segunda-feira, agosto 17, 2026
Peter Fechter, a mais famosa vítima do infame Muro de Berlim, foi assassinado há 64 anos...
Postado por Fernando Martins às 06:40 0 comentários
Marcadores: Alemanha, assassinato, Liberdade, Muro de Berlim, Peter Fechter, RDA
quinta-feira, agosto 13, 2026
O inacreditável Muro de Berlim foi começado há 65 anos...
O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era fazia parte dos países capitalistas democráticos, encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), fazia parte dos países países socialistas, simpatizantes do regime ditatorial soviético. Construído a partir da madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar (a célebre Schießbefehl ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas.
NOTA: não perdoamos nem esquecemos os crimes cometidos pelos que defendiam o muro da vergonha e a ideologia por detrás dele... E ainda há quem aprecie cubas, venezuelas, coreias do norte, vietnames ou a ditadura do ditador ex-KGB ...
Postado por Fernando Martins às 06:50 0 comentários
Marcadores: assassinos, Liberdade, Muro de Berlim, queda do muro de Berlim, RDA, reunificação alemã, RFA, vergonha
terça-feira, maio 12, 2026
Porque hoje preciso cantar as trovas de Alegre...!
Trova do Vento que Passa
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Manuel Alegre
Postado por Pedro Luna às 09:00 0 comentários
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Manuel Alegre celebra hoje noventa anos...!
- Francisco Durão Ferreira Alegre Duarte (Argel, 9 de agosto de 1973), casado com Margarida Pereira Martins (17 de abril de 1975), da qual tem dois filhos:
- Pedro Pereira Martins Alegre Duarte;
- João Pereira Martins Alegre Duarte.
- Afonso Durão Ferreira Alegre Duarte (1976), solteiro e sem geração;
- Joana Margarida Durão Ferreira Alegre Duarte (1985).
Sobre esta página escrevo
teu nome que no peito trago escrito
laranja verde limão
amargo e doce o teu nome.
Sobre esta página escrevo
o teu nome de muitos nomes feito água e fogo lenha vento
primavera pátria exílio.
Teu nome onde exilado habito e canto mais do que nome: navio
onde já fui marinheiro
naufragado no teu nome.
Sobre esta página escrevo o teu nome: tempestade.
E mais do que nome: sangue. Amor e morte. Navio.
Esta chama ateada no meu peito
por quem morro por quem vivo este nome rosa e cardo
por quem livre sou cativo.
Sobre esta página escrevo o
teu nome: liberdade.
in A Praça da Canção (1974) - Manuel Alegre
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
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segunda-feira, abril 27, 2026
A África do Sul elegeu, democraticamente, um Presidente e o Parlamento há trinta e dois anos
| Eleições gerais de 1994 400 membros da Assembleia Nacional | |||||||||||
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| 26-29 de abril de 1994 | |||||||||||
| Tipo de eleição: | Eleição geral | ||||||||||
| Cargos a eleger: | Presidente da África do Sul (1994-1999) | ||||||||||
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| Nelson Mandela - ANC | |||||||||||
| Votos: | 12 237 655 | ||||||||||
| Assentos obtidos: | 252 | ||||||||||
| 62.65% | |||||||||||
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| FW de Klerk - NP | |||||||||||
| Votos: | 3 983 690 | ||||||||||
| Assentos obtidos: | 82 | ||||||||||
| 20.39% | |||||||||||
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| Constand Viljoen - VF Plus | |||||||||||
| Votos: | 424 555 | ||||||||||
| Assentos obtidos: | 9 | ||||||||||
| 2.17% | |||||||||||
| Partido | Votos | % | Deputados | |
|---|---|---|---|---|
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Congresso Nacional Africano | 12 237 655 | 62,65 / 100,00 |
252 / 400 |
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Partido Nacional | 3 983 690 | 20,39 / 100,00 |
82 / 400 |
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Partido da Liberdade Inkatha | 2 058 294 | 10,54 / 100,00 |
43 / 400 |
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Frente da Liberdade | 424 555 | 2,17 / 100,00 |
9 / 400 |
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Partido Democrático | 338 426 | 1,73 / 100,00 |
7 / 400 |
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Congresso Pan-Africano | 243 478 | 1,25 / 100,00 |
5 / 400 |
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Partido Democrata Cristão Africano | 88 104 | 0,45 / 100,00 |
2 / 400 |
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Outros | 159 296 | 0,81 / 100,00 |
0 / 400 |
| Votos Inválidos | 193 112 | 0,98 / 100,00 |
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| Total | 19 726 610 | 100,00 / 100,00 |
400 / 400 | |
| Eleitorado/Participação | 22 709 152 | 86,87 / 100,00 |
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Postado por Fernando Martins às 00:32 0 comentários
Marcadores: 27 de abril de 1994, África do Sul, apartheid, Congresso Nacional Africano, democracia, eleições, Liberdade, Nelson Mandela
sábado, abril 25, 2026
E já passaram cinquenta e dois anos...!
A liberdade
Um poema não se programa
Porém a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha
Sílaba por silaba
O poema emerge
- Como se os deuses o dessem
O fazemos
Sophia de Mello Breyner Andresen
A Salgueiro Maia
Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido
... Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse
Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por Pedro Luna às 05:20 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, Francisco Sousa Tavares, Liberdade, MFA, poesia, Salgueiro Maia, Sophia de Mello Breyner Andresen
terça-feira, março 17, 2026
O referendo que acabou com o apartheid na África do Sul há trinta e quatro anos
| Election results | ||||
|---|---|---|---|---|
| Yes or no | Votes | Percentage | ||
| 1,924,186 | 68.73% | |||
| 875,619 | 31.27% | |||
| Valid votes | 2,799,805 | 99.82% | ||
| Invalid or blank votes | 5,142 | 0.18% | ||
| Total votes | 2,804,947 | 100.00% | ||
| Voter turnout | 85.08% | |||
| Electorate | 3,296,800 | |||
Postado por Fernando Martins às 00:34 0 comentários
Marcadores: África do Sul, ANC, apartheid, F.W. de Klerk, Liberdade, Nelson Mandela, referendo, referendo de 12 de março de 1992 da África do Sul
segunda-feira, março 09, 2026
A première de Nabucco foi há 184 anos...

Nabucco é uma ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi, com libreto de Temistocle Solera, escrita em 1842. A ação da ópera conta a história do rei Nabucodonosor da Babilónia. Foi escrita durante a época da ocupação austríaca do norte da Itália e, por meio da várias analogias, suscitou um sentimento nacionalista italiano. O Coro dos Escravos Hebreus, no terceiro ato da ópera (Va, pensiero, sull'ali dorate, "Vai, pensamento, sobre asas douradas") tornou-se uma música-símbolo do nacionalismo italiano da época. Foi estreada a 9 de março de 1842, no Teatro alla Scala de Milão.
| Va, pensiero, sull'ali dorate | Vá, pensamento, sobre asas douradas |
| Va, ti posa sui clivi, sui colli | Vá, pouse sobre as encostas e as colinas |
| Ove olezzano tepide e molli | Onde perfumam tépidos e suaves |
| L'aure dolci, del suolo natal! | Os ares doces do solo natal! |
| Del giordano le rive saluta | Saúda as margens do Jordão |
| Di sionne le torri atterrate | E as torres derrubadas de Sião. |
| Oh, mia patria si bella e perduta | Oh, minha pátria tão bela e perdida! |
| Oh, membranza si cara e fatal! | Oh, lembrança tão cara e fatal! |
| Arpa d'or dei fatidici vati | Harpa dourada dos profetas fatídicos, |
| Perche muta dal salice pendi? | Por que estás muda pendurada no salgueiro? |
| Le memorie nel petto raccendi | Reacende as memórias no peito, |
| Ci favella del tempo che fu! | Que nos falem do tempo que passou! |
| O simile di solima ai fati | Semelhante ao destino de Jerusalém |
| Traggi un suono di crudo lamento | Traga-nos um som de cru lamento, |
| O t'ispiri il signore un concento | Ou que o senhor te inspire uma melodia |
| Che ne infonda al patire virtu! | Que preencha o sofrer com virtude! |
| Che ne infonda al patire virtu! | Que preencha o sofrer com virtude! |
| Al patire virtu! | O sofrer com virtude! |
Postado por Fernando Martins às 18:40 0 comentários
Marcadores: Coro dos Escravos, Itália, Liberdade, Nabucco, Ópera, Va pensiero, Verdi
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
Nelson Mandela foi libertado há 36 anos
Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918 - Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013) foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1993 e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
Em 11 de fevereiro de 1990 Mandela finalmente é solto. Uma multidão aclama-o, respondendo quando no gesto de luta ergue o punho fechado. Tem fim o longo cárcere, e ele iria depois registar o momento: "Quando me vi no meio da multidão, alcei o punho direito e estalou um clamor. Não havia podido fazer isso desde há vinte e sete anos, e me invadiu uma sensação de alegria e de força."
Postado por Fernando Martins às 00:36 0 comentários
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sexta-feira, fevereiro 06, 2026
A última vítima dos carrascos do Muro de Berlim caiu há 37 anos...
Chris Gueffroy (Berlim, 21 de junho de 1968 - idem, 6 de fevereiro de 1989) foi a última pessoa a ser alvejada enquanto tentava escapar para Berlim Ocidental pelo Muro de Berlim. Ele é frequente e erroneamente referenciado como a última pessoa a morrer numa tentativa de cruzar o muro, mas na verdade ele foi o último a ser assassinado, e o penúltimo a morrer numa tentativa de fuga. Winfried Freudenberg morreu na queda de um balão, no qual cruzou a fronteira para Berlim Ocidental em 8 de março de 1989.
Postado por Fernando Martins às 00:37 0 comentários
Marcadores: assassinos, Chris Gueffroy, Liberdade, Muro de Berlim
quinta-feira, novembro 27, 2025
Alexander Dubcek nasceu há 104 anos
Postado por Fernando Martins às 01:04 0 comentários
Marcadores: Alexander Dubcek, Checoslováquia, comunistas, direitos humanos, Eslováquia, Liberdade, Primavera de Praga
quarta-feira, novembro 19, 2025
O discurso de Gettysburg foi proferido há 162 anos...
O Discurso de Gettysburg é o mais famoso discurso do Presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln. Foi proferido na cerimónia de dedicação do Cemitério Nacional de Gettysburg, na tarde do dia 19 de novembro de 1863, quatro meses depois da vitória na batalha de Gettysburg, decisiva para o resultado da Guerra de Secessão.
Há 87 anos, os nossos pais deram origem neste continente a uma nova Nação, concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais.Encontramo-nos atualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar. Eis-nos num grande campo de batalha dessa guerra. Eis-nos reunidos para dedicar uma parte desse campo ao derradeiro repouso daqueles que, aqui, deram a sua vida para que essa Nação possa sobreviver. É perfeitamente conveniente e justo que o façamos.
Mas, numa visão mais ampla, não podemos dedicar, não podemos consagrar, não podemos santificar este local. Os valentes homens, vivos e mortos, que aqui combateram já o consagraram, muito além do que nós jamais poderíamos acrescentar ou diminuir com os nossos fracos poderes.
O mundo muito pouco atentará, e muito pouco recordará o que aqui dissermos, mas não poderá jamais esquecer o que eles aqui fizeram.
Cumpre-nos, antes, a nós os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão insignemente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra.
Postado por Fernando Martins às 16:20 0 comentários
Marcadores: Abraham Lincoln, Discurso de Gettysburg, Guerra Civil Americana, Liberdade














