domingo, março 16, 2025

Hoje é um dia importante para a melhor Tuna académica portuguesa...!

 

 

Estudantina Universitária de Coimbra - Maria 

Poema de Antero de Quental

 

Tenho cantado esperanças...
Tenho falado d'amores...
Das saudades e dos sonhos
Com que embalo as minhas dores...

Entre os ventos suspirando
Vagas, ténues harmonias,
Tendes visto como correm
Minhas doidas fantasias.

E eu cuidei que era poesia
Todo esse louco sonhar...
Cuidei saber o que e vida
Só porque sei delirar...

Só porque a noite, dormindo
Ao seio duma visão,
Encontrava algum alivio,
Meu dorido coração,

Cuidei ser amor aquilo
E ser aquilo viver...
Oh! que sonhos que se abraçam
Quando se quer esquecer !

Eram fantasmas que a noite
Trouxe, e o dia ja levou...
A luz d?estranha alvorada
Hoje minha alma acordou !

Esquecei aqueles cantos...
Só agora sei falar !
Perdoa-me esses delírios...
Só agora soube amar !

 


 

Estudantina Universitária de Coimbra - Capa negra, rosa negra
Música: António Portugal & Adriano Correia de Oliveira
Letra: Manuel Alegre
  
  
 

Capa negra, rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento numa bandeira.

Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra, rosa negra
Bandeira de liberdade.

Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar.

Mais dados sobre o Menino do Lapedo...

O “Menino do Lapedo” foi finalmente datado

 

Menino do Lapedo, reconstituição


Descoberto em Portugal em 1998, o “Menino do Lapedo” deixou os cientistas perplexos durante muito tempo, graças a uma curiosa mistura de caraterísticas. Agora, o esqueleto misterioso da criança com traços de homo sapiens e neandertal foi finalmente datado por arqueólogos.

Em 1998, os arqueólogos descobriram os restos do esqueleto de uma criança no Lagar Velho, no Vale do Lapedo, situado na freguesia de Santa Eufémia, distrito de Leiria.

Quando a equipa examinou mais de perto os ossos manchados de ocre, ficou surpreendida ao descobrir que a “criança do Lapedo” tinha uma mistura de caraterísticas neandertais e humanas.

Utilizando a datação por radiocarbono, os arqueólogos tentaram descobrir quando é que a criança tinha sido enterrada, mas não conseguiram determinar um período de tempo fiável - apenas que teria sido há cerca de 30 mil anos.

Agora, usando um novo método de datação, um grupo internacional de investigadores - incluindo o arqueólogo João Zilhão e a antropóloga Cidália Duarte, membros da equipa que originalmente tinha encontrado os ossos - deduziu que a criança foi enterrada entre 27.780 e 28.550 anos atrás.

Os resultados do estudo foram apresentados num artigo publicado na sexta-feira na revista Science Advances.

“Ser capaz de datar a criança com sucesso foi como devolver-lhe um pequeno pedaço da sua história, o que é um enorme privilégio”, diz Bethan Linscott, geoquímica da Universidade de Miami e co-autora do estudo, à Associated Press.

O novo intervalo de datas contribui para o crescente conhecimento dos cientistas sobre a relação entre o Homo sapiens e os Neandertais. O ADN antigo indica que as duas espécies se cruzaram durante milhares de anos, antes de os Neandertais desaparecerem, há cerca de 40.000 anos.

Os cientistas há muito que se interrogam sobre a curiosa mistura de traços humanos e neandertais da criança de Lapedo.

O esqueleto tinha, na sua maioria, caraterísticas humanas, mas também apresentava as proporções do corpo, a mandíbula e o osso occipital na parte de trás do crânio, caraterísticos dos Neandertais.

 


 

 

 
Posição das amostras datadas e recriação imaginada do enterramento
 

Na altura da descoberta do esqueleto, a ideia de que os humanos e os Neandertais se tinham hibridizado não era corrente; o genoma Neandertal só foi sequenciado mais de uma década depois, revelando como os humanos modernos têm quantidades variáveis de ADN Neandertal.

No seu estudo original de 1999, os investigadores sugeriram que a criança Lapedo era descendente de humanos e Neandertais que se tinham cruzado muito antes.

A ideia de que um humano e um Neandertal se hibridizaram diretamente para dar à luz a criança é complicada pela cronologia conhecida da extinção do Neandertal: a espécie tinha desaparecido em grande parte mais de 10.000 anos antes de a criança Lapedo viver, embora os Neandertais tenham desaparecido em alturas diferentes por toda a Europa.

“Havia algo estranho na anatomia da criança. Quando encontramos a mandíbula, sabíamos que seria um humano moderno, mas quando expusemos o esqueleto completo vimos que tinha as proporções corporais de um Neandertal”, explicou em 2023 João Zilhão, que liderou a equipa que em 1998 encontrou os ossos.

“A única coisa que poderia explicar essa combinação de características é que a criança era, de facto, evidência de que os neandertais e os humanos modernos se cruzaram”, detalhou o investigador da Universidade de Lisboa.

A nova cronologia estabelecida para a vida da criança fornece informações adicionais que os arqueólogos podem agora tomar em conta enquanto tentam desvendar os mistérios associados aos restos mortais, e oferecer novos conhecimentos sobre a sobreposição entre humanos e neandertais, bem como pistas sobre o eventual desaparecimento dos neandertais.

“A confirmação adicional da idade do sítio permite-nos compreender melhor, com base na morfologia, como se pode ter desenrolado o processo de substituição dos Neandertais pelo Homo sapiens”, diz Adam Van Arsdale, paleoantropólogo do Wellesley College que não esteve envolvido no estudo, ao Live Science.

Para determinar a idade da criança, os cientistas extraíram um aminoácido específico chamado hidroxiprolina do colagénio dos ossos. Esta técnica é boa para datar amostras arqueológicas contaminadas, como a criança Lapedo, explica Linscott.

A hidroxiprolina é rara na natureza e funciona essencialmente como uma “impressão digital” do colagénio, pelo que, ao datar a hidroxiprolina, podemos ter a certeza de que o carbono que estamos a datar provém diretamente do osso e não de contaminação”, detalha a arqueóloga.

A equipa utilizou a mesma técnica para datar outros artefactos encontrados na sepultura da criança, incluindo ossos de coelho, ossos de veado vermelho e carvão vegetal.

A análise sugere que o carvão e os ossos de veado vermelho eram muito mais velhos do que a criança e provavelmente já estavam no local quando a criança foi enterrada ou foram usados para posicionar o corpo dentro da cova.

Os ossos de coelho, pelo contrário, parecem ter sido colocados no local ao mesmo tempo que a criança, possivelmente como uma oferenda funerária.

Os humanos pré-históricos utilizaram o local durante cerca de 300 anos como local de abate e processamento de carcaças de animais. Mas após o enterro da criança, o local foi abandonado por mais de 2.000 anos.

Os cientistas não sabem bem porquê, mas dizem que a morte da criança terá tido um papel importante. “Talvez o acontecimento da morte tenha feito com que o local se tornasse tabu e uma regra social para o evitar tenha sido posta em prática até que a memória do acontecimento se desvanecesse”, conclui João Zilhão ao IFLS.

Mais de 25 anos depois da sua descoberta, o esqueleto do “Menino do Lapedo”, que em 2021 foi classificado como Tesouro Nacional, permanece depositado no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa - estando ainda por decidir se algum dia será exposto ao público.

 

in ZAP

O precursor dos modernos foguetões teve o primeiro voo há 99 anos

Robert Goddard e o primeiro voo de foguete com combustível líquido (gasolina e oxigénio), lançado a 16 de março de 1926, em Auburn, Massachusetts, Estados Unidos

  

Robert Hutchings Goddard (Worcester, 5 de outubro de 1882 - Baltimore, 10 de agosto de 1945) foi um físico experimental norte-americano.

Considerado pai dos modernos foguetes, tendo antevisto o posterior desenvolvimento da tecnologia espacial

 

(...)

 

Goddard estudou no Worcester Polytechnic Institute e na Clark University, onde se especializou em física. Entre 1909 e 1943 deu aulas em diversos estabelecimentos de ensino, nomeadamente nestes dois onde estudou.

O interesse pelos foguetes levou-o a provar, em 1915, que estes aparelhos poderiam progredir no vácuo, recorrendo às leis de ação e reação. Em 1919 publicou um pequeno livro chamado "A Method of Reaching Extreme Altitudes" ("Um Método para Alcançar Altitudes Extremas") onde propunha um foguete capaz de atingir a Lua.

Passados quatro anos, testou os primeiros motores de foguete a usar combustíveis líquidos. Em 16 de março de 1926 lançou o primeiro foguete com combustível líquido, que utilizava uma mistura de petróleo e oxigénio líquido. O aparelho atingiu uma altura de 12,5 metros, depois de ter sido lançado perto do quintal de uma tia de Robert. No total, o voo durou 2,5 segundos e o foguete percorreu 56 metros até cair em cima de uma barraca abandonada. 

 

Selo americano de 1964 em sua homenagem

 

in Wikipédia

 


O Centro de Voos Espaciais Goddard (em inglês: Goddard Space Flight Center - GSFC) é um laboratório de pesquisas espaciais criado em 1 de maio de 1959 como o primeiro centro espacial da NASA, estando sediado a cerca de 11 km a nordeste de Washington, DC, em Greenbelt, Maryland, Estados Unidos. O GSFC foi assim designado em homenagem a Robert H. Goddard, o pioneiro da propulsão dos modernos foguetões nos Estados Unidos.

 

Jerry Lewis nasceu há 99 anos...

 

Jerry Lewis, nome artístico de Joseph Levitch (Newark, 16 de março de 1926 - Las Vegas, 20 de agosto de 2017), foi um comediante, roteirista, produtor, diretor e cantor norte-americano.

Tornou-se famoso por suas comédias estilo pastelão feita nos palcos, filmes, programas de rádio, de televisão e em suas músicas. Ficou conhecido por seu programa beneficente anual, o Jerry Lewis MDA Telethon, com o objetivo de ajudar crianças com distrofia muscular. Lewis ganhou vários prémios honorários, incluindo os do American Comedy Awards, The Golden Camera, Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice, além de ter duas estrelas na Calçada da Fama. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas. Também é conhecido por criar o Teleton primeiramente nos Estados Unidos.

Em fevereiro de 2009 foi agraciado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com o Jean Hersholt Humanitarian Award, considerado o "Óscar Humanitário". Lewis também foi creditado como inventor do vídeo assist system, que possibilita maior visibilidade como ator e diretor ao mesmo tempo, durante a gravação de um filme (algumas pessoas contestam isso). Lewis também fez parceria com o cantor e ator Dean Martin, em 1946, formando a dupla Martin e Lewis. Fizeram sucesso em casas de shows e em filmes para a Paramount. Os dois separaram-se dez anos depois.


in Wikipédia

Manuel Cargaleiro nasceu há 98 anos...

  
Manuel Alves Cargaleiro (Vila Velha de Ródão, 16 de março de 1927Lisboa, 30 de junho de 2024[) foi um pintor e ceramista português.
 
«Comecei a minha vida de artista como ceramista e sou ceramista mesmo quando faço pintura a óleo. Não consigo imaginar uma coisa sem a outra. As minhas duas práticas, claro que se influenciam mutuamente. Não posso esquecer todos os meus conhecimentos sobre a história da faiança ou sobre a decoração mural quando pinto, assim como não esqueço a minha cultura pictórica quando crio em cerâmica. Está tudo muito ligado, e é isso que constitui a minha especificidade. Eu não copio os meus quadros nos azulejos: pinto diretamente sobre a faiança, sem desenho prévio, como numa tela.»

Pintor e ceramista português, era oriundo da Beira Baixa, onde nasceu em 1927. O seu pai, Manuel, era gestor agrícola, e a mãe, Ermelinda, uma especialista em mantas de retalhos coloridas com formas geométricas variadas (patchwork).

Inscreveu-se na Faculdade de Ciências de Lisboa e chegou a trabalhar num banco, mas frequentava as aulas livres da Academia de Belas-Artes e o atelier de olaria de José Trindade.

Em 1945, inicia as primeiras experiências de modelação de barro, na olaria de José Trindade, no Monte de Caparica.

Em 1946, inscreve-se na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que vem a abandonar para se dedicar às artes plásticas, iniciando-se como ceramista na Fábrica Sant'Anna, em Lisboa.

Em 1949, participa na Primeira Exposição de Cerâmica Moderna organizado por António Ferro, na Sala de Exposições do Secretariado Nacional da Informação. Cultura Popular e Turismo (SNI), no Palácio Foz, em Lisboa.

Em 1950, organiza, com a Comissão Municipal de Turismo do Concelho de Almada, o I Salão de Artes Plásticas da Caparica, em Almada.

Em 1951, participa na Segunda Exposição de Cerâmica Moderna, onde obtém uma menção honrosa.

Em 1952, tem a sua primeira exposição individual, realizada na Sala de Exposições do SNI. Nesse mesmo ano participa na Terceira Exposição de Cerâmica Moderna, onde obtém uma menção honrosa, e na exposição coletiva Mostruário da Arte e da Vida Metropolitana, no âmbito das Comemorações do IV Centenário da Morte de São Francisco Xavier, organizado pela Agência Geral do Ultramar, em Goa.

Em 1953, expõe pintura pela primeira vez no Salão da Jovem Pintura, na Galeria de Março, em Lisboa.

Em 1954, apresenta a exposição individual Cerâmicas de Manuel Cargaleiro, na 24.ª exposição da Galeria de Março, em Lisboa. Nesse mesmo, ano recebe o prémio de artes plásticas Sebastião de Almeida, para ceramistas, atribuído pelo SNI. É ainda em 1954 que inicia a sua atividade como professor de Cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. É igualmente neste ano conhece Maria Helena Vieira da Silva, Árpád Szenes e Roger Bissière.

Em 1955, dirige os trabalhos de passagem para cerâmica das estações da Via Sacra do Santuário de Fátima, da autoria de Lino António. Nesse mesmo ano, participa na exposição coletiva Fifth International Exhibition of Ceramic Art, no Kiln Club of Washington, em Washington, D.C., e recebe o Diplôme d’Honnneur de l’Académie Internationale de la Céramique (AIC), aquando da sua participação no I Festival International de Céramique, em Cannes. Participa igualmente numa exposição coletiva com Fernando Lemos e Marcelino Vespeira, na Galeria Pórtico, em Lisboa.

Em 1956, participa no Primeiro Salão dos Artistas de Hoje, na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), em Lisboa. Nesse mesmo ano:

Em 1957, recebe uma bolsa do Governo Italiano, por intermédio do Instituto de Alta Cultura, que lhe permite visitar Itália e estudar a arte da cerâmica em Faença, com Giuseppe Liverani, Roma e Florença. Nesse mesmo ano, instala-se em Paris.

Em 1958, recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para a realização de um estágio na Faiencerie de Gien, sob a orientação de Roger Bernard. Nesse mesmo ano:

  • Participa no XVI Concorso nazionale della ceramica: Faenza no Museo Internazionale delle Ceramiche in Faenza (MIC). Oferece peças de cerâmica popular, dois painéis e um vaso de sua autoria para a reconstituição da secção portuguesa do MIC, muito danificado durante a Segunda Guerra Mundial.
  • Participa na III Exposição de Artes Plásticas, no Convento dos Capuchos, em Almada.

Em 1959, adquire um atelier na Rue des Grands-Augustins 19, em Paris, onde passa a residir. Nesse mesmo ano:

  • Participa numa exposição coletiva, com Camille Bryen, Jean Arp e Max Ernst, na Galerie Edouard Loeb, em Paris
  • Participa na exposição Céramiques Contemporaines, no Musée des Beaux-Arts em Ostende, na Bélgica.

Em 1960 participa na I Exposição de Poesia Ilustrada, no Café Dragão Vermelho, Almada. Participa na exposição coletiva Arte Moderna, no Café Dragão Vermelho, Almada. Participa na IV Exposição de Artes Plásticas, no Convento dos Capuchos, em Almada. Participa na exposição da AIC, no Musée Ariana, Genebra, Suíça. Exposição coletiva na Galerie Edouard Loeb, Paris. 

Morre a 30 de junho de 2024, em Lisboa, aos 97 anos, tendo sido declarado um dia de luto nacional em Portugal pela sua morte.


  
Estação do Metro de Champs Elysées-Clémenceau
  

A cantora Nancy Wilson faz hoje setenta e um anos

  
Nancy Lamoureux Wilson (San Francisco, Califórnia, 16 de março de 1954) é uma cantora dos Estados Unidos que, com a irmã mais velha Ann, formou a banda Heart (de Seattle).
Uma das composições (Elevator Beat) fez parte da banda sonora do filme Vanilla Sky (2001), com Tom Cruise e Penélope Cruz. Nancy Wilson é também atriz e foi casada com o cineasta do filme, Cameron Crowe, de 1986 a 2010.
  
 

Música de aniversariante de hoje...

Branco Mello, dos Titãs, comemora hoje 63 anos

  
Joaquim Cláudio Corrêa de Mello Júnior (São Paulo, 16 de março de 1962), mais conhecido como Branco Mello, é um cantor e compositor brasileiro, integrante dos Titãs, cuja voz se destaca em sucessos como Televisão, Cabeça Dinossauro, Flores e A Melhor Banda de todos os Tempos da última Semana.

 

António Botto morreu há 66 anos...

      
António Tomás Botto (Concavada, Abrantes, 17 de agosto de 1897 - Rio de Janeiro, 16 de março de 1959) foi um poeta, contista e dramaturgo português - um dos mais originais e polémicos do seu tempo. A sua obra mais popular, Canções, compreende um conjunto de poemas líricos que expressam o drama do sentir homoerótico, de modo subtil mas explícito, e foi um marco na lírica portuguesa pela sua novidade e ousadia, causando grande escândalo e ultraje entre os meios reacionários da época. Amigo de Fernando Pessoa, que foi seu editor, defensor, crítico e tradutor, conheceu igualmente outras figuras cimeiras da literatura portuguesa. Ostracizado em Portugal, em 1947 viajou para o Brasil, onde viveu os últimos anos em grande atribulação e penúria. Morreu em 1959, no Rio de Janeiro.
   
(...)
   
Na noite de 4 de março de 1959, ao atravessar a Avenida Copacabana, no Rio de Janeiro, foi atropelado por uma viatura do governo, sofrendo uma fratura do crânio e ficando em coma. Cerca das 17.00 horas de 16 de março de 1959, no Hospital da Beneficência Portuguesa, Botto, expira, abraçado pela sua inconsolável companheira, que o chora perdidamente. Contava ele 61 anos.
   

 

Anda, Vem

  
  
Anda, vem… por que te negas,
Carne morena, toda perfume?
Por que te calas,
Por que esmoreces
Boca vermelha,- rosa de lume!

Se a luz do dia
Te cobre de pejo,
Esperemos a noite presos n'um beijo.

Dá-me o infinito gozo
De contigo adormecer,
Devagarinho, sentindo
O aroma e o calor
Da tua carne, - meu amor!

E ouve, mancebo alado,
Não entristeças, não penses,
— Sê contente,
Porque nem todo o prazer
Tem pecado…

Anda, vem… dá-me o teu corpo
Em troca dos meus desejos;

Tenho Saudades da vida!

Tenho sede dos teus beijos!




in
Canções (1932) - António Botto

Dick Dale morreu há seis anos...

  

Dick Dale (Boston, 4 de maio de 1937 - Loma Linda, 16 de março de 2019), nome artístico de Richard Anthony Monsour, foi um guitarrista de surf rock, sendo aclamado como o criador deste género musical. Ele foi o pioneiro no uso de efeitos de reverberação portáteis, criando uma assinatura de textura sonora para instrumentais de surf, dando a nítida sensação de que a música flui em ondas, como se estivesse a surfar pelo ar.

Foi considerado o 74º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

O seu maior sucesso é a versão que fez da canção Misirlou", presente na banda sonora do filme Pulp Fiction e também na do jogo Guitar Hero II. O grupo Black Eyed Peas usou samples na música no hit Pump It. Ele atende por "The King of Surf Guitar". É considerado o "pai do surf rock". Além do acima citado, Dick Dale, é também o indireto responsável pela existência dos cabeçotes de 100 Watts RMS e pela presença de uma unidade de reverb neles. E nada disso seria possível sem a fúria do que se conhece por "The Beast", a one-of-a-kind Stratocaster dourada de Dick Dale.

 

 

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades...!

Hoje é dia de cantar poesia de Natália Correia...

 

Queixa das almas jovens censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.

  
   
Natália Correia

O Nobel da Física Frederick Reines nasceu há 107 anos

  
Recebeu o Nobel de Física de 1995, pela deteção do neutrino.
  

O vergonhoso massacre de My Lai foi há 57 anos...

         
Mỹ Lai é o nome da aldeia vietnamita onde, em 16 de março de 1968, centenas de civis, na maioria mulheres e crianças, foram executados por soldados do exército dos Estados Unidos, no maior massacre de civis ocorrido durante a Guerra do Vietname.
  
História
Na véspera da operação, integrantes da Companhia Charlie, da 11ª Brigada de Infantaria, mandados à região por denúncias de que a área estaria a servir de refúgio para guerrilheiros vietcongs da FNL (Frente Nacional para a Libertação do Vietname), foram informados pelo comando norte-americano que os habitantes de My Lai e das aldeias vizinhas saíam para o mercado da região às sete da manhã para compra de comida e que, consequentemente, aqueles que ficassem na área seriam guerrilheiros vietcongs ou simpatizantes.
Como consequência, integrantes de um dos pelotões da companhia, comandados pelo tenente William Calley, rumaram ao local. Muitos soldados dessa unidade haviam sido mortos ou feridos em combates, nos dias anteriores.
Quando as tropas penetraram na aldeia, o tenente Calley, lhes disse: "É o que vocês estavam esperando: uma missão de procurar e destruir". Calley diria mais tarde ter recebido ordens para "limpar My Lai", considerada um feudo dos combatentes da FNL. '"As ordens eram para matar tudo o que se mexesse"', diria mais tarde um dos militares americanos ao jornalista Seymour Hersh, que daria a conhecer ao mundo o horror praticado pelo exército dos EUA naquela aldeia.
Sob o comando de Calley, o pelotão não poupou ninguém. Em apenas quatro horas, mataram os animais, queimaram as choupanas, violaram e mutilaram as mulheres, assassinaram homens e trucidaram as crianças. Para sobreviver, alguns habitantes tiveram que fingir-se de mortos, passando horas no meio dos cadáveres. No final do derramamento de sangue, havia 504 cadáveres dos aldeões, na sua grande maioria idosos, mulheres e crianças (cerca de 170), todos desarmados e assassinados a sangue frio. Ron Haeberle, fotógrafo militar que acompanhava o pelotão, encarregou-se de imortalizar a chacina.
No ocidente, o episódio é conhecido como o massacre de My Lai, e no Vietname, como Son My, o nome do povoado a que pertenciam as quatro aldeias, entre elas My Lai, que serviram de cenário para a orgia matinal de atrocidades, celebrada pelos homens da Companhia Charlie, dirigida pelo capitão Ernest Medina.
Cerca de vinte pessoas sobreviveram. As casas foram incendiadas, e as quatro aldeias reduzidas a cinzas. Quando acabou a guerra, em 1975, alguns voltaram para recomeçar a vida na terra de seus ancestrais. Seis deles permanecem na comunidade, rebatizada pela República Socialista do Vietname como Tinh Khe.
O massacre só foi interrompido graças à iniciativa heroica de um piloto de helicóptero, Hugh Thompson, Jr., que vendo do alto a matança, pousou o aparelho e ameaçou atirar com as metralhadoras da sua própria aeronave contra os soldados americanos.
O crime só veio a público um mês depois, devido a denúncias saídas de dentro do exército, por soldados que testemunharam ou ouviram os detalhes do caso – e um deles, Ronald Ridenhour, escreveu a diversos integrantes do governo norte-americanos, inclusive ao presidente Richard Nixon – e chegaram a órgãos de imprensa e às televisões. Jornalistas independentes conseguiram fotos dos assassinatos e estamparam-nas nos media mundiais, ajudando a aumentar o horror e os esforços dos pacifistas a pressionar o governo Nixon a se retirar do Vietname.
Em março de 1970, 25 soldados foram indiciados pelo exército dos Estados Unidos por crime de guerra e ocultação de factos e provas no caso de My Lai. Comparado pelos media aos genocídios de Oradour-sur-Glane e Lídice durante a Segunda Guerra Mundial, que causou a condenação e execução de diversos oficiais nazis, apenas o tenente William Calley, comandante do pelotão responsável pelas mortes, foi indiciado e julgado.
  

  
Condenado à prisão perpétua, Calley foi perdoado, dois dias depois da divulgação da sentença, pelo presidente Nixon, cumprindo uma vergonhosa pena alternativa de três anos e meio em prisão domiciliar na base militar de Fort Benning, na Geórgia.
 
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Civis mortos em My Lai
   

Tammi Terrell morreu há 55 anos...

    
Tammi Terrell, nascida como Thomasina Winifred Montgomery (Filadélfia, Pensilvânia, 29 de abril de 1945Filadélfia, Pensilvânia, 16 de março de 1970) foi uma cantora de soul norte-americana, mais conhecida pelos seus trabalhos desenvolvidos na Motown e pelos seus duetos com Marvin Gaye. Ainda adolescente, gravou para os selos Scepter Records/Wand Records, Try Me Records e Checker Records. Assinou com a Motown em 1965 e experimentou um modesto sucesso como cantora a solo. A partir do momento em que passou a trabalhar com Gaye, em 1967, a  sua carreira entrou em ebulição, mas naquele mesmo ano cairia, quando Terrell desmaiou, nos braços de Gaye, durante uma atuação. Foi-lhe então diagnosticado um tumor cerebral, que a levou à morte, com apenas 24 anos.
  

 


O Levantamento das Caldas foi há cinquenta e um anos

(imagem daqui)
     
O Levantamento das Caldas, também referido como Intentona das Caldas, Revolta das Caldas ou Golpe das Caldas, foi uma tentativa de golpe de Estado frustrada, ocorrida em 16 de março de 1974, em Portugal. O golpe foi descrito como "uma tentativa de avançar com o golpe que não foi devidamente preparada", tendo sido precursor da Revolução dos Cravos que, a 25 de Abril seguinte, derrubou o regime ditatorial do Estado Novo Português. É referido, por vários autores, como o catalisador que aglutinou o oficialato em torno do Movimento das Forças Armadas (MFA).
  
História
O movimento remonta à insatisfação, entre as Forças Armadas Portuguesas, com a Guerra Colonial, a falta de liberdade política e o atraso económico vivido pelo país.
A 22 de fevereiro de 1974 vem a público a obra "Portugal e o Futuro", do general António de Spínola, onde este defende que a solução para a guerra colonial deveria ser política e não militar.
Mais tarde, a 5 de março ocorre a reunião da Comissão Coordenadora do MFA. Foi lido, e decidido pôr a circular no seio do Movimento dos Capitães, o primeiro documento do Movimento contra o regime e a Guerra Colonial. Intitulava-se "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação" e foi elaborado pelo major Ernesto Melo Antunes.
No mesmo mês, a 14, o Governo de Marcello Caetano demite os Generais António de Spínola e Francisco da Costa Gomes respetivamente dos cargos de Chefe e Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, alegando falta de comparência na cerimónia de solidariedade com o regime, levada a cabo pelos três ramos das Forças Armadas. A demissão dos dois generais virá a ser determinante na aceleração das operações militares contra o regime.
Desse modo, a 16 de março, apesar de originalmente estar prevista a participação de outras unidades militares, apenas o Regimento de Infantaria nº 5, das Caldas da Rainha, avançou para Lisboa, sob o comando do capitão Armando Marques Ramos. Isolado, o seu avanço foi impedido, por unidades leais ao regime, já às portas de Lisboa, sem derramamento de sangue.
Cerca de duzentos homens, entre oficiais, sargentos e praças, foram detidos. Os oficiais, encarcerados na Trafaria, foram libertados no dia 25 de Abril.
   

Uma maré negra, provocada pelo naufrágio do Amoco Cadiz, começou há 47 anos...

     
O Amoco Cadiz foi um VLCC (Very Large Crude Carrier) de propriedade da Amoco que, após um acidente ocorrido em 16 de março de 1978 a 3 milhas da costa da Bretanha, França, se partiu em dois e deu origem a um dos maiores desastres ambientais da história, por causa do derrame de petróleo.
      
  
   
Zones littorales et maritimes touchées par la marée noire
        
Dernier voyage et naufrage
Au début du mois de février 1978, le supertanker charge 121.157 tonnes de pétrole brut à Ras Tanura, en Arabie saoudite puis complète sa cargaison avec 98 640 tonnes de pétrole brut, sur l'île de Kharg, en Iran. Pour ce qui allait être son dernier voyage, l'Amoco Cadiz quitte le golfe Persique le 7 février 1978 à destination de Rotterdam, via la baie de Lyme en Angleterre, escale classique pour alléger les pétroliers avant leur passage vers la mer du Nord.
Le 28 février, le navire passe le cap de Bonne-Espérance et fait une escale pour se ravitailler en carburant à Las Palmas le 11 mars. Trois jours plus tard, l'Amoco Cadiz rencontre des conditions météo difficiles. Cette mauvaise météo se maintiendra jusqu'après le 16 mars, date à laquelle il entre dans la Manche, en vue de faire escale le lendemain en baie de Lyme.
Le , en partance de la baie de Lyme pour rallier Rotterdam via la Manche, l’Amoco Cadiz s'échoue en bordure des côtes bretonnes, sur les récifs de Men Goulven en face du village de Portsall, commune de Ploudalmézeau, nord-ouest du Finistère, libérant 227 000 tonnes de pétrole brut. L'épave du navire est située à la position 48° 35,31′ N, 4° 42,58′ O.
    
Chronologie du naufrage
(Les heures indiquées ici sont des heures UTC. Il faut rajouter une heure pour avoir l'heure locale — heure française.)
Le à 8 h, l’Amoco Cadiz, parti du golfe Persique pour Rotterdam, passe au large de l'île d'Ouessant. Il fait route à la vitesse de 9,5 nœuds.
  • 9 h 45 : le pétrolier tombe en avarie de gouvernail à 7,5 milles d'Ouessant : celui-ci est bloqué et fait virer le pétrolier sur bâbord. Un premier message radio de sécurité TTT est envoyé sur 500 kHz, stipulant la non-manœuvrabilité du bateau et demandant aux autres bâtiments de se tenir à l'écart.
  • 11 h 05 : l'Amoco Cadiz prend contact avec la station Le Conquet radio. L'armateur du bateau étant à Chicago, le capitaine tente de lui téléphoner. À cause du décalage horaire il n'y parviendra pas. Il tente alors vainement de joindre des représentants basés à Gênes et Milan.
  • 11 h 20 : le capitaine Pasquale Bardari demande l'assistance d'un remorqueur car l'avarie ne peut être réparée. Un appel d'urgence XXX est envoyé sur 500 kHz. Le pétrolier est alors à 10 milles au nord d'Ouessant. Le remorqueur le plus proche, le Pacific, est à 13 milles de là, à proximité de Portsall. Il fait alors route vers le nord dans le cadre d'une autre mission. Sa puissance est de 10 000 chevaux.
  • 11 h 28 : prise de contact directe entre l’Amoco Cadiz et le Pacific. Ce dernier fait demi-tour et contacte son armateur, la société Bugsier. L’Amoco Cadiz tente de joindre son assureur à Chicago car le Pacific propose un contrat fondé sur le Lloyd's open form. Bugsier contacte un autre remorqueur, le Simson, plus puissant (16 000 chevaux), situé alors au large de Cherbourg.
  • 12 h : le Pacific est à 6 milles du pétrolier. Aucune certitude quant à l'accord sur l'assurance. Le Pacific se rapproche encore car le pétrolier a déjà dérivé de 2 milles sous l'effet du vent et est à la limite sud du rail d'Ouessant.
  • 13 h 15 : première tentative de passage de la remorque. Le Pacific envoie une touline pour hisser la remorque, sur le pétrolier. Cette remorque est constituée d'un gros câble d'acier et d'une chaîne. L'ensemble pèse 15 tonnes.
  • 13 h 31 : la remorque est tournée sur l’Amoco Cadiz.
  • 14 h 05 : le remorqueur commence à tirer lentement.
  • 14 h 49 : le Pacific a laissé filer 1.000 m de remorque et porte ses moteurs à 80 % de ses capacités (250 tr/min). Malgré cela, les deux bateaux dérivent vers l'est.
  • 15 h 15 : l’Amoco Cadiz refuse une nouvelle fois la proposition de contrat sur la base du Lloyd's open form.
  • 16 h : le contrat est finalement accepté, Chicago ayant pu être contacté. Le Simson prévoit d'arriver vers 23 h.
  • 16 h 15 : la chaîne de remorque casse. À ce moment le pétrolier a évité et se trouve orienté vers le sud. Le capitaine du pétrolier décide de mettre les machines en arrière pour s'éloigner de la côte, malgré son avarie de gouvernail. Le vent est d'ouest force 8, avec des rafales à 9-10 et la mer est formée avec des creux de 8 mètres.
  • 17 h 05 : les 980 m de remorque sont ramenés à bord du Pacific. À cause de la houle, deux matelots sont blessés, mais le remorqueur se prépare à repasser la remorque.
  • 18 h 20 : nouvelles tentatives de remorquage, par l'arrière du pétrolier. Les deux bateaux se sont éloignés l'un de l'autre.
  • 18 h 40 : le Pacific se dirige vers le pétrolier.
  • 18 h 53 : les officiers des deux bateaux ne sont pas d'accord sur la manœuvre : le capitaine de l’Amoco Cadiz préférerait être remorqué par la proue.
  • 19 h 10 : la touline est lancée, mais n'a pas pu être récupérée.
  • 19 h 26 : après deux autres échecs, la quatrième tentative sera fructueuse. L'équipage ramène la touline mais celle-ci casse et la remorque retombe à l'eau.
  • 19 h 40 : le courant est plus fort à présent et les deux bateaux continuent à dériver.
  • 19 h 55 : l’Amoco Cadiz se prépare à jeter l'ancre pour limiter la dérive.
  • 20 h 04 : l'ancre est mouillée.
  • 20 h 07 : le Pacific a renvoyé l'amarre qui est tournée sur le treuil du pétrolier.
  • 20 h 15 : le Simson est à 40 milles. La prise de la remorque se poursuit. À ce moment le risque d'échouement est très important et il devient urgent de remorquer le pétrolier.
  • 20 h 28 : le guindeau, système de relevage de l'ancre, se casse et est arraché.
  • 20 h 37 : le câble de remorquage est finalement tourné sur un jeu de bittes d'amarrage.
  • 20 h 55 : le remorqueur laisse filer 400 m et commence à tirer. Le pétrolier est toujours mouillé et espère pouvoir tourner.
  • 21 h 04 : le pétrolier talonne (touche le fond) pour la première fois. Il roule sous les vagues et ses machines sont noyées.
  • 21 h 10 : l’Amoco Cadiz est privé d'éclairage et de radio.
  • 21 h 39 : le pétrolier talonne une seconde fois.
  • 21 h 43 : le pétrolier lance des fusées de détresse, la marée noire commence.
  • 21 h 50 : un appel de détresse SOS est envoyé sur 500 kHz. Le Pacific demande un hélicoptère pour évacuer l'équipage de l’Amoco Cadiz. Il met les machines au maximum pour tenter de déséchouer le pétrolier.
  • 22 h 12 : la remorque casse et est récupérée sur le Pacific.
  • 22 h 30 : le Simson arrive sur les lieux.
  • 24 h : l'équipage de l’Amoco Cadiz est hélitreuillé par les équipages des hélicoptères Super Frelon de la 32e flottille de la Marine nationale basée à Lanvéoc-Poulmic. Seuls le capitaine et un officier restent à bord.
  • 1 h 45 : 42 personnes sur 44 ont été évacuées. Les deux derniers vont devoir attendre jusqu'à 5 h avant de pouvoir quitter le navire.
     
 Nettoyage d'une des plages de Plougrescant (Côtes-d'Armor)
       

O rapto de Aldo Moro, pelas Brigadas Vermelhas, começou há 47 anos...

       
Ocupou por cinco vezes o cargo de primeiro-ministro da Itália. Membro ativo da Igreja Católica, foi um dos líderes mais destacados da democracia cristã na Itália.
Sequestrado em 16 de março de 1978 pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, foi assassinado depois de 55 dias de cativeiro.
Há várias teorias acerca os motivos da recusa do governo italiano em negociar a libertação de Aldo Moro com os sequestradores e sobre os interesses envolvidos no seu sequestro e morte. Segundo o historiador Sergio Flamigni, as Brigadas Vermelhas foram usadas pela Gladio, rede dirigida pela NATO, de modo a justificar a manutenção da estratégia da tensão. O filósofo Antonio Negri chegou a ser preso, acusado de ser o inspirador da ação das Brigadas Vermelhas e do assassinato de Aldo Moro.
      

 

 

       
On March 16, 1978, on Via Fani, a street in Rome, a unit of the militant communist organisation known as the Red Brigades (Italian: Brigate Rosse) blocked the two-car convoy transporting Moro and kidnapped him, murdering in cold blood his five bodyguards. At the time, all of the founding members of the Red Brigades were in jail; the organisation led by Mario Moretti that kidnapped Moro, therefore, is said to be the "Second Red Brigades."
On the day of his kidnapping, Moro was on his way to a session of the House of Representatives, where a discussion was to take place regarding a vote of confidence for a new government led by Giulio Andreotti (DC) that would have, for the first time, the support of the Communist Party. It was to be the first implementation of Moro's strategic political vision as defined by the Compromesso storico (historic compromise).
In the following days, trade unions called for a general strike, while security forces made hundreds of raids in Rome, Milan, Turin and other cities searching for Moro's location. Held for two months, he was allowed to send letters to his family and politicians. The government refused to negotiate, despite demands by family, friends and Pope Paul VI. In fact, Paul VI "offered himself in exchange … for Aldo Moro …"
During the investigation of Moro's kidnapping, General Carlo Alberto Dalla Chiesa reportedly responded to a member of the security services who suggested torturing a suspected brigatista, "Italy can survive the loss of Aldo Moro. It would not survive the introduction of torture." The Red Brigades initiated a secret trial where Moro was found guilty and sentenced to death. Then they sent demands to the Italian authorities, stating that unless 16 Red Guard prisoners were released, Moro would be killed. The Italian authorities responded with a large-scale manhunt.