O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
O Pacto de Varsóvia (ou Tratado de Varsóvia) foi uma aliança militar formada em 14 de maio de 1955 pelos países socialistas do Leste Europeu e pela União Soviética, países estes que também ficaram conhecidos como bloco socialista. O tratado correspondente foi firmado na capital da Polónia, Varsóvia, e estabeleceu o alinhamento dos países membros com Moscovo, estabelecendo um compromisso de ajuda mútua em caso de agressões militares.
O organismo militar foi instituído em contraponto à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte - NATO em português), organização internacional que uniu as nações democráticas da Europa Ocidental e os Estados Unidos para a prevenção e defesa dos países membros contra eventuais ataques vindos do Leste Europeu.
Porém, as principais ações do Pacto foram dentro dos países-membros para a repressão de revoltas internas. Em 1956, tropas reprimiram manifestações populares na Hungria e Polónia, e em 1968, na Checoslováquia, na chamada Primavera de Praga.
Chris Gueffroy (Berlim, 21 de junho de 1968 - idem, 6 de fevereiro de 1989) foi a última pessoa a ser alvejada enquanto tentava escapar para Berlim Ocidental pelo Muro de Berlim.
Ele é frequente e erroneamente referenciado como a última pessoa a
morrer numa tentativa de cruzar o muro, mas na verdade ele foi o último a
ser assassinado, e o penúltimo a morrer numa tentativa de fuga. Winfried Freudenberg morreu na queda de um balão, no qual cruzou a fronteira para Berlim Ocidental em 8 de março de 1989.
Juntamente com o seu amigo Christian
Gaudian, Gueffroy tentou escapar de Berlim Oriental para Berlim
Ocidental, na noite de 6 de fevereiro de 1989, ao longo do canal do
distrito de Britz. Os dois acreditavam que a Schießbefehl,
a ordem de atirar em qualquer um que tentasse cruzar o muro, havia
sido suspensa. Os dois pulariam o muro com a ajuda de uma escada, mas
foram descobertos. Gueffroy foi alvejado no peito por dez tiros e
morreu sobre o muro. Gaudian, muito ferido, foi preso e sentenciado, em 24 de maio de 1989, a três anos de prisão. Em setembro do mesmo ano ele foi solto e em 17 de outubro transferido para Berlim Ocidental.
Os quatro guardas implicados foram recompensados pelas autoridade da Alemanha Oriental, cada um com um prémio de 150 marcos. No entanto, com a reunificação, um processo foi aberto em Berlim pela justiça da Alemanha.
Dois dos guardas foram libertados em janeiro de 1992, um foi suspenso,
enquanto que o principal acusado, Ingo Heinrich, que era responsável
pelo tiro mortal no coração, foi condenado a três anos e meio de prisão
(penalidade reduzida pelo Tribunal Federal a dois anos, com suspensões
em 1994).
O túmulo de
Gueffroy foi vandalizado diversas vezes, provavelmente por comunistas
que temiam que ele se tornasse um símbolo. Em junho de 2003 um monumento em sua homenagem foi erguido na
margem do canal de Britz.
Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em Berlim,
É um mar, é um rio,
É uma fonte que nasce dentro de mim.
É o grito do meu universo,
Das estrelas p'ra onde eu regresso,
Onde sempre esta música paira no ar.
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Este amor é um pássaro livre,
Voando no céu azul,
Que compôs a mais bela canção deste mundo de norte a sul.
E as palavras que eu uso em refrão,
Fazem parte da mesma canção,
Que ecoa nas galáxias da minha ilusão. Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye - um grande amor Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, Addio, adieu, aufwiedersehen, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de novembro de 1989, depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro.
Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras
coisas, era pedida liberdade para viajar. Além disto, houve um enorme
fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente
em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém-aberta entre a Hungria e a Áustria, perto do lago de Neusiedl.
O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Günter Schabowski,
membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos
ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de
viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte,
para anteriormente informar todas as agências governamentais.
Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na
rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos
fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as
unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam
sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da
fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strasse, às 23.00 horas, e mais tarde em outras partes do centro de Berlim,
e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira
na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas
já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira.
Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental.
Muitas discotecas perto do Muro espontaneamente serviram cerveja
gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas
que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim
Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento e os deputados, espontaneamente, cantaram o hino nacional da Alemanha.
Peter Fechter (Berlim, 14 de janeiro de 1944 - Berlim, 17 de agosto de 1962) era um pedreiro da Alemanha Oriental que, aos dezoito anos, se tornou uma das primeiras e provavelmente a mais famosa vítima do Muro de Berlim. Ao tentar atravessar a fronteira entre as duas Alemanhas, na rua Zimmer, foi alvejado pelas costas e morreu de hemorragia, sem que os guardas de fronteira da parte ocidental pudessem socorrê-lo.
Morte
Em 1962,
cerca de um ano após a construção do muro, Fechter tentou fugir da
Alemanha Oriental juntamente com o seu amigo Helmut Kulbeik. O plano era
esconder-se numa oficina de carpintaria próxima do muro em
Zimmerstrasse, aguardar uma brecha na movimentação dos soldados da
fronteira e saltar de uma janela para o "corredor da morte" (a zona
desmilitarizada que ficava entre o muro erguido na parte oriental e o
erguido na parte ocidental, que por sua vez corriam paralelos entre si
para aumentar a segurança contra invasões e fugas), correr através dele e
depois escalar uma parede de dois metros, coberta de arame farpado, para
enfim cair em Kreuzberg, Berlim Ocidental, perto de Checkpoint Charlie.
Quando ambos chegavam até à segunda parede os guardas avistaram-nos e
dispararam imediatamente contra os dois. Kulbeik conseguiu pular para o
outro lado, mas Fechter acabou baleado na pelvis enquanto escalava e
diante de centenas de testemunhas. Após ser alvejado, perdeu as forças
e caiu de volta ao corredor da morte, controlado pelo lado oriental,
diante de um grande número de espetadores ocidentais, incluindo
jornalistas. Apesar de seus gritos, ele não recebeu assistência médica
do lado do Oriente e não pôde ser atendido pelas equipas médicas do lado
ocidental, que não podiam aceder ao corredor. Fechter agonizou até à
morte cerca de uma hora, sem nenhum tipo de assistência. As pessoas
do lado oeste que pararam para ver a cena imediatamente começaram a
gritar contra os guardas da fronteira, fazendo coro chamando-os de
assassinos.
A falta de assistência médica no caso pode ter sido reflexo do medo mútuo. De acordo com um relatório da revista Time,
um segundo-tenente dos Estados Unidos que acompanhou a cena teria
recebido ordens específicas do comandante dos EUA em Berlim Ocidental
para se manter firme e não invadir a área oriental. De qualquer maneira,
de acordo com um relatório do patologista forense Otto Prokop, "Fechter
não tinha nenhuma chance de sobrevivência. O tiro no quadril direito
havia causado ferimentos internos graves." O comandante do pelotão do
lado oriental, por sua vez, declarou que ficou com medo de intervir,
pois três dias antes o guarda de fronteira Rudi Arnstadt havia sido
baleado por um polícia federal no lado ocidental e ele temia que
qualquer ação que tomasse em relação ao corpo de Fechter resultasse numa
reação ocidental. No entanto, uma hora após a morte de Peter Fechter, o
seu corpo foi recolhido pelo lado oriental.
Em março de 1997, dois ex-guardas da Alemanha Oriental, Rolf Friedrich e
Erich Schreiber, responderam à acusação de homicídio culposo pela morte
de Fechter e admitiram que dispararam contra ele. Ambos foram condenados
e sentenciados a 20 e 21 meses de prisão, em liberdade condicional.
Devido à falta de evidências conclusivas, o tribunal não conseguiu
determinar qual dos três homens armados (um dos quais já havia morrido)
tinha disparado a bala fatal.
O Muro de Berlim (em alemãoBerliner Mauer) era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era fazia parte dos países capitalistas democráticos, encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), fazia parte dos países países socialistas, simpatizantes do regime ditatorial soviético. Construído a partir da madrugada de 13 de agosto de 1961,
dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de
observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas
de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por
militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar (a
célebre Schießbefehl
ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80
pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas
diversas tentativas.
Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração
do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da
fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante a sua existência,
entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.
Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou, a 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental.
Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro,
juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, numa atmosfera de
celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram
destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs.
Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase toda a estrutura. A queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim
incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução
de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está
marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
NOTA: não perdoamos nem esquecemos os crimes cometidos pelos que defendiam o muro da vergonha e a ideologia por detrás dele... E ainda há quem aprecie cubas, venezuelas, coreias do norte, vietnames ou a rússia putinesca...
Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em Berlim,
É um mar, é um rio,
É uma fonte que nasce dentro de mim.
É o grito do meu universo,
Das estrelas p'ra onde eu regresso,
Onde sempre esta música paira no ar.
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Este amor é um pássaro livre,
Voando no céu azul,
Que compôs a mais bela canção deste mundo de norte a sul.
E as palavras que eu uso em refrão,
Fazem parte da mesma canção,
Que ecoa nas galáxias da minha ilusão. Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye - um grande amor Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, Addio, adieu, aufwiedersehen, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
O discurso é considerado um dos melhores de Kennedy, e um dos momentos notáveis da Guerra Fria. Representou um grande impulso moral para os berlinenses ocidentais, que viviam num enclave situado dentro da Alemanha Oriental e temiam uma possível ocupação comunista. Falando a partir de uma plataforma erguida sobre os degraus da Rathaus Schöneberg, Kennedy disse,
Há dois mil anos, não havia frase que se dissesse com mais orgulho do queCivis Romanus sum("Sou um cidadão romano").
Hoje, no mundo da liberdade, não há frase que se diga com mais orgulho
que 'Ich bin ein Berliner'... Todos os homens livres, onde quer que
vivam, são cidadãos de Berlim, e, portanto, como um homem livre, eu
orgulho-me das palavras 'Ich bin ein Berliner'!
Alguns relatos alegam que Kennedy teria inventado a frase na última
hora, bem como a ideia de dizê-la em alemão, e que teria pedido ao seu
intérprete, Robert H. Lochner,
que traduzisse "eu sou um berlinense" apenas ao subir as escadas da
Rathaus (Prefeitura). Com a ajuda de Lochner, Kennedy praticou a frase
no gabinete do então presidente da Câmara da cidade, Willy Brandt, e teria anotado uma pronúncia fonética num cartão. Um professor do Departamento de Estado americano, no entanto, escreveu em 1997 um relato sobre a visita que teria feito a Kennedy na Casa Branca algumas semanas antes da viagem a Berlim para ajudá-lo a escrever o discurso e ensinar-lhe a pronúncia correta.
O Conselheiro de Segurança Nacional, McGeorge Bundy,
acreditava que o discurso tinha "passado um pouco dos limites", e os
dois fizeram uma revisão do texto até que atingisse uma forma mais
subtil, antes de repeti-lo na Universidade Livre, mais tarde naquele mesmo dia.
Esta mensagem de rebeldia tinha como alvo tanto os soviéticos quanto os
berlinenses, e representava uma clara afirmação da política americana
em meio à construção do Muro de Berlim. A cidade estava oficialmente
sob ocupação conjunta das quatro potências aliadas,
cada uma responsável por determinada zona. O discurso de Kennedy
marcou o primeiro momento em que as autoridades americanas reconheceram
que Berlim Oriental fazia parte do bloco soviético, juntamente com a metade oriental do país.
Existem diversos locais que homenageiam Kennedy em Berlim, como a Escola
Alemã-Americana John F. Kennedy, e o Instituto John F. Kennedy de
Estudos Norte-Americanos, na Universidade Livre de Berlim. A praça em frente à prefeitura da cidade, de onde o discurso foi feito, passou a se chamar "John-F.-Kennedy-Platz".
Uma grande placa dedicada a Kennedy foi montada sobre uma coluna, na
entrada do edifício, e a sala sobre a sua entrada, que dá diretamente para
a praça, é dedicada a Kennedy e à sua visita.
O Bloqueio de Berlim (de 24 de junho de 1948 a 11 de maio de 1949) tornou-se uma das maiores crises da Guerra Fria, desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário e rodoviário à cidade de Berlim
Ocidental. A crise arrefeceu ao ficar claro que a URSS não agiria para
impedir a ponte aérea de alimentos e outros géneros organizada e
operada pelos Estados Unidos, Reino Unido e França.
Com o final da Segunda Guerra Mundial, em 8 de maio de 1945, tropas soviéticas e ocidentais (americanas, britânicas e francesas) encontravam-se espalhadas pela Europa, aquelas a leste, estas a oeste, formando uma linha divisória arbitrária no centro do continente. Na Conferência de Potsdam, os aliados acordaram dividir a Alemanha derrotada em quatro zonas de ocupação (conforme os princípios previamente definidos na Conferência de Ialta),
conceito também aplicado a Berlim, que foi então partilhada em quatro
sectores. Como Berlim havia ficado bem no centro da zona de ocupação
soviética da Alemanha (que viria a tornar-se a Alemanha Oriental), as zonas americana, britânica e francesa em Berlim encontravam-se cercadas por território ocupado pelo Exército Vermelho.
Esta situação viria a ser um ponto focal das tensões que levariam à
dissolução da aliança sovieto-ocidental formada na Segunda Guerra.
A
URSS encerrou o bloqueio às 00.01 horas de 12 de maio de 1949. Contudo, a
ponte aérea continuou a funcionar até 30 de setembro, pois os quatro
países ocidentais preferiram criar um stock de suprimentos em Berlim Ocidental, para o caso de novo bloqueio soviético.
Berlinenses assistindo à aterragem de um C-54 no Aeroporto de Tempelhof (1948)
O Pacto de Varsóvia (ou Tratado de Varsóvia) foi uma aliança militar formada em 14 de maio de 1955 pelos países socialistas do Leste Europeu e pela União Soviética, países estes que também ficaram conhecidos como bloco socialista. O tratado correspondente foi firmado na capital da Polónia, Varsóvia, e estabeleceu o alinhamento dos países membros com Moscovo, estabelecendo um compromisso de ajuda mútua em caso de agressões militares.
O organismo militar foi instituído em contraponto à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte - NATO em português), organização internacional que uniu as nações democráticas da Europa Ocidental e os Estados Unidos para a prevenção e defesa dos países membros contra eventuais ataques vindos do Leste Europeu.
Porém, as principais ações do Pacto foram dentro dos países-membros para a repressão de revoltas internas. Em 1956, tropas reprimiram manifestações populares na Hungria e Polónia, e em 1968, na Checoslováquia, na chamada Primavera de Praga.
Chris Gueffroy (Berlim, 21 de junho de 1968 - idem, 6 de fevereiro de 1989) foi a última pessoa a ser alvejada enquanto tentava escapar para Berlim Ocidental pelo Muro de Berlim.
Ele é frequente e erroneamente referenciado como a última pessoa a
morrer numa tentativa de cruzar o muro, mas na verdade ele foi o último a
ser assassinado, e o penúltimo a morrer numa tentativa de fuga. Winfried Freudenberg morreu na queda de um balão, no qual cruzou a fronteira para Berlim Ocidental em 8 de março de 1989.
Juntamente com o seu amigo Christian
Gaudian, Gueffroy tentou escapar de Berlim Oriental para Berlim
Ocidental, na noite de 6 de fevereiro de 1989, ao longo do canal do
distrito de Britz. Os dois acreditavam que a Schießbefehl,
a ordem de atirar em qualquer um que tentasse cruzar o muro, havia
sido suspensa. Os dois pulariam o muro com a ajuda de uma escada, mas
foram descobertos. Gueffroy foi alvejado no peito por dez tiros e
morreu sobre o muro. Gaudian, muito ferido, foi preso e sentenciado, em 24 de maio de 1989, a três anos de prisão. Em setembro do mesmo ano ele foi solto e em 17 de outubro transferido para Berlim Ocidental.
Os quatro guardas implicados foram recompensados pelas autoridade da Alemanha Oriental, cada um com um prémio de 150 marcos. No entanto, com a reunificação, um processo foi aberto em Berlim pela justiça da Alemanha.
Dois dos guardas foram libertados em janeiro de 1992, um foi suspenso,
enquanto que o principal acusado, Ingo Heinrich, que era responsável
pelo tiro mortal no coração, foi condenado a três anos e meio de prisão
(penalidade reduzida pelo Tribunal Federal a dois anos, com suspensões
em 1994).
O túmulo de
Gueffroy foi vandalizado diversas vezes, provavelmente por comunistas
que temiam que ele se tornasse um símbolo. Em junho de 2003 um monumento foi erguido a Gueffroy na
margem do canal de Britz.
O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de novembro de 1989, depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro.
Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras
coisas, era pedida liberdade para viajar. Além disto, houve um enorme
fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente
em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém-aberta entre a Hungria e a Áustria, perto do lago de Neusiedl.
O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Günter Schabowski,
membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos
ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de
viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte,
para anteriormente informar todas as agências governamentais.
Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na
rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos
fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as
unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam
sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da
fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strasse, às 23.00 horas, e mais tarde em outras partes do centro de Berlim,
e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira
na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas
já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira.
Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental.
Muitas discotecas perto do Muro espontaneamente serviram cerveja
gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas
que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim
Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento e os deputados, espontaneamente, cantaram o hino nacional da Alemanha.
Peter Fechter (Berlim, 14 de janeiro de 1944 - Berlim, 17 de agosto de 1962) era um pedreiro da Alemanha Oriental que, aos dezoito anos, se tornou uma das primeiras e provavelmente a mais famosa vítima do Muro de Berlim. Ao tentar atravessar a fronteira entre as duas Alemanhas, na rua Zimmer, foi alvejado pelas costas e morreu de hemorragia, sem que os guardas de fronteira da parte ocidental pudessem socorrê-lo.
Morte
Em 1962,
cerca de um ano após a construção do muro, Fechter tentou fugir da
Alemanha Oriental juntamente com o seu amigo Helmut Kulbeik. O plano era
esconder-se numa oficina de carpintaria próxima do muro em
Zimmerstrasse, aguardar uma brecha na movimentação dos soldados da
fronteira e saltar de uma janela para o "corredor da morte" (a zona
desmilitarizada que ficava entre o muro erguido na parte oriental e o
erguido na parte ocidental, que por sua vez corriam paralelos entre si
para aumentar a segurança contra invasões e fugas), correr através dele e
depois escalar uma parede de dois metros, coberta de arame farpado, para
enfim cair em Kreuzberg, Berlim Ocidental, perto de Checkpoint Charlie.
Quando ambos chegavam até à segunda parede os guardas avistaram-nos e
dispararam imediatamente contra os dois. Kulbeik conseguiu pular para o
outro lado, mas Fechter acabou baleado na pelvis enquanto escalava e
diante de centenas de testemunhas. Após ser alvejado, perdeu as forças
e caiu de volta ao corredor da morte, controlado pelo lado oriental,
diante de um grande número de espetadores ocidentais, incluindo
jornalistas. Apesar de seus gritos, ele não recebeu assistência médica
do lado do Oriente e não pôde ser atendido pelas equipas médicas do lado
ocidental, que não podiam aceder ao corredor. Fechter agonizou até à
morte cerca de uma hora, sem nenhum tipo de assistência. As pessoas
do lado oeste que pararam para ver a cena imediatamente começaram a
gritar contra os guardas da fronteira, fazendo coro chamando-os de
assassinos.
A falta de assistência médica no caso pode ter sido reflexo do medo mútuo. De acordo com um relatório da revista Time,
um segundo-tenente dos Estados Unidos que acompanhou a cena teria
recebido ordens específicas do comandante dos EUA em Berlim Ocidental
para se manter firme e não invadir a área oriental. De qualquer maneira,
de acordo com um relatório do patologista forense Otto Prokop, "Fechter
não tinha nenhuma chance de sobrevivência. O tiro no quadril direito
havia causado ferimentos internos graves." O comandante do pelotão do
lado oriental, por sua vez, declarou que ficou com medo de intervir,
pois três dias antes o guarda de fronteira Rudi Arnstadt havia sido
baleado por um polícia federal no lado ocidental e ele temia que
qualquer ação que tomasse em relação ao corpo de Fechter resultasse numa
reação ocidental. No entanto, uma hora após a morte de Peter Fechter, o
seu corpo foi recolhido pelo lado oriental.
Em março de 1997, dois ex-guardas da Alemanha Oriental, Rolf Friedrich e
Erich Schreiber, responderam à acusação de homicídio culposo pela morte
de Fechter e admitiram que dispararam contra ele. Ambos foram condenados
e sentenciados a 20 e 21 meses de prisão, em liberdade condicional.
Devido à falta de evidências conclusivas, o tribunal não conseguiu
determinar qual dos três homens armados (um dos quais já havia morrido)
tinha disparado a bala fatal.
O Muro de Berlim (em alemãoBerliner Mauer) era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era fazia parte dos países capitalistas, encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), fazia parte dos países países socialistas, simpatizantes do regime soviético. Construído a partir da madrugada de 13 de agosto de 1961,
dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de
observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas
de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por
militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar (a
célebre Schießbefehl
ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80
pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas
diversas tentativas.
Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração
do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da
fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante a sua existência,
entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.
Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou a 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental.
Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro,
juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de
celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram
destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs.
Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase o
todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim
incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução
de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está
marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
NOTA: não perdoamos nem esquecemos os crimes cometidos pelos que defendiam o muro da vergonha e a ideologia por detrás dele - espero que alguns emigrem para a Venezuela e façam um novo, que lá bem precisam para reter os ainda lá vegetam.
Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em Berlim,
É um mar, é um rio,
É uma fonte que nasce dentro de mim.
É o grito do meu universo,
Das estrelas p'ra onde eu regresso,
Onde sempre esta música paira no ar.
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Este amor é um pássaro livre,
Voando no céu azul,
Que compôs a mais bela canção deste mundo de norte a sul.
E as palavras que eu uso em refrão,
Fazem parte da mesma canção,
Que ecoa nas galáxias da minha ilusão. Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye - um grande amor Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar: Addio, adieu, aufwiedersehen, Addio, adieu, aufwiedersehen, Amore, amour, meine liebe, love of my life.
O discurso é considerado um dos melhores de Kennedy, e um dos momentos notáveis da Guerra Fria. Representou um grande impulso moral para os berlinenses ocidentais, que viviam num enclave situado dentro da Alemanha Oriental e temiam uma possível ocupação comunista. Falando a partir de uma plataforma erguida sobre os degraus da Rathaus Schöneberg, Kennedy disse,
Há dois mil anos, não havia frase que se dissesse com mais orgulho do queCivis Romanus sum("Sou um cidadão romano").
Hoje, no mundo da liberdade, não há frase que se diga com mais orgulho
que 'Ich bin ein Berliner'... Todos os homens livres, onde quer que
vivam, são cidadãos de Berlim, e, portanto, como um homem livre, eu
orgulho-me das palavras 'Ich bin ein Berliner'!
Alguns relatos alegam que Kennedy teria inventado a frase na última
hora, bem como a ideia de dizê-la em alemão, e que teria pedido ao seu
intérprete, Robert H. Lochner,
que traduzisse "eu sou um berlinense" apenas ao subir as escadas da
Rathaus (Prefeitura). Com a ajuda de Lochner, Kennedy praticou a frase
no gabinete do então presidente da Câmara da cidade, Willy Brandt, e teria anotado uma pronúncia fonética num cartão. Um professor do Departamento de Estado americano, no entanto, escreveu em 1997 um relato sobre a visita que teria feito a Kennedy na Casa Branca algumas semanas antes da viagem a Berlim para ajudá-lo a escrever o discurso e ensinar-lhe a pronúncia correta.
O Conselheiro de Segurança Nacional, McGeorge Bundy,
acreditava que o discurso tinha "passado um pouco dos limites", e os
dois fizeram uma revisão do texto até que atingisse uma forma mais
subtil, antes de repeti-lo na Universidade Livre, mais tarde naquele mesmo dia.
Esta mensagem de rebeldia tinha como alvo tanto os soviéticos quanto os
berlinenses, e representava uma clara afirmação da política americana
em meio à construção do Muro de Berlim. A cidade estava oficialmente
sob ocupação conjunta das quatro potências aliadas,
cada uma responsável por determinada zona. O discurso de Kennedy
marcou o primeiro momento em que as autoridades americanas reconheceram
que Berlim Oriental fazia parte do bloco soviético, juntamente com a metade oriental do país.
Existem diversos locais que homenageiam Kennedy em Berlim, como a Escola
Alemã-Americana John F. Kennedy, e o Instituto John F. Kennedy de
Estudos Norte-Americanos, na Universidade Livre de Berlim. A praça em frente à prefeitura da cidade, de onde o discurso foi feito, passou a se chamar "John-F.-Kennedy-Platz".
Uma grande placa dedicada a Kennedy foi montada sobre uma coluna, na
entrada do edifício, e a sala sobre a sua entrada, que dá diretamente para
a praça, é dedicada a Kennedy e à sua visita.
Textos, músicas, fotos e outros materiais aqui publicados, parte sem prévia autorização, são propriedade de seus autores, que são, sempre que possível, identificados e creditados. O seu uso deve-se a razões culturais, científicas e didáticas, sem objetivo comercial ou usurpação de autoria. Pretendemos apenas expressar admiração pelos autores, contribuindo para a sua divulgação, respeitando inteiramente pedidos de retirar os seus materiais.