Francis Bacon (
Dublin,
28 de outubro de
1909 -
Madrid,
28 de abril de
1992) foi um pintor
anglo-
irlandês de
pintura figurativa. Era descendente colateral de
Francis Bacon, filósofo do
Período Elisabetano. O seu trabalho é mais conhecido como audaz, austero, e frequentemente grotesco ou imagem de pesadelo.
Vida e obra
Este artista
irlandês
de nascimento, tratou com uma extraordinária complacência alguns temas
que continuam a chocar a nossa vida em grupo. As fantasias
masoquistas, a
pedofilia, o desmembramento de corpos, a violência masculina ligada à tensão
homoerótica, as práticas de dissecação forense, a atracção pela representação do corpo (um especial fascínio pelos
fluidos naturais,
sangue,
bílis,
urina,
esperma, etc.) e, no geral, com tudo o que está directamente ligado à transgressão seja relacionada com o
sexo, a
religião (são paradigmáticos os seus retratos do
Papa Inocêncio X que efectuou a partir da obra de
Diego Velázquez) ou qualquer tabu, foram as peças com as quais Bacon construiu a sua visão "modernista" do mundo.
Nasceu em
28 de outubro de
1909, em
Dublin e sofria de
asma.
Esta debilidade irritava o seu pai, um homem rude e violento, que o
costumava chicotear para o "fazer homem". Devido a isto Bacon criou um
comportamento de oposição a seu pai. Uma infância difícil, que sempre o
influenciou na sua
arte e lhe inspirou um certo desdém por essa
Irlanda da sua infância, tal como
Oscar Wilde e
James Joyce.
A sua primeira exposição individual na
Lefevre Gallery, em
1945,
provocou um choque e não foi bem recebida. Toda a gente estava farta
de guerra e de horrores, só se falava da "construção da paz" e as
imagens de entranhas dos quadros de Bacon, com os seus tons sanguíneos,
provocaram mais repulsa do que admiração.
Como homem do seu tempo, Bacon transmitiu a ideia de que o
ser humano,
ao conquistar e fazer uso da sua própria liberdade, também liberta a
besta que existe dentro de si. Pouca diferença faz dos animais
irracionais, tanto na vida - ao levar a cabo as funções essenciais da
existência como o sexo ou a
defecação - como na solidão da
morte; representando o homem como um pedaço de
carne.
A sua obra esteve em exposição, em
Serralves, em
2003.