. Em 2002, ele ganhou o Prémio Reuben da National
Cartoonist Society pelo seu trabalho em Life in Hell. Ele recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 14 de fevereiro de 2012.
Michael Praetorius (Creuzburg, probably 28 September 1571 – Wolfenbüttel, February 15, 1621) was a German composer, organist, and music theorist.
He was one of the most versatile composers of his age, being
particularly significant in the development of musical forms based on Protestanthymns, many of which reflect an effort to improve the relationship between Protestants and Catholics.
O inesperado afundamento do Maine foi um dos factos que levou à eclosão da guerra hispano-norte-americana de 1898. O navio zarpou rumo ao porto de Havana, a 28 de janeiro, para proteger os interesses dos Estados Unidos em Cuba,
durante as lutas de independência de Cuba da Espanha. A 15 de fevereiro,
durante um período de tensão entre os dois países, o couraçado explodiu
no porto de Havana. O governo dos EUA alegou que se tratava de uma manobra de sabotagem
da Espanha. Contudo, posteriormente descobriu-se que a causa da
explosão tinha sido a combustão espontânea do carvão armazenado junto ao paiol da proa. No princípio de 1912 conseguiu-se repor a flutuar os restos do navio, que foi rebocado para o mar alto e afundado.
A tripulação do Maine era formada por 354 homens, 266 dos
quais (2 oficiais e 264 marinheiros) encontraram a morte quando o navio
explodiu, às 21.40 do dia 15 de fevereiro de 1898. A unidade foi recuperada no começo de 1912, rebocada para o mar alto e afundada nos estreitos da Flórida. No dia da Comemoração de 1915, o seu mastro maior foi colocado, à guisa de monumento, no Cemitério Nacional de Arlington, na Virginia.
Em novembro de 2003 o presidente da RepúblicaAleksander Kwaśniewski, concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polónia: a Ordem da Águia Branca.
Irena foi acompanhada pelos seus familiares e por Elżbieta Ficowska,
uma das crianças que salvou, que a recordava como "a menina da colher de
prata".
Torres murió el 15 de febrero de 1966 en Patio Cemento, tras combates con tropas de la Quinta Brigada de Bucaramanga, dirigida por el coronel Álvaro Valencia Tovar.
El ejército ocultó el cadáver en un estratégico lugar separado de las
demás fosas comunes y el lugar no fue revelado al público.
Años después, Valencia Tovar, ya retirado como general, escribió el libro El final de Camilo,
en el que esclareció detalles de la muerte de Camilo Torres. Según
Valencia Tovar, Torres fue sepultado en un sitio detallado, y prepararon
los trámites para entregarle los restos a la familia. Sobre el destino
del cadáver fue enterado su hermano mayor, el médico Fernando Torres
Restrepo, que vivía en Estados Unidos.
Además, el propio general Álvaro Valencia Tovar reveló en una entrevista
a la revista Semana que el cadáver de Camilo Torres fue exhumado tres
años después de su entierro, sus restos fueron puestos en una urna y
transportados a Bucaramanga, donde por gestiones del propio general, se
creó el panteón militar de la Quinta Brigada del Ejército, y, como lo
revela el general, los primeros restos en ocupar un lugar en ese panteón
fueron los de Camilo Torres, aunque no se ha revelado su localización
exacta.
Cruz de luz (o Camilo Torres) Donde cayó Camilo nació una cruz, pero no de madera sino de luz. Lo mataron cuando iba por su fusil, Camilo Torres muere para vivir. Cuentan que tras la bala se oyó una voz. Era Dios que gritaba: ¡Revolución! A revisar la sotana, mi general, que en la guerrilla cabe un sacristán. Lo clavaron con balas en una cruz, lo llamaron bandido como a Jesús. Y cuando ellos bajaron por su fusil, se encontraron que el pueblo tiene cien mil. Cien mil Camilos prontos a combatir, Camilo Torres muere para vivir.
Em 1972 foi-lhe diagnosticado cancro no cérebro,
vindo a falecer a 15 de fevereiro do ano seguinte, em Shawnee,
Oklahoma. Holt foi casado três vezes. As suas esposas foram: Virgina Mae
Ashcroft (1938-1944), Alice Harrison (1944-1951) e Birdee Stephens, de 1957 até à sua morte. Foi pai de três filhos: Jack, Bryanna e Jay.
O físico desenvolveu ainda vários instrumentos como a balança hidrostática, um tipo de compasso geométrico que permitia medir ângulos e áreas, o termómetro de Galileu e o precursor do relógio de pêndulo. O método empírico,
defendido por Galileu, constitui um corte com o método aristotélico
mais abstrato utilizado nessa época, devido a este Galileu é considerado
como o "pai da ciência moderna".
Na graduação, em colaboração com Vallarta, publicou um artigo sobre os raios cósmicos. Outro artigo foi publicado no mesmo ano, assinado somente por Feynman, sobre forças moleculares.
Adicionalmente a seus trabalhos sobre Física teórica, Feynman foi pioneiro na área de computação quântica, introduzindo o conceito de nanotecnologia, no encontro anual da Sociedade Americana de Física, em 29 de dezembro de 1959,
em sua palestra sobre o controle e manipulação da matéria em escala
atómica. Defendeu a hipótese de que não existe qualquer obstáculo
teórico à construção de pequenos dispositivos compostos por elementos
muito pequenos, no limite atómico, nem mesmo o princípio da incerteza.
Torna-se professor da Universidade de Cornell e em seguida do Caltech
(Califórnia, USA) onde atuou como professor por 35 anos e ministrou 34
cursos, sendo 25 deles cursos de pós graduação avançados, os demais
cursos eram, basicamente, introdutórios de pós graduação, salvo o curso
de iniciação à física ministrado para alunos dos 1° e 2° anos durante
os anos de 1961-1962 e 1962-1963, cursos que originaram uma de suas mais conceituadas obras, o Feynman Lectures on Physics publicado, originalmente, em 1963. Dois anos depois, em 1965, Feynman recebeu o Nobel de Física por seu trabalho na eletrodinâmica quântica. Concebeu, ainda, a ideia da computação quântica, e chefiou a comissão que estudou o acidente do vaivém espacialChallenger em 1986.
Até 2018, antes se transferir para o Wolverhampton, havia passado toda a sua carreira no Sporting: fez a sua estreia aos 18 anos de idade e disputou mais de 464 partidas oficiais pelos leões, sendo o segundo jogador na história do clube que mais vestiu a camisola em jogos oficiais de futebol.
Em 2021 transferiu-se para o Roma. No dia 27 de agosto de 2024, assinou com a Atalanta.
Uma coluna de BTR-80 soviéticos durante a retirada
A Retirada das forças de combate soviéticas do Afeganistão começou a 15 de maio de 1988, sob a liderança do Coronel-General
Boris Gromov, que também foi o último oficial soviético a retirar-se do
Afeganistão para o território soviético, através da Ponte de Amizade
Afeganistão-Uzbequistão. Nos Acordos de Genebra, assinados a 15 de abril de 1988, o Afeganistão e Paquistão subscreveram três acordos com princípios de relações mútuas, em
particular a não-interferência, sobre o regresso voluntário de
refugiados afegãos e inter-relações para o estabelecimento da retirada
gradual das tropas estrangeiras, a partir de 15 de maio do mesmo ano.
Os Estados Unidos e a União Soviética
também assinaram uma declaração sobre as garantias internacionais,
afirmando a sua intenção de se abster de qualquer forma de intervenção.
No período de três meses, em primeiro lugar, foi relatado que 50.183
soldados soviéticos retiraram do Afeganistão. Outros 50.100 retiraram
entre 15 de
agosto de 1988 e 15 de fevereiro de 1989.
Durante a retirada, ao longo da fronteira, os comboios de tropas foram sendo alvo de constantes ataques de combatentes afegãos, tendo sido mortos 523 soldados soviéticos, só durante a sua fuga do país.
A retirada total das tropas soviéticas do Afeganistão ficou concluída
em 15 de fevereiro de 1989, em conformidade com os termos dos Acordos de
Genebra, assinados 10 meses antes.
Num gesto simbólico, o Coronel-General Boris Gromov foi o último soldado soviético a retirar-se do Afeganistão e a regressar à URSS.
NOTA: recordemos apenas que convém distinguir a justa luta dos curdos, para
poderem falar a sua língua (e, porque não, a terem direito a um estado
e/ou uma região autónoma...) da guerrilha do PKK e do seu sanguinário líder,
embora, neste caso, como em muitos outros, o atual estado turco e o seu ditador não se distingam
muito dos que perseguem (ou seja ainda pior...).
A agência de notícias russa RIA Novosti informou que oficiais haviam detetado uma explosão na troposfera a uma altitude de aproximadamente 10.000 m. Contudo, a Academia de Ciências da Rússia
estima que a explosão tenha ocorrido entre 30 e 50 km de altitude. De
acordo com estimativas preliminares da agência espacial Russa Roskosmos, o objeto deslocava-se ao longo de uma trajetória baixa com uma velocidade de aproximadamente 30 km/s (equivalente a 108 000 km/h). Dados coletados por pelo menos cinco estações de infrassom indicam que o evento teve uma duração total de 32,5 s. O primeiro registo do evento por uma estação de infrassom ocorreu no Alasca, a 6.500 km de Cheliabinsk. Porém, o asteroide não havia sido detetado antes de entrar na atmosfera. A composição do meteorito assemelhava-se à dos condritos ordinários.
Cerca de 1.200 pessoas procuraram atendimento médico em
consequência do evento, sendo que a maioria dos feridos machucou-se com
estilhaços de vidro das janelas destruídas pela onda de impacto da explosão da bola-de-fogo. Segundo a defesa civil, pelo menos duas estavam muito mal. A explosão e os impactos resultantes danificaram prédios em seis cidades na região do evento.
O calor resultante do atrito do objeto com o ar da atmosfera produziu
uma luz ofuscante, a ponto de projetar sombras em Cheliabinsk, tendo
sido avistada nos óblasts de Sverdlovsk e Oremburgo e no vizinho Cazaquistão.
O meteoro de Cheliabinsk é o maior corpo celeste a atingir a Terra desde o evento de Tunguska, em 1908, e, até onde se tem conhecimento, o único evento no qual tamanho número de vítimas foi registado.
Reconstrução de sua trajetória orbital baseada nas informações e vídeos
amadores coletados permitiram concluir com segurança que tal asteroide pertencia a um grupo de asteroides denominado Apollo, que orbitam de forma perigosa na proximidade da Terra.
Um dos fragmentos do meteorito encontrados na área de impacto
Elemento da Tuna Académica, foi intérprete do canto e da guitarra de Coimbra, devendo-se-lhe umas conhecidas Variações em ré menor, bem como a gravação de vários temas tradicionais, como Nossas mágoas são o fruto ou Balada do entardecer, que registou em EP 45 RPM.
Estabeleceu-se como advogado em Lourenço Marques (atual Maputo) em 1953,
onde viveu durante mais de 20 anos. Nesta província ultramarina, foi um
dos mais importantes defensores dos presos políticos, juntando-se
também à defesa da autodeterminação a partir do contacto com o ativista
nacionalista Filipe Mussongui Tembe Júnior, mais conhecido por Filipana.
Pertenceu ainda ao Grupo dos Democratas de Moçambique e foi candidato, por duas vezes, às eleições para a Assembleia Nacional, em listas da Oposição Democrática. Viu, em ambos os casos, anulada a sua candidatura por ato da Administração Colonial.
É autor de mais de uma dezena de livros, incluindo ensaios jurídicos. Em 2006, publicou Quase Memórias, uma autobiografia em dois volumes, grande parte da qual dedicada ao processo de descolonização entre 1974 e 1975. Neste livro, avança uma explicação para a mudança de atitude de Samora Machel
(que conheceu de perto) em relação aos portugueses. Com efeito, é quase
consensualmente admitido que uma das principais razões do colapso da
economia moçambicana após a independência foi a partida precipitada da
maioria dos cerca de 200 000 portugueses residentes em Moçambique até ao
25 de Abril de 1974, e que esse êxodo terá sido provocado por uma
mudança brusca de atitude por parte de Samora Machel. O governo de
transição que iria dirigir Moçambique entre o acordo de cessar-fogo
(assinado a 7 de setembro de 1974 em Lusaca pelo governo provisório português e pela Frelimo)
e a independência (prevista para 25 de junho do ano seguinte) tinha-se
mostrado bastante conciliador. O primeiro-ministro, Joaquim Chissano
(que se tornaria presidente da República depois da morte de Machel, doze
anos mais tarde), conseguiu convencer a maior parte dos brancos de que
somente os que tivessem graves responsabilidades nas páginas mais
sombrias da época colonial poderiam recear o governo da Frelimo. Ora, um
mês antes da independência, ou seja, em meados de maio de 1975, Samora
Machel entrou em Moçambique pela fronteira norte, vindo da Tanzânia,
e encetou um périplo com destino à capital, situada no extremo sul,
aonde deveria chegar na véspera da independência. Ao longo dessa viagem,
inflamava literalmente as massas com os seus discursos, nos quais não
cessava de repisar os aspetos mais odiosos e humilhantes do colonialismo
(na perspetiva dos colonizados). O mal-estar instalou-se
progressivamente entre a comunidade portuguesa, numerosos membros da
qual decidiram ir refazer a vida noutras paragens.
Almeida Santos dá a seguinte explicação para esta aparentemente
inusitada hostilidade: o presidente da Frelimo teria sido muito afetado
por dois episódios de violência, o primeiro dos quais causado por um
levantamento na capital, com tomada das instalações do Rádio Clube de
Moçambique, na sequência da assinatura do acordo de Lusaca de 7 de
setembro de 1974, que previa a concessão exclusiva do poder ao movimento
nacionalista: este levantamento foi dirigido pela FICO (Frente
Integracionista de Continuidade Ocidental), um movimento
maioritariamente branco ao qual se tinham aliado dissidentes da Frelimo e
outros membros da comunidade negra que não viam com bons olhos a
instauração de um regime de partido único em nome da Frelimo. Como
represália, eclodiram então motins sangrentos nos bairros negros da
cidade e, durante vários dias, milhares de habitantes, sobretudo
portugueses, foram barbaramente massacrados por apoiantes da Frelimo. O
segundo episódio de violência ocorreu poucas semanas mais tarde, a 21 de
outubro de 1974, na sequência de uma querela entre comandos portugueses
e guerrilheiros da Frelimo, provocando também motins sangrentos nos
bairros de maioria negra, com o assassinato de dezenas de brancos.
Segundo Almeida Santos, Machel ter-se-ia possivelmente convencido de que
a presença de uma numerosa comunidade portuguesa em Moçambique
constituiria sempre uma fonte de instabilidade e uma ameaça potencial
contra o poder da Frelimo. A isso ter-se-iam juntado as pressões da União Soviética,
para com quem a Frelimo tinha contraído uma pesada dívida, sobretudo
política, e que teria interesse em se desembaraçar dos portugueses a fim
de melhor exercer a sua influência a todos os níveis.
Ora, se os episódios de violência tinham ocorrido no início do
período de transição (o primeiro eclodira mesmo antes da entrada em
funções do governo presidido por Joaquim Chissano), a Frelimo teria,
portanto, tomado a decisão de expulsar os portugueses no próprio momento
em que o primeiro-ministro Chissano, por ela nomeado, parecia
encorajá-los a ficarem.
No livro Que Nova Ordem Mundial?, de 2009, defendeu convictamente a nova ordem mundial e a globalização e propôs soluções que envolvem a globalização da política, não só do comércio.
Em maio de 2007, defendeu a Ota
como localização preferencial do novo aeroporto de Lisboa, argumentando
que se o mesmo fosse construído na margem sul do Tejo, terroristas
poderiam dinamitar as diversas pontes sobre o Tejo, cortando o acesso ao
Aeroporto. Foi bastante criticado na altura.
Em maio de 2011, defendeu que José Sócrates deveria demitir-se no caso de perder as eleições.
Foi Presidente da Assembleia Geral da GEO Capital - Investimentos estratégicos S.A., com sede em Macau, cujos acionistas de referência são Jorge Ferro Ribeiro, Stanley Ho e Ambrose So.
Foi também membro da Maçonaria Portuguesa, com o grau supremo, o Grau 33 do Grande Oriente Lusitano.
Morte
Faleceu a 18
de janeiro de 2016, pouco antes da meia-noite, aos 89 anos de idade, na
sua casa de Oeiras, após uma indisposição sentida a seguir ao jantar, à
qual não resistiu. A sua morte ocorreu pouco depois de ter manifestado apoio à candidatura de Maria de Belém Roseira nas eleições presidenciais de 2016; já se encontrava afetado com uma gripe durante esta campanha.
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