Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941 - Mindelo, 17 de dezembro de 2011) foi a cantora de maior reconhecimento internacional de toda a história da música popular cabo-verdiana. Apesar de ser sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora esteve intimamente ligada com a morna, por isso era apelidada de "rainha da morna". Era conhecida como a diva dos pés descalços.
quinta-feira, agosto 27, 2026
Cesária Évora nasceu há oitenta e cinco anos...
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Saudades de Cesária...
Armando Zeferino Soares
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa Sã Tomé
Sodade sodade sodade
Dess nha terra d’Sã Nicolau
Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltá
Sodade sodade sodade
dess nha terra d'São Nicolau.
NOTA: tradução de criolo caboverdeano para português:
Saudade - Cesária Évora
Quem te indicou
Esse caminho longínquo?
Esse caminho
Para São Tomé
Saudade
Da minha terra de São Nicolau
Se me escreveres
Eu escrever-te-ei
Se me esqueceres
Eu te esquecerei
Até ao dia
Que tu voltares
Da minha terra de São Nicolau
Postado por Pedro Luna às 00:08 0 comentários
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quinta-feira, agosto 20, 2026
Saudades de António Bernardino...
Postado por Pedro Luna às 01:10 0 comentários
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quinta-feira, julho 02, 2026
Não te esquecemos...
EL-REI
Longe da luz
A que sonhou na infância
Em vez de predomínio e de conquista
Sonhos de amor
Entre visões de artista
Morreu de desconsolo e de distância.
Caminho aberto
À morte por essa ânsia
Que mais se exalta
Quanto mais contrista
De quem recorda o lar que nunca avista
E se consome em lúcida constância.
Porque acima do trono e da realeza
Havia o céu azul, a claridade
Da sua amada Terra Portuguesa
Havia a Pátria, e dizem, que impiedade
Dizem que não se morre de tristeza
Dizem que não se morre de saudade.
Branca Gonta Colaço
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quinta-feira, junho 04, 2026
Jorge de Sena morreu há quarenta e oito anos...
Na Escola Naval
Engenharia civil, casamento e primeiras obras
Exílio no Brasil
Estados Unidos e últimos anos
Obra
Quando a morte vier, ou procurada
eu a tiver comigo apenas por um instante,
qual já nem for amante
a esperança conseguida à liberdade,
então do nada que a existência invade
alguma dor virá de não ter dito
que a vida eu sofria como um rito
do Sol de outras manhãs. Expatriada?
Não. Que só a morte nunca existirá.
Sonharei - sonhará,
na treva, a cantiga:
Que luz não amiga
a treva será?
Nem longe, nem perto;
nem riso decerto.
Apenas um rumor de madrugada.
in Coroa da Terra (1946) - Jorge de Sena
Postado por Fernando Martins às 00:48 0 comentários
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quarta-feira, dezembro 17, 2025
Saudade...
Armando Zeferino Soares
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa Sã Tomé
Sodade sodade sodade
Dess nha terra d’Sã Nicolau
Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltá
Sodade sodade sodade
dess nha terra d'São Nicolau.
NOTA: tradução, do criolo caboverdeano, para português:
Saudade - Cesária Évora
Quem te indicou
Esse caminho longínquo?
Esse caminho
Para São Tomé
Saudade
Da minha terra de São Nicolau
Se me escreveres
Eu escrever-te-ei
Se me esqueceres
Eu te esquecerei
Até ao dia
Que tu voltares
Da minha terra de São Nicolau
Postado por Pedro Luna às 14:00 0 comentários
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quinta-feira, novembro 06, 2025
Hoje é dia de recordar Sophia de Mello Breyner Andresen...
Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
in Mar Novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen
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segunda-feira, outubro 20, 2025
Ildo Lobo morreu há vinte e um anos...
Ildo Lobo (Pedra de Lume, Sal, 25 de novembro de 1953 - Praia, 20 de outubro de 2004) foi um famoso cantor e compositor cabo-verdiano.
Postado por Fernando Martins às 00:21 0 comentários
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quarta-feira, agosto 27, 2025
Saudades...
Armando Zeferino Soares
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa Sã Tomé
Sodade sodade sodade
Dess nha terra d’Sã Nicolau
Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltá
Sodade sodade sodade
dess nha terra d'São Nicolau.
NOTA: tradução, do criolo caboverdeano, para português:
Saudade - Cesária Évora
Quem te indicou
Esse caminho longínquo?
Esse caminho
Para São Tomé
Saudade
Da minha terra de São Nicolau
Se me escreveres
Eu escrever-te-ei
Se me esqueceres
Eu te esquecerei
Até ao dia
Que tu voltares
Da minha terra de São Nicolau
Postado por Pedro Luna às 08:40 0 comentários
Marcadores: Cabo Verde, Cesária Évora, criolo, morna, música, Saudade, Sodade
Cesária Évora nasceu há oitenta e quatro anos...
Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941 - Mindelo, 17 de dezembro de 2011) foi a cantora de maior reconhecimento internacional de toda a história da música popular cabo-verdiana. Apesar de ser sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora esteve intimamente ligada com a morna, por isso era apelidada de "rainha da morna". Era conhecida como a diva dos pés descalços.
Postado por Fernando Martins às 00:08 0 comentários
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quarta-feira, agosto 20, 2025
Saudades de António Bernardino...
Postado por Pedro Luna às 13:31 0 comentários
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quarta-feira, junho 04, 2025
Jorge de Sena morreu há quarenta e sete anos...
Na Escola Naval
Engenharia civil, casamento e primeiras obras
Exílio no Brasil
Estados Unidos e últimos anos
Obra
Quando a morte vier, ou procurada
eu a tiver comigo apenas por um instante,
qual já nem for amante
a esperança conseguida à liberdade,
então do nada que a existência invade
alguma dor virá de não ter dito
que a vida eu sofria como um rito
do Sol de outras manhãs. Expatriada?
Não. Que só a morte nunca existirá.
Sonharei - sonhará,
na treva, a cantiga:
Que luz não amiga
a treva será?
Nem longe, nem perto;
nem riso decerto.
Apenas um rumor de madrugada.
in Coroa da Terra (1946) - Jorge de Sena
Postado por Fernando Martins às 00:47 0 comentários
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segunda-feira, março 17, 2025
Poema alusivo à data...

AUSÊNCIA
Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais — um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser complicadas,
quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refração de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim — e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.
Nuno Júdice
Postado por Fernando Martins às 01:00 0 comentários
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quarta-feira, novembro 06, 2024
Hoje foi dia de recordar Sophia...
Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
in Mar Novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por Pedro Luna às 21:12 0 comentários
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domingo, outubro 20, 2024
Ildo Lobo morreu há vinte anos...
Ildo Lobo (Pedra de Lume, Sal, 25 de novembro de 1953 - Praia, 20 de outubro de 2004) foi um famoso cantor e compositor cabo-verdiano.
Postado por Fernando Martins às 00:20 0 comentários
Marcadores: Bida di Gossi, Cabo Verde, coladeira, funaná, Ildo Lobo, morna, música, Saudade, Tubarões
terça-feira, agosto 27, 2024
Saudade...
Armando Zeferino Soares
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa Sã Tomé
Sodade sodade sodade
Dess nha terra d’Sã Nicolau
Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltá
Sodade sodade sodade
dess nha terra d'São Nicolau.
NOTA: tradução do criolo caboverdeano para português:
Saudade - Cesária Évora
Quem te indicou
Esse caminho longínquo?
Esse caminho
Para São Tomé
Saudade
Da minha terra de São Nicolau
Se me escreveres
Eu escrever-te-ei
Se me esqueceres
Eu te esquecerei
Até ao dia
Que tu voltares
Da minha terra de São Nicolau
Postado por Pedro Luna às 08:30 0 comentários
Marcadores: Cabo Verde, Cesária Évora, criolo, morna, música, Saudade, Sodade
Cesária Évora nasceu há oitenta e três anos...
Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941 - Mindelo, 17 de dezembro de 2011) foi a cantora de maior reconhecimento internacional de toda a história da música popular cabo-verdiana. Apesar de ser sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora esteve intimamente ligada com a morna, por isso era apelidada de "rainha da morna". Era conhecida como a diva dos pés descalços.
Postado por Fernando Martins às 00:08 0 comentários
Marcadores: Cabo Verde, Cesária Évora, criolo, morna, música, Sangue de Beirona, Saudade
terça-feira, julho 02, 2024
Música para recordar um bom Português, num dia triste...
Longe da luz
A que sonhou na infância
Em vez de predomínio e de conquista
Sonhos de amor
Entre visões de artista
Morreu de desconsolo e de distância.
Caminho aberto
À morte por essa ânsia
Que mais se exalta
Quanto mais contrista
De quem recorda o lar que nunca avista
E se consome em lúcida constância.
Porque acima do trono e da realeza
Havia o céu azul, a claridade
Da sua amada Terra Portuguesa
Havia a Pátria, e dizem, que impiedade
Dizem que não se morre de tristeza
Dizem que não se morre de saudade.
Branca Gonta Colaço
Postado por Pedro Luna às 00:09 0 comentários
Marcadores: Branca de Gonta Colaço, D. Manuel II, El-Rei, José Campos e Sousa, Monarquia, música, poesia, Saudade, tristeza
terça-feira, junho 04, 2024
Jorge de Sena morreu há quarenta e seis anos...
Na Escola Naval
Engenharia civil, casamento e primeiras obras
Exílio no Brasil
Estados Unidos e últimos anos
Obra
Quando a morte vier, ou procurada
eu a tiver comigo apenas por um instante,
qual já nem for amante
a esperança conseguida à liberdade,
então do nada que a existência invade
alguma dor virá de não ter dito
que a vida eu sofria como um rito
do Sol de outras manhãs. Expatriada?
Não. Que só a morte nunca existirá.
Sonharei - sonhará,
na treva, a cantiga:
Que luz não amiga
a treva será?
Nem longe, nem perto;
nem riso decerto.
Apenas um rumor de madrugada.
in Coroa da Terra (1946) - Jorge de Sena
Postado por Fernando Martins às 00:46 0 comentários
Marcadores: Jorge de Sena, literatura, poesia, Saudade


