O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Teatro Miguel Franco (LEIRIA) - 16.04.26 - 19.30 horas
Canções Pagãs, álbum lançado em 2016 por Nuno Dias e Luís Figueiredo,
chega agora em formato recital como homenagem ao cancioneiro de Luiz
Goes, figura central da Canção de Coimbra. Reinterpretando 16 faixas
gravadas entre 1967 e 1971, o projeto adota uma abordagem erudita e
minimalista, retirando as composições do contexto tradicional da
guitarra de Coimbra para as transformar em autênticas canções de câmara.
Programa:
Canções Pagãs, Nuno Dias
Biografias:
Nuno Afonso Dias é licenciado em canto pela
Universidade de Aveiro, na classe da professora Isabel Alcobia. Foi
Docente Assistente nesta Universidade no ano letivo 2013/14. Desenvolveu
os seus estudos com Alan Watt, Tom Krause e Michael Rhodes. Foi
bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para o projeto enoa (European
Network of Opera Academies). Fez parte da Academia de Ópera do Festival
de Verbier, onde trabalhou com Barbara Bonney, Claudio Desderi, Tomas
Quastoff e Tim Caroll, tendo-se destacado com o Prémio Jovem Promessa
Thierry Marmod.
Como solista, tem-se apresentado em concerto com diversas orquestras
nacionais e internacionais, cantando obras de referência do repertório
coral-sinfónico. No domínio da ópera interpretou, no Teatro Nacional de
São Carlos, ao longo das últimas temporadas, diversos personagens do
repertório lírico, abrangendo obras de compositores consagrados como
Puccini, Donizetti, Rossini ou Bizet, entre outros. Do seu repertório,
que interpretou em palcos nacionais e internacionais, fazem também parte
compositores como Verdi, Mozart, Busoni, Stravinsky ou Britten.
Da discografia de Nuno Dias destaca-se o disco Canções Pagãs,
inteiramente dedicado ao cancioneiro de Luiz Goes, trabalho esse que foi
reconhecido como de Utilidade Cultural pelo Ministério da Cultura. Foi
cantor residente no Stadttheater Bern, na Suíça, durante a temporada
2014/15.
Luis Figueiredo iniciou os estudos musicais com 8
anos. Depois de dois anos de aulas particulares de Piano, em 1989
ingressou no Conservatório de Música de Coimbra, onde completou o curso
de Piano.
Em 2005 concluiu a Licenciatura em Piano na Universidade de Aveiro,
estudando com Vitali Dotsenko, Fausto Neves, António Chagas Rosa, Vasco
Negreiros, entre outros. No mesmo ano, estudou no Hot Clube de Portugal
em Lisboa com Filipe Melo, Bernardo Moreira, Ricardo Pinheiro e Bruno
Santos. Em 2016 concluiu o Doutoramento em Música na Universidade de
Aveiro, sob orientação de Susana Sardo e Mário Laginha. Durante este
período, frequentou diversas classes de aperfeiçoamento e workshops com
Álvaro Teixeira Lopes, Andrezej Pikul, Roy Howatt, Liv Glaser, Mário
Laginha, Valery Starodubrovsky, Dave Liebman e Hervé N’Kaoua, entre
inúmeros outros.
Participou também em diversos eventos científicos nas áreas da
performance musical e musicologia, tais como Congresso SIBE – Sociedade
Ibérica de Etnomusicologia (Salamanca e Lisboa), Rhythm Changes
International Jazz Conference (Amesterdão), Leeds International Jazz
Conference (Reino Unido), Jazz Talks – Aveiro International Jazz
Conference, ENIM – Encontros Nacionais de Investigação em Música
(Portugal, várias localidades), Post-ip Post in Progress (Aveiro,
Portugal).
Foi convidado como orador em variadas ocasiões, incluindo o evento
TED (Aveiro), Escola Superior de Educação de Coimbra (Fórum das Artes e
Tecnologias), Congresso EPTA – European Piano Teachers Association
(Portugal), Academia de Música de Castelo de Paiva, Academia de Música
de Torre de Moncorvo, Conservatório de Música de Coimbra, entre vários
outros.
Entre 2005 e 2015, lecionou em instituições como o Conservatório de
Música de Coimbra, o Conservatório de Música da Jobra, o Conservatório
de Música de S. José da Guarda e a Tone Music School, em Coimbra.
Pontualmente orientou masterclasses e workshops nas áreas da música
erudita, do jazz e da composição em inúmeras instituições em Portugal e
também fora do país.
Entre 2011 e 2019 desempenhou funções nos Mestrados em Música e
Ensino de Música na Universidade de Aveiro, sendo coordenador da
variante de jazz e vice-diretor do Mestrado em Música, e leccionando as
disciplinas de piano, música de câmara, combo, composição e jazz
studies.
Luís Figueiredo está ativo profissionalmente desde 2004 nas áreas da
performance de música escrita e improvisada, da composição e arranjo, e
da produção e direção musical. Editou o seu primeiro álbum como líder em
2010 (Manhã, JACC Records). Desde então, assinou participações em cerca
de 30 edições discográficas.
Trabalhou e/ou gravou com Cristina Branco, Bruno Pedroso, Carlos
Bica, André Fernandes, Luísa Sobral, Alexandre Frazão, Reinier Baas,
João Moreira, Ana Bacalhau, Mário Delgado, Bernardo Moreira, David
Binney, João Hasselberg, Perico Sambeat, Mário Laginha, Marta Hugon,
Ricardo Toscano, Eduardo Raon, Rita Maria, Diogo Duque, Márcia, Mário
Franco, Diabo na Cruz, Carlos Barretto, Jorge Moniz, Gisela João e
Jeffery Davis, entre vários outros.
Trabalhou com a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra
Metropolitana, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra XXI, Hr Frankfurt
Rundfunk Big Band (DE), Het Gelders Orkester (NL), para além de vários
ensembles de música de câmara, sob a direção de Cesário Costa, Dinis
Sousa, Jamie Philips, Rui Pinheiro e António Lourenço.
Na sua agenda registam-se concertos, masterclasses e residências
artísticas em inúmeros países, como Espanha, França, Alemanha, Áustria,
Luxemburgo, Holanda, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Sérvia,
Grécia, Turquia, México, Marrocos e Brasil.
Desde 2008, tem colaborado em várias produções de teatro e cinema,
como compositor, intérprete ou diretor musical. Neste âmbito, trabalhou
com Tiago Cravidão, O Teatrão (Coimbra), Sandra Barata Belo, Patrícia
André e Teatro Praga (Lisboa).
Luís Figueiredo foi o arranjador da canção vencedora do Festival
Eurovisão da Canção 2017, “Amar Pelos Dois” (autoria: Luísa Sobral), e
foi também o compositor da banda sonora original da edição de 2018 do
mesmo festival.
Andam pela terra os poetas - Luiz Goes Letra: Carlos Carranca; Música: João Moura
Andam p'la terra os poetas, Dizem que são de ficar Dizem que são de ficar São como filhos das ervas. Andam p'la terra os poetas, Vivem da luz do luar Crescem ao som das estrelas Vivem da luz do luar. Crescem ao som das estrelas Vivem da luz do luar. . Andam p'la terra os poetas, Numa canção de embalar Numa canção de embalar Moram na brisa das velas. Andam p'la terra os poetas, Nas ondas altas do mar Andam p'la terra os poetas Nas ondas altas do mar. Andam p'la terra os poetas Nas ondas altas do mar.
A Torre de Anto, primitivamente denominada como Torre do Prior do Ameal, e atualmente como Casa do Artesanato ou Núcleo Museológico da Memória da Escrita, localiza-se na antiga freguesia de Almedina, concelho de Coimbra, distrito de Coimbra, em Portugal.
Trata-se de uma antiga torre, integrante da cerca medieval da cidade, aproximadamente a meio da maior de suas encostas, sobranceira ao rio Mondego.
Como outras torres daquela cerca, perdida a sua função defensiva, foi
transformada em unidade habitacional na primeira metade do século XVI. Data deste período a a sua designação como Torre do Prior do Ameal, assim como a sua atual aparência, com alterações menores posteriores.
Esta torre celebrizou-se por ter sido a residência do poetaAntónio Pereira Nobre (1867-1900), quando estudante, no final do século XIX. Daí deriva o nome pelo qual é melhor conhecida hoje, conforme o verso, em uma placa epigráfica, na sua fachada:
"O poeta aqui viveu no oiro do seu Sonho
Por isso a Torre esguia o nome veio d'Anto
Legenda d'Alma Só e coração tristonho
Que poetas ungiu na graça do seu pranto"
Uma segunda placa epigráfica na mesma fachada esclarece ainda:
"Esta Torre de Anto foi assim chamada por António Nobre, o grande poeta do Só,
que nela morou e a cantou nos seus versos. E habitou-a mais tarde
Alberto d'Oliveira, ilustre escritor e diplomata, o grande amigo de
António Nobre e da Coimbra amada."
O Paço de Sobre-Ribas, vizinho à Torre de Anto, também incorpora parte da antiga cerca da cidade.
Características
De pequenas dimensões, apresenta planta quadrangular, com quatro pavimentos interligados entre si por uma escada em caracol. A sua cobertura é em telhado de quatro águas.
Eu tinha umas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Que, em me eu cansando da terra, Batia-as, voava ao céu.
- Eram brancas, brancas, brancas, Como as do anjo que mas deu: Eu inocente como elas, Por isso voava ao céu. Veio a cobiça da terra, Vinha para me tentar; Por seus montes de tesouros Minhas asas não quis dar. - Veio a ambição, coas grandezas, Vinham para mas cortar, Davam-me poder e glória; Por nenhum preço as quis dar.
Porque as minhas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Em me eu cansando da terra, Batia-as, voava ao céu.
Mas uma noite sem lua Que eu contemplava as estrelas, E já suspenso da terra, Ia voar para elas, — Deixei descair os olhos Do céu alto e das estrelas... Vi entre a névoa da terra, Outra luz mais bela que elas.
E as minhas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Para a terra me pesavam, Já não se erguiam ao céu.
Cegou-me essas luz funesta De enfeitiçados amores... Fatal amor, negra hora Foi aquela hora de dores!
- Tudo perdi nessa hora Que provei nos seus amores O doce fel do deleite, O acre prazer das dores.
E as minhas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Pena a pena me caíram... Nunca mais voei ao céu.
Almeida Garrett
Com base no poema do imortal Almeida Garrett, são essas mesmas asas que Coimbra (e a sua música e academia)glosou e cantou, a sua e minha alma mater, na voz, também imortal, de outro ex-aluno da nossa Universidade, Luiz Goes:
Asas brancas - Luiz Goes
Letra e Música: Afonso de Sousa
Quando era pequenino a desventura
Trazia-me saudoso e triste o rosto,
Assim como quem sofre algum desgosto,
Assim como quem chora de amargura.
Um anjo de asas brancas muito finas,
Sabendo-me infeliz mas inocente,
Cedeu-me as suas asas pequeninas,
Para me ver voar e ser contente.
E as asas de criança, meu tesoiro,
Ao ver-me assim tão triste, iam ao céu...
Tão brandas, tão macias - penas de oiro -
Tão leves como a aragem... como eu!
Cresci. Cresceram culpas juntamente,
Já grandes são as mágoas mais pequenas!
As asas brancas vão-se... e ficam penas!
Não mais voei ao céu nem fui contente
Filho de Luís do Carmo Goes e de D. Leopoldina da Soledade Valente
d'Eça e Leyva Cabral de Sousa Pires, nasceu em 1933, em Coimbra, e, por
influência de seu tio paterno, Armando do Carmo Goes, figura destacada da canção de Coimbra, cedo começou a interpretá-la, e, aos 19 anos, a convite de António Brojo, gravou o seu primeiro disco.
No final da década de 50, formou o Coimbra Quintet, com os músicos António Portugal, Jorge Godinho, Manuel Pepe e Levi Baptista, gravando o álbum Serenata de Coimbra, que "é ainda hoje o disco português mais vendido", segundo o jornalista Manuel Alegre Portugal. Em 1958 licencia-se em Medicina, na Universidade de Coimbra e exerceu a profissão de médico-estomatologista até à sua reforma, em 2003. De 1963 a 1965 prestou serviço militar na Guiné como Alferes Miliciano Médico.
Foi autor de 25 canções estróficas e 18 baladas. Do seu reportório
fazem parte canções como "Balada do mar", "É preciso acreditar",
"Cantiga para quem sonha", "Só" ou "Toada beirã".
Foi condecorado com a Ordem do Infante Dom Henrique, no grau de Grande Oficial (9 de junho de 1994),
com a Medalha de Ouro da cidade de Coimbra (4 de julho de 1998), com a
Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Cascais e com o
Prémio Amália Rodrigues 2005, na categoria Fado de Coimbra.
Filho de Luís do Carmo Goes e de D. Leopoldina da Soledade Valente
d'Eça e Leyva Cabral de Sousa Pires, nasceu em Coimbra, em 1933, e, por
influência de seu tio paterno Armando do Carmo Goes, figura destacada da Canção de Coimbra, cedo começou a interpretá-la, tendo aos 19 anos, a convite de António Brojo, gravado o seu primeiro disco.
No final da década de 50, formou o Coimbra Quintet, com os músicos António Portugal, Jorge Godinho, Manuel Pepe e Levi Baptista, gravando o álbum Serenata de Coimbra, que "é ainda hoje o disco português mais vendido", segundo Manuel Alegre Portugal. Em 1958 licencia-se em Medicina, na Universidade de Coimbra e exerceu a profissão de médico estomatologista até à sua reforma, em 2003. De 1963 a 1965 prestou serviço militar na Guiné como Alferes Miliciano Médico.
Foi autor de 25 canções estróficas e 18 baladas. Do seu reportório
fazem parte canções como "Balada do mar", "É preciso acreditar",
"Cantiga para quem sonha", "Só" ou "Toada beirã".
Foi condecorado com a Ordem do Infante Dom Henrique, no grau de Grande Oficial (9 de junho de 1994),
com a Medalha de Ouro da cidade de Coimbra (4 de julho de 1998), com a
Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Cascais e com o
Prémio Amália Rodrigues 2005, na categoria Fado de Coimbra.
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