O exato local do seu nascimento é incerto, porém acredita-se que foi próximo de Stavropol, na
Rússia meridional. Estudou por um curto período no
Instituto Técnico para o Transporte Aquático de Rybinsk, antes de se juntar ao
Komsomol em
1930. Ele concluiu a graduação em
1939 e foi o primeiro secretário do Komsomol na república da
Carélia finlandesa, entre
1940 e
1944. Após a guerra, mudou-se para Moscovo em
1951 e entrou para o Secretariado do Partido.
Andropov voltou a
Moscovo para chefiar o
Departamento para as relações com países socialistas (
1957-
1967) e foi promovido para o secretariado do Comité Central do PC Soviético em
1962, sucedendo a
Mikhail Suslov. Em 1967 foi indicado para chefe da
KGB. Em
1973 tornou membro-se pleno do
Politburo, apesar de não ter renunciado à chefia da KGB até
1982.
Envolveu-se em rumores e acusações com a morte suspeita do então líder
Leonid Brejnev, em
10 de novembro
de 1982. Brejnev teria morrido de uma
overdose, motivada pela sua
enfermeira, que era do KGB, chefiado por Andropov. Quando a
enfermeira foi inocentada e o caso abafado, passou-se a questionar a
culpa de Andropov na morte de seu antecessor. Dias depois, foi indicado, como previsto, para a liderança do
Partido Comunista, vencendo
Konstantin Chernenko,
líder parlamentar de longa data. Foi o primeiro chefe da KGB a ser
indicado. Herdou ainda, de Brejnev, a presidência e conselho de Defesa
do país.
Durante o seu mandato fez tentativas de melhorar a
economia e de reduzir a corrupção. Também é lembrado pela sua campanha contra o
alcoolismo e esforços para melhorar a disciplina no
trabalho.
As duas campanhas foram conduzidas com uma visão administrativa
tipicamente soviética, e lembraram vagamente reminiscências do
estalinismo.
Fez pouca coisa em termos de política externa - a
guerra iniciada após a invasão do
Afeganistão continuou. O seu governo também foi marcado pela deterioração das relações com os
EUA por causa das atitudes fortemente anti-soviéticas de
Ronald Reagan, exacerbadas pelo derrube por caças soviéticos de um avião civil
sul-coreano que invadiu o
espaço aéreo russo em 1 de setembro de
1983 e pelo aumento do número dos mísseis
Pershing na
Europa.
Morreu, de
falência renal, em 9 de fevereiro de
1984, após vários meses com problemas de saúde, e foi brevemente sucedido por Konstantin Chernenko.
O legado de Andropov ainda é tema de muito debate, tanto na Rússia
quanto em outros locais, e tanto entre académicos como nos meios de
comunicação. Ele permanece no foco de vários documentários
televisivos e em livros de não-ficção, particularmente em datas importantes.
Apesar da sua atuação de linha-dura na Hungria e de numerosos banimentos e
intrigas pelas quais foi responsável durante a sua longa permanência na
chefia da KGB, ele tornou-se muito lembrado por vários comentaristas
como um reformador. Eles apontam como evidências o facto de ele haver
promovido
Mikhail Gorbachev
no aparelho do PC soviético, e ter sido considerado um chefe da KGB
particularmente tolerante. Ele é também lembrado como menos inclinado a
reformas rápidas do que foi Gorbachev; o ponto central das especulações é
se Andropov teria conseguido ou não reformar a URSS de maneira tal que
tivesse evitado o seu colapso.