Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, (Saint Louis, 3 de junho de 1906 - Paris, 12 de abril de 1975) foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelas alcunhas de Vénus Negra, Pérola Negra e ainda Deusa Crioula.
quarta-feira, junho 03, 2026
Josephine Baker nasceu há cento e vinte anos...
Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, (Saint Louis, 3 de junho de 1906 - Paris, 12 de abril de 1975) foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelas alcunhas de Vénus Negra, Pérola Negra e ainda Deusa Crioula.
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Marcadores: afro-americanos, dança, França, J'Ai Deux Amours, Josephine Baker, música, resistência, Teatro de Revista, USA
Muhammad Ali morreu há dez anos...
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Marcadores: Boxe, campeão do mundo, Muhammad Ali, USA
Hoje é dia de ouvir Suzi Quatro
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Marcadores: actriz, anos 70, Can The Can, Chris Norman, Glam Rock, música, pop rock, Suzi Quatro, USA
Sweet Home Alabama...
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
Marcadores: Billy Powell, Lynyrd Skynyrd, música, Southern Rock, Sweet Home Alabama
terça-feira, junho 02, 2026
Música adequada à data...
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Marcadores: Edward Elgar, Igreja Católica, música, Reino Unido, Salut d'Amour
Edward Elgar nasceu há 169 anos...

Postado por Fernando Martins às 16:09 0 comentários
Marcadores: Edward Elgar, Igreja Católica, música, Pomp and Circumstance Marches, Reino Unido
Charlie Watts nasceu há oitenta e cinco anos...
Em 14 de agosto de 2004, o porta-voz da banda The Rolling Stones anunciou que Watts estava com cancro na garganta. Após seis semanas de radioterapia em Londres, foi considerado curado, conforme anúncio feito por Mick Jagger, em outubro de 2004.
Watts morreu em 24 de agosto de 2021, aos oitenta anos de idade, em Londres.Postado por Fernando Martins às 08:50 0 comentários
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Ana Bola - 74 anos

(imagem daqui)
Ana Maria Bela dos Santos Simões (Lisboa, 2 de junho de 1952), mais conhecida por Ana Bola, é uma atriz e argumentista portuguesa.
Carreira
Frequentou o Lycée Français Charles Lepierre e terminou o curso de Secretariado do Instituto Superior de Línguas e Administração, em Lisboa. Fazia teatro amador quando conheceu o ator Henrique Viana, que a levou a estrear-se no Teatro Adóque, com a revista 1926, Noves Fora Nada (1979). Tem várias participações no programa de televisão O Fungagá da Bicharada (1976).
Em 1977, integrou o conjunto Os Amigos, ao lado de Paulo de Carvalho, Luisa Basto, Fernando Tordo, Eduardo Silva e Fernando Piçarra, que vencem o Festival RTP da Canção desse ano. Também faz parte dos Jagunços do Ritmo, idealizados por Júlio Isidro, que fazem um disco de humor com rábulas dedicadas a Gabriela e a Tonico Bastos.
Em 198, fez parte do coro da canção "Playback", de Carlos Paião, vencedora do Festival RTP da Canção desse ano, que representaria Portugal no Festival Eurovisão da Canção 1981, realizado em Dublin, na Irlanda.
Ana Bola foi popularizada pela televisão em várias produções de Júlio Isidro como O Passeio dos Alegres (1981), Festa É Festa (1982), A Festa Continua (1983) e Arroz Doce (1985).
Substituiu Luís Filipe Barros na apresentação do programa Rock em Stock da Rádio Comercial. Em 1985, aparece no coro do disco Desculpem Qualquer Coisinha, de Paulo de Carvalho.
Em 1987 iniciou, com Humor de Perdição, uma longa colaboração com Herman José. Uma das personagens era a conhecida Pureza.
Foi uma das apresentadora do programa Chá das Cinco. Participa no programa Parabéns, de Herman José onde protagonizava com Victor de Sousa a dupla Dora e Dário.
Em 1993, protagoniza a série Os Bonecos da Bola, da RTP. Em 1994, é estreada a série A Mulher do Senhor Ministro, onde fazia de Lola Rocha. Mais tarde, haveria de retomar a temática nas as séries A Senhora Ministra (2000) e A Mãe do Senhor Ministro (2013).
Na rádio, é um dos "cromos TSF" onde utiliza a sua personagem Pureza.
Em 2008, junta-se a Maria Rueff no grande sucesso VIP Manicure, da SIC. Ainda em 2008, foi homenageada com uma estrela no Muro da Fama - Nirvana Studios.
Em 2022, protagoniza a telenovela Rua das Flores, para a TVI, no papel de Tília.
Postado por Fernando Martins às 07:40 0 comentários
Marcadores: actriz, Ana Bola, Eurofestival, Humor, música
Tony Hadley, o vocalista dos Spandau Ballet, celebra hoje 66 anos
Postado por Fernando Martins às 06:06 0 comentários
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Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 05:00 0 comentários
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Nicolau Nasoni nasceu há 335 anos...
Nicolau Nasoni (em italiano: Niccolò Nasoni; San Giovanni Valdarno, Toscana, 2 de junho de 1691 – Santo Ildefonso, Porto, 30 de agosto de 1773) foi um artista, decorador e arquiteto italiano que desenvolveu grande parte da sua obra em Portugal, considerado um dos mais significativos arquitetos da cidade do Porto.
A sua obra inclui uma parte importante da arte barroca e rococó (rocaille) nesta cidade, chegando a envolver alguns dos melhores e mais significativos edifícios do século XVIII do Porto e arredores. Sobre Nicolau Nasoni subsiste ainda discussão relativamente a que obras efetivamente projetou, havendo várias cuja autoria suscita dúvidas a vários historiadores de arte.
Postado por Fernando Martins às 03:35 0 comentários
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Garibaldi morreu há 144 anos...
Giuseppe Garibaldi (Nice, 4 de julho de 1807 - Caprera, 2 de junho de 1882) foi um general, guerrilheiro, condottiero e patriota italiano.
Postado por Fernando Martins às 01:44 0 comentários
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Johnny Weissmuller nasceu há 122 anos...
Antes de entrar para o cinema, Weissmuller teve uma carreira excecional como desportista, tendo conquistado cinco medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928. Ele estabeleceu 67 recordes mundiais de natação e ganhou 52 campeonatos nacionais, sendo considerado um dos melhores nadadores de todos os tempos.
Em 1934 imortalizou no cinema o famoso personagem Tarzan. O cinema transformou Tarzan, já conhecido dos romances de Edgar Rice Burroughs, num mito conhecido universalmente e Weissmuller fez doze filmes como o homem macaco, celebrizando o famoso e estilizado grito do personagem.
Depois de Tarzan, ele interpretou com sucesso o personagem Jim das Selvas na série do mesmo nome, feita para a Columbia entre 1948 e 1955. Foram dezasseis filmes ao todo, com duração média de setenta minutos cada. Em 1955, a série transferiu-se para a TV, tendo sido feitos vinte e seis episódios de meia hora cada. Já envelhecido e obeso, Weissmuller tentava dar vida a um personagem atlético e aventureiro, calcado na legendária figura de Tarzan. Esse final melancólico marcou a sua despedida das câmaras, tendo retornado apenas em pequenos papéis em dois filmes na década de 70.
No final dos anos 50, Weissmuller mudou-se para Chicago, onde fundou uma empresa de piscinas. Seguiram-se outros empreendimentos, a maioria envolvendo a personagem Tarzan ou a natação, de uma forma ou de outra, mas sem grandes resultados. Aposentou-se em 1965 e no ano seguinte juntou-se aos ex-Tarzans Jock Mahoney e James Pierce para a campanha publicitária de lançamento da série de TV Tarzan, com Ron Ely. Em 1967 a sua imagem foi imortalizada na capa do LPSgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.
Morreu, vítima de um edema pulmonar, em Acapulco, no México, onde vivia com a sexta esposa há sete anos, para recuperar de uma trombose.
Postado por Fernando Martins às 01:22 0 comentários
Marcadores: Edgar Rice Burroughs, Johnny Weissmuller, natação, Tarzan
Benno Ohnesorg foi assassinado há 59 anos...

A Moment in June
She gave me a red tomato
I ate it instead of throwing it
I said now they’re shooting
But she laughed because she didn’t know
How soft pistol shots are
In a yard
I went along and set a
Newspaper on fire threatened
The people at their windows
Because they were throwing flower pots
Now something has changed
The apartment I thought and
The music in the radio
Later when I saw the picture with
The girl who was holding the head
Of the dead student
I thought you know her
You’ve seen
Her before.
Waking
It is night the stars are coming into the room
The city becoming calm. Taken back
The words
The gestures
The touching
Softly the transitions are accompanied by silent lightning
Ever earlier anaesthesia
Ever more forgetting
Ever closer the dead
River
Never do you escape me. Never do you turn
Away. Magical force of attraction wherever
I go. The dyke the flooded meadows
The fog, the warning calls the hand
That scoops the water as if to finally
See its ground. Always the same
Hanging trees. Cries of the birds, stones
The rotting wood of the ship, corpses
Also the view over to other countries
Church towers burning farms, fields
Restless motor-bike riders. River that through
Me flows syphonable anytime
Drinking water blood-red. Watch out for those
Who seek you
Throw them back onto a soft place
Where there’s sand, grass
River, I come out of you
No one will be able to distinguish us
On our way to the oceans
What is happiness exactly anyway
Yes what exactly
You think about it and can’t work it out
The water is boiling on the stove and the garbage
Is collected every Friday at seven
Yesterday
There was an argument with a woman (of course about nothing). She
Packed her bags, took the pictures from the wall
Even those that didn’t belong to her, for instance
That of Max that evenings
Smells of water.
You’ve got to think in colours
Everyone hears him saying and already there’s a problem
One you can grab and even go
To the woods with
To doze and wander.
Veg out, that’s it!
No longer think of the toxic taste in the
Soup of the stiff gestures
Of your neighbour who’d really love
To put on the uniform again.
Two three stops
Till Café Nitschmann where you can sink
Your thoughts and where you’re allowed to discreetly
Despair a little
And yet continue breathing
Audibly.
Rolf Haufs
Postado por Fernando Martins às 00:59 0 comentários
Marcadores: Alemanha, assassinato, Benno Ohnesorg, Grupo Baader-Meinhof, poesia, protesto, RDA, RFA, Rolf Haufs, STASI
Hoje é dia de ouvir a banda de Tim Rice-Oxley...
Postado por Pedro Luna às 00:50 0 comentários
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O príncipe pai do rei D. Sebastião nasceu há 489 anos
Postado por Fernando Martins às 00:48 0 comentários
Marcadores: D. João Manuel, D. Sebastião, dinastia de Avis
A cortina de ferro na Europa começou a fraquejar há 47 anos, com a visita de João Paulo II à Polónia...
Papa São João Paulo II (nascido Karol Józef Wojtyła, 18 de maio de 1920 - 2 de abril de 2005) foi o papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e soberano da Cidade do Vaticano de 16 de outubro de 1978 até à sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história, depois de São Pedro, que reinou trinta e quatro anos, e Pio IX, que reinou por trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até à sua morte, e o primeiro Papa não-italiano, desde o holandês Papa Adriano VI, em 1522.
Postado por Fernando Martins às 00:47 0 comentários
Marcadores: comunismo, cortina de ferro, Igreja Católica, João Paulo II, Papa João Paulo II, Polónia
Saudades de Charlie Watts - It's Only Rock 'N' Roll (But I Like It)...!
Postado por Pedro Luna às 00:08 0 comentários
Marcadores: bateria, blues, blues-rock, Charlie Watts, It's Only Rock 'N' Roll (But I Like It), música, pop-rock, Rock, rock psicadélico, Rolling Stones, The Rolling Stones
Tim Rice-Oxley, teclista e baixo dos Keane, faz hoje cinquenta anos...!
Nasceu em 2 de junho de 1976, filho de Margaret e Charles Patrick Rice-Oxley.
Frequentou a Tonbridge school, em Kent com seus melhores amigos naquela época, Richard Hughes e Tom Chaplin. A sua amizade com Chaplin se deveu a este ter nascido no mesmo dia do irmão de Rice-Oxley (também chamado Thomas e de apelido Tom) – o que ocasionou que suas mães se conhecessem no hospital.
Estudou piano na adolescência, mas admite que odiava as aulas por estudar nelas apenas peças de música clássica europeia, que ele achava chatas. Após seus pais interromperem as aulas, ele passou a se interessar pelo instrumento e passou a estudar sozinho, principalmente pela enorme admiração pelos Beatles.
Mais tarde, Tim Rice-Oxley daria a Tom Chaplin aulas de piano após a escola. Em 1994, ele começou a estudar na University College London, onde Richard Hughes estudava Geografia. O amigo e guitarrista Dominic Scott sugeriu a Rice-Oxley que formassem uma banda, e ele concordou. Os dois chamaram então Richard Hughes para se juntar ao grupo na bateria.
Poe essa época, Tim conheceu Chris Martin, que estava gravando demos naquela época com o Coldplay. Rice-Oxley foi convidado por Martin a se juntar à banda, após ouvir sua apresentação de piano num fim de semana em Virginia Falls, mas Tim Rice-Oxley recusou a fim de se concentrar em sua banda, Keane com seus amigos. Numa entrevista em 2004 ele admitiu ter ciúmes do sucesso de Martin com o Coldplay. Possívelmente ele estava brincando, porque a banda Keane ficou bastante famosa.
Em 1997, Tim convenceu Scott e Richard a deixar Tom Chaplin entrar na banda. Foi neste ano que a banda assumiu o nome "Keane" (antes, Cherry Keane). E, segundo Tom, foi a sua entrada que provocou um 'turning point' na carreira da banda, rumo ao sucesso.
Durante sua estada em Londres (desde 1998), Tim dividiu um apartamento com Tom na Stoke Newington (segundo Tom, uma zona bem perigosa) e ambos tentaram ganhar algum dinheiro para os ensaios.
Quando Scott tocava guitarra, Tim assumia o papel de baixista, mas fazia os preenchimentos no teclado quando o baixo não era tão importante. Ele compôs as canções para a banda juntamente com Scott. No DVD Strangers o integrante da banda Keane comenta que o estilo de Scott era meio "Blues" e eles não gostavam daquilo. Logo eles começaram a dar preferência às composições de Tim Rice-Oxley ao invés das de Scott.
Quando Scott deixou a banda em Julho de 2001, Tim começou a tocar piano, e abandonou sua imagem de "só um preenchimento" para se tornar a principal força de todas as canções de Keane. Ele continua a tocar baixo; todavia, então, os trechos são pré-gravados e sampleados nas apresentações ao vivo em um Powerbook da Apple.
Em 2004, ele venceu o Ivor Novello Awards de Melhor Compositor do Ano.
Em 2006, ele contribuiu na canção "Early Winter," do segundo álbum solo de Gwen Stefani, The Sweet Escape.
Rice-Oxley, junto com Jesse Quin, formaram a banda de Alt-country intitulada Mt. Desolation, em 2010. Além de Tim e Jesse, a banda é composta por mais 13 músicos, entre secundários e auxiliares. Alguns são membros das bandas Mumford & Sons, The Killers, Noah and the Whale e The Staves.
Postado por Fernando Martins às 00:05 0 comentários
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segunda-feira, junho 01, 2026
Hoje é dia de recordar Camilo Castelo Branco...

Este Amor Infinito e Imaculado
Querida, o teu viver era um letargo,
Nenhuma aspiração te atormentava;
Afeita já do jugo ao duro cargo,
Teu peito nem sequer desafogava.
Fui eu que te apontei um mundo largo
De novas sensações; teu peito ansiava
Ouvindo-me contar entre caricias,
Do livre e ardente amor tantas delicias!
Não te mentia, não. Sentiste-o, filha,
Esse amor infinito e imaculado,
Estrela maga que incessante brilha
Da alma pura ao casto amor sagrado;
Afecto nobre que jamais partilha
O coracão de vícios ulcerado.
Não sentes, nem recordas, já sequer?
Quem deste amor te despenhou, mulher ?
Eu não! Se muitos crimes me desluzem,
Se pôde transviar-me o seu encanto,
Ao menos uma só não me recusem,
Uma virtude só: amar-te tanto!
Embora injúrias contra mim se cruzem,
Cuspindo insultos neste amor tão santo,
Diz tu quem fui, quem sou, e se é verdade
O opróbrio aviltador da sociedade.
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Hoje é dia de ouvir música dos Spandau Ballet...
Postado por Pedro Luna às 11:39 0 comentários
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...para recordar que hoje é o dia da criança...

(imagem daqui)
306
uma criança
pega o sol
numa das mãos
e com ele
faz um arco
ou talvez um gesto
que seja leve
e seja um pássaro
e então
o arco e o pássaro
soltem as asas
e no sol
o mundo
Carlos Lopes Pires
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Marcadores: Carlos Lopes Pires, Dia Mundial da Criança, poesia
Poema adequado à data...
Na morte de Marilyn
Morreu a mais bela mulher do mundo
tão bela que não só era assim bela
como mais que chamar-lhe marilyn
devíamos mas era reservar apenas para ela
o seco sóbrio simples nome de mulher
em vez de marilyn dizer mulher
Não havia no fundo em todo o mundo outra mulher
mas ingeriu demasiados barbitúricos
uma noite ao deitar-se quando se sentiu sozinha
ou suspeitou que tinha errado a vida
ela de quem a vida a bem dizer não era digna
e que exibia vida mesmo quando a suprimia
Não havia no mundo uma mulher mais bela mas
essa mulher um dia dispôs do direito
ao uso e ao abuso de ser bela
e decidiu de vez não mais o ser
nem doravante ser sequer mulher
O último dos rostos que mostrou era um rosto de dor
um rosto sem regresso mais que rosto mar
e toda a confusão e convulsão que nele possa caber
e toda a violência e voz que num restrito rosto
possa o máximo mar intensamente condensar
Tomou todos os tubos que tinha e não tinha
e disse à governanta não me acorde amanhã
estou cansada e necessito de dormir
estou cansada e é preciso eu descansar
Nunca ninguém foi tão amado como ela
nunca ninguém se viu envolto em semelhante escuridão
Era mulher era a mulher mais bela
mas não há coisa alguma que fazer se certo dia
a mão da solidão é pedra em nosso peito
Perto de marilyn havia aqueles comprimidos
seriam solução sentiu na mão a mãe
estava tão sozinha que pensou que a não amavam
que todos afinal a utilizavam
que viam por trás dela a mais comum imagem dela
a cara o corpo de mulher que urge adjectivar
mesmo que seja bela o adjectivo a empregar
que em vez de ver um todo se decida dissecar
analisar partir multiplicar em partes
Toda a mulher que era se sentiu toda sozinha
julgou que a não amavam todo o tempo como que parou
quis ser até ao fim coisa que mexe coisa viva
um segundo bastou foi só estender a mão
e então o tempo sim foi coisa que passou.
in Transporte No Tempo (1973) - Ruy Belo
Postado por Pedro Luna às 10:00 0 comentários
Marcadores: beleza, cinema, Marilyn Monroe, poesia, Ruy Belo
Pat Boone celebra hoje noventa e dois anos
Postado por Fernando Martins às 09:20 0 comentários
Marcadores: Baladas, gospel, Love Letters in the Sand, música, Pat Boone, pop, Rock, rythm and blues
Venceslau de Morais morreu há 97 anos...
Votei íntimos laços de amizade.
Se hoje encetasse a 'strada das venturas,
Crede, talvez morresse de Saudade...
Venceslau de Morais
Postado por Fernando Martins às 09:07 0 comentários
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Porque não esquecemos Armando da Silva Carvalho...

AQUI
Aqui o inferno mata as profissões
que têm acesso ao ar.
Diz-se que deus se absteve
de criar servidores para os condenados
ao tédio.
Morre-se no emprego
com a garganta apertada por uma mão
sem ossos.
Aqui os anos crescem pouco ou nada.
Os dias e dias secam na raiz.
Não há horas felizes.
O sol sempre se deu bem com gente como esta
que salpica de chuva os seus pequenos
afazeres
para ficar em casa.
Gente com plenos poderes
para desmanchar a festa que se alonga
para lá da cabeça.
Diz um: eu sou o sábio de domingo.
Agora não me ocupo de dias úteis, de remendos d’alma,
de fragilidades.
Esperem por mim mas só depois
da missa.
Diz outro: a ética é grega de nascença
movemo-nos por números, já sentenciava Pitágoras.
Não cunhamos moeda, não sujamos as mãos
nos improvisados remos do naufrágio.
O nosso destino é perguntar.
Parece que deus quis que não nascesse a obra.
Nascer que nasça o sol
e é bastante.
Quem pergunta ao sonho pelo homem
de serviço?
Nos campos vicejam novamente as urtigas
são restauros agrícolas,
exemplos a seguir, ordens vindas de cima,
ao ouvido,
na sala dos banquetes.
O mar faz de cão velho e deixa-se ficar
à espera no patamar dos mitos.
Ninguém o suporta
nem ao seu uivar aos pés
da história.
Comovidos estamos, com um não sei quê,
um quanto, um como, uma dor
que levanta asas
e vai do vale à montanha
como vão os monges cavaleiros
à televisão.
Aqui a cidade abre-se para lá da noite
e é sempre belo ver a madrugada
a chorar os seus ídolos.
Aqui os que têm coração
têm desconto.
Armando Silva Carvalho
Postado por Pedro Luna às 09:00 0 comentários
Marcadores: Armando da Silva Carvalho, poesia






