sexta-feira, setembro 18, 2026
Porque Luiz Goes nunca morre, enquanto for recordado...
Postado por Pedro Luna às 23:32 0 comentários
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Saudades de Luiz Goes...
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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Saudade de Luiz Goes...
Cantiga de um Vagabundo - Luiz Goes
pergunta a um velho marinheiro
se uma aventura em cada cais
lhe faz perder o rumo verdadeiro.
a razão de ser da sua cor,
às vezes verde, às vezes cinza…
mas é o céu o seu primeiro amor.
pergunta a um velho vagabundo
se tanta estrada, tanta mulher,
matou de vez o seu primeiro mundo.
se quer abrir em nova madrugada,
se o quase nada que a vida lhe deu
a faz morrer na minha mão fechada.
Postado por Fernando Martins às 14:00 0 comentários
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Hoje é dia de recordar o melhor cantor de sempre de fado de Coimbra...
Postado por Pedro Luna às 01:40 0 comentários
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Luiz Goes morreu há catorze anos...
(imagem daqui)
Balada para ninguém - Luiz Goes
Letra - Leonel Neves
Música - João Bagão
Chuva dize-me o que sentes
quando as tuas gotas
caem só no mar
Chuva disse-me o que sentes
se às cisternas rotas
é que vais parar
Pobre chuva sem sementes
Noite dize-me o que sentes
quando em sonhos falas
sem achar ninguém
Noite diz-me o que sentes
quando alguém embalas
mas o dia vem
Triste noite sem correntes
Vento diz-me o que sentes
se é em vão que pedes
velas para inchar
Vento dize-me o que que sentes
se a buscar paredes
só encontras ar
Vento inútil sem batente
Postado por Fernando Martins às 00:14 0 comentários
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segunda-feira, agosto 17, 2026
Hoje é preciso ouvir Luiz Goes cantar poesia de António Botto...
O Meu Fado - Luiz Goes
Música: Armando do Carmo Goes
Letra: António Botto
Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo,
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Tem quatro letras apenas
A triste palavra amor,
Menos uma do que a morte,
Mas mais uma do que a dor.
Postado por Pedro Luna às 12:09 0 comentários
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quinta-feira, abril 16, 2026
Sugestão para Leiria - um recital diferente para celebrar o Dia Mundial da Voz...

Recital Dia Mundial da Voz
Teatro Miguel Franco (LEIRIA) - 16.04.26 - 19.30 horas
Canções Pagãs, álbum lançado em 2016 por Nuno Dias e Luís Figueiredo, chega agora em formato recital como homenagem ao cancioneiro de Luiz Goes, figura central da Canção de Coimbra. Reinterpretando 16 faixas gravadas entre 1967 e 1971, o projeto adota uma abordagem erudita e minimalista, retirando as composições do contexto tradicional da guitarra de Coimbra para as transformar em autênticas canções de câmara.
Programa:
Canções Pagãs, Nuno Dias
Biografias:
Nuno Afonso Dias é licenciado em canto pela Universidade de Aveiro, na classe da professora Isabel Alcobia. Foi Docente Assistente nesta Universidade no ano letivo 2013/14. Desenvolveu os seus estudos com Alan Watt, Tom Krause e Michael Rhodes. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para o projeto enoa (European Network of Opera Academies). Fez parte da Academia de Ópera do Festival de Verbier, onde trabalhou com Barbara Bonney, Claudio Desderi, Tomas Quastoff e Tim Caroll, tendo-se destacado com o Prémio Jovem Promessa Thierry Marmod.
Como solista, tem-se apresentado em concerto com diversas orquestras nacionais e internacionais, cantando obras de referência do repertório coral-sinfónico. No domínio da ópera interpretou, no Teatro Nacional de São Carlos, ao longo das últimas temporadas, diversos personagens do repertório lírico, abrangendo obras de compositores consagrados como Puccini, Donizetti, Rossini ou Bizet, entre outros. Do seu repertório, que interpretou em palcos nacionais e internacionais, fazem também parte compositores como Verdi, Mozart, Busoni, Stravinsky ou Britten.
Da discografia de Nuno Dias destaca-se o disco Canções Pagãs, inteiramente dedicado ao cancioneiro de Luiz Goes, trabalho esse que foi reconhecido como de Utilidade Cultural pelo Ministério da Cultura. Foi cantor residente no Stadttheater Bern, na Suíça, durante a temporada 2014/15.
Luis Figueiredo iniciou os estudos musicais com 8 anos. Depois de dois anos de aulas particulares de Piano, em 1989 ingressou no Conservatório de Música de Coimbra, onde completou o curso de Piano.
Em 2005 concluiu a Licenciatura em Piano na Universidade de Aveiro, estudando com Vitali Dotsenko, Fausto Neves, António Chagas Rosa, Vasco Negreiros, entre outros. No mesmo ano, estudou no Hot Clube de Portugal em Lisboa com Filipe Melo, Bernardo Moreira, Ricardo Pinheiro e Bruno Santos. Em 2016 concluiu o Doutoramento em Música na Universidade de Aveiro, sob orientação de Susana Sardo e Mário Laginha. Durante este período, frequentou diversas classes de aperfeiçoamento e workshops com Álvaro Teixeira Lopes, Andrezej Pikul, Roy Howatt, Liv Glaser, Mário Laginha, Valery Starodubrovsky, Dave Liebman e Hervé N’Kaoua, entre inúmeros outros.
Participou também em diversos eventos científicos nas áreas da performance musical e musicologia, tais como Congresso SIBE – Sociedade Ibérica de Etnomusicologia (Salamanca e Lisboa), Rhythm Changes International Jazz Conference (Amesterdão), Leeds International Jazz Conference (Reino Unido), Jazz Talks – Aveiro International Jazz Conference, ENIM – Encontros Nacionais de Investigação em Música (Portugal, várias localidades), Post-ip Post in Progress (Aveiro, Portugal).
Foi convidado como orador em variadas ocasiões, incluindo o evento TED (Aveiro), Escola Superior de Educação de Coimbra (Fórum das Artes e Tecnologias), Congresso EPTA – European Piano Teachers Association (Portugal), Academia de Música de Castelo de Paiva, Academia de Música de Torre de Moncorvo, Conservatório de Música de Coimbra, entre vários outros.
Entre 2005 e 2015, lecionou em instituições como o Conservatório de Música de Coimbra, o Conservatório de Música da Jobra, o Conservatório de Música de S. José da Guarda e a Tone Music School, em Coimbra. Pontualmente orientou masterclasses e workshops nas áreas da música erudita, do jazz e da composição em inúmeras instituições em Portugal e também fora do país.
Entre 2011 e 2019 desempenhou funções nos Mestrados em Música e Ensino de Música na Universidade de Aveiro, sendo coordenador da variante de jazz e vice-diretor do Mestrado em Música, e leccionando as disciplinas de piano, música de câmara, combo, composição e jazz studies.
Luís Figueiredo está ativo profissionalmente desde 2004 nas áreas da performance de música escrita e improvisada, da composição e arranjo, e da produção e direção musical. Editou o seu primeiro álbum como líder em 2010 (Manhã, JACC Records). Desde então, assinou participações em cerca de 30 edições discográficas.
Trabalhou e/ou gravou com Cristina Branco, Bruno Pedroso, Carlos Bica, André Fernandes, Luísa Sobral, Alexandre Frazão, Reinier Baas, João Moreira, Ana Bacalhau, Mário Delgado, Bernardo Moreira, David Binney, João Hasselberg, Perico Sambeat, Mário Laginha, Marta Hugon, Ricardo Toscano, Eduardo Raon, Rita Maria, Diogo Duque, Márcia, Mário Franco, Diabo na Cruz, Carlos Barretto, Jorge Moniz, Gisela João e Jeffery Davis, entre vários outros.
Trabalhou com a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Metropolitana, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra XXI, Hr Frankfurt Rundfunk Big Band (DE), Het Gelders Orkester (NL), para além de vários ensembles de música de câmara, sob a direção de Cesário Costa, Dinis Sousa, Jamie Philips, Rui Pinheiro e António Lourenço.
Na sua agenda registam-se concertos, masterclasses e residências artísticas em inúmeros países, como Espanha, França, Alemanha, Áustria, Luxemburgo, Holanda, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Sérvia, Grécia, Turquia, México, Marrocos e Brasil.
Desde 2008, tem colaborado em várias produções de teatro e cinema, como compositor, intérprete ou diretor musical. Neste âmbito, trabalhou com Tiago Cravidão, O Teatrão (Coimbra), Sandra Barata Belo, Patrícia André e Teatro Praga (Lisboa).
Luís Figueiredo foi o arranjador da canção vencedora do Festival Eurovisão da Canção 2017, “Amar Pelos Dois” (autoria: Luísa Sobral), e foi também o compositor da banda sonora original da edição de 2018 do mesmo festival.
Postado por Fernando Martins às 17:01 0 comentários
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sexta-feira, abril 03, 2026
Música para recordar uma hora triste...
Postado por Pedro Luna às 15:00 0 comentários
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...para recordar um estudante de Coimbra...
Fado Hilário
A minha capa velhinha
É da cor da noite escura
A minha capa velhinha
É da cor da noite escura
Nela quero amortalhar-me
Quando for para a sepultura
Nela quero amortalhar-me
Quando for para a sepultura
Ela há de contar aos vermes
Já que eu não posso falar
Ela há de contar aos vermes
Já que eu não posso falar
Segredos luarizados
Da minha alma a soluçar
Eu quero que o meu caixão
Tenha uma forma bizarra
Eu quero que o meu caixão
Tenha uma forma bizarra
A forma de um coração
A forma de uma guitarra
A forma de um coração
A forma de uma guitarra
Postado por Pedro Luna às 00:13 0 comentários
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sábado, março 21, 2026
Música para recordar que andam pela terra os poetas...
Andam pela terra os poetas - Luiz Goes
Letra: Carlos Carranca; Música: João Moura
Andam p'la terra os poetas,
Dizem que são de ficar
Dizem que são de ficar
São como filhos das ervas.
Andam p'la terra os poetas,
Vivem da luz do luar
Crescem ao som das estrelas
Vivem da luz do luar.
Crescem ao som das estrelas
Vivem da luz do luar.
.
Andam p'la terra os poetas,
Numa canção de embalar
Numa canção de embalar
Moram na brisa das velas.
Andam p'la terra os poetas,
Nas ondas altas do mar
Andam p'la terra os poetas
Nas ondas altas do mar.
Andam p'la terra os poetas
Nas ondas altas do mar.
Postado por Pedro Luna às 10:01 0 comentários
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quarta-feira, março 18, 2026
Hoje é dia de recordar um Poeta, cuja alma perdura numa amada Torre de Coimbra...
Esta torre celebrizou-se por ter sido a residência do poeta António Pereira Nobre (1867-1900), quando estudante, no final do século XIX. Daí deriva o nome pelo qual é melhor conhecida hoje, conforme o verso, em uma placa epigráfica, na sua fachada:
- "O poeta aqui viveu no oiro do seu Sonho
- Por isso a Torre esguia o nome veio d'Anto
- Legenda d'Alma Só e coração tristonho
- Que poetas ungiu na graça do seu pranto"
- "Esta Torre de Anto foi assim chamada por António Nobre, o grande poeta do Só, que nela morou e a cantou nos seus versos. E habitou-a mais tarde Alberto d'Oliveira, ilustre escritor e diplomata, o grande amigo de António Nobre e da Coimbra amada."
Postado por Pedro Luna às 12:06 0 comentários
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segunda-feira, março 16, 2026
Luiz Goes canta António Botto...
O Meu Fado - Luiz Goes
Música: Armando do Carmo Goes
Letra: António Tomás Botto
Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo,
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Tem quatro letras apenas
A triste palavra amor,
Menos uma do que a morte,
Mas mais uma do que a dor.
Postado por Pedro Luna às 15:51 0 comentários
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quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Hoje é dia de celebrar umas asas brancas...

As Minhas Asas
Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.
- Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.
Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.
- Veio a ambição, coas grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.
Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.
Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
— Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas...
Vi entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.
E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não se erguiam ao céu.
Cegou-me essas luz funesta
De enfeitiçados amores...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!
- Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.
E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena me caíram...
Nunca mais voei ao céu.
Almeida Garrett
Com base no poema do imortal Almeida Garrett, são essas mesmas asas que Coimbra (e a sua música e academia) glosou e cantou, a sua e minha alma mater, na voz, também imortal, de outro ex-aluno da nossa Universidade, Luiz Goes:
Trazia-me saudoso e triste o rosto,
Assim como quem sofre algum desgosto,
Assim como quem chora de amargura.
Um anjo de asas brancas muito finas,
Sabendo-me infeliz mas inocente,
Cedeu-me as suas asas pequeninas,
Para me ver voar e ser contente.
E as asas de criança, meu tesoiro,
Ao ver-me assim tão triste, iam ao céu...
Tão brandas, tão macias - penas de oiro -
Tão leves como a aragem... como eu!
Cresci. Cresceram culpas juntamente,
Já grandes são as mágoas mais pequenas!
As asas brancas vão-se... e ficam penas!
Não mais voei ao céu nem fui contente
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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segunda-feira, janeiro 05, 2026
Hoje é dia de ouvir fado de Coimbra...
Postado por Pedro Luna às 19:33 0 comentários
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Luiz Goes nasceu há noventa e três anos...
(imagem daqui)
Postado por Fernando Martins às 09:30 0 comentários
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Saudades de Luiz Goes...
Postado por Pedro Luna às 00:09 0 comentários
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quinta-feira, novembro 27, 2025
O Fado tornou-se Património Cultural Imaterial da Humanidade há catorze anos...!
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Postado por Fernando Martins às 00:14 0 comentários
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quinta-feira, setembro 18, 2025
Saudades de Luiz Goes...
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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Porque um Cantor nunca morre, enquanto for recordado...
Postado por Fernando Martins às 21:12 0 comentários
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Saudade de Luiz Goes...
Cantiga de um Vagabundo - Luiz Goes
pergunta a um velho marinheiro
se uma aventura em cada cais
lhe faz perder o rumo verdadeiro.
a razão de ser da sua cor,
às vezes verde, às vezes cinza…
mas é o céu o seu primeiro amor.
pergunta a um velho vagabundo
se tanta estrada, tanta mulher,
matou de vez o seu primeiro mundo.
se quer abrir em nova madrugada,
se o quase nada que a vida lhe deu
a faz morrer na minha mão fechada.
Postado por Pedro Luna às 13:00 0 comentários
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