segunda-feira, fevereiro 03, 2025

Mendelssohn nasceu há 216 anos...

     

Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy conhecido como Felix Mendelssohn (Hamburgo, 3 de fevereiro de 1809 - Leipzig, 4 de novembro de 1847) foi um compositor, pianista e maestro alemão do início do período romântico. Algumas das suas mais conhecidas obras são a abertura e a música incidental para Sonho de uma Noite de Verão (que inclui a famosa Marcha nupcial), o Concerto para violino, os dois concertos para piano, cerca de 100 Lieder, a abertura As Hébridas, as sinfonias Italiana e Escocesa e os oratórios Paulus e Elias.
  
Mendelssohn era filho do banqueiro Abraham Mendelssohn e de Lea Salomon, e neto do filósofo judaico-alemão Moses Mendelssohn, membro de uma família judia notável, mais tarde convertida ao cristianismo. Começou a compor aos nove anos (mais tarde mudou o seu sobrenome para Mendelssohn Bartholdy).
Felix cresceu num ambiente de intensa efervescência intelectual. As maiores mentes da Alemanha foram visitas frequentes da sua família na casa em Berlim, incluindo a Wilhelm von Humboldt e Alexander von Humboldt. A sua irmã Rebecca casou com o grande matemático belga Lejeune Dirichlet.
Abraão renunciou à religião judaica e a família mudou-se para Berlim em 1811. Abraão e Lea tentam dar a Felix Mendelssohn, ao seu irmão Paul, e às suas irmãs Fanny e Rebeca, a melhor educação possível. A sua irmã Fanny Mendelssohn (mais tarde, Fanny Hensel), tornou-se uma conhecida pianista e compositora.
Mendelssohn era considerado uma criança prodígio. Começou lições de piano com a sua mãe aos seis anos, acompanhados por Marie Bigot. A partir de 1817, estudou composição com Carl Friedrich Zelter em Berlim. Escreveu e publicou o seu primeiro trabalho, um quarteto com piano, aos treze anos. Mais tarde teve aulas de piano do compositor e virtuoso Ignaz Moscheles, que confessou em seu diário que ele tinha muito a ensinar-lhe. Moscheles foi grande colega e amigo ao longo da vida.
  
(...) 
    

Em 14 de maio de 1847, Berlim, Alemanha, a irmã Fanny de Mendelssohn morre, após um ataque de apoplexia. Os seus pais haviam morrido alguns anos antes, em 1835 e em 1842, e a morte de Fanny causou um grande impacto no compositor. Mendelssohn morreu no dia 4 de novembro de 1847, seis meses após a morte da irmã, devido a um derrame cerebral.

Uma paixão não correspondida pela soprano sueca Jenny Lind pode ter contribuído para a morte de Felix Mendelssohn. Essa é a tese levantada por uma jornalista do The Independent, Jessica Duchen. A tese tem por base um documento depositado nos arquivos da Royal Academy of Music, em Londres: uma declaração do marido de Jenny Lind, Otto Goldschmidt, confessando ter destruído uma carta de Mendelssohn para Jenny, que teria o poder de macular profundamente as reputações de sua mulher e de Mendelssohn. Na carta o compositor teria declarado amor ardente por ela, implorando que ela fugisse com ele para os Estados Unidos e ameaçando suicídio caso ela recusasse. Supõe-se que Jenny, efetivamente, recusou. Meses depois, Mendelssohn estava morto.

Charles Rosen, no seu livro A Geração Romântica, deprecia Mendelssohn como "kitsch religioso". Essa opinião reflete um contínuo desprezo pela estética musical por parte de Richard Wagner e seus seguidores. Na Inglaterra, a reputação de Mendelssohn manteve-se elevada durante muito tempo. A Rainha Vitória demonstrou o seu entusiasmo, quando, no Crystal Palace, foi colocada, em 1854, uma estátua de Mendelssohn.

 

 


O geólogo Achille Delesse nasceu há 208 anos

  
Achille Ernest Oscar Joseph Delesse (Metz, 3 de fevereiro de 1817 – Paris, 24 de março de 1881) foi um geólogo e mineralogista francês

 

Formação

Delesse entrou para a École Polytechnique aos vinte anos de idade, e posteriormente estudou na École des Mines. Em 1845, foi nomeado para a cátedra de Mineralogia e Geologia em Besançon; em 1850, para a cadeira de Geologia na Sorbonne, em Paris; e em 1864, professor de Agricultura na École des Mines. Em 1878, tornou-se inspetor-geral de minas.

 

Carreira

Nos primeiros anos, como engenheiro de minas, investigou e descreveu vários novos minerais; passou mais tarde ao estudo das rochas, elaborando novos métodos para a sua determinação, e dando particulares descrições do meláfiro, arcóseo, pórfiro, sienito e outros. As rochas ígneas dos Vosges e as dos Alpes, Córsega, etc, e o conceito de metamorfismo ocuparam a sua atenção. Preparou também em 1858, os mapas geológicos e hidrológicos de Paris, com relação à água subterrânea, mapas similares dos departamentos do Sena e Seine-et-Marne, e um mapa agronómico de Seine-et-Marne (1880), no qual mostrou a relação que existe entre as características físicas e químicas do solo e a estrutura geológica.

A sua revista anual Revue des progrès de géologie, editada com o apoio (1860-1865) de Auguste Laugel e posteriormente (1865-1878) de Albert de Lapparent, esteve em circulação de 1860 até 1880. As suas observações sobre a litologia dos depósitos acumulados no fundo do mar foram de especial interesse e importância.

 

Gertrude Stein nasceu há 151 anos...


Gertrude Stein (Allegheny, Pennsylvania, February 3, 1874 – Neuilly-sur-Seine, July 27, 1946) was an American novelist, poet, playwright, and art collector. Born in Allegheny, Pennsylvania (now part of Pittsburgh), and raised in Oakland, California, Stein moved to Paris in 1903, and made France her home for the remainder of her life. She hosted a Paris salon, where the leading figures of modernism in literature and art, such as Pablo Picasso, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Sinclair Lewis, Ezra Pound, Sherwood Anderson and Henri Matisse, would meet.

In 1933, Stein published a quasi-memoir of her Paris years, The Autobiography of Alice B. Toklas, written in the voice of Alice B. Toklas, her life partner. The book became a literary bestseller and vaulted Stein from the relative obscurity of the cult-literature scene into the limelight of mainstream attention. Two quotes from her works have become widely known: "Rose is a rose is a rose is a rose", and "there is no there there", with the latter often taken to be a reference to her childhood home of Oakland.

Her books include Q.E.D. (1903), about a lesbian romantic affair involving several of Stein's friends; Fernhurst, a fictional story about a love triangle; Three Lives (1905–06); The Making of Americans (1902–1911); and Tender Buttons (1914).

Her activities during World War II have been the subject of analysis and commentary. As a Jew living in Nazi-occupied France, Stein may have only been able to sustain her lifestyle as an art collector, and indeed to ensure her physical safety, through the protection of the powerful Vichy government official and Nazi collaborator Bernard Faÿ. After the war ended, Stein expressed admiration for another Nazi collaborator, Vichy leader Marshal Pétain.
     
  
  
 
Susie Asado
 
Sweet sweet sweet sweet sweet tea.
Susie Asado.
Sweet sweet sweet sweet sweet tea.
Susie Asado.
Susie Asado which is a told tray sure.
A lean on the shoe this means slips slips hers.
When the ancient light grey is clean it is yellow, it is a silver seller.
This is a please this is a please there are the saids to jelly.
These are the wets these say the sets to leave a crown to Incy.
Incy is short of incubus.
A pot. A pot is a beginning of a rare bit of trees. Trees tremble,
the old vats are in bobbles, bobbles which shade and shove and
render clean, render clean must.
Drink pups.
Drink pups drink pups lease a sash hold, see it shine and a bobolink
has pins. It shows a nail.
What is a nail. A nail is unison.
Sweet sweet sweet sweet sweet tea. 
 

Gertrude Stein

Alvar Aalto nasceu há 127 anos...

Alvar e Elissa Aalto na década de 50

Hugo Alvar Henrik Aalto (Kuortane, 3 de fevereiro de 1898 - Helsínquia, 11 de maio de 1976) foi um arquiteto finlandês, cuja obra é considerada exemplar da vertente orgânica da arquitetura moderna da primeira metade do século XX.
Alvar Aalto também se notabilizou como designer, em áreas como o projeto de mobília, tecidos e cristais, entre outros.
  
Teatro Aalto, de Essen
  

A sonda Luna 9 pousou há 59 anos

Réplica da Luna 9 em exibição no Museu do Ar e do Espaço de Paris, Le Bourget
     
A Luna 9, também conhecida como Luna E-6M No.1, foi a designação de uma sonda soviética do Programa Luna usando a plataforma E-6M, com o objetivo de efetuar uma alunagem suave na Lua.
Depois de um lançamento bem sucedido, em 31 de janeiro de 1966, ela efetuou as correções de voo necessárias, acionou os retrofoguetes conforme o planeado e tornou-se a primeira nave espacial a efetuar uma alunagem suave na superfície da Lua, a 3 de fevereiro de 1966.
   
A sonda
A nave espacial era baseada na plataforma E-6M, uma versão melhorada e reforçada (desenvolvida pelo escritório Lavochkin), em relação à anterior. Pesando 1.583 kg no total, o módulo de aterragem possuía uma esfera de aço no topo, pesando 99 kg. Essa esfera era recoberta por bolsas infláveis pouco antes do pouso e libertada a cerca de cinco metros de altura, momentos antes de o módulo de aterragem/alunagem tocar o solo. Essa esfera, hermeticamente fechada, possuía no seu interior equipamento de rádio comunicação, dispositivos temporizadores, sistema de controle de temperatura, instrumentos científicos e um sistema de transmissão de imagens de televisão. 
 
Lançamento e percurso
A Luna 9 foi lançada por um foguete Molniya-M (8K78M) as 11:45:00 UTC de 31 de janeiro de 1966, a partir da plataforma 31/6 do Cosmódromo de Baikonur. Depois de um lançamento bem sucedido e de ter atingido uma órbita de espera de 168 por 219 km e 51,8° de inclinação, a parte superior do foguete, um Bloco-L, reiniciou e ela foi colocada em trajetória de injeção translunar (uma órbita elíptica alta com 500.000 km de apogeu).
Depois disso, a sonda iniciou um processo de rotação sobre o próprio eixo a 0.67 rpm, usando jatos de azoto. Em 1 de fevereiro, às 19.29 horas UTC, uma correção de curso foi efetuada, envolvendo o acionamento de um dos motores durante 48 segundos.
     
Descida e alunagem
A uma distância de 8.300 km da Lua, a sonda foi orientada para acionar os seus retrofoguetes e a sua rotação parou, para preparação para o pouso. A 25 km da superfície lunar, o radioaltímetro comandou o abandono dos módulos laterais, o enchimento das bolsas de ar, e um novo acionamento dos retrofoguetes. A 250 m da superfície, o retrofoguete principal foi desligado e os quatro retrofoguetes auxiliares foram usados para diminuir a velocidade. A aproximadamente 5 m acima da superfície lunar, um sensor de contacto tocou o solo e comandou o desligar dos motores e a ejeção da cápsula de pouso. A nave "pousou" a 22 km/h de velocidade.
A esfera de pouso, bateu e rolou algumas vezes antes de parar a oeste das crateras Reiner e Marius, num lugar com as coordenadas aproximadas de 7.08 N, 64.37 W, da região conhecida como Oceanus Procellarum (Oceano das Tormentas, em português), às 18.45.30 UTC do dia 3 de fevereiro de 1966, 3 dias, 8 horas, 3 minutos e 15 segundos após o seu lançamento.
A Luna 9, foi o primeiro objeto feito pelo homem a pousar num outro corpo celeste. Foi a décima segunda tentativa da União Soviética em efetuar um pouso suave na Lua; também foi a primeira sonda espacial bem sucedida produzida pelo escritório de projetos Lavochkin, que passou a ser o responsável por praticamente todas as sondas lunares e interplanetárias soviéticas (depois russas). Todas as operações antes da alunagem, correram sem falhas. Aproximadamente cinco minutos depois do alunagem, a Luna 9 começou a transmitir dados para a Terra, mas somente depois de 7 horas, quando o Sol atingiu 7° de elevação, a sonda começou a enviar a primeira de nove imagens (incluindo cinco panorâmicas) da superfície da Lua. Essas foram as primeiras imagens transmitidas da superfície de um outro corpo celeste.
      
   
Operação na superfície
 
Aproximadamente 250 segundos depois do pouso, as quatro "pétalas" que cobriam a parte superior da sonda esférica abriram e estabilizaram-na na superfície lunar. As antenas assumiram sua posições operacionais e o sistema de espelhos rotativos da câmara de televisão iniciaram o varrimento do ambiente lunar. Sete sessões de rádio, totalizando 8 horas e 5 minutos, foram transmitidas, assim como três séries de imagens de TV. Depois de editadas, as fotografias forneceram uma visão panorâmica da superfície lunar nas vizinhanças do local de pouso, incluindo rochas e o horizonte, a cerca de 1,4 km.
As imagens da Luna 9, não foram mostradas imediatamente pelas autoridades soviéticas. No meio tempo, os cientistas do observatório Jodrell Bank,  na Inglaterra, que estava monitorizando a nave espacial, notaram que o formato dos sinais utilizados por ela era o mesmo usado internacionalmente pelos jornais da época para transmitir fotografias. O Daily Express apressou-se a obter um recetor para o observatório, e as fotografias da Luna 9 foram descodificadas e publicadas em todo o Mundo. A BBC News especulou que os projetistas da nave deliberadamente equiparam a sonda com equipamentos de acordo com o padrão comercial da época, para permitir a receção das imagens pelo observatório Jodrell Bank.
O detetor de radiação, o único instrumento a bordo, mediu uma dosagem de 30 milirads (0,3 miligrays), por dia. A missão também constatou que um foguetão não iria afundar no solo lunar; que o solo podia suportar um módulo de aterragem pesado. A última transmissão da sonda foi recebida no dia 6 de fevereiro de 1966, às 22.55 horas UTC, quando se perdeu contacto com a superfície lunar.
     

O primeiro líder da FRELIMO, Eduardo Mondlane, foi assassinado há 56 anos...


Eduardo Chivambo Mondlane (Manjacaze, Gaza, 20 de junho de 1920 - Dar es Salaam, 3 de fevereiro de 1969) foi um dos fundadores e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a organização que lutou pela independência de Moçambique do domínio colonial português. O dia da sua morte, assassinado por uma encomenda-bomba, é celebrado em Moçambique como o Dia dos Heróis Moçambicanos.
 
Vida e obra
Filho de um chefe tradicional, Mondlane estudou inicialmente numa missão presbiteriana suíça próxima de Manjacaze, mas viria a terminar os seus estudos secundários numa escola da mesma igreja na África do Sul. Após ter sido expulso, na sequência da subida ao poder do Partido Nacional, da Universidade de Witwatersrand, onde cursava Antropologia e Sociologia, seguiu estudos, usufruindo de uma bolsa, na Universidade de Lisboa. Aí conheceu outros estudantes que viriam a ser os líderes dos movimentos nacionalistas e anticoloniais de vários países africanos, como Amílcar Cabral e Agostinho Neto. Terminaria os estudos nos Estados Unidos, frequentando o Oberlin College (Ohio) e a Northwestem University (Evaston, Illinois) e vindo a obter o doutoramento em Sociologia.
Trabalhou para as Nações Unidas, no Departamento de Curadoria, como investigador dos acontecimentos que levavam à independência dos países africanos e foi também professor de história e sociologia na Universidade de Syracuse, em Nova Iorque. Nessa altura (década de 50), Mondlane teve contactos com Adriano Moreira, um ministro português que queria recrutá-lo para trabalhar na administração colonial; Mondlane, por seu turno, tentou convencê-lo da necessidade de Portugal seguir o caminho dos restantes países, que estavam a dar independência às suas colónias africanas.
Em 1961, visitou Moçambique, a convite da Missão Suíça, e teve contactos com vários nacionalistas, onde se convenceu de que as condições estavam criadas para o estabelecimento de um movimento de libertação. Por essa altura e independentemente, formaram-se três organizações com o mesmo objetivo: a UDENAMO (União Democrática Nacional de Moçambique), a MANU (Mozambique African National Union, à maneira da KANU do Quénia e de tantas outras) e a UNAMI (União Nacional Africana para Moçambique Independente). Estas organizações tinham sede em países diferentes e uma base social e étnica também diferentes, mas Mondlane tentou uni-las, o que conseguiu, com o apoio do presidente da Tanzânia, Julius Nyerere – a FRELIMO foi de facto criada na Tanzânia, com base naqueles três movimentos, em 25 de junho de 1962, e Mondlane foi eleito seu primeiro presidente, com Uria Simango como vice-presidente.
Nessa altura, Mondlane já tinha chegado à conclusão de que não seria possível conseguir a independência de Moçambique sem uma guerra de libertação, mas era necessário desenhar uma estratégia e obter apoios para a levar a cabo, o que Mondlane começou a fazer. Os primeiros guerrilheiros foram treinados na Argélia e, entre eles, contava-se Samora Machel que o viria a substituir após a sua morte. Os seguintes foram já treinados na Tanzânia, onde a FRELIMO organizou ainda uma escola secundária, o Instituto de Moçambique.
A luta armada foi desencadeada em 25 de setembro de 1964, com o ataque de um pequeno número de guerrilheiros ao posto administrativo de Chai, na província de Cabo Delgado, a cerca de 100 km da fronteira com a Tanzânia. Para além das ações militares, a FRELIMO organizou um sistema de comércio para apoiar as ações de guerrilha e Lázaro Nkavandame, que tinha sido nomeado Secretário Provincial do movimento para aquela província, foi quem organizou esse sistema; mais tarde, verificou-se que ele guardava os lucros para si e seus colaboradores e acabou por desertar, em 1969, pouco depois da morte de Mondlane.
Este não foi o único incidente que ensombrou os primeiros anos da FRELIMO: Mateus Gwengere, um padre católico que tinha aliciado muitos jovens da sua província (Tete) e era professor do Instituto de Moçambique, insurgiu-se contra a política do movimento de enviar a maior parte dos jovens para a luta armada, em vez de os incentivar a continuar os estudos. Em março de 1968, verificou-se um motim, seguido pelo abandono quase maciço dos estudantes que, mais tarde, se descobriu ter sido despoletado por Gwengere. Em maio, uma multidão de macondes invadiu os escritórios do movimento e assassinou um dos membros do Comité Central, Mateus Sansão Muthemba - exigiam a independência imediata de Cabo Delgado. Entretanto, Nkavandame tentou forçar a realização de um congresso do movimento na Tanzânia, mas o Comité Central decidiu realizá-lo em Matchedje, nas zonas libertadas do Niassa, em julho de 1968.
Nesse congresso - o II Congresso da FRELIMO -, Mondlane foi reeleito como presidente e Uria Simango como vice-presidente, mas foi ainda criado um conselho executivo, que incluía a presidência e os chefes dos departamentos. O mais importante foi que o congresso reafirmou a política definida de lutar pela “independência total e completa” de Moçambique e não apenas de parte dela.
Eduardo Mondlane morreu a 3 de fevereiro de 1969, ao abrir uma encomenda que continha uma bomba, na casa de uma ex-secretária sua, Betty King. Suspeita-se que a encomenda teria sido preparada em Lourenço Marques, pela PIDE/DGS, a polícia secreta portuguesa, mas como chegou às suas mãos e porque foi ele a abri-la nunca ficou esclarecido.
Mondlane deixou viúva, Janet Mondlane, que foi a primeira Diretora Nacional de Ação Social de Moçambique independente e a primeira presidente do Conselho Nacional contra a SIDA, já nos anos 2000-2004, e três filhos. Mais importante, deixou um livro, "Lutar por Moçambique", que só foi publicado alguns meses depois da sua morte, onde detalhava como funcionava o sistema colonial em Moçambique e o que seria necessário para desenvolver o país.  
   

Daddy Yankee faz hoje 48 anos

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Ramón Luis Ayala Rodríguez (San Juan, Puerto Rico, February 3, 1977), known professionally as Daddy Yankee, is a retired Puerto Rican rapper, singer, songwriter, and actor who rose to worldwide prominence in 2004 with the song "Gasolina". Dubbed the "King of Reggaeton", he is often cited as an influence by other Hispanic urban performers. He retired on December 3rd, 2023 after completing his final stage performance on his "La Meta" tour in Puerto Rico.

 

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Garcia de Resende morreu há 489 anos...

Janela manuelina da casa de Garcia de Resende em Évora (daqui)


Biografia
Filho de Francisco de Resende, Fidalgo da Corte de D. Afonso V de Portugal, "criado" do Bispo de Évora D. Garcia de Meneses, a quem D. João II de Portugal doou, a 28 de junho de 1484, uma herdade no termo de Évora, e de sua mulher Beatriz Boto, que viveu em Évora.
Sabe-se que em 1490 era moço da câmara de D. João II (1481-1495) e, no ano seguinte, seu moço de escrevaninha ou secretário particular, cargo que exercia ainda em Alvor, onde o soberano veio a falecer. Coube-lhe ser designado secretário-tesoureiro da faustosa embaixada liderada por Tristão da Cunha, enviada por D. Manuel I (1495-1521) ao Papa Leão X. Os últimos anos de vida passou-os em Évora, onde era proprietário.
Como muitos homens do Renascimento, Garcia de Resende tinha muitas facetas: trovava, tangia, desenhava e julga-se que era entendido em arquitetura militar.
Alguns historiadores consideram-no o iniciador do ciclo dos Castros, pois as suas trovas referentes à morte de Inês de Castro são o mais antigo documento poético conhecido versando sobre o assunto. Escreveu a Miscelânea em redondilhas, curiosa anotação de personagens e de acontecimentos, nacionais e europeus. Nessa obra atribui em versos a Gil Vicente a inovação da comédia de costumes em Portugal, quando o teatro da época se limitava a ser um misto de teatro litúrgico e teatro pastoril, conforme afirma Clovis Monteiro que transcreveu o seguinte trecho da citada obra e no qual é também citado Juan del Encina:
"E vimos singularmente
Fazer representações
D'estilo mui eloquente,
De mui novas invenções,
E feitas por Gil Vicente,
Ele foi o que inventou
Isto cá, e o usou
Com mais graça e mais doutrina,
Posto que Joam del Enzina
O pastoril começou."
Mas o que tornou Resende conhecido foi o Cancioneiro Geral, publicado em 1516, que reuniu as composições poéticas produzidas nas cortes de D. Afonso V (1438-81), D. João II e D. Manuel I, tendo-lhe redigido um prólogo dedicado ao príncipe D. João e composto as quarenta e oito trovas com que se encerra a obra.
Foi sepultado em campa armoriada com brasão e timbre dos de Resende, em capela que instituiu, em 1520, na cerca do Convento do Espinheiro, em Évora.
Em 1933 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua na Calçada de Carriche.
  
Primeira edição do Cancioneiro Geral (1516)
   
 
 
 
Não receeis fazer bem
 
 

Senhoras não hajais medo
não receeis fazer bem
tende o coração mui quedo
e vossas mercês verão cedo
quão grandes bens do bem vem.
Não torvem vosso sentido
as cousas qu’haveis ouvido
porqu’é lei de deos d’amor
bem, vertude nem primor
nunca jamais ser perdido.

Por verdes o galardão
que do amor recebeu
porque por ele morreu
nestas trovas saberão
o que ganhou ou perdeu.
Não perdeu senão a vida
que pudera ser perdida
sem na ninguém conhecer
e ganhou por bem querer
ser sua morte tão sentida.

Ganhou mais que sendo dantes
nom mais que fermosa dama
serem seus filhos ifantes
seus amores abastantes
de deixarem tanta fama.
Outra mor honra direi:
como o príncepe foi rei
sem tardar mas mui asinha
a fez alçar por rainha
sendo morta o fez por lei.

Os principais reis d’Espanha
de Portugal e Castela
e emperador d’Alemanha
olhai que honra tamanha
que todos decendem dela.
Rei de Nápoles também
duque de Bregonha a quem
todo França medo havia
e em campo el rei vencia
todos estes dela vem.

Por verdes como vingou
a morte que lh’ordenaram
como foi rei trabalhou
e fez tanto que tomou
aqueles que a mataram.
A um fez espedaçar
e ò outro fez tirar
por detrás o coração
pois amor dá galardão
não deixe ninguém d’amar.

Sean Kingston - 35 anos

  
Kisean Paul Anderson, mais conhecido como Sean Kingston (Miami, 3 de fevereiro de 1990), é um cantor, compositor e rapper norte-americano - jamaicano. Apesar de ter nascido em Miami, Flórida, mudou-se para Kingston, Jamaica, quando tinha seis anos de idade.

 

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João César Monteiro morreu há vinte e dois anos...

(imagem daqui)
  
João César Monteiro Santos (Figueira da Foz, 2 de fevereiro de 1939 - Lisboa, 3 de fevereiro de 2003) foi um cineasta português. Integrou o grupo de jovens realizadores que se lançaram no movimento do Novo Cinema. Irreverente e imprevisível, fez-se notar como crítico mordaz de cinema nos anos sessenta.
Prossegue a tradição iniciada por Manoel de Oliveira (Ato da Primavera) ao introduzir no cinema português de ficção o conceito de antropologia visual - Veredas e Silvestre -, tradição amplamente explorada no documentário por outros cineastas portugueses como António Campos, António Reis, Ricardo Costa, Noémia Delgado ou, mais tarde e noutro registo, Pedro Costa.
Segue um percurso original que lhe facilita o reconhecimento internacional. Várias das suas obras são representadas e premiadas em festivais internacionais como o Festival de Cannes e o Festival de Veneza (Leão de Prata: Recordações da Casa Amarela).
  
Biografia
Pertencia a uma família da burguesia rural, anticlerical e anti-salazarista. Aos quinze anos, para prosseguir os estudos liceais, transfere-se com a família para Lisboa, a capital do Império, tendo estudado no Colégio Moderno, de onde seria expulso.
É dos poucos cineastas associados ao movimento do novo cinema que não prossegue estudos universitários. A propósito, o seu alter-ego, no filme Fragmentos de um Filme Esmola (1973), explica-se assim: A escola é a retrete cultural do opressor.
Começa a trabalhar como assistente de realização de Perdigão Queiroga. Em 1963, graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, vai para a Grã-Bretanha estudar na London School of Film Technique. De volta a Portugal, em 1965, inicia a rodagem do que viria a ser a sua primeira obra: Quem espera por sapatos de defunto morre descalço. O filme só será concluído cinco anos depois, como média-metragem.
A sua obra, polémica e dificilmente classificável, caracteriza-se pelo lirismo, em forma de filmes-poema. A sua veia satírica como realizador tem sido objeto de estudo para portugueses e estrangeiros, críticos e académicos. João César Monteiro, que tem sérios detratores, é conhecido como um dos mais importantes realizadores portugueses.
Morreu de cancro em 2003.
   

Maurice White morreu há nove anos...

 
Maurice White (Memphis, 19 de dezembro de 1941 - Los Angeles, 3 de fevereiro de 2016) foi um músico, produtor musical, compositor e arranjador norte-americano, reconhecido como líder da banda de R&B Earth, Wind & Fire, da qual foi um dos fundadores.
  
  
 

Johnny Guitar Watson nasceu noventa anos...

 

John Watson, Jr. (Houston, 3 de fevereiro de 1935Yokohama, 17 de maio de 1996), conhecido profissionalmente como Johnny "Guitar" Watson, foi guitarrista e cantor norte-americano de blues, soul e funk. Tocando guitarra elétrica no estilo de T-Bone Walker, Watson gravou ao longo das décadas 1950 e 1960, fazendo um relativo algum sucesso. Na sua reinvenção criativa na década de 70, tocando funk e disco, Watson teve sucessos com as canções "Ain't That a Bitch", "I Need It" and "Superman Lover". A sua carreira de sucesso durou quarenta anos, sendo a sua canção mais popular "A Real Mother For Ya" (1977).

Watson morreu de um ataque cardíaco, em 17 de maio de 1996, desmaiando no palco, durante um espetáculo em Yokohama, no Japão. Os seus restos mortais foram levados de volta aos Estados Unidos e o seu funeral foi no Forest Lawn Memorial Park Cemetery, em Glendale, Califórnia. 

 

in Wikipédia

 

A Batalha de Manila começou há oitenta anos...


A Batalha de Manila foi a maior batalha urbana da Guerra do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre norte-americanos, filipinos e japoneses pela posse da capital das Filipinas, entre 3 de fevereiro e 3 de março de 1945 durante a contra-ofensiva aliada no teatro de guerra do Sudeste Asiático.

A batalha, que culminou num banho de sangue e na devastação total da cidade, encerrou um domínio japonês de três anos nas Filipinas, e foi considerada pelo general Douglas MacArthur, comandante das forças aliadas no Pacífico, como a chave para a reconquista do país. 

 

Data 3 de fevereiro - 3 de março de 1945
Local Manila, Filipinas
Desfecho Vitória dos Aliados
Beligerantes
Estados Unidos
Filipinas Filipinas
Império do Japão
Comandantes
Douglas MacArthur
Oscar Griswold
Robert S. Beightler
Verne D. Mudge
Joseph Swing
Filipinas Alfredo M. Santos
Sanji Iwabuchi
Forças
35 000 soldados americanos
3 000 guerrilheiros filipinos
12 500 marinheiros e fuzileiros
4 500 soldados
Baixas
1 010 mortos
5 565 feridos
16 665 mortos
100 mil civis filipinos mortos

O principal carrasco de Estaline suicidou-se há setenta anos

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Vasili Mikhailovich Blokhin (Gavrilovskoye, 7 de janeiro de 1895 - Moscovo, 3 de fevereiro de 1955) foi um major-general soviético que serviu como o carrasco chefe do NKVD estalinista, sob as administrações de Genrikh Yagoda, Nikolai Iejov e Lavrenty Beria. Escolhidos a dedo para o cargo por Estaline em 1926, Blokhin levou uma companhia de executores que realizaram a maioria das execuções levadas a cabo durante o regime de Estaline, a maioria durante a Grande Purga. Reconhecido por parte do governo soviético que o número de execuções oficiais da NKVD foi de 828.000 durante o período no poder de Estaline, Blokhin terá executado pessoalmente dezenas de milhares de prisioneiros, por sua própria mão, ao longo de um período de 26 anos, incluindo 7.000 prisioneiros condenados polacos, numa execução em massa prolongada, tornando-se ostensivamente o carrasco oficial mais prolífico na história do mundo. Ele recebeu tanto a ordem do Distintivo de Honra (1937) como a Ordem da Bandeira Vermelha (1941). 

 

Blokhin foi aposentado após a morte de Estaline, embora o seu serviço irrepreensível foi publicamente reconhecida por Lavrenty Beria, no momento da sua partida. Depois da queda do poder de Beria (em junho de 1953), Blokhin foi finalmente destituído do seus posto, nas campanhas de desestalinização de Nikita Khrushchev. Ele teria se tornado alcoólico, enlouqueceu, e morreu em fevereiro de 1955, com a causa oficial da morte colocada como "suicídio". Entretanto, dado o seu papel-chave no terror estalinista, a hipótese de queima de arquivo não é de se excluir.

 

domingo, fevereiro 02, 2025

Os Estados Unidos cresceram 1,36 milhões de km² há 177 anos

  
O Tratado de Guadalupe Hidalgo foi o tratado de paz que pôs fim à Guerra Mexicano-Americana (1846-1848). O tratado previa a cessão de territórios do México aos Estados Unidos, com uma área total de 1,36 milhões de km², em troca de 15 milhões de dólares. Os Estados Unidos concordaram ainda em assumir cerca de 3,5 milhões de dólares de dívidas mexicanas a cidadãos americanos.
A cessão incluía partes dos atuais estados norte-americanos de Colorado, Arizona, Wyoming e Novo México, bem como a totalidade dos atuais estados de Utah, Califórnia e Nevada. O território restante dos atuais estados do Arizona e Novo México foram posteriormente cedidos pelo México, na Compra de Gadsden.
O tratado foi assinado em 2 de fevereiro de 1848 por Nicholas P. Thrist, em representação dos Estados Unidos, e por três representantes plenipotenciários, do lado do México, em Guadalupe Hidalgo, ligeiramente a norte da Cidade do México. Seria ratificado pelo Senado dos Estados Unidos em 10 de março e a 19 de maio pelo governo mexicano. Os instrumentos de ratificação foram trocados a 30 de maio, em Querétaro.
   
    

Stan Getz nasceu há 98 anos

 
Stan Getz, de seu nome Stanley Gayetsky (Filadélfia, 2 de fevereiro de 1927 - Malibu, Califórnia, 6 de junho de 1991) foi um saxofonista norte-americano de jazz. Fez parcerias com João Gilberto e António Carlos Jobim, tornando-se um dos principais responsáveis em difundir o movimento musical brasileiro conhecido como bossa nova pelo mundo.
   
 

Graham Nash celebra faz oitenta e três anos

    

Graham William Nash (Blackpool, 2 de fevereiro de 1942) é um cantor e compositor do Reino Unido conhecido por suas contribuições em bandas como The Hollies e Crosby, Stills, Nash & Young. Graham também é fotógrafo.

 

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