terça-feira, abril 27, 2010
A propósito do post anterior e dos exames e afins que aí estão à porta...
Postado por Adelaide Martins às 19:55 0 comentários
Marcadores: facilitismo, Ministério da Educação
Quando as pessoas começam a perceber o que se passa na Escola Pública é uma chatice...
O PS matou os professores
I. Já não há palavras para descrever a podridão politicamente correcta que é o Ministério da Educação, e, por arrastamento, a escola pública. Os professores já estavam proibidos de chumbar alunos mesmo quando estes ignoram as matérias básicas. Agora, ficámos a saber que os professores deixam de ter a possibilidade de chumbar um aluno por faltas. É uma alegria, a escola pública. "Não tens de aprender, e nem sequer tens de ir às aulas", eis a herança que o facilitismo do PS deixa no ensino.
Postado por Fernando Martins às 19:44 0 comentários
Marcadores: Escolas, estatuto do aluno, Expresso, Henrique Raposo, José Sócrates, Ministra da Educação, PS
Libertar assassinos ou violadores após cumprirem 1/4 da pena? Não obrigado...
CONSIDERANDO QUE,
1 – Entrou em vigor no passado dia 12 de Abril, o novo Código de Execução de Penas e Medidas Privativas da Liberdade (CEP) aprovado pela Lei nº 115/2009, de 12 de Outubro.
2 – Este novo regime, que passará a reger a execução de penas e medidas privativas da liberdade em estabelecimentos prisionais dependentes do Ministério da Justiça, tem suscitado enorme controvérsia e inúmeras interrogações por parte de quase todos os operadores judiciários e policiais.
3 – Os principais perigos deste Código de Execução de Penas afectam a segurança pública, com a possibilidade de pôr em liberdade não vigiada os autores de crimes graves, após um período meramente simbólico de cumprimento da pena, através de uma decisão de um Director-Geral que pode modificar a execução em concreto da pena aplicada pelos Tribunais, sem, sequer, proceder à audição das vítimas ou dos seus familiares.
4 – Se a importância conferida à reinserção social do recluso até poder ser entendida para crimes de menor gravidade e em épocas de abrandamento dos níveis de criminalidade, já é totalmente incompreensível que se faça esta alteração num tempo muito preocupante, em Portugal, quanto à criminalidade em geral, e a que é grave e violenta em especial.
5 – Este fenómeno teve como consequência uma modificação profunda do perfil da população reclusa, pelo que a execução das penas deveria, mantendo a componente pedagógica de prevenção geral, não esquecer a vertente retributiva da pena e a segurança de pessoas e bens.
6 – Com esta alteração, em nome da reinserção social do condenado, fica diluída na pena a vertente da prevenção geral, isto é, de não continuação da actividade criminosa, proporcionando-se, precocemente, situações de regresso ao exterior da prisão sem custódia dos condenados. A nova legislação esquece que, por norma, as condenações em prisão efectiva decorrem já da constatação de antecedentes criminais, em que as penas então aplicadas ou foram de multa, ou tendo sido de prisão, foram suspensas na sua execução. Ou seja, o novo Código de Execução de Penas prevê um regime mais brando, precisamente quanto à gravidade das condenações se densifica.
7 – Com a nova lei, o regime aberto é elevado a regra da execução da pena e já nem sequer depende exclusivamente de qualquer condição ou finalidade específica do recluso, nomeadamente para efeitos de trabalho, escolaridade, formação profissional ou reabilitação de toxicodependência; ou seja, por regra, o condenado passa a cumprir a pena em regime aberto, apenas cumprindo em regime comum (regime de segurança) se o regime aberto não puder ser aplicado – art. 13º do novo CEP.
8 – Mais: especificamente no que concerne ao Regime Aberto Virado para o Exterior (RAVE), o regime que agora foi substituído era concedido entre um terço e metade da pena e era necessariamente precedido do Regime Aberto Virado para o Interior (RAVI), o que pressupunha sempre o cumprimento da pena por um período considerável de tempo, no interior dos estabelecimentos prisionais e, desde logo, com a respectiva vigilância. Com a nova lei, passa a ser concedido a partir de um quarto da pena, e não decorre claramente da mesma que tenha de ser precedido do cumprimento em Regime Aberto Virado para o Interior.
9 – Consideramos esta fórmula uma desautorização do tribunal de condenação, na medida em que permite que o condenado cumpra na prisão uma parte meramente simbólica da pena em que foi condenado, e em liberdade a parte mais significativa da mesma por decisão de um órgão administrativo (Director-Geral) que, em sede de execução de pena, tem competência para alterar o que foi decidido por três juízes em sede de condenação.
10 – Parece óbvio que não pode ser o Director-Geral dos Serviços Prisionais a decidir colocar o recluso em RAVE. Deve ser o Tribunal de Execução de Penas. Aliás, o Tribunal de Execução de Penas deve velar sobre toda a execução da pena de prisão e não é admissível que o Tribunal de Execução de Penas intervenha apenas aquando da saída jurisdicionalizada e, daí em diante, tudo o que tenha a ver com execução da pena e respectiva avaliação venha a ser da responsabilidade exclusiva do Director-Geral dos Serviços Prisionais, um cargo de nomeação política.
11- Entendem os signatários que o período mínimo de cumprimento de pena para que possa haver concessão do regime aberto virado para o exterior não pode ser de um quarto da pena. Evidentemente, tem de se prever um maior cumprimento efectivo da pena.
12 – Nos casos de criminalidade grave e violenta, essa duração deverá ficar muito perto da integralidade da pena aplicada, parecendo-nos ser a única forma de evitar que determinados efeitos perversos da aplicação do novo regime se repercutam em casos concretos, de crimes violentos e causadores de forte alarme social, que assim poderão ficar, incrivelmente, próximos da impunidade.
13 – A consequência atrás prevista terá efeitos muito nocivos do ponto de vista da política de segurança, da autoridade e motivação das Forças de Segurança.
14 - Os signatários entendem que o regime aberto, seja no interior seja no exterior, deverá ser sempre sujeito a vigilância. Dificilmente se compreende, com efeito, que o cumprimento da pena em RAVI seja sujeito a vigilância, ainda que atenuada, e o RAVE – que oferece condições muito mais propícias à fuga – não seja sujeito a qualquer vigilância directa.
Os cidadãos abaixo-assinados reclamam o seguinte:
Que a Lei nº 115/2009, de 12 de Outubro, que aprovou o Código de Execução de Penas e Medidas Privativas da Liberdade (CEP), seja alterada no sentido de:
a) Não permitir que o regime regra de cumprimento da pena de prisão seja o regime aberto, antes se consagrando como o normal o regime comum, com as características previstas no nº 2 do artigo 12º daquela Lei;
b) Estabelecer inequivocamente na lei que a concessão do Regime Aberto no exterior será obrigatoriamente precedida de cumprimento da pena em regime interno por um período de tempo significativo e depois em regime aberto, mas virado para o interior dos estabelecimentos prisionais, também por tempo relevante;
c) Estabelecer inequivocamente na lei que a concessão deste Regime Aberto Virado para o Exterior é da competência exclusiva do Tribunal de Execução de Penas;
d) Estabelecer inequivocamente na lei que o cumprimento da pena em RAVE será obrigatoriamente seguida através de vigilância directa, por meios electrónicos;
e) Alterar a regra do artigo 14º da Lei, prevendo-se que o Regime Aberto no Exterior só será concedido, no mínimo, decorridos dois terços de cumprimento da pena, ou, no caso de penas mais graves de limiares a definir, três quartos do cumprimento da pena;
f) Adoptar todas as demais alterações legislativas necessárias a assegurar que o cumprimento das penas de prisão, nos termos do Código de Execução de Penas, seja efectiva e que assegure uma finalidade do cumprimento da pena em regime fechado, ainda que socialmente ressocializadora do condenado.
Os signatários
Postado por Fernando Martins às 15:10 0 comentários
Marcadores: Assembleia da República, petição
Vou fazer-te uma oferta que não podes recusar...
PS questiona pertinência da audição de Carlos Barbosa
Postado por Pedro Luna às 14:55 0 comentários
Marcadores: aldrabões, censura, face oculta, José Sócrates, Máfia, O Padrinho, PS, Rui Pedro Soares, TVI
segunda-feira, abril 26, 2010
Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros - dia aberto
O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade assinala o Ano Internacional da Biodiversidade promovendo em cada Área Protegida iniciativas que visam uma maior aproximação/sensibilização com residentes e visitantes.
Assim, o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros organiza no dia 4 de Maio de 2010 um “dia aberto” subordinado ao tema “Cidadania e Consumo” e pautado por iniciativas que contribuem para a “descoberta” do seu território e para a difusão da ideia de “uso sustentável” nomeadamente através da dinamização de actividades de educação ambiental e de turismo de natureza envolvendo, escolas, clubes e associações locais bem como entidades oficiais.
No final do dia decorre um workshop dedicado aos “Desporto de Natureza”, importante contributo para a revisão, em curso, da Carta de Desporto de Natureza do PNSAC.
A. ACTIVIDADES PNSAC
1. Visita ao Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta Algar do Pena (Barreirinhas - Alcanede) - 09.00 e 17.30 horas
Participantes: Público em geral (crianças a partir dos 3 anos só acompanhadas pelos pais ou professores)
Inscrições: pnsacvisitas@gmail.com ou telemómel 966 599 867 (Maria João Martins)
2. Visita ao Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire (Bairro) - 10.00 e 15.00 horas (Duração: 1h30m/visita)
Participantes: público em geral
Inscrições: telefone 249 530 160 - Rui Louro
3. Visita às Pegadas de Dinossáurios de Vale de Meios (Pé da Pedreira, Alcanede) -10.30 e 15.00 horas
Participantes: público em geral
Inscrições: telefone 243 999 480 (Florbela Silva)
4. Atelier de Educação Ambiental - À Descoberta do Rio Lena (Ecoteca do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, Porto de Mós) - 09.00 às 17.30 horas
Participantes: Escolas
Inscrições: telefone 244 491 904 (Emília Trovão)
5. Atelier de Educação Ambiental - Observação e Anilhagem de Aves no Arrimal (Parque de Campismo do Arrimal - Arrimal) - 09.00 às 12.30 horas
Participantes: Escolas do 1º ciclo
Inscrições: telefone 243 999 480 (Luís António Ferreira)
B. ACTIVIDADES PNSAC COM APOIO DE ENTIDADES LOCAIS
1. Percurso Pedestre PR4 (RMR) - De Chãos à Gruta (Centro Cultural de Chãos) - 09.00 horas
Participantes: público em geral
Condições: duração 3 horas e meia e mínimo e máximo de participantes: 5/20 pessoas;
Inscrições: telemóvel 967 224 406 (António Frazão)
Apoio: “Cooperativa Terra Chã”
2. Percurso Pedestre PR1 (PMS) - Serra da Lua (Parque de Campismo do Arrimal) - 15.00 horas
Participantes: público em geral
Condições: duração: 3 horas e mínimo e máximo de participantes: 5/20 pessoas
Inscrições: telemóvel 919 498 696 (Valdemar Gomes)
Apoio: “Clube do Mato”
C. Workshop
CONTRIBUTOS PARA A REVISÃO DA CARTA DE DESPORTOS DE NATUREZA DO PNSAC (Sede do PNSAC, Rio Maior) - 17.30 horas
Objectivo: recolha de contributos para a revisão, em curso, da Carta de Desporto de Natureza do PNSAC
Entidades convidadas: Juntas de Freguesia, Associações e Clubes, Bombeiros Voluntários, Associações de Escuteiros e Estabelecimentos de Ensino.
Postado por Fernando Martins às 16:10 0 comentários
Marcadores: Chãos, Desportos de Natureza, Dinossáurios, ICNB, icnofóssil, pegadas, PNSAC
Curso de Ilustração Científica no Porto
O curso destina-se a qualquer pessoa interessada em aprender técnicas de índole gráfico e a iniciar-se no vasto mundo da ilustração científica, e não é necessário possuir qualquer formação científica ou artística de base.
Estão abertas as inscrições até dia 1 de Maio, que têm número limitado de vagas.
Datas:
- 8 e 9 Maio 2010
- 15 e 16 Maio 2010
- 05 e 06 Junho 2010
Para mais informações contacte:
- Dra. Francisca Cavaleiro (fcavaleiro@fc.up.pt) Telefone: 220 402 786
- Prof. Dra. Maria João Santos (mjsantos@fc.up.pt) Telefone: 220 402 805
Postado por Fernando Martins às 16:01 2 comentários
Marcadores: curso, ilustração científica, Porto
Astrofesta em Regueira de Pontes - fotos
Os nossos agradecimentos às Educadoras Leonor Lourenço e Celeste Portela, ao João Cruz (Professor da ESEL e excelente astrofotógrafo), às estagiárias do Jardim, à família Vicente (que trouxe um excelente telescópio), às restantes famílias, aos meninos e meninas, que se portaram tão bem e a S. Pedro, pela fantástica noite...!
Estavam para aparecer o Paulo Simões e Fernando Cadima, mas o seu trabalho de Escola impediu-os de estarem fisicamente desta vez...
E agora as fotos enviadas pela Leonor:
Postado por Fernando Martins às 01:58 1 comentários
Marcadores: Astrofesta, astronomia, Leiria, Regueira de Pontes
Concurso Fotográfico Calores e Vapores da Terra
Pretende-se que os participantes, que poderão remeter fotografias até 31 de Julho, procurem a interligação entre a Terra e a Vida, bem como a descoberta dos recursos naturais termais dos Açores, que se destacam de outras regiões, materializando traços identitários do ser açoriano.
Participe!
Postado por Fernando Martins às 01:35 0 comentários
Marcadores: Açores, Amigos dos Açores, Energia Geotérmica, fotografia, Fotografia Geológica, fotos, geotermia, termalismo
domingo, abril 25, 2010
Somos filhos da madrugada...
25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
in O nome das coisas - Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por Fernando Martins às 16:00 0 comentários
Marcadores: 1994, 25 de Abril, anos 90, música, poesia, Ritual Tejo Filhos da Madrugada, Sophia de Mello Breyner Andresen, Zeca Afonso
Fado tropical
Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro Abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis*, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa"
Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Desagua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
*palavra censurada pelos militares
Postado por Fernando Martins às 15:30 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, anos 70, Carlos Saura, Chico Buarque, Fado, Fado tropical, música, Ruy Guerra
Porque hoje é dia de Salgueiro Maia:
Respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
Como antes dele mas também por ele
Pessoa disse
Postado por Fernando Martins às 14:00 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, poesia, Salgueiro Maia, Sophia de Mello Breyner Andresen
Tanto mar...
Postado por Fernando Martins às 12:00 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, anos 70, Brasil, Chico Buarque, música, Portugal, Tanto mar
Música para a data
Postado por Pedro Luna às 11:25 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, Canta camarada, música, Zeca Afonso
Hoje é dia de recordar o Zeca...
... com a letra do Zé Mário Branco e voz de Luís Represas:
Postado por Adelaide Martins às 11:15 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, Carta a José Afonso, José Mário Branco, Luís Represas, música, Zeca Afonso
Há 36 anos...
... na Rádio saía finalmente, às 04.26 horas, o primeiro comunicado do MFA:
Leitura do primeiro comunicado do MFA, pela voz do jornalista Joaquim Furtado, aos microfones do Rádio Clube Português:
Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.As Forças Armadas portuguesas apelam a todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os Portugueses, o que há que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração, que se deseja, sinceramente, desnecessária.
Após a leitura do comunicado, foi tocada A Portuguesa, prosseguindo a emissão com a passagem de marchas militares, entre as quais a marcha "A Life on the Ocean Waves" de Henry Russell (1812-1900), que haveria de ser adoptada como hino do MFA.in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 04:26 0 comentários
Marcadores: A Life on the Ocean Waves, Henry Russell, MFA, música
Há 36 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:31 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, José Mário Branco, música, Natália Correia, Queixa das almas jovens censuradas
Há 36 anos...
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
É dada a senha definitiva, quando foi transmitida a leitura gravada da primeira estrofe da canção "Grândola, Vila Morena" de José Afonso, no programa independente Limite transmitido através da Rádio Renascença. A senha definitiva confirma o início simultâneo das operações em todo o País e comanda o avanço das forças sobre os seus objectivos. Em seguida foram lidos dois poemas de Carlos Albino, jornalista do República e um dos responsáveis pelo programa, juntamente com Manuel Tomás, Leite de Vasconcelos e Marcel Almeida.in Wikipédia
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Postado por Fernando Martins às 00:20 0 comentários
Marcadores: 25 anos, anos 70, Grândola, música, Zeca Afonso
Somos livres (A gaivota)
Ontem apenas
Fomos a voz sufocada
Dum povo a dizer não quero;
Fomos os bobos-do-rei
Mastigando desespero.
Ontem apenas
Fomos o povo a chorar
Na sarjeta dos que, à força,
Ultrajaram e venderam
Esta terra, hoje nossa.
Uma gaivota voava, voava,
Asas de vento,
Coração de mar.
Como ela, somos livres,
Somos livres de voar.
Uma papoila crescia, crescia,
Grito vermelho
Num campo qualquer.
Como ela somos livres,
Somos livres de crescer.
Uma criança dizia, dizia
"Quando for grande
Não vou combater".
Como ela, somos livres,
Somos livres de dizer.
Somos um povo que cerra fileiras,
Parte à conquista
Do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
Não voltaremos atrás.
Postado por Fernando Martins às 00:00 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, A gaivota, anos 70, Ermelinda Duarte, música, Somos livres
sábado, abril 24, 2010
Há 36 anos...
Quis saber quem sou, o que faço aqui
quem me abandonou, de quem me esqueci
Perguntei por mim, quis saber de nós
Mas o mar não me traz tua voz
Em silêncio, amor, em tristeza enfim
Eu te sinto em flor, eu te sofro em mim
Eu te lembro assim, partir é morrer
Como amar é ganhar e perder
Tu vieste em flor, eu te desfolhei
Tu te deste em amor, eu nada te dei
Em teu corpo, amor, eu adormeci
Morri nele e ao morrer renasci
E depois do amor, e depois de nós
O dizer adeus, o ficarmos sós
Teu lugar a mais, tua ausência em mim
Tua paz que perdi, minha dor que aprendi
De novo vieste em flor, te desfolhei
E depois do amor, e depois do nós
O adeus, o ficarmos sós
Postado por Fernando Martins às 22:55 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, anos 70, E depois do adeus, música, Paulo de Carvalho
Um contributo original para as comemorações do 25 de Abril
"A verdadeira condição para a liberdade, é a educação. Só um homem educado aspira a ser livre."
José Sócrates, hoje, na visita ao Liceu Passos Manuel.
Postado por Pedro Luna às 22:42 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, aldrabões, Dia do Diploma, Educação, José Sócrates
Açores - apelo à cedência da casa de apoio da Gruta do Carvão
Os Amigos dos Açores – Associação Ecológica, fundados em 1984, desenvolvem actividades de estudo e promoção das cavidades vulcânicas dos Açores desde 1988.
Destas duas décadas de actividades espeleológicas resultaram inúmeras acções de sensibilização junto da comunidade escolar e da sociedade civil, que se tornaram mais conhecedoras do património natural subterrâneo, bem como foram editadas dezenas de publicações nas suas mais diversas formas: livros, folhetos, artigos técnico-científicos, artigos em jornais e revistas, entre outras.
Dada a importância da Gruta do Carvão para o património natural da ilha de São Miguel e dos Açores, o envolvimento dos Amigos dos Açores – Associação Ecológica pelo reconhecimento do seu valor cultural, pedagógico e científico decorre desde a primeira hora a que a Associação se dedica à temática da espeleologia.
Foi no seguimento destes trabalhos que, em 1997, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica apresentaram ao Governo Regional dos Açores uma “Proposta de Classificação da Gruta do Carvão como Monumento Natural Regional” que veio a ser acedida em 2005 com a classificação desta cavidade vulcânica, através do Decreto Legislativo Regional nº. 4/2005/A, de 11 de Maio.
Foi também com elevado grau de compromisso e envolvimento que, no contexto da obra da segunda circular a Ponta Delgada, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica cooperaram com o Governo Regional dos Açores na conversão de uma ameaça – danos na estrutura desta cavidade vulcânica – numa oportunidade que foi a construção da casa de apoio à Gruta do Carvão – Troço do Paim com vista à sua visitação, tendo esta sido concluída em 2006.
A abertura desta casa de apoio ao público geral e aos grupos escolares, em meados de 2007, só se proporcionou com o envolvimento de dezenas de voluntários, associados, familiares e amigos dos Amigos dos Açores, que retiraram 22 toneladas de entulhos do interior deste troço, permitindo assim a sua visitação.
Com quase 10.000 visitantes recebidos após a abertura da casa de apoio à Gruta do Carvão – Troço do Paim, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica continuam a dinamizar a visitação e estudo deste Monumento Natural com todo o empenho e voluntarismo, tendo dedicado quase a totalidade das suas actividades do presente mês a esta cavidade vulcânica: Lançamento de microsite, formação para guias e monitores à Gruta do Carvão, visitas guiadas abertas à comunidade no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Terra e do Património Geológico celebrado a 22 de Abril e pintura de um mural na fachada principal da casa de apoio por alunos de uma Escola Secundária. Após largos meses pela reivindicação de sinalização para esta estrutura geológica, este objectivo foi conseguido no presente mês.
Neste Dia Mundial da Terra e Nacional do Património Geológico, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica reconhecem o empenho que o Governo Regional tem tido para com esta cavidade vulcânica, mas também lembra que a intenção da cedência aos Amigos dos Açores – Associação Ecológica da posse útil da casa de apoio à Gruta do Carvão – Troço do Paim – comunicada precisamente há 10 anos pela então Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos - nunca foi efectivada, mesmo após solicitação posterior à Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, que passou a tutelar este local, que, após parecer da Vice-Presidência do Governo Regional, veio a inviabilizar a cedência da cavidade vulcânica, que não era objecto do pedido formulado.
Porque o Património Natural necessita de ser acarinhado pela sociedade e atendendo ao envolvimento histórico dos Amigos dos Açores – Associação Ecológica no Monumento Natural da Gruta do Carvão, foi hoje reiterado ao Presidente do Governo Regional o pedido de cedência da posse útil da casa de apoio da Gruta do Carvão – Troço do Paim, através da qual a Associação pretende continuar a assegurar o desenvolvimento de actividades de educação e sensibilização ambiental, estudos espeleológicos e a visitação quer dos grupos escolares, quer pelo público geral.
No apelo formulado foi sublinhado que não é intenção da Associação a cedência da Gruta do Carvão, que constitui um património do domínio público regional, mas sim, a cedência, num espaço temporal a determinar, da infra-estrutura de acesso à cavidade vulcânica, tal como manifestado pela Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos.
Atendendo à valência pedagógica e científica desenvolvida na Gruta do Carvão – Troço do Paim pelos Amigos dos Açores – Associação Ecológica, foi também defendido que a construção e funcionamento do futuro Centro de Interpretação da Gruta do Carvão, prevista para a zona dos antigos secadores de tabaco da Fábrica de Tabaco Micaelense, em nada invalidam o funcionamento da casa de apoio dentro do modelo até aqui preconizado.
Avenida da Paz, 14, 9600-053 Pico da Pedra
São Miguel, Açores (Portugal)
Tel/Fax (+351) 296 498 004
www.amigosdosacores.pt
Postado por Fernando Martins às 11:55 0 comentários
Marcadores: Açores, Amigos dos Açores, Gruta do Carvão, S. Miguel
Seminário sobre Explosivos e Operações de Desmonte
O referido Seminário prevê o desenvolvimento dos seguintes temas e oradores:
1. Explosivos civis: suas propriedades e colocação no mercado – Prof. José Carlos Góis (DEM-FCTUC)
2. Aplicação de explosivos em operações de desmonte de rocha – Eng.º António Vieira (ISEP)
3. Controlo de impactes ambientais decorrentes da aplicação de explosivos – Prof. Pedro Bernardo (IST)
4. Aspectos legislativos relacionados com o sector dos explosivos – Dr. Victor Rodrigues (MAXAMPor, SA)
5. Aplicação de explosivos no desmonte de rochas para a indústria cimenteira – Engª Dina Gomes (Urmaquinas, Lda.)
Local: sala 336, Departamento de Ciências da Terra, Campus de Caparica, telefone 212 948 573.
Objectivo: Promover a Engenharia dos Explosivos junto dos alunos das licenciaturas e dos mestrados dos cursos sediados no Departamento de Ciências da Terra e outros potenciais interessados (Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Engenharia do Ambiente …).
a. Entrega de 1 exemplar do DETONICA (revista da AP3E)
b. Para os estudantes são oferecidas condições especiais de inscrição na AP3E como associado - dispensa do pagamento de jóia
‒ Sócio estudante: 10 € (valor da quota anual)
c. Para informações junto da AP3E contactar:
Tel/Fax: 239 941234
Email: secretariado@ap3e.pt
http://www.ap3e.pt
Postado por Fernando Martins às 11:45 0 comentários
Marcadores: AP3E, Associação Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos, Explosivos, Operações de Desmonte, Pedreiras, Seminário, Universidade Nova de Lisboa
A NASA lançou o Telescópio Hubble há 20 anos
Do Blog AstroLeiria publicamos o seguinte post:
Clicando na figura central o buscador leva-nos para links de páginas sobre o Hubble, mas clicando fora acedemos ao Google Sky e ver as estrelas e outros astros a partir de determinados pontos da Terra.
Com a nova função, os usuários podem usar o Google para observar maravilhas astronómicas como a Nebulosa do Caranguejo (Crab Nebula), os restos em expansão de uma supernova que fica a cerca de 6,3 mil anos-luz da Terra.
Marcas nas fotos das estrelas condizem-nos a textos explicativos da Wikipedia. Sobreposições mostram constelações inteiras, ilustram as fases da Lua e mostram como os planetas visíveis da Terra orbitam ao longo de dois meses.
O acervo de imagens cobre 100 milhões de estrelas e 200 milhões de galáxias, segundo o Google. Embora muitas das imagens já estejam disponíveis on-line, o Google quer torná-las mais acessíveis pelo Google Earth, até então focado em imagens de satélite da Terra.
“Aproxime-se de galáxias a milhões de anos-luz de distância, explore constelações, veja os planetas em movimento, testemunhe supernovas; é como ter uma telescópio virtual gigante sob o seu comando - seu planetário pessoal”, escreveu Lior Ron, gerente de produtos do Google, no blog da equipa do Google Earth e Google Maps.
O Google Sky usa imagens em alta resolução de diversos observatórios espaciais, incluindo o Space Telescope Science Institute, o Sloan Digital Sky Survey, o Digital Sky Survey Consortium, o Palomar Observatory (da CalTech), o Astronomy Technology Center, no Reino Unido, o Anglo-Australian Observatory, além do Telescópio Espacial Hubble, da NASA.
Postado por Adelaide Martins às 11:38 0 comentários
Marcadores: AstroLeiria, astronomia, HST, Hubble, NASA, Telescópio
sexta-feira, abril 23, 2010
Hoje é Dia do Livro
Via Blog De Rerum Natura:
Postado por Pedro Luna às 23:59 0 comentários
Marcadores: De Rerum Natura, Dia do Livro
Diga Eyjafallajoekull...!
Postado por Fernando Martins às 11:34 0 comentários
Marcadores: Eyjafallajoekull
quinta-feira, abril 22, 2010
Hoje é dia Mundial da Terra!
Postado por Fernando Martins às 17:00 0 comentários
Marcadores: Carlos Fiolhais, Coimbra, De Rerum Natura, Dia Mundial da Terra, Doutor Octávio Mateus, Eugénia Cunha, Pedro Callapez
Comemorações do Dia da Terra em Lisboa: Conferência
MUSEU NACIONAL de HISTÓRIA NATURAL
CONFERÊNCIA
Fernando J.A.S. Barriga
Anfiteatro Manuel Valadares
Museu Nacional de História Natural
Rua da Escola Politécnica, 58 - Lisboa
Postado por Fernando Martins às 14:56 0 comentários
Marcadores: Conferência, Dia da Terra, Dia Internacional da Terra, Lisboa, Museu Nacional de História Natural
Dia da Terra
Quanto à história da data, aqui fica a versão da Wikipédia:
O Dia da Terra foi criado pelo então senador dos Estados Unidense Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril.
Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.
HistóriaA primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, activista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agência de Protecção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à protecção do meio ambiente.
- Em 1972 celebrou-se a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objectivo foi sensibilizar os líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.
- O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
- O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
- No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em actividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.
- "A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Sentimo-nos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."
Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra converteu-se em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das actividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufacturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a protecção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.
Este dia não é reconhecido pela ONU.
Postado por Fernando Martins às 09:15 0 comentários
Marcadores: Dia da Terra, Dia Internacional da Terra
quarta-feira, abril 21, 2010
As FP 25 nasceram há 30 anos
FP-25: As armas depois dos cravos
A primeira acção foi há 30 anos. No Portugal pacífico actual, voltamos atrás na bolha do tempo e perguntamos o que pensam os protagonistas deste episódio da História nacional
«Era uma tarde de sábado, de chuva miudinha, igual a tantas outras. Gaspar Castelo-Branco tinha amigos para jantar e faltava-lhe o queijo. À primeira aberta, já ao cair da noite, resolve dar uma saltada ao comerciante da zona. Saiu, por uns minutos. Foi morto com um tiro na nuca, disparado à queima-roupa, no passeio em frente à casa onde morava».
A descrição é contada por José Teles, no jornal «O Semanário», em 1986, e reproduzida em 2008, na Internet, no blogue «31 da Armada» por Manuel Castelo-Branco, no dia em que fazia 22 anos da morte do pai.
Gaspar Castelo-Branco era o director-geral dos Serviços Prisionais e foi assassinado a 15 de Fevereiro de 1986.
Gobern Lopes, um dos fundadores das FP-25 e o primeiro a assumir-se em julgamento como membro da organização, confessa, à Lusa, que os meios justificam os fins «naquele contexto» e «não tem que se arrepender».
Manuel e Gobern têm papéis diferentes, lados opostos, mas os dois são parte deste retrato de Portugal. Voltemos atrás na bolha do tempo e contemos as histórias desta História de Portugal.
Em 1980, Portugal vivia há seis anos em democracia, conquistada por uma revolução pacífica. A 20 de Abril nascem as Forças Populares 25 de Abril, as FP-25. Surgem passado um mês da criação da Força de Unidade Popular (FUP), uma organização política de extrema-esquerda, da qual as FP-25 se tornariam braço armado.
As FP-25 anunciam-se com um estrondoso rebentamento de petardos pelo país e com a distribuição do «Manifesto ao Povo Trabalhador», que instava ao «derrube do regime, instauração ditadura do proletariado e criação de um exército popular» para implantação do socialismo.
Estava assim dado o tiro de partida. Logo a 5 de Maio deu-se a primeira acção, com o homicídio de um militar da GNR em Mogadouro e o assalto aos bancos Totta e Açores e Caixa de Crédito e Providência, no Cacém. Entre 1980 e 1987, as FP-25 foram responsáveis por 17 assassinatos, 66 atentados à bomba.E, ainda, 99 assaltos.
Otelo, o rosto que nunca deu a cara pelo movimento
As polícias, juntas na Operação Orion, ditaram o princípio do fim das FP-25 com o desmantelamento da rede armada que começou com uma rusga à sede da FUP, em 19 de Junho de 1984. Otelo viria a ser preso um dia depois e condenado a 15 anos de prisão em 1987.
Martinho de Almeida Cruz foi o juiz e o carrasco dos operacionais das FP-25.
A história havia de dar outra volta e, em 1989, Otelo Saraiva de Carvalho é libertado. Sete anos depois, chega a amnistia para os presos das Forças Populares 25 de Abril, aprovada pela Assembleia da República e assinada pela mão de Mário Soares, então presidente da República.
Que lição tirou a sociedade e a História? O sociólogo Manuel Villaverde Cabral explica à Lusa que «não é mais do que um fenómeno histórico expectável, uma agonia».
Manuel publicou a fotografia do pai com a legenda «foi decidido esquecê-lo». O amargo das palavras escritas continuam a ouvir-se na boca do filho. Em entrevista à agência Lusa, Manuel, o homem de hoje, à data adolescente,acusa: «A sociedade e o poder político fizeram sempre tudo para esquecer as vítimas do grupo terrorista».
Gobern Lopes foi condenado a 20 anos, mas só esteve preso durante cinco. As barbas brancas não lhe retiram o ar revolucionário mas trouxeram a moderação. Reconhece que a partir de determinado momento, a organização andou depressa de mais. «As organizações armadas têm um problema, que é todos estão armados. Quando se esgotam os caminhos da razão, quais é que ficam?»
Postado por Fernando Martins às 23:00 0 comentários
Marcadores: democracia, FP 25, Mark Twain, Otelo, Portugal
terça-feira, abril 20, 2010
Formação geológica para professores na região Oeste
Duração: 25 horas
Unidades de Crédito: 1.0
Destinatários: Professores dos grupos 230, 420 e 520
Conteúdos a abordar
- Unidades geológicas, estruturas tectónicas, evolução da Bacia Lusitânica e da margem continental passiva.
- Saída de campo para observação e discussão das séries e acidentes Meso-Cénozóicos.
- Último Máximo Glaciar, transgressão flandriana e Holocénico; comunidades humanas e condicionantes/impactos geológicos.
- Saída de campo para observação e discussão das lagunas holocénicas, seu enchimento e bacias de drenagem.
Lá para Setembro/Outubro o Doutor Jorge Dinis conta fazer uma semelhante, através da Universidade de Coimbra, com 2.4 Unidades de Crédito, pois implica trabalhos/relatórios pelos formandos, em interacção com formador.
NOTA: recebi há pouco a informação de que ainda há vagas na Acção em Alcobaça e que a inscrição é de 80 euros...
Postado por Fernando Martins às 14:02 0 comentários
Marcadores: Acção de Formação, Alcobaça, Geologia, Jorge Dinis, Universidade de Coimbra













