terça-feira, novembro 07, 2023

A revolução de outubro foi há 106 anos

        
A Revolução de Outubro na Rússia, também conhecida como Revolução Bolchevique ou Revolução Vermelha, foi a segunda fase da Revolução Russa de 1917, depois da Revolução de Fevereiro do mesmo ano. Começou com o golpe de estado, liderado por Vladimir Lenin e pelos bolcheviques, contra o governo provisório, a 25 de outubro de 1917 (pelo calendário juliano), que corresponde ao dia 7 de novembro no atual calendário gregoriano. Foi a primeira revolução comunista marxista do século XX e deu o poder aos bolcheviques.
A Revolução de Outubro foi seguida pela Guerra Civil Russa (1918-1922) e pela criação da URSS em 1922.
  
(...)
 
A insurreição bolchevique começou em 24 de outubro, quando as forças contra-revolucionárias tomaram medidas modestas para proteger o governo. O CMR enviou grupos armados para tomar as principais agências telegráficas e baixar as pontes sobre o rio Neva. A ação foi rápida e sem impedimentos.
Um comunicado declarando o fim do Governo Provisório e a transferência do poder para o Soviete de Petrogrado foi emitida pelo CMR às 10 horas de 25 de outubro – de facto escrito por Lenine. À tarde uma sessão extraordinária do Soviete de Petrogrado foi presidida por Trotsky. Ela estava cheia de deputados bolcheviques e socialistas de esquerda. O Segundo Congresso de Sovietes abriu naquela noite, escolhendo um Conselho de Comissários do Povo composto por três mencheviques e 21 bolcheviques e socialistas de esquerda, e que formaria a base de um novo governo. O Comité Executivo do Soviete de Petrogrado rejeitou a decisão daquele congresso e convocou os sovietes e o exército para defender a Revolução.
Na noite do dia 26 o Congresso aprovou o Decreto da Paz, propondo a retirada imediata da Rússia da Primeira Guerra Mundial, e o Decreto da Terra, que propunha a abolição da propriedade privada e a redistribuição de terras entre os camponeses.
As tentativas de tomada de poder dos bolcheviques tiveram sucesso na maior parte da Rússia. Entretanto, o mesmo não se deu em regiões etnicamente diferentes, como na Ucrânia. O conflito entre os bolcheviques e os vários grupos não-bolcheviques à direita (czaristas, liberais, nacionalistas) e à esquerda (socialistas democráticos e anarquistas) levaram à Guerra Civil Russa, que duraria até o final de 1922.
  

Porque hoje é necessário celebrar a revolução de outubro...

 

Nota: os números citados, na imagem, são estimativas, e por baixo - provavelmente são bem maiores... E um dos herdeiros do Estaline e do KGB, na Rússia, anda a tentar aumentá-los, com mais um genocídio na Ucrânia.

 


A fadista Maria Teresa de Noronha, condessa de Sabrosa, nasceu há 105 anos...

(imagem daqui)    

D.ª Maria Teresa do Carmo de Noronha Guimarães Serôdio (Paraty) (Lisboa, 7 de novembro de 1918 - São Pedro de Penaferrim, Sintra4 de julho de 1993) foi uma fadista portuguesa.
Proveniente de uma família com raízes aristocratas, era filha de D. António Maria de Sales do Carmo de Noronha (Lisboa, 20 de janeiro de 1880 - Lisboa, 2 de fevereiro de 1954) e de sua mulher D.ª Maria Carlota Appleton de Noronha Cordeiro Feio (19 de setembro de 1889 - ?), cujo casamento se realizou em Lisboa, na paróquia da Pena, em 6 de fevereiro de 1904. Era bisneta, pelo lado paterno, de D. João Inácio Francisco de Paula de Noronha, 2.º Conde de Parati, e de D. Vasco António de Figueiredo Cabral da Câmara, 3.º Conde de Belmonte, e, pelo lado materno, descendente dos Condes dos Arcos. Foi casada com José António Barbosa de Guimarães Serôdio, o 3.º conde de Sabrosa, também ele um grande admirador do Fado e guitarrista amador.
Mostrando desde cedo uma grande aptidão para o Fado, começou por cantar em festas de família e amigos. Depois que passou a atuar nos retiros de Fado tornar-se-ia a ser conhecida a sua expressão artística, ganhando muitos admiradores autênticos, entre eles, vários conhecedores do Fado. Em 1939 grava o seu primeiro álbum O Fado dos Cinco Estilos, o seu primeiro single. Um ano antes já a Emissora Nacional convidara Maria Teresa a atuar, tendo sido acompanhada pelo guitarrista Fernando Freitas e pelo violista Abel Negrão, numa apresentação aos ouvintes feita por D. João da Câmara. O êxito obtido levou-a a iniciar o programa semanal Fados e Guitarradas, que foi um substituto do programa de fados Retiro da Severa e esteve no ar 23 anos seguidos, sendo realizado de 15 a 15 dias, com o alinhamento de quatro fados e uma guitarrada.
Canções como Fado da Verdade, Fado Hilário e Fado Anadia foram êxitos que muito agradaram ao grande público, assim como outros fados do seu repertório, entre os quais: Nosso Fado, Fado Menor e Maior, Minhas Penas, Pintadinho, Pombalinho ou Fado Rio Maior.
Em 1961 decide acabar o programa Fados e Guitarradas e abandonar a Emissora Nacional. Contudo, continuará a cantar em privado, com transmissão na Emissora. De entre as suas atuações no estrangeiro destaca-se a sua deslocação a Espanha em 1946, por ocasião do Festival da Feira do Livro de Barcelona, e ainda a Madrid, a convite do Governo espanhol, para atuar no Hotel Ritz, onde obteve um êxito estrondoso. Ainda em 1946 vai ao Brasil e é igualmente muito apreciada. Atuou no Mónaco para Grace Kelly e Rainer III e, em 1964, desloca-se a Londres para atuar na BBC.
A sua dicção, a sua maneira de se expressar, a forma como dominava as figurações intrincadas como os pianinhos e os roubados tornou-a criadora de um estilo muito próprio, que fez escola e está relacionada com o chamado fado aristocrático.
    


   


 

 


Sharleen Spiteri, vocalista dos Texas, nasceu há 56 anos

      
Sharleen Eugene Spiteri (Glasgow, 7 de novembro de 1967) é a líder da banda escocesa Texas.
               

 


Steve McQueen morreu há 43 anos


Terence Steven McQueen, mais conhecido como Steve McQueen (Beech Grove, Indiana, 24 de março de 1930Ciudad Juárez, México, 7 de novembro de 1980), foi um ator norte-americano, sempre lembrado pelos filmes de ação que protagonizou. 

 

in Wikipédia

Alexander Dubcek morreu há 31 anos...

  
Alexander Dubček (Uhrovec, Checoslováquia, atualmente Eslováquia, 27 de novembro de 1921Praga, 7 de novembro de 1992) foi um chefe de estado da antiga Checoslováquia, tornou-se líder do Partido Comunista da Checoslováquia em 1968 e iniciou as reformas da chamada "Primavera de Praga".

O seu pai foi um operário que emigrou para a União Soviética e a sua educação foi na URSS. A família retornou à Eslováquia em 1938. No ano seguinte, Dubček ingressou no Partido Comunista Checoslovaco (PCCh). Durante a Segunda Guerra Mundial, tomou parte na resistência contra a ocupação nazi e demonstrou a sua capacidade de organização ao protagonizar o levantamento nacionalista eslovaco contra as tropas alemãs, no inverno de 1944 a 1945. Ficou ferido em repetidas ocasiões.
Em 1949 foi nomeado secretário de distrito do Partido em Trencin e em 1951 foi eleito membro do Comité Central do PCCh e deputado da Assembleia Nacional, o que motivou a sua ida para Bratislava, onde estudou Direito na Universidade de Komenski.
Entre 1955 e 1958, Dubček assistiu à Escola Superior do Partido em Moscovo. Dois anos depois já era membro do Presidium do PCCh. Em maio de 1963, Dubček substituiu K. Bacílek como primeiro secretário do Partido na Eslováquia e, em janeiro de 1968, substituiu o estalinista Novotni, como primeiro secretário do CC.
Dirigiu a tentativa de democratização socialista em seu país. O seu propósito, destinado a democratizar o Estado e as estruturas internas do Partido, e abrir a nação às potencias ocidentais, foi referendado por grande parte da população checoslovaca. A tentativa (o socialismo com rosto humano) seria abortado sangrentamente pelas tropas soviéticas do Pacto de Varsóvia em agosto de 1968. Dubček e outros cinco membros do Presidium foram sequestrados pela polícia soviética de ocupação e levados para Moscovo, onde "os fizeram entrar na razão". Quando voltou a Praga foi vítima de ostracismo, considerado como um cadáver político.
Até 1969 foi presidente da Assembleia Federal checoslovaca. Nesse mesmo ano, foi expulso do Partido. Nomeado embaixador na Turquia, não tardou a ser destituído: de novo em Praga, trabalhou como burocrata duma exploração florestal. Não houve notícias suas até 1974, quando saiu uma carta aberta, assinada por ele e dirigida à Assembleia Federal, na qual ratificava os postulados democráticos de 1968, criticava as posições do Partido e denunciava os abusos de poder do primeiro secretário Husak. Era considerado um "checoslovaquista", contrário à divisão da Checoslováquia entre a República Checa e a Eslováquia e defensor da opção federativa.
Em 26 de novembro de 1989 Dubček foi aclamado na Praça de Letna de Praga por milhares de compatriotas. Inspirador das mudanças democráticas, foi feito presidente do Parlamento checo.
Faleceu em consequência dos ferimentos sofridos num acidente de automóvel ocorrido no dia 1 de setembro de 1992, perto de Humpolec. Foi sepultado em Bratislava, na Eslováquia.

Lorde comemora hoje vinte e sete anos

    

Ella Marija Lani Yelich-O'Connor (Auckland, 7 de novembro de 1996), mais conhecida pelo nome artístico Lorde (anteriormente estilizada como LORDE), é uma cantora e compositora neozelandesa. Foi eleita a jovem mais influente do mundo pela revista norte-americana Time, e nomeada "Mulher Do Ano" pela MTV, em 2013. Tornou-se mundialmente conhecida a partir do single "Royals", que lhe rendeu o título de a mais jovem artista a conquistar o primeiro lugar da Billboard Hot 100 dos Estados Unidos, e venceu o Grammy Award de "Canção do Ano", em 2014.

   

 


Alfred Russel Wallace morreu há cento e dez anos

 

Em fevereiro de 1858, durante uma jornada de pesquisa nas ilhas Molucas, Indonésia, Wallace escreveu um ensaio no qual praticamente definia as bases da teoria da evolução e enviou-o a Charles Darwin, com quem mantinha correspondência, pedindo ao colega uma avaliação do mérito da sua teoria, bem como o encaminhamento do manuscrito ao geólogo Charles Lyell.
Darwin, ao dar conta de que o manuscrito de Wallace apresentava uma teoria praticamente idêntica à sua - aquela em que vinha trabalhando, em grande sigilo, ao longo de vinte anos - escreveu ao amigo Charles Lyell: "Toda a minha originalidade será esmagada". Para evitar que isso acontecesse, Lyell e o botânico Joseph Hooker - também amigo de Darwin e também influente no meio científico - propuseram que os trabalhos fossem apresentados simultaneamente à Linnean Society of London, o mais importante centro de estudos de história natural da Grã-Bretanha, o que aconteceu a 1 de julho de 1858. Em seguida, Darwin decidiu terminar e publicar rapidamente a sua teoria: A Origem das Espécies foi publicada logo no ano seguinte.
Wallace foi o primeiro a propor uma "geografia" das espécies animais e, como tal, é considerado um dos precursores da ecologia e da biogeografia e, por vezes, chamado de "Pai da Biogeografia".
     

Albert Camus nasceu há cento e dez anos


Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor, filósofo, romancista, dramaturgo, jornalista e ensaísta franco-argelino. Ele também atuou como jornalista militante envolvido na Resistência Francesa, situando-se próximo das correntes libertárias durante as batalhas morais no período pós-guerra. O seu trabalho profícuo inclui peças de teatro, novelas, notícias, filmes, poemas e ensaios, onde ele desenvolveu um humanismo baseado na consciência do absurdo da condição humana e na revolta como uma resposta a esse absurdo. Para Camus, essa revolta leva à ação e fornece sentido ao mundo e à existência. Daqui "Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer". Recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1957.

A curta carreira de Camus como jornalista do Combat foi ousada. Atuando como jornalista, ele tomou posições incisivas em relação à Guerra de Independência Argelina e ao Partido Comunista Francês. Ao longo de sua carreira, Camus envolveu-se em diversas causas sociais, protestando veementemente contra as desigualdades que atingiam os muçulmanos no norte de África, defendendo os exilados espanhóis antifascistas e as vítimas do estalinismo. Ele ainda foi um entusiasmado defensor da objeção de consciência.

À margem de outras correntes filosóficas, Camus foi sobretudo uma testemunha de seu tempo. Intransigente, recusou qualquer filiação ideológica. Lutou energicamente contra todas as ideologias e abstrações que deturpavam a natureza humana. Dessa maneira, ele foi levado a opor-se ao existencialismo e ao marxismo, discordando de Jean-Paul Sartre e de seus antigos amigos. Camus incorporou uma das mais elevadas consciências morais do século XX. O humanismo de seus escritos foi fundamentado na experiência de alguns dos piores momentos da história. A sua crítica ao totalitarismo soviético rendeu-lhe diversas retaliações e culminou na desavença intelectual com seu antigo colega Sartre.

 

 

Dans la pleine chaleur sur les dunes immenses

 

 

Dans la pleine chaleur sur les dunes immenses,
le monde se resserre et se limite.

C’est une cage de chaleur et de sang.
Il ne va pas plus loin que mon corps.

Mais qu’un âne braie au loin,
les dunes, le désert, le ciel reçoivent leur distance.

Et elle est infinie.

 

 
Albert Camus

Joni Mitchell nasceu há oitenta anos...!

   

Roberta Joan "Joni" Mitchell, nascida Roberta Joan Anderson, (Fort Macleod, 7 de novembro de 1943), é uma cantora, vocalista solo, artista plástica e poetisa canadiana. Foi considerada a 75º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone, que também a citou como "uma das melhores compositoras da história". De acordo com uma declaração da AllMusic, "Quando a poeira baixar, Joni Mitchell pode vir a ser a artista musical feminina mais importante e influente do século XX".

Alcançou o sucesso na década de 70, fazendo uma música influenciada pelo jazz e pelo folk rock. As suas composições frequentemente refletem ideias sociais e ambientais assim como seus sentimentos sobre romance, confusão, desilusões e alegria. Ela recebeu muitos prémios, incluindo nove Grammys. Gravou dois discos que entraram para a história: Clouds, de 1969, e Blue, de 1971, que ocupa a 30ª posição na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone

 

in Wikipédia

 


Leonard Cohen morreu há sete anos...

    
Embora seja mais conhecido pelas suas canções, como "Hallelujah", que alcançaram notoriedade tanto na sua voz quanto na de outros intérpretes, Cohen passou a se dedicar à música apenas depois dos 30 anos, já consagrado como autor de romances e livros de poesia.
   
Biografia
Leonard Cohen nasceu em Montreal, província de Quebec, Canadá, de uma família judia de origem polaca. A sua infância foi marcada pela morte de seu pai quando Cohen tinha apenas 9 anos, facto que seria determinante para o desenvolvimento de uma depressão que o acompanharia durante boa parte da vida.
Aos 17 anos, ingressa na Universidade McGill e forma um trio de música country. Paralelamente, passa a escrever seus primeiros poemas, inspirado por autores como García Lorca.
Em 1956, lança seu primeiro livro de poesia, Let Us Compare Mythologies, seguido em 1961 por The Spice Box of Earth, que lhe conferiria fama internacional.
Após o sucesso do livro, Cohen decide viajar pela Europa, e acaba por fixar residência na ilha de Hidra, na Grécia, onde passa a viver junto com Marianne Jensen e seu filho, Axel.
Em 1963 lança The Favorite Game, sua primeira novela, seguida pelo livro de poemas Flowers for Hitler, em 1964, e pela sua segunda novela, Beautiful Losers, em 1966.
Em 2011 foi o vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias das Letras.
Já estabelecido como escritor, Cohen decide se tornar compositor. Para isso, muda-se para os Estados Unidos, onde conhece a cantora Judy Collins, que grava duas das suas composições ("Suzanne" e "Dress Rehearsal Rag") em seu disco In My Life, de 1966.
No ano seguinte, Cohen participa do Newport Folk Festival, onde chama a atenção do produtor John Hammond, o mesmo que antes havia descoberto, dentre outros, Billie Holiday e Bob Dylan. Songs of Leonard Cohen, o seu primeiro disco, é lançado no final do ano, sendo bem recebido por público e crítica.
O seu próximo disco, Songs from a Room, seria produzido por Bob Johnston, produtor dos principais trabalhos de Dylan nos anos 60. Embora não tão bem recebido quanto o anterior, contém a canção "Bird on the Wire", que o próprio Cohen disse ser a sua favorita dentre as suas composições. Em 1971, lança Songs of Love and Hate, um disco mais sombrio que os anteriores. No mesmo ano, o diretor Robert Altman, em seu filme McCabe & Mrs. Miller, utiliza três canções de Cohen: "Sisters of Mercy", "Winter Lady" e "The Stranger Song", todas do primeiro disco do cantor.
Um novo livro de poemas, The Energy of Slaves, é lançado em 1972 e, no ano seguinte, o disco ao vivo Live Songs.
Também em 1973, por ocasião da Guerra do Yom Kipur, Cohen faz uma série de shows gratuitos para soldados israelitas. Baseada no poema "Unetaneh Tokef " da tradição judaica, surgiria a canção "Who by Fire", incluída no álbum New Skin for the Old Ceremony, a ser lançado no ano seguinte.
Após o disco de 1974, Cohen decide se afastar do mundo da música, resultado não só de uma confessa falta de inspiração, mas também de sua insatisfação com as exigências do mercado.
O seu retorno dar-se-ia em 1977, com Death of a Ladies' Man, produzido por Phil Spector, que foi também o co-autor de quase todo o repertório do disco. O álbum foi marcado por atritos após as gravações, quando Spector se trancou em seu estúdio para o processo de mixagem, não permitindo que nem mesmo Cohen interferisse no resultado final. Por conta disso é até hoje notória a insatisfação do cantor com o disco, o qual classifica como sendo o mais fraco de todos. Em 1978, numa alusão ao álbum do ano anterior, seria a vez do lançamento do livro Death of a Lady's Man.
Em 1979 reaproxima-se do estilo dos seus primeiros trabalhos com Recent Songs, cuja turnê foi registada no disco Field Commander Cohen: Tour of 1979, lançado apenas em 2001. Entre os integrantes de sua banda de apoio encontravam-se Sharon Robinson, co-autora de várias canções de Cohen a partir da década de 80, e Jennifer Warnes.
Após a turnê, seguiu-se mais um período de reclusão, no qual dedicou-se à escrita e ao estudo do budismo. Só voltaria a lançar novos trabalhos em 1984, com o disco Various Positions e o livro de poemas Book of Mercy. Embora a essa altura sua popularidade nos Estados Unidos estivesse em baixa, a sua música ainda fazia grande sucesso em alguns países da Europa como França e Noruega.
      
Ressurgimento e aclamação
Em 1988, retorna com o álbum I'm Your Man, aclamado por crítica e público. Parte dessa boa recepção deve ser creditada a Famous Blue Raincoat – The Songs of Leonard Cohen, disco tributo lançado por Jennifer Warnes um ano antes, que apresentou as canções do canadiano a toda uma nova geração de fãs.
Paralelamente, muitos dos jovens músicos ligados ao folk e ao indie-rock da época diziam-se influenciados pelo trabalho do cantor. Parte desses músicos seria responsável pelo disco-tributo I'm Your Fan, lançado em 1991. Dentre estes, destacavam-se R.E.M., Ian McCulloch (vocalista do Echo & the Bunnymen) e Nick Cave and the Bad Seeds.
No ano seguinte lançaria The Future e, em 1994, Cohen Live, contendo registos de apresentações ao vivo entre os anos de 1988 e 1993.
Em 1994, consolidando a sua aproximação com o budismo, Cohen passa a viver no mosteiro de Mount Baldy Zen Center, próximo de Los Angeles. Em 1996, seria ordenado monge zen, e ganharia o nome Dharma de Jikan ("silencioso").
Nesse meio-tempo é lançado, em 1995, um outro disco-tributo, Tower of Songs, dessa vez com nomes mais conhecidos, como Elton John, Bono e Willie Nelson.
No mesmo ano é lançado o livro Dance Me to the End of Love, onde poesias suas são mescladas com pinturas do francês Henri Matisse.
A sua experiência no mosteiro iria até o ano de 1999, quando voltaria a morar em Los Angeles. Apesar disso, Cohen ainda se considera judeu, ressaltando que não procura "uma nova religião".
Em 2001, lança Ten New Songs, o seu primeiro disco inédito em sete anos, feito em parceria com Sharon Robinson. Em 2004 seria a vez de Dear Heather.
Em maio de 2006 é lançado o disco Blue Alert da cantora Anjani Thomas, sua namorada e ex-vocalista de sua banda de apoio. Cohen foi o produtor e coautor de todas as faixas do disco. Menos de um mês depois é lançado o aclamado documentário Leonard Cohen: I'm Your Man, onde relatos do cantor são intercalados com versões de suas músicas interpretadas por artistas como Rufus Wainwright e Nick Cave. No fim da película o próprio Cohen interpreta, juntamente com os U2, a música "Tower of Song".
Em 18 de setembro de 2009, durante um concerto na Espanha, Leonard Cohen desmaiou e teve de cancelar a apresentação.
     
Falecimento 
Cohen morreu em 7 de novembro de 2016, aos 82 anos, na sua casa em Los Angeles. A sua morte não foi anunciada até 10 de novembro.
Cohen deixou dois filhos e dois netos. Numa entrevista concedida cerca de um mês antes, Cohen confessou que já estava preparado para a sua morte.
     

 


Who By Fire - Leonard Cohen

 

And who by fire, who by water,
who in the sunshine, who in the night time,
who by high ordeal, who by common trial,
who in your merry merry month of may,
who by very slow decay,
and who shall I say is calling?

And who in her lonely slip, who by barbiturate,
who in these realms of love, who by something blunt,
and who by avalanche, who by powder,
who for his greed, who for his hunger,
and who shall I say is calling?

And who by brave assent, who by accident,
who in solitude, who in this mirror,
who by his lady's command, who by his own hand,
who in mortal chains, who in power,
and who shall I say is calling?

segunda-feira, novembro 06, 2023

Hoje foi dia de azul...

 

(imagem daqui


Azul

em memória de Sophia


   

Cega-te a luz do sol - nunca te esqueças
deste dia sem fim:
no horizonte nascem as promessas
e hás-de ficar assim,

à espera de um milagre que te fale
com a voz de uma sereia
até te libertar de todo o mal
e deixar sobre a areia

o gesto inconsolável de algum deus
desfeito já na espuma
dos sonhos que algum tempo foram teus
ou das nuvens que fogem uma a uma.

Cega-te a luz do dia - sobre o mar
um azul que não sabes decifrar.


in Pena Suspensa (2004) - Fernando Pinto do Amaral

John Philip Sousa nasceu há 169 anos

    
John Philip Sousa (Washington, 6 de novembro de 1854 - Reading, 6 de março de 1932) foi um compositor e maestro de banda norte-americano, do romantismo tardio, popularmente conhecido como O Rei das Marchas, como The Stars and Stripes Forever, marcha oficial dos Estados Unidos. A sua produção musical inclui cerca de 15 operetas e várias canções, sendo conhecido por ter idealizado e dado nome ao sousafone
   

Um sousafone
        
Biografia
John Philip Sousa nasceu nos Estados Unidos da América, terceiro de dez filhos e filhas de pai português de origem açoriana e mãe bávara, de nome: João António de Sousa (John Anthony Sousa) (Sevilha, 22 de setembro de 1824 - 27 de abril de 1892) e Maria Elisabeth Trinkhaus (Darmstadt, 20 de maio de 1826 - 25 de agosto de 1908). Os seus pais eram descendentes de portugueses, espanhóis e hessianos (alemães); os seus avós paternos eram, respetivamente, português e espanhola, refugiados. Sousa iniciou a sua educação musical, tocando violino, como aluno de John Esputa e George Felix Benkert, de harmonia e composição musical, com seis anos.
Com a sua própria banda, entre 1892-1931, realizou 15.623 concertos. Em 1900, a sua banda representa os Estados Unidos na Exposição Universal de Paris (1900).
Morreu, de insuficiência cardíaca, com 78 anos, a 6 de março de 1932, no seu quarto no Hotel Abraham Lincoln, em Reading, Pensilvânia, quando tinha acabado de conduzir um ensaio de "Stars and Stripes Forever". Ele encontra-se enterrado em Washington, DC, no Cemitério do Congresso.
         

 

Hoje é dia de ouvir música russa...

Hoje é dia de recordar Sophia...

 

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

  

in
Mar Novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Os Aerosmith lançaram o seu último álbum de inéditos há onze anos

 

Music from Another Dimension! foi o décimo quinto álbum de estúdio da banda americana de rock Aerosmith, lançado a 6 de novembro de 2012, pela Columbia Records. Este foi o seu primeiro álbum de estúdio desde de Honkin' on Bobo, de 2004, e o primeiro a apresentar apenas material original desde Just Push Play, de 2001, marcando a maior lacuna, até à data, entre os álbuns de estúdio do Aerosmith.


 


Nunca mais, Sophia...


(imagem daqui)

 

 

Nunca mais

Nunca mais
Caminharás nos caminhos naturais.
Nunca mais te poderás sentir
Invulnerável, real e densa -
Para sempre está perdido
O que mais do que tudo procuraste
A plenitude de cada presença.

E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência. 
  
    
 
in
Poesia I (1944) - Sophia de Mello Breyner Andresen

Columbano Bordalo Pinheiro morreu há 94 anos...

Auto-Retrato

Columbano Bordalo Pinheiro (Lisboa, 21 de novembro de 1857 - Lisboa, 6 de novembro de 1929) foi um pintor naturalista e realista português.

Biografia
Columbano era o quarto filho do escultor e também pintor Manuel Maria Bordalo Pinheiro e de sua esposa Augusta Maria de Carvalho Prostes e, entre os seus irmãos, estava o caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro. Iniciou a sua formação na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Simões de Almeida, um afamado escultor do romantismo português.
Anos após completar a sua formação, rumou a Paris, beneficiado por uma bolsa de estudos custeada pelo rei consorte D. Fernando II de Portugal, já viúvo da rainha D. Maria II de Portugal. Ali ele recebeu a influência de pintores como Manet e Edgar Degas, sendo esta notável na sua obra.
Na "cidade-luz", Columbano representou-se, em 1882, numa grande exposição, no famoso "Salon de Paris". Nesta apresentou ao público, maioritariamente burguês, o quadro Soirée chez Lui, surpreendentemente aclamado pela difícil crítica de artes parisiense.
De regresso a Portugal, juntou-se ao "Grupo do Leão", o qual tencionava renovar a estética das composições na arte do país. Deste período ficaram celebres os retratos de Ramalho Ortigão, Teófilo Braga, Eça de Queirós e Antero de Quental, por ele pintados. Para além disto, deu nova ênfase aos palácios lisboetas, ao pintar os painéis que se encontram na sala de receções do Palácio de São Bento, os Painéis dos Passos Perdidos. Foi também pintor de História, sendo o autor de várias obras para o Museu Militar de Lisboa.
Tornou-se, em 1901, professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde se formara na sua juventude. Em 1914, Bordalo Pinheiro foi nomeado pelo novo regime republicano, então recentemente instaurado, para o cargo de diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea (1911), sucedendo a Carlos Reis. Demitiu-se em 1927.
 
Camões e as Tágides, 1894 - Museu Grão Vasco, Viseu
    

Um Concerto de Amadores, 1882 - Museu do Chiado, Lisboa
   

Hoje é dia de recordar um cantor de country...

Saudades de Glenn Frey...

Música adequada à data...

Heinrich Schutz morreu há 351 anos

 
Heinrich Schütz (Bad Köstritz, 18 de outubro de 1585Dresden, 6 de novembro de 1672); foi um músico e compositor alemão. É geralmente considerado o mais importante compositor alemão antes de Johann Sebastian Bach e também considerado um dos mais importantes compositores do século XVII, juntamente com Claudio Monteverdi.
  

 


O primeiro Duque de Loulé nasceu há 219 anos


 

D. Nuno José Severo de Mendonça Rolim de Moura Barreto, nono conde de Vale de Reis, segundo marquês de Loulé e primeiro duque de Loulé, (Lisboa, 6 de novembro de 1804 - Lisboa, 22 de maio de 1875) foi um importante nobre e político português no tempo da monarquia Constitucional.
Líder do Partido Histórico, foi por diversas vezes ministro e, por três vezes, primeiro-ministro de Portugal (1856-1859, 1860-1865 e 1869-1870).

Filho do primeiro marquês de Loulé, Agostinho de Moura Barreto, nasceu no seio de uma antiga família nobre. Recebeu um educação militar, tendo frequentado o Colégio Militar.
Em 1821, já era alferes de Cavalaria, tendo estado ao lado do infante D. Miguel na Vilafrancada. Recebeu então, pela sua participação exemplar, a "medalha da poira" e o título de conde de Vale dos Reis. Após a morte do seu pai, recebeu do rei D. João VI, em 1824, honras, títulos e dignidades, tornando-se gentil-homem da Câmara do Rei. Dois anos depois, por carta régia de D. Pedro IV, foi eleito par do Reino.
Conhecido pela sua beleza durante a juventude, casou-se, em 5 de dezembro de 1828, com a princesa Ana de Jesus Maria de Bragança, filha de D. João VI e da rainha D. Carlota Joaquina. Este casamento foi visto pelas forças conservadoras (absolutistas) como um escândalo. Por um lado, embora Moura Barreto fosse nobre, não pertencia a uma família real europeia (ainda que ele mesmo fosse descendente da família real portuguesa), e por isso o seu estatuto era diferente do da Infanta. Por outro, a infanta já se encontrava "de esperanças" quando casou.
Esta hostilidade agravou-se quase automaticamente devido ao facto do marquês de Loulé ter decidido apoiar D. Pedro IV na guerra civil. Por essa razão, exilou-se após a tomado do poder de D. Miguel, e participou ao lado dos liberais na guerra civil de 1832-34.

Adolphe Sax, o criador do saxofone, nasceu há 209 anos

    

Antoine Joseph Sax (Dinant, 6 de novembro de 1814 - Paris, 4 de fevereiro de 1894), mais conhecido como Adolphe Sax, foi um construtor de instrumentos belga, conhecido por ter inventado o saxofone.
   

 

Eugène Pottier, poeta anarquista autor da letra da Internacional, morreu há 136 anos

   
Eugène Pottier (Paris, 4 de outubro de 1816 - Paris, 6 de novembro de 1887) foi um poeta, operário e militante anarquista francês que escreveu a letra da Internacional.


L'INTERNATIONALE


Debout ! les damnés de la terre !
Debout ! les forçats de la faim !
La raison tonne en son cratère,
C’est l’éruption de la fin.
Du passé faisons table rase,
Foule esclave, debout ! debout !
Le monde va changer de base :
Nous ne sommes rien, soyons tout !


C’est la lutte finale
Groupons-nous, et demain,
L’Internationale,
Sera le genre humain.


Il n’est pas de sauveurs suprêmes,
Ni Dieu, ni César, ni tribun,
Producteurs sauvons-nous nous-mêmes !
Décrétons le salut commun !
Pour que le voleur rende gorge,
Pour tirer l’esprit du cachot,
Soufflons nous-mêmes notre forge,
Battons le fer quand il est chaud !


L’État comprime et la loi triche,
L’impôt saigne le malheureux ;
Nul devoir ne s’impose au riche,
Le droit du pauvre est un mot creux.
C’est assez languir en tutelle,
L’égalité veut d’autres lois :
« Pas de droits sans devoirs, dit-elle,
Égaux, pas de devoirs sans droits ! »


Hideux dans leur apothéose,
Les rois de la mine et du rail,
Ont-ils jamais fait autre chose,
Que dévaliser le travail ?
Dans les coffres-forts de la bande,
Ce qu’il a créé s’est fondu.
En décrétant qu’on le lui rende,
Le peuple ne veut que son dû.


Les Rois nous saoûlaient de fumées,
Paix entre nous, guerre aux tyrans !
Appliquons la grève aux armées,
Crosse en l’air et rompons les rangs !
S’ils s’obstinent, ces cannibales,
À faire de nous des héros,
Ils sauront bientôt que nos balles
Sont pour nos propres généraux.


Ouvriers, Paysans, nous sommes
Le grand parti des travailleurs ;
La terre n’appartient qu’aux hommes,
L'oisif ira loger ailleurs.
Combien de nos chairs se repaissent !
Mais si les corbeaux, les vautours,
Un de ces matins disparaissent,
Le soleil brillera toujours !

Hoje é dia de ouvir a música de Tchaikovsky...

Hoje é o Dia Mundial do Cinema (a primeira sessão foi há 128 anos)

     
Em 5 de novembro celebra-se anualmente o Dia Mundial do Cinema.

Ao cinema atribuiu-se o título de Sétima Arte, uma designação dada pelo italiano Ricciotto Canudo na obra Manifesto das Sete Artes, em 1912.

A palavra cinema pode ser definida como movimento gravado, pois trata-se de uma abreviação de cinematógrafo. O termo "cine", de origem grega, significa movimento, e o sufixo "ágrafo", tem significado de gravar. 

As produções cinematográficas exercem forte influência sobre as emoções humanas, levando milhares de pessoas aos cinemas, produzindo riso, choro, medo ou outros sentimentos a qualquer altura do dia.

Em 1895, Paris teve a primeira sessão pública de cinema, que foi organizada pelos irmãos Auguste e Louis Lumière. Utilizando um aparelho chamado de cinematógrafo, imagens em movimento foram projetadas numa tela, para cerca de 30 espetadores.

Georges Mèliés inseriu a performance teatral na linguagem cinematográfica. Baseado na obra de Júlio Verne criou o filme Viagem à Lua, exibido em 1902, que levou o cinema a um novo patamar devido o uso de "efeitos especiais".

A partir de então, o cinema cresceu como forma de contar histórias, difundir a cultura e propagar o conhecimento. O desenvolvimento de equipamentos e a evolução tecnológica permitiram que a arte se aproximasse do público cada vez mais com realismo.

Na comemoração do dia internacional do cinema, os espaços culturais incentivam a apreciação da Sétima Arte com exibição de filmes gratuitamente, realização de concursos e até exposições relacionadas com a história desta manifestação artística.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu há cento e quatro anos

(imagem daqui)
   
Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6 de novembro de 1919 - Lisboa, 2 de julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999. O seu corpo está no Panteão Nacional desde 2014. Tem uma biblioteca com o seu nome em Loulé.
   

 

 



Prece




Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.



Sophia de Mello Breyner Andresen