O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Foi um dos grandes guitarristas e é um símbolo ímpar da cultura portuguesa. É um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa e grande compositor. Carlos Paredes é um guitarrista que para além das influências dos seus antepassados - pai, avô, e tio, tendo sido o pai, Artur Paredes, o grande mestre da guitarra de Coimbra - mantém um estilo coimbrão, a sua guitarra é de Coimbra, e própria afinação era do Fado de Coimbra. A sua vida em Lisboa marcou-o e inspirou-lhe muitos dos seus temas e composições. Ficou conhecido como O mestre da guitarra portuguesa ou O homem dos mil dedos.
Biografia
Filho do famoso compositor e guitarrista, mestre Artur Paredes, neto e bisneto de guitarristas, Gonçalo Paredes e António Paredes, começou a estudar guitarra portuguesa
aos quatro anos com o seu pai, embora a mãe preferisse que o filho se
dedicasse ao piano; frequenta o Liceu Passos Manuel, começando também
a ter aulas de violino na Academia de Amadores de Música. Na sua última entrevista, recorda: "Em pequeno, a minha mãe, coitadita, arranjou-me duas professoras de violino e piano. Eram senhoras muito cultas a quem devo a cultura musical que tenho".
Em 1934, a família muda-se para Lisboa, o pai era funcionário do BNU e
vem transferido para a capital. Abandona a aprendizagem do violino para se dedicar, sob a orientação do pai, completamente à guitarra. Carlos Paredes fala com saudades
desses tempos: "Neste anos, creio que inventei muita coisa. Criei uma
forma de tocar muito própria que é diferente da do meu pai e do meu
avô".
Carlos Paredes inicia em 1949 uma colaboração regular num programa de Artur Paredes na Emissora Nacional
e termina os estudos secundários num colégio particular. Não chega a
concluir o curso liceal e inscreve-se nas aulas de canto da Juventude
Musical Portuguesa, tornando-se, em 1949, funcionário administrativo
do Hospital de São José.
Em 1958, é preso pela PIDE por fazer oposição a Salazar, é acusado de pertencer ao Partido Comunista Português,
do qual era de facto militante, sendo libertado no final de 1959 e
expulso da função pública, na sequência de julgamento. Durante este
tempo andava de um lado para o outro da cela fingindo tocar música, o
que levou os companheiros de prisão a pensar que estaria louco - de
facto, o que ele estava a fazer, era compor músicas, na sua cabeça.
Quando voltou para o local onde trabalhava no Hospital, uma das
ex-colegas, Rosa Semião, recorda-se da mágoa
do guitarrista devido à denúncia de que foi alvo: «Para ele foi uma
traição, ter sido denunciado por um colega de trabalho do hospital. E
contudo, mais tarde, ao cruzar-se com um dos homens que o denunciou,
não deixou de o cumprimentar, revelando uma enorme capacidade de
perdoar!»
Em 1962, é convidado pelo realizador Paulo Rocha, para compor a banda sonora do filme Os Verdes Anos:
«Muitos jovens vinham de outras terras para tentarem a sorte em
Lisboa. Isso tinha para mim um grande interesse humano e serviu de
inspiração a muitas das minhas músicas. Eram jovens completamente
marginalizados, empregadas domésticas, de lojas - Eram precisamente
essas pessoas com que eu simpatizava profundamente, pela sua
simplicidade». Recebeu um reconhecimento especial por “Os Verdes anos”.
Quando os presos políticos foram libertados depois do 25 de Abril de 1974,
eram vistos como heróis. No entanto, Carlos Paredes sempre recusou
esse estatuto, dado pelo povo. Sobre o tempo que foi preso nunca gostou
muito de comentar. Dizia «que havia pessoas, que sofreram mais do que
eu!». Ele é reintegrado no quadro do Hospital de São José e percorre o
país, actuando em sessões culturais, musicais e políticas em
simultâneo, mantendo sempre uma vida simples, e por incrível que possa
parecer, a sua profissão de arquivista de radiografias. Várias
compilações de gravações de Carlos Paredes são editadas, estando desde
2003 a sua obra completa reunida numa caixa de oito CDs.
A sua paixão pela guitarra era tanta que, conta que certa vez, a sua guitarra se perdeu numa viagem de avião e ele confessou a um amigo que «pensou em se suicidar».
Uma doença do sistema nervoso central, (mielopatia), impediu-o de tocar durante os últimos 11 anos da sua vida. Morreu a 23 de julho de 2004 na Fundação Lar Nossa Senhora da Saúde em Lisboa, sendo decretado Luto Nacional.
"Quando eu morrer, morre a guitarra também.
O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele.
Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”
Amy Jade Winehouse (Londres, 14 de setembro de 1983 - Londres, 23 de julho de 2011) foi uma cantora e compositorabritânica conhecida por seu poderoso e profundo contralto vocal e sua mistura eclética de géneros musicais, incluindo soul, jazz e R&B. Iniciou uma carreira musical ainda na adolescência, apresentando-se em pequenos clubes de jazz em Londres. No fim de 1999, assinou o seu primeiro contrato com uma editora discográfica, a EMI Music, mas após ter sido descoberta por Darcus Breeze, em 2001, assinou contrato com a Island Records.
A sua primeira aparição no cenário musical britânico foi em 2003, com o seu álbum de estreia Frank. O disco foi bem recebido pela crítica especialista, mas, inicialmente, não obteve sucesso comercial e gerou quatro singles, todos sem êxito. Foi em 2006, com o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, Back to Black,
com o qual Amy Winehouse ganhou proeminência como artista. Este
obteve um bom desempenho comercial e alcançou as posições mais
elevadas no ranking internacional, tendo atingido o número um em dezoito países, incluindo Reino Unido, Áustria, Alemanha, Dinamarca e Irlanda, enquanto nos Estados Unidos chegou à sua posição máxima no número dois. Deste trabalho foram retirados seis singles, sendo "Rehab" o mais bem-sucedido. Back to Black
vendeu seis milhões de cópias e foi o segundo disco mais vendido de
2007. No ano seguinte, o álbum foi nomeado para seis categorias na 50.ª edição dos Grammy Awards,
das quais venceu cinco, o que fez de Winehouse a artista feminina
britânica mais premiada em apenas uma edição deste famoso prémio. Além
disso, as suas conquistas incluem três prémios Ivor Novello Awards, dois ECHO Awards e um total de seis Grammy Awards, entre outros.
Considerada a desencadeadora da nova invasão britânica, Amy Winehouse é denominada como Nova Rainha do Soul pela crítica especialista. Ela é citada como influência musical por várias cantoras, incluindo Adele, Duffy, Rumer e Lady Gaga, e foi a intérprete que mais vendeu a nível digital no Reino Unido em 2007, sendo posicionada no número dez na Lista dos Ricos do jornal inglês Sunday Times, com uma renda total de dez milhões de libras. Foi, ainda, eleita a segunda maior heroína dos britânicos pelo canal de televisão Sky News, com base em uma pesquisa realizada entre pessoas com menos de 25 anos de idade, em 2008, atrás apenas da princesa Diana.
No
entanto, apesar de bem-sucedida, a sua carreira foi muitas vezes
ofuscada pelos seus problemas pessoais, principalmente pelo seu
casamento conturbado com o ex-assistente de vídeo Blake Fielder-Civil,
uma vez que as disputas do casal foram diariamente comentadas pela imprensa. Além disso, o seu envolvimento com álcool e drogas e a sua luta para superar as dependências também prejudicaram a sua imagem pública.
Amy Winehouse foi encontrada morta na sua casa, em Londres, a 23 de julho de 2011. A causa da morte foi intoxicação por álcool. Após o falecimento da cantora, Back to Black tornou-se o disco mais vendido do século XXI no Reino Unido. Também em 2011, foi lançada a compilação póstuma Lioness: Hidden Treasures, que recebeu críticas positivas dos media especializados e teve um desempenho comercial favorável. Nesse mesmo ano, o jornal sueco Metro International concedeu à cantora o título de Celebridade do Ano, enquanto o canal VH1 colocou-a na 26.ª posição em sua lista das 100 Grandes Mulheres da Música, em 2012.
(...)
A
sua última aparição pública foi em 20 de julho de 2011, quando ela
subiu ao palco para apoiar a sua sobrinha, Dionne Bromfield, que
realizava um show em Camden Town, com o grupo The Wanted. Três dias depois Amy Winehouse foi encontrada morta na sua casa por causas até então desconhecidas.
Por volta das 15.54 horas de 23 de julho de 2011 (horário de verão britânico, UTC+1), duas ambulâncias foram chamadas para a casa de Winehouse em Camden, Londres, devido a uma chamada para a polícia britânica, para atender uma mulher desmaiada.
Pouco tempo depois, as autoridades metropolitanas confirmaram a morte da
cantora. Posteriormente, foi aberta uma investigação, a fim de
determinar a causa da morte de Amy Winehouse, porém os primeiros
resultados não foram conclusivos e uma análise toxicológica
foi necessária. Apenas em 26 de outubro do mesmo ano, os relatórios
finais puderam indicar que a causa da morte decorreu de um consumo
abusivo de álcool após um período de abstinência, que mantivera até o dia 22 do mesmo mês. Suzanne Greenaway, médica legista disse que a quantidade de álcool encontrado no sangue da artista era de 4,16 g/l, cinco vezes maior que o suportável.
No dia da morte, a editora discográficaUniversal Music Group emitiu um comunicado expressando seu pesar pela morte inesperada da cantora. Além disso, artistas como os U2, Lady Gaga, Nicki Minaj, Bruno Mars, Rihanna, George Michael, Adele, Kelly Clarkson e Courtney Love
fizeram tributos a Amy Winehouse. Diversos fãs também fizeram
homenagens a ela, deixando garrafas de bebidas alcoólicas, taças,
cigarros e diversas fotos da cantora em frente à sua casa em Camden
Town. A sua morte também trouxe de volta os seus materiais discográficos
aos rankings ao redor do mundo.
A cerimónia fúnebre ocorreu no dia 26 de julho de 2011, terça-feira, no
cemitério Edgwarebury, em Londres. A família e os amigos mais íntimos
de Winehouse, além de algumas celebridades, como Mark Ronson, Kelly Osbourne e Bryan Adams, participaram da cerimónia, que seguiu os preceitos da religião judaica.
O corpo da artista foi cremado e suas cinzas foram misturadas com as
de sua avó, Cynthia. Com a conclusão do funeral, os seus pais
declararam a sua intenção de criar uma fundação para ajudar jovens viciados em drogas.
A 17 de dezembro de 2012, as
autoridades britânicas decidiram reabrir o inquérito para confirmar a
causa da morte de Amy Winehouse e a 8 de janeiro de 2013 os
relatórios confirmaram que a cantora morreu devido a uma intoxicaçãoalcoólica.
No decorrer de um tratamento contra um cancro do pulmão, que já durava seis anos, Dominguinhos teve problemas com arritmia cardíaca e infeção respiratória e foi internado no Recife em dezembro de 2012. Um mês depois foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.
No decorrer dos meses seguintes seu quadro se agravou, tendo sofrido
várias paragens cardíacas. Em março o seu filho Mauro declarou à
imprensa que o cantor não deveria mais sair do coma
em que se encontrava, informação não confirmada pelos médicos, que,
segundo os boletins divulgados, afirmavam que Dominguinhos estava
minimamente consciente e apresentava leve melhoria.
Em 13 de julho, o cantor deixou a UTI, mas ainda permaneceu internado, com quadro considerado estável.
Com um novo agravamento no seu quadro, voltou para a UTI, onde morreu ,
às dezoito horas do dia 23 de julho de 2013, após sofrer complicações
infecciosas e cardíacas.
Devido a uma disputa judicial entre os seus familiares, quanto ao local
do sepultamento, o corpo de Dominguinhos teve dois sepultamentos. O
primeiro foi no Cemitério Morada da Paz em Paulista, Região Metropolitana do Recife, no dia 25 de julho de 2013.
Dois meses depois, em 26 de setembro, o seu corpo foi transferido para Garanhuns, onde houve um novo sepultamento no mesmo dia, no Cemitério São Miguel. O desejo de Dominguinhos era ser sepultado na sua terra natal.
Saul Hudson (Londres, 23 de julho de 1965), conhecido pelo seu nome artísticoSlash, é um guitarristabritânico/norte-americano, mundialmente famoso como membro original da banda de hard rockGuns N' Roses,
com quem alcançou sucesso mundial no final da década de 80 e início
dos anos 90. Na sua carreira posterior, Slash integrou algumas outras
bandas de diversos estilos, bem sucedidas na sua maioria, e em 2010
iniciou uma carreira a solo, lançando quatro discos e estando
atualmente na sua terceira turnê mundial.
Slash completou a formação clássica dos Guns N' Roses em 1986 e, no ano seguinte, o grupo lançou o seu primeiro disco, Appetite for Destruction,
que não teve nenhum grande impacto inicial, mas acabou ganhando
grande popularidade com o tempo, transformando-se em um sucesso de
vendas e consolidando a carreira do grupo. Em 1991, o conjunto lança
seu novo disco dividido em duas partes, Use Your Illusion I e Use Your Illusion II, e apesar dos álbuns terem atingido grande sucesso, o relacionamento de Slash com o vocalista, Axl Rose,
deteriorou-se com o passar dos anos e o guitarrista deixou o grupo em
1996. Nos anos seguintes, Slash trabalhou com seu projeto
independente, Slash's Snakepit,
mas os problemas com drogas do músico e a péssima conduta dos demais
integrantes levaram ao fim do grupo em 2001. Slash formou uma nova
banda em 2004, Velvet Revolver, e apesar do sucesso alcançado, a saída do vocalista Scott Weiland
encerrou a carreira do grupo. Em 2010, Slash assinou contrato para um
carreira sob seu próprio nome e lançou o seu primeiro disco, Slash,
produzido ao lado de vários músicos, e acompanhado por uma banda de
apoio o guitarrista realizou uma turnê mundial entre 2010 e 2011. Em
2012, o músico lançou seu novo disco, Apocalyptic Love, e iniciou uma nova turnê ao redor do mundo, turnê essa que foi muito bem recebida e aclamada pelo público.
A Batalha de Salamanca ocorreu a 22 de julho de 1812, durante a Guerra Peninsular. Opôs o exército anglo-luso, sob o comando de Wellington, reforçado com algumas forças espanholas, ao chamado Exército de Portugal, francês, comandado pelo marechal Marmont. Esta batalha foi uma das mais importantes vitórias de Wellington e afastou definitivamente os Franceses de Portugal.
Morreu o cantor Ozzy Osbourne, lenda do heavy metal
Músico tinha 76 anos e
sofria de doença de Parkinson. Vocalista dos Black Sabbath tinha
realizado há poucas semanas um concerto de despedida na cidade natal da
banda, para mais de 40 mil pessoas.
O cantor e compositor britânico, Ozzy Osbourne, morreu esta
terça-feira, aos 76 anos. O vocalista dos Black Sabbath, conhecido como
"Príncipe das Trevas", tinha estado reunido há poucas semanas com os
companheiros da banda, para um concerto de despedida na cidade natal do
grupo, em Birmingham.
"É com mais tristeza do que palavras podem expressar que temos
que informar que o nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Ele
estava com a família e cercado de amor", referiu a família de Osbourne
em comunicado citado pela Sky News.
A causa da morte não foi ainda revelada. Osbourne sofria de
doença de Parkinson e teve outros problemas de saúde nos últimos anos,
incluindo complicações com ferimentos após uma queda em 2019.
Os membros originais da banda estiveram reunidos pela primeira
vez em 20 anos no passado dia 5 de julho, para se despedirem dos fãs.
Sentado numa cadeira ao estilo de trono e decorada com morcegos e
crânios: foi assim que Ozzy se apresentou no início do concerto, antes
de se ter juntado aos restantes elementos para que apresentassem alguns
clássicos. Estiveram presentes no estádio Villa Park, em Aston, mais de
40 mil pessoas.
Antes de alcançar sucesso como artista a solo, Osbourne foi
pioneiro do heavy metal. "Iron Man", "Paranoid", "War Pigs", "Crazy
Tain" e "Changes" são alguns dos temas mais conhecidos do cantor e
compositor.
O músico deixa a esposa, Sharon, e cinco filhos, Aimee,
Kelly, Jack, Jessica e Louis, estes dois últimos do primeiro casamento
com Thelma Riley.
Em 1 de janeiro de 1801 Piazzi descobriu o planeta anãoCeres, tendo-o designado inicialmente por Cerere Ferdinandea (por causa da deusa da mitologia romana Ceres e do rei Fernando IV, de Nápoles e da Sicília). A existência e a localização de Ceres tinha sido prevista pela lei de Titius-Bode alguns anos antes e durante muitos anos foi considerado como um asteroide.
Homenagens
Em 1871, Constantino Corti esculpiu uma estátua de Piazzi, esta estátua encontra-se na terra natal de Piazzi, Ponte in Valtellina. Mais tarde, em 1923, 1000 Piazzia, o milésimo asteroide a ser numerado, foi batizado em sua homenagem. Em 1935, o seu nome foi dado a uma cratera lunar - Piazzi. Mais recentemente, um grande albedo, provavelmente uma cratera, fotografada pelo telescópio espacial Hubble em Ceres, foi, informalmente, batizada de Piazzi.
Anders Behring Breivik, officially Far Skaldigrimmr Rauskjoldr av Northriki and formerly Fjotolf Hansen (Oslo, 13 February 1979), better known by his birth name Anders Behring Breivik and by his pseudonym Andrew Berwick, is a Norwegian far-right domestic terrorist, known for committing the 2011 Norway attacks on 22 July 2011. On that day, he killed eight people by detonating a van bomb at Regjeringskvartalet in Oslo, then killed 69 participants of a Workers' Youth League (AUF) summer camp in a mass shooting on the island of Utøya.
Breivik's trial was held in 2012.
After being found psychologically competent to stand trial, in July
2012, he was found guilty of mass murder, causing a fatal explosion, and terrorism. Breivik was sentenced to the maximum civilian criminal penalty in Norway, which is 21 years imprisonment in addition to preventive detention,
which is the possibility of one or more extensions for as long as he is
deemed a danger to society. Breivik must serve at least ten years
imprisonment.
Breivik announced that he did not recognize the legitimacy of the court
and therefore did not accept its decision—he decided not to appeal,
saying this would legitimize the authority of the Oslo District Court.
At the age of 16, he was arrested for spraying graffiti on walls. He was not chosen for conscription into the Norwegian Armed Forces. At the age of 20, he joined the anti-immigration Progress Party,
and chaired the local Vest Oslo branch of the party's youth
organization in 2002. He joined a gun club in 2005. He left the Progress
Party in 2006. A company he founded was later declared bankrupt. He had
no declared income in 2009 and his assets were 390,000 kroner
(equivalent to $72,063), according to Norwegian tax authority figures.
He financed the terror attacks with a total of €130,000; nine credit
cards gave him access to credit.
On the day of the attacks, Breivik emailed a compendium of texts entitled 2083: A European Declaration of Independence, describing his militant ideology. In them, he stated his opposition to Islam and blamed feminism
for a European "cultural suicide." The text called for the deportation
of all Muslims from Europe and Breivik wrote that his main motive for the attacks was to publicize his manifesto.
In January 2022, due to the fact
that under Norwegian law Breivik
was eligible to be paroled after he had served ten years of his
twenty-one year sentence, he stood trial to determine whether the
District Attorney's initial decision to refuse parole would be reversed
or upheld. He lost, with the court refusing his request for parole. The
verdict is being appealed, and Breivik and his lawyer are working on a
lawsuit regarding the conditions of his imprisonment, and violations of
the European Convention on Human Rights.
Since his imprisonment, Breivik has identified himself as a fascist and a nazi, who practices Odinism.
Os atentados de 22 de julho de 2011 na Noruega consistiram numa explosão na zona de edifícios governamentais da capital, Oslo, e num tiroteio ocorrido poucas horas depois, na ilha de Utøya (no lago Tyrifjorden, Buskerud). Os atentados, perpetrados por um ativista de extrema-direita e fundamentalista cristão, resultaram em pelo menos 76 mortos (68 em Utoya e 8 em Oslo).
Local da explosão - vermelho: prédio do governo; azul: ministério do Petróleo e laranja: localização provável da bomba
Oslo
Às 15.20 horas CET (13.20 UTC), houve uma grande explosão junto dos prédios onde se situa o gabinete do primeiro-ministro da NoruegaJens Stoltenberg, danificando vários edifícios e provocando oito mortos e numerosos feridos.
Na zona fica também a sede do Ministério do Petróleo e Energia, que foi
o edifício mais danificado. Segundo os meios de comunicação locais, o
edifício do governo atingido ficou praticamente destruído e a zona
"assemelha-se a uma zona de guerra", pelos danos causados. De acordo com
as declarações da polícia, o atentado foi perpetrado mediante um carro-bomba
e pode ter consistido em uma ou mais explosões que atingiram os
edifícios, deixando o edifício do gabinete do primeiro-ministro em
chamas e os seus dezassete pisos com graves danos. Para uma melhor ação
das equipas de emergência, a polícia vedou o acesso à área e evacuou a
totalidade do resto dos edifícios governamentais.
Meios de comunicação noruegueses asseguraram que "literalmente" se
sentiu um movimento no solo com a explosão. Testemunhos no local
asseguraram que poderá ter sido causada por um carro-bomba. Além disso, o
estrondo da explosão e a onda de choque foram sentidos a muitos quilómetros em redor.
Utøya fica no lago Tyrifjorden, a nordeste de Nes
Utøya
Poucas horas depois, na ilha de Utøya,
ao norte da capital, um homem armado abriu fogo contra os participantes
de um acampamento de jovens («universidade de verão»), organizado pela
juventude do Arbeiderpartiet (Partido Trabalhista Norueguês), que estava então no governo do país. Entre 400 e 600 pessoas
participavam do evento e pelo menos 68 foram mortas no atentado.
O atirador, vestido com um uniforme de polícia, justificou a sua
entrada no campo como «verificação de rotina após o atentado em Oslo» e
começou a disparar contra os jovens. Estava prevista uma visita do
primeiro-ministro Jens Stoltenberg ao acampamento.
O cidadão norueguês Anders Behring Breivik (Oslo, 13 de fevereiro de 1979), foi descrito inicialmente como um fundamentalista cristão,
embora tal definição seja contestada (não no que concerne ao
"cristão"). Muitos mantém a definição de Breivik como um fundamentalista
cristão. O ativista, ligado à extrema-direita europeia, filiado numa loja maçónica de Oslo, neoconservador e defensor do Estado de Israel,
foi o autor confesso dos atentados. Foi acusado de ter entrado,
disfarçado de agente da polícia, no acampamento de jovens do Partido
Trabalhista (Arbeiderpartiet), na ilha de Utøya, abrindo fogo contra os presentes e matando pelo menos 68 deles.
Também se lhe atribui a autoria do atentado usando
bombas em combinação, ocorrido cerca de duas horas antes, em Oslo.
Behring foi preso em Utøya, ficando sob custódia da polícia.
De acordo com o chefe da polícia de Oslo, Breivik era dono de uma
empresa agrícola. Estava inscrito no registo estadual com duas armas - uma
automática e uma pistola do tipo Glock.
Em maio de 2009, inscreveu a sua empresa agrícola (uma quinta no leste
do país) no registo de comércio com o nome de "Breivik Geofarm". Segundo
a polícia, isso permitiu que comprasse grandes quantidades de fertilizantes, que podem ser usados na fabricação de explosivos, sem levantar suspeitas.
De 1999 a 2006, Anders Behring Breivik foi membro do Fremskrittspartiet (Partido do Progresso), de direita, populista, que defende maiores restrições à imigração. Entre 1997 e 2007, Breivik participou ativamente na juventude do partido (Framstegspartiet sin Ungdom,
FpU), tendo servido em várias funções, inclusive a de presidente da
secção local de Oslo-Oeste (de janeiro a outubro de 2002) da organização
e a
de diretor da mesma secção, entre outubro de 2002 e novembro de 2004.
Apesar disso, o líder do Fremskrittspartiet, Siv Jensen, garante que Breivik já não militava no partido e "nunca foi muito ativo".
Retratado como neonazi
pelos media, Anders na verdade auto-proclamava-se anti-nazi e defensor
do Estado de Israel como bastião da Civilização Ocidental no Oriente
Médio, ao mesmo tempo em que coloca a ideologia nazi, do marxismo cultural e do fundamentalismo islâmico num mesmo "pacote anti-Ocidente".
Segundo o chefe dos serviços de informação, Øystein Mæland, Anders Behring Breivik parecia situar-se na extrema-direita política e seria um "fundamentalista cristão". Breivik manifestou-se em blogs, atacando o multiculturalismo e o Islão.
"Quando o multiculturalismo deixará de ser uma ideologia criada para
destruir a cultura europeia, as tradições e a identidade do Estado-nação?", escreveu ele em comentário postado no dia 2 de fevereiro de 2010, num site de extrema-direita (www.documento.no). Um jornalista do diário DagBladet
definiu Breivik como "islamofóbico, pró-Israel, anti-imigração,
hipernacionalista e relativamente intelectual, que cresceu na zona oeste
de Oslo, a parte rica e burguesa". Na sua suposta página no Facebook, dizia que é solteiro, cristão (mas contra a política do Vaticano), conservador, interessado em fisiculturismo, maçonaria e caça. Devido ao crime, as contas de Anders B. Breivik no Facebook e no Twitter foram bloqueadas pela polícia.
Militante
ativo na Resistência contra o fascismo, sofreu a repressão do regime
sem nunca vacilar na determinação com que o enfrentou. Em democracia
tem-se mantido um cidadão ativo e interveniente no campo autárquico,
sindical e político.
Alfredo Rodrigues de Matos nasceu em S. Pedro do Sul, a 22 de julho de
1934, mas foi para o Barreiro em 1939 e aí fez o curso industrial, o
curso de guarda-livros e completou o 3º ciclo do liceu. Aderiu então ao
MUD Juvenil e, em 1952, começou a trabalhar na CUF, primeiro como
operário, depois como empregado de escritório. Em janeiro de 1957, foi
preso pela PIDE e julgado no Tribunal Plenário, tendo sido condenado a
18 meses de prisão correcional a que se juntaram 3 anos de medidas de
segurança, pelo que cumpriu 4 anos e seis meses de prisão (no Aljube, no
Forte de Caxias e na cadeia da PIDE no Porto).
Em 1961, na cadeia, aderiu ao Partido Comunista Português. Libertado em
janeiro de 1962, passou a desenvolver atividades políticas na margem
sul, com funções específicas na CUF, aonde regressara. Colaborava então
na redação do Boletim dos Trabalhadores.
Em 1969 fez parte da Comissão Distrital de Setúbal da CDE, integrando a
comissão de recenseamento eleitoral e participando nas ações da campanha
eleitoral, com vista às legislativas desse ano. Depois, participou na
criação do Movimento MDP/CDE, de cujo secretariado nacional fez parte.
Voltou a ser preso após as comemorações do 1º de Maio de 1970 e, após um
mês na cadeia da PIDE no Porto a ser interrogado e torturado, foi
transferido para Caxias, onde esteve até ser julgado, em dezembro, no
Tribunal Plenário de Lisboa. Foi absolvido, mas nesse mesmo mês foi
despedido do Hospital da CUF, no qual era chefe do economato.
A 22 de julho de 1970, José Afonso dedicou-lhe «Por Trás Daquela
Janela», um poema que posteriormente seria editado em disco sob o título
Eu Vou Ser Como a Toupeira.
Trabalhou depois noutras empresas e, em 1973, entrou no Sindicato dos
Bancários do Sul e Ilhas, como adjunto do secretário-geral. Nesse mesmo
ano, esteve na preparação do III Congresso da Oposição Democrática,
realizado em Aveiro, fazendo parte das comissões nacional e
coordenadora. Nesse congresso apresentou a tese «Situação e Perspetivas
dos Trabalhadores do Distrito de Setúbal». Ainda em 1973 desenvolveu
intensa atividade política em todo o distrito de Setúbal, pelo qual foi
candidato a deputado nas eleições para a Assembleia Nacional, na lista
da Oposição Democrática.
Em março de 1974, participou em reuniões das secções sindicais da CGTP
Intersindical e nas sedes dos principais bancos, em Paris, deu a
conhecer a situação política e social de Portugal.
Em 27 de abril de 1974, foi designado para discursar no Barreiro, em
nome do MDP/CDE, e logo em maio passou a fazer parte da comissão
administrativa que dirigiu a Câmara Municipal do Barreiro até às
eleições de 1976, ano em que foi eleito para a Assembleia Municipal
dessa autarquia. Em 1975, fora escolhido para adjunto do secretariado da
Intersindical, funções que desempenhou até 1979, quando foi eleito
vereador (iria substituir o presidente da CMB). Foi presidente dos
Serviços Municipalizados da Câmara Municipal do Barreiro, cargo este que
desempenhou em sucessivos mandatos, até dezembro de 1985. Em 1986
voltou à CGTP.
De fevereiro a setembro de 2002, foi colunista do semanário Voz do
Barreiro (de que viria a ser diretor entre setembro de 2006 e junho de
2007) e, entre outubro de 2002 e junho de 2004, foi diretor do jornal
Concelho de Palmela. Como dirigente associativo, fez parte dos corpos
gerentes do Cineclube do Barreiro, nos anos de 1971 e 1972.
Em 1993, Alfredo Matos recebeu a Medalha de Ouro da Cidade «Barreiro Reconhecido».
A 22 de julho de 1970, José Afonso dedicou-lhe Por Trás Daquela Janela,
um poema que posteriormente lhe entregou manuscrito. Pelo Natal de
1972, este poema, também com música de Zeca Afonso, foi editado em
disco, sob o título, Eu Vou Ser Como a Toupeira, que incluiu igualmente a canção A Morte Saiu à Rua, dedicada ao escultor José Dias Coelho, dirigente do PCP, assassinado pela PIDE em 19 de dezembro de 1961.
Por trás daquela janela
Por trás daquela janela
Faz anos o meu amigo
E irmão
Não pôs cravos na lapela
Por trás daquela janela
Nem se ouve nenhuma estrela
Por trás daquele portão
Se aquela parede andasse
Se aquela parede andasse
Eu não sei o que faria
Não sei
Se o mundo agora acordasse
Se aquela parede andasse
Se um grito enorme se ouvisse
Duma criança ao nascer
Talvez o tempo corresse
Talvez o tempo corresse
E a tua voz me ajudasse
A cantar
Mais dura a pedra moleira
E a fé, tua companheira
Mais pode a flecha certeira
E os rios que vão pró mar
Por trás daquela janela
Por trás daquela janela
Faz anos o meu amigo
E irmão
Na noite que segue ao dia
Na noite que segue ao dia
O meu amigo lá dorme
De pé
E o seu perfil anuncia
Naquela parede fria
Uma canção de alegria
No vai e vem da maré
A sua banda Parliament-Funkadelic (que gravou principalmente sob os distintos nomes de banda Parliament e Funkadelic) desenvolveu uma forma influente e eclética do funk durante a década de 70, que se baseou em ficção científica, moda extravagante, cultura psicadélica e humor surreal. Ele lançou uma carreira a solo com o álbum Computer Games de 1982 e passaria a influenciar o hip-hop dos anos 90 e o G-funk. Ele é considerado, juntamente com James Brown e Sly Stone, como um dos principais inovadores do funk. Ele foi introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll em 1997, ao lado de outros 15 membros do Parliament-Funkadelic. Em 2019, ele e os Parliament-Funkadelic receberam um Grammy Lifetime Achievement Awards.
Davies começou a aprender música aos 12 anos, na sua cidade natal, na
banda marcial da Associação Britânica de Estradas de Ferro, como
percussionista. Numa entrevista de 2002 ele contou: "Quando criança, a
percussão das bandas marciais chamava-me a atenção quando aconteciam
desfiles cívicos na minha cidade, na Inglaterra. Para mim, era um som
fantástico. Pouco tempo depois, arranjei uma bateria e fiz aulas do
instrumento. Eu levava-as a sério... por isso, imaginava como
prosseguir, tornar-me profissional, um baterista de verdade, mas também
ser capaz de ler partituras e tocar com big bands, bandas de
rock, música clássica, música latina. Quis definir o que eu queria
fazer, tornar-me requisitado e com isso estabelecer-me na vida. Nesse
momento, comecei a arranhar nos teclados e por alguma razão as pessoas
reagiram melhor do que o que fazia na bateria. Por isso, investi mais
naquilo a que as pessoas reagiam melhor".
Em 1959 a atenção de Rick Davies voltou-se para o rock'n'roll e entrou para uma banda chamada Vince and the Vigilantes. Em 1962, enquanto estudava Artes na Faculdade de Swindon, formou a primeira banda da qual foi líder, Rick's Blues, e agregou às suas referências musicais o blues, rhythm and blues e jazz, que desde então são os seus estilos favoritos. No Rick's Blues Davies tocava um piano elétrico Hohner, em vez da bateria. Quando o seu pai adoeceu, Rick acabou com os Rick's Blues,
deixou a faculdade e conseguiu um emprego como soldador numa fábrica
de sistemas de controle de larga escala. Então, durante algum tempo,
as suas aspirações artísticas foram colocadas de lado em nome da
sobrevivência da sua família.
Em setembro de 1966, entretanto, Rick recebeu uma oferta para integrar um grupo profissional chamado The Lonely Ones, que tocava basicamente soul e foi um dos primeiros grupos de que o baixista Noel Redding
fez parte. Rick foi admitido como organista, embora não soubesse
tocar o instrumento, aceitou o posto para se livrar do trabalho na
fábrica. The Lonely Ones apresentaram-se na Europa continental,
passando pela Suíça e pela Itália. Em julho de 1967, o grupo foi
renomeado para "The Joint". Daí em diante, a Suíça e a Alemanha
passaram a ser países em que a nova banda sempre fazia shows. Datam
dessa época as gravações de bandas sonoras que o The Joint fez para
filmes de baixo orçamento, como What's Happening, Der Griller, Jet Generation e Lieber und so Weiter.
Em 1968, The Joint conheceu o milionário holandês Stanley August
Miesegaes (apelidado Sam), que morava em Genebra, na Suíça. Após alguns
shows, participações na TV suíça, contatos e novos equipamentos, os
outros membros desinteressaram-se. Rick Davies era o mais talentoso, e
Sam sabia disso, tanto que se dispôs a financiar testes para novos
integrantes. Davies então decide voltar para a Inglaterra e reunir
músicos para uma nova banda.
Em agosto de 1969 é publicado um anúncio no jornal Melody Maker, ao qual respondem muitos aspirantes, mas foram escolhidos Roger Hodgson (baixo e vocal de apoio), Richard Palmer-James (guitarra e vocal principal) e Keith Baker (bateria). O resultado foi nomeado como Daddy
e a banda tocou principalmente em Munique, na Alemanha, no famoso
clube PN, com Rick Davies mais concentrado como organista. Lá
conheceram o cineasta checo Haro Senft, que teve a ideia de fazer um
documentário musical que não desse glamour aos músicos, mas que valorizasse mais a música em si. Os Daddy
mostraram-se a banda ideal para esse projeto e, em 14 de dezembro de
1969, foi filmada a apresentação deles com a música "All Along the
Watchtower", de Bob Dylan.
Em janeiro de 1970, os Daddy decidem mudar seu nome para Supertramp,
por sugestão do guitarrista Richard Palmer-James, que lia àquela
altura o livro "The Autobiography of a Supertramp", do poeta galês W.
H. Davies. À essa altura, o documentário de Senft já havia sido editado
e recebeu o título de "Supertramp Portrait 1970", que não pode ser
lançado comercialmente pois Bob Dylan não autorizou o uso da sua
música. No entanto, os membros do Supertramp sempre se mostraram gratos a Senft por esse documentário, pois divulgou bem o seu nome nos locais em que foi exibido.
Enquanto isso, Keith Baker saiu e foram abertos testes em fevereiro de
1970 para um novo baterista. O escolhido foi o inglês Robert Millar.
Com essa formação, o Supertramp foi ao estúdio para gravar seu primeiro
disco, o epónimo Supertramp, patrocinado pelo mecenas Sam. O
estilo musical predominante foi o psicadélico, marcado por longos
instrumentais e um clima bastante introspectivo. Rick Davies e Roger
Hodgson encabeçaram as composições, todas feitas em parceria. Em
relação às letras, ambos estavam relutantes, pois nunca haviam feito
isso. Depois de muitos desentendimentos entre os integrantes, o
guitarrista Richard Palmer-James assumiu a tarefa e compôs as letras,
ainda que ele também fosse inexperiente nessa área.
O disco de estreia foi lançado em 14 de julho de 1970, no Clube "Revolution", de Londres. Pouco mais de um mês depois, os Supertramp apresentaram-se
no Festival da Ilha de Wight, conhecido como o "Woodstock inglês". A
formação da banda ao vivo era completada pelo flautista e saxofonista
norte-americano Dave Winthrop, radicado na Inglaterra desde os oito
anos de idade. As relações entre os membros nessa primeira fase não
eram amigáveis, e os desentendimentos predominavam.
Apesar de tudo, os iniciantes Supertramp foram convidados a gravar a
banda sonora de um filme alemão, ainda em 1970. O filme, no título
original, chama-se "Fegefeuer"
(Purgatory, título em inglês). A banda compôs oito faixas
instrumentais para esse projeto, e o disco é uma grande raridade, pois
não foi relançado e tão pouco os Supertramp o consideram parte da sua
discografia oficial. Quanto aos problemas, chegaram a um ponto entre
os membros que Richard Palmer-James preferiu deixar os Supertramp em
dezembro de 1970. A ele seguiu-se Robert Millar, alguns meses depois,
já em 1971, após os shows particularmente problemáticos que tentaram
fazer na Noruega. Millar sofreu um colapso nervoso que o deixou em
estado semi-vegetativo, retirou-se do mundo musical e desde então mais
nenhuma notícia se teve dele.
Com a entrada de novos membros, Frank Farrell no baixo e Kevin Currie na bateria, Roger Hodgson deixou o baixo em favor da guitarra e essa formação gravou o segundo álbum, Indelibly Stamped. Ao contrário do primeiro disco, em que Hodgson foi o principal cantor, Indelibly Stamped
teve como principal cantor o líder Rick Davies. As influências desse
disco se concentraram no R&B, jazz e blues, e o resultado foi mais
eclético do que o precedente. Outra diferença que começou com o
segundo disco foi o trabalho individual de cada compositor, música e
letra, e menos em termos de parceria, ainda que não dispensassem as
contribuições um do outro nos detalhes e finalização.
Todavia, o facto era que Indelibly Stamped
não fez melhor nos tops de sucesso do que o álbum de estreia, as
vendas foram inexpressivas e os Supertramp continuavam em dificuldades
para agendar shows e crescer no reconhecimento dos ouvintes e até para
prover as suas necessidades básicas.
Nessa altura, em janeiro de 1973, ainda sem datas para shows e sem
ganhos suficientes, Roger Hodgson, Frank Farrell e Kevin Currie
aceitaram o convite para tocar com Chuck Berry como músicos
contratados, em alguns shows dele na Inglaterra. Em 1973, Farrell e
Currie saíram da banda, cansados de enfrentar revezes, guerras de egos
e escassez de recursos. Davies e Hodgson também estavam incertos, e
nesse período foram sondados para entrarem na banda Free, de Paul Rodgers e Paul Kossov. Em vez disso, aceitaram participar de algumas faixas do primeiro disco solo de Chick Churchill, tecladista dos Ten Years After,
chamado "You & Me". Davies tocou bateria nas faixas "You and Me",
"Reality in Arrears", "Ode to an Angel" e "You're not Listening".
Enquanto isso, insistiam junto à gravadora A&M e Sam para que não
voltassem atrás, pois estavam compondo novas músicas, mais maduras, e
precisavam de suporte para encontrar novos músicos.
Nesse período, fizeram teste para baixista e escolheram o escocês Dougie Thomson, que tocara com o Alan Bown Set. Também em 1973 entraram em contacto com Bob C. Benberg, baterista norte-americano que tocava com o Bees Make Honey. Depois disso, estando novamente com cinco músicos, gravaram fitas demo com canções que despontariam pouco depois, como School e Rudy. No final do ano, Dave Winthrop sai da banda, muito desmotivado e sem ver futuro naquela situação.
Para agravar o quadro, Sam decide retirar o seu patrocínio. O holandês
percebeu que tanto o seu protegido Rick Davies quanto Roger Hodgson
não estavam a fim de misturar música clássica com a influência pop,
aspiração que aparece, quando muito, vaga, nos dois álbuns lançados
até então. Sam deixa os Supertramp com o equipamento reunido até então,
comprado pelo holandês, paga as dívidas da banda junto da A&M e
lhes deseja sucesso dali para a frente.
A banda precisava de um tocador de instrumento de sopro, então Dougie
lembrou-se do seu colega John Helliwell, da banda anterior, Alan Bown Set.
Tenta fazer um contacto, mas Helliwell estava tocando na Alemanha,
sem se saber quando iria voltar à Inglaterra. Os testes continuam, a
gravação de demos também, assim como as tentativas de aumentar a
quantidade de shows. Em 1973, John Helliwell retorna ao país de origem e
é informado pela esposa de que o seu antigo colega entrou em
contacto. Helliwell fala então com Dougie e este é convidado para um
teste. O saxofonista agrada, tanto pela musicalidade quanto pelo bom
humor, e ficou com os Supertramp, ainda que nada tenha sido
oficializado.
Com essa formação promissora, os Supertramp reúnem-se com a
presidência da A&M, que esperava deles um pedido de rescisão de
contrato. Em vez disso, a banda pede apoio para mais um álbum. A
presidência ouve as fitas demo, fica empolgada e põe os Supertramp em
contacto com o produtor Dave Margereson, que também gosta do material e
juntos tomam as providências para os ensaios e gravações do que se
tornaria o álbum Crime of the Century, lançado em 1974. O álbum alcançou a quarta posição nos tops ingleses e a 38ª nos EUA.
No ano seguinte, a banda gravou "Crisis? What Crisis?",
que ficou na 20ª posição nos tops ingleses e na 44ª nas
norte-americanas. Em 1977, a banda muda para os Estados Unidos e lança "Even in the Quietest Moments", que ficou 16ª posição nos nos tops. Dois anos depois, é a vez do maior sucesso comercial da carreira dos Supertramp, com "Breakfast in America",
que alcançou a primeira posição nos EUA e o terceiro lugar na
Grã-Bretanha. Durante o recesso do Supertramp, foi lançado em 1980 o
disco ao vivo "Paris", que faturou a 8ª posição nos EUA. Em 1982, sai "...Famous Last Words...", que conquistou a 5ª posição nos EUA e a 6ª na Grã-Bretanha.
Rick Davies e Roger Hodgson, embora trabalhassem separadamente em suas
composições próprias, creditavam todas a ambos, no mesmo esquema que
era feito entre John Lennon e Paul McCartney, dos Beatles. A
diferenciação é feita a partir do vocal principal, pois Rick Davies
sempre cantou as suas próprias músicas, e Roger Hodgson, a mesma coisa.
Entretanto, sabe-se que algumas músicas que alcançaram o Top-20 nos
nos tops norte-americanos, como "Bloody Well Right", "Rudy", "Crime of the Century, "Ain't Nobody But Me", "From Now On", "Goodbye Stranger", "Bonnie" e "My Kind of Lady", entre outras, são de autoria de Rick Davies.
Com a saída de Roger Hodgson, em 1983, Davies assumiu o controle das
composições do Supertramp. Em 1985, foi lançado "Brother Where You
Bound", que chegou à 20ª posição no Reino Unido e 21ª nos Estados
Unidos, com críticas bastante favoráveis. Desse disco em diante, o som
dos Supertramp torna-se mais próximo do jazz fusion,
abandonando bastante de seu lado pop. Em 1986, Rick Davies tocou
piano no disco de estreia, auto-intitulado, da dupla humorística
canadense "Bowser and Blue".
Em 1987, os Supertramp lançam o álbum "Free as a Bird", com o novo integrante Mark Hart
em substituição de Hodgson. O disco fica no 101ª lugar nos Estados
Unidos e é considerado pela crítica e pelos fãs como o trabalho mais
fraco da banda. Após a turnê de suporte do álbum, os Supertramp entram
em paragem.
Ao que se sabe, Rick Davies passou esse tempo compondo e guardando, e
acumulou bastante material. Em 1997, tentando reunir músicas e músicos
para uma carreira a solo, Davies já havia recrutado John Helliwell e
Bob Siebenberg, e preferiu fazer um reunião do Supertramp para esse
trabalho. O resultado, "Some Things Never Change",
que não chamou a atenção da crítica, embora seja um trabalho de
qualidade que remonta ao que a banda fez antes de 1987. Incrivelmente, o
álbum ficou na 3ª posição dos tops alemãs e na 74ª nos Estados
Unidos.
Dois anos depois, é lançado o álbum duplo "It Was The Best Of Times",
que regista a força da nova formação dos Supertramp, mas que só
marcou pontos nos nos tops alemães, na 29ª posição. Em 2002 sai "Slow Motion",
que foi elogiado pela crítica, ao mesmo tempo em que ressaltada a
precariedade da produção. Três anos depois, é lançada a antologia "Retrospectacle",
bem mais abrangente do que as similares lançadas nos anos 80. Inclui
algumas faixas dos obscuros dois primeiros álbuns e também músicas
raras de alguns compactos e lados B.
Davies possui atualmente uma companhia, chamada Rick Davies Productions, que é detentora dos direitos de copyright e do nome da banda Supertramp.
Casou-se em 1977 com a nova-iorquina Sue, que é empresária da banda desde 1984. O casal não tem filhos.
Depois de viver nos Estados Unidos durante mais de três décadas, Davies tornou-se cidadão norte-americano.
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