Antonio Salieri (Legnago, 18 de agosto de 1750 – Viena, 7 de maio de 1825), foi um compositor de ópera italiano. Foi o compositor oficial da Corte de José II, Arquiduque da Áustria. A sua música foi bastante conhecida na sua época. As lendas a respeito do seu mau relacionamento com Wolfgang Amadeus Mozart, com quem conviveu em Viena até à morte deste, foram criadas pela peça de teatro de Peter Shaffer, adaptada para o cinema, sob direção de Milos Forman, com o título Amadeus. O filme, vencedor de oito Óscares, em 1984, retrata um Salieri invejoso do génio de Mozart, ao mesmo tempo admirador e que possui um bom talento musical. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores, não correspondendo à figura histórica do compositor.
terça-feira, agosto 18, 2026
Antonio Salieri nasceu há 276 anos
Antonio Salieri (Legnago, 18 de agosto de 1750 – Viena, 7 de maio de 1825), foi um compositor de ópera italiano. Foi o compositor oficial da Corte de José II, Arquiduque da Áustria. A sua música foi bastante conhecida na sua época. As lendas a respeito do seu mau relacionamento com Wolfgang Amadeus Mozart, com quem conviveu em Viena até à morte deste, foram criadas pela peça de teatro de Peter Shaffer, adaptada para o cinema, sob direção de Milos Forman, com o título Amadeus. O filme, vencedor de oito Óscares, em 1984, retrata um Salieri invejoso do génio de Mozart, ao mesmo tempo admirador e que possui um bom talento musical. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores, não correspondendo à figura histórica do compositor.
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
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Kim Dae-jung, ex-Presidente da Coreia do Sul e Prémio Nobel da Paz, morreu há dezassete anos...
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Scott McKenzie morreu há catorze anos...
Scott McKenzie, nome artístico de Philip Wallach Blondheim (Jacksonville Beach, 10 de janeiro de 1939 - Los Angeles, 18 de agosto de 2012) foi um cantor e compositor norte-americano que iniciou a sua carreira em meados da década de 50 e que se tornou mundialmente conhecido com a música San Francisco (Be Sure to Wear Some Flowers in Your Hair), escrita para ele por John Phillips, o líder do grupo The Mamas & the Papas.
in Wikipédia
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Federico García Lorca foi assassinado há noventa anos...
Soneto de la dulce queja
Tengo miedo a perder la maravilla
de tus ojos de estatua y el acento
que de noche me pone en la mejilla
la solitaria rosa de tu aliento.
Tengo pena de ser en esta orilla
tronco sin ramas; y lo que más siento
es no tener la flor, pulpa o arcilla,
para el gusano de mi sufrimiento.
Si tú eres el tesoro oculto mío,
si eres mi cruz y mi dolor mojado,
si soy el perro de tu señorío,
no me dejes perder lo que he ganado
y decora las aguas de tu río
con hojas de mi otoño enajenado.
Federico García Lorca
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Robert Redford nasceu há noventa anos...

Charles Robert Redford, Jr. (Santa Mónica, 18 de agosto de 1936 – Provo, 16 de setembro de 2025) foi um ator, produtor e diretor norte-americano. Na sua longa e reconhecida carreira no cinema, recebeu numerosas honrarias, incluindo um Óscar, um BAFTA e cinco Golden Globe Awards, bem como o Prémio Cecil B. DeMille em 1994; o Screen Actors Guild Life Achievement Award em 1996; o Prémio Honorário da Academia em 2002; o Kennedy Center Honors em 2005; a Medalha Presidencial da Liberdade em 2016; e o César Honorário em 2019. Também foi nomeado pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2014.
Robert Redford começou a sua carreira de ator na televisão em Alfred Hitchcock Presents e The Twilight Zone, antes de fazer a sua estreia na Broadway interpretando um marido recém-casado em Barefoot in the Park, de Neil Simon (1963). Redford fez a sua estreia no cinema em War Hunt (1962) antes de alcançar o estrelato como protagonista em Barefoot in the Park (1967), Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969), Jeremiah Johnson (1972), The Candidate (1972) e The Sting (1973), o último dos quais lhe rendeu uma indicação ao Óscar de Melhor Ator.
O sucesso de Redford continuou com papéis em filmes como The Way We Were (1973), Three Days of the Condor (1975), All the President's Men (1976), The Electric Horseman (1979), Brubaker (1980), The Natural (1984) e Out of Africa (1985). Mais tarde, atuou em Sneakers (1992), All Is Lost (2013), Truth (2015), Our Souls at Night (2017) e The Old Man & the Gun (2018). No Universo Cinematográfico Marvel (UCM), Redford interpretou o vilão Alexander Pierce em Captain America: The Winter Soldier (2014) e Avengers: Endgame (2019), o último dos quais serviu como sua aparição final nas telas.
Redford fez a sua estreia na direção de cinema com o drama familiar Ordinary People (1980), que ganhou quatro Óscares, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Ele dirigiu mais oito longas-metragens, incluindo o drama The Milagro Beanfield War (1984); o drama de época A River Runs Through It (1992); o drama histórico Quiz Show (1994); o neo-western The Horse Whisperer (1998); e o drama de fantasia desportiva The Legend of Bagger Vance (2000). Redford foi co-fundador do Sundance Resort e Instituto Sundance de Cinema em 1981. Ele também era conhecido por seu extenso trabalho como ativista político, onde foi um defensor do ambientalismo, dos direitos dos nativos americanos e povos indígenas e dos direitos LGBT.
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Christina Perri faz hoje quarenta anos...!
Após seu single de estreia"Jar of Hearts" ganhar destaque nos Estados Unidos depois que ela foi ao programa de televisão So You Think You Can Dance do canal Fox em 2010, Perri assinou com a Atlantic Records e lançou seu primeiro extended play, The Ocean Way Sessions. Seu primeiro álbum de estúdio, Lovestrong, foi lançado logo depois e desde então foi certificado como platina pela Recording Industry Association of America.
Perri também ganhou reconhecimento por escrever e gravar " A Thousand Years", canção tema do filme The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2, que aparece na trilha sonora que o acompanha. A música vendeu mais de 10 milhões de cópias nos Estados Unidos, sendo certificada como Diamante, e o videoclipe oficial atingiu dois mil milhões de visualizações no YouTube em dezembro de 2021.
Mais tarde, ela lançou o seu segundo extended play com tema natalício, A Very Merry Perri Christmas (2012), seguido pelo seu segundo álbum de estúdio, Head or Heart (2014). Depois de gravar os álbuns de canções de ninar Songs for Carmella (2019) e Songs for Rosie (2021), Perri lançou o seu terceiro álbum de estúdio, A Lighter Shade of Blue (2022). Em 2023, ela lançou os álbuns Songs for Pixie e Songs for Christmas .
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segunda-feira, agosto 17, 2026
Our Lips Are Sealed...!
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Francisco José I, Imperador da Áustria-Hungria, nasceu há 196 anos
Francisco José I (em alemão: Franz Joseph I; Palácio de Schönbrunn, Viena, 18 de agosto de 1830 - Palácio de Schönbrunn, Viena, 21 de novembro de 1916) foi Imperador da Áustria (1848-1916), Rei da Hungria (1867-1916) e último governante influente da dinastia dos Habsburgos. Restabeleceu a ordem no Império e restaurou o domínio da Áustria na Confederação Germânica (1849-1850). O seu reinado, que durou 68 anos, é o quarto mais longo da história europeia, depois de Luís XIV de França, de Isabel II do Reino Unido e de João II de Liechtenstein - e o sexto entre os monarcas com reinados mais longos no mundo. É um dos mais famosos monarcas europeus do século XIX, atrás apenas do imperadoro Napoleão I da França.
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José de San Martín morreu há 176 anos...
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Hoje é preciso ouvir Luiz Goes cantar poesia de António Botto...
O Meu Fado - Luiz Goes
Música: Armando do Carmo Goes
Letra: António Botto
Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo,
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Tem quatro letras apenas
A triste palavra amor,
Menos uma do que a morte,
Mas mais uma do que a dor.
Postado por Pedro Luna às 12:09 0 comentários
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Hoje é dia de recordar Eugénio de Castro...
Um Sonho
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, o celestial girassol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluídas, fluindo à fina flor dos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves.
Flor! enquanto na messe estremece a quermesse
E o sol, o celestial girassol esmorece,
Deixemos estes sons tão serenos e amenos,
Fujamos, Flor! à flor destes floridos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Como aqui se está bem! Além freme a quermesse...
– Não sentes um gemer dolente que esmorece?
São os amantes delirantes que em amenos
Beijos se beijam, Flor! à flor dos frescos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítólas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Esmaiece na messe o rumor da quermesse...
– Não ouves este ai que esmaiece e esmorece?
É um noivo a quem fugiu a Flor de olhos amenos,
E chora a sua morta, absorto, à flor dos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Penumbra de veludo. Esmorece a quermesse...
Sob o meu braço lasso o meu Lírio esmorece...
Beijo-lhe os boreais belos lábios amenos,
Beijo que freme e foge à flor dos flóreos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Teus lábios de cinábrio, entreabre-os! Da quermesse
O rumor amolece, esmaiece, esmorece...
Dá-me que eu beije os teus' morenos e amenos
Peitos! Rolemos, Flor! à flor dos flóreos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Ah! não resistas mais a meus ais! Da quermesse
O atroador clangor, o rumor esmorece...
Rolemos, ó morena! em contactos amenos!
– Vibram três tiros à florida flor dos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Três da manhã. Desperto incerto... E essa quermesse?
E a Flor que sonho? e o sonho? Ah! tudo isso esmorece!
No meu quarto uma luz luz com lumes amenos,
Chora o vento lá fora, à flor dos flóreos fenos...
in Oaristos (1890) - Eugénio de Castro
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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Poesia adequada à data...
Que um dia
Em San Lourenço da Montaria
Uma rã pediu a Deus para ser grande como um boi
A rã foi
Deus é que rebentou
E ficaram pedras e pedras nos montes à conta da fábula
Ficou aquele ar de coisa sossegada nas ruínas sensíveis
Ficou o desejo que se pega de deixar os dedos pelas arestas das fragas
Ficou a respiração ligeira do alívio do peso de cima
Ficou um admirável vazio azul para crescerem castanheiros
E ficou a capela como um inútil côncavo de virgem
Para dançar à roda o estrapassado e o vira
Na volta do San João d’Arga
Não sei se é bem assim em San Lourenço da Montaria
Sei que isto é mesmo assim em San Lourenço da Montaria
O resto não tem importância
O resto é que tem importância em San Lourenço da Montaria
O resto é a Deolinda
Dança os amores que não teve
Tem o fôlego do hálito alheio que lhe faltou a amolecer a carne
Seca como a da penedia
O resto é o verde que sangra nos beiços grossos de apetecerem ortigas
O resto são os machos as fêmeas e a paisagem é claro
Como não podia deixar de ser
As raízes das árvores à procura de merda na terra ressequida
Os bichos à procura dos bichos para fazerem mais bichos
Ou para comerem outros bichos
Os tira-olhos as moscas as ovelhas de não pintar
E o milho nos intervalos
Todas estas informações são muito mais poema do que parecem
Porque a poesia não está naquilo que se diz
Mas naquilo que fica depois de se dizer
Ora a poesia da Serra d’Arga não tem nada com as palavras
Nem com os montes nem com o lirismo fácil
De toda a poesia que por lá há
A poesia da Serra d’Arga está no desejo de poesia
Que fica depois da gente lá ter ido
Ver dançar a Deolinda
Depois da gente lá ter caçado rãs no rio
Depois da gente ter sacudido as varejeiras dos mendigos
Que também foram à romaria
As varejeiras põem as larvas nos buracos da pele dos mendigos
E da fermentação
Nascem odores azedos padre-nossos e membros mutilados
É assim na Serra d’Arga
Quando canta Deolinda
E vem gente de longe só para a ouvir cantar
Nesses dias
as larvas vêem-se menos
Pois o trabalho que têm é andar por debaixo das peles
A prepararem-se para voar
Quanto aos mendigos é diferente
A sua maneira de aparecer
Uns nascem já mendigos com aleijões e com as rezas sabidas
Do ventre mendigo materno
Outros é quando chupam o seio sujo das mães
Que apanham aquela voz rouca e as feridas
Outros então é em consequência das moscas e das chagas
Que vão à mendicidade
Não mo contou a Deolinda
Que só conta de amores
E só dança de cores
E só fala de flores
A Deolinda
Mas sabe-se na serra que há uma tribo especial de mendigos
Que para os criar bem
Lhes põem desde pequenos os pés na lama dos pauis
Regando-os com o esterco dos outros
Enquanto ali estão a criar as membranas que valem a pena
Vão os mais velhos ensinando-lhes as orações do agradecimento
Eles aprendem
Ao saberem tudo
Nasce de propósito um enxame de moscas para cada um
Todas as moscas que há no Minho
Se geraram nos mendigos ou para eles
E é por isso que têm as patinhas frias e peganhosas
Quando pousam em nós
E é por isso que aquele zumbido de vai-vem
Das moscas da Serra d’Arga
Ainda lembra a mastigação de lamúrias pelas alminhas do Purgatório
Em San Lourenço da Montaria
Este poema não tem nada que ver com os outros poemas
Nem eu quero tirar conclusões com os poetas nos artigos de fundo
Nem eu quero dizer que sofri muito ou gozei
Ou simplesmente achei uma maçada
Ou sim mas não talvez quem dera
Viva Deus-Nosso-Senhor
Este poema é como as moscas e a Deolinda
De San Lourenço da Montaria
E nem sequer lá foi escrito
Foi escrito conscienciosamente na minha secretária
Antes de eu o passar à máquina
Etc. que não tenho tempo para mais explicações
É que eu estava a falar dos mendigos e das moscas
E não disse
Contagiado pelo ar fino de San Lourenço da Montaria
Que tudo é assim em todos os dias do ano
Mas aos sábados e nos dias de romaria
Os mendigos e as moscas deles repartem-se melhor
São sempre mais
E creio de propósito
Ser na sexta-feira à noite
Que as mendigas parem aquela quantidade de mendigozinhos
Com que se apresentam sempre no dia da caridade
Elas parem-nos pelo corpo todo
Pois a carne
De tão amolecida pelos vermes
Não tem exigências especiais
E porque assim acontece
Todos os meninos nascidos deste modo têm aquele ar de coisa mole
Que nunca foi apertada
Os mendigos fazem parte de todas as paisagens verdadeiras
Em San Lourenço da Montaria
Além deles há a bosta dos bois
Os padres
O ar que é lindo
Os pássaros que comem as formigas
Algumas casas às vezes
Os homens e as mulheres
Por isso tudo ali parece ter sido feito de propósito
Exactamente de propósito
Exactamente para estar ali
E é por isso que se tiram as fotografias
Por isso tudo ali é naturalmente
Duma grande crueldade natural
Os meninos apertam os olhos das trutas
Que vêm da água do rio
Para elas estrebucharem com as dores e mostrarem que ainda estão vivas
Os homens beliscam o cu das mulheres para que elas se doam
E percebam assim que lhes agradam
Os animais comem-se uns aos outros
As pessoas comem muito devagar os animais e o pão
E as árvores essas
Sorvem monstruosamente pelas raízes tudo o que podem apanhar
Assim acaba este poema da Serra d’Arga
Onde ontem vi rachar uma árvore e me deu um certo gozo aquilo
Parecia a queda dum regímen
Tudo muito assim mesmo lá em cima
E cá em baixo dois suados à machadada
Ao cair o barulho parecia o duma coisa muito dolorosa
Mas no buraco do sítio da árvore
Na mata de pinheiral
O azul do céu emoldurado ainda era mais bonito
Em San Lourenço da Montaria
António Pedro
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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João Donato nasceu há noventa e dois anos...
Morreu em 17 de julho de 2023, aos 88 anos, no Rio de Janeiro. O artista enfrentava uma série de problemas de saúde e, recentemente, tratou uma infeção nos pulmões. Em junho, conforme publicado pelo filho Donatinho, ele esteve internado na Casa de Saúde São José no Rio.
Postado por Fernando Martins às 09:20 0 comentários
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Robert De Niro nasceu há 83 anos
Postado por Fernando Martins às 08:30 0 comentários
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Eugénio de Castro morreu há oitenta e dois anos...
Teu corpo de âmbar, gótico, afilado,
Sempre velado de cheirosos linhos,
Teu corpo, aprilino prado,
Por onde o meu desejo, pastor brando,
Risonho há-de viver, pastoreando
Meus beiços, desinquietos cordeirinhos,
Teu corpo é esbelto, ó zagaia esguia,
Como as harpas que o pai de Salomão tangia!
Teu corpo eléctrico, ogival,
Núbil, sequinho, perturbante,
É uma dispensa real:
Os teus olhos são duas cabacinhas
Cheias dum vinho estonteante
Os teus dentes são alvas camarinhas,
Os teus dedos, suavíssimos espargos,
E os teus seios, pêssegos verdes mas não amargos.
Lira de nervos, glória das trigueiras,
Como tu és graciosa! As laranjeiras,
Desde que viste o sol com esses sóis amados,
Só vinte vezes perfumaram noivados!
Nobre e graciosa és, morena das morenas,
Como as senhoras de olhos belos,
Que passeavam nos jardins de Atenas
Com uma cigarra de ouro nos cabelos!
Como tu, eu sou moço! e atrevido
Com Anceu, rei de Samos,
E jamais caçador me fez vencido,
Quando, caçando o javali, ando entre os ramos.
O meu peito é de jaspe, a minha voz macia,
Meus olhos ágeis e dourados como abelhas,
E, para que as colhas, minha boca sadia
E um orvalhado cabazinho de groselhas.
Novos e alegres somos! Ah! que em breve
Nossas bocas se colem voluptuosas;
Vamos sonhar e toucar-nos de rosas,
Enquanto há sol, enquanto não cai neve!
Não te demores,
Ó cheia de graça,
Que os dias correm voadores,
E a mocidade passa...
A mocidade passa... e, um dia, ó meus pecados,
A tua boca vermelha Será uma rosa velha,
E minhas mãos uns lírios fanados...
E então, velhinhos combalidos,
Como dois galhos ressequidos
Sem folhas e sem pomos,
Lembrar-nos-emos do que hoje somos,
Ó maravilha
De graciosidade!
Como dum filho e duma filha
Que nos morressem na flor da idade!
in Silva (1894) - Eugénio de Castro
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George Orwell publicou O Triunfo dos Porcos há oitenta e um anos
| 1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo. 2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo. 3. Nenhum animal usará roupas. 4. Nenhum animal dormirá em cama. 5. Nenhum animal beberá álcool. 6. Nenhum animal matará outro animal. 7. Todos os animais são iguais. |
| 4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis. 5. Nenhum animal beberá álcool em excesso. 6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo. 7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros. |
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Kevin Rowland, o vocalista dos Dexys Midnight Runners, celebra hoje 73 anos
Kevin Rowland (Wednesfield, Wolverhampton, 17 August 1953) is a British singer and musician best known as the frontman for the pop band Dexys Midnight Runners (currently called Dexys). The band had several hits in the early 1980s, the most notable being "Geno" and "Come On Eileen", both of which reached number one on the UK Singles Chart.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
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Peter Fechter, a mais famosa vítima do infame Muro de Berlim, foi assassinado há 64 anos...
Postado por Fernando Martins às 06:40 0 comentários
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