quinta-feira, setembro 11, 2025

Peter Tosh foi assassinado há trinta e oito anos...

    
Winston Hubert McIntosh, mais conhecido como Peter Tosh (Grange Hill, 19 de outubro de 1944 - Westmoreland, 11 de setembro de 1987), foi um músico pioneiro de reggae/ska, conhecido pela sua militância em prol dos direitos humanos e da legalização da canabis. Foi assassinado a 11 de setembro de 1987, vítima de uma tentativa de assalto.
   
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Em 1987, Peter Tosh parecia estar voltando ao sucesso; naquele ano, recebeu um Grammy por "Melhor Performance de Reggae" naquele ano, pelo álbum No Nuclear War. No entanto, no dia 11 de setembro, logo após Tosh regressar à Jamaica, um gang de três homens invadiu a sua casa exigindo dinheiro. Tosh disse que não tinha, mas os três homens não acreditaram nele e permaneceram várias horas em casa, torturando Tosh. Quando os amigos de Tosh começaram a chegar a casa para cumprimentá-lo pelo seu regresso, estes ficaram ainda mais nervosos e acabaram por disparar, matando Tosh e os disc jockeys Doc Brown e Jeff "Free I" Dixon. O líder da quadrilha era Dennis "Leppo" Lobban, um homem de quem Peter Tosh havia ficado amigo e que tinha ajudado a encontrar um emprego, depois de cumprir uma longa sentença na prisão. Leppo entregou-se às autoridades, foi julgado e condenado, na mais curta deliberação de jurados da história da Jamaica: onze minutos. Foi condenado à morte, porém a sua sentença foi alterada, para prisão perpétua, em 1995, e continua até hoje na prisão. Nenhum dos seus dois cúmplices foi jamais identificado.   
   
 

Hoje é dia de recordar o infame ataque terrorista de há 24 anos...

De cima para baixo: o World Trade Center ardendo após o ataque; uma secção do Pentágono desabada; voo 175 chocando contra a Torre 2 do WTC; um bombeiro pedindo ajuda no Ground Zero; parte do voo 93 sendo recuperada; voo 77 chocando contra o Pentágono
 

Local Nova Iorque, NY
Condado de Arlington, VA
Shanksville, PA
Estados Unidos
Data 11 de setembro de 2001 - 08.46 - 10.28 (UTC-5)
Mortes 2.996 mortos (incluindo 19 terroristas)
Feridos >6.291
Responsável Al-Qaeda, planeado por Osama bin Laden
Número de participante(s) 19 terroristas

 

Os ataques ou atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 (às vezes, referido apenas como 11 de setembro) foram uma série de ataques suicidas contra os Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, dezanove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gémeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.
Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões. A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países. Além disso, há pelo menos um óbito secundário - uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria morrido por doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.
   

O ator Andy Whitfield morreu há catorze anos...

  
Andy Whitfield (Amlwch, 17 de outubro de 1971 - Sydney, 11 de setembro de 2011) foi um ator e modelo galês, radicado na Austrália, mais conhecido pela representação do personagem Spartacus na série Spartacus: Blood and Sand.
  
Carreira
Whitfield nasceu em Amlwch, Anglesey. Estudou engenharia na Universidade de Sheffield, e exerceu em Londres antes de se mudar para Sydney em 1999. Ele teve aulas na Escola Screenwise de Atores de Filme e TV em Nova Gales do Sul, Austrália. Whitfield apareceu em várias séries australianas de televisão, como Opening Up, All Saints, The Strip, Packed to the Rafters e McLeod's Daughters. O seu primeiro papel de destaque foi-lhe concedido no filme australiano sobrenatural Gabriel. Whitfield também foi a estrela na série de televisão de 2010, Spartacus: Blood and Sand, filmada na Nova Zelândia. Ele interpretou Spartacus, um soldado condenado a lutar como gladiador, responsável por uma rebelião contra os romanos. Chegou a aparecer nu na série, ao lado de Manu Bennett. Whitfield também apareceu no thriller australiano The Clinic (filmado em Deniliquin), ao lado de Tabrett Bethell (famoso por Legend of the Seeker). Em agosto de 2010, Whitfield juntou-se a Freddie Wong e criou um vídeo de dois minutos intitulado Time Crisis, baseado no jogo de mesmo nome. Whitfield teve uma rápida aparição na minissérie e prequela Spartacus: Gods of the Arena, que estreou em 21 de janeiro de 2011.

Falecimento
 Em março de 2010, Whitfield foi diagnosticado com um linfoma não Hodgkin, e iniciou um tratamento imediatamente na Nova Zelândia. Esta ocorrência atrasou a produção da segunda temporada de Spartacus: Blood and Sand. Enquanto esperava o tratamento e recuperação do ator, o canal produziu uma série de seis partes de Spartacus, apenas aguardando a volta dele. Embora tivesse sido declarado curado do cancro apenas dois meses depois, sofreu complicações da doença no final do ano e foi obrigado a abandonar o papel. Em 11 de setembro de 2011, 18 meses após a descoberta do cancro, o ator veio a falecer. Whitfield deixou esposa e dois filhos. O ator Liam McIntyre, de 29 anos, foi escolhido como sucessor de Whitfield na série Spartacus.
  

Arvo Part nasceu há noventa anos...!

   
Arvo Pärt (Paide, 11 de setembro de 1935) é um compositor erudito estónio. Pärt trabalha com um estilo minimalista que emprega a técnica de tintinnabuli (do latim, 'pequenos sinos') e repetições hipnóticas
   
Vida
Em 1944, Arvo Pärt presencia a ocupação da Estónia pela União Soviética, ocupação que duraria 50 anos, deixando profundas impressões sobre ele.
Em 1954 ingressa na escola secundária de música de Tallinn, a capital do país. No ano seguinte, deve fazer o seu serviço militar, durante o qual faz parte da banda, onde toca oboé e caixa.
Ingressa no conservatório de Tallinn em 1957, onde estuda com Heino Eller. Paralelamente, trabalha numa emissora de rádio, como engenheiro de som, posto que deverá ocupar de 1958 a 1967. Em 1962, uma das suas composições escrita para coro infantil e orquestra, Nosso jardim (escrita em 1959), dá-lhe o primeiro prémio dos jovens compositores da URSS. Em 1963 fica diplomado pelo conservatório de Tallinn. Nessa época compõe também para o cinema.
Ainda no início dos anos 60, inicia-se na composição serial, com as suas duas primeiras sinfonias. Isto vai provocar inimizades, dado que a música serial era considerada como um avatar da decadência burguesa ocidental. Também incorretas politicamente, no contexto soviético, eram as suas composições de inspiração religiosa e a técnica de colagem que adotou por algum tempo. Nessas circunstâncias, a sua obra será severamente limitada.
No final da década de 60, a meio de uma crise pessoal que bloqueia a sua criatividade, Arvo Pärt renuncia ao serialismo e, mais amplamente, à composição. Durante vários anos, dedica-se ao estudo do cantochão gregoriano e dos compositores renascentistas franco-flamengos, como Josquin des Prés, Machaut, Obrecht e Ockeghem. Esses estudos e reflexões resultaram na elaboração de uma peça de transição, a Sinfonia n° 3 (1971).
A sua evolução estilística é particularmente notável em 1976, com a composição de uma peça para piano que se tornou célebre, Für Alina, que marca uma rutura com as suas primeiras obras e prepara o terreno para seu novo estilo, qualificado por ele mesmo de "estilo tintinnabulum". O compositor explica: "Eu trabalho com bem poucos elementos - somente uma ou duas vozes. Construo a partir de um material primitivo - com o acorde perfeito, com uma tonalidade específica. As três notas de um acorde perfeito são como sinos. Por isso eu o chamei tintinnabulação". No ano seguinte, Pärt escreverá, nesse novo estilo, três das suas peças mais importantes e reconhecidas: Fratres, Cantus in Memoriam Benjamin Britten e Tabula rasa.
Os problemas constantes com a censura soviética levam-no a finalmente emigrar em 1980, com a sua esposa e os dois filhos. Inicialmente vai para Viena, onde obtém a cidadania austríaca. No ano seguinte, parte para Berlim Ocidental e frequentemente passa temporadas perto de Colchester, Essex. Por volta dos anos 2000, volta à Estónia e hoje vive em Talinn.
O seu sucesso no Ocidente e particularmente nos Estados Unidos teve por inconveniente a sua inclusão na categoria dos compositores "minimalistas místicos" ou "minimalistas sagrados", juntamente com Alan Hovhaness, Henryk Górecki, John Tavener, Pēteris Vasks e outros. Em 1996 torna-se membro da American Academy of Arts and Letters.
Criador de uma música apurada, de inspiração profundamente religiosa, associada por alguns à música pós-moderna, Arvo Pärt atualmente aprofunda o seu estilo tintinnabulum. As suas obras foram executadas em todo o mundo e foram objeto de mais de 80 gravações, além de terem sido muito usadas em bandas sonoras de filmes e em espetáculos de dança. É dele, por exemplo, a composição que Jean-Luc Godard utilizou na curta metragem Dans le noir du temps, episódio do filme Ten Minutes Older: The Cello (2002). A obra foi também usada em inúmeras produções cinematográficas e televisivas. A sua obra Spiegel im Spiegel, de 1978, integrou em 2014 a banda sonora do premiado filme brasileiro Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Em 10 de dezembro de 2011 foi indicado pelo Papa Bento XVI como membro do Pontifício Conselho para a Cultura.
   
 

Hoje é dia de recordar um golpe de estado e a morte de Salvador Allende...

Bombardeamento do Palácio de La Moneda durante o Golpe de Estado no Chile, em 11 de setembro de 1973

Os restos mortais do ex-presidente do Chile, Salvador Allende, foram exumados a 23 de maio de 2011 para determinar a causa da morte. A exumação foi ordenada pelo juiz Mário Carroza, na sequência de um pedido feito, em representação dos familiares, pela senadora Isabel Allende, filha do ex-presidente chileno, para determinar com "certeza jurídica as causas da sua morte". No dia 19 de julho de 2011, a autópsia realizada aos restos mortais do ex-presidente confirmou que a sua morte fora ocasionada "por ferimento de projétil" e que a "forma corresponde a suicídio".
      
 

O Desastre Ferroviário de Alcafache foi há quarenta anos...

(imagem daqui)
   
O Desastre Ferroviário de Moimenta-Alcafache ou Desastre Ferroviário de Alcafache foi um acidente de natureza ferroviária, ocorrido na Linha da Beira Alta, em Portugal, a 11 de setembro de 1985; este acidente foi o pior desastre ferroviário ocorrido no país.
   
Contexto
O acidente deu-se junto ao Apeadeiro de Moimenta-Alcafache, na freguesia de Moimenta de Maceira Dão, no concelho de Mangualde. Este apeadeiro situa-se entre as estações de Nelas e Mangualde, numa zona de via única.
O acidente envolveu duas composições de passageiros, uma efetuando o serviço internacional entre o Porto e Paris, que circulava com 18 minutos de atraso; a outra fazia um serviço de natureza regional, na direção de Coimbra. A composição regional era composta pela locomotiva número 1439, da Série 1400 dos Caminhos de Ferro Portugueses, e por 6 ou 7 carruagens, construídas pela companhia das Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas; o internacional era formado por uma locomotiva Série 1960, com o número 1961, e por cerca de 12 carruagens. No total, viajavam cerca de 460 passageiros.
    
Acidente
O serviço regional, com paragem em todas as estações e apeadeiros, chegou à estação de Mangualde,onde deveria permanecer até fazer o cruzamento com o Internacional. No entanto, e não obstante o facto de se terem dado ordens para que a prioridade na circulação fosse atribuída ao serviço internacional, o regional continuou viagem, estimando que o atraso na marcha do Internacional fosse suficiente para a chegada à estação de Nelas, onde, então, se poderia fazer o cruzamento. No entanto, o outro serviço estava circulando com um atraso menor do que o esperado; considerando, erroneamente, que a via estava livre até à estação de Mangualde, também continuou viagem. Após a partida, o chefe da estação de Nelas telefonou para a estação de Moimenta-Alcafache, para avisar da partida do Internacional, sendo, então, informado, que o serviço regional já se encontrava a caminho. Prevendo que as composições iriam colidir, tentou avisar a guarda-barreira de uma passagem de nível entre ambas as estações, de modo a que esta parasse a composição através da ostentação de uma bandeira ou da colocação de petardos na via; no entanto, esta manobra não foi possível, porque o comboio já ali tinha passado.
Por volta das 18.37 horas, ambas as composições colidiram, encontrando-se a circular a uma velocidade aproximada de 100 quilómetros/hora; o choque destruiu as locomotivas e algumas carruagens em ambas as composições, e provocou vários incêndios devido ao combustível presente nas locomotivas e nos sistemas de aquecimento das carruagens. Devido ao facto dos materiais utilizados nas carruagens não serem à prova de chamas, o fogo propagou-se rapidamente, produzindo grandes quantidades de fumo.
Logo após o acidente, gerou-se o pânico entre os passageiros, que tentaram sair das carruagens. Várias pessoas, entre elas crianças, ficaram presas nos destroços das carruagens, tendo sido socorridos por outros passageiros; outros não conseguiram sair a tempo, tendo morrido nos incêndios ou asfixiadas.
   
Reação das equipas de salvamento e rescaldo
O alerta foi dado por militares da Guarda Nacional Republicana, que se encontravam em operações na Estrada Nacional 234, nas proximidades do local do acidente. Apesar dos serviços de salvamento terem chegado apenas escassos minutos após o acidente, a situação no local era caótica, com incêndios no material circulante e na floresta em redor, vários feridos e passageiros em pânico.
Estima-se que, neste acidente, tenham falecido cerca de 150 pessoas, embora as circunstâncias do acidente, e a falta de controlo sobre o número de passageiros em ambos os serviços, tenham impedido uma contagem exata do número de vítimas mortais. A estimativa oficial aponta para 49 mortos, dos quais apenas 14 foram identificados, continuando ainda 64 passageiros oficialmente desaparecidos.
A maior parte dos restos mortais que não foram identificados foram sepultados numa vala comum junto ao local do desastre, aonde também foi erguido um monumento, em memória das vítimas e das equipas de salvamento.
    
Análise do acidente
Verificou-se que os chefes das estações não comunicaram entre si, e ao posto de comando de Coimbra, como estava regulamentado, a alteração do local de cruzamento de Mangualde para Nelas; tivesse isto sido feito, a discrepância na circulação teria sido notada, e uma das composições teria ficado parada na estação, de modo a se fazer o cruzamento em segurança.
Por outro lado, devido à falta de um equipamento próprio, revelou-se impossível comunicar com os comboios envolvidos; a única forma de avisar os condutores era através da sinalização, e da instalação de petardos na via, o que, neste caso, não se revelou suficiente. Tivesse isto sido realizado, as composições poderiam ter sido paradas nas estações. O sistema de comunicação utilizado na altura naquele troço, denominado Cantonamento Telefónico, dependia do uso de telefones para transmitir informações entre as estações e o centro de comando.
Após o acidente, foram instalados sistemas mais avançados de segurança, sinalização e controlo de tráfego, como o Controlo de Velocidade, permitindo uma maior eficiência e segurança nas operações ferroviárias, e fazendo com que acidentes como este sejam praticamente impossíveis de acontecer; por outro lado, a introdução de sistemas de rádio-solo permitiu uma comunicação direta entre os maquinistas e as centrais de controlo, e foi proibida a utilização de materiais que facilitem a propagação de chamas nos comboios.
   
Monumento em Memória do Acidente de Alcafache - Moimenta do Dão
   

Javier Marías morreu há três anos...

Javier Marías Franco (Madrid, 20 de setembro de 1951 – Madrid, 11 de setembro de 2022) foi um escritor, tradutor e editor espanhol, membro da Real Academia Espanhola.

 

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Javier Marías é considerado um dos escritores mais importantes da língua castelhana. Os seus artigos de imprensa tinham grande influência na cultura tanto em Espanha como na América Latina, sendo publicados em jornais tais como "El País", "El Semanal" e a revista mexicana "Letras Libres". Apesar do enorme sucesso, Marías era alvo de algumas críticas negativas que o consideram "pouco espanhol". Desde 1971 escreveu mais de trinta obras, entre romances, ensaios e coletâneas de artigos e contos. Os seus livros foram traduzidos em mais de trinta idiomas e venderam mais de quatro milhões e meio de exemplares, em todo o mundo.

Marías morreu em 11 de setembro de 2022, aos setenta anos de idade, em Madrid, por causa de uma pneumonia associada ao Covid-19.

 

quarta-feira, setembro 10, 2025

Hoje é dia de recordar Henry Purcell...

Stephen Jay Gould nasceu há oitenta e quatro anos...

     

Stephen Jay Gould (Nova Iorque, 10 de setembro de 1941 - Nova Iorque, 20 de maio de 2002) foi um paleontólogo e biólogo evolucionista dos Estados Unidos. Foi também um autor importante no que diz respeito à história da ciência. É reconhecido como o mais lido e conhecido divulgador científico da sua geração.

Nascido numa família judia, não praticou nenhuma religião organizada. Ainda que tenha sido educado num meio ideologicamente marcado pelo socialismo, nunca assumiu qualquer militância política. Como escritor, lutou contra a opressão cultural, principalmente contra a pseudociência legitimadora do racismo.
Começou a lecionar como membro da faculdade da Universidade de Harvard, em 1967, onde se tornou professor na cadeira de Alexander Agassiz, de zoologia. Ajudou Niles Eldredge a desenvolver a teoria do equilíbrio pontuado (1972), segundo a qual as mudanças evolucionárias ocorreriam de forma acelerada em períodos relativamente curtos, em populações isoladas, intercalados de períodos mais longos, caracterizados pela estabilidade evolutiva.
Na perspetiva do próprio Gould, esta teoria derrubava um princípio-chave do neodarwinismo (o gradualismo das mudanças evolutivas) - perspetiva não partilhada por grande parte da comunidade dos biólogos evolucionários que a consideram apenas como uma retificação importante, sem dúvida, mas que não punha em causa o que já era conhecido e defendido como certo pelos cientistas até ao momento.
         
Carreira académica
Stephen Jay Gould formou-se em Geologia em 1963, pelo Antioch College e em 1967 tornou-se Doutor em Paleontologia pela Universidade de Columbia. Nesse mesmo ano tornou-se professor na Universidade de Harvard, tornando-se professor efetivo em 1973.
Desde de 1973 Gould era o Curador da coleção de Paleontologia de Invertebrados do Museu de Zoologia Comparada de Harvard e membro adjunto do Departamento de História das Ciências em Harvard. Em 1983 tornou-se Professor de Zoologia da Cátedra Alexander Agassiz (também na Universidade de Harvard) e em 1996 Professor Convidado de Biologia da Cátedra Vicent Astor na Universidade de Nova York. Gould manteve todos estes cargos até 2002.
   
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Primeira luta contra o cancro

Em julho de 1982, Gould foi diagnosticado com mesotelioma peritoneal, um tipo letal de cancro que afeta o revestimento abdominal (o peritoneu). Esse cancro é frequentemente encontrado em pessoas que ingeriram ou inalaram fibras de amianto, um mineral que foi utilizado na construção do Museu de Zoologia Comparada de Harvard. Depois de uma recuperação difícil de dois anos, Gould publicou em 1985 uma coluna para a revista Discover, intitulada “The Median Isn't the Message”, discutindo sua reação ao ler que “o mesotelioma é incurável, com mortalidade mediana de apenas oito meses após a descoberta”. No seu ensaio, ele descreve o real significado desse fato e o alívio ao perceber que médias estatísticas são abstrações úteis, mas, sozinhas, não englobam “o nosso mundo real de variação, matizes e contínuos”.

Gould também foi um defensor do uso medicinal de canabis. Durante os seus tratamentos contra o cancro, fumou canabis para ajudar a aliviar os longos períodos de náusea intensa e incontrolável. De acordo com Gould, a droga teve um “efeito muito importante” na sua recuperação final. Posteriormente, ele questionou como “qualquer pessoa humana poderia negar tal substância benéfica a indivíduos em grande necessidade simplesmente porque outros a utilizam para propósitos diferentes”. Em 5 de agosto de 1998, o depoimento de Gould ajudou a obter êxito no processo movido pelo ativista portador de HIV Jim Wakeford contra o Governo do Canadá para ter o direito de cultivar, possuir e usar canabis para fins medicinais.

 

Doença final e morte

Em fevereiro de 2002, uma lesão de aproximadamente 3 centímetros foi encontrada na radiografia de tórax de Gould, e oncologistas diagnosticaram-no com cancro em estágio IV. Gould faleceu dez semanas depois, em 20 de maio de 2002, devido a um adenocarcinoma metastático de pulmão (uma forma agressiva de cancro que já se havia espalhado para o cérebro, fígado e baço). Esse cancro não estava relacionado ao enfrentado em 1982,  embora também esteja associado à exposição ao amianto. Ele morreu na sua casa, “numa cama montada na biblioteca de seu loft no SoHo, rodeado pela sua esposa, Rhonda, por sua mãe, Eleanor, e pelos muitos livros que amava”. 

 

(imagem daqui)

Joe Perry, guitarrista dos Aerosmith, celebra hoje 75 anos...!


Anthony Joseph Perry (Lawrence, 10 de setembro de 1950) é um guitarrista dos Estados Unidos da América. Ele é o principal guitarrista solo e um dos fundadores da banda de hard rock Aerosmith. Foi considerado o 84º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone e, em 2001, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame com o resto dos membros dos Aerosmith. Em 2013, recebeu, juntamente com o parceiro musical Steven Tyler, o ASCAP Founders Award e entrou para o Songwriters Hall of Fame.
Por parte de pai, Perry vem de uma família de portugueses, originários da Madeira. O seu avô foi obrigado a mudar o sobrenome da família de 'Pereira' para 'Perry', devido a lei de emigração nos Estados Unidos. Por parte de mãe, o guitarrista vem de uma família de italianos, provenientes de Nápoles.
  
 

Manuel Herminío Monteiro, editor da Assírio & Alvim, nasceu há 73 anos...

 

 

Manuel Herminío Monteiro (Vila Real, 10 de setembro de 1952 - Lisboa, 3 de junho de 2001) foi empresário português, editor da Assírio & Alvim.
Os seus primeiros estudos foram divididos entre Arouca, Mogofores e Porto, até que ao 8º ano se mudou para Lisboa, licenciando-se em História na Faculdade de Letras, após uma curta passagem por Direito.
Em 1975 ingressou na Assírio & Alvim como vendedor e, em pouco, os seus percursos se tornam intimamente comuns. Quando do seu ingresso na editora, esta, com dois anos de existência encontrava-se numa grave crise, encontrando-se quase na falência. Em 1983, Hermínio Monteiro assumiu a direção da editora e conseguiu não só salvá-la da falência, como tornar a quase falida editora num dos maiores casos de sucesso editorial em Portugal. Apostando sobretudo em poetas lusófonos pouco conhecidos do grande público, foi granjeando uma notoriedade nos meios culturais pela excelente qualidade, que culminou em edições de obras de figuras já tão notórias como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Teixeira de Pascoaes, Herberto Helder e Mário Cesariny entre vários outros.
Contudo, o seu percurso não se deu somente ligado a edição. Foi também impulsionador de outras formas de divulgação de cultura, como um espaço/galeria de arte, pelo qual passaram vários artistas plásticos, pintores, escultores e fotógrafos; dinamizou as livrarias nos cinemas King, de Lisboa, em 1995, e no Porto, em 1998, organizando lançamentos de livros, encontros, debates e espetáculos musicais; lançou em 1986 a revista mensal “A Phala”, concebida para veicular o espírito muito próprio da editora; criou a “Assírio Líquida”, o primeiro bar-livraria no Bairro Alto.
Morreu em Lisboa, vítima de cancro.
      
    

Hoje é dia de ouvir Moby...

Saudades de António Reis...

António Reis

(imagem daqui)

 

Mudamos esta noite

 

Mudamos esta noite

E como tu
eu penso no fogão a lenha
e nos colchões

onde levar as plantas

e como disfarçar os móveis velhos

Mudamos esta noite
e não sabíamos que os mortos ainda aqui viviam

e que os filhos dormem sempre
nos quartos onde nascem

Vai descendo tu

Eu só quero ouvir os meus passos
nas salas vazias

 

 

António Reis

Niccolò Jommelli nasceu há 311 anos

   
Niccolò Jommelli (Aversa, 10 de setembro de 1714 - Nápoles, 25 de agosto de 1774) foi um compositor italiano.
Niccolò Jommelli nasceu em Aversa, então uma cidade do Reino de Nápoles. Iniciou os seus estudos musicais com um padre da sua cidade, apelidado de Mozzillo. Em 1725 entrou no Conservatorio di Santo Onofrio a Capuana, em Nápoles, onde estudou com Francesco Durante. Por motivos desconhecidos, o pai retirou-o deste conservatório e, três anos mais tarde, ele estava inscrito no Conservatorio di Santa Maria della Pietà dei Turchini, onde foi treinado por Niccolò Fago, Giacomo Sarcuni e Andrea Basso. Ele foi fortemente influenciado por Johann Adolf Hasse, que esteve em Nápoles durante este período. Após concluir os seus estudos, começou a compor, escrevendo uma ópera bufa intitulada L'errore amorosa, no início de 1737. A sua primeira ópera séria, Ricimero re di Goti, foi um sucesso em Roma, em 1740.
Jommelli escreveu cantatas, oratórios e outras obras sacras, mas de longe a parte mais importante da sua produção foram as suas óperas, especialmente as suas óperas sérias, das quais deixou cerca de sessenta, muitas com librettos de Metastasio. No  seu trabalho ele tendia a concentrar-se mais na história e no dramatismo do que no puro virtuosismo vocal, como era a norma na ópera italiana na época. Ele aumentou o número de conjuntos e coros nas óperas e, influenciado por compositores da ópera francesa, como Jean-Philippe Rameau, introduziu bailados no seu trabalho. Deu mais importância à orquestra (em especial aos instrumentos de sopro) para ilustrar os acontecimentos da história, bem como criou passagens inteiramente orquestrais, em vez de deixar a orquestra como simples apoio para os cantores. De Hasse aprendeu a escrever recitativos acompanhados pela orquestra, e não apenas por um cravo. As suas reformas são por vezes consideradas como iguais, em importância, às de Christoph Willibald Gluck.
   
 

Uma execução com guilhotina, na França, foi feita pela última vez há 48 anos...

(imagem daqui)

Hamida Djandoubi (Tunísia, 1949 - Marselha, 10 de setembro de 1977) foi a última pessoa a ser guilhotinada na França. Era um imigrante tunisino e foi condenado por tortura, seguida de assassinato, da sua ex-namorada, Elisabeth Bousquet, de 21 anos. Após ter perdido o seu último recurso, foi guilhotinado, ao alvorecer do dia 10 de setembro de 1977.

Biografia
Nascido na Tunísia por volta de 1949, Hamida Djandoubi imigrou para a França em 1968, tendo ido viver em Marselha, onde trabalhava numa mercearia. Passou a trabalhar como paisagista, mas teve um acidente de trabalho em 1971, que resultou na perda de dois terços da sua perna direita.
Em 1973, uma mulher de 21 anos chamada Elizabeth Bousquet, que Djandoubi conheceu no hospital enquanto recuperava da amputação, apresentou uma queixa na polícia contra ele, alegando que tentou forçá-la a se prostituir.
Após a sua detenção e eventual libertação da custódia, durante a primavera de 1973, Hamida Djandoubi serviu como proxeneta de duas prostitutas da sua confiança. Em julho de 1974 sequestrou Elizabeth Bousquet e levou-a para a sua residência, onde, à vista das prostitutas que mantinha, agrediu fisicamente Elizabeth e torturou-a com um cigarro aceso, queimando-a nos seios e na área genital. Elizabeth Bousquet sobreviveu às agressões e torturas. Sendo assim, Hamida Djandoubi levou-a de carro para os arredores de Marselha e estrangulou-a.
No seu retorno à casa, Hamida Djandoubi alertou as duas prostitutas para não dizerem nada do que tinham visto. O corpo de Elizabeth Bousquet foi descoberto num barracão por um menino, em 7 de julho de 1974. Um mês depois, Hamida Djandoubi raptou outra menina, que conseguiu fugir e denunciá-lo à polícia.
Após um processo de pré-julgamento longo, Djandoubi finalmente apareceu no tribunal de Aix-en-Provence, acusado de tortura, assassinato, estupro e violência premeditada, em 24 de fevereiro de 1977. A sua principal defesa girava em torno dos supostos efeitos da amputação de sua perna seis anos antes, que o seu advogado alegou ter levado a um paroxismo de abuso de álcool e violência, transformando-o num homem diferente. Em 25 de fevereiro foi condenado à morte. O recurso contra a sua sentença foi indeferido em 9 de junho, e no início da manhã de 10 de setembro de 1977, Hamida Djandoubi foi informado de que seria executado às 04.40 horas. Após a execução, antes da qual teria fumado dois cigarros e bebido um pouco de rum, o seu corpo foi sepultado no cemitério de Saint-Pierre.
A história de vida de Hamida Djandoubi é contada no livro When the Guillotine Fell (“Quando a Guilhotina Caiu”, ainda não traduzido para o português), escrito pelo autor canadiano Jeremy Mercer.
    
  
in Wikipédia

Agostinho Neto morreu há quarenta e seis anos...

     
António Agostinho Neto (Catete, Ícolo e Bengo, 17 de setembro de 1922 - Moscovo, 10 de setembro de 1979) foi um médico angolano, formado nas Universidades de Coimbra e de Lisboa, que, em 1975, se tornou o primeiro presidente de Angola, até 1979. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o "Prémio Lenine da Paz". Fez parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países naquela que ficou designada como a Guerra Colonial Portuguesa. Foi preso pela PIDE, a polícia política do regime salazarista então vigente em Portugal, e deportado para o Tarrafal, uma prisão política em Cabo Verde; sendo-lhe depois fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio. Aí assumiu a direção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do qual já era presidente honorário desde 1962. Em paralelo, desenvolveu uma atividade literária, escrevendo nomeadamente poesia.
Agostinho Neto dirigiu a partir de Argel e de Brazzaville as atividades políticas e de guerrilha do MPLA durante a Guerra de Independência de Angola, entre 1961 e 1974, e durante o processo de descolonização, 1974/75, que opôs o MPLA aos dois outros movimentos nacionalistas, a FNLA e a UNITA Tendo o MPLA saído deste último processo como vencedor, declarou a independência do país em 11 de novembro de 1975, assumindo as funções de Presidente da República, mantendo as de Presidente do MPLA, e estabelecendo um regime mono-partidário, inspirado no modelo então praticado nos países do leste europeu.
Durante este período, houve graves conflitos internos no MPLA que puseram em causa a liderança de Agostinho Neto. Entre estes, o mais grave consistiu no surgimento, no início dos anos 70, de duas tendências opostas à direção do movimento, a "Revolta Ativa" constituída no essencial por elementos intelectuais, e a "Revolta do Leste", formada pelas forças de guerrilha localizadas no Leste de Angola; estas divisões foram superadas num intrincado processo de discussão e negociação que terminou com a reafirmação da autoridade de Agostinho Neto. Já depois da independência, em 1977, houve um levantamento, visando a sua liderança e a linha ideológica por ele defendida; este movimento, oficialmente designado como fracionismo, foi reprimido de forma sangrenta, por suas ordens.
Agostinho Neto, que era casado com a portuguesa Eugénia Neto, morreu num hospital em Moscovo no decorrer de complicações ocorridas durante uma operação a um cancro hepático de que sofria, poucos dias antes de fazer 57 anos de idade. Foi substituído na presidência do país e do MPLA por José Eduardo dos Santos, presidente de Angola durante cerca de 38 anos.
   

 

 

Velho negro

 

Vendido
e transportado nas galeras
vergastado pelos homens
linchado nas grandes cidades
esbulhado até ao último tostão
humilhado até ao pó
sempre sempre vencido

É forçado a obedecer
a Deus e aos homens
perdeu-se

Perdeu a pátria
e a noção de ser

Reduzido a farrapo
macaquearam seus gestos e a sua alma
diferente

Velho farrapo
negro
perdido no tempo
e dividido no espaço!

Ao passar de tanga
com o espírito bem escondido
no silêncio das frases côncanas
murmuram eles:
pobre negro!

E os poetas dizem que são seus irmãos.
 
 
Agostinho Neto

Mikey Way, baixista dos My Chemical Romance, nasceu há 44 anos

  
Michael James Way
(Newark, New Jersey, September 10, 1980) is an American musician and actor. He is best known as the bassist of the rock band My Chemical Romance. He is also the multi-instrumentalist and backing vocalist of rock duo Electric Century. Mikey co-wrote Collapser with Shaun Simon, which was released July 2019 on DC Comics.
   
 

O astrónomo Ernst Opik morreu há quarenta anos

     
    
Educação
Öpik estudou na Universidade de Moscovo, onde se especializou no estudo de corpos menores do sistema solar, tais como asteroides, cometasmeteoroides. Concluiu o seu doutoramento já na Universidade de Tartu, na Estónia.
   
Astronomia
Öpik foi um destacado astrofísico, com ampla gama de interesses. De entre as suas descobertas está o primeiro cálculo da densidade de uma matéria degenerada (a anã branca 40 Eri B), em 1915, a primeira determinação precisa da distância de um objeto extragalático (a Galáxia de Andrómeda), em 1922. No mesmo ano ele registou corretamente o número de crateras em Marte, antes mesmo delas serem detetadas pelas sondas espaciais. Em 1932 apresentou uma teoria relativa à origem dos cometas no sistema solar. Ele acreditava que eles se originavam na órbita de uma nuvem distante, além da órbita de Plutão. Esta nuvem é hoje conhecida por nuvem de Oort, ou alternativamente, nuvem de Öpik-Oort, em sua homenagem. Ele também inventou uma câmara especial para o estudo de meteoros.
        
Exílio
Öpik fugiu do seu país natal em 1944, a quando da aproximação do Exército Vermelho. Primeiro foi para Hamburgo e, por último, em 1948, para o Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, onde permaneceu ativo até 1981.
     
Condecorações e títulos
Öpik recebeu medalhas da National Academy of Sciences (1960), da Meteoritical Society (1968), da American Association for the Advancement of Science (1972), a Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society em 1975, a mais alta condecoração outorgada pela Royal Astronomical Society (Sociedade Astronómica Real) do Reino Unido e a Medalha Bruce em 1976, concedida pela Astronomical Society of the Pacific com sede em San Francisco, Califórnia. Recebeu doutoramentos honoríficos das Universidades de Belfast (1968) e de Sheffield (1977).
   
Legado
O asteróide 2099 Öpik recebeu o seu nome. O seu neto, Lembit Öpik, que é atualmente um membro do partido liberal-democrata, foi membro do Parlamento Britânico por Montgomeryshire, País de Gales, de 1997 a 2010. Ele também possui alguma ligação com a astronomia, uma vez que ele é um grande apoiante da pesquisa de asteroides que possam vir a colidir com a Terra.