Posicionamento na guerra anticolonial
Papel no processo de descolonização
O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Postado por Fernando Martins às 09:20 0 comentários
Marcadores: Angola, FNLA, Guerra Colonial, Guerra do Ultramar, Jonas Savimbi, MPLA, UNITA
Trova do Vento que Passa
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Manuel Alegre
Postado por Pedro Luna às 09:00 0 comentários
Marcadores: AAC, Associação Académica de Coimbra, deputado, Fado de Coimbra, Guerra Colonial, Liberdade, Manuel Alegre, Partido Socialista, poesia
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
Marcadores: AAC, Associação Académica de Coimbra, deputado, Fado de Coimbra, Guerra Colonial, Liberdade, Manuel Alegre, Partido Socialista, poesia
Postado por Fernando Martins às 00:52 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, Caldas da Rainha, Guerra Colonial, Levantamento das Caldas, MFA, Movimento das Forças Armadas
Postado por Fernando Martins às 00:52 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, António de Spínola, Brigada do Reumático, estado novo, Guerra Colonial, Guerra do Ultramar, II República, Marcelo Caetano, Portugal e o Futuro
Postado por Fernando Martins às 00:57 0 comentários
Marcadores: assassinato, Eduardo Mondlane, FRELIMO, Guerra Colonial, Moçambique, PIDE
Postado por Fernando Martins às 05:30 0 comentários
Marcadores: Amílcar Cabral, assassinato, Cabo Verde, Guerra Colonial, Guiné-Bissau, Guiné-Cronacri, PAIGC
Postado por Fernando Martins às 00:39 0 comentários
Marcadores: acidente, África do Sul, aviação, comunistas, FRELIMO, Guerra Colonial, Moçambique, Presidente da República, RENAMO, Samora Machel
Postado por Fernando Martins às 09:20 0 comentários
Marcadores: FRELIMO, Guerra Colonial, Moçambique, Samora Machel
Postado por Fernando Martins às 06:10 0 comentários
Marcadores: FRELIMO, Guerra Colonial, Moçambique
Textos, músicas, fotos e outros materiais aqui publicados, parte sem prévia autorização, são propriedade de seus autores, que são, sempre que possível, identificados e creditados. O seu uso deve-se a razões culturais, científicas e didáticas, sem objetivo comercial ou usurpação de autoria. Pretendemos apenas expressar admiração pelos autores, contribuindo para a sua divulgação, respeitando inteiramente pedidos de retirar os seus materiais.