sábado, junho 27, 2026
Zezé Motta celebra hoje 82 anos
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Isabelle Adjani celebra hoje setenta e um anos

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Marcadores: actriz, França, Isabelle Adjani
Saudades de John Entwistle...
Postado por Pedro Luna às 02:40 0 comentários
Marcadores: Baba O'Riley, hard rock, John Entwistle, música, pop rock, Rock, The Who
Saudades de Mísia...
Postado por Pedro Luna às 02:00 0 comentários
Marcadores: Fado, Mísia, música, O Manto da Rainha
Helen Keller nasceu 146 anos...
Em 1902 estreou-se na literatura, publicando a sua autobiografia A História da Minha Vida. Depois iniciou uma carreira no jornalismo, escrevendo artigos no Ladies Home Journal. A partir de então nunca parou de escrever.
Postado por Fernando Martins às 01:46 0 comentários
Marcadores: Anne Sullivan, cegos, deficiência, Filosofia, Helen Keller, literatura, surdos
Guilhermina Suggia nasceu há cento e quarenta e um anos...
(...)
Postado por Fernando Martins às 01:41 0 comentários
Marcadores: Dona Amélia, Guilhermina Suggia, música, Stradivarius, violoncelo
João Guimarães Rosa nasceu há 118 anos...
| “ | Eu falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polaco, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração. | ” |
Quando me disseste que não mais me amavas,
e que ias partir,
dura, precisa, bela e inabalável,
com a impassibilidade de um executor,
dilatou-se em mim o pavor das cavernas vazias...
Mas olhei-te bem nos olhos,
belos como o veludo das lagartas verdes,
e porque já houvesse lágrimas nos meus olhos,
tive pena de ti, de mim, de todos,
e me ri
da inutilidade das torturas predestinadas,
guardadas para nós, desde a treva das épocas,
quando a inexperiência dos Deuses
ainda não criara o mundo...
in Magma (1936) - João Guimarães Rosa
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Jack Lemmon morreu há vinte e cinco anos...
Postado por Fernando Martins às 00:25 0 comentários
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John Entwistle morreu há vinte e quatro anos...
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Bud Spencer morreu há dez anos...
Bud Spencer, nome artístico de Carlo Pedersoli (Nápoles, 31 de outubro de 1929 - Roma, 27 de junho de 2016), foi um ator e nadador olímpico italiano.
Postado por Fernando Martins às 00:10 0 comentários
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Mísia morreu há dois anos...
Nascida Susana Maria Alfonso de Aguiar, no Porto, filha de pai português e mãe catalã, a cantora deu uma nova roupagem à música tradicional lusitana. Cantando em português, francês, napolitano, catalão e espanhol, misturava tendências, diferentes culturas e sons.
O seu disco de estreia, Mísia, foi editado em 1991. O disco inclui canções de Joaquim Frederico de Brito, José Niza, José Carlos Ary dos Santos, Carlos Paião, entre outros.
Em 1993, regressou com Fado, que foi produzido por Vitorino Salomé e contém canções como "Liberdades Poéticas", de Sérgio Godinho, "Nasci Para Morrer Contigo", de António Lobo Antunes e Vitorino, "Fado Adivinha", de José Saramago e António Victorino de Almeida, e ainda versões de "Velhos Amantes", de Jacques Brel, de "As Time Goes By" e de "Nome de Rua", de Amália Rodrigues.
Novo álbum, "Tanto menos, tanto mais" foi editado em 1995 e onde canta nomes como António Lobo Antunes, Fernando Pessoa ou João Monge.
O disco "Garras dos Sentido" foi editado em 1998. Canta poemas de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Natália Correia e António Botto e ainda de contemporâneos como José Saramago, Mário Cláudio, Agustina Bessa-Luís e Lídia Jorge. O disco recebeu em França o prémio Charles Cros. Lança o álbum "Paixões Diagonais" que conta com a colaboração da pianista Maria João Pires.
Em 2001 foi editado "Ritual". Com base em canções de Carlos Paredes e poemas de Vasco Graça Moura lançou "Canto" em 2003.
O álbum "Drama Box", editado em 2005, contou com a participação de Fanny Ardant, Miranda Richardson, Ute Lemper, Carmen Maura, Maria de Medeiros e Sophia Calle.
A 19 de janeiro de 2004, foi condecorada com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras de França. A 19 de abril de 2005, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.
O disco "Ruas" (Lisboarium & Tourists) foi editado em 2009.
Morreu, vítima de cancro - doença que batalhava desde 2016 - a 27 de julho de 2024, aos 69 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde se encontrava internada.
Manuel Fernandes, o Eterno Capitão do Sporting, morreu há dois anos...
Manuel José Tavares Fernandes, conhecido como Manuel Fernandes (Sarilhos Pequenos, 5 de junho de 1951 – Lisboa, 27 de junho de 2024) foi um treinador e futebolista português que atuou como ponta de lança.
Quando era pequeno e a mãe o mandava para a cama, Manuel Fernandes escondia o rádio para ouvir os relatos dos jogos europeus do Sporting, às quartas-feiras à noite.
Aos 16 anos, Manuel Fernandes deslocou-se ao campo do Sarilhense, para realizar testes. Entrou para a equipa de juvenis e um ano mais tarde o treinador chamou-o para a equipa de honra do Sarilhense, que disputava o campeonato da 3ª divisão. Como fazia a ligação entre a linha média e o ataque, não podia fazer o que mais gostava, marcar golos.
No final da temporada, um espião do Barreirense convidou-o para ir jogar para a CUF, convite esse que aceitou. Passou um ano a marcar golos na equipa de reservas. Na época seguinte, com a substituição de treinador, a equipa da CUF tornou-se a equipa-revelação do Campeonato Português, classificando-se em quarto lugar. Com um golo de Manuel Fernandes, que derrotou o FC Porto, os cufistas garantiram uma participação histórica na Taça UEFA.
Surgiram convites de Alvalade, das Antas e de Belém. Aceitou o convite que lhe foi feito pelos «leões», pois lembrou-se da premonição da mãe, que lhe disse que ele haveria de jogar no Sporting, que era o clube de toda a família. Entrou para o Sporting Clube de Portugal em 1975, saindo em 1987.
Manuel Fernandes gosta de recordar dois momentos na sua carreira no Sporting: o facto de ter marcado um golo na vitória sobre a União de Leiria que deu o título na época de 79/80 e ter marcado quatro golos no célebre jogo dos 7-1 sobre o Benfica, realizado a 14 de dezembro de 1986 - "marquei quatro golos, uma sensação inesquecível, mas estou convencido que se o jogo durasse mais algum tempo... Mas, sinceramente, mais do que qualquer golo ou qualquer jogo, o maior momento de glória da minha vida foi aquele em que vesti, pela primeira vez, a camisola do Sporting".
Começou a carreira de treinador em 1988. Passou por clubes como o Estrela da Amadora, Santa Clara, Ovarense e Penafiel.
- 2 Campeonatos Nacionais (1979/80 e 1981/82)
- 2 Taças de Portugal (1977/78 e 1981/82)
- 1 Supertaça (1982/83)
- Melhor marcador do Campeonato Nacional com 30 golos (85/86)
Como treinador
- 1 Supertaça (2000-2001)
Morte
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:02 0 comentários
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sexta-feira, junho 26, 2026
Saudades de Alberto Ribeiro...
Postado por Pedro Luna às 20:02 0 comentários
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Uma notícia sobre o sismo duplo na Venezuela...
O devastador terramoto na Venezuela foi um “dupleto sísmico”. Eis o que isso significa
Mapa USGS
Dois sismos quase simultâneos no norte da Venezuela terão resultado de falhas distintas, num caso raro de “dupleto sísmico” - que agravou o seu impacto, numa região já vulnerável a abalos destrutivos.
Na quarta-feira à noite, pouco depois das 18.00 locais, dois sismos abalaram violentamente o norte da Venezuela.
O primeiro ocorreu perto de San Felipe, capital do estado de Yaracuy. Apenas 39 segundos depois, outro sismo atingiu a zona próxima da localidade de Yumare, a 5 a 10 km do primeiro.
O forte abalo foi sentido em toda a região, incluindo na capital venezuelana, Caracas, cerca de 150 km a leste dos epicentros dos sismos. Vários edifícios ruíram e as autoridades admitem que o número de vítimas possa ascender a dezenas de milhares.
Além da forte agitação do solo, é provável que tenham ocorrido fenómenos de instabilidade do terreno, incluindo deslizamentos de terras e liquefação, em toda a região.
Os sismos aconteceram numa zona montanhosa do país, onde as ruturas de taludes são comuns. Além disso, o tipo de sedimentos sob a capital, Caracas, amplifica as ondas sísmicas e agrava os danos provocados por terramotos.
Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), os sismos constituíram um “dupleto sísmico“: um abalo precursor de magnitude 7,2, seguido, 39 segundos mais tarde, pelo sismo principal, este com magnitude 7,5.
O que é um “dupleto sísmico”?
Segundo explica o ZME Science, um dupleto sísmico é um par de sismos que ocorrem próximos no tempo e no espaço.
Ao contrário de uma sequência sísmica típica, em que um sismo maior é seguido por réplicas significativamente mais fracas, os dupletos são sismos de magnitude semelhante, ligados por uma relação causal, mas sismologicamente distintos.
Isto significa que as ondas sísmicas de cada abalo estão separadas por um intervalo temporal e/ou têm origem em fontes distintas.
Embora os epicentros dos sismos na Venezuela estivessem separados por apenas alguns quilómetros, a informação sobre as ondas sísmicas divulgada pelo USGS sugere que terão tido origem em falhas diferentes, com tipos de rutura distintos.
Esta interpretação é compatível com mapas anteriores das falhas ativas nesta região, que mostram grandes falhas de desligamento, nas quais os blocos rochosos deslizam lateralmente uns em relação aos outros numa direção este-oeste, ligadas a conjuntos de falhas mais pequenas com diferentes orientações.
É provável que o primeiro sismo tenha desencadeado o segundo. Isto pode ter acontecido porque o deslocamento da crosta terrestre na falha do primeiro sismo aumentou a tensão sobre a falha que esteve na origem do segundo.
Além disso, a passagem das ondas sísmicas do primeiro abalo pode ter sacudido falhas próximas que já estavam propensas a romper, levando-as a ceder.
Os dupletos sísmicos são pouco comuns, mas acontecem. Em 2023, um dupleto atingiu a Turquia e a Síria, com magnitudes de 7,8 e 7,7. Estes sismos ocorreram a apenas 95 km e nove horas de distância um do outro, causaram a morte de 16 mil pessoas e destruição generalizada.
Em 1988, um “tripleto sísmico“, uma série de três sismos separados por apenas meia hora , ocorreu em Tennant Creek, na Austrália.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 16:32 0 comentários
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Saudades da guitarra de António Portugal...
Postado por Pedro Luna às 15:51 0 comentários
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Hoje é preciso ouvir Ariana Grande...
Postado por Pedro Luna às 14:41 0 comentários
Marcadores: Ariana Grande, música, no tears left to cry, pop, rythm and blues contemporâneo
Hoje é dia de ouvir fado de Lisboa...
Postado por Pedro Luna às 13:31 0 comentários
Marcadores: Alfredo Marceneiro, Fado, Fado Cravo, Lisboa, música
Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 12:21 0 comentários
Marcadores: baixo, Colin Greenwood, Creep, Música electrónica, música experimental, Radiohead, Rock alternativo
Should I Stay or Should I Go...!
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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Hoje é dia de ouvir música de Gilberto Gil...!
Postado por Pedro Luna às 10:01 0 comentários
Marcadores: Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ivete Sangalo, MPB, música, reggae, Sítio do Picapau Amarelo, world music
Gilberto Gil celebra hoje oitenta e quatro anos
Postado por Fernando Martins às 08:40 0 comentários
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A Carta das Nações Unidas faz hoje 81 anos
Postado por Fernando Martins às 08:10 0 comentários
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João Cutileiro nasceu há 89 anos...
João Pires Cutileiro (Lisboa, 26 de junho de 1937 – Lisboa, 5 de janeiro de 2021) foi um escultor português.
Vida
De família burguesa, de raízes alentejanas, nasceu em Lisboa. Sua mãe, de nome Amália Pires, dona de casa, era de Pavia, no Alto Alentejo, e foi viver para Évora, onde se casou com José Cutileiro, um médico da Organização Mundial da Saúde aí sediado. Dos três filhos do casal, João Cutileiro era o do meio, sendo irmão de José Cutileiro. Em Lisboa, a família Cutileiro vivia na Av. Elias Garcia, numa casa afamada por ser frequentada pela chamada intelligentsia, um grupo de personalidades da época. António Pedro, um deles, trá-lo para desenhar no seu atelier, em 1946. Durante os dois anos que aí trabalhou, foi fortemente influenciado pelo Surrealismo. A família do pai era republicana e oposicionista ao regime do Estado Novo; a família da mãe era católica conservadora, além de apoiante do regime de Salazar.
Quando tinha seis anos, a família deixou a cidade de Évora e passou a viver em Lisboa. Mais tarde, o seu pai, sofrendo constrangimentos na direção do Centro de Saúde de Lisboa por motivos políticos - antes, fora afastado de um concurso para professor na Faculdade de Medicina de Lisboa, por interferência da PIDE - passa a exercer a sua profissão ao serviço da Organização Mundial da Saúde. É assim que, por força da atividade profissional do pai, Cutileiro passa parte da sua adolescência em países tão distintos como a Suíça, a Índia e o Paquistão.
Entre 1949 e 1951, frequentou o estúdio de Jorge Barradas onde executa trabalhos de modelismo e de pintura, para além de vidrados de cerâmica. Descontente, mudou-se para o atelier de António Duarte, onde foi assistente de canteiro, voluntário, durante dois anos. Lá se deu o seu contacto com a pedra, pois tinha como trabalho ampliar os modelos do mestre canteiro, passá-los a gesso e, a esses últimos, metamorfoseá-los no mármore. Em 1951, com 14 anos, apresentou a sua primeira exposição individual em Reguengos de Monsaraz, numa loja de máquinas de costura, mostrando esculturas, pinturas, aguarelas e cerâmicas.
Completou o liceu no Colégio Valsassina e foi nesse período que apresentou a sua ideologia política, quando ingressou na organização juvenil do Movimento de Unidade Democrática (MUD). Anos mais tarde, em 1960, assumiu de novo uma posição política, ao ingressar no Partido Comunista Português (PCP). Esta passagem pelo PCP como militante foi curta, pois a "célula" a que pertencia desmanchou-se e os contactos perderam-se.
A caminho de Cabul, para visitar o seu pai que lá ficaria um ano, passou por Florença, onde se encantou pela obra de Michelangelo. Confirmou então uma tendência que existia desde os seus seis anos, quando esculpiu um presépio, a tendência para a escultura. No regresso a Lisboa, inscreve-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL), sendo aluno de Leopoldo de Almeida.
Não passou mais do que dois anos na ESBAL, entre 1953 e 1954, por perceber que em Portugal o único material considerado prestável era o bronze - e as pesquisas, o experimentalismo e a criatividade eram travados. Saiu do país por influência de Paula Rego, que lhe deu a conhecer, em Londres, a Slade School of Art. Nessa escola, que frequentou entre 1955 e 1959 com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, desenvolveu a sua capacidade com o seu mestre escultor Reg Butler e no final recebeu três prémios: composição, figura e cabeça.
Obra
Ao começar a utilizar máquinas elétricas para executar o trabalho, dedicou-se ao mármore e surgem as figuras, as paisagens, as caixas e as árvores. Nos dez anos seguintes a 1961, fez cinco exposições em Lisboa e uma no Porto.
Em 1970, regressou a Portugal e instalou-se em Lagos. É lá que executou a sua obra mais polémica, D. Sebastião, erigida nessa mesma cidade.
Essa obra confrontou o academicismo do Estado Novo e recebeu fortes críticas, tendo Cutileiro afirmado, de modo irónico, que desistia da escultura, passando a ser apenas «um fazedor de objetos destinados à burguesia intelectual do ocidente», espantando os escultores, por, segundo ele próprio, ser essa mesma a função de um escultor, a de criador de peças decorativas. Esta frase pretendeu também menosprezar as críticas de quem o achava escultor menor.
Conquistou uma menção honrosa no Prémio Soquil no ano de 1971 e, cinco anos mais tarde, as suas esculturas e mosaicos foram expostos em Wuppertal, na Alemanha, seguindo-se exposições em Évora (1979, 1980 e 1981). No ano de 1980, a sua obra voltou à Alemanha, mas a Dortmund. Nesse mesmo ano, expõe em Washington, D. C. e na Sociedade Nacional de Belas Artes. No ano seguinte, participou no Simpósio da Escultura em Pedra, na cidade de Évora, e numa exposição na Jones Gallery, em Nova Iorque. A 3 de agosto de 1983, foi agraciado com o grau de Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.
A sua costela alentejana impulsionou-o a mudar-se para Évora no ano de 1985 e aí está exposta, na sua casa, uma grande parte do seu leque de obras.
As Meninas de Cutileiro, ironicamente assim chamadas, são provavelmente o seu tema mais famoso e valeram-lhe (e valem) a mais distinta glória e dinheiro, mas também desprezo da parte de alguns.
No ano de 1988, realizou exposições em Almancil, Macau e Lisboa e, no ano seguinte, fez novas exposições em Almancil e na capital de Portugal. Em 1990, elabora uma exposição que se apresentou como a retrospetiva da sua arte, em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian. Daí resultou a amargura de só ver mostrada parte da sua obra e que não iria conseguir reunir todos os seus trabalhos de uma só vez.
Nos anos de 1992 e 1993, realizou mais exposições em Bruxelas, no Luxemburgo, em Évora, em Guimarães, em Lagos, Almancil e em Lisboa. Fez nos anos seguintes mais exposições.
Morte
Cutileiro morreu no dia 5 de janeiro de 2021, num hospital de Lisboa.
João Cutileiro, Estátua de El Rei Dom Sebastião
Postado por Fernando Martins às 08:09 0 comentários
Marcadores: escultura, João Cutileiro
Maria Velho da Costa nasceu há 88 anos...
Revolução e Mulheres
Elas fizeram greves de braços caídos.
Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta.
Elas gritaram à vizinha que era fascista.
Elas souberam dizer salário igual e creches e cantinas.
Elas vieram para a rua de encarnado.
Elas foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água.
Elas gritaram muito.
Elas encheram as ruas de cravos.
Elas disseram à mãe e à sogra que isso era dantes.
Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua.
Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo.
Elas ouviram falar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas.
Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra.
Elas choraram de verem o pai a guerrear com o filho.
Elas tiveram medo e foram e não foram.
Elas aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas.
Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro uma cruzinha laboriosa.
Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões.
Elas levantaram o braço nas grandes assembleias.
Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos.
Elas disseram à mãe, segure-me aí os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é.
Elas vieram dos arrebaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada.
Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão.
Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens.
Elas iam e não sabiam para onde, mas que iam.
Elas acendem o lume.
Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado.
São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas.
Maria Velho da Costa
Postado por Fernando Martins às 08:08 0 comentários
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