quinta-feira, junho 19, 2025
Filipe VI passou a ser Rei de Espanha há onze anos
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Aung San Suu Kyi comemora hoje oitenta anos...!
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Hoje é dia de ouvir música de Chico Buarque
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Música adequada à data
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Música de aniversariante de hoje...
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
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Hoje é o feriado do Corpo de Deus...
Corpus Christi, também chamada de Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, Corpus Domini (expressão latina que significa Corpo de Cristo ou Corpo do Senhor), e generalizada em Portugal como Corpo de Deus, é uma comemoração litúrgica das igrejas Católica Apostólica Romana e Anglicana (esta última, até 1548) que ocorre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma Festa de Guarda, em que a participação da Santa Missa é obrigatória, na forma estabelecida pela conferência episcopal do país respetivo.
Para os católicos apostólicos romanos, a procissão pelas vias públicas atende a uma recomendação do Código de Direito Canónico (cânone 944), que determina ao bispo diocesano que a providencie "para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo".
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quarta-feira, junho 18, 2025
Notícia sobre dinossáurios portugueses...
Dinossauros de Pombal são estrelas em série da BBC
No Verão de 2022, Pombal foi notícia por todo o mundo, após ser revelada a descoberta de ossadas de um dos maiores dinossauros do mundo num terreno particular na freguesia de Vila Cã. As escavações, conduzidas por cientistas do IDL – Instituto Dom Luiz, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, UNED – Universidad Nacional de Educación a Distancia e Universidad Complutense de Madrid, revelaram tratar-se de um “grande saurópode”, possivelmente do grupo Brachiosauridae, “eventualmente correspondente ao maior dinossáurio encontrado no Jurássico Superior”.

As ossadas encontram-se num terreno particular da freguesia de Vila Cã
Os trabalhos efectuados no concelho de Pombal estão agora em destaque na série “Walking with Dinosaurs”. Uma produção da BBC, com seis episódios, que estreou no passado dia 25 de maio no canal inglês e que está apenas acessível, no iplayer da BBC, para os residentes no Reino Unido. Contudo, essa limitação pode ser contornada. O episódio em questão pode ser visualizado, por exemplo, no endereço electrónico https://www.dailymotion.com/video/x9k94xa, se bem que sem legendagem em português. Nele, o destaque é dado ao Lusotitan, ou Titã Lusitano, aquele que será o maior dinossauro, em altura e peso, encontrado até agora em Portugal.
Os trabalhos efetuados no concelho de Pombal estão agora em destaque na série “Walking with Dinosaurs”
O episódio é também protagonizado pelos portugueses Pedro Mocho e Elisabete Malafaia e pelo espanhol Francisco Ortega, mostrando os trabalhos que lideraram no concelho de Pombal.
Apesar de Pombal nunca ser referido no episódio, onde se fala apenas
da descoberta no centro de Portugal (as localizações continuam a ser
mantidas em segredo para preservar as jazidas), o Pombal Jornal sabe que
as filmagens decorreram há cerca de dois anos, durante os trabalhos
realizados nas freguesias de Vila Cã e de Pombal.
Na série, acompanhamos os cientistas nas escavações e vemos como
deveriam viver os dinossauros no seu tempo. Um dos Lusotitans descoberto
no concelho de Pombal é descrito como podendo ter cerca de 25 metros de
comprimento e 12 de altura, tornando-o um dos maiores esqueletos da
Europa e do mundo. Aquando da descoberta, os investigadores explicaram
que “não é nada habitual encontrar todas as costelas num animal como
este, muito menos na posição em que estariam no corpo, colocados no
mesmo sítio”. Além da descoberta na freguesia de Vila Cã, o episódio
revela outros achados, na freguesia de Pombal, e a hipótese da jazida de
Vila Cã ter mais do que um esqueleto de dinossauro.
Os ossos que já foram extraídos das escavações efetuadas estão
preservados num local no concelho de Pombal, à espera de uma decisão
sobre onde ficarão expostos para poderem ser mostrados ao mundo.
Postado por Fernando Martins às 17:06 0 comentários
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Trindade Coelho nasceu há 164 anos
Postado por Fernando Martins às 16:40 0 comentários
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Hoje é dia de recordar Mísia e Saramago...
Nenhuma estrela caiu - Mísia
Letra (adaptada) de José Saramago e música de Franklin Rodrigues
Janelas que me separam
Do vento frio da tarde
Num recanto de silêncio
Onde os gestos do pensar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
Vem a noite e o seu recado
Sua negra natureza
Talvez a lua não falte
Ou venha a chuva de estrelas
Basta que o sono desperte
O sonho que deixa vê-las
Abro as janelas...
E o frio vento se esquece
Nenhuma estrela caiu
Nem a lua me ajudou
Mas a ruiva madrugada
Por trás da ponte aparece.
Janelas que me separam
Do vento frio da tarde
Num recanto de silêncio
Onde os gestos do pensar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
A ponte
in Provavelmente Alegria (1970) - José Saramago
Postado por Pedro Luna às 15:00 0 comentários
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Roald Amundsen morreu há 97 anos...
Postado por Fernando Martins às 09:07 0 comentários
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Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 08:30 0 comentários
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Raffaella Carrà nasceu há oitenta e dois anos...
Postado por Fernando Martins às 08:20 0 comentários
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Maria Bethânia nasceu há 79 anos
Maria Bethânia Vianna Telles Veloso (Santo Amaro, 18 de junho de 1946) é uma cantora e compositora brasileira. Nascida em Santo Amaro da Purificação, Brasil, ela participou, na juventude, de peças teatrais ao lado de seu irmão, o cantor Caetano Veloso e de outros cantores proeminentes da época. Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a sua carreira musical substituindo a cantora Nara Leão no espetáculo Opinião. No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora RCA e lançou seu homónimo álbum de estreia.
Bethânia é membro de uma família de artistas, sendo irmã da escritora Mabel Velloso, do cantor e compositor Caetano Veloso, e tia dos cantores Belô Velloso e Jota Velloso.
Na juventude, participou de espetáculos semi-amadores em parceria com Tom Zé, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil e, em 1960, mudou-se para Salvador, com a intenção de terminar os estudos. Lá, começou a frequentar o meio artístico, ao lado do irmão Caetano e três anos depois, em 1963, estreou como cantora na peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues. Nesta época, Bethânia e Caetano conheceram outros músicos iniciantes como Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Alcivando Luz e outros, os quais acabariam sendo lançados como cantores e compositores pela cantora. No ano seguinte, montaram juntos os espetáculos Nós por Exemplo, Mora na Filosofia e Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova.
Postado por Fernando Martins às 07:09 0 comentários
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Lídia Jorge comemora hoje 79 anos
Vida
Lídia Jorge nasceu no Algarve, em Boliqueime, concelho de Loulé, numa família de agricultores e de emigrantes.
Licenciou-se em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, graças ao apoio de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Depois de licenciada, foi professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, acompanhando o marido, durante o último período da Guerra Colonial.
Décadas depois veio lecionar também, como professora convidada, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre 1995 e 1999.
Por designação do Governo Português, foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Integrou o Conselho Geral da Universidade do Algarve.
Embora próxima do Partido Socialista, em 2021, foi nomeada membro do Conselho de Estado, pelo Presidente da Republica Marcelo Rebelo de Sousa, para o período de 2021 a 2026.
Lídia Jorge surgiu na escrita com o romance O Dia dos Prodígios (1980). A obra constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da literatura portuguesa e, desde logo, a autora tornou-se um dos nomes de maior interesse dessa fase.
Os títulos seguintes O Cais das Merendas (1982) e Notícia da Cidade Silvestre (1884) foram ambos distinguidos com o Prémio Literário Município de Lisboa, o primeiro dos quais em 1983, ex aequo com Memorial do Convento, de José Saramago.
Notícia da Cidade Silvestre (1984), reafirma o valor da escritora, mas seria com A Costa dos Murmúrios (1988), livro que reflete a experiência passada na África colonial, que a autora consolidaria o seu lugar no panorama literário português.
Na década de 90 seguiram-se A Última Dona (1992), O Jardim sem Limites (1995) e O Vale da Paixão (1998).
Nos anos 2000 editou O Vento Assobiando nas Gruas (2002), posteriormente adaptado para cinema pela realizadora Jeanne Waltz.
Combateremos a Sombra, publicado em Portugal em 2007, recebeu em França o Prémio Michel Brisset 2008, atribuído pela Associação dos Psiquiatras Franceses.
Com chancela da Editora Sextante, publicou em 2009, o livro de ensaios Contrato Sentimental, reflexão crítica sobre o futuro de Portugal. Seguiu-se-lhe o romance A Noite das Mulheres Cantoras (2011). Os Memoráveis, publicado em 2014, é um livro sobre a mitologia da Revolução dos Cravos, retomando o tema de O Dia dos Prodígios, seu primeiro livro. Em 2016 publicou O Amor em Lobito Bay e em 2018 Estuário, sobre a vulnerabilidade do tempo atual.
Já em 2022, a escritora publicou Misericórdia, uma reflexão sobre a humanidade e uma homenagem à sua mãe, Maria dos Remédios, falecida durante a pandemia de Covid-19. Por este romance, foi distinguida com um conjunto de prémios, como o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (2022), o Prémio Eduardo Lourenço (2023), o Prémio de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues (2023), Prémio do PEN Clube Português de narrativa (2023) ou o Prémio Médicis estrangeiro (2023).
Entretanto, estreara-se na poesia em 2019, com o seu primeiro livro, O Livro das Tréguas, apesar de, curiosamente, Lídia Jorge escrever poesia desde muito jovem.
Outras publicações incluem as antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2003), e Praça de Londres (2008), para além das edições separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992).
Em 2020, com o título de Em Todos os Sentidos, reuniu as crónicas que leu, ao longo de um ano, aos microfones da Rádio Pública, Antena 2.
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Fado do retorno
Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada
Voltaste, já voltaste
Já entras como sempre
Abrandas os teus passos
E páras no tapete
Então que uma luz arda
E assim o fogo aqueça
Os dedos bem unidos
Movidos pela pressa
Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada
Voltaste, já voltei
Também cheia de pressa
De dar-te, na parede
O beijo que me peças
Então que a sombra agite
E assim a imagem faça
Os rostos de nós dois
Tocados pela graça.
Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada
Amor, o que será
Mais certo que o futuro
Se nele é para habitar
A escolha do mais puro
Já fuma o nosso fumo
Já sobra a nossa manta
Já veio o nosso sono
Fechar-nos a garganta
Então que os cílios olhem
E assim a casa seja
A árvore do Outono
Coberta de cereja.
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Alison Moyet celebra hoje sessenta e quatro anos
Geneviève Alison Jane Moyet (Billericay, 18 de junho de 1961) é uma cantora britânica, bastante conhecida pelo seu trabalho na dupla de synthpop Yazoo, formada no início da década de 80.
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Postado por Fernando Martins às 06:40 0 comentários
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Fê Lemos, percursionista dos Capital Inicial, faz hoje 63 anos
Postado por Fernando Martins às 06:30 0 comentários
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Dizzy Reed nasceu há 62 anos
Aside from lead singer Axl Rose, Reed is the longest-standing member of Guns N' Roses, and was the only member of the band to remain from their Use Your Illusion era until the 2016 return of guitarist Slash and bass guitarist Duff McKagan.
In 2012, Reed was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame as a member of Guns N' Roses, although he did not attend the ceremony. He was also a member of the Australian-American supergroup The Dead Daisies with his Guns N' Roses bandmate Richard Fortus, ex-Whitesnake member Marco Mendoza, ex-Mötley Crüe frontman John Corabi and session drummer Brian Tichy.
Postado por Fernando Martins às 06:20 0 comentários
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A última guerra entre Estados Unidos e Reino Unido começou há 213 anos
A Guerra de 1812, ou a Guerra Anglo-Americana, foi a guerra entre os Estados Unidos da América, e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e as suas colónias, incluindo o Canada Superior (Ontario), o Canadá Inferior (Quebec), Nova Escócia, Bermuda e a ilha da Terra Nova.
Postado por Fernando Martins às 02:13 0 comentários
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Ana de Castro Osório nasceu há 153 anos
Ana de Castro Osório (Mangualde, 18 de junho de 1872 - Lisboa, 23 de março de 1935) foi uma escritora, especialmente no domínio da literatura infantil, jornalista, pedagoga, feminista e ativista republicana portuguesa.
Nascida em Mangualde, a 18 de junho de 1872, Ana de Castro Osório era filha de João Baptista de Castro (1845-1920), reputado bibliófilo, notário e magistrado, natural de Eucísia, Alfândega da Fé, e de Mariana Adelaide Osório de Castro Cabral de Albuquerque Moor Quintins (1842-1917), activista feminista, natural de São Jorge de Arroios, Lisboa. A sua mãe era filha do Tenente-General José Osório de Castro Cabral de Albuquerque (1799-1857), governador de Macau, e de Ana Doroteia Moore Quintius, de nacionalidade holandesa. Sobre o seu pai sabe-se ainda que publicou um livro sobre "Questões Jurídicas" (1868) durante a sua estadia universitária em Coimbra, quando este era companheiro de casa de Teófilo Braga, e que em 1911 julgou e aprovou o pedido de Carolina Beatriz Ângelo para ser incluída nas listas de recenseamento eleitoral, tornando-se assim na primeira mulher a votar no país. Ana era também a mais nova dos quatro filhos do casal, sendo irmã de Alberto Osório de Castro (1868-1946), juiz, maçon e poeta, João Osório de Castro (1869-1939), juiz e escritor, e de Jerónimo Osório de Castro (1871-1935), comandante e presidente da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, sendo ainda tia do engenheiro e empresário industrial Jerónimo Pereira Osório de Castro (1902-1957), do médico veterinário, professor e autor Jerónimo de Melo Osório de Castro (1910-1976), do dramaturgo e escritor João Osório de Castro (1926-2007) e do ex-bastonário da Ordem dos Advogados e poeta António Osório (1933-2021).
A 10 de março de 1898, com 25 anos de idade, Ana de Castro Osório casou-se com Francisco Paulino Gomes de Oliveira (1864-1914), poeta, publicista e membro do Partido Republicano Português, comummente conhecido como Paulino de Oliveira, na igreja paroquial de Nossa Senhora da Anunciada, em Setúbal. Anos antes, tinha recusado veementemente o pedido de casamento do poeta Camilo Pessanha, contudo, a amizade entre os dois manteve-se até à morte deste, em 1926.
Da sua imensa obra literária, que conta com mais de cinquenta títulos, incluindo ensaios, romances e contos, algumas obras de destaque são: "Em Tempo de Guerra" (1918), "A Verdadeira Mãe" (1925), "Viagens Aventurosas de Felício e Felizarda" (1923), "A Grande Aliança" (1924), "Mundo Novo" (1927), "A Capela das Rosas" (1931), "O Príncipe das Maçãs de Oiro" (1935), e "Histórias Maravilhosas da Tradição Popular Portuguesa" (2 volumes, compilada somente em 1952); assim como várias publicações periódicas de destaque onde colaborou como: "A Ave azul" (1899-1900), "Branco e Negro" (1896-1898), "Brasil-Portugal" (1899-1914), "A Leitura" (1894-1896), "Serões" (1901-1911), "A Farça" (1909-1910) e "Terra portuguesa" (1916-1927).
Para além dessas obras, e de o título de criadora da literatura infantil portuguesa, é lhe reconhecida uma extensa e intensiva recolha dos contos da tradição oral do país, e a tradução e publicação de vários contos dos irmãos Grimm assim como muitos outros autores estrangeiros de literatura para crianças.
A Ana de Castro Osório ainda se deve a compilação, organização, edição e publicação de "Clepsidra", o único livro de Camilo Pessanha, em 1920, na editora por ela criada, Lusitânia.
Postado por Fernando Martins às 01:53 0 comentários
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Hoje é dia de recordar José Saramago...
No Coração, Talvez
No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.
in Os Poemas Possíveis (1966) - José Saramago
Postado por Pedro Luna às 01:50 0 comentários
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Mário Saa nasceu há cento e trinta e dois anos...
- Evangelho de S. Vito (1917)
- Portugal Cristão-Novo ou os Judeus na República (1921)
- Poemas Heróicos / Simão Vaz de Camões; Pref. de Mário Saa (1921)
- Camões no Maranhão (1922)
- Táboa Genealógica da Varonia Vaz de Camões (1924)
- A Invasão dos Judeus (1925)
- A Explicação do Homem: Através de uma auto explicação em 207 táboas filosóficas (1928)
- Origens do Bairro-Alto de Lisboa: Verdadeira notícia (1929)
- Nós, Os Hespanhóis (1930)
- Proclamações à Pátria: Uma Aliança Luso-Catalã (?)
- Proclamações à Pátria: Até ao Mar Cantábrico (1931)
- Erridânia: A Geografia Mais Antiga do Ocidente (1936)
- As Memórias Astrológicas de Camões e o Nascimento do Poeta em 23 de Janeiro de 1524 (1940)
- As Grandes Vias da Lusitânia: O Itinerário de Antonino Pio (6 T.; 1957-1967)
- Poesia e alguma prosa - Organização, introdução e notas de João Rui de Sousa, INCM, (2006)
Xácara das Mulheres Amadas
Quem muitas mulheres tiver,
em vez de uma amada esposa,
mais se afirma e se repousa
pera amar sua mulher;
Quem isto não entender...
em cousas d'amor não ousa,
em cousas d'amor não quer!
Quantas mais, mais se descansa,
mais a gente serve a todas;
quantas mais forem as bodas,
quantos mais os pares da dança,
menos a dança nos cansa
O gosto d'andar nas rodas.
Que quantas mais, mais detido
a cada uma per si;
nem cansa tanto o que vi,
nem fica o gosto partido;
ao contrário, é acrescido
a cada uma per si!
No paladar de mudar
mais se sente o gosto agudo:
que amar nada ou amar tudo
é estar pronto a muito amar;
o enjoo vem de não estar
a par do nada e do tudo.
Mais facilmente se chega
pera muitas que pera uma;
e a razão é porque, em suma,
se esta razão me não cega,
quem quer que muitas adrega
é como tendo...nenhuma!
Com muitas, descanso vem,
faz o desejo acrescido:
que é o mais apetecido
aquilo que se não tem;
e o apetite é o bem;
e em saciá-lo é perdido.
Também a mulher que tem
seu marido repartido
é mais gostosa do bem
que advém de seu marido!
Tão gostosa e recolhida,
tão pronta e tão conformada,
quanto o gosto é não ter nada;
porque o gosto é ser servida
e não o estar contentada.
O gosto é coisa corrente,
e quem o tem já não sente
o gosto dessa corrida,
que tê-lo, é cousa ... jazente...
que tê-lo , é cousa... perdida!
Ora, pois, nesta jornada
não vi nada mais de amar
que ter muito por chegar
e cousa alguma chegada;
não vi nada mais de ter...
que ter muito que perder...
e cousa alguma ganhada!
Postado por Fernando Martins às 01:32 0 comentários
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Moe Howard nasceu há 127 anos
Postado por Fernando Martins às 01:27 0 comentários
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Arquimedes da Silva Santos nasceu há 104 anos...
Arquimedes da Silva Santos nasceu na Póvoa de Santa Iria, Vila Franca de Xira, a 18 de junho de 1921.
Médico,
professor, poeta e ensaísta, pioneiro da educação pela arte em
Portugal, Arquimedes da Silva Santos teve intervenção nas áreas
política, cívica e artística, tendo sido uma das grandes figuras da
história política e cultural do Concelho de Vila Franca de Xira.
Opositor
ao regime salazarista, foi preso na sequência da participação na
campanha presidencial de Norton de Matos em 1949, torturado e levado a
julgamento em Tribunal Plenário. Após a sua libertação, foi proibido de
exercer medicina em todos os organismos do Estado.
Licenciou-se
em Medicina na Universidade de Coimbra em 1951, onde fez também o Curso
de Ciências Pedagógicas, tornando-se especialista em neuropsiquiatria
infantil. Foi bolseiro do governo francês para aperfeiçoamento em
Pedopsiquiatria e Psicopedagogia na Salpetrière e na Sorbonne e
convidado para Assistente estrangeiro na Faculdade de Medicina de Paris,
obtendo o diploma daquela especialidade.
Foi assistente do
Centro de Investigação Pedagógica do Instituto Gulbenkian de Ciência,
fundação onde ministrou vários cursos, e desenvolveu estudos nas áreas
da psicopedagogia e das expressões artísticas. Ministrou cursos no
Centro Artístico Infantil do Acarte. Foi consultor psicopedagógico para
as Comissões de Reforma e Orientadora do Conservatório Nacional e
responsável pela Escola-piloto de Formação de Educadores pela Arte no
Conservatório Nacional de Lisboa. Foi fundador, professor e presidente
do Conselho Pedagógico da Escola Superior de Educação pela Arte do
Conservatório Nacional de Lisboa, até à sua extinção em 1984, e
professor-coordenador na Escola Superior de Dança do Instituto
Politécnico de Lisboa, até à sua aposentação, em 1999.
Teve um
papel pioneiro e destacado em várias organizações associadas à
Intervenção Artística e à Arte-Educação, nomeadamente na Associação
Portuguesa de Educação pela Arte, no Instituto de Apoio à Criança, na
Associação Portuguesa de Educação Musical e na Associação Portuguesa de
Musicoterapia.
Enquanto universitário em Coimbra desenvolveu
grande atividade literária e teatral, nomeadamente no TEUC – Teatro dos
Estudantes da Universidade de Coimbra e no Ateneu de Coimbra, tendo
privado com poetas e escritores como Egídio Namorado, Carlos de
Oliveira, Ferreira Monte, João José Cochofel ou Rui Feijó, com quem
partilhou cumplicidades e amizade. Em finais de 1944, com Joaquim
Namorado, João José Cochofel, Carlos de Oliveira e Rui Feijó, toma as
rédeas da revista Vértice, que virá a tornar-se uma das publicações referência do neorrealismo.
Ligado aos grupos neorrealistas de Vila Franca de Xira e de Coimbra, colaborou com O Diabo, a Gazeta Musical e de Todas as Artes, o Sol Nascente e a Vértice, sendo nesta última que publica, em 1958, o seu primeiro livro de poemas Voz Velada. Só nove anos mais tarde edita Cantos Cativos na Coleção Poetas de Hojeda
Portugália Editora. Publicaria novamente quase vinte anos depois uma
outra edição aumentada por Livros Horizonte. Para além da poesia,
destaca-se a sua produção na área da ensaística, essencialmente no campo
da Psicopedagogia e da Educação pela Arte.
Arquimedes da Silva Santos foi
uma das figuras mais importantes no projeto de institucionalização
definitiva do Museu do Neo-Realismo, tendo contribuído de um modo ativo
em todas as suas etapas fundamentais.
À data da inauguração do
Museu do Neo-Realismo nas atuais instalações, em 2007, foi inaugurada,
também, a exposição biobibliográfica sobre a sua vida e obra – Arquimedes da Silva Santos, Sonhando para os Outros,
com curadoria de Luísa Duarte Santos e Fátima Pires. Aquando das
comemorações do 10º aniversário do Museu acolhemos o lançamento do seu
livro Plinto, fazendo, como refere Fernando J. B. Martinho “justiça a um título que esperou mais de 70 anos pela sua reavaliação”.
A
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ergueu uma estátua em sua
homenagem, tendo dado o seu nome a uma Praça na Póvoa de Santa Iria, sua
cidade natal, e atribui-lhe em 2019 a Medalha de Honra, reconhecendo
também desta forma a sua intervenção em prol da Cultura, da Educação e
da Arte em Portugal.
Faleceu em Lisboa a 8 de dezembro de 2019.
O
Espólio de Arquimedes da Silva Santos, encontra-se em depósito no Museu
do Neo-Realismo. Começou a dar entrada em 2003. A segunda e terceira
parte do mesmo foi entregue respetivamente em 2005 e 2010.
Dois poemas breves
Oh Vida, Luta, Amor :
um instante de pausa em contemplação.
(-- Quantas cruzes em árvore floriram
nos campos de batalha onde caíram?
Quanta estátua de sal deixa a saudade
nesta árdua ascensão da humanidade?)
Suspende-te um momento só, coração –
quero contar a Dor.
*
Sinistro bando de corvos
ronda nossos magros corpos.
Se algum de nós desfalece
logo aduncas garras descem.
Piam na noite agoirentos
medo espalhando entre as gentes.
Se algum de nós estremece
logo negras sombras crescem.
(E nós cativos por corvos e mistério
neste cemitério de semivivos!)
Arquimedes da Silva Santos
Postado por Fernando Martins às 01:04 0 comentários
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