quinta-feira, outubro 29, 2026

O criminoso genocida nazi Joseph Goebbels nasceu há cento e trinta anos...

    
Paul Joseph Goebbels (Rheydt, 29 de outubro de 1897 – Berlim, 1 de maio de 1945) foi um político alemão e Ministro da Propaganda na Alemanha nazi entre 1933 e 1945. Um associado e devoto apoiante de Adolf Hitler, ficou conhecido pelas suas capacidade oratórias em público e pelo seu profundo e fanático anti-semitismo e a sua crença na conspiração internacional judaica que o levou a apoiar o extermínio dos judeus no Holocausto.
Goebbels, que ambicionava ser escritor, obteve o grau de Doutor em Filosofia pela Universidade de Heidelberg em 1921. Em 1924, aderiu ao partido nazi, onde trabalhou com Gregor Strasser na sua delegação do norte. Em 1926, é nomeado Gauleiter (líder distrital) por Berlim, onde começou a interessar-se pela utilização da propaganda para promover o partido e o seu programa. Após a chegada ao poder dos nazis em 1933, o Ministério da Propaganda de Goebbels rapidamente conseguiu o controle absoluto da imprensa, arte e informação na Alemanha. Era um particular adepto de usar a recente rádio e os filmes para fins de propaganda. Os temas centrais eram o anti-semitismo, ataques ao bolchevismo e, após o início da Segunda Guerra Mundial, a tentativa de moldar a moral.
Em 1943, Goebbels começou a pressionar Hitler para que este introduzisse medidas que levassem a uma "guerra total", incluindo o encerramento de negócios não essenciais ao esforço de guerra, recrutamento de mulheres para a força de trabalho e o alargamento do recrutamento militar àqueles que, até ali, estavam isentos de tal serviço na Wehrmacht. Em 23 de julho de 1944, Hitler nomeou-o Plenipotenciário do Reich para a Guerra Total. Goebbels tomou várias medidas, mal-sucedidas, para aumentar o número de pessoas disponíveis para a produção de armamento e para a Wehrmacht.
À medida que a guerra se aproximava do fim e que a Alemanha nazi se encontrava à beira da derrota, Magda Goebbels e os seus filhos juntaram-se-lhe em Berlim, indo para o Vorbunker, parte do complexo de bunkers de Hitler, em 22 de abril de 1945. Hitler suicidou-se em 30 de abril. De acordo com o seu testamento, Goebbels era o seu sucessor como Chanceler da Alemanha; este apenas esteve um dia no seu novo cargo. No dia seguinte, Goebbels e a sua mulher suicidaram-se, depois de terem assassinado seis dos seus filhos com cianeto.
    
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Família Goebbels - nesta fotografia, manipulada, o afilhado de Goebbels, Harald Quandt, (que se encontrava ausente devido ao serviço militar) foi acrescentado ao retrato de grupo 
  

Peter Green, co-fundador dos Fleetwood Mac, nasceu há oitenta anos...

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Peter Green, nascido Peter Allen Greenbaum (Bethnal Green, 29 de outubro de 1946 – Canvey Island, 25 de julho de 2020), foi um cantor, compositor e guitarrista de blues rock britânico. Como co-fundador da banda Fleetwood Mac, foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 1998. As músicas de Green, como "Albatross", "Black Magic Woman", "Oh Well", "The Green Manalishi (With the Two Prong Crown)" e "Man of the World", apareceram nas paradas de singles, e várias foram adaptadas por uma variedade de músicos.

Foi uma figura importante na "segunda grande época" do movimento blues britânico. B.B. King comentou: "Ele tem o tom mais doce que eu já ouvi; foi o único que me fez suar frio". Eric Clapton elogiou o seu estilo como guitarrista. Ficou conhecido pelo uso de flexões de cordas, vibrato e economia de estilo.

A revista Rolling Stone colocou Green no número 58 na sua lista dos "100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos". Seu tom no instrumental "The Supernatural" foi classificado como um dos 50 maiores de todos os tempos pela Guitar Player. Em junho de 1996, foi eleito o terceiro melhor guitarrista de todos os tempos pela revista Mojo.

Morreu no dia 25 de julho de 2020, aos 73 anos.
  
 

Hoje é dia de ouvir Capital Inicial...

quarta-feira, outubro 28, 2026

A Batalha da Ponte Mílvia foi há 1714 anos...

A batalha da Ponte Mílvia por Pieter Lastman, 1613
  
A Batalha da Ponte Mílvia ou Batalha da Ponte Mílvio (em latim: Pons Milvius; em italiano: Ponte Milvio) foi o último confronto travado no verão de 312, durante a Guerra Civil entre os imperadores romanos Constantino, o Grande (r. 306–337) e Magêncio (r. 306–312) próximo da ponte Mílvia, uma das várias sobre o rio Tibre, em Roma, a 28 de outubro. Constantino seria o vencedor da batalha e passaria desde então a trilhar o caminho que o levou a extinguir a Tetrarquia vigente e tornar-se o governante único do Império Romano. Magêncio, por outro lado, morreria afogado no Tibre durante o combate.
Num claro intento de apagar a memória de Magêncio (damnatio memoriae), Constantino revogou a sua legislação e deliberadamente apropriou-se dos projetos de construção realizados por ele, nomeadamente a Basílica de Magêncio e o Templo de Rómulo, que fora dedicado a seu filho Valério Rómulo. Constantino adotou uma postura de conciliação e não perseguiu os apoiantes de Magêncio que pertenciam ao senado; os senadores, por sua vez, concederam-lhe um título especial de "título do primeiro nome" e erigiram um arco triunfal com o seu nome. Além disso desmantelou a guarda pretoriana e a cavalaria imperial e estabeleceu as escolas palatinas.
Segundo os cronistas do século IV Eusébio de Cesareia e Lactâncio, a batalha marcou o começo da conversão de Constantino ao cristianismo. Eusébio de Cesareia relata que Constantino e os seus soldados tiveram uma visão do Deus cristão prometendo-lhes a vitória caso eles exibissem o sinal do Qui-Ró, as duas primeiras letras do nome de Cristo em grego, nos seus escudos. O Arco de Constantino, erigido para celebrar esta vitória, atribui nos seus relevos e inscrições esta à intervenção divina.
     
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Hoje é preciso ouvir cantar Zélia Duncan...

Hank Marvin, o líder dos The Shadows, faz hoje oitenta e cinco anos...!

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Hank B. Marvin (nascido Brian Rankin, a 28 de outubro de 1941 em Newcastle upon Tyne, Inglaterra) é o líder da banda britânica The Shadows, um conjunto de rock instrumental britânico. Os seus maiores êxitos foram alcançados na década de 60, tanto com trabalhos próprios quanto com a parceria que mantinham com o cantor Cliff Richard.

Os Shadows são considerados a banda britânica mais influentes antes dos Beatles.

Quando jovem, tocava banjo e piano, mas depois de ouvir uma das músicas Buddy Holly, trocou-os pela guitarra. Aos 16 anos viajou com o seu amigo Bruce Welsh para Londres, aonde conheceu Cliff Richard no Two I's Coffee Bar. Tinha início a sua carreira de guitarrista. 

 

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A Crise dos Mísseis de Cuba terminou há 64 anos

Vista aérea mostrando base de lançamento de mísseis em Cuba, novembro de 1962

A Crise dos mísseis de Cuba, também conhecida como a Crise de outubro (em espanhol: Crisis de Octubre), Crise do Caribe (em russo: Карибский кризис) foi um confronto de 13 dias (16-28 outubro de 1962) entre os Estados Unidos e a União Soviética relacionado com a implantação de mísseis balísticos soviéticos em Cuba. Além de ter sido televisionada em todo o mundo, foi o mais próximo que se chegou do início de uma guerra nuclear em grande escala durante a Guerra Fria.
Em resposta à fracassada Invasão da Baía dos Porcos de 1961 e à presença de mísseis balísticos norte-americanos PGM-19 Jupiter estacionados na Itália e na Turquia, o líder soviético Nikita Khrushchev decidiu aceitar o pedido de Cuba para colocar mísseis nucleares em seu território para deter uma futura invasão dos estados Unidos. Um acordo foi alcançado durante uma reunião secreta entre Kruchev e Fidel Castro em julho e a construção de uma série de instalações de lançamento de mísseis começou depois do verão.
Uma eleição estava em curso nos Estados Unidos. A Casa Branca negou as acusações de que estava ignorando os mísseis soviéticos a 145 quilómetros do litoral da Flórida. A instalação dos mísseis foi confirmada quando um avião espião Lockheed U-2 da Força Aérea dos Estados Unidos obteve provas fotográficas claras de instalações de mísseis balísticos R-12 Dvina e R-14 Chusovaya. Os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio militar para evitar que novos mísseis entrassem em Cuba e anunciou que não permitiria que armas ofensivas fossem entregues a Cuba, além de ter exigido que as armas já entregues fossem desmontadas e levadas de volta para a URSS.
Depois de um longo período de tensas negociações, foi alcançado um acordo entre Kennedy e Kruschev. Publicamente, os soviéticos desmantelaram as suas armas em Cuba e levaram-nas para a União Soviética, sob reserva de verificação das Nações Unidas, em troca de uma declaração pública dos Estados Unidos de nunca invadir Cuba sem provocação direta. Secretamente, os Estados Unidos também concordaram que iriam desmantelar toda a rede de mísseis Júpiter que foi implantada na Turquia e Itália contra a União Soviética, mas que não era conhecida pelo público.
Todos os mísseis ofensivos e bombardeiros Ilyushin Il-28 foram retirados de Cuba e o bloqueio foi formalmente encerrado, em 20 de novembro de 1962. As negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética destacaram a necessidade de uma rápida, clara e direta linha de comunicação entre Washington, DC e Moscovo. Uma série de acordos reduziu drasticamente as tensões USA-URSS durante os anos seguintes.
   

A crise começou quando os soviéticos, em resposta à instalação de mísseis nucleares na Turquia, Inglaterra e Itália, em 1961, e à invasão de Cuba pelos Estados Unidos, no mesmo ano, instalaram mísseis nucleares em Cuba. Em 14 de outubro, os Estados Unidos divulgaram fotos de um voo secreto realizado sobre Cuba, apontando cerca de quarenta silos para abrigar mísseis nucleares. Houve uma enorme tensão entre as duas superpotências pois uma guerra nuclear parecia mais próxima do que nunca. O governo de John F. Kennedy, apesar de suas ofensivas no ano anterior, encarou aquilo como um ato de guerra contra os Estados Unidos.
Nikita Kruschev, o primeiro-ministro da URSS à época, afirmou que os mísseis nucleares eram apenas defensivos, e que tinham sido lá instalados para dissuadir outra tentativa de invasão da ilha (meses antes, em 17 de abril de 1961, o governo Kennedy já havia empreendido a desastrada invasão da Baía dos Porcos, usando um grupo paramilitar constituído por exilados cubanos, apoiados pela CIA e pelas forças armadas dos Estados Unidos, na tentativa de derrubar o governo de Fidel Castro). A situação rapidamente evoluiu para um confronto aberto entre as duas potências.
Segundo o governo Kennedy, os Estados Unidos não poderiam admitir a existência de mísseis nucleares daquela dimensão a escassos 150 quilómetros do seu território. O presidente Kennedy avisou Khruschev de que os EUA não teriam dúvidas em usar armas nucleares contra Cuba, se os soviéticos não desativassem os silos e retirassem os mísseis da ilha.
  
   
O ponto culminante da crise foi o “sábado negro”, 27 de outubro, quando um dos aviões-espiões americano foi abatido sobre Cuba e o seu piloto morreu. A guerra parecia cada vez mais iminente e as negociações se tornaram dificílimas.
Foram treze dias de suspense mundial, devido ao medo de uma possível guerra nuclear, até que, em 28 de outubro, Kruschev, após conseguir secretamente uma futura retirada dos mísseis norte-americanos da Turquia e um acordo de que os EUA nunca invadiriam a ilha vizinha, concordou em remover os mísseis de Cuba.
Na televisão, todos os canais federais dos EUA interromperam os programas e transmitiram o comunicado urgente de Kruschev, que dizia:
"Nós concordamos em retirar de Cuba os meios que consideram ofensivos. Concordamos em fazer isto e declarar na ONU este compromisso. Os seus representantes farão uma declaração de que os EUA, considerando a inquietação e preocupação do Estado soviético, retirarão os seus meios análogos da Turquia".
  
Na década de 60, havia uma clara tendência à proliferação dos arsenais nucleares. Por esta razão, e ainda sob o impacto da crise dos mísseis de Cuba, os Estados Unidos, a União Soviética e a Inglaterra assinaram, em 1963, um acordo que proibia testes nucleares na atmosfera, em alto-mar e no espaço (assim, apenas testes subterrâneos poderiam ser legalmente realizados). Em 1968, as duas super-potências e outros 58 países aprovaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O objetivo desse acordo era tentar conter a corrida armamentista dentro de um certo limite. Com ele, os países que já possuíam bombas nucleares comprometiam-se a limitar os seus arsenais e os países que não os continham ficavam proibidos de desenvolvê-los, mas poderiam solicitar aos primeiros tecnologia nuclear para fins pacíficos.
      

Eros Ramazzotti celebra hoje sessenta e três anos

     

Eros Luciano Walter Ramazzotti Molina (Roma, 28 de outubro de 1963) é um cantor italiano.

     

 

Zélia Duncan comemora hoje sessenta e dois anos

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Zélia Cristina Duncan Gonçalves Moreira (Niterói, 28 de outubro de 1964) é uma cantora e compositora brasileira. 
 
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Um conclave (e o Espírito Santo...) escolheram João XXIII como Papa há 68 anos

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O Papa João XXIII, ou São João XXIII pp, nascido Angelo Giuseppe Roncalli (Sotto Il Monte, 25 de novembro de 1881 - Vaticano, 3 de junho de 1963) foi Papa de 28 de outubro de 1958 até à sua morte. Pertencia à Ordem Franciscana Secular e escolheu como lema papal: Obediência e Paz.
Sendo um sacerdote católico desde 1904, iniciou a sua vida sacerdotal em Itália, onde foi secretário particular do bispo de Bérgamo D. Giacomo Radini-Tedeschi (1905-1914), professor do Seminário de Bérgamo e estudioso da vida e obra de São Carlos Borromeu, capelão militar do Exército italiano durante a Primeira Guerra Mundial e presidente italiano do "Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé" (1921-1925). Em 1925, sendo já um arcebispo-titular, iniciou-se a sua longa carreira diplomática, onde o levou à Bulgária como visitador apostólico (1925-1935), à Grécia e Turquia como delegado apostólico (1935-1944) e à França como núncio apostólico (1944-1953). Em todos estes países, ele destacou-se pela sua enorme capacidade conciliadora, pela sua maneira simples e sincera de diálogo, pelo seu empenho ecuménico e pela sua bondade corajosa em salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1953, foi nomeado cardeal e Patriarca de Veneza.
Foi eleito Papa no dia 28 de outubro de 1958. Considerado inicialmente um Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XII, convocou, para surpresa de muitos, o Concílio Vaticano II, que visava a renovação da Igreja e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente a doutrina católica ao mundo moderno. No seu curto pontificado de cinco anos escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).
 
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O Papa João XXIII preside à cerimónia de abertura do Concílio Vaticano II
   
Devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII era aclamado e elogiado mundialmente como o "Papa bom" ou o "Papa da bondade". Mas, mesmo assim, vários grupos minoritários de católicos tradicionalistas acusavam-no de ser maçom, radical esquerdista e herege modernista, por ter convocado o Concílio Vaticano II e promovido a liberdade religiosa e o ecumenismo. Foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II, no dia 3 de setembro de 2000. É considerado o patrono dos delegados pontifícios e a sua festa litúrgica é celebrada no dia 11 de outubro, tendo sido canonizado a 27 de abril de 2014, domingo da Divina Misericórdia, juntamente com o também Papa João Paulo II. A missa de canonização foi presidida pelo Papa Francisco e concelebrada pelo Papa Emérito Bento XVI.
   
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  OBŒDIENTIA ET PAX
 
          
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São Francisco de Borja, o superior jesuíta que foi Duque de Gândia, nasceu há 516 anos

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São Francisco de Borja por Alonso Cano, Museu de Belas Artes de Sevilha
   
Francisco de Borja e Aragão (São Francisco de Borja) (Gandia, Valência, Espanha, 28 de outubro de 1510 – Roma, 1 de outubro de 1572) foi Duque de Gândia, bisneto do Papa Alexandre VI e bisneto do rei Fernando II de Aragão, e fez-se jesuíta logo após enviuvar. Francisco de Borja foi canonizado em 1671. Seu onomástico é celebrado em 3 de outubro. Exerceu o cargo de Vice-rei da Catalunha.
  
 
Desde pequeno era muito piedoso e desejou tornar-se monge, a sua família porém enviou-o para a corte do imperador Carlos V. Ali se destacaria acompanhando o imperador em suas campanhas e casando-se com uma nobre portuguesa: Eleonor de Castro Melo e Menezes, com a qual teve oito filhos: Carlos, Isabel, João, Álvaro, Fernando, Afonso, Joana e Doroteia.
Nobre e considerado "grande de Espanha", em 1539 escoltou o corpo da imperatriz Isabel de Portugal ao seu túmulo em Granada. Diz-se que, quando viu o efeito da morte sobre o corpo daquela que tinha sido uma bela imperatriz, decidiu "nunca mais servir a um senhor que me possa morrer". Ainda jovem foi nomeado vice-rei da Catalunha, província que administrou com grande eficiência. Quando seu pai morreu, recebeu, por herança, o título de Duque de Gandía, retirando-se então para a sua terra natal e aí levaria, com a sua família, uma vida entregada puramente à religião.
Em 1546 a sua esposa Eleanor morreu e Francisco decidiu entrar na recentemente fundada Companhia de Jesus. Ajustou as contas com os seus assuntos mundanos, renunciou aos seus títulos em favor de seu primogénito, Carlos e, imediatamente, foi-lhe oferecido o título de cardeal. Recusou, preferindo a vida de um pregador itinerante. Seus amigos conseguiram convencê-lo a aceitar o título para aquilo que a natureza e as circunstâncias o haviam predestinado: em 1554, converteu-se no Comissário Geral dos Jesuítas na Espanha, e em 1565, em Superior Geral de toda a Ordem.
   
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Hoje é dia de ouvir Ben Harper...

Cornélio Jansénio nasceu há 441 anos

     
Cornélio Jansénio (em latim: Cornelius Otto Jansenius; em alemão: Cornelius Otto Jansen; Acquoy, 28 de outubro de 1585 - Ypres, 6 de maio de 1638), foi um filósofo e teólogo neerlandês. Fundou o jansenismo, doutrina que prega o rigor moral.

  

Biografia

Iniciou os seus estudos em 1602, na Universidade de Louvain, da qual se tornou professor a partir de 1617, liderando a teologia agostiniana, contra os jesuítas. Em 1635, indicado pelo rei da Espanha, tornou-se bispo de Ypres, na região flamenga da Bélgica. Morreu 3 anos depois.

Jansénio, reforçando Baius, reagiu contra o antigo otimismo pelagiano a respeito da vontade humana, tal como Agostinho e a Igreja oficial já o haviam feito na Idade Média. Tais ideias agora reacendiam dentro do espírito da Renascença e com os jesuítas, nomeadamente com Molina.

A radicalização da posição agostiniana vinha ocorrendo desde Lutero e Calvino. Por isso a escola teológica jansenista tomou alguns aspetos de protestantismo dentro da Igreja Católica. Teve desdobramentos com base nos escritos de Jansénio, sobretudo após sua vida, com Arnauld e Nicole, ao mesmo tempo cartesianos. 

   

Jansenismo

Apesar de ser um movimento teológico fundado na doutrina de Santo Agostinho sobre a predestinação humana, o jansenismo prestigiou o cartesianismo, principalmente a partir do Convento de Port-Royal, em Magny-les-Hameaux, a sudoeste de Paris. O rigorismo moral dos jansenistas só não conflituava diretamente com o cartesianismo porque o Descartes simplesmente se omitira sobre a ética e a política. Além disto importa advertir-se que Santo Agostinho é uma fonte comum a Descartes e ao jansenismo.

 

Saudades de Jerry Lee Lewis...

Francis Bacon nasceu há 117 anos

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Retrato de Francis Bacon feito por Reginald Gray - Londres, 1960
   
Francis Bacon (Dublin, 28 de outubro de 1909 - Madrid, 28 de abril de 1992) foi um pintor anglo-irlandês de pintura figurativa. Era descendente colateral de Francis Bacon, filósofo do Período Elisabetano. O seu trabalho é mais conhecido como audaz, austero, e frequentemente grotesco ou imagem de pesadelo.

Vida e obra
Este artista irlandês de nascimento, tratou com uma extraordinária complacência alguns temas que continuam a chocar a nossa vida em grupo. As fantasias masoquistas, a pedofilia, o desmembramento de corpos, a violência masculina ligada à tensão homoerótica, as práticas de dissecação forense, a atração pela representação do corpo (um especial fascínio pelos fluidos naturais, sangue, bílis, urina, esperma, etc.) e, no geral, com tudo o que está diretamente ligado à transgressão seja relacionada com o sexo, a religião (são paradigmáticos os seus retratos do Papa Inocêncio X que efetuou a partir da obra de Diego Velázquez) ou qualquer tabu, foram as peças com as quais Bacon construiu a sua visão "modernista" do mundo.
Nasceu em 28 de outubro de 1909, em Dublin e sofria de asma. Esta debilidade irritava o seu pai, um homem rude e violento, que o costumava chicotear para o "fazer homem". Devido a isto Bacon criou um comportamento de oposição a seu pai. Uma infância difícil, que sempre o influenciou na sua arte e lhe inspirou um certo desdém por essa Irlanda da sua infância, tal como Oscar Wilde e James Joyce.
A sua primeira exposição individual na Lefevre Gallery, em 1945, provocou um choque e não foi bem recebida. Toda a gente estava farta de guerra e de horrores, só se falava da "construção da paz" e as imagens de entranhas dos quadros de Bacon, com os seus tons sanguíneos, provocaram mais repulsa do que admiração.
Como homem do seu tempo, Bacon transmitiu a ideia de que o ser humano, ao conquistar e fazer uso da sua própria liberdade, também liberta a besta que existe dentro de si. Pouca diferença faz dos animais irracionais, tanto na vida - ao levar a cabo as funções essenciais da existência como o sexo ou a defecação - como na solidão da morte; representando o homem como um pedaço de carne.
A sua obra esteve em exposição, em Serralves, em 2003.
 
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O Pulitzer dos prémios homónimos morreu há 115 anos...

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Joseph Pulitzer, born Pulitzer József (Makó, Kingdom of Hungary, April 10, 1847 – Charleston, South Carolina, October 29, 1911) was a Hungarian-American politician and newspaper publisher of the St. Louis Post-Dispatch and the New York World. He became a leading national figure in the Democratic Party and was elected congressman from New York. He crusaded against big business and corruption and helped keep the Statue of Liberty in New York.

In the 1890s the fierce competition between his World and William Randolph Hearst's New York Journal caused both to develop the techniques of yellow journalism, which won over readers with sensationalism, sex, crime and graphic horrors. The wide appeal reached a million copies a day and opened the way to mass-circulation newspapers that depended on advertising revenue (rather than cover price or political party subsidies) and appealed to readers with multiple forms of news, gossip, entertainment and advertising.

Today, his name is best known for the Pulitzer Prizes, which were established in 1917 as a result of his endowment to Columbia University. The prizes are given annually to recognize and reward excellence in American journalism, photography, literature, history, poetry, music, and drama. Pulitzer founded the Columbia School of Journalism by his philanthropic bequest; it opened in 1912. 

   

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Jonas Salk nasceu há cento e doze anos...

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Jonas Edward Salk (Nova Iorque, 28 de outubro de 1914 - La Jolla, 23 de junho de 1995) foi um médico, pesquisador, virologista e epidemiologista dos Estados Unidos da América, mais conhecido como o inventor da primeira vacina antipoliomielite (a epónima vacina Salk). Trabalhou em Nova Iorque, Michigan, Pittsburgh e Califórnia. Em 1960, fundou o Salk Institute for Biological Studies em La Jolla, California, que é atualmente um centro de pesquisas médicas e científicas.
Ao longo da vida científica, foi um dos milhares de pesquisadores a utilizar a herança de Henrietta Lacks, uma mulher norte-americana que faleceu de cancro. A linhagem de células de Henrietta eram peculiares a ponto de se tornarem um dos maiores ícones da ciência até os dias atuais e ficaram conhecidas como HeLa. Foi a partir das células HeLa que Salk produziu a vacina contra poliomelite.
Nos últimos anos de vida, dedicou muita energia na tentativa de desenvolver uma vacina contra a SIDA.
Salk não buscava fama ou fortuna com as suas descobertas, e é citado como tendo dito: "A quem pertence a minha vacina? Ao povo! Você pode patentear o Sol?"
Até 1955, quando a vacina começou a ser administrada, a poliomielite foi considerada o problema de saúde pública mais assustador do pós-guerra nos Estados Unidos. As epidemias anuais eram cada vez mais devastadoras no país. A epidemia de 1952 foi o pior surto na história do país norte americano. Dos quase 58 mil casos notificados naquele ano, 3.145 pessoas morreram e 21.269 ficaram com algum tipo de paralisia, sendo a maioria das vítimas crianças. De acordo com um documentário da PBS em 2009, o segundo maior temor dos Estados Unidos, na época, foi a poliomielite, perdendo apenas para o medo de o país ser atacado por uma bomba atómica.
Consequentemente, cientistas iniciaram uma corrida frenética para encontrar um meio de prevenir e curar a doença. Assim, segundo Denemberg, "Salk trabalhou dezasseis horas por dia, sete dias por semana, durante anos..." para chegar à descoberta da vacina.
 
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A Marcha sobre Roma, que desgraçadamente levou o fascismo ao poder em Itália, foi há 104 anos...

  
A Marcha sobre Roma (em italiano: Marcia su Roma) foi uma vasta manifestação fascista, com características de golpe de estado, ocorrida a 28 de outubro de 1922 na capital da Itália, com o afluxo à cidade de dezenas de milhares de militantes fascistas, que reivindicavam o governo da Itália.
Este evento representou a ascensão ao poder do Partido Nacional Fascista (PNF) e o fim da democracia liberal, com a nomeação de Benito Mussolini como chefe de governo.
  

Julia Roberts - 59 anos

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Julia Fiona Roberts (Smyrna, 28 de outubro de 1967) é uma atriz e produtora norte-americana. Conhecida por seus papéis principais em filmes que abrangem uma variedade de géneros, ela recebeu vários prémios, incluindo um Óscar, um Prémio da Academia Britânica de Cinema e um Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz por seu papel em Erin Brokovich (2000). Julia acumula mais dois prémios Globos de Ouro na categoria de Melhor Atuação por um Elenco, pelos filmes Prêt-à-Porter e Closer (2004). Os filmes em que ela foi atriz principal coletivamente arrecadaram mais de 3,9 mil milhões de dólares em todo o mundo, tornando-a uma das estrelas mais lucrativas de Hollywood. 

 

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Ben Harper celebra hoje 57 anos

  
Benjamin Chase "Ben" Harper (Claremont, Califórnia, 28 de outubro de 1969) é um músico norte-americano.
Nascido na Califórnia, Ben Harper cresceu a ouvir blues, folk, soul, R&B e reggae. Aprendeu a tocar guitarra ainda criança e montou diversas bandas na sua adolescência, sempre influenciado por nomes como Blues Traveler, Hootie & the Blowfish, Phish e Taj Mahal. Ben é muito religioso, passando sempre assim, uma mensagem cristã nas suas músicas.
A sua carreira profissional como artista a solo começou em 1993 com “Welcome To The Cruel World”. Sempre seguindo um intervalo de dois anos, foram lançados “Fight For Your Mind” (1995), “The Will To Live” (1997) e “Burn To Shine” (1999).
Uma caixa especial intitulada “CD Box Collection”, contendo os 3 primeiros álbuns de Harper saiu em 2000 e, no ano seguinte, chega o duplo ao vivo “Live From Mars”. O disco foi dividido em um elétrico e outro mais acústico e traz os maiores ‘hits’ do músico como “Excuse Me Mr.”, “Steal My Kisses” e “Pleasure And Pain”.
O seu sexto trabalho chama-se “Diamonds On The Inside” (2003). O álbum é uma mistura de heavy, funk e folk. Ao lado dele estão The Innocent Criminals, formado pelo baixista Juan Nelson, o percussionista Leon Lewis Mobley e o baterista Oliver Charles. Os destaques foram “With My Own Two Hands”, “Everything”, “Amen Omen”, além da própria faixa-título.
É também conhecido como o padrinho de Jack Johnson, pois foi quem o descobriu e o indicou para uma grande gravadora. Em 2007 gravou em parceria com a cantora brasileira Vanessa da Mata a canção "Good Luck". Em 2008, formou a banda Ben Harper & Relentless 7, e fez um tour, também em 2009, com a banda Pearl Jam e em 2015, voltou a trabalhar com a banda The Innocent Criminals. 
     
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Erasmo de Roterdão nasceu há quinhentos e sessenta anos

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Erasmo de Roterdão (nascido Gerrit Gerritszoon ou Herasmus Gerritszoon; em latim: Desiderius Erasmus Roterodamus; Roterdão, 28 de outubro de 1466 - Basileia, 12 de julho de 1536) foi um teólogo e um humanista neerlandês que viajou por toda a Europa (inclusive Portugal).
Erasmo fez o seminário com os monges agostinianos e professou votos monásticos aos 25 anos, vivendo como tal, sendo um grande crítico da vida monástica e das características que julgava negativas na Igreja Católica.
Frequentou o Collège Montaigu, em Paris, e continuou os seus estudos na Universidade de Paris, então o principal centro da escolástica, apesar da influência crescente do Renascimento da cultura clássica, que chegava de Itália. Erasmo optou por uma vida de académico independente, independente de país, independente de laços académicos, de lealdade religiosa e de tudo que pudesse interferir com a sua liberdade intelectual e a sua expressão literária.
Os principais centros da sua atividade foram Paris, Lovaina, Inglaterra e Basileia. No entanto, nunca pertenceu firmemente a nenhum destes locais. O tempo passado na Inglaterra foi frutífero, tendo feito amizades para a vida com os líderes ingleses, mesmo nos dias tumultuosos do rei Henrique VIII: John Colet, Thomas More, John Fisher, Thomas Linacre e Willian Grocyn. Na Universidade de Cambridge foi o professor de Teologia de Lady Margaret e teve a opção de passar o resto de sua vida como professor de inglês. Ele esteve no Queens' College, em Cambridge, e é possível que tenha sido alumnus.
Foram-lhe oferecidas várias posições de honra e proveito através do mundo académico, mas ele declinou-as todas, preferindo a incerteza, tendo no entanto receitas suficientes da sua atividade literária independente.
Entre 1506 e 1509 esteve em Itália. Passou ali uma parte do seu tempo na casa editorial de Aldus Manatius, em Veneza.
De acordo com as suas cartas, ele esteve associado com o filósofo natural veneziano, Giulio Camillo, mas, além deste, teve uma associação com académicos italianos menos ativa do que se esperava.
A sua residência em Lovaina expôs Erasmo a muitas críticas mesquinhas por parte daqueles que eram hostis aos princípios do progresso literário e religioso aos quais ele devotava a vida. Ele interpretava esta falta de simpatia como uma perseguição e procurou refúgio em Basileia, onde, sob abrigo de hospitalidade suíça, pôde expressar-se livremente e estava rodeado de amigos. Foi lá que esteve associado por muitos anos com o grande editor Froben, e onde uma multidão de admiradores de (quase) todos os cantos da Europa o vieram visitar.